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5 de março de 2015

António Pereira - "O Presidente começou a querer protagonismo"

António Pereira deixou o comando técnico do Gulpilhares na passada semana, tendo já sido substituído por Ernesto Faria, que se estreou na visita ao terreno do Leça do Balio com uma derrota por 4-3. 
Na altura da saída o técnico remeteu mais para a frente os motivos que o levaram a tomar essa decisão e, por parte do clube, o presidente Rui Silva afirmou tratarem-se motivos do foro interno. 
Agora, António Pereira explica em primeira mão ao 'A Bola é Redonda' os motivos que o levaram a deixar o comando técnico das 'raposas', numa altura em que liderava a Série 1 da 1ª Distrital com mais nove pontos que o segundo classificado. Rui Silva, presidente do clube, é o principal visado nas palavras do técnico gaiense, numa polémica que promete continuar por mais algum tempo.

António Pereira (ao centro) abriu o lívro sobre a sua saída do Gulpilhares
e Rui Silva é a personagem principal

A Bola é Redonda (ABR) - Mister o que motivou a sua saída do Gulpilhares, uma vez que ia em primeiro e com larga vantagem para os adversários mais directos?

António Pereira (AP) - O motivo da saída deve-se essencialmente ás faltas de condições humanas por parte do Presidente do clube. A paixão e o respeito que temos pelo futebol não pactua com atitudes menos correctas, mormente ao nível da educação, respeito, dignidade, verdade e consideração que sentimos, nós e atletas, por parte desse senhor. O copo transbordou na jornada caseira com o Mocidade Sangemil, quando fomos tratados como autênticos bonecos, presenciado por atletas e directores do clube. Assim sendo, não tínhamos mais condições de continuar o excelente trabalho, reconhecido por todos os adversários, sócios e adeptos do clube, que vínhamos a efectuar desde o dia 25 de Agosto de 2014, aquando do inicio da época. Aos  olhos de algumas pessoas poderá parecer estranho este bater de porta por parte da equipa técnica, isto atendendo á excelente campanha que estávamos a fazer, senão vejamos: Reestruturamos o plantel com atletas de enorme qualidade desportiva, aliada a uma grande ambição, carácter como homens, bases fundamentais para atacarmos a subida de divisão, objectivo proposto pelo Presidente do Gulpilhares e tudo isto, reduzindo significativamente o orçamento do clube em relação a anos anteriores.

ABR - Como programaram a época com essa redução orçamental?

AP - Iniciamos um trabalho exaustivo de scouting relativamente ás equipas que iríamos defrontar e traçamos um plano de trabalho que nos iria levar á subida de divisão. Este trabalho efectuado foi coroado com a excelente campanha que vínhamos a fazer, nomeadamente desde a primeira jornada até á nossa saída pela 20ª jornada: Primeiro classificado com diferença pontual média da ordem dos nove pontos para o segundo classificado, melhor ataque, melhor defesa, isto em termos colectivos porque em termos individuais também liderávamos com os nossos atletas. Tudo isto aliado a uma excelente campanha na taça Brali, com apuramento 100% vitorioso, sucumbindo apenas em Baião, nas grandes penalidades, onde saímos de cabeça erguida e parabenizados por todos os atletas, treinadores, directores e adeptos da equipa de Baião.

ABR - Mas então...

AP - Então nem tudo foi pacifico. Isto porque o Presidente começou a querer protagonismo, com base no quero, posso e mando, bem como 'não é como vocês querem, é como tem de ser'. Desde corte de ordenados por faltas justificadas por lesão ao serviço do clube, corte de prémios assumidos, organização e logística na saída para os jogos, má educação no trato com os atletas, etc. Em que a situação mais grave foi na 11ª jornada, em Pedroso, onde perdemos pela primeira vez, e em que este senhor, no final do jogo, entra no balneário maltratando tudo e todos, dando pontapés no que aparecia pela frente, como material do clube, ameaçando - e cumpriu - que não haveria prémio no jogo seguinte.
A equipa técnica, a partir daqui, para além do trabalho desportivo teve um acréscimo de trabalho no capitulo psicológico dos atletas, no sentido de dar continuidade a este trajecto. Era constante o mal-estar patente e presenciado sempre pelos excelentes directores do futebol, o Paulo Barbedo e o Fernando Santos, que nos pediam paciência e que continuássemos da mesma forma. Assim fizemos até á 20ª jornada, em que este senhor nos faltou ao respeito, sem educação e consideração. Posto isto estava colocado o ponto final nesta relação.


ABR - Existia algum tipo de desavença com a Direcção do clube?

AP - Com a direcção não havia qualquer tipo de desavença, aliás, eu e os meus adjuntos, o Nuno Soutelo e o Pedro Vilas Boas, sempre fomos acarinhados e incentivados pelos directores de todas as camadas a prosseguir com este projecto. Agora, com esse senhor, é impossível. Note-se que não é de agora mas sim de há uns anos a esta parte. Eu recordo Alfredo Mendes, Alexandre Coutinho, do qual fui adjunto e em que subimos á Divisão de Honra, José Manuel Ribeiro e agora nós, em que sempre patenteamos qualidade de trabalho, mas esse senhor nunca. Todos saímos pelas condições humanas desse senhor.


ABR - Mas é só no futebol sénior que isto se verifica?

AP - Não, de maneira nenhuma. Ainda recentemente fez bandeira que o futuro passa pela formação mas os actos e as atitudes não o demonstram, senão vejamos: Em 90% das camadas jovens, os treinadores foram embora por não terem condições humanas de trabalho por parte do presidente. Isto agregado a pais dos atletas descontentes, o trato humano com os atletas, directores que se demitem, etc. Formação que estava a dar frutos, pelo excelente trabalho efectuado pelo coordenador do futebol formação, em que é constantemente desautorizado e em que lhe corta o projecto top e perfeito a que deu inicio.


ABR - Saíram então com alguma mágoa?

AP- É um misto de mágoa e alivio. Mágoa porque deixamos um balneário forte, unido e coeso, como uma família do qual tivemos toda a responsabilidade de o formar. Mágoa, porque não conseguimos dar seguimento ao alavancar do Gulpilhares, e da sua freguesia que tudo faz pelo seu clube representativo, para patamares mais elevados. Mágoa, porque deixamos amigos, sócios, adeptos e simpatizantes do clube, que sempre nos acarinharam e incentivaram para engrandecer o Gulpilhares. Mas um elevado alívio quando sabemos que não temos que lidar com faltas de respeito, educação e saber estar, somado a uma grande dose de falsidade, hipocrisia, conflituosidade, etc, por parte desse senhor pseudopresidente.


ABR - Mas sai também, concerteza, agradecido...

AP - Concerteza que sim. A todos os directores do clube, sócios e adeptos, aos excelentes homens e atletas que tive o privilégio de liderar e, mesmo apesar de saber o que sentem, sei que tudo vão fazer para que sejam como já o são, uns verdadeiros Campeões. Por último aos meus adjuntos, verdadeiros amigos e companheiros, que ajudaram e partilharam comigo, bem como os atletas, uma fase menos positiva na minha vida pessoal. Com sentimento de pena de não lhes poder proporcionar, neste primeiro ano como treinadores, a alegria de levar a bom final esta época, mas com a certeza de que o futuro será risonho para nós, pautando sempre pelos nossos princípios dos quais não abdicamos nunca.

