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29 de junho de 2010

Portugal 0-1 Espanha (ou a crónica de uma morte anunciada...)

Estádio: Green Point, Cidade do Cabo
Hora: 19h30
Árbitro: Hector Baldassi (Argentina)

Portugal: Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão, Pepe, Tiago e Raul Meireles, Cristiano Ronal, Simão e hugo Almeida.
Jogaram ainda: Danny, Liedson e Pedro Mendes.
Treinador: Carlos Queiroz.

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla, Xabi Alonso, Busquets, Xavi e Iniesta, David Villa e Fernando Torres.
Jogaram ainda: Llorente, Pedro Rodriguez e Marchena.
Treinador: Vicente del Bosque

Disciplina: Cartão amarelo a Tiago (Portugal) e Xabi Alonso (Espanha) e cartão vermelho a Ricardo Costa (Portugal)

Marcadores: David Villa (63')


Eduardo não merecia a derrota depois do jogo que fez

Portugal perdeu com a Espanha em jogo dos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, em jogo onde até tinha tudo para sair vencedor. As más opções ou melhor, a má opção, de Carlos Queiroz, mais uma vez, nas substituições acabou por deixar de fora a selecção lusa, desde logo aos 58', quando retirou Hugo Almeida de campo, para fazer entrar Danny, com isso perdendo uma referencia em crescendo no ataque português, colocando no seu lugar Cristiano Ronaldo, deixando Danny na ala direita.
Puxando o filme atrás, a Espanha entrou forte no jogo e nos primeiros seis minutos, Eduardo já tinha negado o golo por duas vezes a David Villa, com duas defesas de grande nível. A Espanha no primeiro quarto de hora trocou muito bem a bola, ocupando o meio campo português, sem qualquer hipótese de reacção da Selecção Nacional. Com o passar do tempo, Iniesta e Xavi foram deixando de ter bola e com isso a equipa espanhola deixou de criar tanto perigo junto da baliza portuguesa, passando a ser então a nossa selecção a chegar com perigo junto da baliza de Casillas, que brilhou aos 22 minutos de jogo, numa das melhores jogadas de Portugal em todo o jogo, com Tiago a rematar de fora da área e o guardião espanhol a não conseguir segurar a bola que se encaminhava para a baliza e já com Hugo Almeida a pressionar, conseguiu afastar o perigo. Nesta fase do jogo, a Espanha tentava sair em contra-ataque, mas as referencias de passe estavam bem marcada pelo meio campo português, o que deixou os jogadores espanhóis à deriva durante a parte final do primeiro tempo. A passagem da meia hora é novamente Portugal a criar perigo, com um livre directo de Cristiano Ronaldo, que Casillas volta a não segurar e desta feita Piqué afasta perante a ameaça dos avançados portugueses. Já perto do final do primeiro tempo, Raul Meireles isolou Simão, que por pouco não chega à bola, não fosse a rápida intervenção do guarda-redes espanhol. Chegou pouco depois o intervalo, com Portugal por cima do jogo, tudo muito bem controlado e com francas hipóteses de na segunda metade conseguir chegar ao golo.
Após o segundo tempo, Portugal apenas esteve em campo pouco mais de quinze minutos. Antes disso, ainda poderia ter chegado ao golo, quando Hugo Almeida ganhou ao lateral espanhol, fazendo o cruzamento que iria encontrar Ronaldo na área, mas Puyol antecipa-se. O corte do central do Barça ia traindo Casillas, uma vez que a bola acabou por sobrevoar o guardião e sair bem junto ao poste esquerdo da baliza espanhola. aos 58' o momento que define a partida. Contra todas as expectativas, até porque Simão passou por completo ao lado do jogo, à semelhança de Cristiano Ronaldo, Carlos Queiroz faz entrar Danny para o lugar de.. Hugo Almeida, perdendo assim uma referencia que muito trabalho deu à defesa espanhola, passando Ronaldo a ocupar a zona central do ataque português. Do outro lado, Vicente del Bosque fez o oposto, retirou Torres de campo, que não esteve tão influente como noutros jogos, promovendo a entrada de Llorente, dando então uma referencia ao ataque espanhol, que abriu espaços na defesa lusa para as entradas mortíferas de Villa e dos médios interiores, Xavi e Iniesta. E o aviso foi dado quatro minutos depois, com Llorente a surgir sozinho na área a responder de cabeça a um centro da direita do ataque espanhol, valendo mais uma vez Eduardo, que com uma defesa por instinto, evitou o golo. Golo esse que não conseguiu evitar no minuto seguinte. Combinação fantástica entre Villa e Xavi, com este a servir o jogador do Barcelona de calcanhar e sem oposição atirou numa primeira instância, para defesa de Eduardo, mas depois na recarga atirou a contar. A partir daqui, o jogo terminou, com a Espanha, confortável no marcador, a trocar a bola, deixando os portugueses cada vez mais nervosos. A equipa lusa não soube controlar as emoções e nem as entradas de Liedson e Pedro Mendes trouxeram nada de novo à selecção, que não conseguiu nunca mais chegar perto da baliza espanhola com perigo, muito menos construir uma jogada com principio, meio e fim. A Espanha ainda poderia ter chegado ao segundo golo, novamente por Llorente, que cabeceou ao lado e Portugal ainda se viu reduzido a dez jogadores por expulsão de Ricardo Costa depois de ter atingido com o cotovelo Capdevilla, na abordagem a um lance na área espanhola.
Chegou ao fim a carreira de Portugal nesta edição do Mundial da África do Sul, deixando, na minha opinião, muito a desejar, começando pelo treinador Carlos Queiroz, que prometeu muito mas fez muito pouco.

