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13 de novembro de 2007

SL Benfica 6-1 Boavista FC

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 35.379
Árbitro: Paulo Paraty

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Katsouranis e Léo, Binya, Rui Costa, Maxi Pereira e Cristian Rodriguez, Cardozo e Nuno Gomes.
Treiandor: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Bergessio e Romeu Ribeiro.

Boavista: Jehle, Rissut, Marcelão, Ricardo Silva e Bruno Pinheiro, Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Fary e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Edgar, Laionel e Bangoura.


Melhor jogo da temporada para a Liga, maior goleada até ao momento e um ano sem perder é o rescaldo da noite de ontém no Estádio da Luz.


Tradicionalmente os jogos frente ao Boavista são de um grau de dificuldade maior, independentemente da classificação dos clubes. O jogo de ontém não fugiu á regra e apesar do resultado demonstrar uma coisa, não foi realmente aquilo que aconteceu.
O Boavista entrou a jogar em contra-ataque, com Mateus e Zé Kalanga a segurarem Léo e Luis Filipe, o que limitou um pouco a acção dos laterais encarnados. Jorge Ribeiro aparecia em zona de remate, para aproveitar a sua boa meia distância e Diakité segurava a subida dos jogadores mais recuados da Luz. Foi assim que Mateus criou a primeira situação de perigo para Quim, estavam decorridos poucos minutos de jogo. Durante a primeira parte, o Boavista foi amplamente dominado pelo Benfica, que mesmo sem as subidas dos laterais, tinha nos extremos os principais desiquilibradores. E foi sem surpresas, que o Benfica chegou ao golo, por Cardozo, após uma excelente jogada de combinação entre Rui Costa e Rodriguez, culminando com o passe do maestro para o paraguaio bater Jehle, livre de marcação no eixo defensivo axedrezado. Até ao intervalo, o Benfica podería ter ampliado a marca, mas Jehle opôs-se bem por duas ocasiões a Cardozo.
No reatamento, o Boavista voltou a ter a melhor oportunidade para empatar, mas Quim esteve bem ao negar o golo a Mateus. Pouco depois Zé Kalanga acabou expulso por acumulação de amarelos e o Boavista quase sucumbiu. E digo quase, porque apesar de jogar com dez, ainda conseguiu chegar á igualdade pouco depois, após uma corrida desenfreada de Mateus pela direita, acabando por servir Jorge Ribeiro em zona frontal já perto da grande área, com este a trabalhar bem sobre os defesas encarnados e a bater Quim com um remate seco e colocado. Mas a alegria boavisteira durou pouco tempo. O Benfica imprimiu uma velocidade ao jogo estonteante, e em meia hora cilindrou o conjunto de Jaime Pacheco. Maxi Pereira aos 62 apareceu sozinho em zona frontal e desferiu remate indefensável para Jehle, depois de boa jogada de Léo, aproveitando a ausência de Zé Kalanga. Minutos depois, o Benfica decidiu o rumo do jogo com o terceiro golo, da autoria de Cristian Rodriguez, após uma boa jogada de Rui Costa. O Boavista ainda respondeu e Laionel aproveitou uma escorregadela de Katsouranis para correr meio campo e atirar ao poste à saida de Quim. Mas o Benfica estava imparável e no minuto seguinte Dí María com a colaboração de Ricardo silva, faz o quarto da noite. Luis Filipe aproveita alguma desorganização no conjunto axedrezado e sobe pelo seu flanco, fazendo um centro que encontrou o argentino do outro lado. Dí María fez um centro-remate para o meio da confusão e as pernas do central do Boavista fizeram o resto. Mais cinco minutos e novo golo do benfica, desta feita de grande penalidade, cometida por Marcelão. Nuno Gomes marcou e regressou aos golos. Já perto do minuto 90 o Benfica chega à meia duzia, novamente por Nuno Gomes, após centro de Rodriguez da direita. Poderiam ter sido sete, mas Bergessio não quis apontar o segundo penalti da noite, permeitindo a defesa de Jehle. Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um resultado algo avolumado para aquilo que o Boavista fez, mas inteiramente justo por aquilo que o Benfica jogou e produziu na noite de ontém.

7 de novembro de 2007

Celtic 1-0 SL Benfica

Estádio: Celtic Park
Espectadores: 60.000
Árbitro: Martin Hansson (Suécia)


Celtic: Boruc, Caldwell, Kennedy, McManus e Naylor, McGeady, Hartley, Jarosik e Scott Brown, Vennegoor of Hesselink e McDonald.
Treinador: Gordon Strachan. Jogaram ainda: Killen, Donati e Sno.


SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Edcarlos e Léo, Binya e Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Nuno Gomes e Bergessio.


O Benfica voltou a marcar passo na Champios e agora ocupa a última posição do grupo, pondo em risco o apuramento para a fase seguinte da prova e mesmo para a Taça UEFA.


Não se pode dizer que o Benfica ontém não jogou futebol. Sería mentira. O Benfica jogou futebol, a espaços bom futebol, chegando mesmo a assustar os adeptos do Celtic, que não esperavam outra coisa que não a vitória, para acalentarem o sonho da passagem aos oitavos de final da prova pela segunda vez consecutiva. Camacho disse que este jogo era para homens e o presidente relembrou que estava tudo nas mãos dos jogadores. E de facto tinha razão. Os jogadores do Benfica demonstram um elevado índice de criação de jogadas de golo, e até de remates à baliza, mas não é isso que ganha os jogos. Com a mesma facilidade com que criam oportunidades também as falham. Camacho voltou a deixar Cardozo sozinho na frente de ataque, dando mais consistência ao meio campo, zona forte do adversário de ontém. Nakamura não jogou, o Celtic perdeu alguma fantasia, mas não velocidade, sempre pelas alas com McGeady e Scott Brown em destaque. Do lado dos encarnados, o caudal ofensivo era conduzido em grande parte por Cardozo e Rui Costa, com Cristian Rodriguez, de quando em vez, a assumir também esse papel. Mas um jogo de futebol pode ser decidido por detalhes e foi isso que aconteceu. Depois de um bom início de jogo, onde o Benfica podería ter chegado ao golo logo aos 6 minutos, com Cardozo a ter a primeira perdida da noite. O Celtic tentou responder e não fosse Quim, o resultado ao intervalo podería ser outro, pois com mais algumas boas defesas, ao minuto 17 e depois ao 22 a remates de Brown e McDonald, foi adiando o golo. O Benfica foi ligeiramente superior em termos de futebol jogado, mas já no último suspiro, mesmo antes do intervalo, McGeady deitou por terra as aspirações encarnadas, com a colaboração inadvertida de Luisão, que sem querer, desviou a bola de Quim. No segundo tempo, o Benfica foi uma sombra da primeira parte, e Cardozo voltou a dispôr de uma oportunidade, daquelas que não se falham, para empatar, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza de Boruc. A machadada final foi dada pelo proprio treinador, mais uma vez retirando de campo Cardozo e Rui Costa, os jogadores que mais perígo criaram, para fazer entrar Nuno Gomes e Bergessio e o Benfica desapareceu de campo, dando ao Celtic a oportunidade de subir e criar mais perígo, resolvido por Quim. Tempo ainda para Binya ser expulso por entrada dura sobre um adversário, tendo visto o cartão vermelho directo.
Em suma, um jogador de 9 milhões de euros, não pode falhaer tantos golos como Cardozo tem falhado, não só neste jogo, mas no geral dos jogos que já realizou pelo Benfica. Agora, aos encarnados resta esperar por um milagre para chegar aos oitavos de final e talvês um pouco de esperança e acerto, para chegar à UEFA.

30 de outubro de 2007

Benfica 2-1 Marítimo

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 45.000
Árbitro: Pedro Proença


Benfica: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Edcarlos e Léo, Katsouranis, Binya, Dí Maria, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Butt, Luis Filipe e Freddy Adu.

Maritimo: Marcos, Ricardo Esteves, Van der Linden, Ediglê e Evaldo, Wenio, Marcinho, Olberdam e Mossoró, Kanu e Makukula.
Treinador: Sebastião Lazaroni. Jogaram ainda: Briguel e Djalma.

O Benfica volta a vener um jogo nos minutos finais, depois de ter vencido o Celtic para a Champions e de ter chegado à igualdade frente ao Vit. Setúbal no mesmo período. Desta feita, a estrela voltou a ser Adu.




O Benfica defrontou no Domingo o Marítimo, e o jogo até nem começou muito bem para os encarnados. Camacho voltou a deixar Cardozo sozinho na frente, e voltou a dar o lugar de defesa direito a Maxi Pereirra, com Katsouranis a regressar ao meio campo ao lado de Binya. Dí Maria voltou á titularidade, na extrema esquerda, com Rodriguez a ocupar a faixa direita e Rui Costa a comandar as operações. Mas o início de jogo não foi o malhor para o Benfica, já que, com apenas 7 minutos de jogo, o Marítimo chegou ao golo, gelando os adeptos encarnados presentes no estádio. A jogada começou na defesa insular, com Ricardo Esteves a desmarcar Kanu, que apercebendo-se a hesitação de Quim, fez-lhe um chapeu irepreensível. O Benfica não baixou os braços e tentou chegar à igualdade, se,pre com Rui Costa na batuta. Aos 13 minutos remaou com força para boa defesa de Marcos, voltando a fazer o mesmo minutos depois. Mas ao minuto 18, a acção do maestro sería coroada de sucesso, não por ter marcado, mas porque o cruzamento que tentou fazer foi cortado pelo braço de Ricardo Esteves, já dentro da área do Marítimo. Grande penalidade indiscutivel, que Pedro Proença assinalou e Cardozo converteu, com potente remate sem hipoteses para Marcos. O Benfica voltou a ganhar animo e veio para a frente, mas à passagem da meia hora, novo revés na estrategia encarnada. Kanu volta a aparecer sozinho frente a Quim, que desta vez derruba o avançado brasileiro. Grande penalidade que Pedro Proença também não exitou em marcar e que levou a expulsão do guarda-redes benfiquista. Butt foi chamado ao jogo e Camacho teve que substituir Edcarlos para Butt entrar. O guarda-redes alemão sería uma das figuras da partida, pois ainda a frio conseguiu defender o tiro de Makukula, mantendo assim a igualdade.
Após o intervalo, o Benfica entrou ainda mais decidido a vencer o jogo, e teve oportunidades para isso. Aos 61 minutos de jogo, Katsouranis, que recuou para central, atirou mesmo ao lado do poste de Marcos, o mesmo acontecendo com o remate de Cardozo minutos depois. Antes disso, ao minuto 68, Butt voltou a estar em grande ao evitar o golo do Marítimo, depois de remate de Kanu. O Benfica encostou o Marítimo às cordas e Rodriguez teve nos pés mais uma oportunidade a doze minutos do fim, quando apanhou uma bola perdida na grande área maritimista, atirando pouco por cima da trave do batido Marcos. Depois de já ter lançado Butt e Luis Filipe, Camacho optou por dar nova oportunidade a Adu, e o miudo não deixou os seus créditos por mãos alheias. A três minutos do fim e depois de grande jogada de Léo... pelo flanco direito do ataque encarnado, o nort-americano antecipou-se a Ediglê e bateu Marcos fazendo o 2-1 e deixando em delírio os adeptos encarnados. Pouco depois o árbitro apitou para o final do jogo, com o Benfica a deixar a pele em campo e pela segunda vez consecutiva, depois de Leiria, a virar o marcador depois de entrar no jogo practicamente a perder. Os encarnados ocupam agora a segunda posição na classificação, com 16 pontos.

4 de outubro de 2007

Benfica 0-1 Shakthar Donetsk

Estádio: Estádio da Luz
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
Espectadores:


SL Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Edcarlos e Léo, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa, Dí María, Rodriguez e Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Nuno Gomes e Binya.

Shakthar: Pyatov, Srna, Chygrynskiy, Kucher e Rat, Lewandowsky, Ilsinho, Jadson e Fernandinho, Lucarelli e Brandão.
Treinador: Mircea Lucescu. Jogaram ainda: Neri Castillo, Duljaj e Hubschmann.



