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7 de abril de 2008

FC Porto festeja 23 título de campeão..

Já vem um pouquinho tarde, mas mesmo assim gostava de endereçar os parabens aos vencedores de uma época que correu de feição à equipa azul e branca...


Após um jogo nada complicado para os dragões, em que a vontade de vencer foi bastante evidente, pois pelo expressívo 6-0 ao Estrela da Amadora, começou a festa nas ruas da cidade do Porto. Mais uma festa para a massa adepta portista, que pode assim somar mais um título à sua conta.

27 de fevereiro de 2008

O prémio que... afinal não foi....


Afinal Jorge Jesus não vai receber o prémio de Melhor Treinador do Ano de 2007, como se chegou a pensar. No final do jogo de Sábado entre o Belenenses e o Marítimo, que terminou com derrota injusta dos azuis, o treinador terá recebido das mãos do directos da Soccerex, não o convite para receber um prémio, mas apenas um convite para assistir á gala que se realizará dia 9 de Abril, em Wembley, e que contará com as mais altas personalidades do futebol mundial.
Depois de ter confessado o seu agrado pelo reconhecimento do seu trabalho e de ter agradecido a toda a estrutura do Belenenses, ontém, o engano foi desfeito por um responsável da Multinacional, que apenas distingue treinadores.... com prémio de carreira.
"Convidámos todos os 'managers' de clubes europeus e instituições, como as ligas e federações. Foi esse convite que se entregou no fim-de-semana", declarou ao Record, Daniel Paiser, director da Soccerex. Segundo o Record, o treinador terá sido contactado para tentar explicar o sucedido, mas sem sucesso, uma vez que o treinador não respondeu aos telefonemas.

Faleceu Cabral Ferreira

Faleceu durante a tarde de ontém, o ex-Presidente da SAD e do CF "Os Belenenses", Cabral Ferreira, vítima de doença prolongada. O ex-dirigente do clube do Restelo, encontrava-se internado desde a semana passada numa unidade hospitalar de Lisboa. Cabral Ferrira assumiu a liderança dos destinos do Belenenses em Abril de 2005, tendo sido reeleito recentemente para novo mandato que não chegou a completar, após se ter demitido devido ao "caso Meyong", que ainda pode levar o clube a perder 6pts na secretaría, por uso indevido do jogador.
Cabral Ferreira esteve também envolvido noutra luta de grande desgaste, quando conseguiu evitar a descida de divisão em detrimento do Gil Vicente, no final da época 05/06, na secretaría, devido ao também célebre "Caso Mateus", que acabou por empurrar os gilistas para a Liga Vitalis.
O funeral do ex-dirigente realiza-se no cemitério do Lumiar.
A familia enlutada e a todo o universo belenense, o A Bola é Redonda envia as suas condolências.

24 de fevereiro de 2008

Bwin Liga - 20ª Jornada

Já se realizaram metade dos jogos da 20ª ronda do nosso campeonato, e até ao momento ainda não se verificou nenhuma surpresa de maior. É certo que Benfica e Sporting apenas hoje entram em acção, com jogos de grau de dificuldade moderado. Os encarnados recebem o Sp. Braga no rescaldo de mais uma jornada europeia para ambas as equipas, com sortes diferentes. O Sporting viaja até Setúbal para defrontar o Vitória local, que está a realizar uma excelente prova.
Mas falando do que já se jogou, o Vit. Guimarães retomou, embora á condição, o terceiro lugar na tabela, após vitória sobre a Naval, em jogo realizado na sexta feira passada. Os vimaranenses foram sempre superiores e apenas falharam na concretização, tendo o golo sido apontado de livre directo, por Desmarets. A Naval nunca mostrou argumentos para incomodar o guardião vitóriano.
Ontém, o Estrela da Amadora acabou por vencer a U. Leiria, por 4-2, mas esteve a perder por 0-2. A União de Leiria mostrou querer sair do último lugar e abandonar o turbilhão que tem acompanhado a equipa desde o início do campeonato. Paulo Cesar abriu o activo, e depois Ferreira ampliou ainda no primeiro tempo. O Estrela respondeu já na última meia hora, com enorme qualidade e depois de um jogador da União ter sido expulso logo na reabertura da partida. Mendonça, aos 60 minutos reduziu. A um quarto de hora do fim, Pedro Pereira, que tinha assistido Mendonça no primeiro golo, fez a igualdade. Já nos últimos cinco minutos, bis de Anselmo a dar a vitória aos da casa.
No Restelo, o Belenenses tinha tudo para vencer esta partida frente ao Marítimo e fazer pressão sobre o Sporting, actual 4º classificado. O jogo começou algo equilibrado, com os insulares a dispôr de algumas ocasiões para marcar, mas Kanu não conseguiu emendar. Á passagem do quarto de hora, Silas deu vantagem ao Belenenses, aproveitando desconcentração da defesa do Marítimo. Mas o arbitro, num minuto, deu a volta ao texto. Ao minuto 25, não viu entrada dura de Bruno sobre Marco Ferreira, que ditaría a expulsão do criativo do Maritimo, e momentos depois assinalou grande penalidade inexistente de Costinha sobre Kanu, com expulsão do guardião da casa. Bruno apontou o castigo máximo e fez a igualdade. A partir daqui, foi o Marítimo a dominar e a marcar. No reatamento, Marcinho fez o 1-2 e já nos últimos 20 minutos, Mossoró ampliou a vantagem.
No Dragão, o FC Porto teve um jogo longe de ser fácil, principalmente no primeiro tempo. Entrou mal na partida, muito permissívo e lento, a deixar o Paços de Ferreira jogar e criar perígo junto da baliza de Helton. Só perto do intervalo é que se começou a ver um esboço do que sería a segunda parte, muito por culpa do trio argentino, Lucho, Lisandro e Farías, que foram desbaratando a defesa pacense. Primeiro foi Farías a dar o mote, aos 39 minutos, com remate potente a beijar a barra. Mas sería Lisandro a abrir a contagem, depois de excelente passe de Lucho, já perto do minuto 45. No início do segundo tempo, Lisandro, quem mais, fechou a partida e permitiu a FC Porto dominar a seu belo prazer. Jogada mais uma vez protagonzada por compatriotas, com Farías a servir Lisandro e este a não enjeitar e a fazer o seu 18 golo na liga. Já perto do final da partida, sería Mariano Gonzales, também argentino a fechar a contagem em 3-0. Com esta vitória, o FC Porto vê o tri mais perto: Faltam agora 7 vitórias para o conseguir. A jornada prossegue hoje, com o Nacional-Leixões, Benfica-Braga e Vit. Setúbal-Sporting. Termina amanhã com o jogo entre a Académica e o Boavista.

13 de janeiro de 2008

SL Benfica 0-0 Leixões

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 28.930
Árbitro: Paulo Costa


SL Benfica: Quim, Nelson, David Luiz, Luisão e Léo, Petit, Di María, Maxi Pereira e Rui Costa, Nuno Gomes e Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Nuno Assis, Mantorras e Adu.

Leixões: Beto, Filipe Oliveira, Nuno Diogo, Elvis e Ezequias, Bruno China, Jorge Gonçalves, Hugo Morais, Nwoko e Diogo Valente, Roberto.
Treinador: Carlos Brito. Jogaram ainda: Pedro Cervantes, Vieirinha e Tales Schutz.

Sinceramente começam-me a faltar as palavras para descrever as pavorosas exibições do Benfica nos últimos jogos. Começo a não perceber o que se passa naquele balneario, pois é certo que algo não está bem. Mas o que será que pretendem os jogadores? Sim porque são eles que estão em campo, são eles que falham os passes, são eles que não jogam, são eles que de certa forma, envergonham o nome do Benfica, ao não ganhar ao Leixões, que em vinte e duas deslocações à Luz, apenas por duas vezes conseguiu pontuar (Já com a de ontem incluida), enfim, são eles que vestem as camisolas, portanto é a eles que se têm que pedir explicações. Ou talves não, porque há alguns que não têm culpa de serem contratados por milhões, quando nem tostões valem.
Mas para falar do jogo, tenho que o dividir em dois pois, de certa forma, houve dois Benficas em campo. No primeiro tempo, o Benfica até conseguiu dominar o Leixões, que jogando com mais gente no meio campo, foi segurando algumas investidas dos homens que deveríam criar mais perigo, casos de Di María e Maxi Pereira, que actuaram nas alas. Em virtude da ausência de Katsouranis por causa do terrível episódio de Setubal, Camacho teve que alterar o esquema de jogo, passando a jogar com Petit a trinco e Rui Costa, a espaços, por perto. Nuno Gomes actuou ao lado de Cardozo, que voltou a ser uma nulidade, embora até tenha estado mais ou menos bem, nos primeiros minutos da partida. Desde cedo se percebeu que o Leixões não vinha talhado para tentar vencer, mas a falta de argúcia do futebol do Benfica, foi fazendo crescer a confiança na equipa adversária. Na primeira parte há dois momentos-chave. O golo mal anulado por Paulo Costa (!), quando Nuno Gomes se isolou após passe de Cardozo, e mais tarde, o penalti transformado em falta fora da área. Ainda assim, o futebol mastigado do Benfica não dava para mais. Note-se que nestas duas situações, o génio de Rui Costa funcionou e houve um pouco mais de velocidade no pensar do jogo.
Na segunda parte surgiu um benfica completamente diferente (a "b" pequeno é mesmo propositado...), para pior, e acabou por ser o Leixões a merecer a vitória. Logo a abrir, Nuno Diogo atirou á trave de Quim já na pequena área, mais tarde voltaría a desperdiçar ocasião de golo na sequência de um canto. Os jogadores do benfica começaram a perder o rumo, assim como o seu treinador. Se Cristian Rodriguez não estava em condições, não era convocado. Agora tê-lo no banco, ele que é extremo esquerdo, e fazer entrar Nuno assis, que não é extremo, muito menos esquerdo, para esse lugar, é de mestre!! Mais tarde, nova alteração incrível, retirando Dí Maria para fazer entrar Adu, que veio ocupar a faixa direita, sendo... esquerdo. Portanto, desnorte total na nau encarnada, incompreensivel.
O Leixões ainda teve nova bola no ferro a assustar os adeptos encarnados, aos 75 minutos, após excelente jogada de combinação, com Diogo Valente a acertar então no poste.
O futebol mastigado do benfica continuou, mas perto do fim, Petit podería ter mudado o rumo do jogo, á semelhança do que aconteceu na primeira volta, mas desta vez Beto fez enorme intervenção garantindo dois preciosos pontos para o Leixões.
Já depois no final, Rui Costa, sem dúvida o melhor em campo, ele que com 35 anos ainda corre mais que alguns jogadores mais jovens do plantel, viu o cartão amarelo por ter dito a Paulo Costa que no lance do golo anulado ao Benfica, havia mesmo golo.
Com este resultado, o Benfica aumentou a distancia para o FC Porto, que é agora de 11 pontos. Este resultado deita por terra as esperanças dos encarnados de chegar ao título, com toda a certeza. Pior que isso, é terem sido desperdiçados 10 pontos nos últimos cinco jogos. Mau de mais para ser verdade....

6 de janeiro de 2008

Vit. Setúbal 1-1 SL Benfica

Estádio: Estádio do Bonfim
Espectadores: 4.820
Árbitro: Paulo Parati

Vit. Setúbal: Eduardo, Janício, Robson, Auri e Adalto, Sandro, Elias e Ricardo Chaves, Paulinho, Matheus e Pitbull.
Treinador: Carlos Carvalhal. Jogaram ainda: Edinho, Bruno Gama e Filipe Gonçalves.

