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30 de abril de 2007

SL Benfica 1-1 Sporting CP

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 54.370
Árbitro: Pedro Henriques

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Nuno Gomes e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Manú e Mantorras.

Sporting CP: Ricardo, Abel, Caneira, Polga e Tello, Miguel Veloso, João Moutinho, Nani e Romagnoli, Yannick D'jaló e Liedson.
Treiandor: Paulo Bento. Jogaram ainda: Alecsandro, Pereirinha e Tonel.

Novamente sem Simão no onze, ao que parece porque se ressentiu da lesão horas antes do Derby, o Benfica voltou a dar minutos de avanço ao adversário. O resultado final não agrada a nenhum dos intervenientes de ontém, mas deixa o FC Porto mais perto do título.


Miccoli festeja o golo do empate

Depois de ter sido dado como apto na sexta-feira, e prespectivando-se a sua entrada no onze, em detrimento de Nuno Gomes, Simão voltou a ressentirse da lesão que o impediu de jogar frente ao Marítimo na passada semana, e assim, não alinhou no jogo de ontém. Fernando Santos manteve o onze desse jogo, enquanto que Paulo Bento, deixou Alecsandro no banco, fazendo entrar D'jaló no seu lugar.
O jogo iníciou-se practicamente com o golo de Liedson, logo no segundo minuto de jogo. Os leões voltaram a entrar forte, como tem acontecido nos últimos jogos, enquanto que o Benfica entrou muito macío e a deixar jogar o adversário. Depois de uma série de bolas mal afastadas pela defesa encarnada, esta sobrou para Abel, que arrancou excelente cruzamento, mesmo á medida da cabeça de Liedson, que não perdoou, e com Nelson a vê-lo cabecear, apontou o primeiro golo da partida. O Benfica tentou responder e Petit proporcionou boa defesa a Ricardo aos cinco minutos. Dois minutos depois, surge o primeiro caso do jogo. Miccoli fugiu a Caneira, e este agarrou o avançado encarnado, que cai á entrada da área sportinguista. Pedro Henriques deu amarelo ao defesa sportinguistas, mas os jogadores do Benfica ficaram a pedir o vermelho, uma vez que Miccoli seguía isolado para a baliza de Ricardo.
O Sporting assumiu o domínio do jogo nos primeiros 20 minutos, jogando sempre mais rápido que o adversário e ganhando sempre as segundas bolas, devido á rapidez de excução dos médios, principalmente de Miguel Veloso, e á pressão exercida sobre jogador encarnado que tinha a bola. Esse domínio, proporcionou vários remates aos jogadores do Sporting, mas nenhum levou realmente perígo á baliza de Quim. Aos 19 minutos de jogo, o Sporting esteve muito perto do 0-2, depois de ani, com uma excelente finta, ter sentado Katsouranis, junto á linha de findo. Valeu David Luiz que evitou que a bola chegasse á cabeça de Liedson, que já se preparava para emendar.
E sem que nada até ao momento o fizesse prever, o Benfica chega ao golo da igualdade. Karagounis centrou largo da esquerda, onde apareceu Katsouranis ao segundo poste, lívre de marcação a rematar de primeira. Ricardo ainda evita o golo, mas depois de um mau alivio de Nani, a bola sobrou para Miccoli, que rematou cruzado, sem hipoteses para Ricardo. O Benfica assumiu então algum domínio na partida, mas nunca suficiênte para incomodar Ricardo. O lance mais perígoso foi uma falta apontada por Rui Costa, que passou por cima da barra. Já perto do minuto 45, Miccoli desmarca-se bem e centra para a área, onde só estava Nuno Gomes, mas o corte providêncial de Polga, não permite ao avançado benfiquista cabecear. O intervalo chegou pouco depois, com o equilibrio entre as duas equipas a ser a nota dominante.

No segundo tempo, as equipas entraram iguais, e foi mais uma vez o Sporting a entrar mais forte. Aos 51 minutos, léo volta a tirar o golo da cabeça de Liedson, depois de boa inicíativa de Nani, e Tello teve uma excelente oportunidade de voltar a dar vantagem ao Sporting, depois de Petit ter escorregado perto da área e ter deixado caminho lívre para o chileno, mas Anderson impediu que o remate chegasse á baliza de Quim. O Benfica, entretanto, retomou algum do ascedente que teve no primeiro tempo, e dispôs de uma excelente oportunidade para virar o marcador, com Miccoli a antecipar-se a Abel e a cabecear, para uma defesa atenta de Ricardo. Os bancos começam a mexer e Paulo Bento faz uma dupla substituição ao minuto 66, retirando de campo Abel e D'jaló e fazendo entrar Pereirinha e Alecsandro. Fernando Santos respondeu com a saida de Nuno Gomes e a entrada de Manú, e mais tarde retirou Petit de campo, fazendo entrar Mantorras e passando a jogar em 4x3x3, com Miccoli e Manú nas alas e o angolano no eixo de ataque. Mas o jogo já tinha perdido muita da sua qualidade, e a luta resumia-se ao domínio do meio campo, com a bola longe das balizas. Com mais unidades na frente de ataque, o Benfica tentou o forcing final, mas sería o Sporting a dispôr de uma boa ocasião para marcar, após um canto em que Liedson cabeceia á figura de Quim. Miccoli teve também boa oportunidade de dar a vitória ao Benfica, mas, depois de ganhar posição na zona frontal da grande área, atirou ao lado. Paulo Bento reforçou o sector defensívo a dois minutos do fim da partida, com a saída de Romagnoli e a entrada de Tonel. Manú ainda tentou uma última investida, pela direita do ataque, mas o centro saiu dioreitinho para as mãos de Ricardo, que acabou lesionado na disputa de bola com David Luiz. O brasileiro embrulhou-se com o guardião caindo por cima deste, calcando-o na zona do calcanhar, mas sem intenção de magoar.
O jogo terminou pouco depois, com a divisão de pontos a ser o resultado mais certo. O Benfica pode ter dito definitivamente adeus ao título, e o Sporting acalenta ainda uma esperança: Em caso de igualdade pontual com os dragões, a vantagem é do Sporting. Na luta pela Champions, o Benfica sai claramente a perder, e tem que esperar um deslize do Sporting, para garantir o segundo lugar.



O Melhor em Campo.

* Na minha opinião, tem que ser destacada mais uma vêz a acção de Miccoli. Sempre em movimento, foi o elemento mais inconformado do conjunto de Fernando Santos. Não raras vezes, vimos o italiano vis ao sector mais recuado, buscar jogo e logo aparecer na zona de finalização. Oportuno, estava no sítio certo quando Nani afastou mal a bola e se bem pensou, melhor executou, dando o empate aos encarnados.

* Do lado do Sporting, a exibição de Nani também foi bastante agradável, prícipalmente no primeiro tempo. Liedson também esteve bem, e teve um excelente sentido posicional no lance do primeiro golo. Foi desaparecendo com o decorrer do jogo.

O Positivo do Jogo.

* Apesar do empate registado, o positivo desta partida será o facto de o Benfica manter a invencibilidade na Luz. Nesta temporada apenas o Manchester United conseguiu vencer no terreno do Benfica. Para o Sporting, o positivo pode ser o facto de manter a invencibilidade nos jogos fora de Alvalade, mostrando uma atitude de raça nos minutos iníciais dos jogos. Ainda assim, o resultado acaba por ser mais positivo para o Sporting, que em caso de igualdade pontual com o FC Porto, vence no confronto directo.

O Negativo do Jogo.

* O Benfica fica practicamente afastado do título, sendo infímas as hipoteses de o conquistar. Sería necessário que os três clubes empatassem no final, para aí sim o Benfica ter vantagem por golos em relação aos adversários, e pode ter dado também um passo atrás na conquista do segundo lugar.

* A falta de ambição do conjunto encarnado, que contra os grandes, entrou sempre com medo nos minutos iníciais, dando a iníciativa de jogo ao adversário, e sofrendo com isso.

* A falta de criatividade do ataque encarnado quando Simão não joga. Isso já tinha ficado á vista na Madeira, mas ontém foi ainda mais visivel. A falta do capitão, obriga os jogadores do Benfica a tentarem jogar pelo centro do terreno, perdendo assim muitas bolas, não tendo conseguindo abrir a defesa leonina, fruto da falta de extensão de jogo. A entrada de Manú proporcionou algo parecido, mas devido á falta de ritmo e de entrosamento com os colegas, essa tentatíva acabou por ser frustrada.

* 69 minutos de jogo, com o Benfica a jogar com 10. Onde andou Nuno Gomes? Será que ele tocou na bola? Claramente em baixo de forma e com crise de confiança.

O Árbitro.
Pedro Henriques tem capacidades para fazer melhor. É certo que o jogo não teve grandes casos, mas penso que esteve mal na avaliação da falta de Caneira sobre Miccoli logo no início da partida. O jogador do Benfica vai isolado para a baliza, já ganhou posição ao defesa sportinguista e é agarrado, como as imagens televisivas confirmam. Na minha opinião, sería vermelho. De resto, a arbitragem foi aquilo a que já nos habituou. Dá sempre prioridade ao jogo, não assinalado qualquer encosto, tendo ajuizado practicamente quase tudo bem. Nos lances em que os jogadores encarnados ficam a pedir grande penalidade, parece-me que esteve bem, sendo que os remates são á queima. Mas já se viu marcar penaltis por menos.

22 de abril de 2007

CS Marítimo 0-3 SL Benfica

tfEstádio: Estádio dos Barreiros
Espectadores: 8.500
Árbitro: Paulo Baptista

CS Marítimo: Marcos, José Gomes, Milton do Ó, Gregory e Evaldo, Olberdam, Wênio, Marcinho e Douglas, Lipatin e Mbesuma.
Treinador: Alberto Pazos. Jogaram ainda: Luís Olim, Filipe Oliveira e Kanu.

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Miccoli e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Dérlei, João Coimbra e Manú.

O Benfica, venceu ontém o Marítimo e quebrou a série de 5 jogos sem vencer. O Marítimo, no entanto, pode queixar-se de alguns erros da arbitragem.

Simão ficou de fora do jogo de ontém, ao sofrer de uma tendinite impedítiva de dar o contributo á equipa. Foi uma maneira de o poupar para o importante jogo do próximo fim de semana, contra o Sporting. Fernando Santos pôde assim apresentar o losango que foi treinado no início de época, quando não se sabia se Simão sairía ou não. O treinador encarnado tinha outros problemas, desde logo alguns atletas á beira da suspensão, caso vissem mais um cartão amarelo, casos de Petit, Léo e Karagounis. Miccoli voltou ao onze e fêz com Nuno Gomes o duo atacante.Do lado do Marítimo, Pazos, promoveu Marcinho ao onze, algo que não tinha acontecido em Alvalade assim como Gregory e Douglas, relegando assim para o banco, Alex, Filípe Oliveira e Luís Olim.O Benfica podería ter entrado logo a vencer, caso Miccoli não tivesse acertado mais uma vez no poste da baliza de Marcos, depois de ganhar sobre os centrais insulares. Alias, apesar de um início de jogo lento de ambos os conjuntos, o Benfica chegou mais vezes perto da baliza de Marcos que o contrário durante os primeiros minutos. O primeiro remate do Marítimo aocnteceu só ao minuto 7 por intermedio de Wênio, após perda de bola perto da grande área. O Benfica teve nova oportunidade de golo ao minuto 11, quando Rui Costa bateu uma falta, por entrada dura de Wênio sobre Léo, e Anderson não chegou por pouco á bola. Os primeiros quinze minutos foram de algum domínio benfiquista, tendo Nuno Gomes o golo nos pés pouco depois, quando Miccoli, bem desmarcado, ganhou a linha e centrou atrasado. O avançado português atirou para as nuvens. O Benfica teve sempre o controle da partida, atacando preferencialmente pelo lado direito, com Nelson muito activo, mas a não conseguir centrar em condições. O Marítimo rebateu esta pressão inícial, tapando precisamente esse corredor, onde Evaldo não dava conta do recado, fazendo lá cair Olberdam, segurando assim o lateral encarnado. Os insulares, que até ao momento tinham apostado no contra ataque, com lancamentos rápidos para Mbesuma e Douglas, tentando aproveitar a velocidade destes, começaram a pressionar mais o Benfica e criaram algumas situações de embaraço para a defesa encarnada, príncipalmente aos 25 e 27 minutos. Na primeira, uma boa troca de bola entre os jogadores do Marítimo, com a conivência da defesa encarnada, deu a Mbesuma a oportunidade de remate, mas este saíu á figura de Quim. Aos 27 minutos, na sequência de um canto da direita do ataque insular, Gregory quase consegue desviar uma bola que acabou por se perder, tendo passado á frente da baliza de Quim, esperando um desvio. Neste período de pressão maritimista, foram muitos os cantos ganhos pelo ataque insular, aproveitando alguma incipiência da defesa benfiquista que tudo permitia. Alias, foi nessa fase, que o Marítimo reclamou uma grande penalidade, por suposta mão na área de Petit. Pelas imagens televisivas, dá a impressão que os jogadores do Marítimo têm razão nos protestos. No entanto, foi o Benfica a retomar o pendor atacante dos primeiros minutos, e Rui Costa apareceu em jogo em duas ocasiões onde podería ter marcado, primeiro depois de uma assistência de Miccoli, com o maestro a rematar de primeira para defesa de Marcos, a segunda já perto do intervalo, com Rui Costa a rasgar a defesa maritimista e a rematar um nada ao loado do poste da baliza de Marcos. Até ao intervalo , mais dois remates perígosos do Benfica, com Nuno Gomes e Karagounis a atirarem ao lado. O Benfica acabou a primeira parte a pressionar o Marítimo e podería mesmo ter chegado ao golo. Do lado dos insulares, tudo foi feito para contrariar a supremacia encarnada, mas sem o terem conseguido na plenitude, podendo no entanto queixar-se de uma grande penalidade não assinalada, que podería mudar o rumo dos acontecimentos.



No segundo tempo, Alberto Pazos deixou Wênio nos balnearios e fez entrar Luís Olim. O Marítimo teve uma boa ocasião logo a abrir, com Douglas a fugir a Léo, que não teve pernas para o segurar, conseguindo centrar para Lipatin, mas a defesa do Benfica resolveu quando o uruguaio se preparava para atirar. O Benfica voltou ao comando das operações, e Nuno Gomes teve mais duas oportunidades de golo, mas em ambas atirou para Marcos segurar.O golo dos encarnados surge ao minuto 55. Jogada de entendimento entre o meio campo encarnado, com Rui Costa a deixar em Katsouranis e este a rasgar a defesa do Marítimo com um passe por entre dois jogadores a apanhar Miccoli, que em velocidade bateu a defesa e rematou cruzado e na passada sem hipoteses para Marcos. Estava feito o 0-1, que punha alguma justiça no marcador. O Marítimo tentou reagir, mas o melhor que conseguiu nesta fase, foi um remate de Marcinho dois minutos depois do golo, mas Quim segurou sem problemas. O Benfica voltou a dispôr de uma ocasião para marcar, com Petit a atirar de fora da área sem hipoteses para Marcos, que apenas seguiu a bola com os olhos, tendo esta saido a rasar o poste da sua baliza.No minuto seguinte, aos 65, o Marítimo volta a ter razões de queixa de Paulo Baptista. Mbesuma vai fugir a David Luiz e o central agarra o avançado do Marítimo com este a cair dentro da área. Falta indiscutível que o árbitro não assinalou, mas a marcar sería fora da área e tería que dar o cartão vermelho ao central brasileiro. Momentos depois, voltou a fazer o mesmo, mas desta feita com Lipatin, sem o árbitro nada assinalar. Entretanto, Alberto Pazos mexe novamente no onze, substituindo José Gomes e Mbesuma, por Filipe Oliveira e Kanu, metendo assim mais homens na frente de ataque, com Filípe Oliveira a fazer toda a ala esquerda. Fernando Santos respondeu, tirando Nuno Gomes e fazendo entrar Dérlei, inibindo assim as subidas do jogador cedido pelo Chelsea ao Marítimo, anulando assim as pretensões do treinador espanhol. Os insulares tentaram nesta fase, chegar ao empate, mas os remates não levavam a melhor direcção.E como quem não marca acaba sempre por sofrer, o Benfica chega ao segundo golo. Lancamento longo para Miccoli, com a defesa do Marítimo a cortar, mas Rui Costa, que ganhou a segunda bola, serviu logo de primeira o italiano, que não enjeitou a hipotese, e fez o 0-2 á saida de Marcos. O pequeno bombardeiro assume papel fundamental na equipa e acaba por fazer o seu 7 golo na prova, tornando-se o segundo melhor marcador dos encarnados, atrás de Simão. Confirma também que a Madeira é a sua ilha de eleição, fazendo 4 dos cinco golos do Benfica nos confrontos com Marítimo e Nacional. O Marítimo percebeu que ia somar o sétimo jogo sem vencer para a Bwin Liga e o melhor que conseguiu foi uma tentatíva de chapeu de Douglas a Quim, mas a defesa encarnada resolveu. Fernando Santos ainda teve tempo de fazer entrar Manú e João Coimbra, e sería o extremo a protagonizar novo lance polémico, já nos descontos, desta feita na área do Marítimo. Conseguiu ganhar a bola e fugir ao defesa que o marcava e já dentro da área, Milton do Ó tem lance arriscado, com um corte em carrinho. O jogador do Marítimo joga apenas a bola, não evitando o contacto. Paulo Baptista assinala grande penalidade, que Katsouranis converteu, com o guardião ainda a tocar na bola. O jogo chegou ao fim momentos depois, com o Benfica a quebrar a série de cinco jogos sem vencer, três para o campeonato e dois para a UEFA, e o Marítimo a aumentar para sete os jogos sem vencer no campeonato, com cinco derrotas e dois empates. A vitória é justa, embora tenham havido erros da arbitragem, que favoreceram os encarnados. Assim o plantel pôde dedicar os três pontos a Eusebio, que esteve internado no hospital, não podendo assistir ao encontro.

O Melhor em Campo.

Marcou dois golos, mas não só. Assistiu duas vezes Nuno Gomes e uma vêz Rui Costa, mas estes não aproveitaram. No seu regresso ao onze, Miccoli revelou-se fundamental, num jogo onde o Benfica estava proíbido de perder qualquer ponto. A nível pessoal, o pequeno bombardeiro confirma também, o estatuto da Madeira de ilha talismã. Dos sete golos apontados no campeonato, quatro foram aqui.

Do lado do Marítimo gostava de realçar a exibição de Douglas. É muito rápido e deixou Léo sempre em segundo plano. Teve duas oportunidades de golo, mas não conseguiu marcar. Por ele, o Marítimo não tinha perdido.

O Posítivo do Jogo.

* O regresso ás vitórias do Benfica, quebrando assim uma série de cinco jogos sem vencer.

* Pela segunda vez na liga, Simão não actuou e o Benfica venceu. Sínal de que há equipa sem o capitão.

* Com esta vitória, o Benfica mantém a pressão sobre o Sporting, adversário da próxima jornada. Era importante não perder pontos, até porque o Benfica recupera assim o segundo posto, ainda que á condição.

* Dos jogadores em perígo de exclusão, nenhum viu o cartão amarelo, podendo assim defrontar o Sporting.

O Negativo do Jogo.

* O futebol do Benfica sem Simão não tem criatividade e fica ainda mais lento.

* A arbitragem de Paulo Baptista, em claro prejuizo do Marítimo.

O Árbitro.
Mau. Mau de mais. Paulo Baptista foi uma nulidade em campo. Foi frequente vê-lo a apitar o que não devía e a não apitar o que devía. Esteve mal na lei da vantagem. Será que sabe o que isso é? É que não a aplicou em nenhum lance para as duas equipas, favorecendo sempre o infractor. Muito longe dos lances, não viu dois agarrões de David Luiz a Mbesuma e Lipatin, quando estes caminhavam para a área de Quim. Em qualquer dos lances se justificava a marcação de um lívre directo, pois as faltas foram fora da área, embora os jogadores caíssem sempre dentro dela, e o respectico cartão vermelho ao central. Mal posicionado, não viu uma grande penalidade para o Marítimo, na primeira parte por mão na bola de Petit, e viu uma inexistente por suposta falta de Milton do Ó sobre Manú, já nos descontos. Pelo menos, esteve bem na amostragem de dois cartões amarelos no primeiro tempo, um para cada lado, a púnir entradas duras de Wênio e Anderson, mas voltou a estar mal no amarelo amostrado a Kanu, pois aqui justificava-se o vermelho. Quim já tinha a bola no seu poder, quando o avançado insular vai lá com o pé ostensivamente.