O Benfica perdeu na Luz, ao fim de mais um ano e novamente para a Liga dos Campeões. A derrota de ontém deixa um sabor amargo, muito amargo. Vi a inoperância atacante de uma equipa, que até criou algumas boas situações de golo, casos dos remates de Rodríguez logo aos 3 minutos, bem defendido por Pyatov, e o lance de Dí María, a levar tudo e todos ao minuto 28, mas a ser parado apenas pela barra da baliza ucrâniana. Ontem na frente de ataque, jogou Cardozo em vez de Nuno Gomes, mas a equipa não está preparada para jogar com um ponta de lança com as caracteristicas do paraguaio. É necessário existir no plantel bons flanqueadores e princípalmente com boa capacidade para executar centros tensos, à medida da cabeça do atacante, coisa que de momento no Benfica não existe. Logo, a alternativa são os remates de meia distância, tortos, ou frouxos, sem muito perígo. O Shakthar, mais cómodo e sem a ansiedade do Benfica, jogou em contra-ataque, explorando as lacunas encarnandas nas laterais. A Nelson e a Léo, cairam Ilsinho e Fernandinho, que deram muito que fazer, sobrando Jadson, atrás dos pontas de lança, Lucarelli e Brandão. E sería em contra-ataque que os ucraniânos faríam o único golo do jogo, ao minuto 42, depois de mais uma perda de bola infantil, camuflada por uma lesão muscular de Nelson. Os jogadores do Shakthar aproveitaram o balanceamento da equipa e apanharam a defesa em contrapé, precisando apenas de finalizar com calma.
No segundo tempo, o Benfica parecía uma equipa transtornada, nunca chegando a tempo aos lances, nervosa e desinspirada, o que originou muitas jogadas faltosas, entradas por trás e cartões, com alguns deles a merecerem mais que o amarelo. O Shakthar, sempre na sua toada, foi criando ocasiões de golo, que apenas por manifesto desinteresse (ou talvêz não) não foram concretizadas. Já perto do final da partida, e aproveitando os lancamentos longos de Binya, o Benfica voltou a criar algum perígo, chegando a estar mesmo perto do golo, num lance de Edcarlos, salvo por um defesa mesmo em cima do risco de baliza. Diga-se que o empate sería um duro castigo... para o Shakthar.
Com mais esta derrota, o Benfica vê a passagem aos oitavos de final por um canudo, e começa a perder também o comboio da UEFA, pois agora será quase que obrigado a vecer os dois jogos contra o Celtic e a não perder mais nenhum. Para registo fica, em cinco jogos, apenas 2 golos apontados e nenhuma vitória. Mau de mais para um candidato ao título.

30 de setembro de 2007

Bwin Liga - A noite dos derbies.

Ontém tiveram lugar dois derbies, que podem ter deixado as contas do campeonato ainda mais decididas. O FC Porto cumpriu a sua obrigação, e venceu o Boavista, enquanto que no Estádio da Luz, Benfica e Sporting não sairam do nulo, culpando depois a arbitragem.

Estádio: Estádio da Luz
Árbitro: Pedro Henriques
Espectadores: 48.222

Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Edcarlos e Léo, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa, Dí María, Cristian Rodriguez e Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Adu e Nuno Assis.

Sporting: Stoijkovik, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Vukcevik, João Moutinho e Romagnoli, Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Farnerud e Celsinho

No Estádio da Luz, esperavam-se golos no derby mais antigo do futebol português. Mas o jogo acabou com um sensaborão 0-0, e com queixas da arbitragem de ambos os lados. Os encarnados, a jogar em casa, entraram melhor e poderíam mesmo ter marcado logo a abrir, após uma excelente combinação entre Di Maria e Rui Costa, com o remate do capitão a ser parado em última instancia, pelo carrinho de Abel. O Sporting não demorou a responder, e sería Miguel Veloso a proporcionar uma excelente defesa a Quim, depois de excelente trabalho de Romagnoli. alías, por estes instantes iniciais, percebeu-se quem podríam ser as figuras do Derby: Romagnoli e Rui Costa, dois maestros.
O Benfica ainda conseguiu superiorizar-se ao Sporting durante os primeiros 15 minutos da partida, mas aos poucos, o meio campo leonino ia assumindo o jogo e virando a tendência da partida, muito por culpa do acerto de marcação feito por Miguel Veloso a Rui Costa, o que oprimiu o futebol criativo do centrocampista, reflectindo-se na produção da equipa da casa. Aos 20 minutos, surge o primeiro caso polémico, com Katsouranis a dividir o esférico com Romagnoli, aparecendo a argentino caido no chão. Pelas imagens, dá a ideia que Katsouranis toca na bola, sendo depois o contacto inevitável, devido ao estado do terreno. O Jogo prosseguiu, agora com o Sporting no comando das operações. Djaló assumiu-se como principal dor de cabeça da defesa encarnada, ofuscando por completo Liedson. Aos 37 minutos, o jovem avançado teve o golo nos pés, após mau passe de Katsouranis, mas o remate siu um nada ao lado. Minutos depois, isolou com mestria Vukcevic, mas o montenegrino permitiu a mancha do guarda-redes Quim.
No segundo tempo, o Benfica voltou a entrar melhor na partida, com um remate de Maxi Pereira, que pôs o guardião Stoijkovic em sentido. Aos 56 minutos, surgiu a melhor oportunidade de golo dos encarnados em toda a partida. Remate de Rui Costa, a surpreender tudo e todos, com Stoijkovic a defender para onde nunca se deve defender, para a frente, onde aparece Nuno Gomes, que falha aquilo que não devería falhar, o golo. Com o Benfica por cima, sería de esperar que Camacho arrisca-se a entrada de Cardozo, mas não o fêz. Ao contrário, e prevendo a perda do meio campo, Paulo Bento retirou Vukcevic e fêz entrar Farnerud, voltando a equilibrar a questão nesta zona do terreno. Assim, voltou a aparecer novamente Romagnoli, e o Benfica voltou a tremer. Camacho não mexia e o desespero nas bancadas ia aumentando, e atingiu o seu ponto máximo, quando o assistente de Pedro Henrriques lhe fez a sinalética de que algo estava mal num lance envolvendo Katsouranis, dentro da grande área encarnada. Quería o auxiliar que fosse apontada uma grande penalidade, pois vira que o jogador grego dominara a bola com o braço. Quis o árbitro, que fosse assinalada bola ao solo, para desespero das hostes leoninas, e alivio das encarnadas. O lance é de difícil julgamento, pois remete para a velha questão da mão na bola ou bola na mão. Mais uma vez as imagens televisivas não são completamente esclarecedoras, mas fica a ideia que se tivesse sido apontada grande penalidade, não tería sido mal apontada.
O jogo prosseguiu, e Camacho decidiu mexer então na equipa, lançando Cardozo no lugar de.. Nuno Gomes. Esta substiuição motivou assobíos da plateia encarnada, e demonstrou, na minha opinião, a completa mudança do Camacho da primeira passagem pelo Benfica para esta. Mais tarde entraría Freddy Adu para o lugar de Di María, e sería dos pés deste jogador que nasceu nova polémica, já em tempo de descontos, e novamente dentro da grande área, mas desta vez da do Sporting. Adu entrou com a bola dominada, e João Moutinho parece, aqui sim, derrubar com intenção o extremo encarnado. Pedro Henrriques voltou a achar o contrario, e o jogo terminou como começou, 0-0.




Estádio: Estádio do Dragão
Árbitro: Artur Soares Dias
Espectadores: 31.809



FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Marek Cech, Paulo Assunção Lucho e Raul Meireles, Quaresma, Tarik e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Leandro Lima, Bolatti e Adriano.


Boavista: Carlos, Rissut, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés, Fleurival, Diakité e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Edgar e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Bangoura e Laionel.


O FC porto entrou em campo, sabendo já do resultado do derby lisboeta, e claramente mais tranquilo, apesar de qualquer que fosse o resultado desse jogo, não abalaria a forma de jogar do campeão nacional. Sempre por cima do Boavista, que acabou por jogar a defesa, embora não tanto como se pensava, mas sempre atrás da linha da bola, não foi com surpresa que, logo ao quarto de hora, o FC Porto se adiantou no marcador. Lisandro Lopoez, o goleador de serviço, voltou a cargano campeonato e aproveitou da melhor maneira um erro tremendo de Carlos, que defendeu o remate de Quaresma para o pior sitío, para a frente, onde o argentino não desaproveitou. O FC Porto passou a gerir o resultado, e embora sempre superior, permitiu que o Boavista a espaços, se fosse aproximendo da sua área, sem no entanto causar grande perígo uma vez que os remates de meia distância eram os preferidos dos axedrezados, e aí Helton esteve bem.
No segundo tempo, o Boavista entrou ligeiramente melhor, e chegou mesmo a criar perígo através de Edgar e Jorge Ribeiro, que poderíam mesmo ter marcado. O FC Porto recuou um pouco e sentiu algumas dificuldades, muito por culpa da saida de Tarik, que foi rendido por Leandro Lima, o que permitiu a Jorge Ribeiro aventurar-se mais pelo seu flanco, criando alguns desiquilibrios. Adivinhando algum dissabor, os adeptos portistas responderam com assobios a ténue exibição dos dragões neste período do jogo, e a equipa respondeu.. com o segundo golo, da autoría de Lisandro, mais uma vez, afirmando-se como o melhor marcador azul e branco, e do campeonato. Desta vez o argentino acorreu a um passe de Marek Cech, que substituiu o lesionado Fucile na ala esquerda da defesa portista, e voltou a não falhar. Até ao fim, o FC Porto geriu o resultado, agora sim com mais calma, e saiu do jogo com uma vantagem pontual sobre o Sporting de sete pontos e oito sobre o Benfica.. a sexta jornada. Seis jogos, seis vitórias, o melhor arraque de temporada dos ultimos 16 anos e o melhor arranque de todas as ligas mais competititvas da equropa, são os recordes deste FC Porto que parece já embalado para o título.

14 de maio de 2007

Vit. Setúbal 0-1 SL Benfica

Estádio: Estádio do Bonfim
Espectadores: 6.352
Árbitro: Jorge Sousa

Vit. Setúbal: Milojevic, Janício, Aurí, Hugo, Verissímo e Bruno Ribeiro, Binho, Rui Dolores, Amuneke e Varela, Ayew.
Treinador: Carlos Cardoso. Jogaram ainda: Kim e Mádior.

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Dérlei e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, Paulo Jorge e João Coimbra.

Apesar de uma exibição fraquinha por parte do Benfica, a vitória foi justa. Mais uma vêz Miccoli foi fundamental no resultado e rebate assim os rumores que o colocam no FC Porto.

O engenheiro voltou a apostar no onze que venceu a Naval, para este jogo frente ao Vit. Setúbal, apenas operando uma alteração: o regresso de Anderson ao eixo defensívo após castigo, e a subida de Katsouranis para o miolo, formando assim o losango, com Dérlei na frente ao lado de Miccoli. Do lado do Setúbal, onde só a vitória interessava, Carlos Cardoso, apresentou uma equipa ultra-defensiva, com três centrais e dois trincos, Binho e Rui Dolores. Por isso, o jogo foi fraquinho do príncipio ao fim.
Ainda assim, foi o Vit. Setúbal a dispôr de uma excelente oportunidade para marcar, logo aos 6 minutos, quando Varela conseguiu passar por David Luiz e Léo, mas depois atirou ao lado. Num jogo lento e sem criatividade de parte a parte, o Benfica respondeu com a cabeça de Dérlei aos 8 minutos, mas a bola saíu por címa da trave da baliza sadina. O jogo era vivido longe das balizas, com mais luta no centro do terreno, onde Petit não deu um centímetro de espaço a Amuneke, uma das unidades mais perígosas do conjunto setubalense. Ainda assim, o Setúbal afigurou-se ligeiramente mais perígoso nos minutos iníciais, e David Luiz teve que se esforçar ao minuto 11, para não permitir o golo a Ayew, que já se preparava para marcar.
Numa primeira parte cinzenta, a contrastar com a necessidade de ambas as equipas terem que vencer para manterem intactas algumas esperanças, no caso do Benfica de ainda chegar ao título, no caso do Setubal, de alcançar a manutenção, os encarnados tiveram o seu primeiro remate á baliza de Milojevic, ao minuto 26, e por intermedio de Miccoli, mas a bola saíu á figura do guardião sádino. A melhor oportunidade de golo de toda a primeira parte, surgiu para o Benfica, no minuto seguinta, com Dérlei a ganhar a bola, depois de Rui Costa ter visto bem a sua desmarcação, mas depois de entrar na área, o brasileiro permitiu a defesa de Milojevic, que foi rápido a sair, fazendo bem a mancha. Até ao intervalo, o jogo continuou no mesmo rame-rame, e com a conjuntura de resultados que se verificavam ao intervalo, o Vit. Setúbal tinha alguma vantagem na luta pela permanência, pois Beira-Mar e Desp. Aves estava a perder, o que favorecia os setubalenses, pois em caso de igualdade pontual entre os três clubes, o beneficiado será a equipa de Carlos Cardoso, por causa do confronto directo entre os três emblemas. No que dizia respeito ao título, as coisas ainda assim estava baralhadas, com o Sporting líder, devido ao golo de vantagem em Coimbra, e devido á derrota do FC Porto em Paços de Ferreira.