31 de janeiro de 2014

Valadares mais perto do topo


Local: Complexo Desportivo de Valadares
Hora: 15h
Árbitro: Paulo Nunes

Valadares: Hélder, Carvalho, Bruno (Bruninho 86'), Vitinha e Oliveira, Paulo Campos (Sérgio 86'), Rui Jorge e Fabinho, Valente, Johny e Ricardo Alves (Joel 60').
Treinador: Paulo Alexandre

Gulpilhares: Jorge Matos, Maté, Joel, Vilas Boas (Rui Franco 32') e Chaves, Batata, Alvarenga e Nuno Velha, Jordy, João Reis (Tiago 63') e Barbosa.
Treinador: José Manuel Ribeiro

Resultado ao intervalo: 1-0
Resultado final: 1-0

Marcador: Ricardo Alves

Um golo à passagem do minuto 26 da primeira parte foi suficiente para o Valadares levar de vencida o Gulpilhares, neste dérbi gaiense da Divisão de Honra da AF Porto.
A partida foi dominada pelo Valadares, que garantiu assim três importantes pontos na luta pela subida de divisão e ainda conseguiu ganhar dois pontos ao líder, o Aliança Gandra, que perdeu no desafio com o Pedrouços.
Ricardo Alves comentou a partida, em exclusivo para o A Bola é Redonda. O avançado gaiense refere que "foi um jogo bem disputado, entre duas boas equipas, onde sabíamos o que queríamos. Controlamos do início ao fim e Gulpilhares não teve uma oportunidade de golo", disse o avançado.
Sobre o golo apontado, o segundo com a camisola dos gaienses, o atleta afirma que este foi uma forma de homenagear o grupo, mas também Avelino, companheiro de equipa, que perdeu o pai: "O golo dedico ao excelente grupo do qual faço parte, mas acima de tudo ao nosso colega Avelino, pois infelizmente perdeu o seu pai", disse o jogador.
Sobre o golo, Ricardo afirma que esta foi a melhor maneira de agradecer a recepção que teve: "Foi uma sensação muito boa, pois é a melhor maneira de agradecer pela recepção que todo grupo teve quando eu cheguei", concluiu.
Com este resultado, o Valadares manteve o segundo lugar e ainda conseguiu encurtar para apenas um ponto a diferença que o separa da primeira posição. Já o Gulpilhares continua em zona de despromoção.
O Valadares joga já este domingo com o Canidelo, em mais um dérbi gaiense. O Gulpilhares recebe o Gondim.

29 de novembro de 2013

José Manuel Ribeiro - "Tínhamos um objectivo claro que era sofrer menos golos e isso temos conseguido"

Em cinco partidas à frente do Gulpilhares, José Manuel Ribeiro já somou duas vitórias
O Gulpilhares venceu no passado domingo no terreno do Lavrense, por duas bolas a zero, e colocou um ponto final numa série de dois jogos sem vencer, onde somou apenas derrotas. A equipa de José Manuel Ribeiro ganhou um balão de ar fresco na luta pela saída dos lugares de descida e pode ter sido este o jogo da viragem na má época que a equipa começou por fazer, visto que foi a segunda vitória das 'Raposas' nos últimos quatro jogos.
José Manuel Ribeiro, treinador que substituiu Alexandre Coutinho no comando técnico da equipa, já começa a ver o seu trabalho a dar frutos: "Já vejo que na nossa organização defensiva a equipa consegue fazer, em jogo, o que trabalhamos durante a semana. Agora falta melhorar na nossa organização ofensiva", começou por avaliar o técnico, referindo também que "tínhamos um objectivo claro, que era sofrer menos golos, e isso temos conseguido", disse.
O Gulpilhares joga no próximo domingo em casa, recebendo o Foz, e espera conseguir somar mais três pontos: "Como tem sido norma espero um jogo equilibrado, mas temos que aproveitar esta vitória fora de portas para conseguirmos a nossa segunda vitoria consecutiva", concluiu José Manuel Ribeiro.
A partida está agendada para o próximo domingo às 15h.

26 de novembro de 2013

Gulpilhares vence em Lavra e aproxima-se da 'linha de água'


Local: Complexo Desportivo de Lavra
Hora: 15h
Árbitro: Fernando Montenegro

Lavrense: Telmo, Dani (Paulo Lopes 72'), João Magalhães, ramalho (Káká 72') e Ricardo, Gonçalo, Joel e Diego (Couto 64'), Postiga (Eduardo 64') João Luís e Tiago Carvalho.
Treinador: José Pacheco

Gulpilhares: Jorge Matos, Maté, Valente, Joel e Barbosa, Franco, Batata e Sissé (Leonardo 43'), Jordi (Zeca 88'), João Reis (Alvarenga 43') e Nuno Velha (Diogo 92').
Treinador: José Manuel Ribeiro

Resultado ao intervalo: 0-1
Resultado final: 0-2

Marcador: Nuno Velha (42' e 60')

O Gulpilhares visitou e venceu o Lavrense por duas bolas a zero, ganhando assim um balão de ar na luta pela manutenção na Divisão de Honra da AF Porto. A equipa de José Manuel Ribeiro teve em Nuno Velha a estrela principal, já que com um golo em cada parte, deu o triunfo à sua equipa. 
O treinador dos gaienses ressalvou o processo defensivo da sua equipa como factor fundamental para a conquista dos três pontos: "Estivemos do ponto de vista defensivo quase perfeitos. Faltou-nos apenas mais consistência na nossa organização ofensiva, ainda falhamos muitos passes, mas acredito que com mais algumas vitorias a equipa ira praticar um futebol mais vistoso", referiu. 
Ainda assim, José Manuel Ribeiro mostra-se satisfeito com o trabalho desenvolvido desde que pegou na equipa: "julgo que tirando o jogo do Dragões Sandinenses, a equipa tem correspondido àquilo que pretendo", concluiu.
O próximo jogo do Gulpilhares é já no domingo, com a equipa a receber o Foz às 15h.

13 de novembro de 2013

Tantas vezes o cant(ar)o foi à fonte que acabou por partir


Local: Estádio do Tourão
Hora: 15h
Árbitro: Nuno Lopes, auxiliado por João Vilaça e Tiago Loureiro

Dragões Sandinenses: Xavier, Preto, Rui Sousa, Bruno Gomes e Quinzinho, Miguel, João Alves, Pedro Abel (Hélder 77’) e Veiga (Edu 89’), Pedrito (Machado 89’) e Gomes (Bruno Rocha 77’)
Treinador: Tozé

Gulpilhares: Jorge Matos, Zeca (Maté 44’), Valente, Joel e Barbosa, Rui Franco e Leonardo (Alvarenga 63’), Sissé (Tiago 63’), Batatinha (Jordy 73’) e João Reis, Nuno Velha.
Treinador: José Manuel Ribeiro

Resultado ao intervalo: 1-0
Resultado final: 1-0

Marcador: João Alves (40’)

Dragões Sandinenses poderia ter vencido por outros números

Resultado é lisonjeiro para aquilo que Gulpilhares produziu


O Dragões Sandinenses recebeu e venceu o Gulpilhares por uma bola a zero, numa partida onde foi muito superior ao seu adversário. Num jogo com inúmeros cantos a favor dos Sandinenses, foi precisamente na sequência de um lance deste tipo que João marcou o único golo do encontro.

