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17 de julho de 2014

Arcozelo-Canelas 2010 de Dezembro último ainda mexe!

O jogo Arcozelo-Canelas 2010 referente à 12ª jornada da Série 1 da 1ª Distrital, ainda mexe. A partida foi disputada a 15 de Dezembro último, mas apenas foram realizados os primeiros 45 minutos, visto que o Arcozelo se recusou a entrar para a segunda metade. Tudo teve origem na postura da equipa do Canelas 2010, que segundo os responsáveis dos verde-e-brancos foi "intimidatória e que não cumpriam as regras básicas do futebol". Na altura o Canelas 2010 vencia por 2-3, depois de ter estado a perder por duas bolas a zero e houve duras críticas ao trabalho do árbitro, André Dias, que foi acusado de não ter cumprido os regulamentos ao não expulsar alguns jogadores do Canelas 2010. A AF Porto atribuiu uma derrota asministrativa ao Arcozelo e os três pontos ao Canelas 2010.
Porém, o jornal O Gaiense do passado sábado, noticia na sua edição que o árbitro dessa partida sofreu uma pena de suspensão de um ano, devido a afirmações contraditórias no inquerito disciplinar e na acareação de testemunhas, relativamente àquilo que havia escrito no relatório de jogo. Segundo o mesmo jornal, o árbitro terá referido que se sentiu "intimidado e com medo", motivos que levaram o Concelho de Arbitragem da AF Porto a abrir um processo disciplinar, que redundou neste castigo de um ano de suspensão, mas do qual o árbitro já recorreu, aguardando agora decisão.
O A Bola é Redonda contactou a AF Porto no sentido de saber se haverá implicações na tabela classificativa decorrentes deste castigo, mas aguarda resposta. 

12 de fevereiro de 2014

Allen deixa o Perosinho após derrota com o Pedroso


Allen foi o segundo classificado no Prémio O Melhor Treinador referente à época 2011/2012    Foto O Gaiense

O Perosinho perdeu no passado domingo com o Pedroso por 1-2, em partida da 19ª jornada da Série 1 da 1ª Distrital. Foi um jogo bem disputado, onde os visitantes se colocaram em vantagem já muito perto do intervalo, com golo de Manito (44'). Já no segundo tempo o Perosinho empatou, por intermédio de Hélder (73'), mas pouco depois Zidane (80') voltou a dar vantagem ao Pedroso, estabelecendo o resultado final.
No final da partida, Allen, apresentou a sua demissão do comando técnico dos perosinhenses e desta vez, ninguém o conseguiu demover. Ao cabo de mais de cinco anos como treinador principal dos azuis e brancos e depois de 28 anos clube, Allen deixa assim uma casa que bem conhece.
O técnico explicou os motivos que o levaram a sair, em exclusivo para o blog: "No passado domingo e após uma nova derrota, achei que era altura de deixar o Perosinho porque alguma coisa teria que ser feita para alterar o rumo que o clube estava a tomar. Foi uma decisão difícil mas que já por diversas vezes a quis tomar mas, ou porque a direcção não aceitava ou porque os jogadores me pediam para continuar, nunca tive a coragem para ir até ao fim", revelou o técnico que reconheceu muitas dificuldades nos últimos tempos à frente da equipa: "Foram mais de cinco anos a liderar a equipa, mas estes dois últimos foram muito difíceis e desgastantes, e só quem me acompanhava de perto via o que todos nós passávamos, principalmente eu", disse.
Allen deixa o Perosinho após 28 anos
divididos entre jogador e treinador
Allen chegou ao comando técnico do Perosinho em Outubro de 2008, substituindo Manuel Gonçalves, ainda era jogador e capitão de equipa. Nessa época de 2008/2009 as coisas não correram bem e o clube acabou por descer de divisão. Desde esse ano, leva já no currículo uma subida de divisão, na temporada 2011/2012, quando conseguiu promover a equipa da 1ª Distrital para a Divisão de Honra, mas no ano seguinte voltou à 1ª Distrital, divisão que disputa neste momento. Allen fala da sua ligação ao clube, que vai para além da de treinador: "As pessoas do futebol sabem a minha ligação a este clube. Foram 28 anos a representá-lo mas chegou a altura em que senti que mais nada tinha a ajudar. Achei que comigo as coisas só iam piorar e eram necessárias mudanças para ver se a equipa reage e se começa a obter outros resultados", revelou e nem a pressão feita pelos jogadores, desta vez, o fez mudar de ideias: "Embora a maior parte dos jogadores tentaram que mais uma vez muda-se de ideias, desta vez foi mesmo definitivo e até mesmo o Presidente, desta feita, aceitou a minha demissão porque também ele acha que são necessárias essas tais alterações", revelou Allen, que não deixou de agradecer todo o apoio que teve ao longo desta caminhada: "Agradeço a todas as pessoas que trabalharam comigo. Os meus adjuntos, os meus directores, posto médico, o Presidente pela oportunidade que me deu e, principalmente, a todos os jogadores que treinei. Foi para mim um enorme orgulho tê-lo feito", afirmou.
Festa da subida à Divisão de Honra
A Direcção já encontrou substituto para Allen. Miguel Pinheiro, treinador que já passou pelo banco do Gulpilhares em 2008, e que depois esteve nas camadas jovens do São Félix e do Perosinho, onde se encontrava actualmente, desempenhando as funções de técnico principal dos juniores do clube. Allen deseja as maiores felicidades ao colega: "Desejo a maior sorte do mundo ao Pinheiro que a partir de ontem (n.d.r. Terça-Feira) começou esta nova aventura e a todos os jogadores. Eles merecem e não tenho, de forma alguma, nada a apontar a nenhum deles".
Agora que se encontra livre de qualquer compromisso, Allen diz-se disposto a abraçar novos projectos: "Com o fim desta ligação estou livre para novos projectos mas o meu pensamento neste momento é mesmo descansar de todo este desgaste acumulado", concluiu o técnico.
Allen deixa assim o Perosinho após mais de cinco temporadas à frente dos destinos do clube, tendo disputado 184 partidas, registando 60 vitórias, 36 empates e 88 derrotas, com um total de 265 golos marcados e 307 sofridos.