Miccoli: golo que ainda pode valer o título


No segundo tempo, as equipas entraram iguais, mas a disposição foi algo diferente. Mais perto das balizas agora, o Setúbal foi o primeiro a criar perígo, tendo mesmo a melhor oportunidade de golo de todo o jogo ao minuto 52, depois de Kim, que tinha entrado um minuto antes, ter rematado na sequência de um canto, com Quim em grandes dificuldades, e Léo a afastar já em cima da linha de golo. Este lance parece ter acordado os jogadores do Benfica que começaram a imprimir mais velocidade ao jogo, e a encostar o Vit. Setúbal ao seu meio campo. Dérlei deu o seu lugar a Mantorras ao minuto 59, mais uma vêz debaixo de um enorme coro de assobíos, devido ás oportunidades desperdiçadas no primeiro tempo.
A melhor oportunidade de golo para o Benfica surgiu ao minuto 63, e pelos pés de Miccoli, que depois de ganhar bem a bola e conseguir-se isolar, bateu ao lado da baliza de Milojevic. O treinador setúbalense, alterou um pouco o esquema de jogo, fazendo sair Hugo e entrando Mádior, e o Setúbal criou algumas situações de embaraço para a defesa encarnada, com Amuneke, agora mais adiantado, no centro das atenções, primeiro com David Luiz a roubar-lhe uma bola in extremis, atirando para canto, depois de bem desmarcado por Varela, e na sequência do canto, a cabecear sozinho, depois de assistência de Binho. O Benfica não baixou os braços e retomou o domínio do jogo. Katsouranis deu o seu lugar a Paulo Jorge, passando o Benfica a jogar em 4x3x3, e com mais velocidade. Miccoli voltou a ter uma excelente oportunidade de golo, depois de tornear a defesa setubalense, mas voltou a rematar ao lado.
E tantas vezes o cântaro vai a fonte, que acaba por partir. A dez minutos do fim do jogo, Miccoli responde a um passe de grande qualidade de Karagounis a rasgar a defesa setubalense e depois de sentar Janício na esquerda, atirou para o fundo das redes de Milojevic, com a bola ainda a bater no guardião setubalense. Com este golo, as coisas alteravamse para o Vitória, que passava assim a ser o último classificado, e o Benfica aproximava-se do FC Porto, que já tina chegado ao empate em Paços de Ferreira. O Setúbal ainda tentou uma resposta, com Varela a furar pela defesa benfiquista, mas o centro não encontrou ninguém na área para encostar. Minutos depois o jogo chegou ao fim, com a vitória a ser feliz para o Benfica, embora justa por tudo aquilo que se passou num dos jogos mais fracos da equipa de Fernando Santos.
As decisões, tanto do título como da descida de divisão, ficaram assim adiadas para a última jornada.

O Melhor em Campo.

* Dentro de tanta insipidêz em ambos os conjuntos, volto a destacar a acção do "pequeno bombardeiro" Fabrizio Miccoli. Depois dos rumores que davam como certa a sua ida para o FC Porto, por troca com Pepe, o italiano deu mais uma prova de benfiquismo e voltou a assinalar o golo da vitória, atingindo os 10 golos no campeonato, sendo já o segundo melhor marcador encarnado. Numa segunda parte melhor que a primeira, Miccoli dispôs de duas excelentes ocasiões para marcar, e á terceira foi de vez, deixando o Benfica com o sonho de ainda ser campeão na última jornada.

* Gostava também de destacar dentro do conjunto encarnado, as exibições de Petit, Rui Costa e Karagounis, que foram essenciais no meio campo. Petit segurou Amuneke de forma exemplar nos primeiros 45 minutos, tendo inclusivé lançado o ataque por diversas situações. Rui Costa, por sua vez pautou bem o jogo e deu a Dérlei a melhor oportunidade de golo do primeiro tempo. Karagounis é um excelente jogador para guardar a bola, pois protege muito bem o esférico com o corpo. Se, aliado aos excelentes recursos técnicos, tivesse rapidez de execução sería melhor do que já é. Esteve em bom plano no lance do golo, com excelente visão de jogo, desmarcando Miccoli no espaço vazio.

O Positivo do Jogo.

* Com esta vitória o Benfica ainda pode sonhar com a conquista do título. Com a conjuntura de resultados que se verificaram no término da ronda, os encarnados ficaram a dois pontos do FC Porto e mantiveram a diferença de um ponto para o Sporting. A última ronda, no Estádio da Luz, frente á Académica, pode ser de festa.

* São já 20 os jogos sem perder desta equipa liderada por Fernando Santos. A última derrota para o campeonato aconteceu a 18 de Novembro em Braga. Daí até ao momento verificaram-se 14 vitórias, contando com a vitória frente ao Belenses em jogo em atraso da primeira ronda, e 6 empates, estes sim, a penalizar o conjunto benfiquista, princípalmente os três empates verificados contra FC Porto, Sp. Braga e Beira-Mar.

O Negativo do jogo.

* A abordagem ao mesmo por ambas as equipas. Numa partida de grande importância para ambos os clubes, a atitude não foi a melhor. O Benfica fez ligeiramente mais que o Setúbal para vencer, mas ainda assim muito pouco para uma equipa que ainda pode ser campeã. Do lado do Setúbal, depois de o seu treinador ter dito durante toda a semana ser possível vencer o Benfica, jogar em numa espécie de 5x4x1, é significativo. O empate era o único objectivo, e já se sabe, quem joga para o empate....

O Árbitro.

Joge Sousa, esteve bem no jogo de ontém, um jogo fácil de arbitrar, sem casos e com a completa colaboração dos atletas. Nada a apontar ao árbitro portuense.

7 de maio de 2007

SL Benfica 2-1 Naval 1º de Maio

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 29.240
Árbitro: João Vilas Boas

SL Benfica: Quim, Nelson, Katsouranis, David Luiz e Léo, Petit, Karagounis e Rui Costa, Manú, Dérlei e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, João Coimbra e Paulo Jorge.

Naval 1º de Maio: Taborda, Mário Sérgio, Paulão, Fernando e China, Orestes, Gilmar e Carlitos, Fajardo, Lito e Saulo.
Treinador: Fernando Mira. Jogaram ainda: Delfim e Elivelton.

O Benfica quebrou a tradição, e conseguiu vencer a Naval pela primeira vêz desde que o clube da Figueira da Foz está na 1ª Liga. Valeu Miccoli, numa exibição muito fraca dos encarnados.

Sem Simão, Nuno Gomes e Luisão devido a lesão e Anderson devido a castigo, o Benfica recebeu a Naval, já depois de saber que o FC Porto vencera o Nacional por 2-0. Fernando Santos foi obrigado a fazer alterações no onze, e desde logo Dérlei e Manú surgiram no onze, e Katsouranis foi obrigado a recuar para central, fazendo par com David Luiz, voltando assim ao 4x3x3.
O jogo começou com algum ascendente dos encarnados, que cedo tentaram resolver a questão. Rui Costa teve uma chance logo aos 4 minutos, mas Taborda esteve bem e desviou para canto.
Nos primeiros 15 minutos da partida, o Benfica foi sempre súperior aos navalistas, e Dérlei podería ter marcado o seu primeiro golo ao serviço dos encarnados, logo aos 11 minutos na sequência de um canto, mas o remate de cabeça do avançado brasileiro saiu ao lado. Mas não foi preciso muito tempo para o Benfica marcar. Dérlei aguenta a carga de um defesa da Naval e desmarca Miccoli na esquerda do ataque encarnado. Este trabalha bem sobre Fernando, defesa que o marcava, e deu em Petit, que no centro da área apenas teve que encostar para a baliza deserta, fazendo assim o primeiro golo da noite.
A Naval, que veio jogar no contra-ataque, não conseguiu sair a jogar durante grande parte do primeiro tempo, sendo encostada ao seu meio campo, o que possibilitou aos jogadores do Benfica chegarem com algum perígo junto da área de Taborda e tentarem o remate de meia distância, mas com o guardião a estar a altura e a defender grande parte das tentatívas. O futebol encarnado foi mais agradável, e as trocas de bola foram constantes entre os jogadores, com a equipa da Figueira a assistir. Talvêz tenha sido por isso que Fernando mira fêz a primeira alteração na equipa logo á passagem da meia hora, com a entrada de Delfim e a saída de Carlitos. O futebol da Naval melhorou ligeiramente e Fajardo começou a aparecer mais na zona central do terreno~, criando algumas situações, que poderíam levar algum perígo, mas Saulo e Lito estiveram bem guardados pelos defesas encarnados.
Até ao intervalo o resultado não se alterou, e o Benfica jogava mais descançado, até porque, tirando jogo com o Braga, não tinha que correr atrás do resultado.

No reatamento, Ferando Santos não efectuou nenhuma alteração, mas o futebol do Benfica veio algo diferente. Mais lentos e descontraídos, os jogadores do Benfica, e o público, sofreram o primeiro susto da noite. Uma jogada pela direita da defesa encarnada, deu a possibilidade a Fajardo e depois a Saulo de empatarem a partida, mas nenhum deles conseguiu tocar na bola e devia-la para a baliza, para desespero de Fernando Mira no banco de suplentes. O Benfica tentou responder logo de seguida, mas o árbitro anulou a jogada em que Miccoli e desmarcado por Karagounis no límite do fora de jogo, tendo depois assistido Manú, que ainda chegou a introduzir a bola na baliza. De referir que o lance foi mal anulado pelo auxiliar de João Vilas Boas, uma vez que o italiano se encontrava em linha com o último defesa da Naval.
Com o jogo a decaír de intensidade, e com o Naval a tentar chegar mais perto da área encarnada, Fernando Santos retirou Manú e fez entrar Mantorras, com o público a manifestar alguma insatisfação com esta substituição. O jogo parecía arrastar-se até ao fim, com o Benfica a não conseguir penetrar na defensíva da Naval, e com os figueirenses a apertarem cada vêz mais o cerco, chegando com algum perígo á area encarnada, com a defesa a resolver alguns lances que poderíam ter causado mais estragos. Fernando Santos decidíu preencher mais o meio campo e retirou Dérlei para fazer entar João Coimbra, voltando ao losango, mas sem resultados prácticos.
A Naval, depois de tantas vezes tentar, conseguiu chegar ao golo, practicamente a dez minutos do fim da partida. Lito iniciou a jogada, tabelando com Elivelton, que tinha entrado para o lugar de Fajardo, e aproveitando alguma passívidade da defesa encarnada, teve ainda tempo para concluir o lance após um excelente passe de calcanhar do colega, atirando rasteiro á saída de Quim. Era o desespero dos jogadores do Benfica, que tinham adormecido no segundo tempo, proporcionando uma das piores exibições da época em casa. Fernando Santos viu a sua posição no clube em perígo, e teve oportunidade de ver lenços brancos das bancadas, comprovando-se assim o divórcio entre o Engenheiro e o tribunal da Luz.
A Naval ainda tentou dar a volta ao marcador, e foi Lito novamente a proporcionar nova defesa difícil a Quim, minutos depois do golo, com um remate de meia distância. Os jogadores de Fernando Mira armaram uma armadilha aos atacantes encarnados, que foram caindo constantemente em fora de jogo nos últimos minutos. Fernando Santos Lançou então Paulo Jorge no lugar de Nelson, passando a jogar com mais homens na frente, mas nem assim o conjunto encarnado conseguia entrar na área da Naval, tentando por isso o remate de fora da área, situação que vem acontecendo desde o jogo com o Braga. Mas a um minuto do fim da partida, o génio de Miccoli voltou a aparecer. Paulo Jorge tenta o centro, mas a bola tabela num defesa navalista e cai nos pés do pequeno italiano, que de costas para a baliza e com Fernando na marcação tenta virar-se. O jogador do Benfica consegue os seus intentos e rematou cruzado, com a bola a entrar na baliza de Taborda, para surpresa deste e do defesa central. Era a explosão de alegría nas bancadas da Luz e o desânimo do lado da Naval, que viu cair por terra a possibilidade de conquistar um ponto neste jogo. Os minutos de compensação não foram mais do que minutos de gestão de resultado para o Benfica, que conseguiu manter a posse de bola, evitando assim novos dissabores. No final do jogo, voltaram a ver-se alguns lenços brancos, em sínal de desagrado com a exibição e com o sofrimento de uma vitória que tinha tudo para ser fácil.