Aos cinco minutos de jogo no Estádio do Tourão, já o Dragões Sandinenses havia disposto de três cantos a favor e de duas oportunidades claras de golo. Este início deixou antever uma excelente partida de futebol, o que se veio a verificar a espaços, mas que com o passar do tempo e principalmente na segunda metade do jogo, foi deixando de existir.
Mais objectiva, a formação de Tozé cedo encostou às cordas o Gulpilhares, que mostrou poucos argumentos para conseguir contrariar o ímpeto dos homens da casa. As jogadas de perigo iam-se sucedendo junto da baliza de Jorge Matos que em algumas ocasiões foi adiando o golo do Dragões Sandinenses, noutras os remates iam saindo ao lado da baliza.
Pelo meio, a única grande oportunidade do jogo para o Gulpilhares, aos 22 minutos de jogo, com Nuno Velha a cabecear já no coração da área e a bola a bater nas costas de Rui Sousa, obrigando Xavier a uma estirada de recurso. 
A cinco minutos do intervalo João Alves colocou justiça no marcador ao fazer o golo, na sequência de um pontapé de canto, com Quinzinho a centrar e depois de um alívio deficiente, o remate vitorioso do sete sandinense foi indefensável para Jorge Matos. Até ao intervalo o resultado não se alterou, apesar de Gomes ter disposto de uma excelente oportunidade logo no minuto seguinte, mas a perder tempo de remate depois de ter tirado um defesa da frente e de Pedro Abel ter dado a sensação de golo, com um cabeceamento que saiu um nada ao lado da baliza.
Na segunda parte o Dragões Sandinenses continuou a ganhar cantos e a criar perigo na sua marcação. Porém, o protagonista passou a ser o juiz da partida, Nuno Lopes, que amarelou indiscriminadamente quase todos os jogadores da equipa da casa, tendo mesmo expulsado Barreiros do banco ainda na primeira parte, por protestos. Aos 55’ o caso do jogo, com Pedro Abel a cair na área do Gulpilhares, parecendo haver motivo para grande penalidade. O fiscal de linha levantou a bandeira, mas o jogo prosseguiu, e Quinzinho acabou por introduzir a bola na baliza de Jorge Matos. Já depois de Nuno Lopes ter sancionado o golo, voltou atrás e acabou por marcar fora de jogo a Pedro Abel, no início do lance. Este lance deu a volta à exibição do juiz, que até ai havia sido normal, passando a errar na marcação de várias faltas e na amostragem de alguns cartões amarelos. O jogo também passou a ser mais mastigado a meio campo e o relvado em muito mau estado também não ajudou.
José Manuel Ribeiro mexeu na equipa e fez entrar Alvarenga e Tiago e o Gulpilhares melhorou, mas seria Quinzinho a estar perto de novo golo que só o poste impediu. Já muito perto do final do encontro, o Gulpilhares foi encostando o Dragões Sandinenses à sua área, mas não conseguiu criar uma verdadeira oportunidade de golo. Nesta parte final Nuno Lopes voltou a estar em destaque, ao dar cinco minutos de compensação mas deixando jogar oito.
Após o apito final, os homens de Tozé puderam respirar de alívio, numa vitória justa, mas que peca por escassa. Já o Gulpilhares não demonstrou um futebol capaz de levar pontos do Tourão, com alguma intranquilidade no último passe, o que originou muitas perdas de bola perto da baliza de Xavier. 

O que eles disseram..

Tozé (Treinador do Dragões Sandinenses): “O nosso campeonato em casa não tem sido fácil. Temos tido muitas oportunidades de golo que não concretizamos. Hoje voltamos a sofrer do mesmo. Poderíamos ter tornado o jogo mais fácil e quando não marcamos o segundo golo, tivemos que recuar. Sofremos um pouco, mas o adversário não criou nenhuma oportunidade de golo.
O campeonato é muito equilibrado. É difícil prever o que vai acontecer. Os objectivos não passam pela subida. Ainda é muito cedo para se falar em candidaturas, mas depois veremos. Há que deixar andar e logo se vê”.

José Manuel Ribeiro (Treinador do Gulpilhares): “Não há muito a falar em relação ao resultado. Foi justo. A minha equipa não se adaptou às condições do terreno, num relvado muito pesado e sentimos algumas dificuldades. Eles adaptaram-se melhor e foram mais agressivos. Nós não acompanhamos e acabamos por sofrer um golo de bola parada. Falhamos em algumas questões que ainda são novidade para os jogadores, pois trabalhamos há pouco tempo. 
A equipa está mal posicionada. Os objectivos não passavam por estarmos nesta posição. É normal que quando estamos cá em baixo notam-se algumas dificuldades, que se devem a falta de confiança, principalmente fora de casa. Temos que ultrapassar essa barreira psicológica, mas enquanto estivermos cá em baixo será difícil”.

26 de outubro de 2013

José Manuel Ribeiro - "Objectivo é sair da zona de despromoção o mais rápido possível"

José Manuel Ribeiro é o novo treinador do Gulpilhares
José Manuel Ribeiro foi o treinador escolhido pela direcção do Gulpilhares, liderada por Rui Silva, para suceder a Alexandre Coutinho no comando técnico da equipa de futebol.
Depois de vários anos a treinar o Infesta, que levou dos distritais à 2ª B em duas épocas, José Manuel Ribeiro deixou os infestistas após 27 anos de ligação ao clube, 15 deles como jogador. Agora, o técnico regressa ao activo no Gulpilhares, após convite de Rui Silva: "O convite surgiu através do presidente que me contactou e conseguimos chegar a um acordo", revelou o técnico, que adianta os objectivos que tem para a equipa que agora comanda: "Neste momento os objectivos são que os jogadores, o mais depressa possível, adquiram os princípios de jogo que já estamos a trabalhar e que considero importantes para conseguirmos vitórias. Depois desta primeira fase, temos o objectivo de subir na tabela classificativa e sair da zona de despromoção o mais depressa possível", adiantou.
O primeiro teste de fogo do técnico será no próximo domingo com o São Félix. José Manuel Ribeiro espera muitas dificuldades e diz mesmo que o São Félix é o favorito: "Espero dificuldades porque neste momento os meus jogadores ainda estão numa fase de adaptação ao novo modelo de treino e de jogo. E o adversário está motivado pela classificação e, como jogam em casa, são os favoritos", revelou.
Para este jogo, que terá início às 15h de domingo e será arbitrado por Valter Gouveia, José Manuel Ribeiro não poderá contar com Jordy, expulso frente ao Gens e com Ricardo e Vilas Boas lesionados.

