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| Jorge Dias, director desportivo do Candal, aborda as recentes polémicas que envolvem o clube |
Jorge Dias, director desportivo do Candal, abordou as recentes polémicas que envolvem o clube gaiense relativamente à saída de Edmundo Duarte do comando técnico da equipa, bem como à recente polémica com Ismael Martins, ex-presidente e ex-director do Candal.
Relativamente à saída de Edmundo Duarte, Jorge Dias afirma que as acusações do técnico não têm fundamento e que o motivo principal para afastar o técnico foi mesmo o seu estado de saúde: "Tivemos uma reunião com ele e o principal motivo foi o seu estado de saúde. Ele disse que estava bem, mas nós achamos que não. Acordamos a sua saída e ele sempre pediu que não se dissesse que era por motivos de saúde. Porém, no dia seguinte ao acordo, ele deixou uma mensagem com palavras ofensivas para a direcção do Candal no Facebook, e nós respondemos então com o nosso comunicado, revelando os verdadeiros motivos do seu afastamento", adiantou, dizendo também que ele próprio não deixaria Edmundo Duarte voltar ao banco: "Ele teve princípios de AVC no jogo com o Lousada. Ainda não estava totalmente recuperado e eu mesmo não o ia deixar ir para o banco. Chegamos a um acordo e o que ele mais pediu foi para que não se dissesse que tinha sido por motivos de saúde. Depois, veio com os disparates dele.." revelou, adiantando também que ainda não será esta semana que haverá novo treinador: "Fomos apanhados de surpresa com esta situação e por isso, não vamos ter treinador novo para já. Só na próxima semana haverá novidades nesse sentido, mas para já, será o Prof. João Novo que acompanhará a equipa na partida com o Sobrado".
Relativamente ao caso com Ismael Martins, Jorge Dias reafirma a veracidade de tudo aquilo que tem sido dito relativamente ao ex-presidente dos candalenses. Jorge Dias revelou ainda o motivo que levou a Direcção do clube a divulgar todas as acusações que têm sido feitas no Facebook: "Ismael Martins, como presidente do Sporting Clube Candalense, teve um comentário infeliz no comunicado que Edmundo Duarte emitiu naquela rede social, afirmando que esta direcção ia arruinar o clube. Quem não se sente não é filho de boa gente e tratamos de responder ao que ele disse. Se estivesse calado, não se tinha falado nestes assuntos, assim...", disse.
Ismael Martins, para além de ter sido presidente do Candal, foi membro da direcção de Vasco Oliveira em 2011, onde foi o responsável pela formação do clube, um dos sectores de que é agora acusado de ter destruído. Jorge Dias afirma que na altura em que Ismael Martins foi convidado a pertencer a esta direcção, ninguém sabia dessas situações: "Quando convidamos o Ismael em 2011 não tínhamos conhecimento dessas situações. Com o passar do tempo fomos tomando conhecimentos das mesmas e convidamos o Ismael Martins a demitir-se. Não mexemos mais no assunto, mas como agora falou, fomos obrigados a responder", reiterou o dirigente, que afirma existirem provas de tudo aquilo de que Ismael Martins é acusado: "Claro que há provas disso. Algumas delas até já estão publicadas no Facebook. Provas de acordos assinados por ele que são muito prejudiciais ao clube", concluiu Jorge Dias.
A polémica promete não ficar por aqui.