Analise do jogo

Prometo que será uma analise reduzida, até porque pouco há a dizer sobre o jogo de hoje. Portugal entrou bem na partida, no seu esquema habitual, 4x3x3, com um homem de área, capaz de combater o poderio físico de Puyol e Piqué. Continuo com a ideia fixa de que Pepe não deveria ter entrado de início, penso que seria uma melhor opção se tivesse jogado Pedro Mendes, mas também não foi por aí que Portugal não ganhou, apesar de ainda se notar uma certa descoordenação do luso-brasileiro na abordagem a alguns lances. Ricardo costa acabou por se mostrar uma solução acertada na direita da defesa, apesar de o início não ter sido o melhor, deixando Villa entrar pelo seu flanco causando algum perigo.
A chave da melhoria do jogo português na primeira metade do jogo, deveu-se à marcação que foi movida aos pensadores do jogo espanhol, Xavi e Iniesta, cortando-lhes as linhas de passe e não os deixando respirar, com isso ressentindo-se a selecção espanhola, que não mais criou perigo.
O momento-chave deste jogo, dá-se ao minuto 58', quando seria de esperar a saída de Simão ou até mesmo de Cristiano Ronaldo, claramente, ambos, ao lado do jogo, para a entrada de Danny, que poderia trazer alguma irreverência à ala esquerda, juntamente com Fábio Coentrão, que mais uma vez esteve endiabrado. Ao invés disso, Queiroz retirou Hugo Almeida, num erro crasso do seleccionador, retirando com isso a presença no ataque português  e uma das principais dores de cabeça dos defesas espanhóis enquanto o jogador do Werder Bremen esteve em campo. Em sentido inverso, Vicente del Bosque lançou e bem, Llorente, dando aquilo que lhe faltou precisamente na primeira parte, colocando-o no lugar de Torres, que ao derivar para a direita do ataque não deixava ninguém na zona central. A sua entrada fez-se sentir logo nos minutos seguintes, com uma ocasião para golo na primeira vez que tocou na bola e depois abrindo espaço para Xavi combinar com Villa para o golo espanhol. É este o contraste entre um treinador que joga para ganhar e um que joga para não perder, como Carlos Queiroz. Com esta alteração, del Bosque disse claramente que queria vencer o jogo e conseguiu. Em termos practicos, Queiroz retirou capacidade ofensiva e retraiu a equipa ao contrário de Vicente del Bosque que estendeu a Espanha ainda mais no terreno dado-lhe mais poder no ataque.

