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25 de novembro de 2006

Clubes Atacantes - FK Dukla Praga


DUKLA PRAGA

Um clube semi-recente com uma história de sucessos a nivel interno, mas também como os outros clubes grandes do país, conseguiu menos sucesso que a própria Selecção.
São poucos os países em que a história da Selecção é superior ao dos clubes, quando muito é equitativa ou inferior, até porque clubes num país há milhares e a Selecção é só uma. Mas a verdade é que nenhum clube checo ganhou ou chegou à final de uma competição da Uefa ou mundial e a Selecção perdeu duas finais de mundiais e foi vencedora de um Campeonato da Europa e ainda perdeu outra final do mesmo campeonato europeu.
Ainda hoje a sua Selecção é considerada favorita, ou semi-favorita, em torneios e nunca os seus clubes. O que leva a crer que o sentimento de Selecção e nacionalidade ou patriotismo, por parte dos jogadores, sempre foi e ainda é muito mais forte que o sentimento clubistico.

O Dukla Praga foi fundado em 1947 pelo exército checo, e o seu primeiro nome foi ATK Praga. Participou então pela primeira vez no campeonato checoslovaco em 1953 com a denominação de UDA Praga, para mais tarde em 1956 ser rebatizado como Dukla, em honra de uma vila eslovaca, que foi massacrada, durante um bombardeamento alemão na II Guerra Mundial.

Em 10 anos, de 1956 a 1966, conquistou 7 campeonatos e 3 taças, tornando-se no maior clube da antiga Checolováquia, e chegou as meias finais da Taça dos Campeões Europeus em 1966/67 onde foi eliminado pelo Celtic Glasgow por 1-3 e 0-0. Tal feito não espantou ninguém até porque era na equipa de Praga que residia a espinha-dorsal da selecção checa que atingira a final do Mundial de 1962. Com o lendário Masopust a médio centro, ele que foi o primeiro e único jogador checo a vencer o Troféu da Uefa para o Melhor Jogador Europeu do Ano, decorria a época de 1962. Até que em 2003 Pavel Nedved venceu-o também. Curiosamente Nedved também passou pelo Dukla antes de jogar no Sparta Praga.


Já neste ano de 2006 e a marcar os festejos do Jubileu da UEFA, foi pedido a cada associação nacional que nomeasse o seu mais notável jogador dos últimos 50 anos. A República Checa optou por Josef Masopust, ele que jogou 16 anos no Dukla, onde ganhou 8 campeonatos e foi dele o golo da final frente ao Brasil no Campeonato do Mundo do Chile de 1962. Meses depois conquistou a Bola de Ouro, minutos antes do Dukla receber o Benfica, em jogo a contar para a os quartos de final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. "Nem houve cerimónia. Eusébio apertou-me as mãos, felicitando-me, eu guardei o troféu no meu saco e no final do jogo voltei para casa de eléctrico", lembrou.

É já nos finais dos anos 80 e que o clube começa a descer, financeira e desportivamente, por razões que se prendem essencialmente, pela queda continua e acentuada do Comunismo na Europa de leste. É o Sparta que não tendo problemas com o Capitalismo que avança para leste, em oposição ao Comunismo, que consegue mais e melhores patrocínios.
No final da época de 1993/94 o clube bate no fundo e desce até à Terceira Divisão, em péssimas condições financeiras, consequentemente é obrigado a vender vários dos seus bons jogadores, entre eles Pavel Nedved.

Graças à boa vontade de um empresário saudoso dos velhos tempos da equipa, Bohumil Duricko, e com alguma visão, injectou dinheiro no clube e aproveitou para comprar o rival citadino FC Pribram, que estava na Segunda Divisão, fundindo os dois clubes, sendo que o resultado disso foi a mudança de nome para Dukla Pribram e a subida automática à Segunda Divisão.

Passado um ano o clube subiu à Primeira Divisão, a Gambrinus League, e mais uma vez foi renomeado, sendo que este é o nome com que agora se encontra, FC Marila Pribram, e onde tenta recuperar glórias antigas.

No estádio e nas bancadas centrais estão os nomes DUKLA de um dos lados e do outro MARILA, como podem confirmar nas fotos abaixo.

