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29 de novembro de 2007

Liverpool 4-1 FC Porto

Estádio: Anfield Road
Espectadores: 41.025
Árbitro: Roberto Rosetti

Liverpool: Reina, Finnan, Carragher, Hypia e Arbeola, Gerrard, Mascherano e Voronin, Benayoun, Babel e Torres.
Treinador: Rafa Benítez. Jogaram ainda: Kewell, Crouch e Kuyt.

FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Cech, Assunção, Kazmierczak e Lucho, Mariano Gonzales, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Raul Meireles, Sektioui, Helder Postiga.

Furacão "El Niño" Torres, teve a passadeira de Stepanov sempre à sua disposição. Só assim se pode explicar resultado tão pesado, contrastando com uma exibição segura do FC Porto em Anfield Road.

Os responsáveis portistas sabiam que o jogo de ontem iria ser de um grau de dificuldade bastante elevado. Já não bastava ter que defrontar o vice-campeão europeu, no seu próprio terreno, com este a ter que vencer para acalentar esperanças de chegar à proxima fase da prova, o FC Porto ainda teve que se haver com erros defensívos infantis, que ditaram a copiosa derrota. Mas nem tudo foi mau. Os dragões apresentaram um futebol conciso, que por várias vezes chegou a assustar o público na bancada, mesmo com caras novas no onza, casos de Kazmierczak e Mariano Gonzales, assim como o regresso de Stepanov ao eixo defensívo. Estaría Jesualdo a pensar no classico de Sabado ao poupar Pedro Emanuel, Raul Meireles e Tarik? Talvês. O certo é que o FC Porto não perdeu identidade, embora a rigidez com que as pedras se mexiam fôsse notória.
O Liverpool assumiu o papel de dono do jogo desde o início do mesmo, como alias sería de esperar, também impulsionado pelo excelente público de Anfield. Desde o primeiro minuto que os atacantes da casa visavam a baliza de Helton, ora com remates perígosos, ora simplesmente com o aproximar a área portista. Aos 19 minutos deu-se o primeiro balde de água fria para os adeptos portugueses em geral, portistas em particular: canto da direita do ataque do Liverpool, apontado por Gerrard e bola teleguiada para a cabeça de "El Niño" Torres. Pelo meio uma escorregadela de Lucho, a permitir o cabeceamento vitorioso, à vontade, do atacante do Liverpool. Pode-se dizer que apartir deste momento, o FC Porto despertou para o jogo e imprimiu alguma pressão no último reduto Red, culminando com outro cruzamento teleguiado, desta feita de Kazmierczak para a cabeça de Lisandro Lopez, que livrando-se de Carragher, teve ainda tempo para se esticar o mais que pôde e com um bom gesto tecnico introduzir a bola na baliza de Reina. O mesmo Lisandro, minutos depois, teve o segundo golo nos pés, ao aparecer sozinho frente a Reina, mas o remate saiu ligeiramente ao lado. Apesar desta melhoría portista, o resultado não se alterou até ao intervalo.
No segundo tempo, o FC Porto não aguentou a pressão do Liverpool. A conjuntura de resultados neste grupo, quase que afastava os Reds da próxima fase e foi com esse pensamento que abordaram o segundo tempo, tendo demolido por completo o conjunto azul e branco, diga-se, com a ajuda dos mesmos. Primeiro, porque o FC Porto quebrou fisicamente, quando ainda faltavam trinta minutos por jogar, segundo, porque Jesualdo, ao retirar Kazmierczak, retirou também altura e segurança ao meio campo, terceiro, porque Lucho também quebrou permitindo o avanço de Gerrard no terreno. A tudo isto há que juntar a destreza de pensamento de Rafa Benítez, que Retirou Voronin de campo, majestuosamente anulado por Paulo Assunção, mas com esta substiuição o trinco desceu mais no terreno, convidando o Liverpool a subir. Por último há.. Stepanov. De uns jogos a esta parte, o central que vinha a ser um dos pilares do eixo defensívo tem feito erros atrás de erros, que têm custado pontos ao FC Porto, não so na Champions, mas também no campeonato.
O calvário do sérvio começou ao minuto 77, quando se deixou ultrapassar por Torres, permitindo ao avançado espanhol bisar na partida. Restava ao FC Porto resistir mais uns minutos, pois a derrota por 2-1 não sería uma desgraça. Mas não. Minutos depois o mesmo Stepanov tem um acto infantil, daqueles que leva qualquer treinador a ter um ataque de nervos, ao meter a mão à bola ao minuto 84, evitando que Kuyt chegasse a mais um cruzamento de Gerrard. resultado? Grande penalidade e Gerrard fez o 3-1. Já muito perto do final, tempo ainda para Peter Crouch fazer o seu golo, o quarto do jogo, após mais um canto de Gerrard, onde nem Bruno Alves, nem Helton quiseram saber da bola.
Em suma, um resultado algo pesado, mas justo, tendo em conta o jogo impressionante que o Liverpool fez, mostrando a outra dimensão a que esta equipa pertence. Quanto ao FC Porto, embora não beliscando as hipoteses de qualificação, pois os dragões continuam lideres do grupo, deixam-nos mais pressionados a ter que vencer o Besiktas, que após a vitória de ontem frente ao Marselha, têm também hipoteses de seguir em frente.

SL Benfica 1-1 AC Milan

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 46.034
Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)

SL Benfica: Quim, Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Léo, Petit e Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Adu e Cardozo

AC Milan: Dida, Bonera, Nesta, Kaladze e Serginho, Pirlo, Brocchi e Gatuso, Seedorf, Kaká e Gilardino.
Treinador: Carlo Ancelotti. Jogaram ainda: Maldini, Gourcuff e Oddo.

O Benfica deitou por terra as esperanças de seguir em Frente na Champions ao não conseguir vencer o AC Milan. Resta agora lutar pela UEFA.

Apesar de não ter conseguido vencer ontem, o Benfica terá feito um dos melhores jogos esta temporada, na Liga dos Campeões. Agora sim se nota a mão de Camacho na equipa, uma equipa que corre, luta, cria oportunidades de golo, falta apenas concretiza-los.
OCamacho voltou a jogar apenas com Nuno Gomes no meio de Nesta e Kaladze, mas o internacional português acabou por fazer uma boa exibição, faltando-lhe apenas o golo. Petit voltou à titularidade, aproveitando o castigo de Binya e o meio campo ganhou outra dimensão.
Do lado do Milan, no meio de tanta estrela, Pirlo, Kaká e Seedorf sobressaiam.
O jogo começou com os Campeões Europeus a encostarem o Benfica, aproveitando algumas desatenções e alguma falta de rotina na dupla Petit-Katsouranis. E foi de uma falta de atenção da defesa encarnada, que surgiu o primeiro golo, ao minuto 15. Pirlo recebeu a bola de um lançamento lateral, dominou, correu, preparou o remate e acabou mesmo por rematar, sem que qualquer jogador do Benfica saísse ao seu encontro. Resultado, grande golo, sem hipoteses para Quim. Parecía começar aqui o calvário encarnado, pois o Milan enchia o campo todo e do Benfica.. nada.
Mas pouco depois, o Benfica pdería ter chegado ao golo, não fôsse o carrinho providencial de Kaladze a evitar que o remate de Nuno Gomes, após falha de Nesta, beija-se as redes. Foi este o mote, para que o Benfica toma-se conta do jogo, e passa-se a dominar por completo o Campeão Europeu. Para mais, minutos depois, Maxi Pereira arranca excelente pontapé, cheio de raiva e confiança, também sem hipoteses para Dida. Estava feito o empate, com o público a explodir de alegría e a empurrar a equipa para a frente.
Nesta fase, Rui Costa começou a abrir o livro e a criar calafrios na defesa milanesa, mas sería dos pés dos uruguaios Rodríguez e Pereira que sairam as melhores ocasiões, com o extremo esquerdo a atirar ao lado por duas vezes, e com Pereira a deslumbrar-se perante tanta facilidade, apenas com Dida pela frente à passagem dos 35 minutos de jogo. O intervalo chegou pouco depois, sem que o resultado se altera-se.
Para o segundo tempo, Ancelotti percebeu as dificuldades de Serginho perante Maxi Pereira e bloqueou a acção do extremo com a entrada de Maldini. Pouco depois, Gourcuff entrou para o lugar de Brocchi e os caminhos para a área do Milan foram-se fechando, bem ao seu jeito. Apenas de fora da área os encarnados criavam perígo, mas também não tinham muito com que se preocupar, pois os italianos pouco fizeram na segunda parte. A jogada de maior perígo para o Benfica durante a segunda parte, aconteceu aos 66 minutos, com Nuno Gomes a ter golo nos pés num remate à meia volta, depois de um excelente cruzamento de Maxi Pereira, mas Dida estava no sítio certo. E se o Milan não fez nada durante toda a segunda parte, já muito perto do fim podería ter decidido a partida, com Kaká a falhar por duas vezes o golo (88' e 90'), apenas com Quim pela frente.
Em suma, o Benfica acabou por executar uma exibição sólida, plena de confiança e sobretudo, com garra, encostando o AC Milan as cordas, obrigando mesmo Ancelotti a dizer no final da partida que o empate foi um bom resultado, tendo em conta as dificuldades pelas quais a sua equipa passou. Embora o sonho dos oitavos de final se tenha esfumado no segundo golo do Celtic, já em período de descontos, o sonho da UEFA continua, bastando para isso vencer na Ucrânia. E se o Benfica jogar a este nível, vence de certeza.