Já disse antes que não sou fã de Carlos Queiroz, apesar de ele me ter feito a vontade contra a Coreia do Norte e ter posto a jogar Tiago, Simão e Hugo Almeida, que juntos apontaram quatro dos sete golos de Portugal nesse jogo. Mas Queiroz tem problemas quando mexe na equipa para as substituições. Já foi assim no Sporting e é sempre assim desde que assumiu o comando da selecção. Queiroz privilegia o contra-ataque, dando a iniciativa de jogo ao adversário, ao contrário, por exemplo de Scolari, que sempre tomou as rédeas do jogo. Penso que depois deste desaire, Queiroz deveria repensar a sua posição na Federação e talvez, porque não, apresentar a sua demissão, uma vez que das duas vezes que prometeu uma equipa para arrasar o adversário (Brasil e Espanha), num empatou e no outro acabou arrasado. Não é o facto de ter conseguido 19 vitórias consecutivas ou de apenas ter sofrido um golo em todo o Mundial que trazem títulos, isso apenas trazem vitórias morais (novamente) e desresponsabilização pelos erros cometidos. No final do jogo, o técnico português considerou justa a vitória da Espanha. Tendo em conta que foi ele quem lha ofereceu, só lhe fica bem reconhecer o mérito do adversário que lançou as suas armas aproveitando o erro do adversário. Esta é a prova mais cabal de que muito dificilmente Portugal alguma vez conseguirá ganhar uma grande competição, porque em vez de nos engrandecer, acabamos sempre por nos minimizar. É a sina portuguesa.... Esperemos que no Euro 2012 as coisas corram melhor.. Se la chegarmos. Uma certeza fica: Fábio Coentrão, Eduardo, Hugo Almeida, Tiago e outros jogadores não mereciam um Seleccionador como Carlos Queiroz.

26 de junho de 2010

Portugal 0-0 Brasil

Estádio: Durban, na cidade de Durban
Hora: 15h
Árbitro: Benito Archundia (México)

Portugal: Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão, Pepe, Raul Meireles e Tiago, Duda, Danny e Cristiano Ronaldo
Jogaram ainda: Simão, Pedro Mendes e Miguel Veloso
Treinador: Carlos Queiroz

Brasil: Júlio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos, Gilberto Silva, Filipe Melo, Daniel Alves e Júlio Baptista, Nilmar e Luís Fabiano.
Jogaram ainda: Josué, Ramires e Grafite.
Treinador: Dunga

Disciplina: Cartão amarelo para Duda, Tiago, Pepe e Fábio Coentrão para Portugal e Luís Fabiano, Juan e Filipe Melo para o Brasil.


Portugal conseguiu o apuramento para os oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, ao conseguir arrancar um empate a zero perante o Brasil, garantindo assim o segundo lugar no Grupo G.
O jogo teve alguns motivos de interesse, apesar de ser algo quezilento durante a primeira parte, onde foram vistos sete cartões amarelos, fruto de alguma impetuosidade nalgumas jogadas e também, devido a algum exagero por parte da equipa de arbitragem. Apesar de dizer que não iria jogar para o empate, Carlos Queiroz surpreendeu, ao realizar quatro alterações e sem jogar com uma referencia no ataque, dando essa missão a Cristiano Ronaldo, que sozinho foi chegando para as encomendas. Promoveu à titularidade Ricardo Costa, no lugar de Miguel e Pepe no lugar de Pedro Mendes, Danny e Duda formaram as alas.
O Brasil, na primeira aprte foi mais perigoso e poderia ter chegado ao golo num lance a meio do primeiro tempo, com Ricardo Carvalho e Ricardo Costa a falharem e a deixarem Nilmar aparecer nas costas em posição de rematar, valendo a intervenção de Eduardo, que conseguiu desviar a bola para o poste. A dinâmica ofensiva portuguesa fêz-se sobretudo pelo lado esquerdo, onde fábio Coentrão esteve mais uma vez endiabrado e não se amedrontando nem com Maicon nem com Dani Alves, mas também com alguma visão de jogo de Tiago, hoje menos preponderante do que contra a Coreia do Norte, mas mesmo assim com alguma influência na forma como Portugal saiu a jogar. Ainda assim, o Brasil poderia ter voltado a marcar, pouco antes do intervalo, novamente com falhas de Ricardo Costa e Ricardo Carvalho, que deixaram Luis Fabiano aparecer entre os dois, no entanto, a cabecear ao lado.
Já na segunda parte, seria de esperar que o treinador português arrisca-se um pouco mais no ataque, até porque o Brasil não estava a jogar tudo o que sabe, uma vez que também Dunga se viu forçado a fazer algumas alterações, casos de Káká (castigado), Elano (lesionado), tendo deixado de fora Robinho por opção. Mas o risco foi nulo e Portugal continuou a jogar apenas com Cristiano Ronaldo sozinho na frente. Simão entrou para o lugar de Duda e logo pôs à prova Júlio César, mas a grande ocasião de golo deste segundo tempo esteve nos pés de Raul Meireles, após uma boa jogada de Cristiano Ronaldo, após uma recuperação de bola do médio do FC Porto. O extremo português deixou quatro brasileiros para trás e já dentro da área acaba por ser Lúcio, que ao cortar a bola apôs nos pés de Meireles, que atirou à baliza, mas Júlio César teve um toque providencial na bola, desviando-a para canto. Queiroz continuou a querer defender o empate e fez entrar Pedro Mendes para o lugar de Duda e posteriormente Miguel Veloso para o lugar do esgotado Raul Meireles. Do lado do Brasil, algum nervosismo, fruto do bom jogo que Portugal acabou por realizar, defendendo o empate, embora Ramires ainda tivesse proporcionado  mais um bom momento a Eduardo, com a bola a desviar em Bruno Alves, garantindo assim o nulo no marcador e a passagem à fase seguinte sem sofrer golos.

