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5 de março de 2015

António Pereira - "O Presidente começou a querer protagonismo"

António Pereira deixou o comando técnico do Gulpilhares na passada semana, tendo já sido substituído por Ernesto Faria, que se estreou na visita ao terreno do Leça do Balio com uma derrota por 4-3. 
Na altura da saída o técnico remeteu mais para a frente os motivos que o levaram a tomar essa decisão e, por parte do clube, o presidente Rui Silva afirmou tratarem-se motivos do foro interno. 
Agora, António Pereira explica em primeira mão ao 'A Bola é Redonda' os motivos que o levaram a deixar o comando técnico das 'raposas', numa altura em que liderava a Série 1 da 1ª Distrital com mais nove pontos que o segundo classificado. Rui Silva, presidente do clube, é o principal visado nas palavras do técnico gaiense, numa polémica que promete continuar por mais algum tempo.

António Pereira (ao centro) abriu o lívro sobre a sua saída do Gulpilhares
e Rui Silva é a personagem principal

A Bola é Redonda (ABR) - Mister o que motivou a sua saída do Gulpilhares, uma vez que ia em primeiro e com larga vantagem para os adversários mais directos?

António Pereira (AP) - O motivo da saída deve-se essencialmente ás faltas de condições humanas por parte do Presidente do clube. A paixão e o respeito que temos pelo futebol não pactua com atitudes menos correctas, mormente ao nível da educação, respeito, dignidade, verdade e consideração que sentimos, nós e atletas, por parte desse senhor. O copo transbordou na jornada caseira com o Mocidade Sangemil, quando fomos tratados como autênticos bonecos, presenciado por atletas e directores do clube. Assim sendo, não tínhamos mais condições de continuar o excelente trabalho, reconhecido por todos os adversários, sócios e adeptos do clube, que vínhamos a efectuar desde o dia 25 de Agosto de 2014, aquando do inicio da época. Aos  olhos de algumas pessoas poderá parecer estranho este bater de porta por parte da equipa técnica, isto atendendo á excelente campanha que estávamos a fazer, senão vejamos: Reestruturamos o plantel com atletas de enorme qualidade desportiva, aliada a uma grande ambição, carácter como homens, bases fundamentais para atacarmos a subida de divisão, objectivo proposto pelo Presidente do Gulpilhares e tudo isto, reduzindo significativamente o orçamento do clube em relação a anos anteriores.

ABR - Como programaram a época com essa redução orçamental?

AP - Iniciamos um trabalho exaustivo de scouting relativamente ás equipas que iríamos defrontar e traçamos um plano de trabalho que nos iria levar á subida de divisão. Este trabalho efectuado foi coroado com a excelente campanha que vínhamos a fazer, nomeadamente desde a primeira jornada até á nossa saída pela 20ª jornada: Primeiro classificado com diferença pontual média da ordem dos nove pontos para o segundo classificado, melhor ataque, melhor defesa, isto em termos colectivos porque em termos individuais também liderávamos com os nossos atletas. Tudo isto aliado a uma excelente campanha na taça Brali, com apuramento 100% vitorioso, sucumbindo apenas em Baião, nas grandes penalidades, onde saímos de cabeça erguida e parabenizados por todos os atletas, treinadores, directores e adeptos da equipa de Baião.

ABR - Mas então...

AP - Então nem tudo foi pacifico. Isto porque o Presidente começou a querer protagonismo, com base no quero, posso e mando, bem como 'não é como vocês querem, é como tem de ser'. Desde corte de ordenados por faltas justificadas por lesão ao serviço do clube, corte de prémios assumidos, organização e logística na saída para os jogos, má educação no trato com os atletas, etc. Em que a situação mais grave foi na 11ª jornada, em Pedroso, onde perdemos pela primeira vez, e em que este senhor, no final do jogo, entra no balneário maltratando tudo e todos, dando pontapés no que aparecia pela frente, como material do clube, ameaçando - e cumpriu - que não haveria prémio no jogo seguinte.
A equipa técnica, a partir daqui, para além do trabalho desportivo teve um acréscimo de trabalho no capitulo psicológico dos atletas, no sentido de dar continuidade a este trajecto. Era constante o mal-estar patente e presenciado sempre pelos excelentes directores do futebol, o Paulo Barbedo e o Fernando Santos, que nos pediam paciência e que continuássemos da mesma forma. Assim fizemos até á 20ª jornada, em que este senhor nos faltou ao respeito, sem educação e consideração. Posto isto estava colocado o ponto final nesta relação.


ABR - Existia algum tipo de desavença com a Direcção do clube?

AP - Com a direcção não havia qualquer tipo de desavença, aliás, eu e os meus adjuntos, o Nuno Soutelo e o Pedro Vilas Boas, sempre fomos acarinhados e incentivados pelos directores de todas as camadas a prosseguir com este projecto. Agora, com esse senhor, é impossível. Note-se que não é de agora mas sim de há uns anos a esta parte. Eu recordo Alfredo Mendes, Alexandre Coutinho, do qual fui adjunto e em que subimos á Divisão de Honra, José Manuel Ribeiro e agora nós, em que sempre patenteamos qualidade de trabalho, mas esse senhor nunca. Todos saímos pelas condições humanas desse senhor.


ABR - Mas é só no futebol sénior que isto se verifica?

AP - Não, de maneira nenhuma. Ainda recentemente fez bandeira que o futuro passa pela formação mas os actos e as atitudes não o demonstram, senão vejamos: Em 90% das camadas jovens, os treinadores foram embora por não terem condições humanas de trabalho por parte do presidente. Isto agregado a pais dos atletas descontentes, o trato humano com os atletas, directores que se demitem, etc. Formação que estava a dar frutos, pelo excelente trabalho efectuado pelo coordenador do futebol formação, em que é constantemente desautorizado e em que lhe corta o projecto top e perfeito a que deu inicio.


ABR - Saíram então com alguma mágoa?

AP- É um misto de mágoa e alivio. Mágoa porque deixamos um balneário forte, unido e coeso, como uma família do qual tivemos toda a responsabilidade de o formar. Mágoa, porque não conseguimos dar seguimento ao alavancar do Gulpilhares, e da sua freguesia que tudo faz pelo seu clube representativo, para patamares mais elevados. Mágoa, porque deixamos amigos, sócios, adeptos e simpatizantes do clube, que sempre nos acarinharam e incentivaram para engrandecer o Gulpilhares. Mas um elevado alívio quando sabemos que não temos que lidar com faltas de respeito, educação e saber estar, somado a uma grande dose de falsidade, hipocrisia, conflituosidade, etc, por parte desse senhor pseudopresidente.


ABR - Mas sai também, concerteza, agradecido...