A equipa do Dukla Praga é talvez a única equipa no mundo que foi imortalizada numa musica composta por uma banda de outro país. Os britânicos “Half Man Half Biscuit” e o nome da musica é "All I Want For Christmas Is A Dukla Prague Away Kit", em português “Tudo o que eu quero para o Natal é uma camisola alternativa do Dukla Praga”.
Palmarés:

11 vezes campeão da Checoslováquia: 1953, 1956, 1958, 1961, 1962, 1963, 1964, 1966, 1977, 1979, 1982.

8 vezes vencedor da Taça da Checoslováquia: 1961, 1965, 1966, 1969, 1981, 1983, 1985, 1990.

1 vez semi-finalista da Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1966.

18 de novembro de 2006

Clubes Atacantes - 1 Football Club Lokomotive Leipzig



LOKOMOTIVE LEIPZIG

A equipa que hoje apresento, foi o primeiro campeão alemão de sempre. Uma das equipas com que mais simpatizo na Europa, desde os tempos da ex-RDA. Seguidor atento de todos os campeonatos que se disputam na Europa o nome desta equipa sempre me sobressaiu pela originalidade, Lokomotive. Foi a primeira vez que vi tal nome num clube, e como sempre me fascinaram os comboios desde pequeno, isso cativou-me.
Também eles e depois da unificação alemã, cairam no esquecimento e na falência, embora com outro nome, com o original VfB Leipzig, o qual em 2004 se extinguiu.
Os adeptos ainda orgulhosos do tempo do Lokomotive, reanimaram o clube com o antigo nome. E se acham que clubes medios ou pequenos como Vitória SC ou Leixões têm muitos adeptos no estádio o que diriam ao saber que em 2004 o Lokomotive Leipzig bateu o recorde mundial de espectadores num jogo oficial de um campeonato distrital, nada mais nada menos que 12.421 !!!



1. FC Lokomotive Leipzig é um clube alemão de futebol da cidade Leipzig, na saxonia e pode ser mais familiar a muitos dos adeptos de futebol, como o VfB Leipzig, primeiros campeões nacionais da Alemanha

O clube foi fundado em 1896, a partir do Allgemeine Turnverein, um clube de ginástas fundado em 1845.

VfB Leipzig era uma das equipas de entre 86 que fundaram em1900 a DFB (Deutscher Fussball Bund ou Associação Alemã de Futebol). Foram imediatamente bem sucedidos na escolha do desporto, o futebol, já que chegaram à final da primeira competição oficial alemã, o campeonato, vencendo-o. O adversário foi o DFC Praga, clube criado por emigrantes alemães da cidade de Praga, do então Império Austro-Húngaro, e agora da República Checa.

A recém fundada DFB, reuniu a convite várias equipas de origem ou fundação alemã, de outros paises, para aumentar os participantes e credibilizar a sua recém-criada associação.


O DFC Praga por circunstâncias várias chegou à final sem disputar um unico jogo do playoff, enquanto que os de Leipzig tiverem que enfrentar varios adversários. A final foi disputada em Hamburgo e os de Praga que tinham chegado no dia anterior, foram para a “night” chegando no dia seguinte ao jogo numa forma fisica lastimável. Ainda assim marcaram primeiro e ao intervalo estava o resulado em 1-1, mas no final a vitória sorriu para o VfB por 7-2.

No ano seguinte chegaram novamente à final, mas um protesto do FK Karlsruhe, no jogo da meia final, frente ao Britannia Berlim nunca foi resolvido e o campeonato foi anulado.

Dois anos depois em 1905 o clube sem possibilidades financeiras para pagar a deslocação, não participou na primeira ronda do playoff e foi eliminado.

Contudo em 1906 foram de novo campeões, assim como em 1913, tendo perdido as finais de 1911 e 1914. Com a advento da Primeira Guerra Mundial, os campeonatos foram suspensos e mais tarde reestruturados em 1933 já no III Reich, tendo ficado na Gauliga Sachsen, uma das 16 divisões em que o pais foi dividido, não conseguindo apurar-se para o playoff.