25 de agosto de 2013

Vote nas 7 Maravilhas de Gaia


O jornal O Gaiense está a promover desde algum tempo a esta parte, a eleição das 7 Maravilhas de Gaia. O concurso está já na fase final, as votações encerram a 31 de Agosto, mas o seu voto ainda pode decidir quais as Maravilhas que serão escolhidas. 
Poderá exercer o seu direito de voto clicando na imagem acima ou através da barra lateral, sendo redireccionado para a página do Facebook do concurso. Ali poderá ver as 24 possibilidades de escolha, sendo que terá que clicar 'Gosto' na foto que mais gostar, sendo esse um dos meios de eleição das 7 Maravilhas de Gaia, em conjunto com os votos obtidos no site do jornal e também atraves dos cupões que semanalmente O Gaiense emite, sendo tida em conta também a opinião do juri. 
As 7 Maravilhas de Gaia serão anunciadas em Setembro.

15 de julho de 2013

Costa à espera de propostas

Costa aguarda por contactos para prosseguir a carreira

Costa, guarda-redes que em Gaia já representou o Perosinho, Arcozelo, Oliveira do Douro e Canidelo, está sem clube e pronto para aceitar um novo projecto.
Com 40 anos, o guardião defendeu na última temporada as redes do Folgosa, equipa da Série 2 da 1ª distrital. Sobre esta experiência no clube maiato, Costa afirma que foi uma boa experiência: "O balanço da época foi positivo. O Folgosa é um bom clube, encontrei pessoas muito boas e que andam no futebol por paixão. Consegui os meus objectivos, que era jogar e ser titular desta equipa e ajudar o clube. Deixei lá bons amigos e foi uma experiência boa. Tenho pena de não continuar, mas foi um ciclo que se fechou", disse.
Relativamente ai seu futuro, Costa está a aguardar por um projecto aliciante: "Neste momento estou á espera que o telefone toque, para poder abraçar um projecto que valha a pena e ajudar o clube com a minha experiência nos seus objectivos. Já tive abordagens de alguns clubes mas nada de concreto, por isso, continuo aguardar por algo que seja certo", referiu.
Costa deu ainda a sua opinião sobre as mudanças nos campeonatos distritais da AF Porto, que ainda se mantêm com algumas indefinições: "Está aí uma coisa que ainda não está bem definida. Eu ainda não percebi muito bem o que vai acontecer, por isso não me vou alongar sobre este assunto, porque ainda está muita coisa por definir e acertar. Espero que tudo corra pelo melhor para o bem do futebol e dos clubes, porque são estes que sustentam as associações", concluiu.
Para além dos clubes gaienses acima referidos, Costa defendeu ainda as redes do Custóias, Penafiel e do São Pedro da Cova. Em 2008 Costa recebeu ainda o prémio para 'O Melhor Guarda-redes', atribuído pelo jornal O Gaiense.