8 de novembro de 2007

Sporting 2-2 AS Roma

Estádio: José Alvalade
Espectadores: 32.273
Árbitro: Frank De Bleeckere


Sporting: Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Izmailov, João Moutinho e Romagnoli, Yannick e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Vukcevik e Pereirinha.

AS Roma: Doni, Cicinho, Mexès, Juan e Cassetti, De Rossi, Perrotta, Giuly, Mancini e Pizarro, Vucinic.
Treinador: Luciano Spaletti. Jogaram ainda: Ferrari, Esposito e Brighi.

Do céu ao inferno num minuto. Quando toda a gente em Alvalade fazia contas aos 3 pontos e consequentes possibilidades de apuramento, Polga traiu as expectativas e esteve ligado ao golo do empate da Roma sendo… o autor do mesmo.

O Sporting fez com toda a certeza, o melhor jogo de toda a época frente a AS Roma. No entanto, o jogo até começou mal. Cassetti, logo aos 4 minutos atirou uma bomba de fora da área, imparável para Tiago. Estava feito o primeiro da partida. Mas uma reacção estonteante dos jogadores do Sporting levou a equipa para uma das melhores exibições da época. Aos 13 minutos, Liedson marcou um golo que acabou por ser invalidado pelo juiz da partida, por suposta falta do levezinho sobre o guardião romano. Os leões continuaram a dominar e aroma apenas defendia a vantagem, à boa maneira italiana, até que ao minuto 22, Liedson acabou por empatar mesmo. A jogada começa num centro de Izmailov, com Yannick a importunar Mexès, que por sua vez importunou Doni, com o guardião a deixar a bola seguir para os pés de Liedson. Estava feito a empate, diga-se de todo merecido para o Sporting. Com a Roma encostada as cordas, devido a acção principal de Miguel Veloso, a comandar o meio campo, com Romagnoli a distribuir jogo como ainda não tinha feito esta temporada, o Sporting poderia ter ido para o intervalo a vencer, não fosse o remate de Liedson as malhas laterais, e mesmo em cima do apito do árbitro, Moutinho ainda tirou tinta do poste esquerdo de Doni, com um espectacular remate de fora da área, em zona frontal.
Na segunda parte, o Sporting continuou a dominar a partida, já sem a frescura da primeira parte, mas com igual vontade e querer. Bento mexeu na equipa, retirando Yannick e fazendo entrar Vukcevic aos 63 minutos, e logo de seguida Liedson vira o marcador, com um espectacular voo de peixe, indo com a cabeça onde muitos não vão com os pés. A jogada é de Romagnoli, o centro é de Izmailov. Os romanos não encontravam argumentos para chegar perto da baliza leonina, por isso limitavam-se aos remates de meia distância, inconsequentes e tortos. Mas a um minuto dos 90, grande balde de água fria, que transforma este empate numa terrível derrota para o Sporting. Livre favorável à Roma, com Pizarro a rematar de fora da área em zona frontal, com a bola a bater na cabeça de Polga e a trair o desamparado Tiago. Dois golos sofridos sem culpa em nenhum e sem mais nada poder fazer. A alegria virou tristeza, e ao Sporting afigura-se agora algo complicada a passagem aos oitavos de final da prova, uma vez que, para isso acontecer, a Roma não pode vencer mais nenhum jogo até final.

7 de novembro de 2007

FC Porto 2-1 O. Marselha

Estádio: Estádio do Dragão
Espectadores: 42.217
Árbitro: Wolfgang Stark


FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Raul Meireles e Marek Cech, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Hélder Postiga, Bolatti e Mariano Gonzales.

Marselha: Mandanda, Bonnart, Givet, Rodriguez e Taiwo, M’Bami e Cana, Valbuena, Nasri e Ayew, Niang.
Treinador: Eric Gerets. Jogaram ainda: Cissé, Arrache e Cheyrou.


O FC Porto assumiu a liderança do Grupo A depois da vitória de ontem frente ao Marselha. Basta agora não perder em Anfield para os azuis e brancos seguirem em frente na prova.

Uma vitória difícil, num jogo difícil. O Marselha apresentou no estádio do Dragão um esquema algo retraído, que lhe permitiu dominar territorialmente durante toda a partida. O esquema de 4x2x3x1, permitiu à equipa francesa ter mais gente no meio campo, o que, contrastando com os três homens de Jesualdo, permitiu ao Marselha ter mais posse de bola e ser mais dominador. Mas como não é esse aspecto que ganha jogos, o FC Porto soube contornar essa dificuldade.
Numa primeira parte algo fria em termos de situações de golo, Tarik abriu o livro e fez sozinho a melhor jogada de todo o encontro, culminando-a com o que, concerteza será, o melhor golo da Liga dos Campeões desta temporada. Estavam decorridos 27 minutos de jogo e Tarik pegou na bola perto do meio campo e passou por cinco jogadores do Marselha, guarda-redes incluído, para abrir o marcador. O melhor do Marselha, surgiu já perto do intervalo, com Niang a fugir a Stepanov, mas a rematar as malhas laterais. O FC Porto ia para o intervalo a vencer merecidamente.
A segunda parte abriu com o golo de Niang. Balde de água fria para os adeptos portistas, pois o avançado do Marselha foi mais rápido que Stepanov, à semelhança do jogo em França, batendo Helton com um remate de cabeça. O FC Porto abanou um pouquinho, mas na última meia hora foi para cima do adversário, com Jesualdo a lançar Postiga no lugar de Cech. Gerets respondeu colocando Cissé no lugar do esgotado Niang, mas sería Lisandro, mais uma vez, a resolver a questão a dez minutos do fim, respondendo de cabeça a um excelente cruzamento de Quaresma, numa das poucas vezes em que o extremo esteve em foco no jogo. Até ao final, os franceses tentaram o empate mas sempre sem sucesso. Com esta vitória, o FC Porto assume o primeiro lugar do grupo A e está em excelentes condições de seguir para os oitavos de final da prova, bastando um empate no terreno do Liverpool, próximo adversário dos portistas.

Celtic 1-0 SL Benfica

Estádio: Celtic Park
Espectadores: 60.000
Árbitro: Martin Hansson (Suécia)


Celtic: Boruc, Caldwell, Kennedy, McManus e Naylor, McGeady, Hartley, Jarosik e Scott Brown, Vennegoor of Hesselink e McDonald.
Treinador: Gordon Strachan. Jogaram ainda: Killen, Donati e Sno.


SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Edcarlos e Léo, Binya e Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Nuno Gomes e Bergessio.


O Benfica voltou a marcar passo na Champios e agora ocupa a última posição do grupo, pondo em risco o apuramento para a fase seguinte da prova e mesmo para a Taça UEFA.


Não se pode dizer que o Benfica ontém não jogou futebol. Sería mentira. O Benfica jogou futebol, a espaços bom futebol, chegando mesmo a assustar os adeptos do Celtic, que não esperavam outra coisa que não a vitória, para acalentarem o sonho da passagem aos oitavos de final da prova pela segunda vez consecutiva. Camacho disse que este jogo era para homens e o presidente relembrou que estava tudo nas mãos dos jogadores. E de facto tinha razão. Os jogadores do Benfica demonstram um elevado índice de criação de jogadas de golo, e até de remates à baliza, mas não é isso que ganha os jogos. Com a mesma facilidade com que criam oportunidades também as falham. Camacho voltou a deixar Cardozo sozinho na frente de ataque, dando mais consistência ao meio campo, zona forte do adversário de ontém. Nakamura não jogou, o Celtic perdeu alguma fantasia, mas não velocidade, sempre pelas alas com McGeady e Scott Brown em destaque. Do lado dos encarnados, o caudal ofensivo era conduzido em grande parte por Cardozo e Rui Costa, com Cristian Rodriguez, de quando em vez, a assumir também esse papel. Mas um jogo de futebol pode ser decidido por detalhes e foi isso que aconteceu. Depois de um bom início de jogo, onde o Benfica podería ter chegado ao golo logo aos 6 minutos, com Cardozo a ter a primeira perdida da noite. O Celtic tentou responder e não fosse Quim, o resultado ao intervalo podería ser outro, pois com mais algumas boas defesas, ao minuto 17 e depois ao 22 a remates de Brown e McDonald, foi adiando o golo. O Benfica foi ligeiramente superior em termos de futebol jogado, mas já no último suspiro, mesmo antes do intervalo, McGeady deitou por terra as aspirações encarnadas, com a colaboração inadvertida de Luisão, que sem querer, desviou a bola de Quim. No segundo tempo, o Benfica foi uma sombra da primeira parte, e Cardozo voltou a dispôr de uma oportunidade, daquelas que não se falham, para empatar, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza de Boruc. A machadada final foi dada pelo proprio treinador, mais uma vez retirando de campo Cardozo e Rui Costa, os jogadores que mais perígo criaram, para fazer entrar Nuno Gomes e Bergessio e o Benfica desapareceu de campo, dando ao Celtic a oportunidade de subir e criar mais perígo, resolvido por Quim. Tempo ainda para Binya ser expulso por entrada dura sobre um adversário, tendo visto o cartão vermelho directo.
Em suma, um jogador de 9 milhões de euros, não pode falhaer tantos golos como Cardozo tem falhado, não só neste jogo, mas no geral dos jogos que já realizou pelo Benfica. Agora, aos encarnados resta esperar por um milagre para chegar aos oitavos de final e talvês um pouco de esperança e acerto, para chegar à UEFA.

4 de outubro de 2007

Dín. Kiev 1-2 Sporting

Estádio: NSC Olympiyskiy
Árbitro: Bertrand Layec
Espectadores: 35.000

Dínamo de Kiev: Shovkovskiy, Mikhalik, Vashuck e Gravancic, Yussuf, Ghioane, El Kaddouri, Diogo Rincón e Corrêa, Milveskiy e Shatskikh
Treinador: Jozsef Szabó. Jogaram ainda: Gusev e Kléber

Sporting: Stojkovic, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic e Romagnoli, Yannick Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Izmailov, Paredes e Gladstone.



O Sporting conseguiu a primeira vitória fora na liga dos campeões, ao fim de 10 jogos. É preciso recuar até 1970, para ver a última vitória fora, em Malta, frente ao Floriana por 4-0.
No entanto, o jogo não foi fácil. O Sporting entrou melhor, tanto anímica como tacticamente. O Dínamo mudou de treinador a pouco tempo, ocupa uma posição sofrível no campeonato e jogou num 3x5x2 muito permissivo, o que permitiu ao meio campo do Sporting dominar nos primeiros minutos da partida, tendo chegado ao golo, aos 15 minutos, na sequência de um lance onde os ucranianos pediam falta de Tonel sobre o guarda-redes. Szabó percebeu o problema que tinha no miolo do terreno e começou a lateralizar o jogo, confundindo os jogadores do Sporting. No meio dessa desorientação, o Dínamo chegou ao golo, aproveitando a falha de marcação a Vaschuk, perto da meia hora de jogo. O Sporting entrou nos eixos novamente, e pouco depois, Polga, numa estreia a marcar pelos leões, apontou o segundo golo, dando vantagem ao Sporting ao intervalo.
No segundo tempo, o Sporting defendeu a vantagem com unhas e dentes e ainda teve oportunidades para fazer o 1-3, com a oportunidade mais flagrante a ser desperdiçada por Yannick Djaló, que depois de isolado por Liedson, rematou fraco e á figura de Shovkovskiy.
O Dínamo também poderia ter chegado ao empate, mas a grande exibição de Soijkovic não o permitiu. A melhor oportunidade de golo dos ucranianos surgiu ao minuto 66, com Kléber a aparecer isolado em frente ao guardião leonino após mau passe de Miguel Veloso, mas o guarda-redes foi exemplar nos reflexos e evitou o golo.
Com esta vitória, o Sporting entra nas contas do Grupo H e terá que pontuar frente à Roma para aspirar a uma passagem à fase seguinte.

Besiktas 0-1 FC Porto

Estádio: Inonu
Árbitro: Pieter Vink (Holanda)
Espectadores: 28.000

Besiktas: Hakan, Kurtulus, Gokhan Zan, Toroman e Uzulmez, Cissé, Tello e Delgado, Ozkan, Akin e Bobo.
Treinador: Ertugrul Saglam. Jogaram ainda: Márcio Nobre, Federico Higuaín e Ali Tandogan.

FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Marek Cech, Leandro Lima e Adriano.



No inferno turco de Inonu, o FC Porto acabou por alcançar o céu, quando não esperava mais que o limbo. Com uma primeira parte algo pálida, os comandados de Jesualdo Ferreira souberam gerir a pressão exercida pela equipa do jovem técnico Saglam e do incansável público. No primeiro tempo, foi o Besiktas que esteve mais perto do golo, com várias ocasiões junto da baliza de Helton, sendo nesta fase do jogo, o salvador da honra portista. Nos primeiros trinta minutos de jogo, os turcos dispuseram de duas boas ocasiões para marcar, ambas praticamente no mesmo minuto, com o central Toroman a ser um dos protagonistas dos dois lances. No primeiro, Helton defende por instinto o remate do central, após canto marcado por Tello, que jogou mais à frente no terreno deixando a posição de lateral, na outra minutos depois, o mesmo jogador aparece sem marcação na pequena área, após um lançamento lateral longo, tendo no entanto, atirado ao lado das malhas portistas. Nesse período, o FC Porto dispôs também de uma excelente ocasião, quando Quaresma inventou uma trivela que encontrou Tarik solto a mais de trinta metros, já quase dentro da pequena área, tendo o marroquino desperdiçado a oportunidade.
Já no segundo tempo, o FC Porto entrou melhor e pode-se dizer, foi bastante superior ao Besiktas, criando as melhores oportunidades deste período do encontro. No entanto, alguma azelhiçe, aliada a algum nervosismo, prolongaram o longo calvário até ao cair do pano. Primeiro foi Raul Meireles a chegar atrasado a um cruzamento de Lucho aos 53 minutos, depois seria Quaresma a falhar a melhor oportunidade do FC Porto em toda a partida, a passe de Lisandro. Sozinho, sem marcação, mesmo em frente a Hakan, acertou mal na bola e esta saiu ao lado, pondo em desespero as hostes portistas. Pouco depois, seria Adriano a desperdiçar nova oportunidade, a passe de Cech, mas o brasileiro estava em fora de jogo. Nos últimos minutos da partida, com os adeptos turcos a serem verdadeiramente o 13º jogador, Federico Higuaín teve o golo nos pés, aparecendo isolado já dentro da área frente a Helton, mas o guardião portista fez uma defesa enorme segurando, pelo menos, o empate. E quando já toda a gente esperava pela divisão pontual, Leandro Lima dá um balão que cai nos pés mágicos de Lucho, que sem perder tempo, desmarca Quaresma na direita, que com um misto de sorte, pois acerta na bola de raspão, faz passar a bola por baixo do corpo de Hakan, dando então a vitória aos dragões. De referir, que apesar da derrota os turcos foram exemplares na sua aceitação, a fazer lembrar os adeptos ingleses. Depois do apito final de Vink os adeptos da casa ovacionaram o extremo portista, tendo batido palmas como se de um jogador da equipa da casa se tratasse. Como medida de retribuição, Quaresma ofereceu a sua camisola ao público. Com esta vitória, os dragões posicionam-se no segundo lugar do grupo A com 4 pontos, atrás do Marselha, que ontem venceu o Liverpool, e já lidera com 6 pontos.