AP - Concerteza que sim. A todos os directores do clube, sócios e adeptos, aos excelentes homens e atletas que tive o privilégio de liderar e, mesmo apesar de saber o que sentem, sei que tudo vão fazer para que sejam como já o são, uns verdadeiros Campeões. Por último aos meus adjuntos, verdadeiros amigos e companheiros, que ajudaram e partilharam comigo, bem como os atletas, uma fase menos positiva na minha vida pessoal. Com sentimento de pena de não lhes poder proporcionar, neste primeiro ano como treinadores, a alegria de levar a bom final esta época, mas com a certeza de que o futuro será risonho para nós, pautando sempre pelos nossos princípios dos quais não abdicamos nunca.

26 de fevereiro de 2015

António Pereira deixa o comando técnico do Gulpilhares

António Pereira já não é o treinador do Gulpilhares. A notícia chegou à redacção do blog e foi confirmada pelo presidente do clube gaiense, Rui Silva, que anunciou também o nome do novo técnico: "Confirma-se a saída da anterior equipa técnica. As pessoas colocaram o lugar à disposição e não havia mais nada a fazer. Arranja-se outros treinadores...", disse o presidente, que confirmou Ernesto Faria como novo treinador: "O novo técnico é o Ernesto Faria", afirmou.
Relativamente às razões que levaram António Pereira a colocar o lugar à disposição, Rui Silva referiu apenas que eram assuntos do foro interno do clube: "Os motivos são assuntos do foro interno do clube e dentro do clube que se tratam" disse.
António Pereira deixa o Gulpilhares a dez jornadas do final do campeonato da 1ª Distrital, liderando a Série 1 com 45 pontos estando próximo de alcançar o regresso à Divisão de Honra da AF Porto, grande objectivo das 'raposas' para este campeonato. No último domingo os gaienses empataram sem golo com o Mocidade Sangemil e no próximo domingo visitam o Leça do Balio, numa partida que poderá definir o futuro dos matosinhenses na luta pela subida de divisão.

Gulpilhares empata sem golos frente ao Mocidade Sangemil


Local: Complexo Desportivo de Gulpilhares
Hora: 15h
Árbitro: Bruno Ferreira

Gulpilhares: Faria, Fábio Duarte, Valente, Maté e Leandro (Lacerda 80'), Diogo, Tiago (Batata 46') e Cambiasso, Gerson (Alvarenga 46'), Pedro Gil e Nuno Velha.
Treinador: António Pereira

Mocidade Sangemil: Ricardo, João, Dias, Bruno e China, Renato, Hélder Freitas (Latas 75') e Pires, César, André (Tozé 75') e Márcio Ferreira.
Treinador: Hugo Pancho

Resultado ao intervalo: 0-0
Resultado final: 0-0

O Gulpilhares empatou sem golos na recepção ao Mocidade Sangemil, em partida da 20ª jornada da Série 1 da 1ª Distrital.
Após 45 minutos onde o Gulpilhares não esteve ao seu melhor nível, na segunda parte as coisas modificaram-se e o jogo poderia ter tido outro resultado. Porém, nenhuma das equipas conseguiu ter arte e engenho para bater o guarda-redes contrário, registando-se assim o nulo no final dos 90'.
António Pereira, treinador do Gulpilhares, refere que a sua equipa não esteve em bom plano na primeira parte desta partida: "Foi um jogo em que entramos um pouco apáticos nos primeiros 45 minutos, ao contrário do que temos vindo a fazer. No entanto, depois de acertar algumas situações menos positivas ao intervalo, entramos fortes e por manifesta infelicidade não conseguimos materializar em golos as inúmeras oportunidades que criamos", disse o técnico.
Apesar do empate o Gulpilhares mantém-se confortável na liderança da tabela classificativa, dispondo de oito pontos de vantagem sobre o Canelas 2010, segundo classificado e nove sobre o Pedroso e Leça do Balio, terceiros classificados com os mesmos 36 pontos. O próximo adversário das 'raposas' é precisamente o conjunto matosinhense, treinados por Mário Heitor.

20 de dezembro de 2014

Gulpilhares pretende voltar às vitórias no dérbi com o Crestuma


António Pereira quer
terminar 2014 em grande
O Gulpilhares sofreu a primeira derrota no campeonato, no passado domingo, na visita ao Pedroso onde perdeu por duas bolas a zero. A equipa de António Pereira foi surpreendida por um Pedroso bem organizado e que marcou em momentos cruciais da partida. Ao blog, o técnico explicou a derrota: "Não estivemos tão bem. Jogamos um pouco abaixo daquilo que conseguimos fazer. Já o Pedroso esteve bem, conseguiram marcar já no final da primeira parte, nós reagimos mas o Pedroso fechou-se e não conseguimos materializar em golo algumas oportunidades que criamos. Já nos descontos acabaram por marcar de grande penalidade, ditando o resultado final", disse.
Este domingo disputa-se o último jogo de 2014 e António Pereira quer fechar o ano com uma vitória. O adversário é o Crestuma, mas o técnico espera uma boa resposta dos seus jogadores, até porque, por eles, tinham jogado logo na segunda-feira seguinte: "Normalmente, a seguir a uma derrota, os atletas querem logo o jogo seguinte. Por aquilo que fizeram frente ao Pedroso, os meus jogadores queriam já voltar a jogar na segunda-feira. Não vai ser uma derrota que colocará tudo em causa, por isso, espero um jogo complicado, difícil, mas vamos estar concentrados e procurar a vitória. A derrota não é o fim, antes, é o princípio de muitas vitórias, esperando já que seja no domingo", concluiu.
Sérgio Fidalgo acredita
em melhoras do Crestuma
Já do lado do Crestuma, Sérgio Fidalgo, avançado que esteve em evidência no jogo do passado domingo, frente ao Senhora da Hora, ao apontar o golo dos gaienses, espera um jogo difícil: "Será uma partida difícil, claro, pois não tem havido jogos fáceis para ninguém. É um campeonato bastante equilibrado", disse, esperando, contudo, vencer: "É para isso que trabalhamos todas as semanas, para enfrentar qualquer equipa em qualquer campo", disse. O Crestuma está a atravessar um momento menos bom no campeonato, somando apenas uma vitória nas últimas sete partidas. Sérgio Fidalgo acredita que as coisas podem modificar: "Todas as equipas tem boas e más fases e não sinto que seja uma má fase. Estamos a jogar bom futebol e a respeitar o nosso estilo de jogo, no entanto, não temos sido tão felizes mas creio que tudo possa melhorar", concluiu o atleta.
A partida tem início às 15h deste domingo, no Complexo Desportivo de Gulpilhares. Batata e Hugo Lacerda são baixas confirmadas na equipa de António Pereira.