Analise do jogo

Apesar do empate ser um bom resultado e garantir a passagem Às duas equipas, não posso deixar de voltar a criticar o Seleccionador Nacional. Desta feita e num jogo de enorme responsabilidade, apesar de o apuramento estar quase seguro, penso que foi uma opção de risco incluir Pepe e Ricardo Costa. Pepe porque e apesar de ser uma excelente solução para jogar à frente dos centrais, não tem ritmo nem rotinas de jogo e isso viu-se na forma de abordar os lances, o que lhe valeu um cartão amarelo e proporcionou vários lances que poderiam ter sido mais perigosos para a baliza de Eduardo na primeira parte. O luso-brasileiro não jogava desde Setembro último, por isso penso que foi uma idéia completamente descabida que acabou por correr bem. Já Ricardo Costa, não me pareceu que fosse este o jogo ideal para ele se estrear, por tudo aquilo que envolvia e pela rapidez que os laterias brasileiros imprimem ao jogo. Não foi por acaso que as duas grandes oportunidades de golo do brasil durante toda a primeira parte foram nos espaços entre Ricardo Costa e Ricardo Carvalho, precisamente pela falta de rotinas entre ambos. Há que ver que Carlos Queiroz não apresentou o mesmo lateral direito em nehum dos três jogos desta fase, o que também não dá estabilidade a quem faz o lugar. Penso que Miguel poderia ter mantido a titularidade, embora o jogador mais indicado para este jogo fosse Paulo Ferreira.
Abordar um jogo que não sendo decisivo, era importante, sem uma referencia de ataque, parece-me outra idéia descabida. É certo que Cristiano Ronaldo fez bem o que o treinador lhe pediu, mas em várias situações, uma referencia na área seria importante, até para manter os centrais brasileiros mais presos à sua posição. Penso que Hugo almeida poderia ter mantido também a titularidade, até porque sendo possante, poderia ter aberto espaços para os médios, Tiago e Raul Meireles, aparecerem em zona de finalização e causarem mais estragos.
Tenho que voltar a abordar as substituições claramente defensivas que Queiroz realizou. Simão por Duda, uma troca por troca que até veio dar mais vivacidade à ala direita do ataque português. Mas quando entrou Pedro Mendes pedia-se um avançado. Penso que o Liedson poderia ter entrado nesta fase, pois sempre estava mais fresco que os centrais brasileiros e poderia ter sido mais perigoso. Queiroz arriscou pouco, é certo que garantiu o ponto, mas como ele bem disse, quem joga para o empate acaba sempre por perder e por pouco Ramires não lhe fazia a vontade.