2 de agosto de 2011

Costa ingressa no Canidelo

José Costa quer voltar a vencer o prémio que arrecadou quando representou o Perosinho
O guarda-redes José Costa é mais um reforço do Canidelo para a próxima temporada. O próprio confirmou essa situação ao blog, referindo que "houve interesse de alguns clubes na minha pessoa, mas a minha vontade era regressar novamente a Gaia, para lutar por um prémio individual, o qual já ganhei uma vez. Surgiu então a oportunidade de alguns clubes de Gaia mostrarem interesse por mim, mas por um ou por outro motivo não foi possível o meu ingresso em algum desses clubes, embora agradeça a todos eles pelo interesse demonstrado. A possibilidade de ingressar no Canidelo foi das melhores, porque as pessoas que falaram comigo foram sérias e respeitadoras e transmitiram-me um projecto com objectivos sérios e ganhadores", confessou o guardião, que deixou assim o Custóias ao fim de duas épocas: "Não quis ficar no Custóias, onde estive durante duas épocas, fui campeão e subi de divisão. O ano passado foi mau para os atletas e para a direcção, pois tivemos alguns problemas internos. Daí eu querer abandonar o clube, pois tinha-se fechado um ciclo", afirma ainda Costa.
Relativamente a objectivos, o guardião espera "ajudar o clube nos seus objectivos para esta época, por isso vim para cá. Só depois posso pensar em mim", desvendando uma ambição pessoal: "Claro que se fosse possível, gostaria de ganhar novamente, o prémio de 'Melhor Guarda-redes' pelo Jornal 'O Gaiense'. Vamos ver se o consigo, pois só com muito trabalho se chega lá" disse.
Quanto aos objectivos que o Canidelo tem definidos para esta nova temporada, Costa afirma que "passam por fazermos um campeonato tranquilo e conseguirmos a manutenção na Divisão de Honra o mais rápido possível. O que vier por acréscimo, será bom para o clube e para nós, jogadores", deixando um desejo: "Espero que esta época, seja de sucesso para o Canidelo e para mim, porque ambos merecemos. O clube pelas pessoas que o gerem, e eu vou fazer tudo para triunfar cá, pois assim saímos os dois vencedores", concluiu.

3 de julho de 2011

Costa está de saída do Custóias e quer regressar a Gaia

Costa aqui ao serviço do Perosinho

José Costa, guarda-redes que representou o Custóias nas duas últimas épocas, está de saída do clube matosinhense. Segundo o atleta disse ao 'A Bola é Redonda' em declarações exclusivas, os motivos prendem-se com "coisas muito esquisitas que aconteceram este ano no Custóias onde eu, como jogador, fui muito prejudicado". Quanto a propostas, o guardião revela que já teve algumas abordagens, não revelando o nome dos clubes que o contactaram: "Já tive algumas  propostas. Não vou falar em nomes de clubes porque nenhumas delas se concretizaram", disse, referindo que os motivos dos falhanços dessas abordagens prendem-se com "verbas e com palavras que se dizem. O que hoje é verdade amanhã é mentira e fala-se e prometem-se coisas e depois nada. Por isso continuo aguardar que o telefone toque" confessou o jogador.