O ano de 1936 foi de glória, uma vez que venceram, na final da Taça, a poderosa e dominante equipa do Schalke 04.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o campeonato foi suspenso e todas as asociações alemãs, entre as quais as desportivas, foram suspensas pelos Aliados, vencedores da guerra.

Em 1946, alguns membros do clube, reconstituiram a equipa, com o nome de SG Probstheida, sob a ocupação soviética. Depois de ter jogado ainda como BSG Erich Zeigner Probstheida e BSG Einheit Ost, o clube ressurgiu como SC Rotation Leipzig em 1954 e jogou na DDR-Oberliga, a divisão maior da recém fundada RDA (República Democrática Alemã).
Em 1963, os dois mais importantes clubes de Leipzig, o SC Rotation and SC Lokomotive Leipzig, fundiram-se e duas novas equipas surgiram, o SC Leipzig e o BSG Chemie Leipzig.
Todo o futebol alemão-democrata foi reorganizado em 1965 sob o qual o SC Leipzig foi transformado no 1 FC Lokomotive Leipzig, enquanto os rivais do Chemie Leipzig continuaram como Betriebssportgemeinschaft (BSG).

Jogando como Lokomotive, a sorte do clube melhorou um pouco e começaram a acabar sempre nos primeiros lugares do campeonato, embora nunca o vencendo, ficando em segundo nos anos de 1967, 1986 e 1988.
Acabou contudo por vencer a Taça nas edições de 1976, 1981, 1986 e 1987 e perdido em 1970, 1973 e 1977.
Na UEFA venceram a Taça Intertoto em 1966 e chegaram a final da Taça dos Vencedores de Taças em 1987, tendo perdido por 0-1 contra o Ajax.

Em 1990 dá-se a re-unificação alemã, até no futebol, e o clube foi parar à 2 Bundesliga. Decidiram então recuperar o antigo nome de VfB Leipzig Infelizmente para mim, e como consequência disso deixei de ser “adepto” da equipa, e foi assim que em 1993 acabou em terceiro lugar tendo com isso subido à Bundesliga, onde acabaram no último lugar na época seguinte. O novo VfB começou então uma caminhada descendente passando consecutivamente para a 2Bundesliga, Regionalliga Nordost e mais tarde para a Oberliga Nordost/Sud (IV) em 2001.
Em 2004 abriram falência e o clube foi desqualificado e dissolvido.
Ainda nesse ano um grupo de adeptos resolveu restabelecer o clube dando-lhe o nome pelo qual obtiveram mas glórias, o 1 FC Lokomotive Leipzig, e ainda bem, uma vez que voltei a ser adepto da equipa, afinal foi este o nome que me levou a conhecê-los e a gostar deles.

A nova equipa teve de começar na divisão mais baixa do futebol alemão, Eleventh-Tier 3.Kreisklasse, Staffel 2 em 2004/05. Mesmo assim continuaram a ter um apoio fantástico e o jogo em casa contra a segunda equipa de Leipzig, o Eintracht Großdeuben's bateu o record mundial de espectadores num jogo da distrital com 12.421 espectadores.
Graças à fusão com o SSV Torgau o clube hoje em dia (2005/2006) joga na Seventh-Tier Bezirklasse Leipzig, Staffel 2.
No passado dia 12 de Maio teve um jogo de treino com a nova equipa de Manchester fundada por dissidentes do Manchester United FC, o FC United of Manchester.



Palmarés:

3 vezes campeão alemão: 1903, 1906, 1913

3 vezes finalista: 1904, 1911 e 1914

1 vez vencedores da Taça da Alemanha: 1936

3 vezes segundo classificado no campeonato da ex-RDA: 1967, 1986, 1988.

4 vezes vencedor da Taça da ex-RDA: 1976, 1981, 1986, 1987.

3 vezes finalista vencido da Taça da ex-RDA: 1970, 1973, 1977.

1 vez vencedor da Taça Intertoto: 1966

1 vez semi-finalista da Taça UEFA: 1974

1 vez finalista vencido da Taça dos Vencedores de Taças: 1987.

Recorde mundial de espectadores num jogo da distrital: 12. 421


e ainda,

Recordes desde que foi restabelecido o clube em 2004:

Maior vitória: 20-0 vs Paunsdorf Devils, e 20-0 vs SV Althen 90 II

Maior derrota: 1-15 Hertha Berlim (amigável)

Mais golos marcados num jogo: 8 Ronny Richter vs Paunsdorf Devils

Mais golos marcados numa época: 81 René Heusel em 2004/05.