Quanto a Ricardo Costa, apesar de dois erros que poderiam ter dado golo, a apreciação só pode ser positiva, neste jogo de estreia pela Selecção portuguesa no Campeonato do Mundo. Mais tarde o jogador abordou a titularidade: "A minha titularidade foi uma surpresa agradável. Estava com vontade de jogar e as coisas correram-me bem. Não penso em agarrar o lugar. Tentei cumprir e fechar bem aquele lado, para anular os contra-ataques rápidos. A estratégia foi bem conseguida".

Portugal garantiu então os oitavos-de-final, onde irá encontrar a Espanha, reeditando o duelo do Euro 2004, onde quem sorriu foi a selecção portuguesa ao vencer por uma bola a zero, com golo de Nuno Gomes. O jogo é na próxima terça-feira, às 19h30.

22 de junho de 2010

Portugal 7-0 Coreia do Norte

Estádio: Green Point, Cidade do Cabo
Hora: 12h30
Árbitro: Pablo Pozo (Chile)


Portugal: Eduardo, Fábio Coentrão, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Miguel, Pedro Mendes, Tiago e Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Simão e Hugo Almeida.
Jogaram ainda: Miguel Veloso, Duda e Liedson
Treinador: Carlos Queiroz

Coreia do Norte: Ri Miong Guk, Cha Jong Hyok, Ri Jun Il, Pak Nam Chol, Ri Kwang Chon e Ji Yun Nam, Pak Chol Jin, An Yong Hak e Hong Yong Jo, Jong Tae Se e Mun In Guk.
Jogaram ainda: Kim Kum Il, Kim Yong Jun e Nam Song Chol.
Treinador: Kim Jong Hun

Disciplina: Cartão amarelo para Pedro Mendes e Hugo Almeida (Portugal) e Hong Yong Jo e Pak Chol Jin (Coreia do Norte)

Marcadores: Raul Meireles (29'), Simão (53'), Hugo Almeida (56'), Tiago (60' e 90'), Liedson (81') e Cristiano Ronaldo (87').



Portugal venceu, como alias se esperava, a Coreia do Norte, por expressivos 7-0, tornando esta a goleada do Mundial até ao momento e o resultado mais expressivo da Selecção Nacional nas fases finais de um mundial. Com algumas alterações no onze - entraram Miguel, Tiago, Simão e Hugo Almeida - Portugal foi sempre superior à equipa norte coreana, apesar de algum ascendente da equipa asiática, durante os primeiros 20 minutos de jogo. Portugal acabou por chegar ao golo aos 29 minutos, através de Raul Meireles e após um bom passe de Simão.
Mais golos apenas no segundo tempo, tornando este jogo num encontro sem muita história. aos 53 minutos, o próprio Simão apontou o segundo golo e logo de seguida Hugo Almeida apontou o terceiro, depois de um excelente centro de Fábio Coentrão. Tiago, fez o quarto golo à passagem dos 60 minutos, a passe de Cristiano Ronaldo, que esteve em bom nível. A Coreia já tinha baqueado, logo após o segundo golo e nos últimos dez minutos de jogo, mais três golos, com Liedson a marcar aos 81 minutos, pouco depois de ter substituído Hugo Almeida, seguindo-se os golos de Cristiano Ronaldo, no golo mais esquisito da prova e já no minuto 90 Tiago bisou num excelente movimento de cabeça. A Coreia do Norte, apesar de se apresentar de uma forma mais ofensiva do que contra o Brasil, não conseguiu segurar o ímpeto da equipa das quinas, principalmente após o segundo golo.