José costa recebeu o prémio de 'Melhor-Guarda-redes' ao serviçi do Perosinho
José Costa representou o Perosinho antes de rumar a Custóias, onde venceu o prémio de 'Melhor Guarda-redes' referente à Divisão de Honra e é este um dos principais motivos que levam o guardião a querer regressar a Gaia: "Ganhar o prémio de 'Melhor Guarda-redes' da Divisão de Honra de Gaia, pelo jornal O Gaiense, também me ajudou bastante para que pudesse saltar para o conhecimento das pessoas em geral, e, neste mesmo jornal, tenho alguns amigos que fui fazendo consoante os anos que joguei nos clubes de Gaia. Ao querer voltar novamente a Gaia é também para lutar pelo prémio", confessou, mas também porque "é que em Gaia eu sinto-me em casa pois é onde eu habito, onde as pessoas me tratam bem e onde sou muito acarinhado pelos adeptos e pelos clubes", disse.
José Costa conta já com 38 anos, 17 dos quais a jogar futebol. Contudo, ainda não está nos horizontes do atleta pendurar as luvas: "Os anos no futebol ás vezes não contam, porque quando as pessoas se sentem bem física e mentalmente, ninguém nos dá a idade que temos", dando conta de alguns exemplos de longevidade ao mais alto nível: "Temos o exemplo de um jogador que está na Copa América pela Argentina, o Zanetti, que tem 40 anos e joga ao mais alto nível. E outro jogador como o Van Der Sar, guarda-redes do Manchester United, que aos 40 foi campeão e jogou a final da Champions League. O importante é  estarmos fisicamente disponíveis para as adversidades da época e para os objectivos que o clube se propõe", deixando uma certeza: "Eu vou jogar, até ao dia que me sentir bem fisicamente e até ao dia que tenha prazer de jogar. Mas é claro que os clubes ou os treinadores queiram ter alguém com experiência e qualidade nos seus plantéis, porque isso é importante para conseguir continuar a minha carreira", concluiu o jogador.

21 de junho de 2011

Entrevista Com - Manuel Rocha (Treinador do Pedroso)

O 'Entrevista Com' desta semana escolheu Manuel Rocha, treinador do Pedroso, para entrevistado. A entrevista foi realizada na passada semana, por isso alguns dos temas abordados, principalmente referentes aos caso Cerco do Porto-Vila FC, estão já fora de data, uma vez que a partida já se realizou.
Ao longo desta entrevista, o técnico aborda a época do Pedroso, a fase má pela qual a sua equipa passou e onde o treinador chegou mesmo a colocar o seu lugar à disposição, não esquecendo os seus projectos futuros e a sua indignação por ninguém apostar nele a outro nível, sem no entanto, se preocupar muito com isso.
Uma entrevista exclusiva do 'A Bola é Redonda' a não perder...
 

Manuel Rocha acedeu de bom grado a uma entrevista realizada no GaiaShopping

A Bola é Redonda (ABR) - Boa tarde Manuel Rocha. Queria que me fizesse um balanço da época do Pedroso, uma época difícil, de altos e baixos, mas onde o Pedroso está na luta pela subida.

Manuel Rocha (MR) - Boa tarde. Foi uma época espectacular, com jogadores fantásticos, com atitude espectacular, assíduos aos treinos e com muita vontade de vencer. Estes jogadores tinham que subir de divisão como prémio, pois tudo fizeram para isso. Começamos excelentes e depois tivemos uma fase negra em todos os aspectos, onde fomos massacrados e chamados ao dever por quem manda no futebol. É óbvio que estivemos mal internamente, com lesões e com os jogadores se calhar a sentir as dez vitórias seguidas. Fomos prejudicados em alguns jogos, mas ultrapassamos essa fase. Eu próprio achei que também não tinha condições de continuar, mas a direcção deu-me um voto de confiança até porque havia já muita pressão por parte dos sócios e eu pensei e acedi ao pedido do presidente e continuei. Depois falamos dentro do balneário e perguntamos o que queríamos desta época e foi tudo unânime em querer subir de divisão. Depois disso, só perdemos com o Cerco e num jogo caricato, onde tínhamos mesmo que perder, que foi no Vila e por coincidência com o mesmo trio de arbitragem do Cerco. Não fomos nos que o escolhemos. É certo que também pecamos na finalização, mas também penso ‘será que seria suficiente?’, talvez não, talvez sim, não sei. Fomos muito superiores nesses dois jogos, perdemos e viemos meditar mais uma vez e não voltamos a perder. Época fantástica, com directores que fizeram tudo o que podiam para que conseguíssemos os nossos intentos.