18 de dezembro de 2014

Pedroso impõe primeira derrota ao Gulpilhares


Local: Complexo Desportivo de Pedroso
Hora: 15h
Árbitro: Daniel Santos

Pedroso: Bruno, Cláudio, André, Gerson e Hugo (Manito 72'), Neves, Isidro e Berna (Rúben 72'), Pipa, Cardoso e Júlio.
Treinador: Manuel António

Gulpilhares: Faria, Fábio Duarte (Leandro 72'), Valente, Gerson e Maté, Diogo (João 72'), Cláudio e Vitinha, Cambiasso, Rooney (Tiago 88') e Nuno Velha.
Treinador: António Pereira

Resultado ao intervalo: 1-0
Resultado final: 2-0

Marcadores: Neves (45') e Isidro (94' de g.p.)

Pedroso (de amarelo) foi mais forte e impôs primeira derrota ao Gulpilhares
Foto: Gaia Desporto
O Pedroso impôs a primeira derrota ao Gulpilhares, ao cabo de 11 jogos já disputados. A equipa de Manuel António foi mais pragmática que o adversário e líder da prova, e conseguiu um golo no final de cada uma das partes do jogo, somando assim três importantes pontos. Neves abriu a contagem já perto do intervalo, aos 45'. O Gulpilhares tentou reagir no segundo tempo, mas não conseguiu ultrapassar a defensiva adversária e já no período de compensação Isidro apontou o segundo golo na marcação de uma grande penalidade.
Manuel António, treinador do Pedroso, destaca a boa exibição da sua equipa: "Defrontamos um candidato à subida e justificamos inteiramente o resultado. Procuramos a vitória do princípio ao fim, mas não significam nem mais, nem menos, do que três pontos", começou por referir o treinador. Este resultado colocou o Pedroso no quarto lugar, com 20 pontos, menos dois que o segundo classificado, o Leverense. Mas nem isso faz do Pedroso candidato à subida: "O Pedroso é apenas candidato a ganhar domingo a domingo. É esse o pensamento", afirmou peremptoriamente Manuel António, que prosseguiu: "Quando entramos, tínhamos o objectivo de fazer o melhor campeonato possível. Este é um grupo espectacular, que teve muitas dificuldades no início da época. Estamos num bom momento", disse o técnico.
Do lado do Gulpilhares, apesar das tentativas, não foi possível falar com o treinador, António Pereira.
Com este resultado o Gulpilhares mantém a primeira posição com seis pontos de vantagem sobre o segundo classificado.
No próximo domingo as 'raposas' recebem o Crestuma, ao passo que o Pedroso visita o Canelas 2010. As partidas têm início agendado para as 15h.

5 de dezembro de 2014

Gulpilhares vence Leverense com lance que gerou opiniões contrárias


Local: Estádio Comendador António Pimenta da Fosenca
Hora: 15h
Árbitro: Carlos Silva

Leverense: Gamito, Kasker (Rafael 46'), Paulo Sérgio (Barbosa 60'), Leandro e Diogo, Miguel, Morais (Bruno Lopes 46') e Hermes (Adriano 60'), Jota, Roger (Zé Tó 46') e João Pinho.
Treinador: Eduardo Paixão

Gulpilhares: Faria, Fábio Duarte, Valente, Gerson e Maté, Diogo, Vitinha e Cambiasso, Cláudio, Pedro Gil e Rooney (Nuno Velha 74').
Treinador: António Pereira

Resultado ao intervalo: 0-0
Resultado final: 0-1

Marcador: Pedro Gil (55' de g.p.)

Equlíbrio foi nota marcante no dérbi, que acabou decidido num lance controverso
Foto: Clube União Desportiva Leverense
O Gulpilhares continua firme na liderança da Série 1 da 1ª Distrital. A equipa de António Pereira conseguiu uma importante vitória no terreno do terceiro classificado, o Leverense, ao vencer por uma bola a zero a equipa de Eduardo Paixão e aproveitando também o empate do Os Lusitanos no terreno do vizinho Crestuma, para cimentar o primeiro posto.
O jogo foi divido e bem disputado pelas duas equipas, com poucas ocasiões de golo. O lance que decide a partida tem lugar já no segundo tempo, com o árbitro do encontro a assinalar para a marca da grande penalidade, dando também ordem de expulsão ao guardião leverense, Gamito. Pedro Gil não tremeu e apontou o único golo do encontro. O avançado do Gulpilhares viria ainda a ser expulso a dois minutos do final.
O resultado final não agradou a Eduardo Paixão, que antes de tudo, quis destacar os seus atletas: "Em primeiro lugar quero dar os parabéns aos meus jogadores, pois é um privilégio ser seu treinador". Já relativamente à partida, o técnico do Leverense destaca o equilíbrio do jogo e aponta o lance da grande penalidade, como o lance capital da partida: "Foi um jogo equilibrado, com poucas oportunidades de golo, onde os defesas se superiorizaram aos avançados. A segunda parte começou igual, mas depois o árbitro transforma uma falta a nosso favor, numa grande penalidade e ainda expulsa o nosso guarda-redes. O futebol tem destas coisas estranhas. A partir dos cinco minutos da segunda parte ficamos reduzidos a 10 e assim foi impossível vencer", destacou o treinador.
Já do lado do Gulpilhares, a ideia sobre o equilíbrio da partida é convergente com a do treinador adversário, o mesmo não se pode dizer do lance do golo: "É claro que é penalti", atestou António Pereira, treinador das 'Raposas', continuando: "Em termos de arbitragem, ganhe ou perca, nunca comento. Acho até que foi uma excelente arbitragem e dou só o braço a torcer na questão do tempo de compensação. O árbitro deu apenas dois minutos, quando deveriam ter sido mais, tendo em conta o tempo de paragem e substituições", referiu. Sobre o jogo, enalteceu a postura do Leverense: "Foi um jogo equilibrado, contra uma excelente equipa e que deu boa réplica. Controlamos o jogo, mas sempre à procura da vitória. Desta vez não conseguimos materializar todas as oportunidades que criamos, apenas a da grande penalidade", concluiu o técnico.
Com este resultado o Gulpilhares lidera então com 25 pontos, seguido do Os Lusitanos com 19. O Leverense é terceiro classificado com 18 pontos somados.
No próximo domingo o Gulpilhares recebe o São Vítor, enquanto o Leverense visita o terreno do Canelas 2010. As partidas têm início marcado para as 15h.