Benfica: Quim, Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Nelson, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira, Cristian Rodriguez e Rui Costa, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Di María, Edcarlos e Mantorras.

Mau de mais para ser verdade. Mais uma exibição sofrível, assim como sofrível foi o resultado e sofrível é a atitude de uma equipa, que até tem colegas que quase chegam a vias de facto em pleno relvado!


Não consigo perceber porque é que sem ter garantido alguem para a posição de defesa esquerdo, se deixa sair o Miguelito, que por inferior que seja ao Léo, pelo menos é um jogador que é defesa esquerdo de raiz. Mas isso já são contas de outro rosario.
O Benfica actuou a um nível um pouco acíma do medíocre, embora tenha dominado por alguns instantes no primeiro tempo, mas sem nunca se poder dizer que o golo esteve perto, embora tenham havido alguns remates perigosos. O golo, esse acabou por acontecer na baliza de Quim aos quatro minutos, mas foi invalidado, e bem, por fora de jogo de Matheus.
Um jogo completamente desinteressante, acabou por ganhar algum interesse, quando aos 69 minutos, Luisão e Katsouranis pegam-se dentro do terreno de jogo, por causa de um mau passe do grego. Este é mais um episódio demonstrativo da intranquilidade que se vive dentro do balneareo encarnado. David Luiz tentou serenar os animos e Camacho reagiu, retirando os dois jogadores e fazendo entrar Edcarlos e Mantorras. Em boa hora, pois com apenas 3 minutos em campo, o angolano ganhou, algo que Cardozo não consegue fazer, apesar de ter custado 9 milhões de euros, a bola ao defesa sadino que o marcava e atirou a contar, faltavam cerca de 20 minutos para o fim do jogo. Com esta alteração o Benfica passou a jogar em 4x4x2, mas de pouco adiantou pois não mais chegou a rematar á baliza de Eduardo. O Vitória, por seu turno não desistiu e Pitbull, que fez mais um bom jogo, pôs a cabeça em água á defesa encarnada e podería ter dado o golo a Edinho pouco depois, não fosse o desvio providencial de Edcarlos, que Paraty transformou em pontapé de baliza. Pouco depois os mesmos intervenientes, mas com final diferente, com o brasileiro a fazer o centro e Edinho a aparecer na cara de Quim, livre de marcação, a fazer o empate, quando faltavam dois minutos para os noventa. Depois foi o coração a mandar no futebol do Benfica, que tentou jogar directo na espontaniedade de Mantorras, ou na altura de Cardozo, mas sem resultados practicos, apenas um ligeiro susto para a baliza sadina já nos descontos, após um canto, mas bem resolvido pela defesa.
Em suma, mais um jogo de nível muito baixo para uma equipa que tem os seus jogadores e dirigentes constantemente nos jornais a dizerem que vão fazer isto e aquilo, sem, no entanto, nada fazerem. Parabens ao Vit. de Setúbal, que está a fazer um excelente campeonato e mereceu o empate por inteiro.

27 de novembro de 2007

Académica 1-3 SL Benfica

Estádio: Cidade de Coimbra
Espectadores: 16.165
Árbitro: Olegário Benquerença

Académica: Ricardo, Nuno Piloto, Litos, Kaká e Pedro Costa, Pavlovic, Paulo Sergio e N'Doye, Lito, Vouho e Ivanildo.
Treinador: Domingos Paciência. Jogaram ainda: Miguel Pedro, Joeano e Helder Barbosa.

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, David Luiz e Leo, Katsouranis e Binya, Nuno Assis, Rui Costa e Dí María, Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Petit e Adu.

O Benfica somou a quinta vitória consecutiva e mantém a pressão sobre o FC Porto, em vesperas de jogo entre as duas equipas.




O Benfica voltou a sofrer para vencer um jogo. Novamente nos minutos finais de um jogo algo morno e sem muita criatividade. Camacho voltou a escalar a equipa em 4x2x3x1, jogando apenas com Nuno Gomes na frente, e com Binya e Katsouranis no miolo do terreno. Nuno Assis esteve encostado á direita e Dí María ocupou a faixa esquerda, com Rui Costa a comandar as operações. Na defesa, Luisão e David Luiz no eixo, com Léo na esquerda e Luís Filipe na direita.
Domingos operou também algumas alterações, desde logo a maior surpresa, Ricardo, guardião que ocupou o lugar de Pedro Roma. Talvês por ter sido o héroi do Varzim em jogo da Taça de Portugal da época passada e ter feito uma boa exibição frente ao adversário de sábado, Domingos tenha apostado nele. E diga-se que não fossem os ultimos minutos do jogo e a aposta tería sido ganha.
De resto, o Benfica apenas começou a aparecer a partir do momento em que Nuno Assis é substituido. Porque? Entrou Cardozo e a equipa desenhou um 4x4x2, embora com Rui Costa perdido na direita.
No entanto, é a Académica que chega primeiro ao golo, depois de uma falta, mais uma convém dizer, cavada por N'Doye, um dos melhores da Académica. Depois de uma série de maus alivios da defesa encarnada, a bola cai nos pés de Lito, que atirou a valer para o fundo das redes de Quim. Estavam decorridos 21 minutos de jogo. O Benfica tentou responder, e essa resposta veio da esquerda, mais precisamente de Dí María. Depois de ter atirado à barra num excelente remate, o extremo argentino correu meio campo com Nuno Piloto no seu encalço, até ser derrubado pelo defesa da Académica. Do lance, estudado, saiu o pontapé vitorioso de Rui Costa. Estava feito o empate á passagem do minuto 30 da partida, resultado que se mantería até ao intervalo.



Após o intervalo, o jogo caiu emalguma monotonia. Os bancos começaram a mexer, e no Benfica, as substituições demonstraram ser importantes. Katsouranis deu o seu lugar a Petit, e o meio campo do Benfica ganhou mais algum fulgor. Minutos depois, Dí María volta a atirar à barra, depois de uma tabela com Rui Costa, mas o jogo já estava interrompido por fora de jogo do argentino. Minutos depois nova alteração, Nuno Gomes deu o lugar, embora contrariado, a Freddy Adu e o Benfica começou então a ganhar algum ascendente e a empurrar a Académica para trás. Lito ainda tentou assustar Quim de fora da área, mas a bola saiu muito por cima da trave. E foi a ultima tentativa da Académica de chegar a vitória, faltavam cerca de quinze minutos para o fim. E começou o calvario de Ricardo. Ao minuto 81, desentendimento com Kaká valeu-lhe o cartão amarelo, pois agarrou a bola fora da área. Aos 83 minutos, é a vez de Rui Costa tentar o golo, mas o o remate saiu mal, apos bom centro deLéo. Mas a quatro minutos do fim, finalmente o golo e a explosão de alegría nas bancadas, contrastando com o desalento do banco academista. Lançamento longo de Binya, com Ricardo a falhar o corte, a bola sobrou para Luisão, que de calcanhar bateu para a baliza com Ricardo apenas a confirmar a reviravolta no marcador. Já nos descontos, foi a vez de Adu marcar o seu golo, com um remate de fora da área, onde Ricardo volta a ficar mal, pois podia ter feito mais para segurar a bola, que ainda bateu no poste antes de entrar e confirmar a vitória encarnada.
Em jeito de resumo, a vitória acaba por ser justa, embora não reflicta a verdade do jogo. A Académica jogou bem, melhor até que noutros encontros, mas no final entregou o ouro ao bandido. O Benfica, voltou a ser uma equipa com pouca criatividade, sem presença na área academista, pois Nuno Gomes esteve muito mal, mas após a saida de Nuno Assis, cresceu um pouquinho, e com as entradas de Adu e Petit, melhorou consideravelmente. O filão de que os jogos têm 90 minutos está bem presente na cabeça dos jogadores encarnados, pois lutam até ao fim pela vitória.

13 de novembro de 2007

Sp. Braga 3-0 Sporting CP

Estádio: Municipal de Braga
Árbitro: Carlos Xistra


Sp. Braga: Paulo Santos, João Pereira, Paulo Jorge, Rodriguez e Carlos Fernandes, Roberto Brum, Frechaut e Jorginho, Zé Manuel, Linz e Wender.
Treinador: António Caldas. Jogaram ainda: Stelvio, Hussaine e João Pinto


Sporting: Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Izmailov, Romagnoli e João Moutinho, Yannick Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Purovic, Pereirinha e Had


A noite de domingo foi aziaga para o Sporting. Acabou derrotado por 3-0, frente a um Braga que deve ter efectuado o melhor jogo da temporada. Com este resultado agudiza-se uma crise, que os dirigentes leonino teimam em não aceitar.


Quando o Sporting entrou em campo, o jogo do Benfica ainda decorría, pelo que não sabiam o resultado final. Mas isso pouco importava, tendo em conta a exibição pálida que os leões fariam. A equipa de Bento, foi a mesma do confronto com a Roma, com Yannick e Tiago a manterem o lugar no onze. A exibição é que foi diferente.
Do lado do Braga, António Caldas, no último jogo á frente da equipa pois Manuel Machado será o senhor que se segue, efectuou algumas mexidas, tendo surgido Carlos Fernandes no lugar do lesionado Cesar Peixoto, Andrés Madrid cedeu o seu lugar a Roberto Brum e Frechaut apareceu no lugar de Vandinho, que cumpre castigo federativo.
Quanto ao jogo, o Braga foi inteiramente superior em toda a partida. O Sporting foi uma sombra do jogo de Alvalade frente à Roma, com Yannick a ser o espelho de uma equipa algo moribunda e com falta de confiança. Por seu turno, o Braga impriu um forte domínio no jogo, tanto territorial como na posse de bola, com Tiago a brilhar logo nos primeiros minutos, ao parar um remate perigoso de Carlos Fernandes. Minutos depois, foi a vez do ferro da baliza, segurar remate de Jorginho. O Sporting deixou-se cair nesta teia montada por Caldas, com Roberto Brum a dominar um meio campo leonino desinspirado e a distribuir jogo nos homens mais adiantados do ataque. A total falta de entrega ao jogo ficou patente no minuto 26, quando Frechaut cabeceou à vontade, sem oposição de ninguém para golo. Estava feito o 1-0. Depois do golo espareva-se uma reacção do Sporting, que até surgiu, mas muito ténue. Mais bola, mais dominío no terreno de jogo, mas pouca inspiração na hora do remate (poucos) e pouca critividade na procura de ocasiões de golo.

Após o intervalo, Paulo Bento recorreu ao plano alternativo, retirando Ronny e descaido Polga para o corredor esquerdo, fazendo entrar Purovic, passando a jogar em 3x4x3, mas mais uma vez sem a inspiração e criatividade necessárias, para bater uma bem organizada equipa do Sp. Braga, que defendendo à zona, nunca deu espaços aos jogadores do Sporting para pensar o jogo. E foi precisamente do lado esquerdo da defesa, onde estava Polga que surgiram os dois golos que mataram o jogo, com Wender em destaque, contra a ex-equipa. Fabricou a jogada que deu em golo de Roland Linz, sem demérito para o avançado, que trabalhou muito bem a bola dentro da área leonina, aproveitando uma desconcentração da defesa e depois voltou a estar em foco minutos mais tarde, no lance do terceiro e vistoso golo de Jorginho, fazendo o centro que permitiu ao jogador emprestado pelo FC Porto matar o jogo. Isso também percebeu Paulo Bento, que voltou ao início retirando Yannick e fazendo entrar Had para esquerda da defesa do Sporting. O resultado não se alterou, mas Tiago também contribuiu para isso, evitando um golo certo de Jorginho, na marcação de um lívre directo. Até ao fim, o Sporting pouco ou nada fez na procura de um golo que atenua-se tamanho desastre, mas não conseguiu. No final, Paulo Bento resignado, apenas conseguiu dizer que os jogadores não foram dignos de representar o Sporting. E não foram.

Estrela Amadora 2-2 FC Porto

Estádio: José Gomes
Árbitro: João Ferreira


Estrela Amadora: Nelson, Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Helder Cabral, Marco Paulo, Marcelo Goianira e Tiago Gomes, Yoni, Vitor Moreno e Anselmo.
Treinador: Daúto Faquirá. Jogaram ainda: Mateus, Jeremiah e N'Diaye.

FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Bolatti, Adriano e Kazmierczak.

No domingo, a prova de que os jogos de futebol têm 90 minutos aconteceu na Reboleira. Aos 85 minutos o FC Porto vencia comodamente por 0-2, no fim da partida reinou a igualdade a duas bolas.



O FC Porto voltou a deixar pontos num estádio onde já não vence desde 2001. É o segundo empate dos dragões na presente edição da Bwin Liga, permitindo assim a aproximação do Benfica, agora a apenas quatro pontos do rival.
Mas o jogo foi correndo de feição aos azuis e brancos. Lucho voltou ao onze, em detrimento de Marek Cech e Tarik manteve-se no onze. Do lado do Estrela, Daúto não pôde contar com Fernando e Luis Aguiar, habituais titulares da equipa, por estarem supostamente lesionados. Diga-se que os atletas estão na Reboleira a título de emprestimo do FC Porto...
Na primeira parte o FC Porto foi claramente superior. Num jogo morno até ao minuto 24, altura do golo de Lisandro, não tinham acontecido jogadas de perígo ou de golo perto de qualquer uma das balizas. Nesse minuto, Lisandro recebeu a bola vinda de Raul Meireles, consegiu rodar por entre Helder Cabral e Maurício, rematando para o nono golo da conta pessoal. A bola ainda embateu no poste antes de entrar na baliza de Nelson, que nada podía fazer. Até ao intervalo, o FC Porto manteve a vantagem, gerindo o jogo a seu belo prazer, pois Anselmo foi uma nulidade durante os primeiros 45 minutos, não dando grande trabalho à defesa portista.
Na reabertura do jogo, o FC Porto marca o segundo e parecía ter o jogo ganho. Decorría o minuto 49, quando Lucho centrou da direita, apanhando Quaresma do lado oposto. Este assistiu Meireles no centro do terreno com um belo golpe de calcanhar, e o centro campista desfeiru potente remate, que ainda bateu num defesa contrário, batendo Nelson. Estava feito o segundo golo da partida e os bicampeões nacionais entraram em ponto morto, tentando gerir a posse de bola, trocando-a entre eles. Logo depois, Quaresma tem um lance mágico, pegando na bola e passando por meia equipa do Estrela, a bola acaba por chegar aos pés de Lisandro, que rematou sem hipoteses para Nelson, mas a bola esbarrou no poste e apesar de ter percorrido toda a linha de golo, acabou por não entrar. A vinte minutos do fim, Jesualdo retirou Lucho de campo, poupando-o, pois vinha de lesão, fazendo entrar Bolatti e Daúto respondeu lançando N'Diaye no lugar de Moreno e o Estrela cresceu um pouco mais. Logo depois Jesualdo volta a mexer, fazendo entrar Adriano para o lugar de Tarik, passando Lisandro para o lugar do marroquino. O Estrela começou então a chegar mais perto da área de Helton, embora só através das bolas paradas, criando dessa forma algum perígo. O primeiro aviso siu dos pés de Mauricio, que do meio da rua atirou uma bomba aos ferros de Helton, que não tinha qualquer hipotese de defesa. Cinco minutos depois, Mateus, que tinha entrado ao intervalo, foi fundamental na viragem do marcador. O brasileiro apontou um livre descaido para a esquerda do ataque estrelista no coração da área encontrou a cabeça de Mauricio, que de costas para a baliza, conseguiu bater Helton, que diga-se, teve uma saida algo inadequada neste lance. O Estrela ganhou algum animo, apesar de faltar muito pouco para o final e o impensável aocnteceu. Jeremiah, outro jogador lançado por Faquirá ao intervalo, tenta chegar á bola, já dentro da área do FC Porto, mas Stepanov está a puxar a camisola do jogador do Estrela. João Ferreira, bem posicionado, mas talvês tapado por algum jogador, não vê a falta, mas o seu auxiliar fez-lhe o respectivo sinal e o árbitro acabou por apontar o castigo máximo. Grande penalidade apontada por Mateus que valeu a igualdade. Até ao fim, o FC Porto tentou lançar bolas para a velocidade de Adriano, mas as tentatívas mostraram-se infrutiferas. A igualdade manteve-se e premiou a equipa que acreditou até ao fim. Este resultado acaba por ser um justo castigo para o FC Porto, que pensou ter terminado o jogo ao minuto 49 do segundo tempo. Com este resultado, os dragões vêm o Benfica chegar mais perto, distando agora apenas 4 pontos entre os dois conjuntos.

SL Benfica 6-1 Boavista FC

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 35.379
Árbitro: Paulo Paraty

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Katsouranis e Léo, Binya, Rui Costa, Maxi Pereira e Cristian Rodriguez, Cardozo e Nuno Gomes.
Treiandor: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Bergessio e Romeu Ribeiro.

Boavista: Jehle, Rissut, Marcelão, Ricardo Silva e Bruno Pinheiro, Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Fary e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Edgar, Laionel e Bangoura.


Melhor jogo da temporada para a Liga, maior goleada até ao momento e um ano sem perder é o rescaldo da noite de ontém no Estádio da Luz.


Tradicionalmente os jogos frente ao Boavista são de um grau de dificuldade maior, independentemente da classificação dos clubes. O jogo de ontém não fugiu á regra e apesar do resultado demonstrar uma coisa, não foi realmente aquilo que aconteceu.
O Boavista entrou a jogar em contra-ataque, com Mateus e Zé Kalanga a segurarem Léo e Luis Filipe, o que limitou um pouco a acção dos laterais encarnados. Jorge Ribeiro aparecia em zona de remate, para aproveitar a sua boa meia distância e Diakité segurava a subida dos jogadores mais recuados da Luz. Foi assim que Mateus criou a primeira situação de perigo para Quim, estavam decorridos poucos minutos de jogo. Durante a primeira parte, o Boavista foi amplamente dominado pelo Benfica, que mesmo sem as subidas dos laterais, tinha nos extremos os principais desiquilibradores. E foi sem surpresas, que o Benfica chegou ao golo, por Cardozo, após uma excelente jogada de combinação entre Rui Costa e Rodriguez, culminando com o passe do maestro para o paraguaio bater Jehle, livre de marcação no eixo defensivo axedrezado. Até ao intervalo, o Benfica podería ter ampliado a marca, mas Jehle opôs-se bem por duas ocasiões a Cardozo.
No reatamento, o Boavista voltou a ter a melhor oportunidade para empatar, mas Quim esteve bem ao negar o golo a Mateus. Pouco depois Zé Kalanga acabou expulso por acumulação de amarelos e o Boavista quase sucumbiu. E digo quase, porque apesar de jogar com dez, ainda conseguiu chegar á igualdade pouco depois, após uma corrida desenfreada de Mateus pela direita, acabando por servir Jorge Ribeiro em zona frontal já perto da grande área, com este a trabalhar bem sobre os defesas encarnados e a bater Quim com um remate seco e colocado. Mas a alegria boavisteira durou pouco tempo. O Benfica imprimiu uma velocidade ao jogo estonteante, e em meia hora cilindrou o conjunto de Jaime Pacheco. Maxi Pereira aos 62 apareceu sozinho em zona frontal e desferiu remate indefensável para Jehle, depois de boa jogada de Léo, aproveitando a ausência de Zé Kalanga. Minutos depois, o Benfica decidiu o rumo do jogo com o terceiro golo, da autoria de Cristian Rodriguez, após uma boa jogada de Rui Costa. O Boavista ainda respondeu e Laionel aproveitou uma escorregadela de Katsouranis para correr meio campo e atirar ao poste à saida de Quim. Mas o Benfica estava imparável e no minuto seguinte Dí María com a colaboração de Ricardo silva, faz o quarto da noite. Luis Filipe aproveita alguma desorganização no conjunto axedrezado e sobe pelo seu flanco, fazendo um centro que encontrou o argentino do outro lado. Dí María fez um centro-remate para o meio da confusão e as pernas do central do Boavista fizeram o resto. Mais cinco minutos e novo golo do benfica, desta feita de grande penalidade, cometida por Marcelão. Nuno Gomes marcou e regressou aos golos. Já perto do minuto 90 o Benfica chega à meia duzia, novamente por Nuno Gomes, após centro de Rodriguez da direita. Poderiam ter sido sete, mas Bergessio não quis apontar o segundo penalti da noite, permeitindo a defesa de Jehle. Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um resultado algo avolumado para aquilo que o Boavista fez, mas inteiramente justo por aquilo que o Benfica jogou e produziu na noite de ontém.

30 de outubro de 2007

FC Porto 3-0 Leixões

Estádio: Estádio do Dragão
Espectadores: 36.509
Árbitro: Rui Costa


FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Bolatti, Lucho e Raul Meireles, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Cech, Helder Postiga e Mariano González.

Leixões: Beto, Marco Cadete, Nuno Silva, Elvis e Ezequias, Bruno Cheina, Pedro Cervantes e Paulo Machado, Jorge Gonçalves, Vieirinha e Roberto.

Treinador: Cralos Brito. Jogaram ainda: Filipe Oliveira, Tales e Livramento.



O FC Porto recebeu e bateu ontém o Leixões em jogo da 8ª jornada da Bwin Liga. Os azuis e brancos alcançaram o oitavo triunfo no liga e Lisandro voltou a bisar, alcançando assim o seu 8 golo no campeonato.