25 de outubro de 2013

Alexandre Coutinho deixa Gulpilhares

Alexandre Coutinho deixa o Gulpilhares com um registo impressionante
Chegou ao fim a ligação de Alexandre Coutinho ao Gulpilhares. O técnico que levou a equipa gaiense até à Divisão de Honra da AF Porto não resistiu ao mau início de época da equipa e acabou por, em acordo com a direcção do clube, optar por sair.
O A Bola é Redonda falou com o técnico, que aprofundou os motivos que o levaram a deixar as 'Raposas': "Os motivos que me levaram a sair foram os resultados. É mais fácil sair o treinador que vários jogadores. Foi uma opção minha e já tinha dado conta dela ao presidente após a derrota com o Gondim, mas ele não aceitou. Sentimos que as coisas não estavam a correr bem", disse Alexandre Coutinho.
O técnico chegou para o lugar de Alfredo Mendes em Novembro de 2011 e praticamente dois anos depois deixa o comando da equipa. Pelo meio, uma subida inédita à Divisão de Honra e uma época memorável na Série 1 da 1ª Distrital, onde terminou em primeiro lugar. Depois, na disputa do título de Campeão, acabou derrotado pelo Maia Lidador. 
O Gulpilhares iniciou esta nova temporada basicamente com o mesmo plantel do ano anterior, mas as coisas não estavam a correr da forma esperada e o penúltimo lugar à quarta jornada, com apenas um ponto conquistado, não deixa de ser surpreendente. "Não sei se será excesso de confiança. Tivemos também algumas baixas e também alguns problemas nas condições de treino, pois o nosso complexo foi assaltado e roubaram-nos tudo, ficamos sem torres de iluminação durante algum tempo e começamos também a pré-época tarde. Isso tudo ajudou a que as coisas não corressem como queria", argumentou o técnico que disse ainda que "perdemos jogos com equipas que não foram em nada superiores a nós, mas não conseguimos os três pontos".
Agora, o técnico pretende descansar mas se surgir algum projecto estará disposto a ouvir: "Para já queria descansar. Se surgir algum projecto aliciante, com uma subida de divisão ou assim, poderei estar receptivo, mas para já queria descansar e analisar o que correu mal", concluiu.
Alexandre Coutinho disputou 65 jogos pelo Gulpilhares, alcançando 41 vitórias, 10 empates e 14 derrotas, com um score de golos de 123 marcados e 66 sofridos. É já conhecido o seu substituto, José Manuel Ribeiro, ex-treinador do Infesta, que estará já no banco na próxima partida frente ao São Félix no próximo domingo.

19 de junho de 2013

José Ribeiro deixa o Infesta

Ao fim de 27 anos, José Ribeiro está de saída do Infesta
Há dias o A Bola é Redonda noticiou a possível saída de José Ribeiro do Infesta, possibilidade essa que se tornou real, conforme o próprio anunciou na sua página pessoal no Facebook.
O blog chegou à fala com o técnico, que explicou os motivos que o levaram a terminar uma ligação aos matosinhenses que ia já na casa dos 27 anos, os últimos três como treinador principal: "O clube queria que eu continuasse e fez me uma proposta, mas entendo que ao fim de três anos e com tudo o que aconteceu nestes mesmos três anos, quero novos desafios. É tudo uma questão de novas motivações, querer conhecer novos clubes, querer desafios diferentes. Saio a bem do clube do qual sou sócio faz em Setembro 30 anos", disse. O clube apresentou uma proposta de continuidade ao técnico, mas este não aceitou: "Nada me desagradou porque conheço bem a realidade do clube. Sei que as pessoas fizeram uma proposta realista mas esta ideia de sair, estava na minha cabeça desde que acabou o campeonato", confessou, confirmando o fechar de ciclo: "Acima de tudo é um ciclo que se fecha", concluiu.
José Ribeiro deixa assim o Infesta, clube que representa há 27 anos, 15 deles como jogador onde desempenhou as funções de defesa direito, nove como treinador adjunto e três como técnico principal. Pelo meio uma época parado por lesão e duas repartidas pelo Senhora da Hora e pelo Guia do Algarve, a primeira motivada pelos estudos, a segunda por questões profissionais. 
Agora, José Ribeiro espera que o telefone toque com uma proposta que vá de encontro aos seus objectivos: "Acima de tudo um clube que tenha condições para ganhar, onde se possa apostar em jovens valores e que eu possa desenvolver as minhas ideias de jogo", concluiu.
O Infesta vai realizar uma Assembleia Geral no próximo dia 28 de Junho, com o intuito de eleger uma nova direcção, já que Manuel Ramos, há 39 anos na presidência do clube, não pretende continuar.

9 de junho de 2013

José Ribeiro - "Faltou alguma experiência em momentos chave"

Infesta regressou aos campeonatos distritais da AF Porto depois da escalada ate á 2ª B

José Ribeiro, técnico que dirigiu o Infesta na última época, fez um balanço da mesma em exclusivo para o A Bola é Redonda. Para o técnico "profissionalmente faço um balanço muito positivo, já que fui confrontado com um desafio difícil e que me obrigou a procurar constantes soluções para os problemas que iam surgindo. Do ponto de vista colectivo como deve calcular o balanço tem de ser obrigatoriamente negativo já que não conseguimos o objectivo mínimo que era a manutenção", afirmou, dando conta dos motivos que levaram a que o clube não conseguisse esse objectivo: "Tínhamos um plantel com muita qualidade individual, mas que numa primeira fase da época, em que era importante os resultados aparecerem, acabamos por não conseguir os necessários. Perdíamos sempre por um golo de diferença e quase sempre marcávamos primeiro. A experiência nestes casos é fundamental e faltou alguma para em momentos chave desses jogos segurarmos os resultados que nos eram favoráveis. Depois com as derrotas surgiu o normal, falta de confiança, e os jogadores começaram a duvidar das capacidades da equipa e tivemos uma fase muito complicado com maus jogos e maus resultados", revelou.
José Ribeiro recolocou o Infesta na 2ª B em apenas duas épocas, de onde havia caído em 2008/09. Porém, após este regresso, os infestistas regressam aos campeonatos Distritais, ainda que numa versão mais competitiva. José Ribeiro afirma que os pormenores são fundamentais: "Se durante duas épocas fui dizendo que o sucesso era alicerçado em pequenos pormenores que nos distinguiam dos outros clubes, também este ano essa foi a diferença", e confia que as alterações feitas nos campeonatos, com a extinção da 3ª Nacional e, no caso da AF Porto, a criação da Divisão d'Elite Pro Nacional, serão benéficas para os clubes: "Na minha opinião, é uma alteração que só vai beneficiar os clubes. Menos despesas, mais receitas e um campeonato que se adivinha super-competitivo e muito atractivo", disse.
José Ribeiro não irá continuar
a treinar o Infesta
No início da temporada, Gonçalo Borges foi contratado ao Candal, após ser o melhor marcador da Divisão de Honra com 17 golos apontados. Porém, em Dezembro o jogador acabou por sair para o vizinho Padroense. José Ribeiro diz que não faltou nada ao avançado e que foi o próprio Gonçalo que pediu para sair: "Não lhe faltou nada. Sempre que esteve disponível era titular ou era utilizado. Saiu porque pediu para sair". Relativamente à sua continuidade no Infesta, o técnico afirma que até ao dia 31 de Maio não houve qualquer contacto, sendo, por isso, um treinador livre: "Neste momento sou um treinador livre, já que o meu contrato acabou a 31 de maio e ainda não recebi nenhuma proposta do clube para continuar. Por isso o meu futuro não deverá passar pelo Infesta", revelou o treinador, afirmando também que nem um eventual contacto agora o fará regressar: "Neste momento acho muito difícil continuar, mas no futebol tudo é possível", concluiu.

O Infesta terminou o campeonato da 2ª Nacional na penúltima posição, com 25 pontos, atrás do Joane que terminou a prova com 28 pontos.