18 de abril de 2007

Bwin Liga - 25ª Jornada

A cinco jornadas do fim, as coisas parecem ter ficado mais claras, em relação ao campeão na Bwin Liga. O FC Porto deslocou-se a Coimbra, para defrontar a Académica, e acabou por sair vitorioso, embora com alguma dificuldade. A Académica vendeu cara a derrota, e depois de Bruno Alves e Adriano terem marcado para os Dragões, Lino reduziu para os estudantes, através de grande penalidade, ainda havia quinze minutos para jogar. O reusltado não se alterou, e a equipa de Jesualdo Ferreira beneficiou do empate do Benfica na segunda feira para aumentar a vantegem pontual.
O Benfica que já não ocupa a segunda posição e aumentou para cinco os jogos sem vencer, sendo que três são para o campeonato. O mês de Abril está a ser o mês da derrocada encarnada, pois á entrada tinha apenas um ponto de desvantagem para o líder, tendo ainda que o defrontar, e ainda acalentava a esperança de chegar á final da Taça UEFA. Agora, á meio do mês, o título parece uma miragem, mercê dos cinco pontos de desvantagem para o FC Porto, e a Taça UEFA já foi. O jogo de segunda feira, frente ao Sp. Braga, deixou á vista algumas lacúnas em termos ofensivos, e o resultado voltou a ser um empate, desta feita a zero.
O grande beneficiado sería o Sporting, que na sexta-feira arrasou o Marítimo, tendo inclusivé apontado o golo mais rápido do campeonato, apenas aos 10 segundos de jogo, por intermédio de Liedson. Romagnoli, João Moutinho e Alecsandro fizeram o resto.
O resto da ronda, reacendeu a luta pela despromoção, com o Desp. Aves sensacional, a bater o Nacional na Choupana por 3-4. Jogo louco, com o Nacional a chegar a vantagem, mas depois o conjunto de Neca deu a volta ao marcador e estiveram inclusivé a vecer por 1-4. Já nos minutos finais o Nacional amenizou o resultado, fixando-o no 3-4. Ainda assim, o treinador dos nacionalistas, Carlos Brtio, acabou demitido, soube-se hoje na imprensa desportiva.
O Beira-Mar, depois do importante ponto alcançado frente ao Benfica na jornada passada, tomou-lhe o gosto e alcançou um importante triunfo no terreno de outro aflito, o Vit. Setúbal. Os setubalenses até estiveram em vantagem, mas o melhor futebol dos aveirenses foi melhor na segunda parte e o resultado acabou por ser de 1-3, favorável a equipa de Francisco Soler. Agora seguem todos com 19pts na cauda da tábela.
O Belenenses merece também destaque, após alcançar nova vitória, desta feita frente ao Estrela da Amadora. 3-0 foi o resultado final, e põe a equipa de joge Jesus na 4ª posição, com o Braga a distância de 4pts. Depois de um mau início de época, sem saber bem onde iría jogar, os comandados de Joge Jesus têm feito uma época notável.

17 de abril de 2007

SL Benfica 0-0 Sp. Braga

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 36.259
Árbitro: João Ferreira

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Nuno Gomes e Simão.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, Dérlei e Manú

Sp. Braga: Paulo Santos, Pedro Costa, Paulo Jorge, Frechaut e Carlos Fernandes, Castanheira, Vandinho e João Pinto, Cesinha, Davide e Chmiest
Treinador: Jorge Costa. Jogaram ainda: Luís Filipe, Diego e Andrade.

O Benfica pode ter dito adeus a luta pelo título, depois de mais um empate no jogo de ontém. com este resultado, aumenta para cinco os jogos sem vencer. A prioridade é agora o segundo posto.

Fernando Santos apostou no 4x4x2 em losango, dando a titularidade a Rui Costa pela segunda vez consecutiva. Simão foi o parceiro de Nuno Gomes na frente de ataque e Léo que tinha estado em dúvida para este jogo alinhou de início. Do lado do Sp. de Braga, Jorge Costa teve que fazer várias alterações, desde logo não podendo contar com Nem e com Zé Carlos, jogando nos seus lugares, Frechaut e Chimiest. Jorge costa apresentou a equipa do Braga num 4x2x3x1, que rápidamente se desdobrava num 4x3x3 em situações de ataque, com Vandinho e Castanheira como homens mais recuados e Cesinha e Davide no apoio a Chmiest. João Pinto jogou na posição de dez no apoio ao polaco.
O jogo começou com o Braga a tentar desde cedo chegar ao golo. Os primeiros minutos da partida pertenceram por completo aos bracarenses que foram criando algumas situações de golo, a primeira das quais logo no primeiro minuto, com Chmiest arematar de fora da área, depois~de se ter desenvencilhado de Anderson e Petit, com Quim a ter que se aplicar. Aliás, nos primeiros cinco minutos, o Sp. Braga teve quatro remates á baliza do Benfica, todos resultantes de situações de falhas de marcação do último reduto encarnado.
Depois de nova má entrada na partida, o Benfica foi aos poucos recuperando o controlo do jogo. Aos 9 minutos surge a primeira oportunidade de golo para os encarnados. Quim bateu o pontapé de baliza que caíu já perto da grande área adversária, com Frechaut a falhar o corte e Simão a não conseguir fazer o remate em boas condições acabando por rematar ao lado da baliza de Paulo Santos, já com a oposição deste. A partir do quarto de hora de jogo, o Benfica conseguiu finalmente tomar por completo conta do jogo e começou a criar algum perígo através de lances rápidos, e a Simão voltou a ter oportunidade de marcar, quando Nelson o desmarcou em profundidade pela direita do ataque e o capitão, mais rápido que o defesa adversário, conseguiu entrar dentro da área, mas o remate foi defendido por Paulo Santos para canto. Neste período o Benfica esteve por cima do Braga, e criou mais duas boas oportunidades, sempre por Simão. A primeira foi aos 20 minutos de jogo, com Simão a voltar a fugir a carlos Fernandes e centrar para o coração da área, tendo apanhado Nuno Gomes um nada adiantado. Dois minutos depois, novamente Simão, desta feita de lívre directo, com a bola a passar muito perto da trave de Paulo Santos, mas com o guardião a controlar. O Braga espreitou o contra-ataque sempre que pôde e aos 30 minutos, teve uma boa oportunidade de golo, depois de Nelson ter perdido mais uma vez a bola na zona de ataque encarnado, permitindo a Cesinha fugir com o esférico. A jogada foi algo confusa e terminou com um potente remate de Chmiest que passou muito perto da baliza de Quim. O Benfica, que só chegava á baliza de Paulo Santos através de remates de meia distância, voltou a ter uma ocasião de golo, com Karagounis a rematar de longe e Paulo Santos a desviar para canto. Já perto do intervalo, foi Petit a ter o golo nos pés, na marcação de um lívre directo em zona frontal, mas a bola saiu á figura de Paulo Santos. O intervalo chegou com o nulo no marcador, algo penalizante para o Benfica, que teve boas ocasiões de golo. O Braga, depois de uma entrada forte, aos poucos foi deixando o Benfica tomar conta do jogo, e com uma excelente organização defensiva, foi controlando os acontecimentos. Neste primeiro tempo de jogo, ficou patente alguma dificuldade do Benfica em articular jogo no último terço do Braga, optando quase sempre por futebol directo e remates de meia distância.

No início do segundo tempo, Fernando Santos fez entrar Mantorras para o lugar de Léo, que deve ter saído por problemas fisícos, uma vez que ele já tinha estado em dúvida para este jogo. Katsouranis passou para central e David Luiz ocupou a faixa esquerda da defesa. O angolano jogou na frente, apoiado por Simão e Nuno Gomes recuou para a posição de dez.
No entanto, foi o Braga que voltou a dispôr da primeira oportunidade de golo do segundo tempo, com João Pinto a ter tempo para tudo em zona frontal á baliza de Quim, mas na altura do remate, Katsisouranis opôs-se bem. O Benfica voltou a ter o comando do jogo, mas o futebol encarnado continuou lento, sem ligação e só de meia distância é que incomodava Paulo Santos, que na maioría das situações, apenas tinha que controlar a saída da bola.
A passagem dos 60 minutos, Jorge Costa teve uma contrariedade, com Pedro Costa a ter que ser substituido por Luís Filipe. A estratégia de Jorge Costa estava a resultar em pleno, muito por culpa do futebol do Benfica, que não era rápido nas transições ofensivas. Aos 65 minutos, Chmiest deu o lugar a Diego, e o Braga passou claramente a jogar para o empate. Fernando Santos respondeu, e retirou de campo Nuno Gomes, fazendo entrar Dérlei e passando jogar em 4x3x3, com a frente de ataque a ser constituida por Simão, Mantorras e Dérlei. Mas a toada de jogo foi a mesma. O Braga não chegou mais com perígo á baliza de Quim, e o Benfica instalou-se definitivamente no meio campo bracarense no último quarto de hora. A melhor ocasião do Benfica no segundo tempo, surgiu já nos últimos dez minutos da partida, com Simão a ir á linha centrar rasteiro e a apanhar Mantorras sozinho na área, mas o remate do angolano saiu ao lado do poste da baliza de Paulo Santos. Mantorras que voltou a dispôr de uma excelente ocasião para marcar minutos depois, mas voltou a rematar ao lado desta feita depois de boa iniciativa de Dérlei. Nos últimos cinco minutos da partida Fernando Santos voltou a mexer fazendo entrar Manú para o lugar de Nelson. O Benfica forçou e Karagounis teve uma excelente incurssão na área do Braga, fintando três defesas dos visitantes e na cara de Paulo Santos rematou a barra da baliza. Ja nos descontos Anderson ainda chegou a introduzir a bola na baliza de Paulo Santos, mas o lance foi anulado por fora de jogo do defesa benfiquista. Minutos depois o jogo chegou ao fim, com o nulo a manter-se e o Benfica a trasar-se ainda mais na corrida ao título e também na luta pelo segundo lugar, que agora é ocupado pelo Sporting.



O Melhor em Campo.

Na minha opinião, o melhor jogador em campo foi David Luiz. Não me canso de o mencionar como Melhor em Campo, pois tem sido uma agadável surpresa. Ontém voltou a surpreender-me, pois no segundo tempo jogou a lateral esquerdo e teve uma prestação notável, subindo pela linha e apioando Simão no ataque. Foi interessante vê-lo arrancar pela lateral e levar a bola sempre colada ao pé. Denotu também uma boa técnica e capacidade de passe bastante bom. No primeiro tempo, na posição de central, também esteve bem, principalmente na marcação a Chmiest.
Mas há também que destacar a exibição de Simão, que foi um dos mais inconformados no ataque encarnado. As três boas ocasiões de golo criadas na priemira parte surgem dos pés dele.
Do lado do Braga, há que destacar a exibição do irrequieto Chmiest, que ainda deu que fazer aos defesas encanrados. Teve nos pés as melhores ocasiões do Braga, logo a abrir o jogo, e depois á passagem da meia hora, quando rematou de primeira, a centro de um colega. Paulo Jorge e Frechaut, também estiveram em bom plano negando sempre qualquer tentatíva do Benfica pelo ar.

O Positivo do Jogo.

* O Benfica continua sem perder em casa para o campeonato, e também ainda mantém a invencibilidade na prova, depois da derrota em Braga, em Novembro último.

* David Luiz tem sido uma boa surpresa a central, mas ontém também demonstrou que pode ser alternativa a Léo na esquerda.

* Apesar de ter jogado para o empate, após dez minutos de bom futebol, o Braga demonstrou uma excelente organização e espirito de entreajuda entre os sectores, o que foi determinante para o nulo alcançado.