O número oito esteve em destaque ontém no Estádio do Dragão. O FC Porto alcançou o oitavo triunfo, na oitava jornada, com Lisandro a alcançar o seu oitavo golo no campeonato e com esta vitória a distância para o segundo classificado volta a ser de.. oito pontos.
Numerologia e coincidências à parte, o FC Porto entrou decidido a resolver a questão cedo e conseguiu-o mais uma vez aos oito minutos de jogo. Nesta fase da partida, já Lisandro tinha aberto o marcador ao minuto 6, depois de erro de Marco Cadete. Ainda assim o lance era passível de falta, uma vez que Lisandro ajeitou a bola com o braço antes de marcar. Mas os adeptos ainda não tinham acabado os estejos do primeiro golo, já Tarik lhes dava nova alegria.. ao minuto 8, elevando a contagem para 2-0 depois de excelente jogada de combinação com Lucho Gonzales. Os adeptos portistas certamente esperavam uma goleada, mas depois do 2-0 e embora continuassem a dominar a partida, os dragões passaram a controlar as operações, mantendo sempre a bola longe da baliza de Helton. O único revés na estrutura portista aconteceu ao minuto 13, com Bosingwa a cair sozinho e a ter que ser substituido por Cech, com Fucile a voltar à direita da defesa. A única jogada de algum perígo por parte dos matosinhenses aconteceu ao minuto 25, com Roberto a surgir em posição de cabecear à baliza de Helton, mas o remate do avançado brasileiro saiu ao lado.
Após o intervalo, o FC Porto contiuou com a sua toada dominadora, mas sería o Leixões a obrigar Helton a aplicar-se, ao minuto 49, quando teve que socar um cruzamento de Vieirinha. O FC Porto respondeu com Quaresma a tentar o remate em arco ao minuto 55, mas esta a sair ao lado do poste da baliza de Beto. Carlos Brito tentou dar um empurrão a sua equipa, substituido Marco Cadete por Tales a 15 minutos do fim, mas conseguiu empurrar o FC Porto para o terceiro golo, depois de Fucile ter endossado em Quaresmana direita, e este servido Lisandro para o terceiro golo da noite, o segundo do argentino na partida. Até final o FC Porto continuou no comando das operações, domando um cinzento conjunto leixonense, que deixou uma pálida imagem da equipa do início de campeonato.

Benfica 2-1 Marítimo

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 45.000
Árbitro: Pedro Proença


Benfica: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Edcarlos e Léo, Katsouranis, Binya, Dí Maria, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Butt, Luis Filipe e Freddy Adu.

Maritimo: Marcos, Ricardo Esteves, Van der Linden, Ediglê e Evaldo, Wenio, Marcinho, Olberdam e Mossoró, Kanu e Makukula.
Treinador: Sebastião Lazaroni. Jogaram ainda: Briguel e Djalma.

O Benfica volta a vener um jogo nos minutos finais, depois de ter vencido o Celtic para a Champions e de ter chegado à igualdade frente ao Vit. Setúbal no mesmo período. Desta feita, a estrela voltou a ser Adu.




O Benfica defrontou no Domingo o Marítimo, e o jogo até nem começou muito bem para os encarnados. Camacho voltou a deixar Cardozo sozinho na frente, e voltou a dar o lugar de defesa direito a Maxi Pereirra, com Katsouranis a regressar ao meio campo ao lado de Binya. Dí Maria voltou á titularidade, na extrema esquerda, com Rodriguez a ocupar a faixa direita e Rui Costa a comandar as operações. Mas o início de jogo não foi o malhor para o Benfica, já que, com apenas 7 minutos de jogo, o Marítimo chegou ao golo, gelando os adeptos encarnados presentes no estádio. A jogada começou na defesa insular, com Ricardo Esteves a desmarcar Kanu, que apercebendo-se a hesitação de Quim, fez-lhe um chapeu irepreensível. O Benfica não baixou os braços e tentou chegar à igualdade, se,pre com Rui Costa na batuta. Aos 13 minutos remaou com força para boa defesa de Marcos, voltando a fazer o mesmo minutos depois. Mas ao minuto 18, a acção do maestro sería coroada de sucesso, não por ter marcado, mas porque o cruzamento que tentou fazer foi cortado pelo braço de Ricardo Esteves, já dentro da área do Marítimo. Grande penalidade indiscutivel, que Pedro Proença assinalou e Cardozo converteu, com potente remate sem hipoteses para Marcos. O Benfica voltou a ganhar animo e veio para a frente, mas à passagem da meia hora, novo revés na estrategia encarnada. Kanu volta a aparecer sozinho frente a Quim, que desta vez derruba o avançado brasileiro. Grande penalidade que Pedro Proença também não exitou em marcar e que levou a expulsão do guarda-redes benfiquista. Butt foi chamado ao jogo e Camacho teve que substituir Edcarlos para Butt entrar. O guarda-redes alemão sería uma das figuras da partida, pois ainda a frio conseguiu defender o tiro de Makukula, mantendo assim a igualdade.
Após o intervalo, o Benfica entrou ainda mais decidido a vencer o jogo, e teve oportunidades para isso. Aos 61 minutos de jogo, Katsouranis, que recuou para central, atirou mesmo ao lado do poste de Marcos, o mesmo acontecendo com o remate de Cardozo minutos depois. Antes disso, ao minuto 68, Butt voltou a estar em grande ao evitar o golo do Marítimo, depois de remate de Kanu. O Benfica encostou o Marítimo às cordas e Rodriguez teve nos pés mais uma oportunidade a doze minutos do fim, quando apanhou uma bola perdida na grande área maritimista, atirando pouco por cima da trave do batido Marcos. Depois de já ter lançado Butt e Luis Filipe, Camacho optou por dar nova oportunidade a Adu, e o miudo não deixou os seus créditos por mãos alheias. A três minutos do fim e depois de grande jogada de Léo... pelo flanco direito do ataque encarnado, o nort-americano antecipou-se a Ediglê e bateu Marcos fazendo o 2-1 e deixando em delírio os adeptos encarnados. Pouco depois o árbitro apitou para o final do jogo, com o Benfica a deixar a pele em campo e pela segunda vez consecutiva, depois de Leiria, a virar o marcador depois de entrar no jogo practicamente a perder. Os encarnados ocupam agora a segunda posição na classificação, com 16 pontos.

30 de setembro de 2007

Bwin Liga - A noite dos derbies.

Ontém tiveram lugar dois derbies, que podem ter deixado as contas do campeonato ainda mais decididas. O FC Porto cumpriu a sua obrigação, e venceu o Boavista, enquanto que no Estádio da Luz, Benfica e Sporting não sairam do nulo, culpando depois a arbitragem.

Estádio: Estádio da Luz
Árbitro: Pedro Henriques
Espectadores: 48.222

Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Edcarlos e Léo, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa, Dí María, Cristian Rodriguez e Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Adu e Nuno Assis.

Sporting: Stoijkovik, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Vukcevik, João Moutinho e Romagnoli, Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Farnerud e Celsinho

No Estádio da Luz, esperavam-se golos no derby mais antigo do futebol português. Mas o jogo acabou com um sensaborão 0-0, e com queixas da arbitragem de ambos os lados. Os encarnados, a jogar em casa, entraram melhor e poderíam mesmo ter marcado logo a abrir, após uma excelente combinação entre Di Maria e Rui Costa, com o remate do capitão a ser parado em última instancia, pelo carrinho de Abel. O Sporting não demorou a responder, e sería Miguel Veloso a proporcionar uma excelente defesa a Quim, depois de excelente trabalho de Romagnoli. alías, por estes instantes iniciais, percebeu-se quem podríam ser as figuras do Derby: Romagnoli e Rui Costa, dois maestros.
O Benfica ainda conseguiu superiorizar-se ao Sporting durante os primeiros 15 minutos da partida, mas aos poucos, o meio campo leonino ia assumindo o jogo e virando a tendência da partida, muito por culpa do acerto de marcação feito por Miguel Veloso a Rui Costa, o que oprimiu o futebol criativo do centrocampista, reflectindo-se na produção da equipa da casa. Aos 20 minutos, surge o primeiro caso polémico, com Katsouranis a dividir o esférico com Romagnoli, aparecendo a argentino caido no chão. Pelas imagens, dá a ideia que Katsouranis toca na bola, sendo depois o contacto inevitável, devido ao estado do terreno. O Jogo prosseguiu, agora com o Sporting no comando das operações. Djaló assumiu-se como principal dor de cabeça da defesa encarnada, ofuscando por completo Liedson. Aos 37 minutos, o jovem avançado teve o golo nos pés, após mau passe de Katsouranis, mas o remate siu um nada ao lado. Minutos depois, isolou com mestria Vukcevic, mas o montenegrino permitiu a mancha do guarda-redes Quim.
No segundo tempo, o Benfica voltou a entrar melhor na partida, com um remate de Maxi Pereira, que pôs o guardião Stoijkovic em sentido. Aos 56 minutos, surgiu a melhor oportunidade de golo dos encarnados em toda a partida. Remate de Rui Costa, a surpreender tudo e todos, com Stoijkovic a defender para onde nunca se deve defender, para a frente, onde aparece Nuno Gomes, que falha aquilo que não devería falhar, o golo. Com o Benfica por cima, sería de esperar que Camacho arrisca-se a entrada de Cardozo, mas não o fêz. Ao contrário, e prevendo a perda do meio campo, Paulo Bento retirou Vukcevic e fêz entrar Farnerud, voltando a equilibrar a questão nesta zona do terreno. Assim, voltou a aparecer novamente Romagnoli, e o Benfica voltou a tremer. Camacho não mexia e o desespero nas bancadas ia aumentando, e atingiu o seu ponto máximo, quando o assistente de Pedro Henrriques lhe fez a sinalética de que algo estava mal num lance envolvendo Katsouranis, dentro da grande área encarnada. Quería o auxiliar que fosse apontada uma grande penalidade, pois vira que o jogador grego dominara a bola com o braço. Quis o árbitro, que fosse assinalada bola ao solo, para desespero das hostes leoninas, e alivio das encarnadas. O lance é de difícil julgamento, pois remete para a velha questão da mão na bola ou bola na mão. Mais uma vez as imagens televisivas não são completamente esclarecedoras, mas fica a ideia que se tivesse sido apontada grande penalidade, não tería sido mal apontada.
O jogo prosseguiu, e Camacho decidiu mexer então na equipa, lançando Cardozo no lugar de.. Nuno Gomes. Esta substiuição motivou assobíos da plateia encarnada, e demonstrou, na minha opinião, a completa mudança do Camacho da primeira passagem pelo Benfica para esta. Mais tarde entraría Freddy Adu para o lugar de Di María, e sería dos pés deste jogador que nasceu nova polémica, já em tempo de descontos, e novamente dentro da grande área, mas desta vez da do Sporting. Adu entrou com a bola dominada, e João Moutinho parece, aqui sim, derrubar com intenção o extremo encarnado. Pedro Henrriques voltou a achar o contrario, e o jogo terminou como começou, 0-0.




Estádio: Estádio do Dragão
Árbitro: Artur Soares Dias
Espectadores: 31.809



FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Marek Cech, Paulo Assunção Lucho e Raul Meireles, Quaresma, Tarik e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Leandro Lima, Bolatti e Adriano.


Boavista: Carlos, Rissut, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés, Fleurival, Diakité e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Edgar e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Bangoura e Laionel.


