O dérbi entre o Candal e o Oliveira do Douro terminou da pior forma possível e antes do final dos 90 minutos. Na altura, o resultado estava fixado num empate a duas bolas que já vinha da primeira parte com bis de Miguelito para os oliveirenses. Pelo lado do Candal, apenas se sabe que Ansumane foi o autor do segundo golo candalense.
Os ânimos exaltaram-se na altura da expulsão de Ferraz, capitão do Candal, que após receber ordem de expulsão, tentou agredir o juiz da partida, chegando mesmo a agredir Hugo Figueiredo, atacante oliveirense, com uma cabeçada bem como Mário Heitor, treinador-adjunto do Oliveira do Douro à passagem pelo banco dos azuis e brancos. Este cenário motivou reacção do público afecto ao Candal, que segundo o treinador-adjunto do Oliveira do Douro, invadiu o terreno de jogo, sendo que Isidro, defesa-central dos oliveirenses também acabou agredido e teve que ser transportado para o hospital sendo-lhe diagnosticado um traumatismo craniano.
Mário Heitor, treinador-adjunto dos oliveirenses, contou ao 'A Bola é Redonda', a sua versão dos factos: "O capitão do Candal, Ferraz, foi expulso por empurrar um jogador do Oliveira do Douro. Quando viu o cartão vermelho, o jogador perdeu a cabeça e tentou agredir o árbitro, agredindo depois o Hugo Figueiredo bem como a mim quando passou pelo nosso banco", começou por relatar, prosseguindo: "Depois foi o caos. Uma vergonha. O público invadiu o terreno de jogo, houve mais jogadores do Oliveira do Douro agredidos, com o Isidro a precisar de receber assistência médica, bem como o Hugo Figueiredo, que também foi para o hospital", disse o técnico. No entanto, Mário Heitor tem algumas queixas do árbitro neste caso: "Curioso disto tudo, é que estes jogadores que foram agredidos selvaticamente, constam do relatório do árbitro como jogadores expulsos mais o nosso guarda-redes Ricardo". Segundo Mário Heitor, o Oliveira do Douro tudo vai fazer para que o Candal seja punido e lhes seja atribuída a vitória na partida: "Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que sejam punidos. Só selvagens é que fazem isto. Vamos também recorrer dos castigos aos nossos jogadores e só espero que a Federação tenha mão pesada sobre este tipo de actos selvagens e nos atribua a vitória".
Sobre a partida propriamente dita, Mário Heitor refere que "o Candal apresentou-se com excesso de confiança para este jogo, pensando que mais cedo ou mais tarde acabariam por resolver as coisas para o lado deles. Mas a nossa equipa teve uma atitude fantástica e logo aos 20 segundos de jogo marcamos o primeiro golo, por intermédio do Miguelito. Depois o Candal conseguiu empatar, mas nós voltamos a ganhar vantagem novamente pelo Miguelito, com o Candal a responder com o golo do empate", disse.
Do lado candalense, António Pedro responsabiliza o árbitro da partida pelo sucedido, arrasando o trabalho de José Silva, referindo que este "não apitou de forma honesta", contudo, reconhecendo que não para favorecer os oliveirenses directamente: "A quantidade de decisões erradas que o árbitro tomou ao longo da partida, cartões amarelos mostrados aos jogadores do Candal, lances passíveis de grande penalidade não assinalados e uma expulsão caricata, faz-me ter a ideia de que o árbitro veio para prejudicar o Candal, no entanto, reconhecemos que não era para favorecer o Oliveira do Douro pois a sua posição na classificação não é a melhor. Há que dar os parabéns ao árbitro, pois fez o trabalho que lhe pediram. Não apitou de forma honesta", começou por dizer António Pedro, relatando a sua versão dos factos: "A cerca de dois minutos do final do jogo, um jogador do Oliveira do Douro passou pelo nosso capitão e atirou-se para o chão. O árbitro deu-lhe cartão vermelho e a partir daí desencadeou-se uma série de desacatos, envolvendo alguns adeptos, o banco do Oliveira do Douro e alguns jogadores do Candal. O árbitro que já tinha dado seis minutos de descontos, decidiu acabar o jogo por aí. Saíram todos felizes. O Oliveira do Douro fez o jogo do campeonato, o árbitro fez o trabalho que lhe pediram e só o Candal é que não sai feliz desta história". Questionado sobre o que poderá acontecer agora, António Pedro diz desconhecer: "Não faço ideia. Não sei o que dizem os regulamentos sobre este tipo de coisas. Agora, depois do relatório do árbitro, a Federação decidirá. O único que sei é que quem não será penalizado por tudo isto é o árbitro. Não será penalizado por nada daquilo que fez hoje aqui", concluiu o treinador candalense.
Resta agora esperar para ver o que o árbitro escreveu no relatório sobre esta incidente e o que é que a Federação Portuguesa de Futebol vai decidir sobre os dois minutos mais seis de descontos que o árbitro deu e que não foram jogados.