* Depois de quatro maus resultados e apesar de o jogo ser a uma segunda feira com transmissão televisiva, estiveram presentes no estádio mais de 35 mil pessoa.

O Negativo do Jogo.

* O Benfica aumenta para cinco, o número de jogos sem vencer, confirmando um mau momento da equipa.

* Incapacidade do futebol encarnado de ligação de lances de ataque, principalmente perto da área adversária, promovendo os remates de meia distância mas condenados ao fracasso.

* Ficou patente a falta de elementos que façam frente aos centrais adversários, o mesmo que dizer que existe falta de poder de choque na área adversária. O futebol lateralizado do Benfica, não tem seguimento após o cruzamento, pois não há ninguém para cabecear.

O Árbitro.

João Ferreira, esteve bem no jogo de ontém. Um jogo que também não teve casos difíceis de analizxar, e onde os jogadores colaboraram. Houve uma altura em que os nervos estavam a flor da pele para o lado dos encarnados, mas o árbitro geríu bem a situação. O lance do golo anulado ao Benfica foi bem ajuizado pelo árbitro auxiliar, existindo mesmo fora de jogo de Anderson. Na primeira parte, Simão reclamou uma grande penalidade, mas mais uma vez me pareceu acertada a decisão do árbitro em não marcar qualquer falta.

10 de abril de 2007

Bwin Liga - 24ª Jornada

A 24ª Jornada da Liga Bwin pode ter deixado tudo mais claro em relação ao título. Na sexta-feira, o FC Porto recebeu e bateu calmamente o Vit. Setúbal por 5-1. Os dragões tiveram um jogo mais ou menos fácil, pois aos 30 minutos de jogo já venciam por 3-0, com golos de Jorginho, Adriano e Hélder Postiga, que regressou aos golos 10 jogos depois. O Vitória foi sempre um adversário meigo, embora tenha sido o clube que mais rematou no Dragão, principalmente na segunda parte, quando o FC Porto já vencia por 4-0. Os outros dois golos dos azuis e brancos foram apontados por Adriano, que bisou e tornou-se assim no jogador mais eficaz da Liga e pelo brasileiro Anderson, que regressou aos relvados e aos golos. O golo do Vit. Setúbal, foi apontado por Bruno Ribeiro.
O Sporting visitou o terreno do Sp. de Braga e saiu de lá com a vitória, embora bem suada. O golo do Sporting foi apontado por Nani, já na segunda parte, numa jogada algo confusa na área bracarense. O Braga pressionou o Sporting, mas sem chegar ao golo, embora tivesse deisposto de algumas ocasiões. Com esta vitória o Sporting igualou o Benfica, que tinha menos um jogo.
Jogo esse que foi disputado ontem e que terminou com um empate a duas bolas, que deixa o Benfica numa posição algo delicada. O FC Porto já está a três pontos e o Sporting apenas dispões de um de atraso. O jogo foi algo emocionante. O Beira-Mar marcou ainda na primeira parte, contra a corrente do jogo. O Benfica empatou já a dez minutos do fim, por intermedio de Mantorras. O Beira-Mar voltou a marcar três minutos depois, por Delibasic, quando o Benfica já jogava só com três defesas. Nos descontos, Lucílio Baptista, assinalou uma grande penalidade, inexistente, sobre Simão que converteu, marcando assim o seu 11 golo na Liga e voltando a assumir o comando dos melhores marcadores. De resto, a arbitragem de Lucílio Baptista foi muito contestada por ambos os clubes, isto porque o Benfia teve um golo mal anulado logo ao início do jogo. Após esse golo, foram assinalados ainda mais dois foras de jogo mal tirados ao ataque encarnado.
No resto da ronda, o destaque vai para a vitória do Desp. Aves frente ao Boavista, que já não vencia desde Dezembro, altura em que derrotou a Naval por 2-0. A Académica não conseguiu segurar a vantagem frente ao Estrela da Amadora, e o resultado pautou-se no 3-3, com constantes trocas no marcador. Primeiro marcou a Académica, mas o Estrela virou o resultado ainda na primeira parte. Os estudantes responderam com dois golos de Joeano, no início do segundo tempo, passando outra vez para a frente do marcador, mas pouco depois o Estrela voltaría a empatar, estabelecendo o resultado final.

Beira-Mar 2-2 SL Benfica

Estádio: Municipal de Aveiro
Espectadores: 29.427
Árbitro: Lucílio Baptista

Beira-Mar: Eduardo, Ricardo, Devic, Alcaraz e Tininho, Diakité, Artur, André Leão e Rui Lima, Delibasic e Ratinho.
Treinador: Francisco Soler. Jogaram ainda: Emerson, Matheus e Reginaldo.

SL Benfica: Quim, Nelson, David Luiz, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão, Miccoli e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Rui Costa, Dérlei e Mantorras.

O jogo até começou bem para o Benfica, mas depois a estrategia ultra defensiva do Beira-Mar, aliada a eficácia na hora do remate, ditaram o resultado final. Agora o título está mais complicado...

Com Katsouranis de regresso ao onze, o meio campo encarnado voltou a ser o habitual, com as peças do costume. Miccoli também regressou ao onze. Do lado do Beira-Mar, Francisco Soler jogou num esquema algo parecido com um 4x2x3x1, com André Leão e Diakité como médios mais defensivos e apenas Delibasic sozinho na frente.
O jogo até começou bem para o Benfica, que apontou um golo logo na primeira jogada da partida, mas logo o árbitro, Lucílio Baptista, anulou o lance por indicação do auxiliar, devido a pretenso fora de jogo de Nuno Gomes, inexistente. Nos minutos seguintes foram tirados mais dois foras de jogo inexistentes pelo mesmo auxiliar, a Miccoli e a Simão, quando estes se encaminhavaqm já com perígo para a baliza de Eduardo. A estratégia do Beira-Mar foi bem clara, segurar o impeto encarnado logo nos primeiros 20 minutos, e depois tentar a sorte. É certo que durante os primeiros 20 minutos, a equipa do Benfica pouco fez para incomodar Eduardo, muito por culpa também, da boa organização defensiva do adversário, que apenas deixava Delibasic na frente, defendendo com todos os restantes jogadores atrás da linha da bola. O Benfica, sempre lento a sair a jogar, não estava compacto, e foi normal a equipa nunca ganhar a segunda bola, quando atacava. Foi nesta toada, e com quase 30 mil gargantas a puxar pelo Benfica, que o Beira-Mar chega ao golo, ainda assim contra a corrente do jogo. Rui Lima fugiu pela esquerda, depois de uma perda de bola do ataque do Benfica, e já perto da área centrou e encontrou Delibasic que aproveitou um desentendimento entre Petit e Anderson, para fazer o primeiro remate defendido por Quim, tendo a bola sobrado para Ratinho, que sozinho rematou a contar, estavam decorridos 23 minutos de jogo. É inadmissível a atitude de Anderson, que mais uma vez se deixa antecipar, tendo ainda ficado no chão a assistir ao desenrolar da jogada. O Benfica tentou responder e pressinou mais a defesa do Beira-Mar, mas sem tirar algum fruto dessa pressão devido ao atabalhoamento com que eram feitos os ataques, e também aos maus centros de Nelson, que iam param a bancada. O lance mais perigoso para o Benfica, surgiu já perto do intervalo, quando Léo é derrubado por Artur, do lado esquerdo do ataque encarnado. Simão bateu o lívre que mais parecía um canto curto. O remate do capitão encarnado foi directo á baliza, mas Eduardo correspondeu com boa defesa, tendo tempo ainda para defender também a bicicleta de Nuno Gomes, na recarga ao lance. Do Beira-Mar não houve registo de mais nenhuma jogada perígosa....

Após o intervalo, Rui Costa surgiu no onze, em detrimento de Karagounis, mas pouco ou nada alterou na acção da equipa. O reinício da partida foi mais mexido, mas para o lado do Beira-Mar, que já tinha feito uma alteração ainda antes do intervalo, trocando o lesionado André Leão por Emerson. Delibasic teve uma excelente oportunidade para marcar ao minuto 52, mas a bola saiu ligeiramente ao lado da baliza de Quim. O melhor que o Benfica ia conseguindo eram remates de fora da área, mas que iam sempre ao lado. Miccoli dispôs de uma boa oportunidade, após a marcação rápida de um lívre, mas o remate cruzado saiu frouxo, e Eduardo não teve dificuldades em segurar a bola. O Benfica pouco ou nada incomodava Eduardo, e o Beira-Mar de vez em quando conseguia chegar perto da área de Quim, mas David Luiz ia cortando os lances, como aconteceu ao minuto 55 em que foi providencial, quando Rui Lima ia ficar isolado, mais uma vez em antecipação a Anderson. Fernando Santos arriscou tudo a 20 minutos do fim, pois após a entrada de Rui Costa, o Benfica passou a jogar em 4x3x3, e retirou Anderson de campo, fazendo entrar Dérlei, na tentativa de jogar com 4 homens na frante de ataque. Só que Dérlei não correspondeu áquilo que se esperava. Mas ainda assim o Benfica forçou e practicamente instalou-se no meio campo do Beira-Mar, com Simão a dispôr de algumas situações de perígo, mas a não conseguir fazer o remate nas melhores condições. Aconteceu aos 75 e aos 79 minutos, mas em ambas as situações, Eduardo sempre atento, defendeu. A dez minutos do fima da partida, Fernando Santos voltou a mexer, retirando Nuno Gomes e lançando Mantorras. E não podería ter melhor resultado esta substituição. Logo na primeira vez que o angolano toca na bola, remata a contar para o fundo das redes de Eduardo, fazendo com que quase todo o Estádio Municipal rebentasse de alegría. E quando se esperava o forcing final dos encarnados, pois faltavam 7 minutos para o final da partida, o Beira-Mar decidiu estragar mais uma vez a festa. Matheus, que tinha substituido Ratinho pouco antes, conseguiu fugir a Nelson pela esquerda do ataque aveirense e centrou sem oposição para mais uma entrada triunfal de Delibasic, que entre Katsouranis e Léo, conseguiu rematar certeiro e sem oposição. Era o delírio dos poucos adeptos aveirenses presentes no estádio. Já perto do fim Miccoli dispôs de mais uma chance de golo, após excelente desmarcação de Rui Costa, mas o remate em habilidade saiu frouxo e para as mãos de Eduardo. Já nos descontos, novo lance polémico, com Simão a passar por Ricardo e este a pontapear o jogador encarnado dentro da área. Lucílio Baptista assinalou grande penalidade, mas esteve mal o juiz, pois Simão vai já em queda quando sofre o toque do defesa. O próprio Simão bateu o penalti e marcou o seu 11 golo na prova. Minutos depois o jogo terminou, com o Benfica ainda a tentar chegar á vitória, mas a não o conseguir. O resultado penaliza os encarnados, que vêm a distancia para o FC Porto voltar a aumentar e o Sporting já muito perto do segundo lugar.