O FC porto entrou em campo, sabendo já do resultado do derby lisboeta, e claramente mais tranquilo, apesar de qualquer que fosse o resultado desse jogo, não abalaria a forma de jogar do campeão nacional. Sempre por cima do Boavista, que acabou por jogar a defesa, embora não tanto como se pensava, mas sempre atrás da linha da bola, não foi com surpresa que, logo ao quarto de hora, o FC Porto se adiantou no marcador. Lisandro Lopoez, o goleador de serviço, voltou a cargano campeonato e aproveitou da melhor maneira um erro tremendo de Carlos, que defendeu o remate de Quaresma para o pior sitío, para a frente, onde o argentino não desaproveitou. O FC Porto passou a gerir o resultado, e embora sempre superior, permitiu que o Boavista a espaços, se fosse aproximendo da sua área, sem no entanto causar grande perígo uma vez que os remates de meia distância eram os preferidos dos axedrezados, e aí Helton esteve bem.
No segundo tempo, o Boavista entrou ligeiramente melhor, e chegou mesmo a criar perígo através de Edgar e Jorge Ribeiro, que poderíam mesmo ter marcado. O FC Porto recuou um pouco e sentiu algumas dificuldades, muito por culpa da saida de Tarik, que foi rendido por Leandro Lima, o que permitiu a Jorge Ribeiro aventurar-se mais pelo seu flanco, criando alguns desiquilibrios. Adivinhando algum dissabor, os adeptos portistas responderam com assobios a ténue exibição dos dragões neste período do jogo, e a equipa respondeu.. com o segundo golo, da autoría de Lisandro, mais uma vez, afirmando-se como o melhor marcador azul e branco, e do campeonato. Desta vez o argentino acorreu a um passe de Marek Cech, que substituiu o lesionado Fucile na ala esquerda da defesa portista, e voltou a não falhar. Até ao fim, o FC Porto geriu o resultado, agora sim com mais calma, e saiu do jogo com uma vantagem pontual sobre o Sporting de sete pontos e oito sobre o Benfica.. a sexta jornada. Seis jogos, seis vitórias, o melhor arraque de temporada dos ultimos 16 anos e o melhor arranque de todas as ligas mais competititvas da equropa, são os recordes deste FC Porto que parece já embalado para o título.

28 de agosto de 2007

BURRICE E INTELIGÊNCIA


FC PORTO - SPORTING 1 - 0
1ª Liga Portuguesa 2007-08
26 de Agosto de 2007
Estádio do Dragão (Porto)
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
FC Porto: Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Fucile; Paulo Assunção, Raúl Meireles (Mariano González 67'), Lucho González; Tarik (Postiga 46'), Lisandro (Bolatti 85'), Quaresma. Tr: Jesualdo Ferreira
Sporting: Stojkovic; Abel (Yannick Djaló 76'), Tonel, Anderson Polga, Ronny (Pereirinha 76'); Miguel Veloso, João Moutinho, Izmailov (Vukcevic 62'), Romagnoli; Derlei, Liedson. Tr: Paulo Bento
Ao intervalo: 0 - 0
Marcador: 1 - 0 Raúl Meireles 53'
CA: Quaresma 33', Derlei 53', Tonel 54', Anderson Polga 73', Bosingwa 86', Helton 90'+4'


Um golo de pura inteligência, resultante de um lance de pura burrice, definiu o resultado do clássico. Com exactamente 49.709 pessoas nas bancadas do Dragão e o ambiente ao rubro, o FC Porto de Jesualdo Ferreira derrotou, enfim, o Sporting de Paulo Bento, depois de nas três anteriores partidas entre ambas as equipas se terem registado um empate e duas vitórias leoninas. O FC Porto está agora na frente do campeonato, conjuntamente com o Marítimo, dispondo já de três e quatro pontos de vantagem sobre Sporting e Benfica, respectivamente.

Ao contrário do que sucedera na Supertaça, o jogo foi bom, dinâmico, emotivo e, embora nem sempre bem jogado, o espectáculo valeu a pena. A vitória assenta bem aos campeões nacionais. Fizeram mais pelos três pontos e mereceram-nos inteiramente. A uma primeira parte de domínio portista, respondeu o Sporting com maior ascendente na etapa complementar. A diferença é que os 'leões' se mostraram passivos e impotentes na fase de assédio portista, coisa que não aconteceu com o FC Porto que, mesmo no período em que sofreu maior pressão, nunca deixou de contra-atacar e mostrar-se ameaçador. No cômputo geral, os 'dragões' foram superiores, tiveram mais oportunidades claras de golo, incluindo a mais flagrante de todas, num livre à Quaresma que embateu na trave.

Jesualdo lançou Tarik para a titularidade, em detrimento do esperado Postiga, naquela que foi a única surpresa dos onzes iniciais. Embora tenha torcido um pouco o nariz quando soube desta escolha, não posso deixar de reconhecer que o marroquino efectuou uma exibição interessante, apesar de intermitente. Foi ele que criou as duas primeiras jogadas de grande perigo, ao arrancar pela esquerda em drible e cruzar para a área: na primeira ninguém acorreu ao cruzamento e na segunda Lucho, bem enquadrado com a baliza, rematou muito ao lado. Foi este o mote para a superioridade portista nos primeiros 45 minutos. Servindo-se de um meio-campo incansável na recuperação da bola e esclarecido na hora de construir, o FC Porto exerceu forte pressão sobre a defensiva sportinguista, chegando inúmeras vezes com perigo junto da baliza de Stojkovic.


O único ponto menos positivo nesta fase foi mesmo a falta de alguém na área leonina, facto normal se tivermos em conta que Lisandro desceu diversas vezes para importunar Miguel Veloso e não deixar repetir a superioridade numérica do Sporting a meio-campo acontecida na temporada passada. A verdade é que Assunção, Meireles e Lucho 'engoliram' autenticamente Moutinho, Izmailov e Romagnoli, proporcionando algumas jogadas de ruptura aos seus extremos e mantendo os seus defensores num mar de tranquilidade. O único apontamento que se viu ao Sporting foi um remate venenoso de João Moutinho de longa distância ao lado do poste, isto já depois de Quaresma ter, como disse, apontado superiormente um livre contra a trave, mais ou menos da zona onde havia marcado o portentoso golo da vitória em Braga. Onde será que acaba o talento do '7' azul e branco? Esta toada só abrandou nos últimos dez minutos, altura em que o Sporting conseguiu sacudir o aperto e subir um pouco no terreno, até ao descanso. Intervalo, 0 - 0, com o FC Porto a justificar a vantagem mas sem o conseguir.

Para o segundo tempo, Jesualdo fez entrar Postiga - bom jogo do mal-amado - para o lugar de Tarik, derivando Lisandro para uma das alas. Paulo Bento optou por não mexer na equipa, mas deve tê-lo feito com a cabeça dos jogadores, pois o Sporting surgiu transformado e entrou a todo o gás, com três boas situações em três minutos, apesar de não muito flagrantes: cabeceamento de Derlei para defesa de Helton, remate de Abel para nova intervenção do internacional brasileiro e novo remate de Derlei por cima, este do meio da rua. Mas o FC Porto, tal como referi, nunca se deixou encostar demasiado às cordas e respondeu à letra com um grande remate de Postiga para defesa de Stojkovic, seguido de recarga de Quaresma por cima. O jogo estava mais vivo e atractivo e sentia-se agora que qualquer equipa podia marcar.

Aos 52 minutos, o lance que decidiu o jogo: Postiga e Polga atacam uma bola morta, o central chega primeiro e, retirando a bola da frente do avançado com um simples esticar da perna, atrasa a bola na direcção de Tonel, que abre as pernas e a deixa seguir até Stojkovic. Inocente e incompetente (burro?), o guardião sérvio, com todo o tempo do mundo para pensar o que fazer, agarra a bola (!), para desespero de Paulo Bento, bem documentado nas imagens televisivas. O árbitro fez o que lhe competia e o que está determinado nas regras, marcando livre indirecto contra o Sporting sobre a linha de pequena área. Lucho 'El Comandante' González assume a marcação do lance e, quando toda a gente esperava um passe na frente para Quaresma, o argentino surpreende e toca atrás para Raúl Meireles, que fulmina a baliza do Sporting com um tiro indefensável. 1 - 0, o Dragão em apoteose e a justiça no marcador estabelecida.


O FC Porto continuou por cima durante mais alguns minutos, até que Bento trocou Izmailov por Vukcevic, respondendo Jesualdo com a entrada de Mariano por Meireles. E foi aqui que o decurso do jogo se alterou. Sem Meireles, o meio-campo portista ressentiu-se, perdeu capacidade de pressing, deixou de fazer a transição para o ataque de forma adequada e o Sporting aproveitou para subir as suas linhas e colocar a defensiva portista em sobressalto. Foi um erro trocar um trabalhador refinado por um médio tão ofensivo e sem espírito lutador, ainda mais a ganhar. Esta é a prova de que nem sempre a atitude mais ousada é a mais inteligente (esta é para os que apelidam Jesualdo de medroso). A luta do meio-campo ficou irremediavelmente perdida. Claro que, face à subida esperada do Sporting, até poderia ser bem pensado colocar um homem mais rápido e afoito, na tentativa de apanhar os 'leões' em contrapé e aumentar a vantagem. Só que o próprio andamento do jogo originou um efeito contrário e logicamente que depois de tudo acontecer é mais fácil falar!

A baliza de Helton estava agora ameaçada e Paulo Bento jogou mais uma cartada, retirando os laterais, fazendo entrar Pereirinha e Djaló e recuando Veloso, passando assim a jogar em algo parecido com um 3-5-2. Foi uma aposta arrojada e que possibilitou um domínio territorial ainda maior, embora as ocasiões claras de golo se resumam a um remate cruzado de Moutinho ao lado e uma bola que Helton deixou escapar das mãos perigosamente. Veio o final do jogo e estava consumado o fim da série de 26 jogos sem perder da turma sportinguista, perante um adversário superior e que fez por merecer o triunfo.

Quanto ao trabalho do árbitro, ao contrário do que se tem ouvido e lido em alguma comunicação social e também por aqui na blogosfera, não teve influência no resultado. No lance capital, decidiu como se impunha, já que Polga teve clara intenção de, cortando a bola, a direccionar a um companheiro e manter a posse da mesma na sua equipa. Os únicos equívocos foram a não amostragem de alguns cartões amarelos a jogadores de ambas as equipas e as não expulsões de Quaresma (ainda assim, viu o amarelo), primeiro, e Derlei, já perto do fim. Apesar de tudo, num jogo bastante difícil de dirigir, nota positiva para Pedro Proença.

No FC Porto, destaque maior para o trio de centrocampistas, Tarik nos primeiros minutos e para o talento de Quaresma, a espaços. Bosingwa alternou boas iniciativas com alguns 'rodriguinhos' na defesa (já vistos na Supertaça) perfeitamente escusados. No Sporting, após uma primeira parte de apagamento colectivo, emergiram Veloso, Moutinho, Derlei e Liedson. Vukcevic esteve bem no tempo em que jogou e Tonel foi o melhor do sector mais recuado. FC Porto na frente da liga, ou seja, como diz Bosingwa, "regresso à normalidade", porque isto de ter "os adversários a olhar para cima" é como lavar os dentes!

7 de agosto de 2007

O ESPECTÁCULO VAI COMEÇAR!


Está quase! Agora que falta pouco para a bola começar a rolar a sério, a ansiedade dos indefectíveis adeptos das 16 equipas da 1ª Liga tende a subir. Após a balbúrdia do defeso, com entradas e saídas em série que baralham a cabeça aos mais conhecedores, o tempo é de maior definição e acalmia. A maioria das equipas tem o respectivo plantel concebido e já sabe com o que pode contar para a época que vai começar. Com os jogos de preparação a serem ultrapassados, os devidos testes efectuados e sentido o pulso aos novos reforços, não existe aficionado que ainda não tenha esboçado o onze-tipo da sua equipa do coração. Há equipas cujo sistema de jogo é claramente conhecido. Outras existe em que o esquema a utilizar não é tão visível ou mediatizado. Neste caso, no exercício que se segue, escolherei o sistema que permita inserir os 'meus' titulares. É evidente que as opções são várias e, muitas vezes, de igual valia, e que há variantes que dependem do adversário, da forma dos jogadores, da gestão do grupo, do local do jogo, etc. Assim de repente, estão aqui as minhas considerações/expectativas acerca dos 16 integrantes da 1ª Liga 2007-08:


FC PORTO

- Principal estrela: Quaresma.
- Onze-tipo (4-3-3): Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Stepanov, Fucile; Paulo Assunção, Lucho González, Leandro Lima; Quaresma, Adriano, Lisandro.
- Principais opções: Kazmierczak, Raúl Meireles, Mariano González, Edgar, Farías.
- Treinador: Jesualdo Ferreira.
- Comentário: perdeu Anderson e Pepe, mas fez algumas contratações de bom nível, principalmente Stepanov, Mariano González e Leandro Lima. Possui um plantel equilibrado e com um vasto leque de opções, de características diferenciadas e complementares. Espera-se inteligência nas escolhas e na gestão por parte de Jesualdo Ferreira. Parte na 'pole position' para revalidar o título e alcançar o tri.