26 de novembro de 2014

Gulpilhares 'cilindra' Avintes


Local: Estádio do Gulpilhares
Hora: 15h
Árbitro: João Mário Nogueira

Gulpilhares: Faria, Fábio Duarte (Nuno Velha 47'), Valente, Gerson e Leandro, Diogo Maté e Batata, Cláudio, Pedro Gil (Tiago 55') e Rooney (Vitinha 47').
Treinador: António Pereira

Avintes: Cláudio Aires (Rúben 35'), Filipe, Cláudio, Rochinha e Tiago Silva (Alex 50'), Tiago Costa (Oleh 35'), António e Djaló (Ivo 70'), Telmo, Bruno (Rafa 40') e João Pereira.
Treinador: Eduardo Moreira

Resultado ao intervalo: 5-0
Resultado final: 8-0

Marcadores: Gerson (1'), Rooney (10'), Batata (25', 38' e 87'), Maté (30' e 89') e Vitinha (85')

O Gulpilhares continua imparável na Série 1 da 1ª Distrital e provou isso mesmo no passado domingo, ao receber e golear o Avintes por oito bolas a zero. 
Numa partida onde as 'raposas' entraram praticamente a vencer, com Gerson a abrir o marcador logo na primeira jogada do encontro, os avintenses nunca se encontraram, ao passo que tudo saiu bem aos atletas do Gulpilhares, que chegaram ao intervalo a vencer já por 5-0. Na segunda metade mais três golos, nos últimos cinco minutos, selaram um triunfo gordo, onde o herói foi Batata ao apontar um hattrik.
António Pereira, técnico do Gulpilhares, destaca o pendor atacante da sua equipa para justificar este resultado: "Sabíamos que ia ser um jogo difícil, mas entramos bem e com bastante caudal ofensivo, como foi pedido aos jogadores. O golo cedo tranquilizou-nos e acabamos por aproveitar todas as oportunidades que tivemos para marcar", disse o técnico.
Já do lado do Avintes, Eduardo Moreira era o espelho da desilusão: "Basicamente correu tudo mal neste jogo. Tivemos um dia mau, entramos mal no jogo, tínhamos uma estratégia para este jogo, mas o golo cedo condicionou-nos e não conseguimos responder. Parabéns ao Gulpilhares", disse o técnico.
Com esta vitória o Gulpilhares mantém-se no topo da tabela, agora com 22 pontos, ao passo que o Avintes ocupa a 11ª posição com nove. No próximo domingo os homens de António Pereira deslocam-se ao reduto do Leverense, ao passo que os avintenses recebem o Canelas 2010. Os jogos estão agendados para as 15h.

4 de novembro de 2011

Alfredo Mendes deixa o Gulpilhares e Alexandre Coutinho sucede-lhe

Alfredo Mendes deixou o Gulpilhares
Alfredo Mendes, treinador do Gulpilhares, deixou o cargo na passada segunda-feira, no rescaldo da derrota frente ao Perosinho, no domingo anterior, por duas bolas a uma. Ao 'A Bola é Redonda', o treinador abordou os motivos que levaram à sua saída do clube: "Já não sou treinador do Gulpilhares. A direcção achou que já não havia condições para continuar o trabalho e chegamos a acordo", começou por referir o treinador, que se mostrou magoado com a decisão da direcção presidida por Rui Silva: "A oitava jornada não há campeões, mas a direcção achou que devíamos ser. Acho que ainda tínhamos condições para continuar, mas a diferença é que a direcção achou o contrário. Acredito nesta equipa e sei que é uma das candidatas à subida de divisão", desabafou Alfredo Mendes.
Com o objectivo de alcançar a subida de divisão, o Gulpilhares iniciou esta temporada melhor que ano passado, mas o 11º lugar à oitava jornada, com apenas nove pontos somados e as duas derrotas consecutivas nos últimos dois jogos, terão sido fundamentais para a decisão da direcção em dispensar o técnico.
Paulo Eduardo, um dos capitães da equipa, disse que esta é uma situação delicada: "É uma situação delicada, pois já nos identificávamos com o treinador. Mas as coisas não estavam a correr bem e algo tinha que ser feito. Ele se calhar é o menos culpado no meio disto tudo", referiu.
Relativamente ao novo técnico, é já conhecido o nome. Alexandre Coutinho, que já passou pelo Gulpilhares, será o treinador e terá como adjunto António Pereira, que na época anterior orientou o Oliveira do Douro.

1 de maio de 2011

Oliveira do Douro de regresso aos distritais cinco anos depois


Terminou a aventura do Oliveira do Douro na 3ª Divisão Nacional. A derrota de hoje em casa frente ao Rebordosa por 2-3 confirmou aquilo que já era esperado há algum tempo, ou seja, o Oliveira do Douro consumou a descida à Divisão de Honra da AF Porto, cinco temporadas depois de ter saído. Na época 2005/2006 a formação oliveirense então treinada por António Pedro, acabou por conseguir a subida através do segundo lugar, após ter conquistado 73 pontos, menos um que o campeão desse ano, o Amarante que somou 74 pontos. A temporada seguinte foi a melhor em termos de classificação, uma vez que equipa acabou a prova em quinto lugar, somando 46 pontos. Depois, as coisas começaram a ficar mais complicadas, com os oliveirenses a garantirem a permanência a muito custo e apenas nas últimas jornadas do campeonato.
Esta temporada, a equipa pagou caro alguns erros cometidos na construção do plantel no início da temporada, com a maioria dos jogadores sem experiência de 3ª Divisão aliados a uma crise directiva que terminou com a demissão de Mário Paulo aos microfones de um programa de televisão da estação Regiões TV (RTV) bem como a passagem de três treinadores pelo banco de suplentes: José Cardoso, António Pereira e Francisco Heitor, todos eles sem grande sucesso. Ao fim de 27 jogos - 22 da fase regular e cinco da Fase Manutenção - a equipa somou a primeira vitória, na recepção ao Candal, já muito tarde para alterar o rumo dos acontecimentos. De referir que depois das entradas de Pedro Farinha para a presidência e de Francisco Heitor para o comando técnico, coadjuvado pelo filho Mário Heitor, o futebol do Oliveira do Douro transfigurou-se e apenas por manifesta falta de sorte a equipa não conseguiu amealhar mais pontos.
Termina assim uma aventura que durou cinco temporadas, apesar de ainda faltarem quatro jornadas para o final do campeonato.