25 de maio de 2012

Infesta empata em Grijó e volta a subir de divisão


O Infesta conseguiu somar o ponto que faltava para poder voltar a festa da subida de divisão. Em partida realizada no passado sábado, frente ao Grijó, em casa deste, a formação de José Manuel Ribeiro conseguiu segurar o empate a uma bola e festejar o regresso à 2ª Nacional, escalão que havia deixado há três épocas com duas descidas sucessivas que levaram a equipa até aos distritais da AF Porto.
A partida foi equilibrada na primeira metade, com o Infesta a adiantar-se no marcador por intermédio de Magalhães aos 36' de jogo. Na segunda metade o Grijó comandou as operações e conseguiu chegar ao empate, por intermédio de João aos 68' e esteve muito perto de conseguir virar o resultado, mas a trave e a exibição de Duarte, guardião infestista, impediram que os gaienses voltassem a vencer os matosinhenses em casa.
Óscar Nogueira, treinador do Grijó, destacou a forma de jogar da sua equipa e a falta de sorte para alcançar outro resultado: "Foi um jogo bem disputado entre duas boas equipas. A primeira parte mais dividida, com o Infesta bem organizado, mas sempre atenta ao nosso erro para poder causar perigo na nossa área, sendo num lance desses que aproveitaram para fazer o único golo, mesmo já depois de Duarte ter feito duas excelentes defesas. Na parte complementar tudo se alterou, alteramos um pouco a estrutura e a dinâmica no jogo o que causou mais dificuldades ao adversário, que passou praticamente a defender exclusivamente e, depois do nosso excelente golo apontado pelo João, juntou algum anti-jogo explicável pelo interesse no resultado que servia os seus objectivos", disse o técnico, que deixou contudo, os parabéns ao adversário e também aos seus jogadores: "Quero dar os parabéns sinceros ao Infesta pela conquista da subida de divisão, em especial ao meu amigo Zé que foi o líder do grupo. Também quero felicitar os meus jogadores por terem deixado no último jogo em casa uma boa imagem, uma equipa organizada, lutadora, ambiciosa e essencialmente com muito carácter o que me satisfaz", disse Óscar Nogueira.
No próximo domingo joga-se a última ronda do campeonato e já com tudo decidido, o Grijó desloca-se ao terreno do Sousense. Óscar Nogueira espera um bom jogo de futebol: "É o ultimo desta "maratona" e que já quase nada modifica na classificação e na imagem que as equipas conseguiram nesta temporada. Mas é um jogo, e quando assim é, queremos disputar o que está em disputa que são os três pontos. Espero um desafio tranquilo, interessante e positivo", concluiu o treinador, que remeteu para a próxima semana, novidades sobre a sua continuidade ou não à frente do clube na próxima época.

18 de maio de 2012

Grijó somou a primeira vitória e quer estragar a festa do Infesta


O Grijó somou a primeira vitória no passado domingo, na recepção ao Vila Real. A equipa gaiense venceu a partida por uma bola a zero, com Vando a ser ao autor do único golo do encontro, á passagem dos 69' minutos de jogo.
Óscar Nogueira, treinador dos grijoenses, destacou a importância do triunfo alcançado, bem como a exibição de alguns atletas menos utilizados que as diversas baixas no plantel têm proporcionado: "Foi um jogo intenso, mas um pouco condicionado pelo calor que se fez sentir. Apesar das dificuldades referidas e as eventuais ausências já registadas há alguns jogos, fizemos uma partida bem conseguida, ganhando bem e valorizado pela boa réplica do Vila Real. Quero salientar que as baixas que temos, também trouxeram oportunidades a alguns miúdos se mostrarem e ganharem alguma experiência. Neste campo, destaco o Marco, que sendo primeiro ano de júnior está a cumprir e por isso tenho depositado total confiança nele", afirmou o técnico.
Infesta não conseguiu vencer
o Grijó das duas vezes
que se deslocou a Gaia
Este sábado a turma grijoense joga a última partida em casa, frente ao Infesta. Os matosinhenses necessitam de apenas um ponto para conseguir garantir o segundo lugar e a consequente subida de divisão, mas o Grijó não quer ser o 'anfitrião' dos festejos e procurará amargurar a vida dos comandados de José Manuel Ribeiro, repetindo talvez, os resultados dos últimos encontros entre estas duas equipas em Grijó, que se saldaram em duas vitórias por 2-1 para os gaienses: "Será um jogo interessante, em que queremos vencer e deixar em casa uma imagem próxima daquilo que foi a nossa 1º fase, que consideramos muito boa. Respeitando o Infesta, vamos fazer tudo para vencer", afiançou Óscar Nogueira.
O jogo tem início às 17h deste sábado, no Complexo Desportivo de Grijó.

20 de abril de 2012

Grijó ainda não venceu qualquer jogo na Fase Subida


Local: Complexo Desportivo Manuel Ramos (Arroteia)
Hora: 16h
Árbitro: Renato Mendes (AF Braga)

Infesta: Duarte, Carlos, Rui Jorge, Vilas Boas e Pedro Pereira, Rui Franco, Vitinha e Pedro Nuno, Paulinho (Guedes 82'), Braga (Vitinha II 58') e Magalhães (Oliveira 66').
Treinador: José Manuel Ribeiro

Grijó: Hélder, Miguel (Cristiano 73'), Bruno Volta, Vítor Hugo e Artur (Marco 79'), Dani, Bruno Carvalho, João e Pedro Gabriel (Maté 73'), Napoleão e Vando.
Treinador: Óscar Nogueira

Resultado ao intervalo: 1-1
Resultado final: 3-2

Marcadores: João (35') e Vando (90+4') para o Grijó e Braga (44') e Paulinho (55' e 65') para o Infesta

O Grijó somou nova derrota no passado domingo, na deslocação ao terreno do Infesta. A equipa mamedense venceu o jogo por 3-2, mas os gaienses venderam cara a derrota, uma vez que se adiantaram no marcador, ainda na primeira parte, por intermédio de João. No entanto, Braga, mesmo antes do intervalo empatou e já no segundo tempo Paulinho, com dois golos, colocou o Infesta a vencer por 3-1. Perto do apito final, Vando reduziu e ainda alimentou algumas esperanças, mas sem qualquer efeito, pois pouco depois do golo o árbitro terminou com o encontro. Este foi o quarto jogo do Grijó na Fase Subida da 3ª Divisão Nacional e foi a terceira derrota da equipa, que ainda não conseguiu vencer qualquer jogo.
Óscar Nogueira, treinador dos grijoenses, não estava satisfeito com o resultado final, pois na opinião do treinador, sempre que o Grijó tentava estar por cima do jogo "havia coisas extras que nos impediam de ir mais além", disse, explicando a sua visão: "Estivemos em vantagem e logo de seguida tivemos um penalti que podia dar o 0-2, que não foi marcado e no lance seguinte sofremos o empate em jogada precedida de falta. Iniciamos a segunda parte a interpretar o jogo com seriedade e tivemos nos pés do Napoleão o 1-2, que só não o fez porque foi impedido em falta que também não foi assinalada e que daria o segundo penalti. No lance seguinte, faz o Infesta o 2-1 e viria a fazer o 3-1 de livre. Nós acabaríamos de chegar ao 3-2 já perto do fim", explicou o treinador.
Ainda assim, Óscar Nogueira deixa os parabéns aos seus jogadores e também ao adversário: "Quero dar os parabéns aos meus jogadores, que numa fase difícil conseguiram dar uma resposta capaz de discutir o jogo em casa dum adversário candidato á subida de divisão. Só não conquistamos pontos porque não nos deixaram. Parabens e felicidades ao Infesta", concluiu.
O Grijó joga agora no próximo domingo com o Sousense, outra equipa que também ainda não venceu nesta fase. A partida está marcada para o Estádio do Grijó e terá início às 16h.

12 de outubro de 2011

Sousense perde com Infesta mas mantém o primeiro lugar


Local: Parque de jogos Manuel Ramos
Hora: 15h
Árbitro: Marco Cruz (AF Porto)

Infesta: Duarte, Carlos, Rui Jorge, Tiago Dias e Coutinho (Serge 85'), Guedes, Vitinha I e Pedro Nuno, Magalhães (Pedro 56'), Vitinha II e Oliveira (Nuno Almeida 65').
Treinador: José Manuel Ribeiro

Sousense: Ricardo, Salvador, Daniel, Zé Augusto e Chico (Pedro 69'), Bruno China, Norinho e Cláudio (Marco 77'), Pires, Paulinho e Freixo (Filipe 83').
Treinador: Guilherme Baldaia

Resultado ao intervalo: 0-1
Resultado final: 2-1

Marcadores: Cláudio (15') para o Sousense e Pedro Nuno (70') e Nuno Almeida (79').