Mais jogos sem perder no campeonato: 26 em 2004 + 22 em 2005 e continua porque ainda não perderam no campeonato.

Maior número de espectadores: 13.098 vs Hertha Berlim.

12 de novembro de 2006

Clubes Atacantes - Unioni Sportiva Pro Vercelli Calcio 1892


PRO VERCELLI


O clube, que hoje apresento, nunca foi uma equipa grande mas já foi uma grande equipa, no tempo em que se jogava futebol por amor à camisola. Em 6 anos conseguiu 5 títulos de campeão italiano. De tal forma se batiam em campo que ganharam a alcunha de “Leões”. Hoje e depois dos “Senhores do Dinheiro” terem entrado no futebol e o terem mudado, esta equipa nunca mais pode lutar de igual para igual, uma vez que a localidade de Vercelli é uma terra pequena e nunca se poderá equiparar à vizinha Turim ou Milão e Roma e aos poucos desceu até à Distrital com problemas financeiros incluidos, neste momento jogam no 4º escalão principal italiano, a Serie C2. Mesmo assim continuam a ser a 5ª equipa com mais campeonatos da Primeira Divisão ganhos.

Como sociedade desportiva, a secção de futebol do Pro Vercelli é uma das mais antigas de Itália. Fundado em 1892, foi o professor da Escola Régia Técnica, Domenico Luppi originário de Modena, e grande apaixonado da Ginástica, a deter o baptismo desta equipa Vercelesa. Inicialmente o Pro Vercelli compreendia apenas a Secção de Ginástica e que se juntou à prestigiada Sezione Scherma, o antigo “Club Schermistico Vercellese” presidido pelo advogado Luigi Bozino (mais tarde presidente da F.I.G.C – Federação Italiana de Futebol).

Quando a gloriosa "Sala d’Armi di Piazza Cavour" (o coração da cidade) conflui na nova sociedade que estava a nascer, na denominação da Sociedade o “p” de pro Vercelli (do latim: a favor de) era ainda escrito em minusculas.
O ingresso oficial de Luigi Bozino ao vértice da Sociedade aconteceu apenas 4 anos depois, em 1896. Com o novo presidente, a secção de jogo do Pro ganha progressivamente disciplina e heterogenia, como Atletismo de Fundo, Ciclismo ou Tiro ao Alvo.

É em 1900 que Marcello Berinetti funda a secção de futebol e em 1903 dá-se a filiação na Federação de Futebol Italiana com a denominação de “Società Ginnastica Pro Vercelli 1892”.
Os primeiros equipamentos foram branco e negros mas de péssima qualidade, e na primeira lavagem as riscas desapareceram, misturando-se as cores!!! Posto isto decidiu-se que as camisolas deveriam ser: de cor única, simples, resistentes e de fácil lavagem: Brancas.

A primeira partida oficial foi em 3 de agosto de 1903 durante as festas de São Eusebio, padroeiro da cidade, num torneio triangular que contou com as equipas do “ Forza e Constanza” de Novara e a do “Audace” de Turim, com a vitória a sorrir aos “brancos”. Pioneiros autênticos daquela que iria ser a equipa dominante, em absoluto, da cena futebolística italiana pelo menos durante 15 anos.
Depois de dois anos de intensos amigáveis, consegue no ano de 1906 finalmente integrar o campeonato da Segunda Divisão, onde apenas permaneceu dois anos tendo saído como campeão.

E em 1908 e na época de estreia na Primeira Divisão conquista o titulo de Campeão de Itália, e é o inicio de uma colossal aventura de sucesso. No ano seguinte são novamente campeões e em 1910 perde o tri-campeonato por uma questão de honra. O Inter de Milão não aceita adiar a data da finalíssima pelo que o presidente do Pro Vercelli, Luigi Bozino, opta por fazer entrar em campo a quarta equipa do clube composta por juniores. Resultado: O inter vence por 10-4! Mas o Tri-campeonato chega nas três épocas seguintes. De 1911 a 1913 o campeonato é dos “Brancos” e como menção honrosa a Selecção Italiana joga de branco os seus dois primeiros jogos da história. É por esta altura que a equipa Vercelense ganha a alcunha dos “Leões” (chamados assim pelos adversários pela forma como disputavam cada lance). 5 títulos em seis anos, recorde apenas batido pelo mítico Torino. Em 1913 no Itália 1–0 Bélgica, 9 jogadores titulares eram do Pro Vercelli.