Benfica 0-1 Shakthar Donetsk

Estádio: Estádio da Luz
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
Espectadores:


SL Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Edcarlos e Léo, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa, Dí María, Rodriguez e Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Nuno Gomes e Binya.

Shakthar: Pyatov, Srna, Chygrynskiy, Kucher e Rat, Lewandowsky, Ilsinho, Jadson e Fernandinho, Lucarelli e Brandão.
Treinador: Mircea Lucescu. Jogaram ainda: Neri Castillo, Duljaj e Hubschmann.



O Benfica perdeu na Luz, ao fim de mais um ano e novamente para a Liga dos Campeões. A derrota de ontém deixa um sabor amargo, muito amargo. Vi a inoperância atacante de uma equipa, que até criou algumas boas situações de golo, casos dos remates de Rodríguez logo aos 3 minutos, bem defendido por Pyatov, e o lance de Dí María, a levar tudo e todos ao minuto 28, mas a ser parado apenas pela barra da baliza ucrâniana. Ontem na frente de ataque, jogou Cardozo em vez de Nuno Gomes, mas a equipa não está preparada para jogar com um ponta de lança com as caracteristicas do paraguaio. É necessário existir no plantel bons flanqueadores e princípalmente com boa capacidade para executar centros tensos, à medida da cabeça do atacante, coisa que de momento no Benfica não existe. Logo, a alternativa são os remates de meia distância, tortos, ou frouxos, sem muito perígo. O Shakthar, mais cómodo e sem a ansiedade do Benfica, jogou em contra-ataque, explorando as lacunas encarnandas nas laterais. A Nelson e a Léo, cairam Ilsinho e Fernandinho, que deram muito que fazer, sobrando Jadson, atrás dos pontas de lança, Lucarelli e Brandão. E sería em contra-ataque que os ucraniânos faríam o único golo do jogo, ao minuto 42, depois de mais uma perda de bola infantil, camuflada por uma lesão muscular de Nelson. Os jogadores do Shakthar aproveitaram o balanceamento da equipa e apanharam a defesa em contrapé, precisando apenas de finalizar com calma.
No segundo tempo, o Benfica parecía uma equipa transtornada, nunca chegando a tempo aos lances, nervosa e desinspirada, o que originou muitas jogadas faltosas, entradas por trás e cartões, com alguns deles a merecerem mais que o amarelo. O Shakthar, sempre na sua toada, foi criando ocasiões de golo, que apenas por manifesto desinteresse (ou talvêz não) não foram concretizadas. Já perto do final da partida, e aproveitando os lancamentos longos de Binya, o Benfica voltou a criar algum perígo, chegando a estar mesmo perto do golo, num lance de Edcarlos, salvo por um defesa mesmo em cima do risco de baliza. Diga-se que o empate sería um duro castigo... para o Shakthar.
Com mais esta derrota, o Benfica vê a passagem aos oitavos de final por um canudo, e começa a perder também o comboio da UEFA, pois agora será quase que obrigado a vecer os dois jogos contra o Celtic e a não perder mais nenhum. Para registo fica, em cinco jogos, apenas 2 golos apontados e nenhuma vitória. Mau de mais para um candidato ao título.

21 de setembro de 2007

Competições Europeias.

A estreia das 7 equipas portuguesas nas competições da UEFA pautou-se pela mediocridade de resultados, embora em alguns casos, acima das expectativas. Mas para história ficam apenas os registos, e aí, em sete jogos houve seis derrotas e apenas um empate, o que deixa claramente à vista, uma certa dificuldade dos clubes portugueses ao mais alto nível da Europa, mesmo os três grandes. Mas vamos por partes.

Liga dos Campeões

FC Porto e Benfica foram os primeiros clubes a entrar em competição, na passada terça feira. Os jogos não eram nada fáceis, pois os adversários de dragões e águias eram, nada mais, nada menos, do que os dois últimos finalistas da Champions League.

Ser melhor e… empatar

No Dragão, o FC Porto entrou verdadeiramente endiabrado e logo aos três minutos, Lisandro poderia ter aberto o marcador, caso aproveita-se da melhor forma um erro de Finnan. Rafa Benítez não pôde contar com Xabi Alonso e Riise por lesão, daí ter apostado em Gerrard ao lado de Mascherano com Babel na esquerda e Pennant na direita, parando a criatividade de Quaresma e o ímpeto atacante de Bosingwa, obrigando os campeões nacionais a jogarem pelo miolo, onde os dois médios já referidos, mais Hypia e Carragher no eixo defensivo, iam parando tudo.
Neste primeiro jogo, Jesualdo não inventou como de costume, mantendo o esquema táctico no 4x3x3, com Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles no miolo do terreno e Lisandro jogando a ponta de lança, mais uma vez com Tarik Sektiui na direita, ele, que atravessa o difícil período do Ramadão muçulmano.
E foi mesmo o marroquino que cavou, mais uma, grande penalidade, aos 8 minutos de jogo. Lucho desmarcou o rápido extremo, que ultrapassou Hypia sem dificuldade, mas foi travado por Reina. Lucho converteu a grande penalidade e apontou o primeiro da noite. Parecia que se preparava mais uma grande noite europeia no Dragão, tal era o caudal ofensivo do FC Porto e a desinspiração dos ingleses. Mas dez minutos depois, foi a vez de Kuyt aparecer, e depois de uma jogada estudada, na sequência de um livre, apontou o golo da igualdade, depois de servido pelo gigante Hypia. O jogo decaiu um pouco de intensidade, mas o FC Porto foi sempre superior. Na segunda parte, Pennant acabou expulso por acumulação de amarelos, e o FC Porto voltou a crescer, mas esbarrou na muralha defensiva dos Reds, bem composta por Gerrard e Mascherano no meio campo e Hypia e Carragher no eixo defensivo. O Liverpool desapareceu, mas o FC Porto também não apareceu como devia. Jesualdo retirou Raul Meireles e Tarik logo a seguir a expulsão, fazendo entrar Mariano Gonzales e Farías, mas os caminhos estavam todos fechados. E poderia ter sido mesmo o Liverpool a vencer, não fosse Quaresma a tirar o pão da boca a Kuyt, depois de excelente jogada de Gerrard, encima do minuto 90.
Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um amargo de boca no conjunto português, e com o sentido de dever cumprido, da equipa de Benítez, que jogou claramente para não perder, alias, muito ao seu estilo de quando em vez.

A derrota anunciada

Em San Siro, a história das derrotas encarnadas na competição é sempre a mesma. Erros que se pagam caro, alterações tácticas a última hora, desentendimentos inacreditáveis entre os jogadores, enfim, de tudo um pouco. Claro que a somar a tudo isto, estava do outro lado do terreno, o Campeão Europeu em título, o AC Milan, uma das equipas mais cínicas de todo o futebol italiano, ou não fosse treinado por Carlo Ancelotti, treinador com a mentalidade da velha guarda italiana. Claro também que quem tem um meio campo com Ambrosini, Pirlo, Seedorf e Kaká, arrisca-se a ganhar sempre. O Benfica entrou nervoso, cometeu muitos erros no início da partida, e foi de um desses erros que surgiu o primeiro golo. Aos 8 minutos, depois de um desentendimento entre Katsouranis e Luís Filipe, o ex-braga cometeu falta, que coube a Pirlo apontar. A bola estava descaída para esquerda, por isso era normal que Quim pensa-se no cruzamento. Mas o italiano pensou no remate directo, e se bem pensou, melhor executou, com um remate puxado ao poste esquerdo da baliza encarnada, com o guarda-redes ainda a tocar na bola mas sem hipóteses de defesa. A partir deste momento, o AC Milan cresceu ainda mais, mas aí Quim esteve também grande, negando por diversas vezes o golo a Inzaghi e a Kaká. O Benfica tentou equilibrar as contas e teve mesmo uma oportunidade para empatar a partida, ao minuto 22, mas o cabeceamento de Cardozo, que parece chegar tarde ao passe de Di Maria, acerta no poste. Dois minutos depois, o fim do jogo para os encarnados. Na sequência de um canto a favor do Benfica e depois de, mais um, mau passe de Miguel Vítor, Kaká correu pelo campo fora na posse de bola, apanhando a defesa encarnada em contrapé, cedendo depois a bola a Pirlo, que magistralmente a colocou nos pés de Inzaghi, que com toda a calma do mundo bateu Quim pela segunda vez. A partir deste momento, o jogo passou a ser gerido pelos milaneses, ao seu ritmo, com o Benfica a tentar responder, mas sem sucesso. Continuaria a ser Quim, a figura principal do jogo, evitando por mais duas ocasiões o terceiro golo do Milan, uma a Kaká ao minuto 54, outra a Inzaghi ao minuto 77. Já no final da partida, Nuno Gomes amenizou a derrota, com um golo apontado de baliza aberta, depois de assistência de Katsouranis. No final, a derrota do Benfica acaba por ser correcta, denotando alguma falta de ambição de Camacho nas alterações, principalmente quando retirou Cardozo para fazer entrar Nuno Gomes, em vez de jogar com os
dois, e não ter retirado Maxi Pereira, muito abaixo das suas capacidades.

O golo que não doeu

Em Alvalade, na quarta-feira, o jogo teve duas partes distintas. No primeiro tempo, o conjunto de Paulo Bento foi muito superior ao Red Devils, muito por culpa do losango do meio campo, onde Miguel Veloso esteve imperial, com Izmailov e Romagnoli em bom plano também. Já Moutinho, passou um pouco ao lado do jogo.
Um futebol bonito e rápido, mostrou um Sporting nada amedrontado com o poderio do campeão inglês, mais lento e permissivo. Liedson, aos 28 minutos teve o golo nos pés, mas Van der Sar opôs-se com grande qualidade. Alias, o guardião do United, esteve em bom plano, evitando por diversas vezes males maiores para as suas redes.
Na segunda parte o Manchester United, com Ronaldo e Nani nas alas, foi mais rápido, com o meio campo a subir mais e a encostar o Sporting à sua área, algo que os leões não souberam contornar. E seria Cristiano Ronaldo a dar a "facada" no seu antigo clube, quando aos 62 minutos mergulhou da melhor forma a um cruzamento de Brown, aproveitando a única falha de Abel na marcação. O prodígio português festejou o golo.. pedindo desculpas aos adeptos e foi aplaudido pela plateia leonina, como se o golo tivesse sido do Sporting. Paulo Bento fez entrar logo de seguida Purovic, e passados alguns minutos alterou o esquema para o 3x4x3, e assim o Sporting voltou a pressionar e a chegar perto da área de Van der Sar, mas apenas de meia distância é que aparecia o perigo. A melhor oportunidade do Sporting para chegar ao golo aconteceu ao minuto 78, com Tonel a proporcionar a Van der Sar a melhor defesa da noite, após cruzamento de Vukcevic. Na recarga, Djaló atirou por cima da baliza do United.

UEFA

Na Taça UEFA, a derrota do Sp. Braga acaba por ser o resultado mais frustrante dos quatro envolvidos. Jogando com uma equipa teoricamente inferior, os bracarenses evidenciaram algum vedetismo, principalmente no primeiro tempo, que lhe valeu o dissabor. Embora tenha enviado duas bolas aos postes da baliza do Hammarby, o certo é que o Braga podia e devia ter feito mais. No segundo tempo Andersson foi a estrela dos da casa, pois foi ele que apontou os dois golos do conjunto. O primeiro, ganhando em força aos centrais e rematando sem hipóteses para Dani, o segundo na sequencia de um livre indirecto, com a colaboração do guardião, embora possa não ter visto a bola partir. Pelo meio, Roland Linz abriu o livro, e depois de um excelente trabalho recebendo a bola de costas e rodando para a baliza, bateu sem hipóteses para o empate.

Em Munique, o Belenenses até conseguiu um resultado lisonjeiro, perdendo por 1-0, que deixa a hipótese dos lisboetas se classificarem. Não que o plantel do Belenenses não tenha qualidade, mas a qualidade do Bayern é sobejamente superior. Essa superioridade poderia ter ficado demonstrada nos minutos iniciais, mas Toni falhou por algumas ocasiões o golo. Ribéry, o elemento mais irrequieto dos bávaros ia deixando a cabeça da defesa em água, teve também uma grande exibição. Hugo Alcântara poderia ter marcado o primeiro golo para o Belenenses, na sequência de um livre a favor do conjunto português, mas o remate de longe, foi bem controlado por Kahn. E ao minuto 34 surgiu o golo do Bayern. Mau passe de Silas, que apanhou Van Bommel sozinho, e de primeira meteu em Toni, que bateu Costinha com calma e mestria. A partir deste momento, os alemães, tinham o jogo ganho, pois foi visível a falta de argumentos dos homens de Jesus em chegar à frente. E Hitzfeld até ajudou, retirando Toni aos 64 minutos e Ribéry aos 84. Para a história, fica a derrota apenas por 1-0, resultado que permite ao Belenenses sonhar com uma gracinha, daqui a quinze dias.

A União de Leiria, teve o resultado mais desnivelado. A derrota por 3-1 espelha bem a diferença entre as duas equipas. O Leverkusen foi sempre superior e o resultado só não foi mais desnivelado, por manifesta falta de sorte dos atacantes da equipa alemã e… Fernando. A história do jogo começou a escrever-se logo ao minuto 19, quando na sequência de um livre, Laranjeiro não consegue o corte, com a bola a cair em Kiesseling, que bateu o desamparado Fernando. Na única vez que o Leiria chegou à baliza de Adler, empatou. Jogada de insistência do ataque português, com a bola a sobrar para João Paulo bater o guardião do Bayer, contando ainda com a ajuda do poste.
Mas três minutos depois, novo golo dos da casa, acabando com as aspirações leirienses. Novamente na sequencia de um livre, Rolfes apareceu do nada, batendo Fernando, que não teve hipóteses de defesa. A partir deste momento, o Leiria desapareceu e apareceu Fernando, que por três ocasiões evitou o pior para a sua baliza. O Leiria ainda respondeu após o intervalo com a entrada de Sougou, que deu mais rapidez e perigo ao ataque luso, mas seria Kiesseling a sentenciar o jogo ao minuto 79, novamente após um livre de Gresko, ao primeiro poste. Barnetta ainda pôde ampliar o marcador, já perto do fim, após novo brinde de Laranjeiro, mas o remate saiu ao lado.