SPORTING

- Principal estrela: João Moutinho.
- Onze-tipo (4-4-2): Stojkovic; Abel, Tonel, Anderson Polga, Had; Miguel Veloso, João Moutinho, Izmailov, Romagnoli; Liedson, Derlei.
- Principais opções: Gladstone, Adrien Silva, Vukcevic, Yannick Djaló, Purovic.
- Treinador: Paulo Bento.
- Comentário: o plano de incrementação da formação prossegue - Adrien Silva é a mais recente pérola e promete dar que falar - mas nesta temporada a margem de erro é menor. Os adeptos estão com a equipa e com o treinador, embora este saiba que um novo segundo lugar pode colocar em risco a sua continuidade. Destaque para as saídas de Nani, Ricardo, Caneira e Tello, e para as entradas de Izmailov, Vukcevic, Derlei e Purovic.


BENFICA

- Principal estrela: Manuel Fernandes.
- Onze-tipo (4-4-2): Quim; Luís Filipe, Luisão, David Luíz, Léo; Petit, Katsouranis, Manuel Fernandes, Rui Costa; Adu, Cardozo.
- Principais opções: Nuno Assis, Di Maria, Fábio Coentrão, Bergessio, Nuno Gomes.
- Treinador: Fernando Santos.
- Comentário: tolerância zero para Fernando Santos. Depois dos maus resultados da época passada e no seguimento do forte investimento neste defeso, os adeptos exigem o título e a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões. A saída de Simão veio esfriar o optimismo que reinava na Luz e não será fácil o Benfica superiorizar-se aos rivais directos na luta pelo ceptro nacional.


BRAGA

- Principal estrela: João Pinto.
- Onze-tipo (4-3-3): Paulo Santos; João Pereira, Paulo Jorge, Rodriguez, César Peixoto; Andrés Madrid, Roberto Brum, João Pinto; Zé Manel, João Tomás, Wender.
- Principais opções: Anilton Júnior, Frechaut, Yasser Hussain, Vandinho, Lenny.
- Treinador: Jorge Costa.
- Comentário: parte com o objectivo ambicioso de importunar os três grandes e andar nos lugares cimeiros, sendo este o primeiro teste a sério à capacidade do técnico Jorge Costa. O plantel é vasto e equilibrado, embora a meta de subir ao pódio não se afigure fácil. Entre outros, saíram Luís Filipe, Andrade, Bruno Gama e Zé Carlos e entraram Peixoto, Brum, Zé Manel e João Tomás.


BELENENSES

- Principal estrela: José Pedro.
- Onze-tipo (4-4-2): Costinha; Amaral, Rolando, Devic, Rodrigo Alvim; Rúben Amorim, Hugo Leal, José Pedro, Silas; Mendonça, Dady.
- Principais opções: Gonçalo Brandão, Areias, Cândido Costa, Roncatto, Fernando.
- Treinador: Jorge Jesus.
- Comentário: veremos se consegue repetir a excelente temporada passada. Com o experiente Jorge Jesus aos comandos, a ideia é continuar a fazer crescer um clube histórico do futebol português. Jogadores importantes abandonaram o Restelo, casos de Nivaldo, Sandro Gaúcho e Garcés. Para colmatar essas baixas destacam-se as contratações de Devic, Hugo Leal e Mendonça. Aguarda-se uma classificação na parte superior da tabela.


PAÇOS DE FERREIRA

- Principal estrela: Antunes.
- Onze-tipo (4-3-3): Peçanha; Mangualde, Rovérsio, Luíz Carlos, Antunes; Paulo Gomes, Filipe Anunciação, Pedrinha; Edson, Furtado, Cristiano.
- Principais opções: Ferreira, Dedé, Renato Queirós, Márcio Carioca, Edson Di.
- Treinador: José Mota.
- Comentário: as saídas relevantes de Geraldo, Paulo Sousa, Elias e João Paulo foram supridas com as entradas de Rovérsio, Paulo Gomes, Filipe Anunciação e Furtado, esperando-se que todos entrem directamente no onze. O Paços é um caso de regularidade e estabilidade na 1ª Liga e de competência do seu treinador, como comprovam as classificações alcançadas nos últimos anos. Em 2007-08, teremos certamente mais do mesmo.


UNIÃO DE LEIRIA

- Principal estrela: Sougou.
- Onze-tipo (4-3-3): Fernando; Éder, Renato, Éder Gaúcho, Alhandra; Tiago, Faria, Toñito; Maciel, João Paulo, Sougou.
- Principais opções: Laranjeiro, Filipe Machado, Lee, N'Gal, Paulo César.
- Treinador: Paulo Duarte.
- Comentário: em minha opinião, a turma leiriense perdeu qualidade em relação à temporada passada. Jogadores importantes como Rossato, Marcos António, Paulo Gomes, Paulo Machado, Harison, Ivanildo e Slusarski não foram suficientemente substituídos. Apenas Éder Gaúcho (um regresso ao Lis), Tiago, Toñito, Maciel e João Paulo dão algumas garantias de rendimento, todos os restantes reforços são completas incógnitas. Paulo Duarte parace ter saído a perder a a temporada não se antevê um mar de rosas.


NACIONAL

- Principal estrela: Diego Benaglio.
- Onze-tipo (4-4-2): Diego Benaglio; Patacas, Ricardo Fernandes, Ávalos, Bruno Basto; Bruno Amaro, João Coimbra, Juliano Spadacio, Fellype Gabriel; João Moreira, Rodrigo.
- Principais opções: Alonso, Cléber, José Vítor, Pateiro, Cássio.
- Treinador: Pedrag Jokanovic.
- Comentário: a manutenção do suíço Diego na defesa das suas redes, bem como de todo o sector defensivo, é um trunfo do Nacional para a temporada que se segue. Daí para a frente, algumas mexidas, tendo principalmente saído Bruno, Chaínho e Chilikov e entrado João Coimbra, Gabriel e João Moreira. Tenho algumas reticências relativamente a Jokanovic e ao comportamento nacionalista para este campeonato.


ESTRELA DA AMADORA

- Principal estrela: Nélson.
- Onze-tipo (4-3-3): Nélson; Rui Duarte, Maurício, Wagnão, Edu Silva; Marco Paulo, Tiago Gomes, Mateus; Pedro Pereira, Mossoró, N'Diaye.
- Principais opções: Vítor Moreno, Daniel, Elson, Nuno Viveiros, Moses.
- Treinador: Daúto Faquirá.
- Comentário: orientado por um dos técnicos mais competentes do nosso futebol, o Estrela terá talvez uma temporada bastante dura e andará na sempre indesejável luta pela permanência. Parece ter perdido qualidade relativamente à época que passou. Partiram Paulo Lopes, Amoreirinha, José Fonte, Luís Loureiro, Rui Borges e Dário, chegaram Nélson, Vítor Moreno, Wagnão, Mateus e Mossoró, entre outros. Não me inspira confiança a formação da Reboleira.


BOAVISTA

- Principal estrela: Linz.
- Onze-tipo (4-3-3): Jehle; Rissutt, Ricardo Silva, Tambussi, Mário Silva; Diakité, Fleurival, Gajic; Edgar, Linz, Grzelak.
- Principais opções: Carlos, Essame, Bosancic, Laionel, Fary.
- Treinador: Jaime Pacheco.
- Comentário: olhando para o onze teoricamente mais forte, a equipa axadrezada parece ter pernas para andar. No entanto, há outras formações fortes, cuja concorrência exercida será de respeito. Um lugar europeu deveria ser o mais natural para um clube como o Boavista, mas tenho muitas dúvidas se este ano isso sucederá. O clube tem andado à deriva e Jaime Pacheco, o técnico campeão em 2000-01, é o menos culpado. Aguardemos.


MARÍTIMO

- Principal estrela: Marcinho.
- Onze-tipo (4-4-2): Marcos; Ricardo Esteves, Gregory, Van der Linden, Evaldo; Wénio, Bruno, Fábio Felício, Marcinho; Kanu, Bruno Fogaça.
- Principais opções: Ediglê, Olberdam, Márcio Mossoró, Douglas, Lipatin.
- Treinador: Sebastião Lazaroni
- Comentário: a aposta para 2007-08 foi forte na tentativa de alcançar um lugar que dê acesso às competições europeias. Um técnico com currículo (Lazaroni) e várias caras novas de valor (Ricardo Esteves, Van der Linden, Ediglê, Bruno, Márcio Mossoró, Fábio Felício, Bruno Fogaça, Makukula), aliados à continuidade de outras pedras importantes, auguram um futuro bastante risonho. Saídas relevantes apenas as de Neca e Mbesuma. Prometedor.


NAVAL

- Principal estrela: Mário Sérgio.
- Onze-tipo (4-3-3): Taborda; Mário Sérgio, Paulão, Fabrício Lopes, China; Gilmar, Lazaroni, João Ribeiro; Saulo, Marcelinho, Davide.
- Principais opções: Carlitos, Solimar, Eanes, Wandeir, Elivelton.
- Treinador: Francisco Chaló.
- Comentário: assim à primeira vista é de esperar uma temporada tremendamente difícil para os homens da Figueira da Foz. A maioria dos reforços são de qualidade incerta, mas alguns que saíram como Orestes, Fernando, Fajardo, Lito ou Nei, ninguém duvida que são perdas substanciais. Lutará quase de certeza pela fuga à despromoção.


ACADÉMICA

- Principal estrela: Hélder Barbosa.
- Onze-tipo (4-3-3): Pedro Roma; Sarmento, Litos, Kaká, Vítor Vinha; Paulo Sérgio, N'Doye, Cris; Lito, Joeano, Hélder Barbosa.
- Principais opções: Orlando, Pavlovic, Miguel Pedro, Ivanildo, Gyano.
- Treinador: Manuel Machado.
- Comentário: está na altura de a Académica fazer um campeonato longe das aflições da descida e começar a consolidar-se na 1ª Liga de forma sustentada. Talvez no meio-campo fosse necessário mais 1/2 jogadores, mas na defesa e no ataque sobra qualidade e talento. Lino, Brum, Filipe Teixeira ou Dame vão fazer imensa falta, mas Pablo Castro, Peralta, Cris, Lito ou Ivanildo prometem colmatar o vazio a preceito.


SETÚBAL

- Principal estrela: Bruno Gama.
- Onze-tipo (4-3-3): Milojevic; Janício, Hugo, Auri, Adalto; Elias, Sandro, Ricardo Chaves; Bruno Gama, Leandro, Edinho.
- Principais opções: Eduardo, Robson, Bruno Ribeiro, Filipe Gonçalves, Matheus.
- Treinador: Carlos Carvalhal.
- Comentário: será uma temporada de fuga à despromação. A crise económica permanece, o plantel é limitado tanto em quantidade como em qualidade e Bruno Gama não vai decerto resolver todos os problemas colectivos. As saídas de Varela, Amuneke, Mbamba e Ayew deixaram os sadinos ainda mais debilitados.


LEIXÕES

- Principal estrela: Roberto.
- Onze-tipo (4-3-3): Beto; Marco Cadete, Élvis, Nuno Diogo, Nuno Amaro; Jorge Duarte, Paulo Machado, Pedro Cervantes; Vieirinha, Roberto, Diogo Valente.
- Principais opções: Ezequias, Paulo Vinicius, Hugo Morais, Nandinho, Jorge Gonçalves.
- Treinador: Carlos Brito.
- Comentário: grande clube, histórico do futebol português e com uma massa adepta impressionante, o Leixões volta à 1ª Liga muitos anos depois. Tentará solidificar-se numa liga mais exigente e estou certo que vai conseguir essa tarefa. Tem um plantel de qualidade, facto a que não serão alheias as entradas de homens como Nuno Diogo, Ezequias, Paulo Machado, Vieirinha ou Diogo Valente. Poderá ser uma agradável surpresa.


GUIMARÃES

- Principal estrela: Ghilas
- Onze-tipo (4-3-3): Nilson; Andrezinho, Geromel, Radanovic, Luciano Amaral; Flávio Meireles, Fajardo, João Alves; Alan, Mrdakovic, Ghilas.
- Principais opções: Moreno, Pelé, Carlitos, Targino, Rabiola.
- Treinador: Manuel Cajuda.
- Comentário: vindo da Liga de Honra, o Guimarães terá como objectivo entrar directamente na disputa pelas provas uefeiras. O plantel é equilibrado e apresenta múltiplas soluções para as diversas posições. Radanovic, Fajardo, João Alves, Carlitos, Alan e Mrdakovic são as aquisições mais sonantes (o portista Jorginho é também uma forte hipótese). Impossível voltar a descer de divisão, até porque antes que isso acontecesse de novo os maravilhosos adeptos vitorianos provocariam um autêntico golpe de estado.


A 1ª Liga 2007-08 promete então ser, senão sempre bem jogada, pelo menos emocionante, com as lutas do costume - título, Europa e manutenção - verdadeiramente ao rubro. Grandes jogadores partiram, outros chegaram para o seu lugar, mas os clubes mantêm-se e são eles que geram a paixão inesgotável de milhões de adeptos. Por falar em adeptos, oxalá o público aumente nos estádios portugueses. A subida de Guimarães e Leixões, detentores de uma massa apoiante magnífica, promete contribuir para o engrandecimento das assistências, do espectáculo e, por conseguinte, da própria qualidade do campeonato nacional. Chega de transferências, de especulações, de encontros particulares. O que a malta quer é jogos a sério e a bola na rede, de preferência, do adversário!

15 de maio de 2007

Bwin Liga - 29 Jornada

Na jornada em que se pensava que se iría conhacer o campeão, ficou tudo ainda mais baralhado. O FC Porto deslocou-se a Paços de Ferreira, e em caso de vitória, podería sagrar-se campeão, desde que o Sporting não vencesse. Mas o Paços com objectivos europeus em disputa, fez a vida negra aos portistas, que não foram além de um empate a um golo. Ainda assim, este resultado acaba por ser favorável ao FC Porto, que recebe o Desp. Aves na última jornada.
O Sporting viajou até Coimbra e cumpriu a missão de vencer, tendo derrotado a Académica por 2-0. Liedson abriu a contagem logo aos dois minutos e João Moutinho já perto do fim, estabeleceu o resultado final. Pelo meio, os leões foram lideres por largos minutos, beneficiando da derrota dos azuis e brancos, que, embora em igualdade pontual, permitia ao Sporting passar para a frente, e estar em vantagem para a conquista do campeonato.
O Benfica, acaba por entrar nas contas do título, embora não dependa dele para vencer. Tem que esperar uma conjuntura de resultados, que passa pelas derrotas dos rívais na última ronda, sendo os encarnados obrigados a vecerem a Académica na Luz, para festejarem o título. Difícil, mas não impossível.
Na luta pela manutenção, as coisas ficaram mais dificeis para Desp. Aves, Beira-Mar e Vit.Setúbal, que perderam os seus jogos. Quem garantiu a manutenção, mesmo perdendo, foi a a Académica. O Beira-Mar, deslocou-se á Madeira para defrontar o Nacional, e acabou derrotado por 3-0. O Aves defrontou o Estrela da Amadora, e acabou derrotado por 0-1, e o Vit. Setúbal defrontou o Benfica e acabou derrotado também pela margem minima. De referir que se o campeonato acabasse agora, Beira-Mar e Setúbal desciam, salvando-se o Desp. Aves, pois em igualdade pontual com os aveirenses, vencem os nortenhos. Em caso de igualdade pontual entre as três equipas, o beneficiado será o Setúbal, que goza de vantagem no confronto directo com os outros dois adversários. Tudo ainda muito baralhado.

14 de maio de 2007

Vit. Setúbal 0-1 SL Benfica

Estádio: Estádio do Bonfim
Espectadores: 6.352
Árbitro: Jorge Sousa

Vit. Setúbal: Milojevic, Janício, Aurí, Hugo, Verissímo e Bruno Ribeiro, Binho, Rui Dolores, Amuneke e Varela, Ayew.
Treinador: Carlos Cardoso. Jogaram ainda: Kim e Mádior.

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Dérlei e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, Paulo Jorge e João Coimbra.

Apesar de uma exibição fraquinha por parte do Benfica, a vitória foi justa. Mais uma vêz Miccoli foi fundamental no resultado e rebate assim os rumores que o colocam no FC Porto.

O engenheiro voltou a apostar no onze que venceu a Naval, para este jogo frente ao Vit. Setúbal, apenas operando uma alteração: o regresso de Anderson ao eixo defensívo após castigo, e a subida de Katsouranis para o miolo, formando assim o losango, com Dérlei na frente ao lado de Miccoli. Do lado do Setúbal, onde só a vitória interessava, Carlos Cardoso, apresentou uma equipa ultra-defensiva, com três centrais e dois trincos, Binho e Rui Dolores. Por isso, o jogo foi fraquinho do príncipio ao fim.
Ainda assim, foi o Vit. Setúbal a dispôr de uma excelente oportunidade para marcar, logo aos 6 minutos, quando Varela conseguiu passar por David Luiz e Léo, mas depois atirou ao lado. Num jogo lento e sem criatividade de parte a parte, o Benfica respondeu com a cabeça de Dérlei aos 8 minutos, mas a bola saíu por címa da trave da baliza sadina. O jogo era vivido longe das balizas, com mais luta no centro do terreno, onde Petit não deu um centímetro de espaço a Amuneke, uma das unidades mais perígosas do conjunto setubalense. Ainda assim, o Setúbal afigurou-se ligeiramente mais perígoso nos minutos iníciais, e David Luiz teve que se esforçar ao minuto 11, para não permitir o golo a Ayew, que já se preparava para marcar.
Numa primeira parte cinzenta, a contrastar com a necessidade de ambas as equipas terem que vencer para manterem intactas algumas esperanças, no caso do Benfica de ainda chegar ao título, no caso do Setubal, de alcançar a manutenção, os encarnados tiveram o seu primeiro remate á baliza de Milojevic, ao minuto 26, e por intermedio de Miccoli, mas a bola saíu á figura do guardião sádino. A melhor oportunidade de golo de toda a primeira parte, surgiu para o Benfica, no minuto seguinta, com Dérlei a ganhar a bola, depois de Rui Costa ter visto bem a sua desmarcação, mas depois de entrar na área, o brasileiro permitiu a defesa de Milojevic, que foi rápido a sair, fazendo bem a mancha. Até ao intervalo, o jogo continuou no mesmo rame-rame, e com a conjuntura de resultados que se verificavam ao intervalo, o Vit. Setúbal tinha alguma vantagem na luta pela permanência, pois Beira-Mar e Desp. Aves estava a perder, o que favorecia os setubalenses, pois em caso de igualdade pontual entre os três clubes, o beneficiado será a equipa de Carlos Cardoso, por causa do confronto directo entre os três emblemas. No que dizia respeito ao título, as coisas ainda assim estava baralhadas, com o Sporting líder, devido ao golo de vantagem em Coimbra, e devido á derrota do FC Porto em Paços de Ferreira.

Miccoli: golo que ainda pode valer o título


No segundo tempo, as equipas entraram iguais, mas a disposição foi algo diferente. Mais perto das balizas agora, o Setúbal foi o primeiro a criar perígo, tendo mesmo a melhor oportunidade de golo de todo o jogo ao minuto 52, depois de Kim, que tinha entrado um minuto antes, ter rematado na sequência de um canto, com Quim em grandes dificuldades, e Léo a afastar já em cima da linha de golo. Este lance parece ter acordado os jogadores do Benfica que começaram a imprimir mais velocidade ao jogo, e a encostar o Vit. Setúbal ao seu meio campo. Dérlei deu o seu lugar a Mantorras ao minuto 59, mais uma vêz debaixo de um enorme coro de assobíos, devido ás oportunidades desperdiçadas no primeiro tempo.
A melhor oportunidade de golo para o Benfica surgiu ao minuto 63, e pelos pés de Miccoli, que depois de ganhar bem a bola e conseguir-se isolar, bateu ao lado da baliza de Milojevic. O treinador setúbalense, alterou um pouco o esquema de jogo, fazendo sair Hugo e entrando Mádior, e o Setúbal criou algumas situações de embaraço para a defesa encarnada, com Amuneke, agora mais adiantado, no centro das atenções, primeiro com David Luiz a roubar-lhe uma bola in extremis, atirando para canto, depois de bem desmarcado por Varela, e na sequência do canto, a cabecear sozinho, depois de assistência de Binho. O Benfica não baixou os braços e retomou o domínio do jogo. Katsouranis deu o seu lugar a Paulo Jorge, passando o Benfica a jogar em 4x3x3, e com mais velocidade. Miccoli voltou a ter uma excelente oportunidade de golo, depois de tornear a defesa setubalense, mas voltou a rematar ao lado.
E tantas vezes o cântaro vai a fonte, que acaba por partir. A dez minutos do fim do jogo, Miccoli responde a um passe de grande qualidade de Karagounis a rasgar a defesa setubalense e depois de sentar Janício na esquerda, atirou para o fundo das redes de Milojevic, com a bola ainda a bater no guardião setubalense. Com este golo, as coisas alteravamse para o Vitória, que passava assim a ser o último classificado, e o Benfica aproximava-se do FC Porto, que já tina chegado ao empate em Paços de Ferreira. O Setúbal ainda tentou uma resposta, com Varela a furar pela defesa benfiquista, mas o centro não encontrou ninguém na área para encostar. Minutos depois o jogo chegou ao fim, com a vitória a ser feliz para o Benfica, embora justa por tudo aquilo que se passou num dos jogos mais fracos da equipa de Fernando Santos.
As decisões, tanto do título como da descida de divisão, ficaram assim adiadas para a última jornada.

O Melhor em Campo.