Testemunho de tal supremacia, chegou em forma de convite oficial do Brasil para um digressão por terras Sul-Americanas. Os “Brancos” tiveram o prazer de defrontar as duas melhores equipas do Rio de Janeiro na altura, o Botafogo e o Flamengo.Foi depois da sua passagem por São Paulo que a comunidade italiana da cidade e em conjunto com dirigentes dos “Leões” decidiram formar um clube de futebol ao qual denominaram Palestra Itália, mais tarde conhecido como... Palmeiras. O primeiro simbolo do Palestra Italia/Palmeiras foi a Cruz de Savoia a qual ainda faz parte do emblema do Pro Vercelli, sendo que os clubes se denominam "irmãos".

Chega a 1ª Guerra Mundial e o domínio é interrompido, uma vez que não se disputa campeonato entre 1915 e 1919, recomeçando em 1920 em que ganha o Inter Milão, para nos dois anos seguintes o campeonato ser de novo dos “Brancos”.

Em 1922 empata num prestigiosíssimo jogo amigável com o Liverpool, verdadeiro “dream-team” da altura, a quem pagava aos jogadores para jogarem. Deste jogo sobressaíram as frases dos dois capitães de equipa de então: Ara, capitão dos italianos disse:” O futebol não é um jogo para mulheres” ao qual o capitão inglês ripostou: “Vocês não nos derrotaram hoje nem nunca mais o conseguirão fazer!”, coisa que realmente se verificou. Mas o declínio da equipa era evidente e o metropolitanismo do mundo e da Itália não se compadecia com equipas pequenas ou de terreolas como Vercelli, que face ao poderio das grandes cidades que começaram a apostar forte no futebol deixou de figurar entre os grandes e entre os campeões. Mas o amor pelos “Leões” ganhou laivos de mito indestrutível, que não acabou e não mais acabará.
Nomes como: Ardissone, Zanello, Rosso, Mattuteja, Rosetta e Piola ou Depetrini, Castigliano e Ferraris (alguns dos quais mais tarde foram campeões do mundo) nunca mais serão esquecidos.

Uma curiosidade: Ao Pro Vercelli pertence o primeiro golo de sempre marcado na Serie A.

Em 1934/35 desce à Serie B e em 1940/41 à Serie C onde permanece 2 anos mais outros 2 em que as competições oficiais estiveram interrompidas devido à 2ª Guerra Mundial. Começam os campeonatos do pós-guerra na Serie B, onde fica somente dois anos para descer em definitivo à Serie C. Em 1952 nova descida desta feita à IV Divisão mais tarde chamada Serie D de onde sobe em 1957, mas a década de 1960 é toda ela passada na Serie D. Tendo sido agraciado com a Estrela de Ouro de Mérito Deportivo em 1967.

Mas os anos 70 são de ligeira melhoria e subindo de escalão em 1970 de maneira muito curiosa, tendo empatado em pontos com o Biellese serão realizados dois jogos para se decidir quem sobe e quem fica. O primeiro jogo deu empate a 4 bolas e o segundo novo empate mas a 2 bolas, no antigo estádio Comunale de Turim, perante 35.000 espectadores!!! foi necessário recorrer ao método de desempate da altura, e do qual o Benfica teve uma má experiência na Taça dos Campeões, a “Moeda ao Ar”.

A sorte bafejou os “Brancos” que subiram à Serie C e onde se conseguiram manter durante 7 épocas. Em 1977 e 1978, em dois anos seguidos, a equipa desceu consecutivamente, primeiro para a recém criada Serie C2, e depois para a Serie D, por apenas 1 ponto, em disputa directa com o Legnano.