O Melhor em Campo.

* Miccoli. Mais uma vêz fundamental na frente de ataque benfiquista. Se o Benfica quer um jogador de referência no ataque, é bom que tente e consiga ficar com o italiano. Fez a assistência para o primeiro golo, deixando Fernando nas lonas pela primeira vêz. No decorrer da partida foi um dos mais mexidos na frente, e no lance do segundo golo, voltou a dar cabo da cabeça a Fernando, primeiro conseguindo ganhar espaço, e depois rematando por entre as pernas deste para o segundo golo.

* Há que destacar também a exibição de Karagounis do lado dos encarnados. Pautou o jogo e procurou fazer um golo de meia distância, o seu ponto forte. Do lado da Naval, gostava de destacar a exibição de Lito, não só pelo golo que marcou, mas pela sua acção na segunda parte, fundamental para o crescimento da Naval.

O Positivo do Jogo.

* Vitória que serviu para pressionar o Sporting, que só jogou no Domingo.

* Primeira vitória sobre a Naval em 4 jogos disputados.

Negativo do Jogo.

* Futebol enfadonho do Benfica no segundo tempo. Não dá para perceber se é a equipa que não dá mais, ou se são os jogadores que querem mostrar alguma coisa... Por vezes parece que o alheamento do jogo é propositado.

* Questões de fundo da estrutura encarnada. Esta temporada o departamento médico tem estado debaixo de fogo, primeiro com a má avaliação da lesão de Rui Costa, depois com as informações contraditórias sobre a lesão de Simão. Limpeza exige-se.

O Árbitro.

João Vilas Boas teve um jogo fácil de gerir, logo, a sua actuação é positiva. O seu auxiliar terá ajuizado mal o lance de Miccoli, que daría o segundo golo ao Benfica, assinalando um fora de jogo inexistente. De resto nada de mais a apontar.

30 de abril de 2007

SL Benfica 1-1 Sporting CP

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 54.370
Árbitro: Pedro Henriques

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Nuno Gomes e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Manú e Mantorras.

Sporting CP: Ricardo, Abel, Caneira, Polga e Tello, Miguel Veloso, João Moutinho, Nani e Romagnoli, Yannick D'jaló e Liedson.
Treiandor: Paulo Bento. Jogaram ainda: Alecsandro, Pereirinha e Tonel.

Novamente sem Simão no onze, ao que parece porque se ressentiu da lesão horas antes do Derby, o Benfica voltou a dar minutos de avanço ao adversário. O resultado final não agrada a nenhum dos intervenientes de ontém, mas deixa o FC Porto mais perto do título.


Miccoli festeja o golo do empate

Depois de ter sido dado como apto na sexta-feira, e prespectivando-se a sua entrada no onze, em detrimento de Nuno Gomes, Simão voltou a ressentirse da lesão que o impediu de jogar frente ao Marítimo na passada semana, e assim, não alinhou no jogo de ontém. Fernando Santos manteve o onze desse jogo, enquanto que Paulo Bento, deixou Alecsandro no banco, fazendo entrar D'jaló no seu lugar.
O jogo iníciou-se practicamente com o golo de Liedson, logo no segundo minuto de jogo. Os leões voltaram a entrar forte, como tem acontecido nos últimos jogos, enquanto que o Benfica entrou muito macío e a deixar jogar o adversário. Depois de uma série de bolas mal afastadas pela defesa encarnada, esta sobrou para Abel, que arrancou excelente cruzamento, mesmo á medida da cabeça de Liedson, que não perdoou, e com Nelson a vê-lo cabecear, apontou o primeiro golo da partida. O Benfica tentou responder e Petit proporcionou boa defesa a Ricardo aos cinco minutos. Dois minutos depois, surge o primeiro caso do jogo. Miccoli fugiu a Caneira, e este agarrou o avançado encarnado, que cai á entrada da área sportinguista. Pedro Henriques deu amarelo ao defesa sportinguistas, mas os jogadores do Benfica ficaram a pedir o vermelho, uma vez que Miccoli seguía isolado para a baliza de Ricardo.
O Sporting assumiu o domínio do jogo nos primeiros 20 minutos, jogando sempre mais rápido que o adversário e ganhando sempre as segundas bolas, devido á rapidez de excução dos médios, principalmente de Miguel Veloso, e á pressão exercida sobre jogador encarnado que tinha a bola. Esse domínio, proporcionou vários remates aos jogadores do Sporting, mas nenhum levou realmente perígo á baliza de Quim. Aos 19 minutos de jogo, o Sporting esteve muito perto do 0-2, depois de ani, com uma excelente finta, ter sentado Katsouranis, junto á linha de findo. Valeu David Luiz que evitou que a bola chegasse á cabeça de Liedson, que já se preparava para emendar.
E sem que nada até ao momento o fizesse prever, o Benfica chega ao golo da igualdade. Karagounis centrou largo da esquerda, onde apareceu Katsouranis ao segundo poste, lívre de marcação a rematar de primeira. Ricardo ainda evita o golo, mas depois de um mau alivio de Nani, a bola sobrou para Miccoli, que rematou cruzado, sem hipoteses para Ricardo. O Benfica assumiu então algum domínio na partida, mas nunca suficiênte para incomodar Ricardo. O lance mais perígoso foi uma falta apontada por Rui Costa, que passou por cima da barra. Já perto do minuto 45, Miccoli desmarca-se bem e centra para a área, onde só estava Nuno Gomes, mas o corte providêncial de Polga, não permite ao avançado benfiquista cabecear. O intervalo chegou pouco depois, com o equilibrio entre as duas equipas a ser a nota dominante.

No segundo tempo, as equipas entraram iguais, e foi mais uma vez o Sporting a entrar mais forte. Aos 51 minutos, léo volta a tirar o golo da cabeça de Liedson, depois de boa inicíativa de Nani, e Tello teve uma excelente oportunidade de voltar a dar vantagem ao Sporting, depois de Petit ter escorregado perto da área e ter deixado caminho lívre para o chileno, mas Anderson impediu que o remate chegasse á baliza de Quim. O Benfica, entretanto, retomou algum do ascedente que teve no primeiro tempo, e dispôs de uma excelente oportunidade para virar o marcador, com Miccoli a antecipar-se a Abel e a cabecear, para uma defesa atenta de Ricardo. Os bancos começam a mexer e Paulo Bento faz uma dupla substituição ao minuto 66, retirando de campo Abel e D'jaló e fazendo entrar Pereirinha e Alecsandro. Fernando Santos respondeu com a saida de Nuno Gomes e a entrada de Manú, e mais tarde retirou Petit de campo, fazendo entrar Mantorras e passando a jogar em 4x3x3, com Miccoli e Manú nas alas e o angolano no eixo de ataque. Mas o jogo já tinha perdido muita da sua qualidade, e a luta resumia-se ao domínio do meio campo, com a bola longe das balizas. Com mais unidades na frente de ataque, o Benfica tentou o forcing final, mas sería o Sporting a dispôr de uma boa ocasião para marcar, após um canto em que Liedson cabeceia á figura de Quim. Miccoli teve também boa oportunidade de dar a vitória ao Benfica, mas, depois de ganhar posição na zona frontal da grande área, atirou ao lado. Paulo Bento reforçou o sector defensívo a dois minutos do fim da partida, com a saída de Romagnoli e a entrada de Tonel. Manú ainda tentou uma última investida, pela direita do ataque, mas o centro saiu dioreitinho para as mãos de Ricardo, que acabou lesionado na disputa de bola com David Luiz. O brasileiro embrulhou-se com o guardião caindo por cima deste, calcando-o na zona do calcanhar, mas sem intenção de magoar.
O jogo terminou pouco depois, com a divisão de pontos a ser o resultado mais certo. O Benfica pode ter dito definitivamente adeus ao título, e o Sporting acalenta ainda uma esperança: Em caso de igualdade pontual com os dragões, a vantagem é do Sporting. Na luta pela Champions, o Benfica sai claramente a perder, e tem que esperar um deslize do Sporting, para garantir o segundo lugar.



O Melhor em Campo.

* Na minha opinião, tem que ser destacada mais uma vêz a acção de Miccoli. Sempre em movimento, foi o elemento mais inconformado do conjunto de Fernando Santos. Não raras vezes, vimos o italiano vis ao sector mais recuado, buscar jogo e logo aparecer na zona de finalização. Oportuno, estava no sítio certo quando Nani afastou mal a bola e se bem pensou, melhor executou, dando o empate aos encarnados.

* Do lado do Sporting, a exibição de Nani também foi bastante agradável, prícipalmente no primeiro tempo. Liedson também esteve bem, e teve um excelente sentido posicional no lance do primeiro golo. Foi desaparecendo com o decorrer do jogo.

O Positivo do Jogo.

* Apesar do empate registado, o positivo desta partida será o facto de o Benfica manter a invencibilidade na Luz. Nesta temporada apenas o Manchester United conseguiu vencer no terreno do Benfica. Para o Sporting, o positivo pode ser o facto de manter a invencibilidade nos jogos fora de Alvalade, mostrando uma atitude de raça nos minutos iníciais dos jogos. Ainda assim, o resultado acaba por ser mais positivo para o Sporting, que em caso de igualdade pontual com o FC Porto, vence no confronto directo.

O Negativo do Jogo.

* O Benfica fica practicamente afastado do título, sendo infímas as hipoteses de o conquistar. Sería necessário que os três clubes empatassem no final, para aí sim o Benfica ter vantagem por golos em relação aos adversários, e pode ter dado também um passo atrás na conquista do segundo lugar.

* A falta de ambição do conjunto encarnado, que contra os grandes, entrou sempre com medo nos minutos iníciais, dando a iníciativa de jogo ao adversário, e sofrendo com isso.

* A falta de criatividade do ataque encarnado quando Simão não joga. Isso já tinha ficado á vista na Madeira, mas ontém foi ainda mais visivel. A falta do capitão, obriga os jogadores do Benfica a tentarem jogar pelo centro do terreno, perdendo assim muitas bolas, não tendo conseguindo abrir a defesa leonina, fruto da falta de extensão de jogo. A entrada de Manú proporcionou algo parecido, mas devido á falta de ritmo e de entrosamento com os colegas, essa tentatíva acabou por ser frustrada.

* 69 minutos de jogo, com o Benfica a jogar com 10. Onde andou Nuno Gomes? Será que ele tocou na bola? Claramente em baixo de forma e com crise de confiança.

O Árbitro.
Pedro Henriques tem capacidades para fazer melhor. É certo que o jogo não teve grandes casos, mas penso que esteve mal na avaliação da falta de Caneira sobre Miccoli logo no início da partida. O jogador do Benfica vai isolado para a baliza, já ganhou posição ao defesa sportinguista e é agarrado, como as imagens televisivas confirmam. Na minha opinião, sería vermelho. De resto, a arbitragem foi aquilo a que já nos habituou. Dá sempre prioridade ao jogo, não assinalado qualquer encosto, tendo ajuizado practicamente quase tudo bem. Nos lances em que os jogadores encarnados ficam a pedir grande penalidade, parece-me que esteve bem, sendo que os remates são á queima. Mas já se viu marcar penaltis por menos.

