7 de julho de 2013
Opinião - E agora como se resolve esta trapalhada?
| Reacções: |
2 de fevereiro de 2007
A prepotência da Sportinveste
31 de janeiro de 2007
Mais uma trapalhada á portuguesa....
Entretanto, noutro âmbito, o Gil Vicente foi púnido com a retirada de 9pts, pelas faltas de comparências aos jogos frente ao Feirense, Estoril e Trofense, relativos as 2ª, 3ª e 4ª jornadas do campeonato da agora denominada Liga Vitalis. Com esta medida, o clube desce do 12º para o 15º lugar, com apenas 11pts, pois além de ter averbado derrotas nesses jogos por 3-0, são retirados mais três pontos por cada falta de comparência. Recorde-se que o "A Bola é Redonda", na altura tinha chamado a atenção para esse facto, como fica aqui demonstrado neste post de 29 de Setembro.
24 de janeiro de 2007
Fiascos da I volta da Bwin Liga - Sporting
Os leões mexeram-se pouco no mercado. Apenas em algumas posições mais ou menos nevralgicas, é que foram sendo reforçadas. O meio campo foi o que mais jogadores recebeu, com a vinda de alguns jogadores que estavam emprestados, mas nomeadamente com a chegada de Pontus Farnerud e Carlos Paredes, o centro do terreno do Sporting ganharia mais algum traquejo para a Champions League, visto que os jogadores são bastante experientes, em comparação com a juventude que reina so seio do leão. A frente de ataque também foi reforçada. Os nomes escolhidos pelos dirigentes leoninos foram Carlos Bueno, e Alecsandro, que veio colmatar a saida de Deivid para o Fenerbaçe da Turquia.O centrocampista sueco, é o verdadeiro fiasco deste Sporting. O jogador que veio do Estrasburgo a custo zero, apenas actuou por três vezes como titular na Bwin Liga. Beira-Mar, Sp. Braga e Belenenses, foram os adversários do Sporting e o jogador nunca terminou uma partida. A soma total de minutos em campo dá 151. O jogador apenas apontou um golo, e foi na Taça de Portugal, frente á União da Madeira na 4ª eliminatória. Foi claramente uma contratação falhada, apenas para preencher alguma lacúna de última hora.
Outro jogador que veio, mas que ainda não demonstrou as qualidades que o notabilizou, é Carlos Paredes. Toda a gente conhece o futebol de Paredes, dos tempos do FC Porto. O trinco é um jogador de futebol duro, mas não agressivo, marca bem e sai a jogar com relativa facilidade. A passagem pela Reggina de Itália deu mais perfume ao seu futebol, mas o certo é que Paredes ainda não demonstrou no Sporting essas qualidades. O jogador tem sido pouco utilizado por Paulo Bento, que prefere Custódio, ou fazer recuar João Moutinho em alternativa ao paraguaio. Paredes actuou nesta temporada um pouco mais que Farnerud, totalizando 455 minutos, que se dividem por sete jogos, cinco deles a jogar de início, tendo jogado os 90 minutos por 3 vezes apenas. O jogador ainda não apontou nenhum golo pelos leões, nem foi aquele jogador experiente que o Sporting precisava na Champions, onde também a sua utilização foi reduzida. De facto muito pouco para um jogador da qualidade de Paredes.
Mas no centro do terreno, não são só estes dois jogadores que são um fiasco. Existe outro que surpreende, muito por culpa da importância que foi ganhando no centro do terreno de outro clube, neste caso o Sp. Braga. Falo de João Alves. O jovem promissor transmontano, que
ganhou notabilidade ao serviço dos bracarenses, transferiu-se para o Sporting em Agosto da época anterior, tendo ainda realizado 2 jogos pelo Sp. Braga. Desde que chegou a Alvalade, juntamente com Wender (outro fiasco), nessa temporada, nunca se conseguiu afirmar como indiscutivel, muito por culpa do aparecimento de João Moutinho. João Alves somou na totalidade, 823 minutos de jogo, divididos por 9 jogos em que foi titular e 14 em que foi suplente utilizado, tanto por José Peseiro como por Paulo Bento, mas mais pelo primeiro. Nesse período apontou um golo, na 28ª jornada, na vitória sobre o Penafiel por 2-0. O esquema de jogo do Sporting acabou por afastar Wender do Sporting, uma vêz que tanto Peseiro como Bento privilegiam o 4x4x2 em losango, ao contrário de Jesualdo, na altura treinador do Braga, que privilegiava o 4x3x3, assim como agora acontece com Rogério Gonçalves, mas era o ideal para João Alves explanar todo o seu futebol de classe. Quando esta época se iníciou, parecía que João Alves iría ter a sua oportunidade. Puro engano. O jogador apenas actuou 6 minutos nesta edição da Bwin Liga e eclipsou-se por completo. Actuou um minuto na vitória sobre o Nacional da Madeira, por 1-0 na 2ª jornada, e voltou a aparecer na 5ª, durante cinco minutos, na vitória por 2-0, sobre a U. Leiria. Foi chamado esporadicamente aos convocados, mas não mais foi utilizado.Outro fiasco do meio campo é Romagnoli. Adorado na Argentina e no Mexico, o internacional argentino chegou a Alvalade por emprestimo do Vera Cruz, durante 2 anos e meio. Vinha catalogado de dez nato, uma posição em que o Sporting não estava muito bem apetrechado, muito por culpa da saída de Rochemback para o Middlesbrough, que embora não sendo um dez, muitas vezes desempenhava essas fuções. O argentino chegou a Alvalade no mercado de
inverno da última temporada, e logo entrou na equipa títular. Ao segundo jogo de verde e branco apontou o seu primeiro golo, ao Marítimo, no empate da equipa em Alvalade a uma bola. A exibição até foi agradável, o jogador tinha propensão para o remate e distribuia mais ou menos bem o jogo. Sem se perceber bem porquê, eclipsou-se durante três jornadas, sendo suplente não utilizado por Paulo Bento. Voltou a aparecer depois, durante quatro jornadas consecutivas, nas quais foi titular em dois jogos e suplente utilizado em outros dois. A partir deste momento, e estavamos na 26ª jornada, o jogador apenas surgiu mais uma vez no terreno de jogo, na 32ª jornada frente à Naval, sendo titular os primeiros 45 minutos. Até aí foi alternando a bancada com o banco. Não se percebeu bem porquê. Esta quebra de utilização pode ter dado origem a uma falta de entrosamento com o resto da equipa, o que é fundamental para um jogador estrangeiro. