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24 de outubro de 2014

José Pedro é o escolhido para suceder a Nuno Costa no Grijó

José Pedro foi o homem escolhido para recolocar o Grijó no Campeonato Nacional de Seniores
José Pedro foi o treinador escolhido pela direcção do Grijó para suceder a Nuno Costa no comando técnico da equipa gaiense.
Natural de Lourosa, o técnico já passou pelos bancos de Fiães, Portosantense, Arouca, Cesarense e Oliveira do Hospital.
O A Bola é Redonda falou com o técnico, que explicou como se processou este ingresso no Grijó e quais são as suas expectativas para esta aventura: "Foi tudo muito rápido. Alguém se lembrou do meu nome e mediante o meu currículo acharam que era a pessoa ideal para treinar o Grijó. Fiquei muito contente, apesar de ser uma situação diferente daquela a que estava habituado", referiu o técnico, uma vez que é a primeira vez que orienta uma equipa dos escalões distritais. Relativamente ao currículo, este fala por si, uma vez que alcançou subidas com o Fiães (2003/04), Arouca (2007/08) e Cesarense (2009/10).
José Pedro representou o
Marítimo seis épocas
Relativamente aos objectivos dos grijoenses, estes mantêm-se intactos e o técnico acredita que o Grijó tem condições para se manter nos escalões nacionais: "O clube tinha traçado um objectivo e é isso que vamos tentar fazer, mas temos que pensar jogo a jogo. Vamos tentar resolver as coisas e colocar o clube no Campeonato Nacional de Seniores, pois tem boas estruturas e um escalão acima é o ideal para o clube", afirmou o técnico.
Como jogador, José Pedro também tem um vasto currículo, sempre nos escalões nacionais, principalmente nos profissionais. Depois de acabar a formação no Lus. Lourosa, representou a equipa nas antigas 3ª Nacional e 2ª Nacional de onde saltou para o Portimonense da I Divisão Nacional, representando os algarvios durante quatro temporadas. Depois de uma época na recém criada Divisão de Honra ao serviço do Portimonense, José Pedro passou a integrar os quadros do Marítimo, clube que representou durante seis temporadas sempre ao mais alto nível. Já numa fase final da carreira, ingressou no Nacional na Divisão de Honra e terminou a carreira ao serviço do Lus. Lourosa, na época 1998/99 na 2ª B.

3 de fevereiro de 2012

Entrevista com: Tiago Gil (Marítimo)

A rúbrica 'Entrevista com' está de volta e desta vez o convidado é Tiago Gil, atleta que na época anterior esteve ao serviço do Candal, mas que agora está no Marítimo, apesar de fazer parte dos quadros da equipa B. Nesta entrevista, o jogador aborda a sua ida para a Madeira, revelando que houve outras possibilidades. Fala também da época passada, onde o Candal acabou por descer à Divisão de Honra da AF Porto e aborda também o seu futuro, admitindo deixar o clube madeirense, caso não começe a jogar com mais regularidade. Mais uma entrevista a não perder, num exclusivo 'A Bola é Redonda'.





A Bola é Redonda (ABR) - Olá Tiago Gil. No final da época passada deixaste o Candal para ingressar no Marítimo, embora na equipa B. Como surgiu essa possibilidade?

Tiago Gil (TG) - Tudo surgiu já no período de férias, quando fui contactado pelo meu empresário dizendo que havia interesse da parte do Marítimo em que integrasse a equipa B. Já tinha acontecido na época anterior, mas tinha ficado sem efeito pois não houve acordo entre o Candal e o Marítimo logo na fase inicial das conversas. Inicialmente também não foi fácil para os dois clubes chegarem a acordo, aliás, isto tudo durou aproximadamente um mês até que com alguma compreensão da parte do Candal, devido à oportunidade que seria para mim, lá conseguiram com que tanto eu como o clube saíssemos beneficiados desta decisão.


ABR - Foi apenas o Marítimo que apareceu ou tiveste mais convites de outros clubes?

TG - Tive. Antes da minha vinda para a Madeira, tive ainda uma possibilidade, que ficaria entretanto sem efeito, do Gondomar. E andava a analisar ao mesmo tempo uma ou outra possibilidade para o caso de as negociações não prosseguissem.


ABR - Ainda não fizeste um jogo pela equipa esta época? É difícil estar nessa situação?

TG - É verdade. É sempre difícil estar numa situação destas. Ninguém deseja estar sem jogar, mas eu sabia que iria para outro patamar e não iria ser fácil conquistar rapidamente o meu lugar. Penso também que o elevado número de opções para a minha posição, diminui um bocado a possibilidade de haver uma oportunidade.


ABR - Como foi a tua adaptação a uma realidade diferente, uma divisão superior e a um clube que, apesar de estares na equipa B, é profissional?

TG - Pensei que iria ser mais complicado. Adaptei-me bem, também devido a ser uma equipa jovem, todos a jogar longe de casa, onde acabamos por nos ajudar uns aos outros. Comparativamente ao Candal, como é óbvio são inumeras as diferenças entres os dois clubes, partindo desde logo da organização do clube e da estrutura que tem por detrás de tudo.


ABR - Voltando ao passado, nomeadamente à época anterior, o que falhou para que o Candal descesse de divisão?

TG - Na minha opinião, eu acho essa é uma questão que ainda hoje muita gente não consegue responder. Terminamos a primeira volta em primeiro lugar a fazer um excelente campeonato, e a partir de Janeiro algo mudou e a perda de pontos começou a ser maior inexplicavelmente. Mas a arranjar uma justificação, talvez diria alguma falta de maturidade nalguns momentos, e a perda de pontos em casa que não costumavam ser normais.


ABR - Tens acompanhado o percurso da equipa este ano? Como vês o desempenho do Candal na Divisão de Honra da AF Porto?

TG - Sim, tenho acompanhado, e até ao momento vejo um desempenho positivo. Houve duas equipas que apostaram bastante este ano e é normal que para o Candal não seja tão fácil acompanhar, mas no entanto, penso que está a fazer um campeonato dentro do esperado.


ABR - Sendo jogador, que comentário te merece o facto de o Candal ter tido, desde a época passada, seis treinadores até ao momento?

TG - Isso são coisas do futebol. No ano passado, quando não atingimos o objectivo de ficar na zona de subida, ocorreu a primeira troca. Depois houve uma mudança de direcção que consequentemente fez com que ocorresse nova troca de treinador. E em relação a esta época, não estou muito a par do motivo das trocas, por isso, não me posso adiantar mais em relação a esse assunto.


Tiago Gil ao serviço da Selecção Nacional de Sub-18

ABR - Já representaste Portugal por duas ocasiões no escalão de Sub-18. Agora que tens 20 anos, ainda esperas conseguir voltar a representar a Selecção Nacional?

TG - Todos os jogadores de futebol ambicionam representar o seu país ao mais alto nível. Não sou nenhuma excepção e, como tal, é normal fazer tudo para que um dia possa lá voltar. No entanto, não escondo que a ida no escalão de sub-18 à Selecção Nacional, foi sem dúvida um dos momentos que me irão marcar para sempre.


ABR - Voltando ao Marítimo, esta época não está a correr bem à equipa, que está num lugar incómodo na tabela. Que tem falhado?

TG - Não é fácil de explicar. Mas analisando os jogo efectuados, em vários momentos faltou-nos uma pontinha de sorte, e talvez um problema que acaba por ser normal, é a falta de experiência da equipa, devido a ser muito jovem.


ABR - Os métodos de trabalho são, com certeza, muito diferentes do Candal. Quais as principais diferenças entre os dois clubes?

TG - Sim, nota-se uma diferença considerável nos métodos de trabalho. Uma carga de trabalho maior, mais exigência, melhores condições de treino, entre outros pormenores, que faz evidentemente com que os métodos sejam diferentes.


ABR - Na próxima época, em 2012/2013, as equipas B serão integradas na Liga Orangina, que como todos sabem é um campeonato profissional. Que pensas desta situação?