O Melhor em Campo.

É difícil, quando uma equipa não joga o que devería e a outra só defende, escolher alguem que tenha sido o melhor. Ainda assim encontro dois jogadores, que se destacaram no meio de tanta mediocridade de ambos os lados ontém á noite.
Do lado do Benfica, Simão foi o mais esclarecido. Procurou o golo, e tentou fazer a equipa jogar, mas a época já vai longa e começam a faltar as forças... Os dois remates em zona frontal que sairam á figura de Eduardo, são prova disso.
Do lado do Beira-Mar, destaco Delibasic. Foi o jogador aveirense que mais procurou vencer numa equipa que jogou sempre com dez atrás da linha da bola. Sozinho na frente, deu bastante trabalho a Anderson e David Luiz, e se com o primeiro teve a abébia do primeiro golo, com o segundo não teve muitas hipoteses. Esteve nos dois golos do Beira-Mar, fabricando o primeiro e marcando o segundo, aproveitando da melhor forma a azelhice do sector mais recuado do Benfica e antecipando-se bem a dois jogadores, no caso Katsouranis e Léo. Não merece o clube em que está.

O Positivo do Jogo.

Só há pontos positivos para o Beira-Mar, que consegue um ponto importantissímo na luta pela manutenção.

O Negativo do Jogo.

*Todo o futebol do Benfica. Tudo lento, sem inspiração.
*Anderson tem que sair do onze. São já demasiados os erros deste central, erros esses que têm dado golos. Contra o FC Porto deixou Pepe sozinho, contra o Espanyol deixou que Pandiani marcasse vindo de trás, ontém permitiu que Delibasic lhe ganhasse a bola vindo de trás e ainda por cima deixou-se ficar no chão a assistir ao desenrolar da jogada que deu o golo do Beira-Mar. Muito mau para ser verdade.
* Este empate deixa o Benfica mais longe do título, e deixa o Sporting mais perto da luta pela entrada directa na Champions League.

O Árbitro

Também ele mau. Muito mau. Lucílio Baptista, tenta dominar o jogo através de um autoritarismo que não trás nenhum tipo de resultados positivos para o jogo. distribuiu amarelos onde não devia e onde devia não o fez. Esteve mal no lance do penalti apontado a favor do Benfica, mas é bom que se diga que só através de repetição é que se percebe que Simão já vai em queda. Muito mal auxiliado na primeira parte, altura do jogo onde foram assinalados três foras de jogo ao ataque do Benfica, mal assinalados. Um deles deu golo.

2 de abril de 2007

SL Benfica 1-1 FC Porto

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 62.756
Árbitro: Pedro Proença

SL Benfica: Quim, Nelson, David Luiz, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão, Nuno Gomes e Miccoli
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Rui Costa, Dérlei e Mantorras.

FC Porto: Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho Gonzales e Jorginho, Quaresma e Adriano.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Marek Cech, Renteria e Anderson.


O jogo do título afinal deixou tudo na mesma, mas agora com vantagem para o FC Porto. O Benfica não fez aquilo que costuma fazer nos jogos em casa, e teve que se contentar com o empate.

Jesualdo Ferreira apostou num 4x4x2 em losango, apostando na entrada de Jorginho para jogar na posição de dez, no vértice mais adinatado do meio campo portista. Adriano foi o ponta de lança e quaresma deambulou pelo terreno de jogo. Bosingwa voltou ao onze e á lateral direita, o que fez com que Fucile voltasse a esquerda. Do lado do Benfica, a única dúvida era Quim que acabou por ocupar a baliza.
O jogo começou com as equipas a estudarem-se, num início de jogo bastante táctico, e com as equipas a encaixarem uma na outra fruto da utilização do mesmo esquema de jogo.
O primeiro remate surgiu para o Benfica, logo aos 2 minutos de jogo, mas o pontapé de Miccoli acabou por sair á figura de Helton. A inclusão de Jorginho no onze, por parte de Jesualdo Ferreira, fez com que o FC Porto jogasse mais compacto e pressionasse mais os jogadores mais defensívos do Benfica, neste particular tapando as saidas de Petit, que durante a primeira parte não conseguiu sair a jogar nem libertar-se para aparecer na zona de remate.
Esse domínio consentido por parte do Benfica originou a primeira situação de perígo a favor do FC Porto, logo aos quinze minutos, com Lucho Gonzales a assistir primorosamente Adriano, num passe a rasgar a defesa benfiquista, com o avançado a não conseguir ludibriar Quim, que saiu aos pés do jogador evitando assim males maiores para a sua baliza. O Benfica não conseguiu nestes primeiros 45 minutos de jogo exercer a pressão que habitualmente exerce sobre os adversários e isso foi bastante notório, pois raramente chegou com futebol jogado á baliza de Helton, muito por culpa também da desinspiração de Simão, que não conseguiu libertar-se da marcação que Paulo Assunção lhe moveu. Nelson também não esteve bem neste jogo, pois cada vez que conseguia ganhar a linha, os seus cruzamentos acabavam por não criar qualquer perígo para a baliza portista. O FC Porto, com mais homens do que o habitual no meio campo, foi ganhando esse sector, o que proporcionou o dominío exercido. Neste particular, o mau momento de forma pelo qual Katsouranis está a passar, deu forte contributo para esse dominío. O regresso de Bosingwa também foi fundamentla, pois o lateral direito do FC Porto sobe muito e bem, o que fez com que Léo não subisse tanto nos primeiros 45 minutos.
O Benfica apenas a espaços consegui chegar perto da baliza de helton, mas o remate final não saía com a precisão necessária. O lance mais perigoso para o Benfica, aconteceu ao minuto 37, após uma falta de Jorginho sobre Miccoli, mesmo á entrada da área, que valeu o cartão amarelo para o jogador do FC Porto. Na sequência do lívre, Petit atirou uma primeira vez contra a barreira portista, e na recarga a bola passou um nada ao lado da baliza de Helton.
E a quatro minutos do intervalo, o FC Porto chega ao golo na marcação de um lívre. A jogada começa numa incurssão de Fucile pela esquerda do ataque portista, e Katsouranis acaba por fazer falta sobre o jogador. Na marcação da falta, Quaresma bateu a bola e Pepe apareceu ao segundo poste, lívre de marcação a cabecear para o fundo das redes de Quim. Explosão de alegría dos mais de 3 mil adeptos portistas presentes na Luz, que festejaram o golo arrancando cadeiras e atirando-as para o nível mais baixo do estádio, onde estavam adeptos os encarnados.
O Benfica tentou responder, mas o melhor que conseguiu foi um remate de Simão, que Helton desviou com alguma dificuldade para canto.

Após o intervalo, Fernando Santos fez uma alteração, deixando Katsouranis no balneareo e fez entrar Rui Costa. Esta alteração revelou-se fundamental, pois o Benfica entrou no segundo tempo mais rápido e a pressionar mais os jogadores do FC Porto, algo que não tinha feito no primeiro tempo. E o primeiro lance de algum perígo para Helton, não se fez esperar, com Nuno Gomes a receber uma bola de Karagounis, que foi um dos melhores jogadores do Benfica no miolo do terreno, e depois a rematar para defesa algo difícil de Helton, que teve que se aplicar e atirou para canto. O FC Porto tentou responder, mas a equipa benfiquista estava mais compacta, com a defesa a subir e a defender mais longe da sua área. Ao minuto 50, Miccoli cabeceou á figura de Helton, num lance conduzido por Léo.
O FC Porto, apenas conseguiu chegar perto da baliza encarnada ao minuto 56, com Jorginho a servir Adriano, mas este a chegar atrasado, acabando a bola por se perder pela linha de fundo.
Ao minuto 58 uma contrariedade para Jesualdo Ferreira. Karagounis tentava fugir a Raul Meireles, que faz falta sobre o jogador encarnado. Do lance resultou a lesão do centrocampista dp FC Porto, que além de ter seido admoestado pelo juiz da partida, teve que abandonar o terreno de jogo, sendo substituido por Marek Cech. Na sequência deste lance, Lucho Gonzales viu o cartão amarelo, por ter insistido com o árbitro da partida para que asubstituição se realiza-se antes da marcação do lívre. Inicialmente Pedro Proença não ia permitir essa situação, mas depois acabou por dar autorização. Do lívre, Simão atirou forte, mas Helton defendeu com segurança. Notava-se algum nervosismo nos jogadores do FC Porto, e isso foi notório na reacção de Lucho antes do lívre.
O Benfica continou a pressionar, e Karagounis viu bem a desmarcação de Rui Costa na esquerda do ataque benfiquista e deu-lhe a bola. O maestro trabalhou bem e rematou com algum perígo ás malhas laterais da baliza de Helton. Pedro Proença deu mal, pontapé de canto. O FC Porto tentou reequilibrar um pouco o sentido do jogo, e dispôs de duas boas ocasiões aos 65 minutos e aos 68 minutos de jogo. Na primeira, Jorginho claramente já em esforço, ainda consegue fugir a Léo, mas o remate á entrada da área saiu frouxo e torto. Na segunda foi Lucho Gonzales que conseguiu antecipar-se a Nelson, após cruzamento de Quaresma, e já perto da linha de pequena área, rematou por cima da baliza de Quim. Era o melhor período do FC Porto, que ainda criou algum perigo num canto apontado por Quaresma, mas Quim afastou a bola da cabeça de Pepe com uma sapatada.
O Benfica voltou a chamar a sí o dominío do jogo, e Miccoli teve nos pés a grande oportunidade do segundo tempo. Simão ganhou bem a Fucile e cruzou para a área, com Helton a afastar a bola com uma sapatada, esta sobrou para Petit que tentou o remate, mas este saiu-lhe mal e Miccoli, sozinho no centro da área, não conseguiu fazer o remate tendo chutado na atmosfera.
Fernando Santos faz então a segunda alteração na equipa, retirando Nuno Gomes e fazendo entrar Dérlei, tentando dar mais velocidade ao ataque encarnado. Jesualdo responde, retirando o esgotado Jorginho e fazendo entrar para o seu lugar, Renteria.