12 de janeiro de 2011

António Pereira deixa Oliveira do Douro

António Pereira, técnico que orientava a equipa do Oliveira do Douro, deixou o clube no final da partida que terminou com nova derrota para os oliveirenses no passado domingo com o Joane. A notícia foi avançada na passada terça-feira pelo próprio técnico ao blog, que na altura referiu "ser o melhor para todos", e confirmada no dia seguinte pelo presidente do clube, Pedro Farinha: "O António Pereira não é mais o treinador da equipa sénior. Manifestou vontade em deixar o clube no final do jogo com o Joane e nós aceitamos". Pedro Farinha refere ainda que mesmo que António Pereira não tivesse posto o lugar à disposição, iria existir uma conversa entre o corpo directivo e o treinador: "Para ser sincero, não gostei do jogo do passado domingo, pois acabou em mais uma derrota. Começava a tornar-se insustentável, pois depositamos muitas expectativas para esse jogo. Reuni com a direcção logo depois do jogo e íamos ter uma conversa com ele, mas ele antecipou-se", disse o presidente. António Pereira termina assim um ciclo de 12 jogos à frente do clube, onde apenas conquistou um ponto, desde que substituiu José Cardoso à segunda jornada. Pedro Farinha afirmou que "um ponto em 12 jogos é muito pouco. O António Pereira sempre teve o meu apoio, os reforços vieram com o aval dele, mas há alturas em que temos que mudar e esta foi uma delas".
Aquando da sua apresentação como treinador dos seniores do Oliveira do Douro, António Pereira iria acumular as funções de treinador do escalão de juvenis do clube, algo que fez até à última semana, pois Pedro Farinha pediu-lhe que deixasse esse escalão para se dedicar exclusivamente aos seniores: "A semana passada pedi-lhe que deixasse os juvenis, para se dedicar em exclusivo aos seniores. Por isso neste momento, o António Pereira deixa o clube por completo".
A sua sucessão começou já a ser preparada desde o último domingo, tendo que ser resolvida até ao dia de hoje, para o clube poder apresentar um treinador no banco no próximo jogo. Depois de alguns contactos infrutíferos, inclusive a tentativa de regresso de José Lobo que substituiu Fernando Matos no final da primeira fase do campeonato da última época pois já assumiu compromisso com o Maria da Fonte, Pedro Farinha parece ter encontrado a solução internamente, sendo que ao que tudo indica, Heitor, que estava a trabalhar no clube à cerca de duas semanas como adjunto de António Pereira, será o escolhido para orientar até ao final da temporada a equipa sénior e terá como adjunto, Mário Heitor, jogador que entre outros clubes representou o Beira-Mar e o Vitória de Setúbal, estando agora ao serviço do Salgueiros 08.

10 de janeiro de 2011

António Pereira - "Ví coisas que não me agradaram"


Local: Estádio Municipal da Lavandeira
Hora: 15h
Árbitro: Luís Silva (AF Madeira)

Oliveira do Douro: Ricardo, Morais (Galeão 60'), Ricardo Pinheiro, Rómulo e Nuno Cardoso, Fernando, Castro (Miguelito 81'), Dudu e Zézé, Hugo Figueiredo e Jardel (Rabaça 46')
Treinador: António Pereira

Joane: Sérgio, Zé Pedro, Bruno, André Campos e Pedro Pinto (Hélder 78'), Sócrates (Vidal 90+2'), Hugo Matos e Pedro Borges, Carlos Manuel, Álvaro e Vítor Hugo (Miguel Lemos 68')
Treinador: Jorge Batista

Resultado ao intervalo: 0-0
Resultado final: 0-2

Marcadores: Vítor Hugo (54') e Miguel Lemos (88')

O Oliveira do Douro perdeu o jogo do último domingo com o Joane, por duas bolas a zero. Apesar de alguns dos reforços terem já actuado pela primeira vez ao serviço do conjunto oliveirense, estes ainda não conseguiram alterar a tendência dos resultados que o clube tem obtido esta temporada.
António Pereira, treinador da equipa gaiense, voltou a comentar o jogo para o 'A Bola é Redonda', referindo que "foi mais do mesmo. Perdemos novamente, devido a erros que comentemos e também a arbitragem tendenciosa que tivemos", afirmou o técnico. Sobre o jogo e sobre as estreias de Fernando, Hugo Figueiredo e Dudu, o técnico referiu que "o Fernando veio trazer mais solidez e os dois miúdos mais agressividade". Fernando é que teve uma estreia aziaga, pois acabou expulso pelo juiz da partida, Luís Silva, da AF Madeira, já perto do final do jogo, por duplo amarelo.
António Pereira deixou no entanto, uma declaração curiosa, sobre algo que se terá passado entre uma carrinha que vinha ao serviço do Joane e o carro da equipa de arbitragem: "Apercebi-me do rumo que as coisas iam levar durante o jogo, mas depois assisti a coisas menos claras. Uma carrinha do Joane parou junto do carro do árbitro, à saída da rotunda perto do estádio. Apesar de não ter visto nada, não deixa de ser estranho, porque depois a carrinha seguiu com o carro dos árbitros atrás", referiu o treinador oliveirense.