TG - Penso que foi uma excelente ideia para todos os clubes. Tanto beneficia os clubes que já estão na Liga Orangina, porque mesmo sendo equipas B, nunca deixam de ser o Marítimo, Porto, Benfica, Sporting, e que ajudarão ainda e muito nas transmissões televisivas, como também é bom para esses clubes, pois terão a possibilidade de ter jogadores oriundos da formação e jogadores jovens, como é o caso já da equipa B do Marítimo, a ganhar ritmo num escalão bem diferente da 2ª divisão. Num escalão mais competitivo e profissional.


ABR - As equipas terão que ter um número mínimo de 10 atletas por ficha de jogo que tenham sido formados localmente, ou seja, inscritos na FPF nas três épocas anteriores e com idades compreendidas entre os 15 e os 21 anos. Achas que a formação sairá beneficiada com estas medidas?

TG - Penso que sim. Assim implica um maior aproveitamento destes clubes na sua formação, não fazendo como se vê por aí, aproveitando cerca de dois ou três jogadores por ano, se tanto, mas sim vendo-se obrigados a apostar cada vez mais nos jovens portugueses.


ABR - Apesar de estares integrado na equipa B, como é o teu dia-a-dia em termos futebolísticos?

TG - O meu dia-a-dia acaba por ser praticamente idêntico ao da equipa principal. Com menos dois treinos talvez, mas com as rotinas diárias muito parecidas. Treinos de manhã, às vezes com um bi-diário semanal e uma folga.


ABR - Por vezes jogadores das equipas B, acabam por se treinar com o plantel principal. Isso ainda não aconteceu contigo?

TG - Sim, uma vez. Num treino-conjunto entre equipa A e B, onde o Mister Pedro Martins precisou de um central para completar a equipa.


ABR - Já te cruzaste com Pedro Martins com certeza. Como é o técnico principal do Marítimo?

TG - Sim, já, inclusive nesse treino que foi quando falei mais propriamente dito com ele. É uma pessoa simpática, que me pôs a vontade, assim como a restante equipa técnica. De resto, cruzamo-nos com qualquer elemento da equipa principal, desde jogadores a equipa técnica quase todos os dias, pois coincidem os horários de treino e os locais frequentados fora do futebol.


ABR - O teu futuro passa pelo Marítimo ou admites sair no final da época caso a tua situação não se altere?

TG - Ainda é cedo para falar nisso, pois acabou agora a primeira volta, mas caso a minha situação não mude, irei procurar um clube onde jogue com regularidade, pois ninguém deseja estar um ano parado, muito menos dois.


ABR - Que objectivos tens para a tua carreira, agora que estas num clube mais exigente a nível futebolístico?

TG - O meu principal objectivo é conseguir chegar ao mais alto nível nacional, 1ª Liga digamos. No entanto, para isso, primeiro terei várias fases para ultrapassar pela frente. E só depois pensaria em jogar ao mais alto nível fora de Portugal.


Ainda na formação do Candal, onde admite poder regressar um dia

ABR - Admitindo que regressarias a Gaia, que clube gostarias de representar?

TG - Devido ao anos que estive no Candal e tudo aquilo que o clube me deu, fazendo com que evoluísse fora e dentro de campo, para ser sincero, não me imaginaria a jogar noutro clube qualquer de Gaia, mas no entanto no futebol nunca sabemos o dia de amanhã.


ABR - Como tens visto o desempenho das equipas gaienses na 2ª e 3ª divisão, nomeadamente o Coimbrões e o Grijó?

TG - O Grijó não tenho acompanhado lá muito bem, mas penso que está a fazer um campeonato bastante positivo. Quanto ao Coimbrões poderia estar melhor classificado, mas o grau de exigência também é maior, e mesmo assim está perfeitamente dentro de atingir aqueles que são os seus objectivos.


ABR - Por último, gostaria que deixasses uma mensagem aos adeptos e leitores do blog.