O único clube português a jogar em casa na noite de ontem, o Paços de Ferreira, poderia ter alcançado outro resultado, que não a derrota, caso as balizas tivessem mais 50cm de altura. No Estádio do Bessa, com muitos pacenses, o AZ Alkmaar, não parecia ser a quarta equipa do Ranking na Taça UEFA. Embora com um início forte, os holandeses cedo cederam o comando à equipa de José Mota. Dembélé teve a melhor oportunidade de golo ao minuto 16, mas Peçanha, ao seu estilo, efectuou enorme defesa. A melhor oportunidade de golo para o Paços no primeiro tempo, surgiu ao minuto 37, quando Edson vê Waterman adiantado, mas o chapéu bateu com estrondo na barra.
No segundo tempo, o Paços de Ferreira continuou a ofuscar o AZ, e seria desta vez Dedé a atirar à barra, a cerca de quinze minutos do fim, na sequência de uma jogada de insistência. O Paços apertou, e aos 83 minutos foi De Zeeuw a evitar o golo dos "castores" ao tirar a bola rematada por Dedé encima da linha de golo. E como no futebol, quem não marca, sofre, ao minuto 88 Pocognoli deu um cariz injusto ao marcador, ao fugir a Márcio Carioca num canto apontado da esquerda, e cabecear sem hipóteses de defesa para Peçanha, na única vez que o AZ Alkmaar foi ao ataque no segundo tempo.

25 de maio de 2007

Milan vence final de Atenas e torna-se Campeão Europeu

Estádio: Olímpico de Atenas
Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)

AC Milan: Dida, Oddo, Nesta, Jankulovski e Maldini, Gattuso e Seedorf, Pirlo, Ambrosini e Kaká, Inzaghi.
Treinador: Carlo Ancelotti. Jogaram ainda: Kaladze, Gillardino e Favali.

Liverpool: Reina, Finnan, Agger, Carragher e Riise, Mascherano e Xabi Alonso, Zenden, Gerrard e Pennant, Kuyt.
Treinador: Rafa Benítez. Jogaram ainda: Kewel, Crouch e Arbeola.

Maldini: Quinto triunfo ao serviço do Milan

O AC Milan, venceu ontem a final da Liga dos Campeões e sagrou-se pela sétima vez Campeão da Europa. O Liverpool, que jogou a sua sétima final, não conseguiu vencer o seu sexto troféu, segundo de Rafa Benítez.
O jogo até parecia correr de feição aos Reds, que dominaram durante praticamente toda a partida, mas a matreirice italiana, com alguma ponta de sorte diga-se fizeram o resto.
Na primeira parte, a equipa do Liverpool teve mais bola, foi a equipa mais perigosa no relvado, tendo mesmo algumas ocasiões de golo, que não foram concretizadas. Neste particular, Pennant esteve em destaque, com duas excelentes ocasiões para marcar, tendo no entanto rematado ao lado. A equipa de Benítez jogou da mesma forma que tinha feito contra o Chelsea, ou seja, através de um futebol apoiado e com grande influência dos laterais e extremos. O Milan, jogou no seu tradicional 4x2x3x1, com Inzaghi na frente de ataque. A equipa milanesa esperou sempre pelos Reds, para depois sair a jogar em contra-ataque num futebol apoiado nos seus laterais, mas com maior influência para a acção de Oddo, um dos melhores em campo. O lateral subiu várias vezes pelo seu flanco, causando muitos desequilíbrios na defesa do Liverpool, mas com pouco aproveitamento dos avançados milaneses. Perto do intervalo, a equipa de Ancelotti chega ao golo, através da marcação de um livre directo, por falta sobre Kaká. Pirlo bateu o livre e a bola bateu ainda em Inzaghi antes de entrar na baliza do desamparado Reina.


Golo de Inzaghi: 2-0

No segundo tempo, o Milan dominou as operações, embora o Liverpool tenha tido mais posse de bola, sem no entanto conseguir furar a bem organizada defesa italiana. Ainda assim, Rafa Benítez tentou mudar a rumo dos acontecimentos a meia hora do fim do jogo, com a saída de Zenden, que tinha estado em dúvida para o jogo, e a entrada de Kewel. Ainda assim, o figurino do jogo não se alterou, com o Liverpool a dispor de mais remates à baliza, e neste particular, Gerrard esteve em foco, com duas situações que obrigaram Dida a aplicar-se. Já perto do fim, Benítez deu mais pendor atacante á equipa, com a entrada de Crouch para o lugar de Mascherano. Ancelotti respondeu com a entrada de Kaladze, para o lugar do esgotado Jankulovski. Aos 82 minutos, o golpe de misericórdia, dado mais uma vez por Pippo Inzaghi. Bem desmarcado por Kaká, o atacante italiano saiu no limite do fora de jogo, e depois de contornar Reina, bateu para o fundo das redes, fazendo assim o 2-0 a oito minutos do fim. Benítez via o sonho da segunda Taça dos Campeões a esfumar-se, mas Kuyt ainda deu esperanças ao reduzir a diferença ao minuto 88, no entanto a maior perspicácia aliada a experiência dos jogadores do Milan, não permitira que volta-se a acontecer o mesmo de Istambul, controlando o ímpeto dos jogadores do Liverpool, podendo festejar o sétimo triunfo na maior prova a nível de clubes da Europa. O AC Milan, conquista assim o seu sétimo troféu, com a particularidade de Maldini, veterano e incansável jogador dos italianos estar em cinco desses sete triunfos, estando agora a uma Taça de alcançar o recorde do lendário jogador do Real Madrid, Gento, que venceu seis troféus pelo clube espanhol, igualando desde já os cinco triunfos de Di Stefano e Zagarra, mais duas glorias dos Merengues. Paolo Maldini, tornou-se também o jogador mais velho (38 anos e 331 dias) a pisar o palco de uma final europeia.

23 de maio de 2007

Final da Champions League - É hoje!!

Hoje disputa-se em Atenas, a final mais aguardada da temporada, a da Champions League.
Liverpool e AC Milan, vão reeditar a final de 2005, na altura com vitória dos ingleses, através da marca das grandes penalidades, após uma recuperação fantástica: O Milan vencia por 3-0 ao intervalo.

Liverpool e AC Milan, não tiveram vida fácil na competição. Ambos começaram a prova na 3ª pré-eliminatória, sendo que os italianos tiveram a participação em risco, sendo depois repescados, devido ao caso Calciocaos, que obrigou a Juventus a descer de divisão, percorrendo depois toda a fase de grupos. Aqui, o AC Milan tinha alguma vantagem, pois ficou inserído no Grupo H, aquele que era teoricamente mais fraco, com adversários que não ofereceriam grande resistência ao poderío milanês, casos do AEK de Atenas, Lille e Anderlecht. Ainda assim, o AC Milan demonstrou alguma fragilidade, nunca tendo alcançado uma vitória concludente, chegando mesmo a perder os últimos dois jogos, altura em que tinha a classificação assegurada, permitindo assim um apróximar dos adversários.
O Liverpool, inserído no Grupo C, teve mais luta, nomeadamente por parte do PSV de Koeman. Cedo os ingleses e holandeses garantiram a classificação para a fase seguinte, e depois geriram a vantagem, com o Liverpool mais forte no confronto directo com a equipa de Eindhoven (0-0 na Holanda e 2-0 em Inglaterra).

Festa em Anfield, após vitória sobre o Chelsea


A partir dos oitavos de final, a carreira do Liverpool foi mais difícil que a dos congéneres italianos. Nesta fase, a equipa de Rafa Benítez defrontou o Bracelona, deslocando-se a Camp Nou no jogo da primeira mão, vencendo por 1-2, sendo depois derrotados em Anfield por 0-1, ainda assim suficiente para seguir em frente. No jogo dos quartos de final, o adversário foi novamente o PSV Eindhoven, e aqui a equipa inglesa terá tido os dois jogos mais fáceis da competição, tendo derrotado a equipa de Koeman por 0-3 no Phillips Stadium, acabando por vencer também em Anfield por 1-0. Nas meias finais, uma reedição, mais uma, das meias finais de 2005, com o Chelsea de José Mourinho como adversário. No jogo da primeira mão, os Blues venceram em Stamford Bridge, por 1-0, com golo de Joe Cole, mas no jogo de Anfield tudo foi diferente, e com o apoio de uma público fantástico o Liverpool chegou à vitória, ainda que só através de grandes penalidades, após vitória por 1-0 no tempo regulamentar e no prolongamento. Foi talvês o melhor jogo dos Reds na competição.