Mas já dentro dos últimos dez minutos da partida, o Benfica chega ao golo. Fucile faz falta sobre Simão, quando este já lhe fugia mais uma vez pela esquerda da defesa portista. Do lívre, David Luiz aparece a cabecear e a bola embate no poste, tendo ressaltado no peito de Lucho antes de entrar na baliza do impotente Helton. Estava reestabelecida a igualdade, diga-se com justiça, por tudo aquilo que o Benfica fez no segundo tempo. Fernando Santos apostou tudo e retirou minutos depois Miccoli fazendo entrar Mantorras. O angolano já nos descontos dispôs de uma excelente oportunidade para marcar, depois de uma excelente jogada de Karagounis, mas o cabeceamento do avançado benfiquista foi bem defendido por Helton para canto. Do canto, Rui Costa rematou muito por cima. A última jogada da partida podería ter dado golo para o FC Porto. Já com Anderson em campo, Lucho desmarcou Renteria que em antecipação a defesa do Benfica, conseguiu já em esforço desviar a bola de Quim, mas esta saiu ao lado do poste da baliza encarnada. O jogo chegou ao fim momentos depois, com o empate a ser um amargo de boca para os encarnados, que já não depende de sí próprios para chegarem ao título. Este resultado acaba por se ajustar, embora não fôsse nenhum escandalo o Benfica ter ganho, por tudo aquilo que fez no segundo tempo.

O Melhor em Campo.

Há vários jogadores a serem destacados:

* Helton. Depois de estar em dúvida para o jogo de ontém, Helton acabou por jogar e ser fundamental em algumas intervenções que teve ao longo dos 90 minutos. Particularmente seguro e bem a sair aos cruzamentos dos jogadores encarnados, não teve culpas no golo sofrido, pois nada podia fazer. foi fundamental nos momentos finais quando o Benfica exerceu mais pressão.

* Pepe. Fundamental na defesa portista. Também ele esteve em dúvida para este jogo, devido a um toque sofrido no jogo frente ao sporting, mas recuperou e fez exibição soberba, não permitindo espaços aos jogadores encarnados. Muito bem no lance do golo, desmarcando-se bem a aparecendo decidido ao segundo poste, num movimento habitual do jogador.

* Karagounis. Foi o melhor jogador do meio campo encarnado. Por ele o Benfica não tinha empatado esta partida. Sempre bem na procura dos espaços, leu bem o jogo e assistiu bem alguns dos seus companheiros nos lances mais perigosos do segundo tempo. Está em clara melhoría, face ao seu compatriota Katsouranis.

* David Luiz. Depois desta exibição, penso que será difícil retirar o jogador do onze quando Luisão voltar. Seguro a defender e decidido a atacar, não foram raras as vezes que apareceu na área do FC Porto, ou que iniciou lances de ataque dos encarnados. Faz lembrar e bem Ricardo Carvalho neste capítulo. Procura o primeiro golo com a camisa do Benfica desde o primeiro jogo que fez, e ontém festejou o autogolo de Lucho, como se de um golo dele se tratasse. E de facto acaba por ser merecido, pois foi dele o cabeceamento ao poste da baliza de Helton. Um bom valor que vale a pena manter no plantel.

* Rui Costa. Não pelo que produziu, pois não foi muito, apenas um remate perigoso ás malhas laterais da baliza de Helton, mas pela velocidade que imprimiu a sua entrada. Coincidência ou não, após o intervalo o Benfica foi mais rápido e mais perigoso. E isso também se deve á sua presença.

O Positivo do Jogo.

* O enorme fair play verificado no terreno de jogo, algo que não se viu nas bancadas, principalmente no espaço reservado aos apoiantes do FC Porto. Não houve quezilias, embora algumas entradas inicíais mais duras de alguns jogadores, pudessem vaticinar o contrário. Não houve nenhuma expulsão e nenhum caso polémico, o que acaba por ser positivo para um excelente jogo de futebol.

* O facto de o Benfica continuar invencivel no Estádio da Luz.

O Negativo do Jogo.

* A entrada do conjunto benfiquista. Não foi a entrada normal do conjunto encarnado, que não pressionou e permitiu ao FC Porto dominar toda a primeira parte.

* O lance do golo portista. Desconcentração total dos centrais do Benfica. Pepe numa primeira instância estava a ser marcado por Anderson, mas depois o central deixou o jogador portista sozinho, na repetição do lívre. David Luiz tinha na mesma zona, Pepe e Bruno Alves e acabou por deixar o autor do golo do FC Porto sozinho e á vontade para cabecear para o golo.

* A atitudo dos adeptos do FC Porto. Estas criaturas já nos habituaram a coisas ordinárias, mas rebentar petardos no meio dos adeptos do Benfica, onde estão mulheres e crianças, não lembra ninguém. Foram dez, os engenhos que rebentaram, e torna-se incompreensivel, como é que num jogo de alta segurança, é permitida a entrada deste tipo de coisas, mesmo depois de minunciosas revistas á entrada do estádio, como foi dito por fonte da segurança.

* A ideia da direcção benfiquista. Sem desculpar a atitude dos apoiantes do FC Porto, a ideia da direcção de os colocar num plano súperior aos adeptos do Benfica, não foi a melhor. Já se sabe da rivalidade exacerbada entre os adeptos dos dois clubes e já se sabe da qualidade daqueles adeptos do FC Porto, logo, acabou por ser imprudente, coloca-los onde foram colocados.
O Á rbitro.

Pedro Proença não teve uma arbitragem brilhante. Embora sem casos que tivessem influência no resultado, esteve mal na apreciação de alguns lances e teve uma certa dualidade de critérios, principlamente nos primeirs 5 minutos, quando Bruno Alves é admoestado e bem, por entrada dura sobre Simão, mas depois não tem o mesmo critério numa entrada dura de Simão sobre Adriano no minuto a seguir. Deixou jogar, não apitando a qualquer queda, mas faltaram mais alguns cartões para jogadores do Benfica. Bem no lance em que Nelson fica a reclamar grande penalidade, por suposta mão de Quaresma. Não há mão do jogador portista.

22 de março de 2007

Bwin Liga - 22ª Jornada

A 22ª Jornada da Bwin Liga tornou as coisas mais emocionantes no que toca a luta pelo título. O FC Porto recebeu o Sporting e acabou derrotado por 0-1, com uma bomba de Tello a mais de 30 metros da baliza de Helton. Mas o jogo não se resume apenas a este lance. O FC Porto foi sempre uma equipa amorfa, não houve velocidade no meio campo, as marcações falharam e o lado direito da defensiva azul e branca foi um corredor com passadeira verde, para os ataques mais mortiferos dos leões. Numa primeira parte inteiramente dominada pelo Sporting, o 0-0 ao intervalo deveu-se muito á intervenção de Helton, que não permitiu outro desfecho. No segundo tempo, o FC Porto entrou um pouco melhor, mas mesmo assim não encontrou os caminhos da baliza de Ricardo. A um quarto de hora do fim, Postiga abalroou Anderson Polga, quando este se preparava para chutar á baliza, e Tello apontou o lívre directo as redes de Helton, que nada pôde fazer. O FC Porto tentou responder, mas o melhor que conseguiu foram dois remates, já perto do fim da partida, com Ricardo a responder em bom nível. O FC Porto tem agora uma difícil deslocação ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica.
O Benfica, que na segunda-feira teve uma deslocação também difícil á Reboleira, para defrontar o Estrela da Amadora. O jogo foi de nervos para os encarnados, pois uma vitória deixava os benfiquistas a um ponto apenas do FC Porto em vesperas de derby. O primeiro tempo foi algo monotono, mas sempre com o Benfica no domínio da partida. As oportunidades foram-se sucedendo, mas o desacerto dos avançados benfiquistas foram pondo os nervos em franja aos adeptos e equipa tecnica. No segundo tempo, Fernando Santos acertou o esquema inicial, tinha entrado numa especie de 4x2x4, com a inclusão de João Coimbra ao intervalo, voltando assim ao 4x4x2, e então o Benfica passou claramente a dominar o jogo, falhando no entanto várias oportunidades de golo, nomeadamente Nuno Gomes. O golo que acabaría por surgir a um quarto de hora do fim, e saiu mais uma vez dos pés de Petit, numa bomba a mais de 30 metros da baliza de Paulo Lopes, com a bola a sofrer ainda um desvio num defesa do Estrela da Amadora. Com este resultado, o Benfica reduziu para apenas um ponto a desvantagem para o FC Porto, que já chegou a ser de nove pontos. Os encarnados aumentaram assim para 12 os jogos sem perder. A última derrota aconteceu em Novembro, frente ao Sporting de Braga.
O Sp. de Braga, que recuperou o 4º lugar, após difícil vitória difícil frente á Naval. O jogo foi no entanto manchado pela polémica, através de uma grande penalidade para os bracarenses que deu a vitória. João Pinto marcou o primeiro golo, num gesto tecnico a lembrar um outro marcado á Inglaterra no Euro 96. O golo da Naval foi apontado pelo inevitável Nei.
No resto da jornada, o Belenenses levou de vencida o Paços de Ferreira, na Mata Real, algo que durante 14 meses ninguém conseguiu, incluindo SL Benfica e Sporting CP, que empataram os respectivos jogos. No final da partida, o público pacense não deixou de apoiar a equipa, apesar do resultado negativo. Com este resultado, o Belenenses subiu ao quinto lugar, estando novamente na luta pela europa, depois de um início de campeonato um pouco abaixo das espectativas.

19 de março de 2007

Rendimentos dos árbitros portugueses na Liga

O profissionalismo é o futuro da arbitragem, aumentando a qualidade através da diminuição do quadro de juízes. Não é fácil ter um emprego e ser obrigado a treinar quase todos os dias e nunca ter fins-de-semana para estar com a família. No entanto, também é preciso dizer que os vencimentos actuais dos árbitros já são bastante interessantes. Ora avaliem: 750€ por jogo, 0,42€ por quilómetro efectuado na sua viatura, 500€ mensais do patrocínio da ERA (no valor total de 500 mil euros por ano), 350€ de subsídio de treino e despesas pagas nas deslocações, refeições incluídas. Estes números são válidos, pela metade, para os árbitros assistentes.Agora o que muita gente não sabe é que a maioria dos árbitros e árbitros assistentes das Ligas Profissionais, não usufruem de Férias como qualquer trabalhador de uma qualquer empresa, porque devido a os “homens do apito” terem que se deslocar, consoante o jogo claro, um dia antes do jogo e com isso têm que meter um dia de férias no seu emprego civil. Jogo após jogo, dia de férias constante, perda total de férias!

Concordas com a profissionalização dos árbitros?