ABR - O Pedroso fez uma época fantástica, mas teve um período negro como já falamos, no entanto voltou à luta, mas pelo quarto ano arrisca-se a não subir. O que falta ao Pedroso para se afirmar?

MR - É o nome. A freguesia de Pedroso deveria ser mais respeitada, mas muita gente não gosta de Pedroso. Temos que pedir por favor para treinar, é óbvio que este ano deram-nos outras condições, pois deixaram-nos treinar duas vezes quando jogávamos em casa e ai o meu agradecimento ao vereador e ao responsável pelo pelouro do desporto. Mas Pedroso é uma instituição, não tem que andar a pedir favores a ninguém. As pessoas têm que lutar para por o nome do Pedroso no alto. Não, é ao contrário. São três ou quatro pessoas dentro do clube que têm que andar a pedir para que aquilo cresça. E é isso que falta. É o crescimento interno e externo e é um dizer ‘nos estamos aqui’ e por isso não existir, é muito mais fácil para alguns manipular estas equipas. Homens sempre tivemos para jogar e dirigir o clube, mas não sei que falta mais. Somos sempre os melhores. Há três anos foi o Salgueiros que nos impediu a subida, o ano passado foi o Maia…


ABR - O Pedroso acabou por ficar em quarto e subiram três…

MR - Acredito que se o Pedroso tivesse ficado em terceiro e o Maia em quarto, subiam quatro. Não tenho dúvidas. Portanto não sei o que nos falta. É trabalhar sempre mais e interiorizar que temos que ser sempre superiores aos outros para sermos melhores.


ABR - Mas isso às vezes não chega. Das vezes que falei consigo esta temporada, o Pedroso foi muitas vezes melhor, mas houve sempre algo a puxar para trás. Que apreciação faz das arbitragens do Pedroso esta temporada?

MR - Nós entravamos em campo e éramos amedrontados. Tínhamos uma filosofia de jogo e é preciso ter muita força interior para conseguir aguentar o que os jogadores do Pedroso aguentaram. Falávamos todos os dias e todos os jogos e dizíamos que a disciplina tinha que ser a nossa bandeira e que tínhamos que ser muito superiores para conseguir ganhar. E fomos. Entravamos em campo e começavam com aquelas coisinhas do futebol que até passam despercebidas, não tiravam golos da baliza, não nos marcaram alguns penaltis duvidosos como aqueles que vemos na televisão. Mas o futebol só tem uma lógica. Sé é falta é para marcar. Sé é dentro da área, aos dois minutos, tem que ser marcada. Mas os árbitros têm medo, porque não têm o apoio necessário. Lutam por pontuações que são dadas por pessoas que nem árbitros foram e penalizam alguns e beneficiam outros em prol de favoritismos. Isso não tenho medo de dizer, pois eu cumprimentava o árbitro cada vez que entravamos em campo e ai já sabia quando ia ser prejudicado ou não. Quando ele não conseguia olhar para mim nos olhos, algo se ia passar. É óbvio que apanhamos bons trios de arbitragem, beneficiado não me considero, pois o Pedroso não quer ser beneficiado, as equipas têm que lutar de igual para igual. Foi um pouco isso. Tivemos bons homens a conduzir os nossos jogos, assim como maus homens a conduzir os nossos jogos.
O técnico, depois da derrota em casa do Vila FC

ABR - O Pedroso teve então uma fase má, reergueu-se, mas depois voltou a sofrer a perda de três pontos. Como é que se motiva um plantel para trabalhar quando o fazem apenas por gosto e ainda são penalizados em circunstâncias estranhas?