TG - Queria desde já dar-lhe os parabéns, pois tem realizado um excelente trabalho com uma diária actualização deste blog que é benéfica tanto para nós jogadores, como para todos os amantes do futebol. E desejar, já agora, um ano recheado de vitórias desportivas e pessoais para todos os leitores deste blog, e que continuem a acompanhar e a apoiar os seus clubes pois também é disto que faz parte o futebol. Um abraço e felicidades para todos.

30 de outubro de 2007

Benfica 2-1 Marítimo

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 45.000
Árbitro: Pedro Proença


Benfica: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Edcarlos e Léo, Katsouranis, Binya, Dí Maria, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Butt, Luis Filipe e Freddy Adu.

Maritimo: Marcos, Ricardo Esteves, Van der Linden, Ediglê e Evaldo, Wenio, Marcinho, Olberdam e Mossoró, Kanu e Makukula.
Treinador: Sebastião Lazaroni. Jogaram ainda: Briguel e Djalma.

O Benfica volta a vener um jogo nos minutos finais, depois de ter vencido o Celtic para a Champions e de ter chegado à igualdade frente ao Vit. Setúbal no mesmo período. Desta feita, a estrela voltou a ser Adu.




O Benfica defrontou no Domingo o Marítimo, e o jogo até nem começou muito bem para os encarnados. Camacho voltou a deixar Cardozo sozinho na frente, e voltou a dar o lugar de defesa direito a Maxi Pereirra, com Katsouranis a regressar ao meio campo ao lado de Binya. Dí Maria voltou á titularidade, na extrema esquerda, com Rodriguez a ocupar a faixa direita e Rui Costa a comandar as operações. Mas o início de jogo não foi o malhor para o Benfica, já que, com apenas 7 minutos de jogo, o Marítimo chegou ao golo, gelando os adeptos encarnados presentes no estádio. A jogada começou na defesa insular, com Ricardo Esteves a desmarcar Kanu, que apercebendo-se a hesitação de Quim, fez-lhe um chapeu irepreensível. O Benfica não baixou os braços e tentou chegar à igualdade, se,pre com Rui Costa na batuta. Aos 13 minutos remaou com força para boa defesa de Marcos, voltando a fazer o mesmo minutos depois. Mas ao minuto 18, a acção do maestro sería coroada de sucesso, não por ter marcado, mas porque o cruzamento que tentou fazer foi cortado pelo braço de Ricardo Esteves, já dentro da área do Marítimo. Grande penalidade indiscutivel, que Pedro Proença assinalou e Cardozo converteu, com potente remate sem hipoteses para Marcos. O Benfica voltou a ganhar animo e veio para a frente, mas à passagem da meia hora, novo revés na estrategia encarnada. Kanu volta a aparecer sozinho frente a Quim, que desta vez derruba o avançado brasileiro. Grande penalidade que Pedro Proença também não exitou em marcar e que levou a expulsão do guarda-redes benfiquista. Butt foi chamado ao jogo e Camacho teve que substituir Edcarlos para Butt entrar. O guarda-redes alemão sería uma das figuras da partida, pois ainda a frio conseguiu defender o tiro de Makukula, mantendo assim a igualdade.
Após o intervalo, o Benfica entrou ainda mais decidido a vencer o jogo, e teve oportunidades para isso. Aos 61 minutos de jogo, Katsouranis, que recuou para central, atirou mesmo ao lado do poste de Marcos, o mesmo acontecendo com o remate de Cardozo minutos depois. Antes disso, ao minuto 68, Butt voltou a estar em grande ao evitar o golo do Marítimo, depois de remate de Kanu. O Benfica encostou o Marítimo às cordas e Rodriguez teve nos pés mais uma oportunidade a doze minutos do fim, quando apanhou uma bola perdida na grande área maritimista, atirando pouco por cima da trave do batido Marcos. Depois de já ter lançado Butt e Luis Filipe, Camacho optou por dar nova oportunidade a Adu, e o miudo não deixou os seus créditos por mãos alheias. A três minutos do fim e depois de grande jogada de Léo... pelo flanco direito do ataque encarnado, o nort-americano antecipou-se a Ediglê e bateu Marcos fazendo o 2-1 e deixando em delírio os adeptos encarnados. Pouco depois o árbitro apitou para o final do jogo, com o Benfica a deixar a pele em campo e pela segunda vez consecutiva, depois de Leiria, a virar o marcador depois de entrar no jogo practicamente a perder. Os encarnados ocupam agora a segunda posição na classificação, com 16 pontos.