* Dentro de tanta insipidêz em ambos os conjuntos, volto a destacar a acção do "pequeno bombardeiro" Fabrizio Miccoli. Depois dos rumores que davam como certa a sua ida para o FC Porto, por troca com Pepe, o italiano deu mais uma prova de benfiquismo e voltou a assinalar o golo da vitória, atingindo os 10 golos no campeonato, sendo já o segundo melhor marcador encarnado. Numa segunda parte melhor que a primeira, Miccoli dispôs de duas excelentes ocasiões para marcar, e á terceira foi de vez, deixando o Benfica com o sonho de ainda ser campeão na última jornada.

* Gostava também de destacar dentro do conjunto encarnado, as exibições de Petit, Rui Costa e Karagounis, que foram essenciais no meio campo. Petit segurou Amuneke de forma exemplar nos primeiros 45 minutos, tendo inclusivé lançado o ataque por diversas situações. Rui Costa, por sua vez pautou bem o jogo e deu a Dérlei a melhor oportunidade de golo do primeiro tempo. Karagounis é um excelente jogador para guardar a bola, pois protege muito bem o esférico com o corpo. Se, aliado aos excelentes recursos técnicos, tivesse rapidez de execução sería melhor do que já é. Esteve em bom plano no lance do golo, com excelente visão de jogo, desmarcando Miccoli no espaço vazio.

O Positivo do Jogo.

* Com esta vitória o Benfica ainda pode sonhar com a conquista do título. Com a conjuntura de resultados que se verificaram no término da ronda, os encarnados ficaram a dois pontos do FC Porto e mantiveram a diferença de um ponto para o Sporting. A última ronda, no Estádio da Luz, frente á Académica, pode ser de festa.

* São já 20 os jogos sem perder desta equipa liderada por Fernando Santos. A última derrota para o campeonato aconteceu a 18 de Novembro em Braga. Daí até ao momento verificaram-se 14 vitórias, contando com a vitória frente ao Belenses em jogo em atraso da primeira ronda, e 6 empates, estes sim, a penalizar o conjunto benfiquista, princípalmente os três empates verificados contra FC Porto, Sp. Braga e Beira-Mar.

O Negativo do jogo.

* A abordagem ao mesmo por ambas as equipas. Numa partida de grande importância para ambos os clubes, a atitude não foi a melhor. O Benfica fez ligeiramente mais que o Setúbal para vencer, mas ainda assim muito pouco para uma equipa que ainda pode ser campeã. Do lado do Setúbal, depois de o seu treinador ter dito durante toda a semana ser possível vencer o Benfica, jogar em numa espécie de 5x4x1, é significativo. O empate era o único objectivo, e já se sabe, quem joga para o empate....

O Árbitro.

Joge Sousa, esteve bem no jogo de ontém, um jogo fácil de arbitrar, sem casos e com a completa colaboração dos atletas. Nada a apontar ao árbitro portuense.

7 de maio de 2007

SL Benfica 2-1 Naval 1º de Maio

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 29.240
Árbitro: João Vilas Boas

SL Benfica: Quim, Nelson, Katsouranis, David Luiz e Léo, Petit, Karagounis e Rui Costa, Manú, Dérlei e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, João Coimbra e Paulo Jorge.

Naval 1º de Maio: Taborda, Mário Sérgio, Paulão, Fernando e China, Orestes, Gilmar e Carlitos, Fajardo, Lito e Saulo.
Treinador: Fernando Mira. Jogaram ainda: Delfim e Elivelton.

O Benfica quebrou a tradição, e conseguiu vencer a Naval pela primeira vêz desde que o clube da Figueira da Foz está na 1ª Liga. Valeu Miccoli, numa exibição muito fraca dos encarnados.

Sem Simão, Nuno Gomes e Luisão devido a lesão e Anderson devido a castigo, o Benfica recebeu a Naval, já depois de saber que o FC Porto vencera o Nacional por 2-0. Fernando Santos foi obrigado a fazer alterações no onze, e desde logo Dérlei e Manú surgiram no onze, e Katsouranis foi obrigado a recuar para central, fazendo par com David Luiz, voltando assim ao 4x3x3.
O jogo começou com algum ascendente dos encarnados, que cedo tentaram resolver a questão. Rui Costa teve uma chance logo aos 4 minutos, mas Taborda esteve bem e desviou para canto.
Nos primeiros 15 minutos da partida, o Benfica foi sempre súperior aos navalistas, e Dérlei podería ter marcado o seu primeiro golo ao serviço dos encarnados, logo aos 11 minutos na sequência de um canto, mas o remate de cabeça do avançado brasileiro saiu ao lado. Mas não foi preciso muito tempo para o Benfica marcar. Dérlei aguenta a carga de um defesa da Naval e desmarca Miccoli na esquerda do ataque encarnado. Este trabalha bem sobre Fernando, defesa que o marcava, e deu em Petit, que no centro da área apenas teve que encostar para a baliza deserta, fazendo assim o primeiro golo da noite.
A Naval, que veio jogar no contra-ataque, não conseguiu sair a jogar durante grande parte do primeiro tempo, sendo encostada ao seu meio campo, o que possibilitou aos jogadores do Benfica chegarem com algum perígo junto da área de Taborda e tentarem o remate de meia distância, mas com o guardião a estar a altura e a defender grande parte das tentatívas. O futebol encarnado foi mais agradável, e as trocas de bola foram constantes entre os jogadores, com a equipa da Figueira a assistir. Talvêz tenha sido por isso que Fernando mira fêz a primeira alteração na equipa logo á passagem da meia hora, com a entrada de Delfim e a saída de Carlitos. O futebol da Naval melhorou ligeiramente e Fajardo começou a aparecer mais na zona central do terreno~, criando algumas situações, que poderíam levar algum perígo, mas Saulo e Lito estiveram bem guardados pelos defesas encarnados.
Até ao intervalo o resultado não se alterou, e o Benfica jogava mais descançado, até porque, tirando jogo com o Braga, não tinha que correr atrás do resultado.

No reatamento, Ferando Santos não efectuou nenhuma alteração, mas o futebol do Benfica veio algo diferente. Mais lentos e descontraídos, os jogadores do Benfica, e o público, sofreram o primeiro susto da noite. Uma jogada pela direita da defesa encarnada, deu a possibilidade a Fajardo e depois a Saulo de empatarem a partida, mas nenhum deles conseguiu tocar na bola e devia-la para a baliza, para desespero de Fernando Mira no banco de suplentes. O Benfica tentou responder logo de seguida, mas o árbitro anulou a jogada em que Miccoli e desmarcado por Karagounis no límite do fora de jogo, tendo depois assistido Manú, que ainda chegou a introduzir a bola na baliza. De referir que o lance foi mal anulado pelo auxiliar de João Vilas Boas, uma vez que o italiano se encontrava em linha com o último defesa da Naval.
Com o jogo a decaír de intensidade, e com o Naval a tentar chegar mais perto da área encarnada, Fernando Santos retirou Manú e fez entrar Mantorras, com o público a manifestar alguma insatisfação com esta substituição. O jogo parecía arrastar-se até ao fim, com o Benfica a não conseguir penetrar na defensíva da Naval, e com os figueirenses a apertarem cada vêz mais o cerco, chegando com algum perígo á area encarnada, com a defesa a resolver alguns lances que poderíam ter causado mais estragos. Fernando Santos decidíu preencher mais o meio campo e retirou Dérlei para fazer entar João Coimbra, voltando ao losango, mas sem resultados prácticos.
A Naval, depois de tantas vezes tentar, conseguiu chegar ao golo, practicamente a dez minutos do fim da partida. Lito iniciou a jogada, tabelando com Elivelton, que tinha entrado para o lugar de Fajardo, e aproveitando alguma passívidade da defesa encarnada, teve ainda tempo para concluir o lance após um excelente passe de calcanhar do colega, atirando rasteiro á saída de Quim. Era o desespero dos jogadores do Benfica, que tinham adormecido no segundo tempo, proporcionando uma das piores exibições da época em casa. Fernando Santos viu a sua posição no clube em perígo, e teve oportunidade de ver lenços brancos das bancadas, comprovando-se assim o divórcio entre o Engenheiro e o tribunal da Luz.
A Naval ainda tentou dar a volta ao marcador, e foi Lito novamente a proporcionar nova defesa difícil a Quim, minutos depois do golo, com um remate de meia distância. Os jogadores de Fernando Mira armaram uma armadilha aos atacantes encarnados, que foram caindo constantemente em fora de jogo nos últimos minutos. Fernando Santos Lançou então Paulo Jorge no lugar de Nelson, passando a jogar com mais homens na frente, mas nem assim o conjunto encarnado conseguia entrar na área da Naval, tentando por isso o remate de fora da área, situação que vem acontecendo desde o jogo com o Braga. Mas a um minuto do fim da partida, o génio de Miccoli voltou a aparecer. Paulo Jorge tenta o centro, mas a bola tabela num defesa navalista e cai nos pés do pequeno italiano, que de costas para a baliza e com Fernando na marcação tenta virar-se. O jogador do Benfica consegue os seus intentos e rematou cruzado, com a bola a entrar na baliza de Taborda, para surpresa deste e do defesa central. Era a explosão de alegría nas bancadas da Luz e o desânimo do lado da Naval, que viu cair por terra a possibilidade de conquistar um ponto neste jogo. Os minutos de compensação não foram mais do que minutos de gestão de resultado para o Benfica, que conseguiu manter a posse de bola, evitando assim novos dissabores. No final do jogo, voltaram a ver-se alguns lenços brancos, em sínal de desagrado com a exibição e com o sofrimento de uma vitória que tinha tudo para ser fácil.

O Melhor em Campo.

* Miccoli. Mais uma vêz fundamental na frente de ataque benfiquista. Se o Benfica quer um jogador de referência no ataque, é bom que tente e consiga ficar com o italiano. Fez a assistência para o primeiro golo, deixando Fernando nas lonas pela primeira vêz. No decorrer da partida foi um dos mais mexidos na frente, e no lance do segundo golo, voltou a dar cabo da cabeça a Fernando, primeiro conseguindo ganhar espaço, e depois rematando por entre as pernas deste para o segundo golo.

* Há que destacar também a exibição de Karagounis do lado dos encarnados. Pautou o jogo e procurou fazer um golo de meia distância, o seu ponto forte. Do lado da Naval, gostava de destacar a exibição de Lito, não só pelo golo que marcou, mas pela sua acção na segunda parte, fundamental para o crescimento da Naval.

O Positivo do Jogo.

* Vitória que serviu para pressionar o Sporting, que só jogou no Domingo.

* Primeira vitória sobre a Naval em 4 jogos disputados.

Negativo do Jogo.

* Futebol enfadonho do Benfica no segundo tempo. Não dá para perceber se é a equipa que não dá mais, ou se são os jogadores que querem mostrar alguma coisa... Por vezes parece que o alheamento do jogo é propositado.

* Questões de fundo da estrutura encarnada. Esta temporada o departamento médico tem estado debaixo de fogo, primeiro com a má avaliação da lesão de Rui Costa, depois com as informações contraditórias sobre a lesão de Simão. Limpeza exige-se.

O Árbitro.

João Vilas Boas teve um jogo fácil de gerir, logo, a sua actuação é positiva. O seu auxiliar terá ajuizado mal o lance de Miccoli, que daría o segundo golo ao Benfica, assinalando um fora de jogo inexistente. De resto nada de mais a apontar.