MR - Não foi fácil. Os jogadores queriam desistir, pois lutaram muito naquela fase menos boa onde perdemos muitos pontos, pois caso isso não tivesse acontecido, teríamos sido campeões mais cedo e não precisávamos de esperar por esta decisão. Então não foi fácil, pois quando voltamos ao topo, dizer que vamos perder três pontos. Não sabe o que se passou dentro do balneário, com os jogadores desanimados, exaltados, convencidos de que alguém os queria prejudicar, pois são eles que esfolam a pele à semana e ao fim-de-semana e ainda têm que ouvir coisas menos agradáveis dos sócios e dos adeptos que não são nada fáceis e ainda vão ter que ganhar mais três pontos para suplantar aqueles que perderam. Não conseguimos dizer nada na altura, mas depois voltamos a perguntar se queríamos subir de divisão ou não. O grupo deu as mãos e conseguimos voltar ao trilho das vitórias. Tivemos um jogo difícil no Gondim, mais difícil que frente ao Vila. No Vila, o jogo foi facílimo, apenas não conseguimos marcar. Eu considero aqueles jogadores campeões.


ABR - O mister falou que teve uma conversa com o Presidente na altura em que a equipa passou por um mau período. O mister esteve então para deixar o Pedroso?

MR - Eu abordei, juntamente com os meus colegas, pois é uma atitude honesta da nossa parte se acharmos que o clube não está a ser bem servido, tem que arranjar alguém mais capaz para dar a volta à situação. O Pedroso tem uma excelente equipa e eu também não conseguia perceber porque é que aquilo estava a acontecer. Tivemos uma fase onde não conseguimos ganhar em sete jogos seguidos e eu falei com o Presidente. Mas no fundo, eu sabia que se saísse haveriam jogadores que também iam sair, pois estavam ali pela camaradagem e quando um grupo se começa a desmoronar... O presidente disse-me para não ir e conseguiu convencer-me a ficar e depois a equipa voltou então a entrar nos eixos.


ABR - O fim da época já chegou, mas o Pedroso continua dependente de uma decisão de um jogo que já se deveria ter realizado há dois meses. A Associação decidiu que o jogo tinha que se jogar, mas o Vila e o Pedroso apresentaram recursos por razões diferentes e ainda há dúvidas. Que comentário lhe merece esta situação.

MR - Isto não merece comentários. Acho que estão a brincar com pessoas que trabalham. Depois, também está nos regulamentos, que antes do fim do campeonato tudo tem que estar definido e decidido para que a época acabe correctamente. É óbvio que numa dessas semanas era o jogo do Gondim e ai nada ficou decidido e logo a seguir a esse jogo, sai o resultado do inquérito que existiu aos acontecimentos. É uma casualidade, quero pensar assim, pois estamos a falar de pessoas que percebem muito de futebol, pois quem ocupa estes cargos são sempre as pessoas que mais percebem de futebol. Quem sou eu, um leigo que ainda estou a aprender o futebol, para questionar isso. Não foi premeditado de certeza, foi casualidade…


ABR - Noto alguma ironia nas suas palavras…

MR - Infelizmente não podemos ser irónicos, porque contra factos não há argumentos. E quando eles dizem que sim, temos que acreditar que sim, quando dizem que não, temos que acreditar também ou então não acreditamos, mas eles é que mandam e decidem…


ABR - Contudo, o Pedroso recorreu dessa decisão de mandar repetir o jogo. Qual foi a base desse recurso?

MR - Basicamente o timing da decisão e segundo alguém diz, no relatório do árbitro e também por testemunhas, o Vila FC foi impedido de entrar nas instalações por gestos indevidos que fizeram a pessoas do Cerco. Segundo dizem, foram agredidos alguns jogadores que foram receber tratamento hospitalar. Segundo dizem, vieram dois directores ter com o árbitro para entregar a ficha e que não tinham condições para jogar. Segundo dizem, o árbitro disse que havia condições, assim como a polícia também disse que havia condições para jogar. O Vila FC disse que só tinha 15 jogadores, mas o árbitro também disse que só precisavam de 11 jogadores para entrar em campo. Por isso, segundo dizem, o Vila FC fez falta de comparência. Se calhar, segundo dizem, algo se passou no meio disto tudo que nós não sabemos.


'Os Campeões' de Manuel Rocha

ABR - Entrando num lado mais pessoal, o mister está no Pedroso há quatro anos e sempre a lutar para subir de divisão. Já teve algum convite de outro clube?

MR - Não. Estou a ser o mais honesto possível. Não tive nenhum convite, nem do próprio Pedroso, pois ainda não acabou a época. Estou aberto ao grupo com que trabalho. Nada mais se passa para além do Pedroso.