22 de abril de 2007

CS Marítimo 0-3 SL Benfica

tfEstádio: Estádio dos Barreiros
Espectadores: 8.500
Árbitro: Paulo Baptista

CS Marítimo: Marcos, José Gomes, Milton do Ó, Gregory e Evaldo, Olberdam, Wênio, Marcinho e Douglas, Lipatin e Mbesuma.
Treinador: Alberto Pazos. Jogaram ainda: Luís Olim, Filipe Oliveira e Kanu.

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Miccoli e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Dérlei, João Coimbra e Manú.

O Benfica, venceu ontém o Marítimo e quebrou a série de 5 jogos sem vencer. O Marítimo, no entanto, pode queixar-se de alguns erros da arbitragem.

Simão ficou de fora do jogo de ontém, ao sofrer de uma tendinite impedítiva de dar o contributo á equipa. Foi uma maneira de o poupar para o importante jogo do próximo fim de semana, contra o Sporting. Fernando Santos pôde assim apresentar o losango que foi treinado no início de época, quando não se sabia se Simão sairía ou não. O treinador encarnado tinha outros problemas, desde logo alguns atletas á beira da suspensão, caso vissem mais um cartão amarelo, casos de Petit, Léo e Karagounis. Miccoli voltou ao onze e fêz com Nuno Gomes o duo atacante.Do lado do Marítimo, Pazos, promoveu Marcinho ao onze, algo que não tinha acontecido em Alvalade assim como Gregory e Douglas, relegando assim para o banco, Alex, Filípe Oliveira e Luís Olim.O Benfica podería ter entrado logo a vencer, caso Miccoli não tivesse acertado mais uma vez no poste da baliza de Marcos, depois de ganhar sobre os centrais insulares. Alias, apesar de um início de jogo lento de ambos os conjuntos, o Benfica chegou mais vezes perto da baliza de Marcos que o contrário durante os primeiros minutos. O primeiro remate do Marítimo aocnteceu só ao minuto 7 por intermedio de Wênio, após perda de bola perto da grande área. O Benfica teve nova oportunidade de golo ao minuto 11, quando Rui Costa bateu uma falta, por entrada dura de Wênio sobre Léo, e Anderson não chegou por pouco á bola. Os primeiros quinze minutos foram de algum domínio benfiquista, tendo Nuno Gomes o golo nos pés pouco depois, quando Miccoli, bem desmarcado, ganhou a linha e centrou atrasado. O avançado português atirou para as nuvens. O Benfica teve sempre o controle da partida, atacando preferencialmente pelo lado direito, com Nelson muito activo, mas a não conseguir centrar em condições. O Marítimo rebateu esta pressão inícial, tapando precisamente esse corredor, onde Evaldo não dava conta do recado, fazendo lá cair Olberdam, segurando assim o lateral encarnado. Os insulares, que até ao momento tinham apostado no contra ataque, com lancamentos rápidos para Mbesuma e Douglas, tentando aproveitar a velocidade destes, começaram a pressionar mais o Benfica e criaram algumas situações de embaraço para a defesa encarnada, príncipalmente aos 25 e 27 minutos. Na primeira, uma boa troca de bola entre os jogadores do Marítimo, com a conivência da defesa encarnada, deu a Mbesuma a oportunidade de remate, mas este saíu á figura de Quim. Aos 27 minutos, na sequência de um canto da direita do ataque insular, Gregory quase consegue desviar uma bola que acabou por se perder, tendo passado á frente da baliza de Quim, esperando um desvio. Neste período de pressão maritimista, foram muitos os cantos ganhos pelo ataque insular, aproveitando alguma incipiência da defesa benfiquista que tudo permitia. Alias, foi nessa fase, que o Marítimo reclamou uma grande penalidade, por suposta mão na área de Petit. Pelas imagens televisivas, dá a impressão que os jogadores do Marítimo têm razão nos protestos. No entanto, foi o Benfica a retomar o pendor atacante dos primeiros minutos, e Rui Costa apareceu em jogo em duas ocasiões onde podería ter marcado, primeiro depois de uma assistência de Miccoli, com o maestro a rematar de primeira para defesa de Marcos, a segunda já perto do intervalo, com Rui Costa a rasgar a defesa maritimista e a rematar um nada ao loado do poste da baliza de Marcos. Até ao intervalo , mais dois remates perígosos do Benfica, com Nuno Gomes e Karagounis a atirarem ao lado. O Benfica acabou a primeira parte a pressionar o Marítimo e podería mesmo ter chegado ao golo. Do lado dos insulares, tudo foi feito para contrariar a supremacia encarnada, mas sem o terem conseguido na plenitude, podendo no entanto queixar-se de uma grande penalidade não assinalada, que podería mudar o rumo dos acontecimentos.