Disciplina: Cartão vermelho para Zé Augusto (86') do Sousense

O Sousense perdeu pela primeira vez esta temporada em todos os jogos oficiais já realizados. A formação gondomarense deslocou-se a Matosinhos, para defrontar o Infesta e até começou bem, com Cláudio a abrir o marcador logo aos 15 minutos de jogo. Contudo, na segunda parte, os comandados de José Manuel Ribeiro conseguiram dar a volta ao marcador, no espaço de nove minutos, com golos de Pedro Nuno e Nuno Almeida, aos 70' e 79' respectivamente. Com esta derrota, o Sousense manteve o primeiro lugar e os 10 pontos, mas permitiu a aproximação do Grijó e do Mêda, ambos com nove pontos, beneficiando ainda da derrota do Leça frente ao Cesarense para manter a primeira posição na classificação geral.
Guilherme Baldaia, técnico do Sousense, disse que o resultado é penalizador para a sua equipa: "Foi um resultado demasiado penalizador para a minha equipa. Tivemos mais domínio, qualidade do jogo, mais oportunidades de golo, tivemos a chance de matar a partida com uma bola na trave e no seguimento da jogada o Infesta fez o empate. Galvanizados com o golo, aí sim o adversário criou-nos dificuldades.Vitória do adversário com algum mérito mas acima de tudo com muita sorte. Apesar da nossa derrota ainda continuamos na liderança o que demonstra o equilíbrio desta série", disse o treinador.
O próximo jogo do Sousense é no domingo, para a Taça de Portugal, deslocando-se ao Estádio dos Arcos, para defrontar o Rio Ave.

15 de setembro de 2011

Grijó recebe Infesta à procura da vitória



O Grijó recebe o Infesta no próximo domingo, para a segunda jornada do Campeonato Nacional da 3ª Divisão. Depois de uma derrota na primeira ronda, na visita a Serzedelo por 2-1, a formação treinada por Óscar Nogueira espera conseguir imitar o feito da época anterior, quando os grijoenses venceram os infestistas por duas bolas a uma, depois de terem entrado a perder no jogo com golo de Paulinho aos 25'. Na segunda metade, Bruno Volta e Dani marcaram os golos que deram o triunfo ao Grijó e que inflingiu a primeira derrota ao Infesta no campeonato, ao fim de 21 jogos sem qualquer derrota.
Óscar Nogueira espera que a sua
equipa esteja em bom plano
Óscar Nogueira espera dificuldades: "Espero um adversário difícil com bons jogadores e bem orientado que de certeza nos vai criar muitas dificuldades, até porque alem de terem mantido a estrutura do ano passado reforçaram-se com jogadores de qualidade e experientes o que é importante para esta divisão, mas entre estas equipas há poucos segredos, sabemos a forma de jogar do adversário e eles a nossa, portanto conto com um jogo bem disputado, mas o nosso objectivo é vencer. Vamos tentar impor o nosso futebol e realizar um bom jogo, se assim for estaremos mais perto da vitória", disse.
José Manuel Ribeiro pretende
trazer pontos de Grijó
Já do lado do Infesta, José Manuel Ribeiro alinha pelo mesmo discurso de Óscar Nogueira e também espera dificuldades: "Sabemos que vai ser um jogo difícil, mas vamos para ganhar. não vencemos na última jornada assim como o Grijó, mas o objectivo é pontuar", começou por referir o técnico, escusando-se a dizer se este ano o resultado será diferente do ano passado: "É difícil dizer isso. Este ano temos três jogos realizados e ainda não perdemos. Como disse, o objectivo é pontuar. Se conseguirmos os três pontos, tanto melhor, se empatarmos, será um mal menor", concluiu.
O jogo será realizado no Complexo Desportivo de Grijó e para este jogo, Óscar Nogueira não poderá contar com Vitinha, Veiga e Vítor Hugo, todos por lesão, mantendo-se em dúvida Bruno Faria e Vando. Do lado do Infesta Pedro Pereira por castigo e Jorginho por lesão são baixas confirmadas. A partida tem o seu início marcado para as 17h.

14 de fevereiro de 2011

Grande segunda parte do Grijó permite vitória sobre o Infesta


Local: Estádio Municipal de Grijó
Hora: 15h
Árbitro: António Nogueira, auxiliado por José Luzia e Nélson Sousa

Grijó: Hélder, Maté, Bruno Volta, Ricardo Viana e Artur, Dani, Vitinha (Ivo 78’), Veiga (Chaves 69’) e Kruss (Postiga Int.), César e Bruno Faria.
Treinador: Óscar Nogueira

Infesta: Miguel, Tiago Dias, Rui Jorge, Vilas Boas e Coutinho, Rui Franco, Vitinha I e Serge (Armando 85’), Pedro Nuno, Paulinho e Braga (Vitinha II 11’)
Treinador: José Manuel Ribeiro

Resultado ao intervalo: 0-1
Resultado final: 2-1

Marcadores: Paulinho (25’) para o Infesta e Bruno Volta (48’) e Dani (85’) para o Grijó

Disciplina: Cartão amarelo a Coutinho (45’), Miguel (51’) e Pedro Nuno (88’) do Infesta e Dani (51’), Veiga (71’) e Maté (87’) do Grijó.

Crónica

Grijó venceu o Infesta com uma boa segunda parte

Infesta sofreu golo do empate no início do segundo tempo e não conseguiu reagir

Depois de 20 jornadas a vencer, o Infesta perdeu na deslocação ao terreno do Grijó, por 2-1, numa boa tarde de futebol, com muita gente nas bancadas do Estádio Municipal de Grijó, apesar do tempo ameaçar chuva. As duas equipas entraram em campo com vontade de vencer, sendo que o Infesta imprimiu o seu ritmo e foi comandando as operações, chegando ao golo aos 25 minutos de jogo, depois de uma perda de bola de Veiga na saída para o ataque, que deu o golo a Paulinho, num bom remate de fora da área sem defesa para Hélder. Pouco depois, o Infesta poderia ter aumentado o marcador, depois de Pedro Nuno ter combinado bem com um colega, após nova perda de bola, agora de Dani, e surgir isolado perante Hélder, desviando a bola do guardião, mas esta acabou por sair ao lado.
Já na segunda metade da partida, o Grijó entrou diferente e logo no recomeço, Bruno Volta empatou o jogo, na sequência de um canto, onde viu a bola cair-lhe no pé, depois de uma série de ressaltos. Os mamedenses reclamaram muito neste lance, com razão, pois queixam-se de uma falta sobre o guarda-redes Miguel. Impulsionados pelo golo, os grijoenses assumiram o comando do jogo, com o Infesta a chegar à baliza de Hélder apenas de bola parada. Já no último quarto de hora, Pedro Nuno dispôs de uma boa oportunidade, mas Chaves tirou-lhe a bola antes de o avançado poder rematar. Até que aos 85 minutos de jogo, o Grijó chegou ao segundo golo, novamente na sequência de um pontapé de canto, com a bola chegar a Dani que conseguiu introduzi-la na baliza, para delírio dos adeptos gaienses. Neste lance, o guarda-redes do Infesta embateu desamparado no poste da baliza, ficando estendido no relvado, sendo prontamente assistido pelas equipas médicas das duas equipas. Chegou a pedir-se a sua substituição, mas tal acabou por não acontecer pois o guardião voltou ao jogo. Até final, o Grijó poderia ter aumentado a vantagem, mas o remate de fora da área de Chaves saiu torto, depois de ver bem o adiantamento de Miguel. De referir a excelente exibição do Ricardo Viana, central do Grijó, que não deu grandes hipóteses aos avançados do Infesta que lhe foram caindo na sua zona.

Declarações dos treinadores

Óscar Nogueira
“Até ao golo do Infesta o Grijó foi a única equipa que procurou o golo, depois a minha equipa intranquilizou-se. Na segunda parte tivemos que correr riscos e foi isso que fizemos. Marcamos golos com alguma felicidade, mas foi uma vitória justa. Infesta é uma grande equipa e demonstrou o porque de ter chegado aqui sem derrotas. Dou os parabéns aos meus jogadores por acreditarem que era possível ganhar este jogo e dizer-lhes que acreditem no futuro”.

José Manuel Ribeiro
“No melhor jogo do Infesta desta época, acabamos por perder. Fomos superiores, mas isso não chega. O Grijó não mostrou todo o seu potencial porque o Infesta não deixou. Infelizmente estou triste por ter sido o melhor jogo da temporada e termos perdido. A vantagem ainda é boa e a jogar a este nível dificilmente nos poderão apanhar”.


Melhor em campo: Ricardo Viana (Grijó)


Excelente exibição do central valeu-lhe o título de 'Melhor em Campo'

"Acho que entramos bem no jogo. sofremos um golo quando estávamos por cima e depois tivemos que corrigir. Esta vitória é só mais uma. Desde o início que nos propusemos para a subida, demos um passo importante nesse sentido e agora temos o Pedrouços e se não vencermos esse jogo, este resultado não servirá para muita coisa".

12 de fevereiro de 2011

Grijó recebe Infesta com o pensamento na vitória


O Grijó recebe o Infesta, no jogo mais importante da jornada 21 da Divisão de Honra da AF Porto. Será a partida mais importante desta jornada, pois frente a frente estarão primeiro contra o segundo classificado, num duelo entre candidatos à subida.
O Infesta dispensa apresentações. É o líder invicto da classificação, o melhor ataque e a melhor defesa da prova, com apenas sete golos sofridos e tem mais 13 pontos que o segundo classificado, estando a um passo de garantir o regresso às divisões nacionais. O Grijó é o segundo classificado, com 39 pontos e conseguiu chegar a esta posição na última jornada, ao derrotar o Avintes, aproveitando a derrota do Pedras Rubras em Felgueiras, mas com melhor diferença de golos, o que lhe confere vantagem sobre os maiatos. Os grijoenses são o quarto melhor ataque da prova e a segunda melhor defesa com 14 golos sofridos. Os mamedenses chegam a esta partida sem ter sofrido qualquer derrota, enquanto que os gaienses apenas perderam um jogo nos últimos 16 realizados e foi precisamente em casa, frente ao Nun'Alvares, de resto a única derrota caseira do conjunto de Óscar Nogueira.
O 'A Bola é Redonda' falou com os dois técnicos para saberem quais são as expectativas de ambos para este jogo, bem como com dois atletas, um de cada equipa.
Óscar Nogueira, técnico do Grijó, afirmou ao blog que a sua equipa vai jogar para vencer, pois esse é o único resultado que interessa: "Sabemos da importância deste jogo para as duas equipas. Só queremos ganhar, pois se vencermos damos um passo importantíssimo, rumo ao nosso objectivo", começou por referir, enumerando depois as dificuldades que o adversário lhe vai impor: "Defrontamos uma grande equipa, o líder invicto, que tem imensa qualidade. Sabemos o que fazemos e respeitando o Infesta, só pensamos em ganhar. Se não ganharmos, será sempre um mau resultado" disse o treinador, que concluiu afirmando que "o objectivo passa, não por não perder, mas sim por ganhar".
Do lado do Infesta, José Manuel Ribeiro, elogiou o adversário: "Vai ser um jogo difícil. O Grijó tem bons jogadores, tem boa equipa, bem organizada. É um adversário forte e será concerteza um jogo difícil".
Em caso de vitória do Infesta, a equipa matosinhense fica muito mais próxima da subida, pois há também um Pedras Rubras-Nogueirense, que pode dar uma maõzinha. José Manuel Ribeiro afirma que a sua equipa tem margem de manobra: "Depende dos resultados. Estamos numa fase em que ainda podemos errar. É claro que uma vitória. coloca-nos mais perto da 3ª Divisão e uma derrota fará com que os adversários se aproximem. Temos 13 pontos de vantagem, é bom, mas queremos um bom resultado no domingo", concluiu o treinador.
Para esta partida, que terá início às 15h do próximo domingo, Óscar Nogueira não poderá contar com os lesionados Marco e Russo e com o castigado Bruno Carvalho, uma baixa considerável na equipa. Já do lado do Infesta, apenas o lateral direito António, não poderá dar o seu contributo à equipa. O árbitro da partida será António Nogueira.

A Visão dos jogadores

O 'A Bola é Redonda' falou com o guarda-redes do Grijó, Hélder, para tentar perceber a motivação da equipa gaiense para esta partida, que pode deixar a sua equipa isolada na segunda posição. O guardião referiu que espera "um jogo muito complicado, contra uma equipa que esta super-motivada e com uma vantagem muito confortável sobre nos. Espero que consigamos provocar-lhes a primeira derrota e com isso mantermos o segundo lugar, que neste momento é o nosso principal objectivo. O essencial é entrarmos concentrados e não dar muitos espaços ao ataque do Infesta. Assim será mais difícil sofrermos golos", disse o guardião.
Do lado do Infesta, Tiago Dias, defesa-central, fez praticamente toda a sua formação ao serviço do Arcozelo, clube gaiense, que também representou durante cinco temporadas no plantel sénior. Este ano rumou ao Infesta e na última jornada foi titular, ao lado de Vilas Boas. O jogador disse que a sua equipa vai fazer o que sempre faz contra os outros adversários: "Vamos fazer o normal no jogo do próximo domingo, que é jogar para ganhar. Sabemos que o Grijó tem boa equipa, mas vamos tentar obter o melhor resultado. Com a vantagem que temos, mesmo o empate será sempre um bom resultado", disse o jogador. questionado sobre se a vitória deixa a sua equipa mais perto da 3ª Nacional, o jogador respondeu prontamente que sim: "Claro. Faltam 14 jogos e se vencermos nove, podemos festejar. É claro que esta jornada, em caso de vitória, as coisas podem ficar mais fáceis para nós", concluiu o jogador.

10 de fevereiro de 2011

Entrevista Com - José Manuel Ribeiro (Treinador do Infesta)

Esta semana na rúbrica 'Entrevista Com', a escolha para entrevistado recaiu no treinador do Infesta, José Manuel Ribeiro. Esta entrevista foi realizada em dezembro último, aquando da vida do Infesta a Serzedo para um jogo-treino. Ao longo da mesma, o jovem técnico fala da sua ambição, dos seus sonhos, rejeita comparações com André Villas-Boas e com a carreira do FC Porto na Liga Zon/Sagres e admite que o Grijó, próximo adversário do clube matosinhense no campeonato, foi, das três equipas gaienses, aquele que mais dificuldades lhe apresentou e mais bem estruturado está. Em suma, uma entrevista a não perder!!