ABR - Mas chega a uma altura em que as pessoas têm outros objectivos, até porque falar do Pedroso é falar do Manuel Rocha. Quais são as suas perspectivas para o futuro?

MR - Eu trabalho numa empresa que me absorve muitas horas. O futebol é um escape, pois é onde liberto muitas das energias negativas do dia-a-dia. O futebol é saudável e faz-me bem e também acho que tenho feito bem ao futebol, porque tenho dado tudo o que acho que tem que ser dado ao futebol, independentemente de ter errado. O melhor que tiramos de uma história, é ver o que fizemos mal e a seguir fazê-lo bem. Eu faço muito dessas análises, falo com os meus colegas, ouço os adeptos e os comentários dos jogadores, dou-lhes oportunidade para eles dizerem o que está mal sem qualquer tipo de penalização. São livres para dizerem o que sentem, mesmo do treinador. O treinador é o que manda, é o primeiro responsável, mas se calhar às vezes é o que menos razão tem. E acho que nesse aspecto a abertura é muito grande, é um espírito de amigo, pois ajudo-os a melhorar o que eles precisam. Estou no futebol porque gosto e quero continuar a fazê-lo porque gosto de o fazer. Tenho sido bastante ajudado pela Comunicação social, principalmente pelo Johnny, que tem sido um amigo, mas se calhar é pela minha sinceridade que gostam de falar comigo, pois sou honesto naquilo que digo. Eu não ando atrás de clubes, não procuro pessoas, não procuro dirigentes. As pessoas conhecem o meu trabalho e se acham que sou capaz de gerir o clube onde estão inseridos, têm que me convidar e cá estamos para conversar. Não ando à procura, pois não tenho o à vontade para isso. Sou treinador de futebol, porque joguei muitos anos e acho que tenho algo de positivo para dar ao futebol e é nesse intuito que continuo. Quando achar que estou a mais, saio.


ABR - Há duas épocas o mister ameaçou e na época passada venceu mesmo o prémio de ‘O Melhor Treinador’ dado pelo jornal ‘O Gaiense’. Como foi receber o prémio, disputando a 2ª distrital?

MR - Os jogadores sentiam-se satisfeitos quando eu ganhava o prémio do mês, prémio que é deles, e ficávamos satisfeitíssimos, quando isso acontecia principalmente porque é um prémio a nível do Concelho. E quando ganhamos o segundo, é óbvio que queremos o primeiro, pois queremos sempre mais. Consegui o primeiro lugar a lutar com treinadores de outras divisões, onde se calhar o futebol é mais ambicioso. E digo se calhar porque não sei como é assim como eles também não sabem como é o da 2ª distrital, onde se joga em campos muito difíceis. Não é fácil e consegui. Este ano volto a estar em boa posição, faltando só a decisão do jogo do Vila, senão já era o ‘Melhor Treinador’. É um orgulho e dou os meus parabéns ao ‘O Gaiense’, pois fazem uma coisa muito bonita, boa e que é preciso no futebol distrital. Tomara que muitos seguissem este caminho pois é isto que faz as pessoas mover-se, pois ninguém ganha dinheiro no futebol distrital. Estes prémios são mais que um ordenado ao fim do mês, pois é um orgulho enorme estar presente no meio de tantas individualidades e ser chamado o nosso nome.


ABR - Apesar de me dizer há pouco que não procura ninguém e que quer ser reconhecido pelo seu trabalho, não o surpreende que ninguém o procure depois de todo o seu percurso nos últimos anos e depois de todas as distinções individuais que já teve?

MR - De alguma forma surpreende-me. Mas o beneficiado acaba por ser o Pedroso, pois eu gosto daquilo que faço, empenho-me naquilo que faço mas como já disse, não procuro. Sinto se calhar alguma estranheza, mas quem sou eu? O futebol é isto…


ABR - Para terminar, queria que deixasse umas palavras a todos os adeptos do Pedroso e aos leitores do blog