29 de abril de 2007

SL Benfica 1-0 Sorting CP (Época 04/05)

Hoje é o dia do Grande Derby, o Derby eterno, o jogo que desde 1907 tem chamado a sí o protagonismo de épocas e épocas. O Benfica-Sporting ou Sporting-Benfica é mais que um jogo de futebol. É a identificação de duas facções da cidade lisboeta. Desde os primordios, que os clubes têm raizes diferentes. O Sporting mais ligado as altas patentes da cidade, ao dinheiro, basta ver que a sua fundação foi baseada no dinheiro do avô de José Alvalade, o Visconde de Alvalade. O Benfica, esse, teve sempre raizes mais trabalhadoras e de sacrifício. basta ver os problemas iníciais, com grande dificuldade em ter um campo próprio, na fuga de jogadores por falta de condições, na quase falência, com ainda pouco tempo de existência.

Luisão, após o golo ao Sporting


Durante esta semana, apresentei os jogos entre os dois clubes, que mais importância e relevância para o futebol português tiveram. Não foram escolhidos por acaso, mas foram escolhidos, porque practicamente todos decidiram alguma coisa em termos de títulos. E mais ficaram por ser mencionados. Como não podería deixar de ser, o último jogo que vai ser apresentado, é mais um jogo decisívo na carreira de ambos os clubes. A época é a de 04/05, a jornada a 33ª mais uma vêz. Este jogo atingiu proporções vitais para ambos os clubes, pois tanto Benfica como Sporting tinha hipoteses de ainda chegar ao título. Ao Benfica só a vitória interessava, pois em caso de igualdade pontual, a vantagem era favorável ao Sporting no confronto directo. Ao Sporting só a derrota o afastava do título, e a equipa estava super moralizada, pois dias depois disputaría a final da Taça UEFA no seu estádio.
Á entrada para a 33ª jornada, as equipas partíam empatadas em pontos, fruto da derrota do Benfica em Penafiel e da vitória do Sporting em casa, frente ao Vit. Guimarães. Um dos possíveis beneficiados do resultado deste jogo era o FC Porto, que esperava um empate entre ambos, para na última jornada ainda acalentar esperanças de ser campeão. Um empate, como já disse, tirava quase todas as aspirações ao Benfica, pois necessitava que o Sporting perde-se no último jogo, na recepção ao Nacional.
O jogo começou com cautelas de ambos os lados, mas mais do lado do Benfica. Trapattoni, ao seu estilo, escalou a equipa em 4x2x3x1. José Peseiro usou o seu clássico 4x4x2 em losango, que tão bem tinha funcionado em grande parte da época. O Benfica dispôs de excelentes oportunidades de golo, com Simão a falhar amais flagrante, logo no início do segundo tempo, ao surgir isolado frente a Ricardo, mas a atirar ao lado. O Benfica mostrou sempre mais vontade de vencer a partida, até porque era mesmo necessário, pois só assim seríam atingidos os objectivos da época. Mas o nulo teimou em manter-se até perto do final da partida. Ao minuto 84, Petit bate uma falta. Quando toda a gente esperava que o lívre fôsse batido directo, embora a bola estivesse um pouco descaída para a esquerda do ataque encarnado, o médio marcou a falta para o meio da área, com a cabeça de Luisão a chegar onde as mãos de Ricardo não conseguiram, empurrando assim a bola para o fundo das redes do Sporting. Grande explosão de alegria nas bancadas, no terreno de jogo, nas ruas, por todo o lado. O jogo terminou pouco depois, com os jogadores do Sporting inconformados desde o lance do golo, onde pedíam falta sobre o guardião. Ricardo inclusivé, diz ao árbitro que Luisão marcou o golo com a mão, tal era o desespero dos jogadores, pois sabíam o que sgnificava a derrota. Mas nada feito. O golo valeu e o Benfica venceu e logo alí, começou a festa da conquista do título, que se confirmaría uma semana depois com o empate no Bessa, diante do Boavista, resultado mais que suficiente para alcançar a tão almejado título que fugia desde 93/94. Ainda assim foi necessário esperar até ao minuto 90, altura em que a Académica marcou o golo da igualdade no Dragão, para se ter a certeza de que o título não mudava de estádio. Mais uma vez tudo se decidiu no Benfica-Sporting da jornada anterior. Assim como o jogo de hoje toma as proporções de decisão para o segundo posto, lugar de acesso directo á Champions League. Uma derrota afasta practicamente o Benfica desse objectivo. Um empate deixa tudo na mesma, mas com ligeira vantegem leonina. Uma vitória do Benfica nada decide, mas dá um grande passo rumo a essa decisão. Enfim, mais um clássico de grandes emoções, ao nível dos aqui apresentados durante a semana. Espero sinceramente que tenha sido do vosso agrado e que tenha contribuido para mais um pouco de sabedoria dos meandros que envolvem o Grande Derby, o Derby Eterno.

Para a história, ficam aqui as equipas que alinharam nesse jogo:

SL Benfica: Quim, Miguel, Ricardo Rocha, Luisão e Dos Santos, Petit, Manuel e Fernandes, Geovanni, Simão e Nuno Assis, Nuno Gomes.
Treinador: Giovanni Trapattoni. Jogaram ainda: Mantorras, João Pereira e Alcides.

Sporting CP: Ricardo, Miguel García, Polga, Beto e Rui Jorge, Rochemback, Custódio, João Moutinho e Pedro Barbosa, Sá Pinto e Douala.
Treinador: José Peseiro. Jogaram ainda: Pinilla, Hugo Viana e Tello.

Fica aqui também um vídeo, com o golo do jogo:





28 de abril de 2007

SL Benfica 3-3 Sporting CP (Oitavos de Final da Taça de Portugal 04/05)

Depois dos 3-6 de Alvalade, o Benfica entrou em declínio. Esse declínio já era por demais evidente, mas após esse campeonato, as coisas agudizaram-se. Entraram treinadores atrás de treinadores, entraram e saíram jogadores atrás de jogadores, no fundo uma balburdia completa. Antes do completo jejum de títulos, convém recordar a Taça de Portugal ganha frente ao Sporting, na época de 95/96. Final de má memória para os adeptos do futebol. Aos 9 minutos Mauro Airez inaugura o marcador para o Benfica, e de imediato dois foguetes saem da bancada onde está situada a claque encarnada. Um cai na pista de atletismo do estádio Nacional, perto de onde os jogadores do Benfica festejam o golo. O outro, atravessa 200 metros em comprimento, ou seja, vai de um topo ao outro do estádio, para se alojar no peito de Rui Mendes, adepto do Sporting, que teve morte imediata. O jogo continuou, e o Benfica acabou por vencer o jogo por 3-1, com mais dopis golos de João Pinto. Devido ao sucedido, a Taça não foi entregue no final da partida, tendo sido depois, no Estádio da Luz.
Mais tarde, na época 97/98, numa altura em que parece que o Benfica quer sair do buraco em que caíu, a equipa encarnada, presidida pelo polémico presidente João Vale e Azevedo e treinada por Greame Souness, desloca-se a Alvalade, também num período não muito bom no campeonato, mas acaba por golear mais uma vez, desta feita por 1-4, com golos de Poborsky, Sousa, Brian Deane e mais uma vez João Pinto. O golo leonino foi apontado por Leandro.
Na temporada seguinte, o Derby ficou mnarcado para a última jornada, e na disputa pelo terceiro lugar, o benfica tinha mais dois pontos queo rival. O jogo foi no Estádio de Alvalade e mais uma vez o Benfica ficou por cima do Sporting, embora tendo-se registado um empate a três golos, que permitiu ao Benfica manter o 3º lugar.
Na época 99/00, por pouco o Benfica não vinga a temporada 85/86, época em que a vitória leonina em pleno Estádio da Luz deu o título ao.. FC Porto. Nesse jogo, na penúltima jornada, o Sporting podería sagrar-se Campeão Nacional ao cabo de 17 épocas, caso vencesse o rival, acabando assim com a série de cinco campeonatos cosecutivos ganhos pelo FC Porto, único a consegui-lo até ao momento. A noite era de gala, o Estádio estava pronto para festejar, e nada melhor do que o adversário ser o rival de sempre. Mas o Benfica não quis colaborar. O jogo não foi muito emocionante, e o resultado foi ficando num teimoso empate a zero, que ainda assim não servia aos interesses leoninos, que em caso de igualdade pontual perdiam no confronto directo para o FC Porto. Mas a dois minutos do fim, o grande balde de água fria. Lívre apontado por Sabry e golo para o Benfica, calando assim os adeptos leoninos. O FC Porto venceu o jogo desse fim de semana e a decisão do título ficou adiada para a última ronda, com Sporting e FC Porto separados apenas por um ponto. O Sporting acabaría no entanto por se sagrar campeão, vencendo o Salgueiros no sobrelotado Vidal Pinheiro, enquanto o FC Porto ia a Barcelos ser derrotado pelo Gil Vicente.
Há ainda um jogo que merece registo, que é o Benfica-Sporting da época 00/01, sendo o único Derby ganho por José Mourinho como treinador do Benfica, que coincide curiosamente com a pior época dos encarnandos, que terminaram o campeonato na 6ª posição, pior classificação de sempre do Benfica. O jogo foi no Estádio da Luz, no dia 3 de Dezembro de 2000. O Benfica estava num período algo conturbado, tinha começado mal a época, Greame Sounnes tinha sido despedido, e substituido por Mourinho, que não foi bem aceite por grande parte da direcção do Benfica e ainda para mais, a direcção encarnada já não era liderada por Vale e Azevedo, presidente que o contratou, mais sim por Manuel Vilarinho, que sempre disse ser Toni o seu treinador. O jogo correu de feição para o lado do Benfica que venceu por 3-0, com golos de Van Hooijdonk e João Tomas (2). No entanto a seguir a este jogo, Mourinho saíu do comando tecnico dos encarnados, ao que parece por ter pressionado os responsáveis benfiquistas a renovarem-lhe o contrato, pois tinha uma proposta em carteira, ao que tudo indicava ser do Sporting.
Em 03/04, mais um jogo de boa memória para as hostes encarnadas. Mais um derby na penúltima jornada, que apenas decídia a entrada na pré-eliminatória da Champions League. O Sporting, que até tinha practicado um bom futebol nessa temporada, fêz uma recta final de má memória: nas quatro últimas jornadas, conseguiu apenas 3 pontos em... doze possíveis, fruto de três derrotas e uma vitória, precisamente na última jornada. A entrada para penúltima ronda, precisamente a do encontro entre os dois rivais, as duas equipas estavam empatas em pontos, ambos com 70. O Sporting vinha de duas derrotas fora, no Bessa e em Leiría, e o Benfica vinha em alta, tendo vencido em Braga e em casa ao Estrela da Amadora. Mais uma vêz Alvalade foi o palco. O jogo foi mais ou menos disputado, mas o zero era a imagem de marca de um jogo em que estava muito a ganhar e qualquer erro podería ser fatal. Com a vantagem em caso de igualdade pontual a ser favorável aos leões, fruto da vitória da primeira volta, no Estádio da Luz, o empate até acabava por servir os interesses sportinguistas. Mas novamente a dois minutos do fim da partida, Geovanni pegou na bola e do meio da rua, sem oposição atirou um petardo que só parou no fundo das redes de Ricardo. Era a explosão de alegría dos adeptos encarnados e a frustração dos leões levou a que houvesse uma tentatíva de invasão de campo, por parte de elementos das claques afectas ao Sporting. Na última ronda, o Benfica não foi além de um empate na Luz, frente á União de Leiría, enquanto que o triunfo do Sporting em Guimarães tornou-se insuficiente.

Mas o jogo que realmente interessa relembrar, por todos os motivos, empolgante, parada e resposta, incerteza no resultado, e no fim ganho através das sempre injustas grandes penalidades, é o jogo que opôs o Benfica ao sporting nos Oitavos de final da Taça de Portugal da época 04/05, época do regresso ao título do Benfica.