José Manuel Ribeiro pretende devolver o Infesta aos grandes tempos de outrora

A Bola é Redonda (ABR) - O Infesta lidera a Divisão de Honra invicto. Esperava esta situação ou não esperava ter tantos pontos de avanço sobre os outros adversários?

José Manuel Ribeiro (JMR) - Não fiz esse tipo de cálculos antes de começar. O Infesta há muitos anos que não estava nesta divisão e ia ser sempre uma novidade. Não teríamos ponto de referência com anos anteriores. Se me perguntasse se íamos fazer estes jogos invictos, diria que seria difícil pelo valor de alguns adversários e também pelo valor da nossa equipa pois temos muitos elementos novos e o trabalho foi feito de base, implementando as minhas ideias, porque o ano passado não era eu o treinador e isso às vezes demora tempo. Os jogadores têm sido fantásticos, assimilaram as ideias rapidamente e temos feito um campeonato quase perfeito. Estamos no primeiro lugar, sabemos que não será fácil manter pois vamos ter jogos difíceis, mas temos uma equipa que não sofreu alterações, não houve o objectivo de reforçar a equipa e vamos tentar manter o primeiro lugar.


ABR - É homem da casa, foi jogador do Infesta e chega agora ao banco. Numa entrevista ao jornal 'A Bola' disse que tinha cumprido um sonho. Era de facto um sonho treinar o infesta?

JMR - Sim. Sou sócio do infesta há 25 anos e ao fim de dez anos como adjunto começamos a ter alguma vontade de chegar a treinador principal. Obviamente que o Infesta é o clube da minha terra, da minha cidade e acho que era o clube ideal para começar, porque conheço as pessoas, conheço a filosofia do clube e sei que era mais fácil começar num clube como o Infesta, do que noutro clube qualquer.

ABR - Nesse campo surgem algumas comparações inevitáveis, pois o Infesta está a fazer uma carreira semelhante à do FC Porto. Mas neste caso e até porque André Villas-Boas também é novo, está invicto e treina o clube dele desde pequenino, que semelhanças é que encontra na maneira de treinar, tanto na sua como na dele?

JMR - Em relação ao treino não sei porque não estou lá. Na forma de jogar, penso que será diferente, porque os jogadores são diferentes. Dou muita importância a organização defensiva, assim como ele e também ao pressing em determinadas zonas do campo. As comparações as pessoas fazem-nas, talvez pela idade, por estarmos a treinar o clube do coração e sermos jovens, mas eu nem faço porque não gosto minimamente. Peso que até é prejudicial, porque se as coisas correm mal, as pessoas vão comentar. Não há comparação possível. Estou num nível muito inferior, a pressão que eles têm é muito maior e é muito mais fácil liderar um balneário como o Infesta porque tinha vindo de uma descida, porque os jogadores querem rectificar erros anteriores e no FC Porto é um ambiente diferente, é outro nível, a pressão é maior. É quase impossível fazer comparações.


ABR - O Infesta já jogou com as três equipas de Gaia. Qual foi a que lhe apresentou maiores dificuldades?

JMR - Foi difícil o Grijó e também o Avintes. Não tão difícil o Arcozelo, porque das três pareceu-me a que tem menos argumentos. O Grijó é quanto a mim, a que tem no seu conjunto, um lote de jogadores com melhor qualidade e depois, já estão com o mesmo treinador há muitos anos e isso ajuda, têm uma estrutura preparada para esta divisão e apostou forte na subida. O Avintes foi complicado porque jogamos num relvado que não estava em boas condições e não marcamos o segundo golo quando deveríamos ter marcado. Mas para mim o Grijó foi o adversário em que tivemos mais dificuldades e na altura disse que se tivéssemos empatado também seria justo. Acabamos por ter alguma felicidade ao ganhar 2-0 e é a equipa que tem melhor lote de jogadores e aquela que neste momento ainda luta pela subida. Ainda faltam muitos jogos e estão bem apetrechados, reforçaram-se com bons jogadores que eu conheço do Valonguense e penso que a estrutura está lá e têm tudo para importunar pelo menos o Pedras Rubras, porque é o adversário mais próximo. Quanto a nós já será mais difícil, mas não é impossível e nos temos essa noção e não podemos nem vamos facilitar. Mas de facto o Grijó foi a equipa que mais luta me deu e é um sério candidato a subir de divisão.


ABR - O Infesta está invicto. Como é que se tira o deslumbramento da vitória a um grupo que tem ganho todos os jogos?

JMR - Tenho um grupo de jogadores que estavam cá o ano passado e a vontade deles em devolver o clube à 3ª Divisão é muito grande. Esses estão motivados. Depois fui buscar jogadores fora, a clubes mais pequenos e a motivação de estar aqui é muito grande. Se perguntar aos jogadores, ninguém quer perder, eles próprios estão motivados. É mais difícil motivar uma equipa que perde, não uma que ganha, porque esses não querem perder. Não tenho nada de especial, é tudo fruto do trabalho. Sinto-me motivado, mostro-lhes a minha motivação e acho que eles vão buscar alguma à minha.


ABR - Mas pode sempre aparecer facilitismos durante os jogos…

JMR - Não tenho sentido qualquer tipo de facilitismos durante os jogos, nem mesmo com as equipas cá de baixo. Temos mantido sempre uma organização e concentração de topo e só assim é que conseguimos vencer. Tenho reparado que contra nós as equipas são mais agressivas que o habitual, correm mais, mas isso é normal, se estivesse do outro lado era igual. Quem é que não quer ganhar ao Infesta? Quem o fizer será notícia durante a semana...


ABR - Está a começar a carreira como treinador, mas tem ambições como toda a gente Quais são as suas ambições pessoais?

JMR - Tenho os pés bem assentes na terra. Só com bons resultados é que se conseguem coisas. Se me perguntar se tenho objectivos, tenho o objectivo de treinar um clube da 2ª B antes dos 40 anos, se for o Infesta melhor, mas sei que vai ser difícil, porque conheço a realidade do Infesta e não será fácil o clube voltar à 2ª B. Mas o objectivo é esse, nos próximos quatro anos conseguir estar a treinar pelo menos nos nacionais. O resto, depende muito do clube onde estiver, das capacidades do clube em me projectar, também depende da ajuda de um presidente que aposte em mim. Há muitos treinadores no mercado com qualidade e não conseguem. Vou trabalhar e lutar e acima de tudo, fazer o meu trabalho o melhor que sei, procurar ser melhor todos os dias e tudo fazer por merecer um dia mais tarde, uma oportunidade para outros voos que não nos distritais. Vamos tentar com o Infesta voltar aos nacionais, mas sabemos que depois de lá estar tudo é mais fácil, mas sem uma boa estrutura, um treinador sozinho não consegue. Felizmente no Infesta a nível de estrutura não haverá clube melhor nesta divisão.


ABR - Para terminar, uma mensagem aos adeptos e simpatizantes do Infesta.

JMR - Acima de tudo, que continuem a ajudar o Infesta como têm ajudado. É uma alegria muito grande terminar um jogo e ver muita gente nas bancadas. Pessoas que não vinham ao Infesta há muitos anos. Infelizmente em Portugal as pessoas só vêm ao futebol quando a equipa ganha, pois na altura das derrotas as pessoas fogem. Felizmente estão a voltar ao Infesta. Só espero que continuem a apoiar para lhes podermos dar mais alegrias. O clube não morreu e só com a ajuda deles é que podemos reerguer o Infesta.