Kaká: Esperança do Milan este ano

Quanto ao AC Milan, o adversário dos oitavos de final foi o Celtic de Glasgow, equipa que atingia esta fase da competição pela primeira vez na sua história. Após um empate a zero no Celtic Park, a equipa de Kaká e companhia, acabou por vencer por 1-0 em San Siro, com um golo precisamente do prodígio brasileiro, grande baluarte do futebol milanês no momento.
A partir dos quartos de final, as facilidades deixaram de existir, e a equipa de Carlo Ancelotti começou a encontrar equipas de outro calíbre. Logo nessa fase, o adversário foi o Bayern de Munique, e após um comprometedor empate em San Siro a duas bolas, consentido já muito perto do fim do jogo, onde Kaká foi mais uma vez fundamental, a equipa viajou á Alemanha para vencer em Munique por 0-2, com golos de Inzaghi e Seedorf, que fêz uma excelente exibição nessa partida, sendo dele o passe para o segundo golo da autoría do atacante italiano. O Milan tinha a história do seu lado neste jogo, uma vez que os bavaros nunca venceram os milaneses para esta competição.
No jogo das meias finais, o Milan encontrou pela frente o Manchester United de Cristiano Ronaldo e companhia. Os ingleses vinham de uma eliminatória fácil com a Roma, onde após derrota em Itália, cilindraram a equipa de Totti em Old Trafford, aplicando uma goleada das antigas e como já não se vê nesta competição e numa fase já adiantada. 7-1 foi o resultado desse jogo, que deixava a equipa de Alex Ferguson num estado de graça, apoiada no futebol-fantasia do extremo português. Mas este jogo era mais do que isso. Era confronto entre dois dos melhores extremos do mundo, á procura da consagração. O jogo de Inglaterra correu de feição ao Milan, que arrancou um empate, com dois golos da estrela Kaká. No jogo de Itália, a história repetiu-se e Kaká voltou a ser fundamental, mais que o jogador portugues, na vitória por 3-0, num dos melhores jogos do Milan na cometição. Os outros golos foram apontados pelo inevitável Seedorf e por Gilardino, estrela que demora a brilhar.
As duas equipas encontram-se agora novamente. O AC Milan poderá salvar uma época marcada pelo Calciocaos e por um campeonato marcado pelo início com pontos negativos. E claro, tentará vingar a derrota de há duas épocas, e tem a história do seu lado: Foi neste estádio que o Milan derrotou o Barcelona, esmagando os catalães, na altura treinados por Johan Cruiff, por 4-0, na final de 1994. O Liverpool quererá, certamente, manter o estatuto de equipa da Champions League, e vencer a única competição em que realmente aposta, pois na Premiership não foi além de um terceiro lugar. Ambos os clubes têm tradição na competição, por isso o jogo será interessante de seguir.

Liverpool

Presenças na final: 7 ( com esta)

Vitórias: 5

Melhor marcador: Peter Crouch: 6 golos


AC Milan

Presenças na final: 11 (com esta)

Vitórias: 6

Melhor marcador: Kaká: 10 golos.

Equipas do jogo da final de 2005 em Istambul, Turquia


AC Milan: Dida; Cafú, Nesta, Stam, Maldini; Gattuso (Rui Costa, 112m), Pirlo, Seedorf (Serginho, 86m), Kaká; Shevchenko, Crespo (Tomasson, 85m)
Treinador: Carlo Ancelotti


Liverpool: Dudek; Finnan (Hamman, 46m), Carragher, Hyypia, Traoré; Xabi Alonso, Luís Garcia, Gerrard, Riise; Kewell (Smicer, 23m), Baros (Cisse, 85m).
Treinador: Rafa Benítez.



Vídeo do jogo:

3 de maio de 2007

Champions League - Meias Finais (2ª Mão)

Ontém ficou a saber-se quem defronta o Liverpool no dia 23 na final da Champions League, em Atenas.

Kaká: 10 golos na Champions League


O AC Milan, depois de uma derrota em Manchester, mas que ainda assim dava esperanças de qualificação, ultrapassou ontém o Manchester United vencendo expressívamente por 3-0, com Kaká, Seedorf e Gilardino a apontartem os golos. O AC Milan entrou bastante forte, e á meia hora de jogo já vencia por 2-0. O terceiro golo surgiu já na segunda parte. Sir Alex Ferguso, não esperava tamanha derrota... O AC Milan vai assim poder vingar a final de há duas épocas atrás, quando em Istambul foi derrotado pelo Liverpool, após estar a vencer por 3-0, e através da marca das grandes penalidades.


Jogadores do United desolados com o desfecho do jogo



Mourinho

Na Terça-Feira o Chelsea também acabou afastado da final pelo Liverpool. Depois da vantagem alcançada em Stamford Bridge, os comandados de Mourinho estiveram irreconhecíveis, não conseguindo segurar a avalanche futebolistica do Liverpool, impulsionada também pelo maravilhoso público de Anfield, que fêz júz ao slogan do clube: "You'll Never Walk Alone". Apesar de uma exibição de grande calíbre, o Liverpool apenas conseguiu afastar os blues, através da marca das grandes penalidades, onde Reina foi héroi, defendendo os pontapés de Robben e Gérémi.



Reina: Héroi de Anfield, á seguir a Dudek

26 de abril de 2007

Champions League - Meias Finais (1ª mão)

Grande jogo em Old Trafford

Já se realizaram os jogos da 1ª mão das meias finais da Champions League. O Manchester United, apesar da vitória, acaba por obter um resultado algo duvidoso, sabendo que tem que deslocar-se a San Siro na segunda mão. A vitória por 3-2 sobre o AC Milan deixa os Red Devils a um passo da final da competição. Cristiano Ronaldo esteve bem, obteve um golo, ainda que a meias com Dida. No entanto, a estrela a brilhar foi outra, brasileira, Kaka de seu nome. O jovem astro sul americano, marcou os dois golos dos milaneses e pôs a cabeça em água a defesa do United

Ronney o Ronaldo festejam mais um golo



Golo de Joe Cole


Ontém, ao fim de quatro jogos, o Chelsea consegue finalmente bater o Liverpool para a Champions League, depois de três empates e uma derrota. O jogo foi em Stamford Bridge, e o resultado foi favoravel aos blues, que marcaram através de Joe Cole ainda na primeira parte. O Liverpool foi uma equipa macía, mas tem tempo de rectificar o resultado daqui a uma semana em Anfield Road.

Jogo bastante renhido

12 de abril de 2007

Champions League - Quartos de Final (2ª Mão)

Estão encontrados os adversários de Chelsea e Manchester United. Ontém o Liverpool confirmou o que practicamente já se sabia, e o AC Milan acabou por vencer em Munique, o Bayern, confirmando assim a passagem as meias finais, e confirmando também a incapacidade dos baváros em vencerem os milaneses em jogos oficiais. Os jogos das meias finais estão assim ordenados: Chelsea-Liverpool e AC Milan-Manchester United.




O pragmatismo do AC Milan foi fundamental, para derrotar mais uma vêz esta equipa do Bayern de Munique. Depois do empate da primeira mão, que até favorecia o Bayern, Ancelotti preparou uma equipa matreira, e em apenas 4 minutos deitou por terra as pretensões baváras. Seedorf e Inzeghi, foram os homens dos golos, embora o holandês esteja em destaque, pois além de apontar o primeiro golo, assistiu primorosamente o companheiro para o segundo.





Em Anfield Road, o Liverpool confirmou aquilo que já se sabia. Um jogo de gestão, deu a hipotese ao terceiro classificado da Premiership apurar-se para as meias finais da Champions, onde reencontra o Chelsea de José Mourinho, reeditando assim a eliminatória de 04/05. Será o 14º confronto entre os dois treinadores, com saldo positivo para o português com seis vitórias, três empates e quatro vitórias para Benítez. Desde que chegou a Ingalterra, Mourinho tem estabelecido uma relação difícil com o homologo espanhol. Quanto ao jogo de ontém, Peter Crouch ainda teve tempo de confirmar a passagem as meias finais com mais um golo.