Analise do jogo

Carlos Queiroz deve ter lido a analise que fiz ao jogo da Coreia do Marfim. Promoveu quatro alterações no onze inicial, dando a titularidade a Miguel no lado direito da defesa, assim como a Tiago, Simão e Hugo Almeida, se bem que talvez tivesse sido melhor jogar Liedson de início, uma vez que poderia ter beneficiado da sua rapidez para furar a muralha defensiva mais cedo. O esquema manteve-se num 4x3x3, com Pedro Mendes mais atrás de Raul Meireles e Tiago. A entrada do jogador do Atlético de Madrid foi muito benéfica para o nosso meio campo, uma vez que permitiu que os lançamentos para o ataque fossem mais letais, devido à capacidade de passe de Tiago, bem como à sua capacidade de colocar a bola no sítio certo. Raul Meireles também beneficiou com a entrada deste jogador, porque ficou mais liberto para aparecer em zonas de remate, algo que não aconteceu frente à Costa do Marfim. Já na área, Hugo Almeida deu mais presença na área, até porque é um avançado muito possante fisicamente. Já Miguel veio trazer uma dinâmica ofensiva mais intensa do que quando joga Paulo Ferreira. Simão também esteve em bom nível, melhor do que Danny, que pode ter acusado alguma pressão no primeiro jogo.
Já a Coreia do Norte não fugiu do seu esquema habitual, um 5x3x2, com oito jogadores atrás da linha da bola, mas no jogo de ontem, a equipa coreana apresentou-se ligeiramente mais ofensiva e mais perigosa do que contra  o Brasil, saindo para o contra-ataque com bastante rapidez, não se inibindo de rematar fosse qual fosse o local do terreno onde se encontrassem. Isso motivou alguns remates perigosos, aos quais Eduardo correspondeu. Na segunda parte e após o segundo golo de Portugal, a equipa abriu e perdeu alguma da disciplina defensiva, sendo completamente abalroados pela equipa das quinas.

Penso que desta feita o seleccionador acertou no onze inicial e deve ter conseguido uma equipa para o que resta da prova. Agora, na próxima sexta-feira vem o Brasil e apesar desta ser a goleada do mundial 2010 e uma dos resultados mais expressivos de sempre, é preciso não embandeirar em arco, pois o Brasil não é a Coreia do Norte. É necessário jogar com atitude e sem medo do adversário, pois a equipa tem capacidades para conseguir vencer o Brasil.

15 de junho de 2010

Portugal estreia-se com empate

Abro aqui uma excepção no futebol distrital, para me insurgir pelos caminhos da Selecção Nacional, no Campeonato do Mundo da Africa do Sul, até porque existe um gaiense em destaque na equipa de todos nós, no caso Ricardo Costa. Enquanto a Selecção estiver a jogar o Mundial, serão feitas as analises aos jogos da equipa das quinas, dando o destaque devido ao Ricardo Costa.

Ficha de jogo

Estádio: Nelson Mandela Bay, Port Elizabeth
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Hora: 15h

Portugal: Eduardo, Fábio Coentrão, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, Raul Meireles, Pedro Mendes e Deco, Cristiano Ronaldo, Danny e Liedson.
Jogaram ainda: Simão, Tiago e Rúben Amorim
Treiandor: Carlos Queiroz

Costa do Marfim: Boubacar Barry, Guy Demmel, Kolo Touré, Didier Zokora e Emmanuel Eboué, Tiene, Yaya Touré e Tiote, Aruna Dindane, Solomon Kalou e Gervinho.
Jogaram ainda: Didier Drogba, Kader Keita e Romaric
Treinador: Seven Goran Erikson

Disciplina: Cartão amarelo para Didier Zokora e Guy Demmel, da Costa do Mafim e Cristiano Ronaldo, por Portugal


Assim, e no jogo de estreia de Portugal frente à Costa do Marfim, resumindo brevemente aquilo que aconteceu durante os noventa minutos, Portugal nunca teve armas suficientemente fortes para bater uma bem estruturada equipa da Costa do Marfim, comandada por Eriksson. O jogo até poderia ter mudado de figura cerca dos 10 minutos de jogo, quando Cristiano Ronaldo atirou de longe, com a bola a bater no ferro da baliza do marfinense Barry. Durante todo o primeiro tempo, a equipa lusa não conseguiu criar uma verdadeira ocasião de golo em futebol jogado, denotando alguma falta de idéias do meio campo para a frente, algo que já tinha sido visto na fase de qualificação.
No segundo tempo, nada mudou no jogo português. Liedson teve uma boa ocasião para marcar logo aos 58' de jogo, mas o cabeceamento saiu fraco e direito às mãos de Barry. A partir daqui, a Costa do Marfim tomou de facto as rédeas ao jogo e aos poucos foi empurrando a equipa das quinas para o seu meio campo. Aos 60 minutos Eriksson lançou Drogba, contrastando com a pouca argúcia de Queiroz, que conformado com o rumo do jogo lançou Tiago, Simão e Rúben Amorim. A meio da segunda parte ainda se gritou golo, com Ronaldo a introduzir mesmo a bola na baliza de Barry, mas antes já o árbitro, Jorge Larrionda, tinha interropido o jogo por falta de Bruno Alves sobre um jogador adversário, antes de Liedson assistir Ronaldo para golo. Decisão discutivel do juiz. Até ao final do jogo, foi a Costa do Marfim que dispôs de uma boa ocasião para fazer o golo, não se percebendo se a vontade de Drogba foi rematar ou centrar, mas para bem da equipa das quinas, o golo não surgiu.
O empate sabe melhor à equipa africana do que a Portugal, que ainda tem que defrontar a Coreia do Norte e depois o Brasil na última ronda deste grupo.