O jogo foi no dia 25 de Janeiro de 2005, no Estádio da Luz. O árbitro foi o setúbalense António Costa.
O jogo começou practicamente com o golo encarnado a ser apontado por Geovanni, á passagem do 4 minuto de jogo, rápido, a aproveitar uma sobra após um lívre de Simão. O Sporting respondeu, e aproveitou alguma ansiedade encarnada, prícipalmente no sector defensivo, e antes dos vinte minutos já vencia por 1-2, com golos de Hugo Viana, também no seguimento de um lívre por ele apontado, e de Liedson. Mas Geovanni, decididamente o carrasco do Sporting nos últimos tempos, voltou a empatar a partida ao minuto 23, novamente na recarga de um lívre, desta feita apontado por Petit. O resto do jogo foi empolgante, com jogadas de perígo de ambos os lados, mas sem que o marcador se altera-se. No prolongamento, mais dois golos e mais emoção á mistura. Aos 110 minutos, já o Sporting jogava com dez, devido a expulsão de Hugo Viana e já na segunda metade do prolongamento, Paíto correu de costa a costa e passando a bola por entre as pernas do gigante Luisão bateu Quim, fazendo o 2-3 e pôndo os sportinguistas em polvorosa, pois ao que tudo indicava, o resultado parecía estar feito. Mas eis que surge Simão, que com um pontapé espontanêo, a fazer lembrar o golo de Rui Costa a Inglaterra no Euro 04, na mesma baliza, bateu Tiago e adiou tudo para as grandes penalidades. Nunca um Derby entre os dois clubes fora decidido através desta forma. E parecía que não quería mesmo. Foram necessárias 14 grandes penalidades para determinar o vencedor, que neste caso foi o Benfica, depois de Miguel García ter atirado á barra de Quim, sendo assim o único jogador a falhar uma grande penalidade nessa noite. O Sporting, considerado pela crítica, a melhor equipa, ficou pelo caminho, enquanto que o Benfica seguiu em frente, só parando na final, onde foi curiosamente derrotado pelo Vit. Setúbal.

Ficam para a história, as equipas que alinharam nesse jogo:

SL Benfica: Quim, João Pereira, Luisão Ricardo Rocha e Dos Santos, Petit, Manuel Fernandes e Geovanni, Bruno Aguiar, Simão e Nuno Gomes.
Treinador: Giovanni Trapattoni. Jogaram ainda: Alcides, Fissas e Carlitos.

Sporting CP: Tiago, Rogério, Enakarhire, Polga e Paíto, Custódio, Pedro Barbosa, Sá Pinto, Rochemback e Hugo Viana, Liedson.

Treinador: José Peseiro. Jogaram ainda: João Moutinho, Miguel García e Tello.

Fica aqui também um vídeo do jogo:

27 de abril de 2007

Sporting CP 3-6 SL Benfica (Época 93/94)

Equipa campeã, na recepção ao Vit. Guimarães

Depois dos 7-1 de Alvalde, muitos outros jogos entre Benfica e Sporting foram disputados, mas nenhum com a importância e o resultado tão desiqulibrado como o de 14 de Maio de 1994. Este foi o jogo dos celébres 3-6, que, da mesma forma que Manuel Fernandes foi o alicerce dos 7-1, João Vieira Pinto ajudou a construir. Mas recuando um pouco, até ao início da época, para as hostes encarnadas este jogo e este resultado, têm ainda mais significado. O Sporting tinha uma excelente equipa nesse ano, assim como em anos anteríores, mas faltava-lhe o título, algo que já não alcançava desde a época de 81/82. Na equipa leonina, desde essa época, tinham surgido alguns bons valores, como Paulo Futre, Oceano, Carlos Xavier, Balakov, Ivkovic, aos quais se lhes juntaram, já na década de 90 e depois dos mundiais de sub-20 de Riade e Lisboa, jogadores como Figo, Paulo Torres, Capucho, Nelson, Cadete, entre outros. Mas o presidente da altura, Sousa Cintra achou que eram poucos, e quis juntar mais alguns. O Benfica começava, já desde os inícios dos anos 90, a demonstrar alguma difículdade financeira. Falava-se em salários em atraso, dívidas ao fisco e passívo a aumentar. Sousa Cintra, numa operação cirurgica, acabou por levar dois jogadores do Benfica para o Sporting, aproveitando estas dificuldades financeiras, com os jogadores, Pacheco e Paulo Sousa, a alegarem salários em atraso e a rescindirem os seus vículos com justa causa. Mas, o presidente encarnado da altura, Jorge de Brito, foi fundamental num aspecto. É que caso não tivesse intervido de uma forma célere, poderíam ter sido três os jogadores a abandonarem o clube. É que Jorge de Brito, foi resgatar aquele que durante vários anos foi a bandeira do futebol encarnado, João Vieira Pinto. Á semelhança do que aconteceu na já longinqua data de 1907, em que o Sporting oferecia banhos quentes e camisolas trocadas ao intervalo e conseguiu roubar oito jogadores, Sousa Cintra ofereceu melhores salários e conseguiu roubar dois. Mas, por ventura, não conseguiu atrair o jogador que mais lhe apetecia atrair. É que, se Paulo Sousa foi um jogador de bom nível no meio campo leonino, tendo depois sido bem vendido á Juventus, o mesmo não se pode dizer de Pacheco, que nunca consegiu assumir a importância que tinha no plantel encarnado. Jorge de Brito, então, teve que se deslocar a Marbella, onde Sousa Cintra tinha escondido o "Menino de Ouro" e voltou com ele, tendo o jogador sido fundamental nessa época, na conquista do último título, antes do longo jejum.
Mas a noite de 14 de Maio, até se prevía adversa para os encarnados. O Benfica tinha feito uma época mais ou menos razoavel, mas vinha a perder fulgor. Depois de vitórias concludentes sobre alguns clubes mais fracos, como o Famalicão que saíu vergado da Luz ao peso de uma derrota de 8-0, até ao facto de não ter perdido nenhum clássico até essa data, com um empate nas Antas logo na 1ª jornada do campeonato a 3 golos, tendo depois vencido na Luz, por 2-0 e tendo também já vencido o Sporting na Luz, também por 2-0, o certo é que chegava a esta fase da época, quando faltavam 5 jogos para o fim, apenas com um ponto de vantagem sobre o Sporting, devido ao empate cedido na jornada anterior frente ao Estrela da Amadora, enquanto que os leões tinham goleado o Beira-Mar, em Aveiro, por 0-4.
Durante essa semana, os jornais noticíavam uma derrota do Benfica, pois segundo eles, a equipa encarnada estava velha, o que contrastava com a juventude e irreverência do conjunto verde e branco, e também pelo desgaste que o jogo podería ter, pois no dia do encontro choveu com bastante intensidade, o que tornou o terreno pesado. Toda esta envolvência criou um excesso de confiança em tudo o que era Sporting, que até o speaker do estádio, antes do início do jogo, anunciou um prémio para o jogador do Sporting que marcasse... o 4º golo da noite. E por pouco não aconteceu. O que ninguém contava, era com o vendaval João Pinto.
Mas o jogo até começou bem para o Sporting, com Cadete a abrir o activo logo aos 8 minutos de jogo. Mas o festival João Pinto começou á passagem da meia hora, quando com um movimento de corpo a retira do caminho dois sportinguistas e a rematar sem hipoteses para Lemajic. Figo ainda voltou a dar vantagem aos leões, pouco depois, com um golo na pequena área, já quase dentro da baliza, na sequência da marcação de um lívre, mas depois ninguém mais conseguiu parar o grande artista. Dois minutos depois, João Pinto leva meia equipa leonina atrás e depois de tirar Vujacic da frente, bateu cruzado sem hipoteses mais uma vez para o guardião leonino. Ainda antes do intervalo, mais um golo de João Pinto, de cabeça, pôs o Benfica pela primeira vez em vantagem. Estava consumada a reviravolta, e tudo isto em 14 minutos. A saga de João Pinto continuou no segundo tempo, assistindo Isaias para os 4º e 5º golos do jogo. Só no sexto não teve participação directa. Balakov ainda atenuou a desvantagem a 10 minutos do fim, mas nada iría roubar a vitória ao Benfica, que arrancou decididamente para o título, agora com três pontos de vantagem sobre o segundo classificado. O Sporting acabou a época na 3ª posição sendo ainda ultrapassado pelo FC Porto, tendo o Benfica sido campeão com dois pontos de avanço sobre os azuis e brancos. João Pinto foi considerado pela crítica, como o melhor em campo, tendo inclusivé levado nota 10 do jornal A Bola, algo que ainda não tinha acontecido, nem voltou a acontecer. De referir que João Vieira Pinto entra na história dos classicos, por ser o único jogador encarnado a apontar um hattrick pelo Benfica em casa do Sporting desde 1908, ficando á frente de jogadores como Eusébio, José Águas, Arsénio, Rogério ou Nené. Depois deste jogo, o Benfica recebeu a União da Madeira e venceu por 1-0, indo festejar o título ao Norte, no jogo com o Gil Vicente, que o Benfica acabou por vencer por 0-3. Já campeões ainda receberam o Vit. Guimarães (empate a zero) e deslocaram-se ao Bessa (derrota por 1-0) para fechar o campeonato.

Fica aqui um vídeo do jogo. Infelizmente não consegui encontrar nenhum que contivesse também os golos do Sporting, por isso só verão os golos do Benfica.

26 de abril de 2007

Sporting 7-1 SL Benfica (Época 86/87)

Entre a espectacular final de 1952 e este jogo em 1986, passaram-se 34 anos e muitos casos emocionantes, envolvendo as duas equipas. Desde as vitórias do Benfica na Taça dos Campeões Europeus, passando pela vitória leonina na Taça das Taças de 64, o momento que mais salta a vista entre os clubes e que ajudou a criar mais um foco de rivalidade, foi a chegada de Eusebio para o Benfica. Depois de alguma disputa, que teve momentos carícatos, como o facto de Eusebio ter desembarcado em Portugal, vindo de Moçambique com o nome de código Ruth para que ninguém soubesse quem era, até estar escondido no Algarve até poder jogar pelo Benfica.


Eusébio

Mas a nível de jogos, há muita coisa que merece ser destacada. Em 1965, o Sporting deslocou-se ao Estádio da Luz, que já tinha sido inaugurado, assim como o de Alvalade. Mas nesse jogo, a particularidade, é que o Sporting já não vencia em terreno encarnado... a 11 anos. A última vitória leonina em casa do Benfica, foi em Janeiro de 54. O resultado desse jogo foi de 1-4, com o héroi a ser Lourenço, o autor dos 4 golos da partida. Há também a rábula do brinco de Vitor Baptista. Esta situação decorreu durante um jogo entre os dois clubes, que cúlminou com vitória encarnada por 1-0. O golo foi apontado pelo Vitor Baptista, que nos festejos acabou por perder o brinco. O carícato é que pôs toda a gente á procura da peça durante algum tempo. No final da partida, embora contente pelo resultado, Vitor estava frustrado, pois segundo ele tinha perdido dinheiro a trabalhar. É que o Brinco custara-lhe 12 contos, enquanto que o premio de jogo foi de apenas 8....
Em 78/79, mais um derby que fica na história, como o Derby dos 5-0 ao intervalo, tando a vitória sorrído aos encarnados, que apontaram todos os golos no primeiro tempo e em 35 minutos.
Em 85/86, o jogo entre leões e águias fica na história, pelo facto de a vitória leonina ter dado o título... ao FC Porto. O Benfica recebeu o Sporting, que já não vencia na Luz desde 1965, no jogo do poker de Lourenço acíma mencionado. O Benfica era primeiro na altura, com mais dois pontos que o FC Porto. A vitória leonina deixou o Benfica em pé de igualdade pontual para os rívais do Norte, mas perdia em confronto directo. Esta derrota afectou os encarnados, que acabaram o campeonato com menos dois pontos que os azuis e brancos, pois ainda seríam derrotados pelo Boavista na última ronda.