17 de novembro de 2010

Oliveira do Douro ainda não encontrou o caminho das vitórias


Já não há palavras para definir a época que o Oliveira do Douro está a realizar. Até ao momento, decorridos oito jogos de campeonato, a equipa não somou qualquer ponto, contando por derrotas todos os jogos efectuados até ao momento, sendo que também já foi eliminado da Taça de Portugal, pelo Sampedrense. A somar a tudo isto, a equipa já mudou de treinador, pois José Cardoso iniciou a época, mas agora é António Pereira quem está ao leme da equipa, mas a sorte parece não ter mudado. Este fim de semana a equipa voltou a ser derrotada na deslocação a Paredes, por duas bolas a uma, mas até esteve perto de conseguir um ponto, não fosse o golo de Romeu aos 70' ter deitado tudo por água abaixo. Este é de resto o pior início dos oliveirenses desde que participam nos nacionais, pois nunca tinham estado oito jornadas sem conseguir um ponto, e parece difícil conseguir alterar o rumo dos acontecimentos.
O 'A Bola é Redonda' falou com Mário Paulo, presidente do clube, para tentar perceber o que está a ser feito para alterar esta situação. Mário Paulo confidenciou ao blog que "a nível de resultados estou a ver as coisas muito mal. Sinceramente não contava estar à oitava jornada sem nenhum ponto conquistado, pois sempre pensei que teríamos 12 pontos a esta altura". O presidente continua afirmando que "alguns jogos têm corrido mal, outros até correm bem mas a bola não entra e acabamos por perder" e confessa que está a ser alvo de contestação pelos associados: "Apesar de ser uma pessoa muito querida na freguesia, é óbvio que os sócios têm manifestado algum desconforto pela situação actual da equipa sénior. No entanto, convém relembrar que o Oliveira do Douro não é só a equipa sénior, há mais dez equipas a competir e o resto da estrutura está a funcionar bem", atirou o presidente.
Mas então, o que falhou para que esta situação se tenha proporcionado? Mário Paulo responde: "O que falhou foi não haver dinheiro. Houve muitos jogadores do plantel anterior que foram embora e foi necessário refazer um plantel com jogadores de campeonatos inferiores. Para além disso, temos um plantel jovem e também tivemos o azar de ser colocados na Série B esta época, que é a série mais competitiva da 3ª Divisão, onde as equipas têm mais experiência. No entanto, continuo a realçar que temos um plantel para ter uma situação pontual melhor e como já disse, apontava para ter já conquistados 12 pontos a esta altura".
O Oliveira do Douro vê cada vez mais o objectivo de conseguir a manutenção através dos seis primeiros lugares comprometido. Nesta altura, o sexto classificado é o Leça, equipa que tem os 12 pontos que Mário Paulo esperava ter. Por isso, o cenário do regresso aos distritais é cada vez mais patente. Mário Paulo não tem medo de descer de divisão: "Se o clube tiver que descer de divisão, descerá. Não será o primeiro clube a descer nem será o último e já esteve bastante tempo nos distritais. É claro que o meu desejo é que o clube se mantenha nesta divisão, mas o meu maior desejo, ainda maior que a manutenção, é que o clube esteja controlado a nível financeiro e é isso que está a acontecer. Se assim não fosse, de que serviria ao Oliveira do Douro manter-se neste escalão e estar cheio de dividas?" concluiu o presidente.
Por seu turno, ainda não foi possível ao blog chegar à fala com António Pereira, treinador da equipa, que de há umas semanas a esta parte se tem mantido incontactável. No entanto, em declarações ao Jornal A Bola, que na secção 'Regiões' da edição desta quarta-feira, António Pereira refere que "não vamos desistir. Somos vencedores e esses nunca desistem", relativamente ao objectivo da manutenção. O técnico diz ainda que quando chegou ao comando da equipa sénior "fui apanhado de surpresa. Herdei uma equipa e uma situação tremida em termos organizacionais. Devo contudo, realçar o grupo fabuloso que vim encontrar".
Sobre o facto de a equipa ter zero pontos, o técnico não desiste e atira: "Não é fácil, mas vamos ter que tornear as dificuldades. Os resultados é que não têm aparecido, mas os zero pontos não têm nada a ver com a qualidade destes atletas, nem consentâneo com o nosso trabalho. Uma vitória poderá mudar rapidamente o rumo dos acontecimentos".
O Oliveira do Douro joga apenas no próximo dia 28 de Novembro, numa recepção ao Serzedelo.

12 de novembro de 2010

Oliveira do Douro volta a perder e crise agudiza-se

O Oliveira do Douro foi derrotado no passado domingo pelo Rebordosa por cinco bolas a zero, com a particularidade de todos os golos terem ocorrido na segunda parte do jogo. É a sétima derrota da equipa de António Pereira no campeonato, a oitava da época se tivermos em conta o jogo com o Sampedrense para a Taça de Portugal, a crise no clube parece estar instalada e para já confirmam o pior arranque da equipa desde que subiu em 2005/06 aos campeonatos nacionais, não tendo ainda conquistado qualquer ponto à sétima ronda.
Quanto ao jogo do passado domingo, uma primeira parte onde o Oliveira do Douro começou melhor, mas aos poucos foi perdendo algum domínio do jogo e o Rebordosa foi crescendo, deixando antever o descalabro que viria a ser a segunda parte. Ainda assim, os oliveirense dispuseram de uma ocasião de golo aos 16', por intermédio de Rabaça, mas o remate do avançado saiu ao lado. Ainda antes do intervalo, Ricardo, jogador dos forasteiros por pouco não inaugurou o marcador, atirando ao poste. Na segunda parte, o Rebordosa entrou mais forte e em dois minutos sentenciou o jogo, com golos de Joel e Correia aos 55' e 56' de jogo. O Oliveira do Douro perdeu o norte e acabou por se render ao futebol dos visitantes e Joel voltou a marcar aos 65' de jogo aumentando o marcador para 3-0. Os jogadores gaienses apesar do avolumar do marcador não desistiram e poderiam ter reduzido o marcador à passagem pelo minuto 70' mas os avançados não tiveram frieza para bater o guarda-redes Adriano. Já na parte final do jogo o Rebordosa marcou mais dois golos, primeiro por Nani aos 85' e depois novamente por Correia, que à semelhança de Joel, bisou na partida aos 86'. Pouco depois o jogo chegou ao final com a equipa gaiense a sair vergada ao peso de mais uma derrota constrangedora, que tornou a equipa na pior defesa da Série B da 3ª Divisão com 22 golos sofridos ao passo que também é o pior ataque com apenas cinco golos apontados.
António Pereira, treinador da equipa do Oliveira do Douro, referiu em declarações ao Jornal Audiência que "foi mais uma derrota. Os jogadores não estão a lidar bem, como é normal. Tivemos uma boa primeira parte, equilibrada e depois foi o descalabro na segunda. É o que tem acontecido em todos os jogos, sofremos um golo e depois outro e outro e outro. Não há problema nenhum na equipa, simplesmente por uma razão ou outra, as coisas não correm como nós queremos. Há que louvar a atitude e entrega dos jogadores, mas há situações que não estão bem. O trabalho é para continuar".
Na impossibilidade de chegar à fala com o técnico oliveirense, apesar das inúmeras tentativas, o 'A Bola é Redonda' sabe que dois atletas deixaram a equipa, sendo eles Caracol e Acson, este, que ao que tudo indica, está de regresso ao Brasil. No próximo domingo a equipa terá mais um adversário complicado, o Paredes, no terreno deste, num jogo que se realiza às 15h e terá arbitragem de António Ricardo Mesquita Moreira, da AF Porto.