11 de abril de 2007

Champions League - Quartos de Final (2ª Mão)

Jogaram-se ontém dois jogos da segunda mão dos quartos de final da Champions League.



O Chelsea deslocou-se a Valência para defrontar a equipa de Miguel e Hugo Viana e acabou por vencer por 1-2. Os golos do Chelsea foram apontados já no decorrer da segunda parte, através de Shevchenko logo ao minuto 52 e depois por Essien ao minuto 90. O golo do Valência foi apontado pelo inevitável Morientes ainda no decorrer da primeira parte. Este golo fez sonhar os da casa, que anciavam por nova final na Champions League e apostavam nesta época.




No outro jogo do dia, aconteceu o impensável para Spaletti. Depois de ter vencido o Man. United em Roma por 2-1, os romanos foram literalmente trucidados pelo conjunto de alex Ferguson e Cristiano Ronaldo. O resultado final foi de 7-1 (!), com bis do português e participação directa em mais três dos sete golos. Este resultado foi o segundo maior alcançado por uma equipa nesta prova, depois de a Juventus já ter vencido o Olimpiakos por 7-0. Nunca uma equipa italiana tinha sofrido tantos golos num só jogo. Para a história fica a grande exibição, mais uma, de Cristiano Ronaldo, considerado o melhor jogador do mundo pelo seu colega de equipa Wayne Rooney.

9 de março de 2007

Champions League - Sorteio dos Quartos-de-Final


Realizou-se hoje o sorteio dos Quartos-de-Final da Champions League, e determinou desde logo o encontro entre Chelsea e Valência. Os comandados de José Mourinho defrontam os espanhois em Stamford Bridge na primeira mão, tendo que se deslocar ao difícil Mestalla na segunda. O Valência eliminou o Inter de Milão na ronda anterior, precisamente em casa, depois de ter iso ao Meazza empatar a 2 golos. O Chelsea ultrapassou com alguma dificuldade o FC Porto em Stamford Bridge, tendo vencido por 2-1, mas ainda esteve a perder por 0-1 ao intervalo.

O sorteio ditou ainda o encontro entre Milan e Bayern de Munique, dois clubes que já foram Campeões Europeus e que procuram reeditar o feito. O Manchester United defrontará a Roma, tendo que se deslocar ao Olimpico na primeira mão, jogando depois em casa a segunda. Por último, Ronal Koeman volta a encontrar o Liverpool, desta feita á frente do PSV Eindhoven. Os holandeses terão que se deslocar a Anfield no jogo da segunda mão. Recorde-se que o Liverpool eliminou o campeão em título Barcelona, enquanto que os holandeses eliminaram o Arsenal.


Foi também delineado o resto dos jogos até á final em Atenas. O vencedor do jogo Chelsea-Valência defrontará o vencedor do jogo PSV-Liverpool. Aqui poderá reeditar-se a meia final de 04/05, na altura ganha pelo Liverpool, com o famoso golo fantasma de Luís Garcia, que permitu aos Reds caminharem até á final, chegando mesmo a vencer a competição na marcação de grandes penalidades, após um emocionante 3-3, frente ao AC Milan.
Na outra meia final, o vencedor do jogo Roma-Manchester United, defrontará o vencedor do jogo AC Milan-Bayern de Munique.

23 de fevereiro de 2007

Liga dos Campeões - Oitavos de Final


Os oitavos de final da liga dos campeões, tiveram alguns jogos bastante interessantes, com desfechos bastante imprevisíveis.

Na terça feira, o Real Madrid, recebeu e bateu o Bayer de Munique, por 3-2. Este jogo foi empolgante, tanto que os Blacos, venciam ao intervalo por 3-1, com golos de Raul (2) e Van Nistelrooy. Pelo meio, Lúcio empatou para o Bayern. Tudo isto em apenas 34 minutos. No segundo tempo, o Real tentou gerir o resultado, que lhe era favoravel, mas a três minutos do fim Van Bommel reduziu e deixou os bávaros a sonhar.



Num jogo algo incaracterístico, o Man. United, deslocou-se ao terreno do Lille e venceu por 0-1, com um golo de lívre directo apontado por Ryan Gyggs. Este golo ferou alguma polémica, pois o Lille já protestou o mesmo, alegando falta de fair play do galês, pois quando o jogador marcou a falta, Tony Silva orientava a barreira. Mas é certo que o jogador não é obrigado a esperar pelo apíto do árbitro num lívre directo.... O Lille esteve quase a abandonar o relvado, por ordem dos responsáveis, numa situação inédita e que mereceu reparos duros de Carlos Qeiroz, adjunto de Alex Fergusson. Com este resultado, o Manchester tem as portas dos Quartos de Final quase abertas. Cristiano Ronaldo, protagonizou outra cena caricata. Zangado por ter sido substituido, o internacinal português, pontapeou algumas garrafas de água mineral, o que lhe valeu uma lesão e a dúvida se joga ou não frente ao Fulham no fim de semana...




No Celtic Park, Celtic e Milan jogaram um jogo algo morno e sem golos, o que acaba por beneficiar a equipa milanesa, que joga em casa na segunda mão. Com algumas lesões no plantel incluindo Kenny Miller, o Celtic não foi a equipa atacante que foi na fase de grupos. O Milan, continua a sua caminhada, algo penosa.



O PSV de Koeman, recebeu e venceu o Arsenal por 1-0, com uma bomba do centrocampista, Gomez, a meio do primeiro tempo. Com esta vitória o Arsenal terá uma difícil tarefa no Emirates Satdium, e Koeman, volta a ter a oportunidade de chegar aos quartos-de-final da competição, depois de o ter conseguido na época passada com o Benfica.

Na quarta-feira, a emoção continuou, com mais dois jogos de enorme calíbre, o FC Porto-Chelsea e o Barcelona-Liverpool.


No Dragão, os primeiros vinte minutos foram em grande, mas depois o pragmatismo de Mourinho, fêz com que o jogo fica-se pelo empate um golo, favorável ao Chelsea. Um golo de Raul Meireles, logo aos 10m, fez o dragão sonhar, mas quatro minutos depois, o frio Shevchenko, gelou por completo o fogo do Dragão. As lesões de Terry e Robben, fizeram o jogo ser mais disputado a meio campo do que perto das balizas, pois na segunda parte, o Chelsea controlou as operações, embora o FC Porto tenha sido súperior.


Em Camp Nou o golo de Deco foi infrutífero, pois o Liverpool levou de vencida o Campeão Europeu. Os golos Riise e Bellamy, puseram a nú alguma da crise que está instalada no Barça. Com este resultado, o Barcelona terá uma tarefa difícil em Anfield Road.


Em San Siro, o Inter recebeu o Valência, mas o resultado final de 2-2, favorece mais os espanhois, que os italianos. A passearem autenticamente pela Série a, o Inter esteve em vantagem, com um golo de Cambiasso aos 29 minutos, mas não soube aproveitar. Já na segunda parte, Villa empatou parao Valência, Maicon deu vantagem novamente ao Inter, mas quatro minutos do fim, Silva, restabeleceu a igualdade. Grande jogo se espera no Mestalla, mas a vantagem é valênciana.


O último jogo desta fase, foi o Roma-Lyon, que terminou com um incípido 0-0. Pela primeira vez nesta fase da Liga dos Campeões, os romanos, não souberam aproveitar o factor casa, embora o Lyon não tenha sido tão acutilante, quanto costuma ser. Basta ver que o primeiro remate á baliza romana, aconteceu só aos 42 minutos, por intermédio de Malouda. Tiago, foi perigoso nas meias distancias, o seu ponto forte, e Juninho Pernambucano foi criando perigo através das bolas paradas. A decisão desta elimatória sera no Stade Gerland, em França.