MR - O desporto é um divertimento. Todos os intervenientes têm que estar empenhados para ajudar os seus clubes a levar de vencida aquilo que move as pessoas a ir aos campos. Divirtam-se e procurem o divertimento dentro do desporto. Não procurem o mau que está no futebol, mas sim o bom, ou seja, o divertimento, a amizade, a confraternização e acima de tudo o confronto amigo que existe entre as duas equipas. Para o blog, acho que está de parabéns, tem feito um excelente trabalho. Não se esqueça que o difícil é chegar lá, fácil é manter. Alguns dizem o contrário mas eu acho que não, acho que o nome já está consolidado a nível nacional, pois conseguiu dar uma perspectiva muito boa do futebol distrital, visto que 80% do que escreve é sobre o futebol distrital e muita gente a nível nacional lê o que se passa no futebol distrital da AF Porto. Parabéns e continue e tudo o que for possível para ajudar da minha parte será feito. Para as pessoas que mandam no futebol, meditem, pois vão ter que passar algumas noites numa mesquita a pensar o que querem do futebol nacional. Que pensem no que existiu no futebol nacional na década de 80 e o que existe agora. São as mesmas pessoas que estiveram em 1980 e que estão agora. Em 20 anos passamos por uma fase de transformação positiva, conseguimos chegar ao topo e hoje não conseguimos ganhar nada em termos de camadas jovens. Alguma coisa está mal, deixem-se de compadrios e pensem no que está mal no futebol.


10 de junho de 2011

Ricardinho - "Objectivo passava por conseguir, pelo menos, o quinto lugar"

Ricardinho, jogador que chegou no início desta temporada ao Serzedo vindo do Grijó, fez um balanço da época do clube que terminou com a promoção dos serzedenses à Divisão de Honra sete anos depois da última presença, em 2003 /2004.
Para o jogador, que contribuiu em grande escala para o sucesso da equipa sagrando-se o melhor marcador com 23 golos, a época "começou muito bem. O objectivo passava por conseguir pelo menos o quinto lugar mas conseguimos andar sempre entre os três primeiros classificados. Já com poucas jornadas para o fim do campeonato e estando nós lá em cima com a oportunidade de levar o Serzedo à Divisão de Honra, todos demos o máximo e lutamos até ao fim e com muito trabalho, muita dedicação e muita vontade, conseguimos manter o segundo lugar e a respectiva subida de divisão".
A nível individual, Ricardinho conseguiu sagrar-se o melhor marcador da equipa com 23 golos, vencendo também o prémio de melhor marcador do jornal 'O Gaiense'. Apesar de não ser uma prioridade, à entrada para a última jornada a concorrência de Ivo do Perosinho, que contava com 19 golos, fez com que o avançado se esmerasse, fazendo um hattrick na recepção ao Balasar, jogo que os gaienses venceram por quatro bolas a zero. Ricardinho firma que "foi um ano fantástico. Para além da subida de divisão, que era o primeiro objectivo, consegui ganhar o prémio de 'O Gaiense' por ser o melhor marcador, coisa em que não pensava muito pois eu queria era ajudar o clube a subir de divisão. Mas também estando sempre em primeiro a época toda, chegando à última jornada, tinha esse objectivo e com a ajuda dos meus companheiros, equipa técnica e direcção, consegui acabar em grande com três golos", disse.
Na próxima temporada a equipa disputa a Divisão de Honra. O plantel vai sofrer algumas alterações, mas é certo que Ricardinho continuará na equipa, apesar dos convites que teve: "Sobre a minha continuidade no clube, posso já dizer que é certa, apesar de ter algumas propostas a quem desde já agradeço por se terem lembrado de mim. A essas pessoas um muito obrigado", concluiu.

14 de março de 2008

Fundador do "A Bola é Redonda" no jornal "O Gaiense"



Pois é. Devido ao facto de ser estudante de Comunicação, a paixão pelo jornalismo leva-me a neste momento ter conseguido um estágio no jornal regional de maior tiragem em Vila Nova de Gaia, que dá pelo nome de "O Gaiense".
Poderão ver reportagens minhas muito brevemente nesse jornal, irei deixar o link do jornal on-line cá no blog, e assim que me seja possível escreverei alguns dos textos que estarão no jornal aqui no blog. Se estranharem a ausencia ainda maior do que aquela que já era, já sabem o motivo. a todos os leitores, um muito obrigado e para quem for de Gaia, aconselho a comprar o jornal.

Johnny Lino