5 de novembro de 2010

Oliveira do Douro esmagado em Leça da Palmeira


O Oliveira do Douro foi derrotado no passado domingo, na deslocação ao terreno do Leça, por um resultado que quase já não se usa em futebol: 6-2. Este é a segunda vez que a equipa oliveirense perde por 'chapa' seis desde que subiu à 3ª Nacional em 2005/06 e curiosamente o adversário na altura foi... o Rebordosa, adversário do próximo domingo, que derrotou em casa, na última jornada da época 2006/07, o Oliveira do Douro por 6-3. Pelo meio há ainda um 5-1 em casa do Lixa na temporada 2008/09 e na última temporada um 0-4 na recepção ao Cinfães na 18ª jornada. Com este resultado, a equipa agudizou ainda mais a crise que se instalou no clube e que parece teimar em desaparecer, até porque, contando com a derrota frente ao Sampedrense para a Taça de Portugal, o Oliveira do Douro ainda não ganhou nenhum jogo oficial esta temporada e já mudou de treinador.
Na impossibilidade de conseguir chegar à fala com António Pereira, técnico oliveirense, que se manteve incontactável até à tarde de ontem, Rabaça, autor dos dois tentos oliveirenses em Leça, acedeu a falar ao 'A Bola é Redonda' sobre o momento da equipa. O jogador começou por dizer que "temos uma boa equipa. Falta apenas qualquer coisa, falta um pouco mais de 'manha' aos jogadores em momentos cruciais e sobretudo, falta uma vitória. Com uma vitória tenho a certeza que as coisas vão mudar", disse o atleta abordando depois, de uma forma geral, o que tem acontecido ao Oliveira do Douro, apontando também alguns erros das equipas de arbitragens que têm apitado os jogos do clube: "Parece que nos empurram para baixo. Temos tido alguns jogos em que temos estado bem, mas parece que quando queremos fazer alguma coisa não nos deixam. Tem acontecido penaltis fantasma, expulsam-nos jogadores importantes, enfim", desabafou o jogador, que relativamente ao jogo de Leça, não encontrou palavras para justificar derrota tão pesada: "Neste jogo até nos batemos bem na primeira parte, tivemos momentos de equilíbrio. Mas depois eles fazem o segundo golo num penalti fantasma, o Rómulo é expulso injustificadamente e fiquei com a sensação que por mais que tentassemos, não iamos trazer pontos de lá. Era impossível trazer pontos de lá".
O próximo jogo é no domingo, em casa, frente ao Rebordosa. Das três vezes que estas equipas se defrontaram para o campeonato, o saldo é favorável aos visitantes, que venceram por duas vezes em casa dos oliveirenses. O que está na mente dos jogadores do Oliveira do Douro para esta jornada é, segundo Rabaça "ganhar. Vamos tentar ganhar este jogo, até porque uma vitória muda tudo", mas deixa também um recado: "Se não nos derem nada, ao menos que também não nos prejudiquem". A última e única vitória do Oliveira do Douro nos jogos disputados em Gaia teve lugar a 28 de Janeiro de 2007, decorria a época 2006/2007, e os oliveirenses receberam e despacharam o Rebordosa por 4-1.

15 de outubro de 2010

Andrade - "Temos que jogar com respeito pelo adversário"


No próximo domingo, o Coimbrões joga a 3ª Eliminatória da Taça de Portugal, numa deslocação a Mondim de Basto, para defrontar o Mondinense, equipa que disputa a Série B da 3ª Divisão Nacional juntamente com o Candal e o Oliveira do Douro. Rui França, treinador da equipa gaiense já tinha referido que o Coimbrões "é superior mas não é por isso que somos favoritos". Andrade, trinco do Coimbrões, abordou o jogo para o 'A Bola é Redonda' referindo que "temos que jogar com respeito pelo adversário mas com muita vontade de seguir em frente pois somos Coimbrões". O jogador afirma que gostariam de ter tido um 'grande' em casa, uma vez que nesta fase já entram as equipas da Liga Zon/Sagres, mas que desportivamente uma equipa teoricamente mais fraca era o ideal, analisando também o adversário: "Havia a possibilidade de nos calhar um grande, o que seria fantástico para o clube, equipa técnica e atletas, que se poderiam mostrar numa montra maior já que o plantel tem jovens de muita, mas muita qualidade. Comentamos entre nós qual o adversário ideal, ora o ideal é sempre um teoricamente mais acessível desportivamente que foi o que aconteceu, no entanto trata-se de uma equipa que apesar de ter começado mal o campeonato, subiu de divisão o ano passado e bem sabemos como pensa uma equipa que sobe de divisão e tem implementado séries de vitórias no passado recente".
Com os níveis de confiança em alta, devido à boa prestação da equipa na 2ª Nacional bem como na Taça de Portugal, onde deixou pelo caminho a Oliveirense da Liga Orangina, Andrade deixa uma promessa aos sócios: "Prometemos trabalhar muito para seguir em frente e quem sabe no próximo sorteio termos essa prenda para os nossos adeptos que bem merecem".
O Mondinense ocupa neste momento o sexto lugar na classificação geral, fruto de duas vitórias consecutivas, sobre o Oliveira do Douro, no Municipal da Lavandeira, por 0-1 e na última jornada na recepção ao Vila Meã, por 3-1, no entanto, começou mal o campeonato com duas derrotas consecutivas. Para a Taça de Portugal, a equipa teve a mesma sorte do adversário de domingo, pois ficou isenta na 1ª Eliminatória. Já na segunda recebeu e venceu o Bustelo, por duas bolas a zero. Esta equipa já defrontou os dois conjuntos gaienses da 3ª Nacional e com sortes diferentes. Na primeira jornada recebeu e perdeu com o Candal por 1-3, na terceira venceu em Gaia o Oliveira do Douro. António Pereira, treinador dos oliveirenses referiu que "apesar de serem jogos diferentes, esta partida está perfeitamente ao alcance do Coimbrões. Só não ganhamos ao Mondinense por manifesta falta de sorte".

António Pereira - "Falta uma vitória para moralizar a equipa"

António Pereira, treinador do Oliveira do Douro, abordou o jogo do passado domingo com o Amarante em exclusivo para o 'A Bola é Redonda' dizendo que "entramos bem no jogo, com espírito de equipa e conseguimos anular o Amarante durante a primeira meia horado jogo. Depois o Amarante conseguiu equilibrar o jogo, mas conseguimos chegar ao intervalo com uma igualdade a zero, fruto também de boas intervenções do nosso guarda-redes, Bruno. Na segunda parte, sabiamos que o Amarante iria entrar forte, mas mesmo assim conseguimos ser melhores qu eeles e ainda tivemos duas oportunidades de golo que desperdiçamos. Quando iamos alterar as coisas, com uma substituição para tentar algo mais que o empate, sofremos o golo do adversário, mas depois disso ainda voltamos a tomar conta do jogo e encostar o Amarante às cordas, apesar de jogarmos com menos um jogador na parte final da partida por expulsão do Coutinho, mas não ocnseguimos alterar o resultado".
Com este desfecho, o Oliveira do Douro continua na última posição e parece cada vez mais difícil sair desse lugar. Desde o início da época, realizaram-se já cinco jogos oficiais, contando com a Taça de Portugal, e os oliveirenses ainda não conseguiram uma vitória e já mudaram de treinador. António Pereira não se mostra procupado e dá a receita para o sucesso: "Falta-nos precisamente uma vitória para conseguirmos alterar o rumo dos acontecimentos, para ganhar mais confiança. Os jogadores têm estado bem, não tenho nada a apontar-lhes".
Com dois jogos realizados e duas derrotas, José Cardoso foi substituido por António Pereira, que não teve melhor sorte nos três jogos que já realizou à frente do Oliveira do Douro. Será que o técnico sente o lugar em risco? António Pereira rejeita essa idéia, afirmando que "Quando se trabalha de forma séria e honesta, não há nada a temer. Quem quer o bem do clube, sabe que ele está bem entregue e que vamos conseguir dar a volta a isto. Queria deixar um apelo aos sócios: Acreditem nesta equipa e apoiem-na porque só assim é que se conseguem atingir os objectivos. Só para ter uma idéia, vamos jogar com o Vila Meã que é o segundo classificado e só estamos a sete pontos deles. Temos 18 jogos para atingir os nossos objectivos, por isso a nossa posição ainda não é nada de preocupante".