Mas o jogo que marca a história dos Derbies até ao momento, é o Sporting-Benfica de 14 de Dezembro de 1986, que terminou com o resultado de 7-1 favorável aos leões, e que se tornou assim na vitória mais volumosa em jogos entre os dois clubes. Este foi um jogo em que correu tudo bem ao Sporting, e tudo mal ao Benfica. Mas sobretudo, correu tudo bem a Manuel Fernandes.
A tarde era de chuva e o primeiro tempo, não deixava antever a catastrofe encarnada no segundo. Ao intervalo, o Sporting vencia com um normal 1-0, golo apontado por Mario Jorge, á passagem do quarto de hora.
No reinício da 2ª parte, Manuel Fernandes abriu o lívro. Logo aos 50 minutos elevou a contagem para 2-0. Wando ainda reduziu aos 59 minutos para o Benfica, fazendo os adeptos encarnados acreditarem na reviravolta. Mas Manuel Fernandes esteve imparável, e o Sporting apoiado no seu futebol chegou ao 3-1 e ao 4-1, por intermédio de Meade e novamente Mario Jorge. Nos últimos 20 minutos, Manuel Fernandes fêz o resto, apontando mais três golos e consumando a humilhação encarnada. O intrépido avançado leonino, ainda guarda religiosamente a bola do jogo, pois no dia em que se realizou o encontro, a filha do ex-jogador fazia anos, de modo que serviu de prenda. O jogo teve ainda outra particularidade. Foi árbitrado por Vítor Correia, precisamente o mesmo árbitro do jogo da segunda volta, que terminou com vitória benfiquista por 2-1. Estes 7-1, no entanto de nada serviram, pois o Benfica acabou por se sagrar campeão nessa época, com mais 14 pontos que o Sporting, que não conseguiu melhor que o 4º lugar, atrás de FC Porto e Vit. Guimarães.

Ficam para a história, as equipas que alinharam nesse jogo:

Sporting CP: Damas, Gabriel, Vírgilio, Venâncio e Fernando Mendes, Oceano, Litos, Mário Jorge e Zinho, Meade e Manuel Fernandes.
Treinador: Manuel José. Jogaram ainda: Duílio e Silvinho.

SL Benfica: Sílvino, Veloso, Dito, Oliveira e Álvaro Magalhães, Shéu, Diamantino, Chiquinho Carlos, Carlos Manuel e Wando, Rui Águas.
Treinador: John Mortimore. Jogaram ainda: Nunes e César Brito.


Fica aqui um vídeo do jogo:


SL Benfica 5-4 Sporting CP (Final da Taça de Portugal, época 51/52)

No seguimento do post anterior, e devido a problemas alheios, não consegui por on-line os posts referentes a dois jogos entre Benfica e Sporting, como tinha prometido. Por isso ficarão aqui e agora a referência a mais dois excelentes jogos de futebol entre estas duas equipas.

O jogo de hoje, faz referência á primeira final da Taça de Portugal, disputada entre os dois clubes. Mas antes disso, um pouco de história..

Equipa que venceu o Sporting pela 1ª vez, em 1908


Depois do primeiro jogo entre o Sport Lisboa e o Sporting CP, em 1907, as equipas voltaríam a encontrar-se para disputar a segunda volta do Regional de Lisboa, e o Sporting voltou a vencer. O Benfica chegou á primeira vitória em Derbies, apenas ao terceiro jogo, em 25 de Outubro de 1908. Nesse jogo, o Sporting estreou as camisolas a duas cores, metade verde, metade branca, conhecidas hoje como as camisolas Stomp, em homenagem a um dos fundadores e mais emblematico atleta do clube. O resultado desse jogo foi de 2-0, favorável aos encarnados.
Mas entre o início do século e meados do mesmo, muita coisa sucedeu. Desde logo salta á vista o jogo entre ambos os clubes na época de 47/48, em que o sporting venceu o campeonato ás custas do Benfica, naquele que ficou conhecido como o "campeonato do pirolito". Os encarnados receberam os leões a poucas jornadas do fim, e com vantagem pontual e no confronto directo fruto de vitória por 3-1 em casa do Sporting na primeira volta, tinham tudo para se poderem sagrar campeões. Além do mais, o Sporting apenas tinha vencido o Benfica por 3 vezes em 25 jogos, no terreno destes. Mas o impensável aconteceu, e o Sporting acabou por vencer por 1-4, com 4 golos do fantástico Peyroteo, pérola leonina da altura. Os golos foram marcados em apenas 35 minutos, e após percurso identico até final do campeonato, o Sporting sagrou-se campeão, com os mesmos pontos do Benfica, mas com vantagem de 5-4 no confronto directo entre ambos...
há também que relembrar, a época de 45/46, época em que o Belenenses se sagrou campeão. Os derbies entre os dois clubes, atingiram níveis de emoção bastante altos. No campo do Lúmiar, terreno do Sporting, o Benfica vencia por 0-3. Mas o resultado final acabou por ser.. 4-3 a favor dos leões, que efectuaram reviravolta fantástica, reduzindo ainda antes do intervalo, a diferença para 2-3, dando a machadada final já no segundo tempo. Mas o Benfica vingou-se no jogo da segunda volta. No Campo grande, os encarnados receberam os leões. O resultado, esse, fixou-se nos 7-2 favorável aos encarnados. Este foi o maior registo do Benfica em jogos frente ao Sporting, que chegou a estar a perder por 7-1, tendo Peyroteo reduzido a diferença a 5 minutos do fim da partida... O pecúliar deste jogo, é que os 9 golos foram todos apontados.. no segundo tempo e em 40 minutos...

Mas o melhor jogo entre ambos os clubes, estava guardado para a final da Taça de Portugal, da época de 51/52, a primeira entre ambos os clubes. Tanto Benfica como sporting já tinham vencido a competição, alías, o Benfica detinha já o record de vitória mais volumosa numa final, ao vencer o Estoril por 8-0.
O jogo foi no dia 15 de Junho de 1952, no Estádio Nacional. O jogo começou practicamente com o golo de Albano para os leões, logo aos 9 minutos de jogo, e de grande penalidade. O Benfica empatou ainda antes do intervalo, por Rogério "Pipi", também de grande penalidade.
Num jogo em que houve espectaculo, quatro revira-voltas no marcador, um hattrick e três grandes penalidades, uma delas falhada, o melhor ficou para a segunda parte. O Benfica entrou melhor e logo a abrir, Corona deu vantagem aos encarnados. Mas seis minutos depois, o Benfica já perdia por 2-3, com golos-relâmpago de Rola e Martins aos 51 e 55 minutos, respectivamente.
Mas como o jogo era impróprio para cardiacos, Rogério "Pipi", que na altura já tinha falhado uma grande penalidade, restabeleceu a igualdade ao minuto 69. Mas Rola voltaría a dar vantagem ao Sporting apenas dois minutos depois, com Raul Águas a restabelecer a igualdade aos 74 minutos de jogo. Ou seja, 3 golos novamente em 5 minutos apenas. Mas o melhor estava guardado para o minuto 90, quando Rogério "Pipi", deu a vitória ao Benfica já no minuto 90, depois de bem assistido por Águas. O esguio avançado encarnado, que detém o recorde de golos em finais de Taça (15), disse sobre o momento: "foi um momento inolvidavel. Quando o Águas me passou a bola, tive um pressentimento de que algo de bom ia acontecer. Via a Taça á minha frente, corri quanto pude, rematei e pareceu que a bola demorou um século a entrar na baliza. Depois a festa. Foram tão fortes e tantos os abraços dos colegas, que quando dei por mim, estava estendido no solo". De facto o delírio era tanto, que minutos depois o árbitro da partida teve alguma difículdade em dar por terminado o jogo, tendo que se fazer entender por gestos, tal era o ruído vindo das bancadas que nem deixou ouvir o apíto final. Quando se percebeu que o jogo terminara, a festa foi total, e no relvado os adversários abraçaram-se em sinal de que tinha sido um grande jogo, e que tinha vencido o melhor. Este jogo assinalou a despedida do Capitão encarnado na altura, Francisco Ferreira, autor da alcunha do "Pipi". Esta final, continua a ser considerada a melhor e mais emotiva final da Taça de sempre, até porque detém o recorde de golos apontados que é de 9.

Ficam para a história, as equipas que alinharam nesse jogo:

SL Benfica: Bastos, Artur e Fernandes, Moreira, Félix e Francisco Ferreira, Arsénio e Rogério, Corona, Águas e Rosário.
Treinador: Cândido Tavares.

Sporting CP: Carlos Gomes, Juvenal e Pacheco, Veríssimo, Passos e juca, Travaços e Albano, Pacheco Nobre, Martins e Rola.
Treinador: Randolhp Galloway.

23 de abril de 2007

Benfica-Sporting - O Derby eterno....

Primeira equipa do Benfica


Para o próximo fim de semana, estão reservados os últimos derbys deste campeonato. A jornada opõe o Benfica ao Sporting e o FC Porto ao Boavista, sendo que são dois jogos que podem clarificar muito, a decisão sobre o título. Mas destes dois jogos, salta a vista o mais antigo e mais apaixonante jogo de futebol, que Portugal alguma vêz viu. Refiro-me claro, ao Benfica-Sporting.
Os jogos entre estas duas equipas são quase seculares (fará 100 anos em 1 de Dezembro deste ano), e as histórias são mais que muitas. Desde goleadas entre rivais, até roubos de jogadores, passando por vitórias que deixaram um ou outro mais loge do título, o Benfica-Sporting tem mil e uma histórias para contar.
Como não podía deixar de ser, o A Bola é Redonda, fará, até ao dia do jogo, uma viagem pelos Benfica-Sporting, ou Sporting-Benfica mais importantes e mais intensos da história. Será apresentado um jogo por dia, e como é claro, fazendo referencia a outros. Acompanhem-nos nesta viagem.

Olhando para o lado estatistico do jogo, Benfica e Sporting já se defrontaram por 272 vezes em jogos oficíais, sendo que 145 são para o campeonato nacional.
Neses 272 jogos, a supremacía benfiquista é bem patente, registando-se 118 vitórias (67 para o campeonato), 53 empates (34 para o campeonato) e 101 vitórias do Sporting (44 para o campeonato). Em golos a vantegem do Benfica também é evidente: 465, contra 433 dos leões.

Mas a existencia de Benfica e Sporting não foi pacífica desde o primeiro dia. O Sport Lisboa, clube que está na génese do Benfica, nasceu em 1904, nas traseiras da Farmácia Franco, em Belém. O Sporting surgiría dois anos depois, em 1906, aquando da cisão no seio do Campo Grande FC, de onde saíu José Alvalade, fundador do Sporting Clube de Portugal, em conjunto com os irmãos Stomp e Gavazzo.

O primeiro jogo entre estes dois clubes, que deu o pontapé de saída nos Derbys, deu-se a 1 de Dezembro de 1907, e logo rodeado de polémica. O Sport Lisboa teve sempre grandes dificuldades para sobreviver, enquanto que o Sporting vivia na sombra do dinheiro do avô de José Alvalade, o Visconde de Alvalade. Desde logo, essa abundância financeira, proporcionou a primeira debandada histórica de jogadores entre os dois clubes. O Sporting oferecia banhos quentes aos jogadores e trocas de camisola ao intervalo, enquanto que o Sport Lisboa nem sequer campo de jogos podía oferecer. Nesta situação, o primeiro derby entre os clubes, contou na equipa que alinhou de início pelo Sporting, com 8 jogadores que abandonaram o Sport Lisboa. Foram eles: José da Cruz Viegas, Emilío de Carvalho, Albano dos Santos, António Couto, António Rosa Rodrigues, Candido Rosa Rodrigues, Daniel Queirós dos Santos e Henrique Costa.
O jogo realizou-se na Quinta Nova, campo utilizado pelo Sport Lisboa, e o árbitro foi o inglês Burtenshaw. O resultado, esse, foi de 1-2 favorável aos leões, tornando-se assim no primeiro a vencer um derby. O jogo foi realizado debaixo de uma chuva brutal, mas nem isso afastou os espectadores que acorrera em grande número para verem um jogo de futebol. O Sporting marcou primeiro, por intermedio de Cândido Costa Rodrigues, um dos oito "traidores", ainda no primeiro tempo. O Sport Lisboa chegou ao golo pouco depois do recomeço do segundo tempo, com o golo a ser apontado por Corga. O segundo golo surgiu já depois de algum tempo de paragem do jogo, devido a intensidade da chuva, e apontado na própria baliza, por um dos fudadores e mais emblematico elemento do Sport Lisboa, Cosme Damião. Já depois deste primeiro encontro, aconteceu a fusão de dois clubes que deu origem ao Sport Lisboa e Benfica que hoje conhecemos, quando o Sport Lisboa agregou o Clube Sport Benfica três meses depois, assumindo a data de fundação do Sport Lisboa, como data de nascimento do Sport Lisboa e Benfica. Assim sendo, o jogo de 1 de Dezembro de 1907 foi o pontapé de saida dos jogos entre Benfica e Sporting.