28 de fevereiro de 2007

Bwin Liga - 19ª Jornada

Na 19ª jornada da nossa liga, o Benfica consolidou o 2º lugar, escapando ao Sporting e continuando na perseguição ao líder, FC Porto. Os encarnados receberam e venceram o Paços de Ferreira, no Estádio da Luz, por 3-1, com os golos a serem apontados por Simão (2) e Nuno Gomes, ele que já não marcava desde Dezembro. O jogo foi bastante emotivo, com uma entrada forte do Benfica, o que lhe permitiu estar a vencer por 2-0 á meia hora de jogo. Após um relaxamento da equipa de Fernando santos, o Paços chegou ao golo ainda antes do intervalo, por Fahel, na sequência de um canto. No segundo tempo, o Paços teve uma excelente oportunidade para igualar a partida, mas o remate de João Paulo saiu um nadinha ao lado do poste de Quim. O Benfica sentenciou a partida já no minuto 60, através de Simão, na sequência de um cruzamente acrobático de Miccoli.
No Domingo, o FC Porto deslocou-se a Aveiro, e não teve dificuldades em vencer o Beira-Mar, por expressívos 0-5, convertendo este resultado no mais expressívo da temporada. Embora o Beira-Mar tivesse entrado mais forte nos minutos iniciais, a experiência do plantel portista falou mais alto, e ainda antes do intervalo, Lisandro abriu o marcador. Na segunda parte, foi o massacre total, embora o segundo golo portista tenha sido precedido de fora de jogo no início da jogada, por parte de Lisandro. De resto o resultado não sofre contestação e a vitória é justa. Com este resultado os azuis e brancos mantêm o Benfica a 4 pontos e aumentaram a vantagem para o Sporting, que é agora de 7.
Os leões receberam o Aves na abertura da jornada, na sexta feira e não foram além de um empate a zero. O Aves até dispôs de algumas oportunidades para marcar, na primeira parte e na segunda, através de um chapeu de Artur Futre. O Sporting nunca encontrou argumentos para bater a organizada defesa do Aves, que leva assim um ponto de Alvalade e sonha com a manutenção.



30 de janeiro de 2007

Bwin Liga - 16ª Jornada

O começo da segunda volta da Bwin Liga, não foi o melhor parao Campeão Nacional, FC Porto. A difícil deslocação a Leiria para drefrontar a União, acabou em derrota e num jogo muito contestado por parte dos dragões, que se queixam de erros grosseiros de Elmano Santos, árbitro da partida. Mas vamos por partes. O FC Porto entrou forte e podería estar a vencer á passagem da meia hora, depois de Ricardo quaresma ter tido duas excelentes oportunidades para abrir o activo, tendo inclusivé, enviado uma bola ao ferro da baliza de Fernando. A União não foi nem a sombra daquilo que foi no Estádio da Luz, frente ao Benfica, para a Taça de Portugal, dias antes, e a defesa esteve um pouco lenta. Lentidão essa que deu origem a um lance duvidoso dentro da área, com Marcos António a dividir a bola com Postiga, tendo a atacante dos azuis e brancos caído. O lance parece ser faltoso, mas o árbitro nada assinalou. Já perto do intervalo, Quaresma recebe ordem de expulsão. Lance dividido com Tixier, com o extremo portista a agredir á cotovelada o defesa leiriense. Sérgio Lacroix, árbitro assistente viu a falta e alertou o chefe de equipa, que deu ordem de expulsão ao jogador portista. No segundo tempo, o FC Porto entrou mais lento e não criou tanto perigo como nos primeiros 45 minutos. Aos 70 minutos, na sequência de um lívre, Tixier marcaria o golo, saltando mais alto que Pepe e Bruno Alves. O FC Porto não encontrou argumentos necessários para chegar, pelo menos á igualdade e acabou derrotado. No fim Jesualdo Ferreira pediu á PJ, para investigar este jogo, nomeadamente as nomeações dos árbitros.
O Benfica foi o grande beneficiado da jornada, pois conseguiu encurtar distâncias parao FC Porto e retomar o segundo lugar ao Sporting. Os encarnados sentiram algumas dificuldades na visita ao Restelo, pois o Belenenses apresentou-se muito bem organizado. Mas um erro defensivo dos azuis permitiu a Simão abrir o activo, estavam decorridos 13 minutos de jogo. Neste lance salta a vista a excelente desmarcação feita por Rui Costa, que foi titular. O Beleneses tentou responder da melhor forma possível, mas o único que conseguia era ter mais bola que o adversário. No minuto 36 o Benfica volta a marcar, desta feita por Luisão, que subiu mais alto, num lívre superiormente apontado novamente por Rui Costa. O Benfica acabaria por controlar o jogo na segunda parte, e voltou a ver-se um pouco daquilo que já se tinha visto na Luz um mês antes, embora com menos intensidade. No segundo tempo o Belenenses acabaría por marcar o seu golo, através de Silas, numa boa jogada do flanco esquerdo, efectuada por Rodrigo Alvim, que também esteve em grande nível. O jogo não terminou sem antes haver mais um caso polémico, com Zé Pedro a agredir com uma cotovelada, Karagounis e a receber ordem de expulsão por parte de Pedro Proença.
O Sporting, visitou o Estádio do Bessa no domingo, e o melhor que conseguiu foi um empate a um golo. Numa primeira parte inteiramente dominada pelos leões, o melhr em campo acabou por ser William, guardião dos axedrezados, que evitou o golo o mais que pôde, principalmente a Nani. No segundo tempo Liedson abriu o activo, num bom centro efectuado por Tello. O levezinho respondeu que sim, sem hipoteses para William. Mas poucos minutos depois, o Boavista empata o jogo. Desta feita Tello está no lado negativo da jogada, impedindo com o braço, que a bola cabeceada por Zé Manuel seguisse o seu rumo. Olegário Benquerença não viu o lance, mas o seu auxiliar assinalçou a grande penalidade que Ricardo Sousa converteu. Mais tarde Alecsandro sería expulso por simular uma queda dentro da área, assim como Zé Manuel por acumulação de amarelos. O resultado não se alterou, por muito que Nani, o mais inconformado dos leões, tenta-se visar a baliza do Boavista.
No resto da jornada, destaque para o derby regional entre Nacional e Marítimo, com a vitória a sorrir aos da Choupana, por 3-2. Grande exibição de Bruno, médio do Nacional, que apontou o segundo golo. Destaque para a vitória do Vitória de Setúbal, frente a Académica, que vai assim fugindo dos últimos lugares ocupados por Aves e Beira-Mar, que num jogo pobre entre ambos, terminou empatado a zero. A próxima ronda será bastante apelativa, pois engloba um sempre emocionante Benfica-Boavista, num teste á invecíbilidade dos encarnados no Estádio da Luz. O Sporting recebe o Nacional e o FC Porto recebe o Estrela da Amadora.

19 de dezembro de 2006

Bwin Liga - 14ª Jornada

Realizou-se ontem o último jogo da 14ª jornada da Bwin Liga, entre o Sp. Braga e o Boavista, com o resultado a fixar-se num empate a dois golos. Os bracarenses chegaram a vantagem no primeiro tempo e estiveram a vencer por 2-0, mas Zé Manuel, antes do intervalo e Linz logo a abrir o segundo tempo, restabeleceram a igualdade. Este jogo foi muito polémico por causa da arbitragem de Duarte Gomes, que teve alguns erros, com influência no marcador, dese logo no lance do primeiro golo do Boavista: Grzelak comete falta sobre Luís Filipe, o árbitro não marca e depois Zé Manuel faz o golo à boca da baliza.
No Sábado o Benfica recebeu e derrotou o Vit. Setúbal por 3-0, com o resultado final a estabelecer-se na segunda parte, depois de uma primeira parte cinzenta pelo clube da Luz. Fernando Santos leva por vitórias todos os jogos na Luz, e quer continuar a marca na próxima quinta-feira, quando acerta o calendário, num jogo contra o Belenenses, referente à 1ª jornada.
Também no Sábado, o Sporting bateu a Académica por 1-0, com golo de Liedson, que parece, está a retomar o faro de goleador que o notabilizou noutras épocas. O FC Porto, recebeu e venceu o Paços de Ferrerira, por 4-0, com Pepe em destaque, apontando dois golos, e com Quaresma também em grande, estando na origem dos 4 tentos dos dragões. Este resultado permite a equipa de Jesualdo Ferreira, dobrar o ano em primeiro, com Sporting a 5pts de difernça e o Benfica, caso derrote o Belenenses, a 8pts.
Belenenses que está em destaque esta ronda, pois foi à Madeira golear o Marítimo, por 1-4. Resultado surpresa, tanto mais que o Marítimo está a tentar voltar a entrar na rota da europa, e o Belenenses passa por um momento menos bom a nível directivo.

13 de dezembro de 2006

Resumo da 13ª Jonada

Esta 13ª Jornada trouxe um novo rumo na Bwin Liga. Desde logo, com o empate cedido na Figueira da Foz, o Benfica, pode ter dito adeus ao título. Com onze pontos de atraso, embora com menos um jogo, os encarnados têm tarefa hercúlea na segunda volta, caso queiram ainda ter algumas aspirações. Fernando Santos, tinha dito que queria vencer os três jogos que faltam ao clube para fechar a primeira volta, mas o objectivo falhou com o empate de Domingo. Uma exibição sem chama, e muito perdulários na finalização, foram a imagem de marca da equipa, que faz assim, uma das suas piores épocas em matéria de jogos fora da Luz, com apenas 2 vitórias, dois empates e três derrota, com um score de golos de 10-10, e tendo desperdiçado já 13 pontos em 21 possíveis.

No ponto opôsto está o FC Porto, Campeão Nacional, e muito provavelmente Campeão de Inverno. Uma vitória arrancada a ferros na Choupana, frente ao Nacional, depois de estar a perder por 1-0, dá uma nova moral aos azuis e brancos que, depois de garantirem o apuramento para os quartos de final da Champions League, garantem practicamente o primeiro lugar, na viragem do campeonato. Bruno Moraes e Lucho Gonzales apontaram os golos do FC Porto, já nos últimos 15 minutos de uma partida, em que o Nacional se adiantou no marcador através de José Vitor à beira do intervalo. A saida de Chainho a 20 minutos do fim, foi fundamental para o crescer dos homens de Jesualdo Ferreira, que têm no regressado Moraes, um reforço de peso, que já marcou golos importantes está época.

O Sporting voltou às vitórias em Setúbal e Liedson voltou aos golos. 0-3 foi o resultado de um jogo que se afigurou fácil para os leões e que serviu para a equipa de Paulo Bento elevar a moral depois do afastamento das competições europeias aos pés do Spartak de Moscovo. Nani apontou o outro tento dos leões, que ao intervalo já venciam por 0-2, com Liedson a fechar a contagem no início do segundo tempo. Este resultado ditou o afastamento de Toni do comando tecnico dos sádinos, que diga-se não foi muito feliz, nesta passagem pelo Vitória: em 11 jogos, conseguiu apenas 8 pontos, já não vencia há 2 meses ( jogo frente ao Desp. Aves), e averbou 7 derrotas, das quasi são três consequtivas e 6 nos últimos 7 jogos disputados.