28 de setembro de 2010

António Pereira - "Houve alguém que nos prejudicou"


Local: Estádio de Barreiros (Joane, Famalicão)
Hora: 15h
Árbitro: Daniel Cardoso (AF Aveiro)

Joane: Sérgio, Capucho, Zé Pedro, André Campo (Miguel Lemos 70') e Pedro Pinto (Daniel 88'), Sócrates (Vítor Hugo 79'), Hugo Matos e Pedro Borges, Gil, Carlos Manuel e Álvaro.
Treinador: Jorge Batista

Oliveira do Douro: Ricardo, Morais, Tonel, Rómulo e Rui, Caracol, João Napoleão (Isidro 70) e Coutinho (Miguelito 85'), Rabaça, Dani e Zé Coutinho (Sérgio Napoleão 76').
Treinador: António Pereira

Resultado ao intervalo: 2-1
Resultado final: 4-1

Marcadores: Coutinho (5') para o Oliveira do Douro e Gil (19'), Carlos Manuel (40'), Vítor Hugo (90') e Daniel (94') para o Joane

Disciplina: Cartão vermelho para Rui (25') e Rabaça (70') do Oliveira do Douro

António Pereira, treinador do Oliveira do Douro, acedeu a comentar a comentar o jogo do último domingo da sua equipa frente ao Joane, que terminou com nova derrota, desta feita por 4-1, depois de entrar a vencer com golo de Coutinho, logo aos cinco minutos de jogo. O técnico começou por afirmar que a "equipa entrou bem no jogo e acabamos por marcar cedo, logo aos cinco minutos. Foi uma boa entrada, de uma equipa que está com a moral em alta. Depois as coisas não começaram a correr bem e surgiram três habilidosos. Aos nove minutos de jogo, dá um amarelo a um jogador meu (João Napoleão) injustamente. A equipa adversária acabou por chegar à igualdade e aos 25' de jogo expulsou o Rui injustamente. Antes do intervalo ainda sofremos o segundo golo, mas depois, na segunda parte, entramos bem, com grande atitude e por pouco não chegamos à igualdade". Mas as coisas não estavam a favor dos gaienses, que aos 70' de jogo ficaram reduzidos a nove jogadores, por expulsão de Rabaça: "Aos 70 minutos de jogo, o árbitro voltou a estar mal ao expulsar o Rabaça. Num lance dividido com um adversário, quando o jogador tenta puxar a bola para dentro acerta no jogador do Joane e o árbitro deu-lhe vermelho directo. Depois já na parte final sofremos dois golos e tudo se resume a isso". O treinador não gostou do que viu por parte do trio de arbitragem de Aveiro e sente-se injustiçado, apontando, por isso, a arbitragem como factor fundamental da derrota: "Tivemos uma entrada de vencedor, mas houve alguém que nos quis prejudicar. É de enaltecer a atitude que os meus jogadores tiveram e tudo o que fizeram. Há que levantar a cabeça e pensar já no próximo jogo".
A equipa vai defrontar o Mondinense, mas amanhã, haverá jogo de treino com o Grijó, com início marcado para as 21h, no Estádio Municipal.

24 de setembro de 2010

António Pereira garante "classe" no próximo domingo

António Pereira vai fazer a sua estreia no banco do Oliveira do Douro no próximo domingo na deslocação ao terreno do Joane. O técnico falou pela primeira vez ao 'A Bola é Redonda', fazendo um balanço do pouco tempo de trabalho que leva à frente da equipa sénior do clube oliveirense: "Os jogadores estão agradados com os métodos de trabalho, com a qualidade, isto é, dar-lhes o que precisam da forma que gostam. Nota-se pelo menos uma alegria e atitude constante na abordagem de cada treino. Estou muito orgulhoso da forma abnegada como se entregam ao trabalho. Têm sido formidáveis". O técnico realça que ainda tem pouco tempo com a equipa para que esta esteja a jogar à sua imagem... mas pouco falta: "como deves calcular, cinco treinos que tivemos não são suficientes para que a equipa assim esteja. No entanto, quero realçar que estão a caminhar a passos largos para tal".
Sobre o jogo de domingo, António Pereira mostra total confiança num bom resultado em Joane e elogia os seus jogadores: "Será um jogo difícil, complicado, mas há uma grande vontade férrea de pontuar. É o que sinto no seio do balneário. Os atletas estão motivados e com vontade de dar tudo, são simplesmente fabulosos. Grande atitude e entrega ao trabalho efectuado em que dão garantias de espalhar "perfume" e classe no domingo. Eles merecem", disse o técnico, que acredita que depois do início atribulado da equipa, virá o bom tempo: "Depois da tempestade vem a bonança como se ouve dizer. E a tempestade está a dissipar-se, logo, auguram-se bons tempos".

14 de setembro de 2010

António Pereira é o sucessor de José Cardoso


Ao que tudo indica, está já encontrado o sucessor de José Cardoso. António Pereira, técnico que orientava a equipa de juvenis do clube foi o escolhido pela direcção de Mário Paulo para suceder ao anterior treinador, que se demitiu no passado domingo, soube o blog em primeira mão. Mario Paulo, entretanto, já confirmou essa situação ao 'A Bola é Redonda', afirmando que "o futebol é assim, sai um entra outro". António Pereira, que estava a comandar os juvenis esta época, vai continuar a fazê-lo, como também disse o presidente: "Era o treinador dos juvenis e vai continuar a ser, pois vai acumular as duas funções". O presidente adiantou também que "a decisão é consensual. Eu e o chefe do Departamento de Futebol decidimos e somos soberanos nessa decisão".
António Pedro, como já foi dito orienta os juvenis, mas na última época esteve ao comando da equipa junior do clube. Há duas temporadas, pelos iniciados, foi campeão de série, promovendo os jovens oliveirenses à 1ª Distrital da categoria.