Os anos 80 são de martírio, passados ora na Serie D (mais tarde chamada de Interregionale), ora na Serie C2 mas com equipas muito fracas sempre espreitando a despromoção, mas o pior ainda estaria para vir.

Na época de 1989/90 a equipa lutava de igual para igual rumo à subida à Serie C1 mas na última jornada perde 1-6 em Pontedera e fica no 3º lugar do campeonato, o esforço financeiro foi de tal maneira forte que no ano seguinte em 1990, quando o dinheiro que é enviado para inscrever a equipa nas competições oficiais, não chega à Federação o clube vê-se em risco de ser irradiado e fechar as portas por falta de verba, e extinguiu o futebol profissional. Por sorte conseguiu ser admitido no escalão mais baixo do futebol italiano, a distrital, chamada Promozione.

Apenas esteve esse ano na Promozione, subindo de seguida para a Interregionale, mais tarde denominada Campeonato Nazionale Dilettanti, onde é campeão em 1994, subindo à Serie C2, batendo os concorrentes directos da divisão, o Colligiana, perante 4.500 espectadores.

O ano seguinte leva-os ao 5º Lugar, o que lhes dá direito a disputar o Play-Off de subida, mas perderam com o Lumezzane, mantendo-se na divisão. Só em 2000/01 a equipa tem nova hipótese de subir de escalão ficando em 4º Lugar e uma vez mais indo ao Play-Off perder novamente desta vez com o Mestre.

A partir daqui o Pro Vercelli inicia uma serie de novas desventuras que culminam com nova descida à Serie D em 2003/04, e com a situação financeira a agravar-se cada vez mais.
Mas a cidade retoma o orgulho do seu antigo campeão e abraça o clube, e várias pessoas importantes da cidade evitam a falência desportiva da equipa uma vez mais e tendo sido repescados para a Serie C2 por troca com o Palazzolo, num jogo do Play-Off contra os encarnados, divisão onde ainda estão inseridos.

Palmarés:

7 vezes Campeão de Itália: 1908, 1909, 1911, 1912, 1913, 1921, 1922.

Primeiro golo de sempre marcado na Serie A, foi por um jogador do Pro Verceli.

1 vez Campeão da 5ª Divisão (Campeonato Nazionale Dilettanti): 1994

1 Estrela de Ouro de Mérito Desportivo: 1967

4 de novembro de 2006

Clubes Atacantes - Servette Football Club



SERVETTE FOOTBALL CLUB

Mais uma vez o clube aqui apresentado é um grande caido em desgraça como o apresentado a semana passada, como foi o caso dos belgas do RFC Liège.
Desta vez é o grande campeão suiço Servette FC, com 17 campeonatos suiços e 7 taças da Suiça em 17 finais jogadas, também ele vitima das más gestões que o levaram da glória ao inferno num curtíssimo espaço de tempo. Teve nas suas fileiras jogadores como: KH Rumenigge, Mats Magnusson, Christian Karembeu ou Viorel Moldovan e neste momento apenas tem jogadores amadores e formados no clube jogando na distrital.

O "Futebol Clube de Servette" foi fundado em 20 de Março de 1890, quando um jovem britânico recebeu uma bola oval e quis fazer uma equipa.
Jogava-se então futebol-rugby sobre o terreno do Prado Wendt. Os jogadores decidiram passado poucos anos mudar do terreno do Prado para a Planície Plainpalais. Depois de tornados sócios oficiais da Planície começaram os seus jogos oficiais, contudo foram condenados a dois anos de inactividade durante a exposição nacional.
Aquando da retoma das actividades do clube em 1898, passava a ser cada vez mais difícil encontrar adversários para jogar Rugby na Suíça. Enfrentaram mesmo assim a grande equipa de Lyon frente a 3.000 espectadores sobre a Planície antes de criar a secção futebol (1899) que conheceu rapidamente um grande desenvolvimento. O FC Servette tornou-se então membro da ASF em 1900 e mudou para o Prado Cayla na época seguinte.
O Parque dos Desportos foi inaugurado em 1902 com uma tribuna destinada às senhoras e aos membros do Comité, é também aqui que será criará o futuro Estádio "des Charmilles". O Servette brilha então com 5 títulos de Campeão da Suíça (3 dos quais sobe o comando do treinador inglês Teddy Duckworth), com 9 títulos consecutivos de Campeão Francês e cerca de 5 milhares de espectadores todos os fins de semana.