No resto da jornada, destaque para mais um jogo sem perder do Paços de Ferreira, na Mata Real, sendo que desde a 20ª Jornada da época passada que não perde, altura em que defrontou o Boavista, e saiu derrotado por 0-1. Uma marca interessante para um clube da dimensão do Paços. O adversário foi o Estrela da Amadora, que vem em franca ascenção e alcançou o 4º jogo sem perder, com 2 vitórias e 2 empates, e até esteve a vencer com um golo do "novo" Jaime, proscrito em Braga e bastante influente no onze de Faquirá.
O Beira-Mar segue o seu calvário e somou nova derrota, desta feita por 3-0, no Bessa, talvês no melhor jogo do Boavista de Jáime Pacheco, a seguir à vitória sobre o Benfica na 3ª jornada, ainda sobre o comando de Petrovic. Começam a faltar argumentos a Carlos Carvalhal, que ainda não venceu desde que assumiu o comando tecnico dos aveirenses: 1 empate no jogo de estreia contra o Setúbal e seguem-se 3 derrotas, que atiram com a equipa para o último lugar da tábela. Resta saber que argumentos apresentará Carvalhal para sair do Beira-Mar, caso não vença o Nacional, na próxima jornada.
O Leiria, sob o comando de Domingos Paciência, está a realizar uma excelente época depois de um início menos bom da equipa. A vitória conseguida no Domingo no terreno do frágil Desp. Aves, atirou a equipa para a 6ª posição com 21pts, e correndo atrás da Europa. Bom presságio na época de estreia do ex-jogador so FC Porto, que está a fazer esquecer a passagem de José Mourinho, pelo clube do Lís.
Quem também está em ascenção é o Belenenses, que venceu claramente o Sp. Braga de Rogério Gonçalves, que soma assim a primeira derrota para o campeonato desde que assumiu o comando tecnico dos arsenalistas. O Belenenses soma já 17pts e conseguiu a segunda vitória consecutiva no campeonato, numa altura em que a direcção parece passar por momentos conturbados, tendo ponderado a demissão, depois dos sócios azuis não terem aprovado o relatório e contas apresentado pela estrutura de Cabral Ferreira. Estes últimos resultados positivos, podem amenizar um pouco o clima de crise que se vive no Restêlo.
Por último, o Marítimo de Ulisses Morais, parece querer voltar aos tempos em que andava pela luta pela Europa, e a vitória sobre a Académica foi fundamental para esse objectivo. Depois de um período menos bom, os insulares deram a volta por cima, e vão já em duas vitórias consecutivas que põem a equipa no quinto lugar, logo atrás do Benfica, com 22pts. A Académica, que também não está a passar por um bom momento somou nova derrota, depois da goleada em Braga e ocupa já um incómodo 12º lugar.

28 de novembro de 2006

11ª Jornada - Resumo

Esta 11ª Jornada, decorreu sob o signo da normalidade, para os três grandes, que com maior ou menor dificuldade, venceram os seus jogos. Destaque para a vitória do Paços de Ferreira, que assim eleva para 10 meses sem perder na Mata Real.

Boavista 1-1 Estrela da Amadora

Boavista e Estrela abriram a jornada 11 na passada 6ª Feira e o jogo terminou empatado a uma bola, num encontro monotono e com pouco público. O Estrela foi o primeiro a marcar, por intermedio de Jaime, aos 12 minutos de jogo. O Boavista sentiu um pouco o golo e não conseguiu criar grandes oportunidades para empatar a partida. Só aos 25 minutos é que o Boavista chega à baliza de Paulo Lopes, mas Linz atirou ao lado. Após o intervalo, os axedrezados queixaram-se de uma mão na area de Tony, que evitou que a bola chegasse a Ricardo Sousa, que estava em posição de marcar golo, mas o árbitro nada assinalou. O Boavista chegaria ao golo por intermedio de Ricardo Sousa, aos 62 minutos e até teve oportunidades para virar o jogo, com Linz (2) e Zé Manuel (1), a serem perdulários na hora do remate. O Estrela consegue o primeiro ponto fora de casa e depois de 6 derrotas nas primeiras 7 jornadas, parece que os estrelistas estão em retoma e com este empate, abandonaram a zona de despromoção. O Boavista segue na 11ª Posição com 12pts.

Benfica 2-1 Marítimo

Exibição perdulária dos avançados da Luz que nos primeiros 20 minutos de jogo poderiam ter arrancado um resultado histórico, embora Marcos também tenha estado em destaque fazendo 6 ou 7 defesas de grande nível durante toda a partida. Depois da vitória sobre o Copenhaga, o Benfica entrou forte e encostou o Marítimo à sua defesa. Em 8 minutos de jogo, Nuno Gomes e Katsouranis perderam duas excelentes oportunidades de pôr o Benfica em vantagem. O Benfica chegou ao golo aos 33 minutos e curiosamente foi um jogador do Marítimo que introduziu a bola na própria baliza. Marcinho esteve no melhor e no pior dos insulares. Primeiro marcou um grande golo aos 43 minutos, num remate do meio da rua, que surpreendeu toda a gente, e na abertura do segundo tempo, seria expulso por entrada dura sobre Simão. Aos 60 minutos, Katsouranis daría o triunfo ao Benfica no seguimento de uma das jogadas mais bonitas da partida, com Nuno Gomes a combinar com Simão e este a servir o grego ao segundo poste, que só teve que encostar para o fundo das redes de Marcos. Até ao fim o Marítimo não mostrou argumentos para alterar o resultado e Ulisses Morais justificou mais uma derrota com a arbitragem.

Naval 0-1 Sporting

O Sporting apresentou-se na Figueira da Foz, com a cabeça no derby da próxima semana frente ao Benfica. Só isso pode justificar exibição tão pálida. O ataque esteve desinspirado e a equipa foi lenta a sair para os processos ofensivos. A Naval foi durante bastante tempo , súperior ao Sporting e até teve boas ocasiões para marcar, mas a defesa e Ricardo iam resolvendo os remates de Nei e Saulo. O Sporting apenas começou a ganhar algum ascendente, quando Paulo Bento mexeu na equipa depois da meia hora da segunda parte, altura em que tira Custódio e Alecsandro, que esteve apagado, e fêz entrar Romagnoli e Bueno. O Sporting começou a apertar com a Naval, que tentou defender o empate e começou a ceder a iníciativa de jogo aos leões, mas seria depois de Ronny estar em campo que a supremacia sportinguista se materializou em golo, com o lateral esquerdo a marcar na sequência de um livre directo, por ele apontado, a castigar falta sobre Liedson, mesmo no limíte da grande área. Com esta vitória o Sporting consegue estar colado ao FC Porto e abordar o derby com o Benfica, com alguma tranquilidade.

Belenenses 0-1 FC Porto

Mais um jogo com pouco público, ao qual se juntou o pouco futebol. O FC Porto fÊz o necessário para vencer o Belenenses, que também não mostrou argumentos para sequer assustar o FC Porto. Logo aos 7 minutos os portistas pedem golo, na sequência de um canto apontado por Quaresma. A bola entraria directa, não fosse Helder Postiga tentar marcar o golo. Com a acção do dianteiro portista, o árbitro auxiliar ficou sem visão para o lance e não sancionou o golo. De facto o lance é de difícil juizo, e parece-me que a bola não entrou. O FC Porto foi sempre súperior e Pepe poderia ter feito o golo minutos depois, outra vez depois de um canto marcado por Quaresma, mas a bola bateu com estrondo na trave de Marco. Os azuis e brancos chegariam finalmente ao golo, perto do intervalo, através de Postiga, que aproveitou a saida em falso do guarda-redes belenense. No entanto os azuis do Restelo queixaram-se, primeiro de uma falta de Bruno Alves, sobre o guardião, e depois de um eventual fora de jogo de Hélder Postiga.
No segundo tempo, o FC Porto geriu a vantagem e o Belenenses mostrou impotência para tentar aoutro resultado. A entrada de Dady a 20 minutos do fim, mexeu com o ataque belenense, mas sem os efeitos prácticos desejados por Jorge Jesus.

Académica 3-1 Beira-Mar

Derby regional, que terminou com a vitória dos da casa. O Beira-Mar até começou bem, e poderia ter alcançado um resultado mais favorável nos primeiros 30 minutos de jogo, mas o melhor que conseguiu foi um golo aos 33 minutos, através de Jorge Leitão. A Académica acordou e aos poucos foi empurrando o Beira-Mar para a sua defesa e Litos abtes do intervalo reestabeleceu a igualdade. Nos primeiros minutos do segundo tempo, os estudantes carimabam a vitória, através de golos de Dame, grande golo do meio da rua, e de Gyano aos 54 minutos. A Académica depois do terceiro golo, geriu a vantagem e o Beira-mar nunca beliscou a vitória academista. Com este resultado, os aveirenses cem nos lugares de despromoção.

Paços de Ferreira 2-0 Desp. Aves

Com a vitória de Domingo, o PAços atinge dez meses sem perder em casa, marco notável para uma equipa com a dimensão dos pacenses. O jogo até foi fácil para os da casa, e Edson estaria em foco ao apontar o primeiro golo do jogo aos 25 minutos. O Aves tentou responder, e até dispôs de duas boas oportunidades, mas Peçanha evitou o golo. Na 2ª parte, Edson volta a estar no lance do golo, ao desmarcar Primo, que rematou certeiro para o segundo golo, estava decorridos 57 minutos de jogo. O Aves, cai na última posição com este resultado e já não pontua desde 17 de Setembro, no jogo com o Marítimo.

Nacional 2-1 U. Leiria

O Nacional quebrou duas tradições: ganhou ao Leiria em casa e venceu um jogo apitado por Hélio Santos. O jogo foi um pouco monotono, principalmente no primeiro tempo, tendo apenas como ponto alto, o bom golo do lateral esquerdo Alonso, que com um remate cheio de intenção e bem colocado, bateu o guarda-redes leiriense. No segundo tempo, o jogo apenas ganhou alguma emotividade entre o minuto 74 e o 76, altura em que Sougou empata a partida e Bruno dá novamente vantagem aos insulares. Até ao fim o resultado não se alterou e o Nacional, depois de três derrotas, nas primeira três jornadas, parece ter encontrado o rumo das vitórias. O Leira, pela vpz do seu treinador, foi muito crítico em relação a arbitragem.

Vit. Setúbal 1-2 Sp. Braga

Depois da derrota a meio da semana, para a UEFA, o Sp. de Braga apresentou-se forte em Setúbal, e em caso de vitória ascederia ao terceiro lugar. Foi o que aconteceu, primeiro com o golo do central, Paulo Jorge, mais um para a sua conta e a mostrar-se decisivo, depois de também ter apontado o golo da tranquilidade frente ao Benfica. O Braga foi sempre súperior e isso valeu o golo já perto do intervelo. No reatamento, Toni, mexeu na equipa, e as trocas deram o resultado pretendido, com Mbamba a marcar no reatamento da partida. Mas Janício cometeria uma falta para grande penalidade sobre Cesinha a dez minutos do fim, e Wender converteria no segundo golo dos bracarenses, o golo da vitória. Rogério Gonçalves, continua vitorioso desde que chegou a Braga, para o campeonato, e os arsenalistas estão agora na terceira posição a 8pts do líder FC Porto.