Ficam aqui recordadas as equipas que alinharam nesse primeiro encontro.


Sport Lisboa: João Persónio, Luís Vieira e Leopoldo Mocho, Alves, Cosme Damião e Marcolino Bragança, Félix Bermudes, António Costa e Eduardo Corga, António Meireles e Carlos Fraça.


Sporting CP: Emílio de Carvalho, Queirós dos Santos e José Belo, Albano dos Santos, António Couto e Nóbrega de Lima, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues e Jacob Eagleson, Cruz Viegas e Henrique Costa.

22 de abril de 2007

CS Marítimo 0-3 SL Benfica

tfEstádio: Estádio dos Barreiros
Espectadores: 8.500
Árbitro: Paulo Baptista

CS Marítimo: Marcos, José Gomes, Milton do Ó, Gregory e Evaldo, Olberdam, Wênio, Marcinho e Douglas, Lipatin e Mbesuma.
Treinador: Alberto Pazos. Jogaram ainda: Luís Olim, Filipe Oliveira e Kanu.

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Miccoli e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Dérlei, João Coimbra e Manú.

O Benfica, venceu ontém o Marítimo e quebrou a série de 5 jogos sem vencer. O Marítimo, no entanto, pode queixar-se de alguns erros da arbitragem.

Simão ficou de fora do jogo de ontém, ao sofrer de uma tendinite impedítiva de dar o contributo á equipa. Foi uma maneira de o poupar para o importante jogo do próximo fim de semana, contra o Sporting. Fernando Santos pôde assim apresentar o losango que foi treinado no início de época, quando não se sabia se Simão sairía ou não. O treinador encarnado tinha outros problemas, desde logo alguns atletas á beira da suspensão, caso vissem mais um cartão amarelo, casos de Petit, Léo e Karagounis. Miccoli voltou ao onze e fêz com Nuno Gomes o duo atacante.Do lado do Marítimo, Pazos, promoveu Marcinho ao onze, algo que não tinha acontecido em Alvalade assim como Gregory e Douglas, relegando assim para o banco, Alex, Filípe Oliveira e Luís Olim.O Benfica podería ter entrado logo a vencer, caso Miccoli não tivesse acertado mais uma vez no poste da baliza de Marcos, depois de ganhar sobre os centrais insulares. Alias, apesar de um início de jogo lento de ambos os conjuntos, o Benfica chegou mais vezes perto da baliza de Marcos que o contrário durante os primeiros minutos. O primeiro remate do Marítimo aocnteceu só ao minuto 7 por intermedio de Wênio, após perda de bola perto da grande área. O Benfica teve nova oportunidade de golo ao minuto 11, quando Rui Costa bateu uma falta, por entrada dura de Wênio sobre Léo, e Anderson não chegou por pouco á bola. Os primeiros quinze minutos foram de algum domínio benfiquista, tendo Nuno Gomes o golo nos pés pouco depois, quando Miccoli, bem desmarcado, ganhou a linha e centrou atrasado. O avançado português atirou para as nuvens. O Benfica teve sempre o controle da partida, atacando preferencialmente pelo lado direito, com Nelson muito activo, mas a não conseguir centrar em condições. O Marítimo rebateu esta pressão inícial, tapando precisamente esse corredor, onde Evaldo não dava conta do recado, fazendo lá cair Olberdam, segurando assim o lateral encarnado. Os insulares, que até ao momento tinham apostado no contra ataque, com lancamentos rápidos para Mbesuma e Douglas, tentando aproveitar a velocidade destes, começaram a pressionar mais o Benfica e criaram algumas situações de embaraço para a defesa encarnada, príncipalmente aos 25 e 27 minutos. Na primeira, uma boa troca de bola entre os jogadores do Marítimo, com a conivência da defesa encarnada, deu a Mbesuma a oportunidade de remate, mas este saíu á figura de Quim. Aos 27 minutos, na sequência de um canto da direita do ataque insular, Gregory quase consegue desviar uma bola que acabou por se perder, tendo passado á frente da baliza de Quim, esperando um desvio. Neste período de pressão maritimista, foram muitos os cantos ganhos pelo ataque insular, aproveitando alguma incipiência da defesa benfiquista que tudo permitia. Alias, foi nessa fase, que o Marítimo reclamou uma grande penalidade, por suposta mão na área de Petit. Pelas imagens televisivas, dá a impressão que os jogadores do Marítimo têm razão nos protestos. No entanto, foi o Benfica a retomar o pendor atacante dos primeiros minutos, e Rui Costa apareceu em jogo em duas ocasiões onde podería ter marcado, primeiro depois de uma assistência de Miccoli, com o maestro a rematar de primeira para defesa de Marcos, a segunda já perto do intervalo, com Rui Costa a rasgar a defesa maritimista e a rematar um nada ao loado do poste da baliza de Marcos. Até ao intervalo , mais dois remates perígosos do Benfica, com Nuno Gomes e Karagounis a atirarem ao lado. O Benfica acabou a primeira parte a pressionar o Marítimo e podería mesmo ter chegado ao golo. Do lado dos insulares, tudo foi feito para contrariar a supremacia encarnada, mas sem o terem conseguido na plenitude, podendo no entanto queixar-se de uma grande penalidade não assinalada, que podería mudar o rumo dos acontecimentos.



No segundo tempo, Alberto Pazos deixou Wênio nos balnearios e fez entrar Luís Olim. O Marítimo teve uma boa ocasião logo a abrir, com Douglas a fugir a Léo, que não teve pernas para o segurar, conseguindo centrar para Lipatin, mas a defesa do Benfica resolveu quando o uruguaio se preparava para atirar. O Benfica voltou ao comando das operações, e Nuno Gomes teve mais duas oportunidades de golo, mas em ambas atirou para Marcos segurar.O golo dos encarnados surge ao minuto 55. Jogada de entendimento entre o meio campo encarnado, com Rui Costa a deixar em Katsouranis e este a rasgar a defesa do Marítimo com um passe por entre dois jogadores a apanhar Miccoli, que em velocidade bateu a defesa e rematou cruzado e na passada sem hipoteses para Marcos. Estava feito o 0-1, que punha alguma justiça no marcador. O Marítimo tentou reagir, mas o melhor que conseguiu nesta fase, foi um remate de Marcinho dois minutos depois do golo, mas Quim segurou sem problemas. O Benfica voltou a dispôr de uma ocasião para marcar, com Petit a atirar de fora da área sem hipoteses para Marcos, que apenas seguiu a bola com os olhos, tendo esta saido a rasar o poste da sua baliza.No minuto seguinte, aos 65, o Marítimo volta a ter razões de queixa de Paulo Baptista. Mbesuma vai fugir a David Luiz e o central agarra o avançado do Marítimo com este a cair dentro da área. Falta indiscutível que o árbitro não assinalou, mas a marcar sería fora da área e tería que dar o cartão vermelho ao central brasileiro. Momentos depois, voltou a fazer o mesmo, mas desta feita com Lipatin, sem o árbitro nada assinalar. Entretanto, Alberto Pazos mexe novamente no onze, substituindo José Gomes e Mbesuma, por Filipe Oliveira e Kanu, metendo assim mais homens na frente de ataque, com Filípe Oliveira a fazer toda a ala esquerda. Fernando Santos respondeu, tirando Nuno Gomes e fazendo entrar Dérlei, inibindo assim as subidas do jogador cedido pelo Chelsea ao Marítimo, anulando assim as pretensões do treinador espanhol. Os insulares tentaram nesta fase, chegar ao empate, mas os remates não levavam a melhor direcção.E como quem não marca acaba sempre por sofrer, o Benfica chega ao segundo golo. Lancamento longo para Miccoli, com a defesa do Marítimo a cortar, mas Rui Costa, que ganhou a segunda bola, serviu logo de primeira o italiano, que não enjeitou a hipotese, e fez o 0-2 á saida de Marcos. O pequeno bombardeiro assume papel fundamental na equipa e acaba por fazer o seu 7 golo na prova, tornando-se o segundo melhor marcador dos encarnados, atrás de Simão. Confirma também que a Madeira é a sua ilha de eleição, fazendo 4 dos cinco golos do Benfica nos confrontos com Marítimo e Nacional. O Marítimo percebeu que ia somar o sétimo jogo sem vencer para a Bwin Liga e o melhor que conseguiu foi uma tentatíva de chapeu de Douglas a Quim, mas a defesa encarnada resolveu. Fernando Santos ainda teve tempo de fazer entrar Manú e João Coimbra, e sería o extremo a protagonizar novo lance polémico, já nos descontos, desta feita na área do Marítimo. Conseguiu ganhar a bola e fugir ao defesa que o marcava e já dentro da área, Milton do Ó tem lance arriscado, com um corte em carrinho. O jogador do Marítimo joga apenas a bola, não evitando o contacto. Paulo Baptista assinala grande penalidade, que Katsouranis converteu, com o guardião ainda a tocar na bola. O jogo chegou ao fim momentos depois, com o Benfica a quebrar a série de cinco jogos sem vencer, três para o campeonato e dois para a UEFA, e o Marítimo a aumentar para sete os jogos sem vencer no campeonato, com cinco derrotas e dois empates. A vitória é justa, embora tenham havido erros da arbitragem, que favoreceram os encarnados. Assim o plantel pôde dedicar os três pontos a Eusebio, que esteve internado no hospital, não podendo assistir ao encontro.

O Melhor em Campo.

Marcou dois golos, mas não só. Assistiu duas vezes Nuno Gomes e uma vêz Rui Costa, mas estes não aproveitaram. No seu regresso ao onze, Miccoli revelou-se fundamental, num jogo onde o Benfica estava proíbido de perder qualquer ponto. A nível pessoal, o pequeno bombardeiro confirma também, o estatuto da Madeira de ilha talismã. Dos sete golos apontados no campeonato, quatro foram aqui.

Do lado do Marítimo gostava de realçar a exibição de Douglas. É muito rápido e deixou Léo sempre em segundo plano. Teve duas oportunidades de golo, mas não conseguiu marcar. Por ele, o Marítimo não tinha perdido.

O Posítivo do Jogo.

* O regresso ás vitórias do Benfica, quebrando assim uma série de cinco jogos sem vencer.

* Pela segunda vez na liga, Simão não actuou e o Benfica venceu. Sínal de que há equipa sem o capitão.

* Com esta vitória, o Benfica mantém a pressão sobre o Sporting, adversário da próxima jornada. Era importante não perder pontos, até porque o Benfica recupera assim o segundo posto, ainda que á condição.

* Dos jogadores em perígo de exclusão, nenhum viu o cartão amarelo, podendo assim defrontar o Sporting.

O Negativo do Jogo.

* O futebol do Benfica sem Simão não tem criatividade e fica ainda mais lento.

* A arbitragem de Paulo Baptista, em claro prejuizo do Marítimo.

O Árbitro.
Mau. Mau de mais. Paulo Baptista foi uma nulidade em campo. Foi frequente vê-lo a apitar o que não devía e a não apitar o que devía. Esteve mal na lei da vantagem. Será que sabe o que isso é? É que não a aplicou em nenhum lance para as duas equipas, favorecendo sempre o infractor. Muito longe dos lances, não viu dois agarrões de David Luiz a Mbesuma e Lipatin, quando estes caminhavam para a área de Quim. Em qualquer dos lances se justificava a marcação de um lívre directo, pois as faltas foram fora da área, embora os jogadores caíssem sempre dentro dela, e o respectico cartão vermelho ao central. Mal posicionado, não viu uma grande penalidade para o Marítimo, na primeira parte por mão na bola de Petit, e viu uma inexistente por suposta falta de Milton do Ó sobre Manú, já nos descontos. Pelo menos, esteve bem na amostragem de dois cartões amarelos no primeiro tempo, um para cada lado, a púnir entradas duras de Wênio e Anderson, mas voltou a estar mal no amarelo amostrado a Kanu, pois aqui justificava-se o vermelho. Quim já tinha a bola no seu poder, quando o avançado insular vai lá com o pé ostensivamente.