Analise do jogo

Analisando o jogo, posso dizer que vimos uma equipa de Portugal, no seguimento da fase da qualificação para esta competição. Sem alegria a jogar, parecendo que está sobre brasas, sem inspiração das principais unidades do meio campo e sobretudo, sem poder finalizador capaz de atemorizar as defesas contrárias. Portugal jogou num 4x3x3, com Pedro Mendes e Raul Meireles na zona do miolo e Deco mais adiantado, apostando em Cristiano Ronaldo e Danny nas alas para servir Liedson. Na defesa, Paulo Ferreira jogou na direita, Coentrão na esquerda e Bruno Alves e Ricardo Carvalho no eixo defensivo.
Pedro Mendes foi fundamental em alguns lances, cortando linhas de passe que poderiam ter criado mais perigo, mas o problema esteve na frente de ataque, onde Deco não teve a velocidade e a imaginação de outros tempos, Danny não esteve ao seu melhor, talvez por jogar encostado a ala, e Cristiano Ronal nada pode fazer sozinho e Liedson foi completamente anulado pelos entrocados centrais adversários.

Eriksson motou uma estratégia que surtiu o efeito pretendido, dando a iniciativa de jogo a Portugal e depois tentando sair em rápidos contra-ataques, sempre com Gervinho na mira dos companheiros. Para bem da nossa selecção, a pontaria do avançado não foi a melhor.

Posso confessar que não gosto de Carlos Queiroz, por não o achar um treinador suficientemente atacante e com a visão necessária para dar a volta uma situação em que Portugal até poderia ter sido beneficiado. Penso que o treinador português errou nas substituições, principalmente na troca de Raul Meireles por Rúben Amorim. Esta substituição foi tardia, deveria ter sido feita na mesma altura da entrada do Tiago, e não deveria ter sido o Rúben a entrar, mas sim o Hugo Almeida. Convém referir que as opções atacantes de Portugal são escassas, mas atirar com Liedson para o meio das traves Kolo Touré e Zokora durante os 90 minutos foi a morte do artista e muito dificilmente o "levezinho" poderia ter feito alguma coisa. É preciso perceber que a equipa portuguesa precisava de poder de choque na área da Costa do Marfim, e Hugo Almeida é um jogador possante, alto e que consegue lidar com adversários deste calibre. Teria sido mais proveitoso para a equipa portuguesa que Hugo Almeida tivesse entrado no lugar do Rúben Amorim ou feito doutra forma, poderia o avançado ter entrado de início, para desgastar os centrais e depois entrar Liedson para que com a sua velocidade, pudesse causar muito mais estragos do que aqueles que causou. A Costa do Marfim revelou-se uma equipa bem organizada defensivamente e não houve arte suficiente para contrariar essa supremacia, sobretudo a nível físico. Fica a impressão que Queiroz apostou desde o início no empate, mostrando claramente pouca vontade de vencer a partida.

Portugal perde assim os dois primeiros pontos, logo no primeiro jogo. Agora, apenas interessa que o Brasil vença mais logo a Coreia do Norte e depois despache a Costa do Marfim por muitos, para que, e confiando que Portugal faz o que lhe compete frente aos coreanos na próxima segunda-feira às 12h30, o Brasil possa não se apresentar tão forte contra Portugal na última ronda, caso contrario, penso que não terá hipoteses de seguir em frente.

Uma palavra para o Ricardo Costa, que apesar de não ter jogado hoje, certamente ainda terá a sua oportunidade de representar Portugal e levar o nome do Concelho de Gaia ainda mais alto.