Em 1930, aquando do regresso de Teddy Duckworth a Geneve, o Servette ganha mais uma vez o Campeonato da Suíça. “Os Grenás” terminam no terceiro lugar num torneio internacional que reune dez campeões nacionais para a inauguração do Estádio "des Charmilles". O presidente Paul Addor e o banqueiro Gustave Hentsch são obreiros deste projecto e da sua única tribuna "A" que faz o orgulho dos sócios do clube. A magia do lugar funciona rapidamente, o Servette ganha assim os seus sétimos, oitavos e nonos títulos nacionais em 1933, 1934 e em 1940 pelo seu cinquentenário. A popularidade do clube é crescente entre todas as classes da sociedade.Em 1946, é o décimo título nacional. É a época da Turbilhão "quinteto de ataque Belli-Facchinetti-Tamini-Pasteur-Fatton". O futebol ofensivo e subjugador, que os homens de Jaccard reproduzem em cinco anos no “des Charmilles”, é recompensado por um troféu. Uma vitória na Taça em 1949 e um outro título no campeonato em 1950 para o sexagésimo aniversário do clube completa o quadro desta geração excepcional e popular. Os terrenos de treino estão doravante no Centro de Balexert e os degraus da bancada suplementares são construídos no “des Charmilles” para fazer deste estádio um caloroso recinto ao estilo britânico.Em 1954, seis jovens húngaros (dos quais, Pazmandy, Makay et Nemeth) fogem do seu país e permanecem na Suíça, enquanto estágiam com a equipa nacional júnior. O instrutor Karl Rappan acolhe-os no Servette, mas é o seu sucessor Jean Snella que vai reconquistar o título em 1961 com o seu concurso bem como o de Fatton, Barlie, Bosson, Meylan ou Heuri. O balanço é espantoso com 46 pontos em 26 jogos e 77 golos marcados para 29 sofridos. As ambições europeias são por conseguinte legítimas na época seguinte (1962). Num jogo louco e graças a um Hat-trick de Fatton e um golo de Robbiani, Servette faz a reviravolta de 1-3 e para 4-3 em casa frente a 26,000 espectadores sobre o Dukla Praga nos oitavos de final. Mas fica privado dos seus húngaros no jogo da segunda mão devido aos acontecimentos políticos, Servette inclina-se na Rep.Checa por 2-0 e encontra-se fora da competicão. O título nacional mesmo assim é conquistado pela segunda vez consecutiva com brio graça nomeadamente aos 25 golos de Jacky Fatton, rei dos goleadores pela terceira vez.