No segundo tempo, Alberto Pazos deixou Wênio nos balnearios e fez entrar Luís Olim. O Marítimo teve uma boa ocasião logo a abrir, com Douglas a fugir a Léo, que não teve pernas para o segurar, conseguindo centrar para Lipatin, mas a defesa do Benfica resolveu quando o uruguaio se preparava para atirar. O Benfica voltou ao comando das operações, e Nuno Gomes teve mais duas oportunidades de golo, mas em ambas atirou para Marcos segurar.O golo dos encarnados surge ao minuto 55. Jogada de entendimento entre o meio campo encarnado, com Rui Costa a deixar em Katsouranis e este a rasgar a defesa do Marítimo com um passe por entre dois jogadores a apanhar Miccoli, que em velocidade bateu a defesa e rematou cruzado e na passada sem hipoteses para Marcos. Estava feito o 0-1, que punha alguma justiça no marcador. O Marítimo tentou reagir, mas o melhor que conseguiu nesta fase, foi um remate de Marcinho dois minutos depois do golo, mas Quim segurou sem problemas. O Benfica voltou a dispôr de uma ocasião para marcar, com Petit a atirar de fora da área sem hipoteses para Marcos, que apenas seguiu a bola com os olhos, tendo esta saido a rasar o poste da sua baliza.No minuto seguinte, aos 65, o Marítimo volta a ter razões de queixa de Paulo Baptista. Mbesuma vai fugir a David Luiz e o central agarra o avançado do Marítimo com este a cair dentro da área. Falta indiscutível que o árbitro não assinalou, mas a marcar sería fora da área e tería que dar o cartão vermelho ao central brasileiro. Momentos depois, voltou a fazer o mesmo, mas desta feita com Lipatin, sem o árbitro nada assinalar. Entretanto, Alberto Pazos mexe novamente no onze, substituindo José Gomes e Mbesuma, por Filipe Oliveira e Kanu, metendo assim mais homens na frente de ataque, com Filípe Oliveira a fazer toda a ala esquerda. Fernando Santos respondeu, tirando Nuno Gomes e fazendo entrar Dérlei, inibindo assim as subidas do jogador cedido pelo Chelsea ao Marítimo, anulando assim as pretensões do treinador espanhol. Os insulares tentaram nesta fase, chegar ao empate, mas os remates não levavam a melhor direcção.E como quem não marca acaba sempre por sofrer, o Benfica chega ao segundo golo. Lancamento longo para Miccoli, com a defesa do Marítimo a cortar, mas Rui Costa, que ganhou a segunda bola, serviu logo de primeira o italiano, que não enjeitou a hipotese, e fez o 0-2 á saida de Marcos. O pequeno bombardeiro assume papel fundamental na equipa e acaba por fazer o seu 7 golo na prova, tornando-se o segundo melhor marcador dos encarnados, atrás de Simão. Confirma também que a Madeira é a sua ilha de eleição, fazendo 4 dos cinco golos do Benfica nos confrontos com Marítimo e Nacional. O Marítimo percebeu que ia somar o sétimo jogo sem vencer para a Bwin Liga e o melhor que conseguiu foi uma tentatíva de chapeu de Douglas a Quim, mas a defesa encarnada resolveu. Fernando Santos ainda teve tempo de fazer entrar Manú e João Coimbra, e sería o extremo a protagonizar novo lance polémico, já nos descontos, desta feita na área do Marítimo. Conseguiu ganhar a bola e fugir ao defesa que o marcava e já dentro da área, Milton do Ó tem lance arriscado, com um corte em carrinho. O jogador do Marítimo joga apenas a bola, não evitando o contacto. Paulo Baptista assinala grande penalidade, que Katsouranis converteu, com o guardião ainda a tocar na bola. O jogo chegou ao fim momentos depois, com o Benfica a quebrar a série de cinco jogos sem vencer, três para o campeonato e dois para a UEFA, e o Marítimo a aumentar para sete os jogos sem vencer no campeonato, com cinco derrotas e dois empates. A vitória é justa, embora tenham havido erros da arbitragem, que favoreceram os encarnados. Assim o plantel pôde dedicar os três pontos a Eusebio, que esteve internado no hospital, não podendo assistir ao encontro.