Em 1978-79, o Servette treinado por Pazmandy chega à maturidade. Após ter falhado por pouco o título dois anos seguidos, realiza a proeza nunca igualada na Suíça de ganhar quatro troféus num só ano. O público galvaniza-se e apoia a sua equipa fortemente, 22.500 espectadores a assistir à vitória chave sobre seu principal rival da época, FC Zurique. Trata-se de uma das dez vitórias do Servette numa volta final que tinha exactamente 10 jogos!!! Na final da Taça da Suíça, será preciso jogar uma finalissima para desfazer-se ganhar ao Young Boys 3-2. A supremacia dos “Grenás” torna-se mesmo insolente com os troféus suplementares adquiridos na Taça da Liga e na Taça dos Alpes.O semi-malogro europeu constitui a única sombra no quadro de uma época fabulosa. Após ter eliminado o PAOK Salonica e o AS Nancy de Michel Platini, o Servette caiu nos quartos de final contra os alemães do Fortuna Dusseldorf Com os 23.000 espectadores a maldizer certamente ainda hoje esta eliminação pelo jogo realizado em casa em que ficou 1-1, depois de um excelente 0-0 fora, porque este fabuloso Servette parecia capaz de ir à extremidade do sonho, que seria a conquista da Taça das Taças.Será necessário esperar a tomada de poder - e o salvamento financeiro do clube - para festejar o décimo sexto título nacional dos “Grenás” (1994). Prodigios como Anderson (11 golos em 6 meses), Neuville (16 golos), Sinval (7 golos e 11 assistências) ou ainda Djurovski na defesa contribuíram para se escrever uma bonita página da história do clube com um futebol ofensivo e entusiasmante. O título foi ganho na última jornada em detrimento do Grasshoppers graças à uma vitória sobre o Young Boys 4-1 fora de casa!!!Em Dezembro de 1996, Servette é retomado pelo grupo francês Canal + no seguimento da grave doença do presidente de saída e que “passou uma esponja” mais uma vez nas dívidas. A progressão é constante até ao décimo sétimo título de Campeão ganho em 1999 sob a direcção do treinador Gérard Castella, nascido em Geneve. O titulo é consagrado num encontro louco sob um dilúvio em Lausana frente ao seu concorrente directo por 5-2. Em 2001, este formidável grupo mais uma vez é consagrado, na Taça da Suíça, vitória 3-0 em Basileia frente ao Yverdon com 15.000 adeptos “Grenás”.O último grande feito no vetusto mas brilhante Estádio “des Charmilles”, foi o percurso europeu com a eliminação sucessiva do Slavia Praga, Real Zaragoza e Hertha Berlim antes de cair nos oitavos final contra o Valencia.
O estádio será definitivamente abandonado em 8 de Dezembro de 2002 após um empate 4-4 arrancado contra o Young Boys numa sequência espectacular no último quarto de hora (3 golos!) que inflamaram o público uma última vez neste lugar mágico.A mudança do Servette para o novo Estádio de Geneve teria podido contribuir para o salvamento financeiro do clube – muito periclitante à já várias épocas - mas não é suficiente. As afluências eram elevadas apesar dos resultados (um terceiro lugar no campeonato foi o melhor posível, mas os mais de 10.000 espectadores de média durante dois anos na élite por vezes 30.000 e 20.000), não seriam suficientes para a equipa profissional evitar a falência.Geneve reencontra-se órfã da sua equipa na Primeira Divisão e o Servette deve por conseguinte reconstruir-se ao Praille e jogar na distrital, sob novo nome “Servette FC” e apenas com sector amador e formação. Neste nível de jogo, o clube conta sempre com um apoio popular importante - mais de um milhar de associados! - e com líderes ambiciosos que querem fazer subir o clube o mais rapidamente possível para a elite preconizando ao mesmo tempo rigor financeiro, trabalho, transparência e honestidade. Sob o jugo do presidente Francisco Vinas, o clube retomou o seu quartel-general ao Centro Desportivo de Balexert onde se treina, tal como antes.Ao longo deste anos o FC Servette teve alguns jogadores de renome como por exemplo: Karl-Heinze Rummenigge, Bent Christensen, Matts Magnussen, Michel Renquin, Anderson, Igor Dobrovolski, Oliver Neuville, Hakan Mild, Johan Lonfat, Wilson Oruma, Phillipe Senderos, Alexander Frei, Stephane Ziani, Jorge Valdivia, Christian Karembeu, ou Viorel Moldovan.


Palmarés:

Campeonato da Suíça: 17 títulos
1907 - 1918 - 1922 - 1925 - 1926 - 1930 - 1933 - 1934 - 1940 - 1946 - 1950 - 1961- 1962 - 1979 - 1985 - 1994 - 1999

Taça da Suíça: 7 títulos (em 17 finais)
1928 - 1949 - 1971- 1978 - 1979 - 1984 - 2001

Taça dos Alpes: 4 títulos 1973 - 1975 - 1976 - 1979

Taça da Liga: 3 títulos
1977 - 1979 - 1980

Taça dos Clubes Campeões Europeus("Liga dos Campeões"): 7 participações
21 jogos, 6 vitórias, 6 empates, 9 derrotas. Melhor resultado: 8os de final em 1961-62, em 1979-80, e em 1985-86.

Taça dos Vencedores de Taças: 6 participações
24 jogos, 11 vitórias, 4 empates, 9 derrotas. Melhor resultado: 1/4 de final em 1966-67, em 1978-79.

Taça UEFA: 14 participações
48 jogos, 20 vitórias, 10 empates, 18 derrotas. Melhor resultado: 8os de final em 1965-66 e 2001-02.