O Melhor em Campo.

Marcou dois golos, mas não só. Assistiu duas vezes Nuno Gomes e uma vêz Rui Costa, mas estes não aproveitaram. No seu regresso ao onze, Miccoli revelou-se fundamental, num jogo onde o Benfica estava proíbido de perder qualquer ponto. A nível pessoal, o pequeno bombardeiro confirma também, o estatuto da Madeira de ilha talismã. Dos sete golos apontados no campeonato, quatro foram aqui.

Do lado do Marítimo gostava de realçar a exibição de Douglas. É muito rápido e deixou Léo sempre em segundo plano. Teve duas oportunidades de golo, mas não conseguiu marcar. Por ele, o Marítimo não tinha perdido.

O Posítivo do Jogo.

* O regresso ás vitórias do Benfica, quebrando assim uma série de cinco jogos sem vencer.

* Pela segunda vez na liga, Simão não actuou e o Benfica venceu. Sínal de que há equipa sem o capitão.

* Com esta vitória, o Benfica mantém a pressão sobre o Sporting, adversário da próxima jornada. Era importante não perder pontos, até porque o Benfica recupera assim o segundo posto, ainda que á condição.

* Dos jogadores em perígo de exclusão, nenhum viu o cartão amarelo, podendo assim defrontar o Sporting.

O Negativo do Jogo.

* O futebol do Benfica sem Simão não tem criatividade e fica ainda mais lento.

* A arbitragem de Paulo Baptista, em claro prejuizo do Marítimo.

O Árbitro.
Mau. Mau de mais. Paulo Baptista foi uma nulidade em campo. Foi frequente vê-lo a apitar o que não devía e a não apitar o que devía. Esteve mal na lei da vantagem. Será que sabe o que isso é? É que não a aplicou em nenhum lance para as duas equipas, favorecendo sempre o infractor. Muito longe dos lances, não viu dois agarrões de David Luiz a Mbesuma e Lipatin, quando estes caminhavam para a área de Quim. Em qualquer dos lances se justificava a marcação de um lívre directo, pois as faltas foram fora da área, embora os jogadores caíssem sempre dentro dela, e o respectico cartão vermelho ao central. Mal posicionado, não viu uma grande penalidade para o Marítimo, na primeira parte por mão na bola de Petit, e viu uma inexistente por suposta falta de Milton do Ó sobre Manú, já nos descontos. Pelo menos, esteve bem na amostragem de dois cartões amarelos no primeiro tempo, um para cada lado, a púnir entradas duras de Wênio e Anderson, mas voltou a estar mal no amarelo amostrado a Kanu, pois aqui justificava-se o vermelho. Quim já tinha a bola no seu poder, quando o avançado insular vai lá com o pé ostensivamente.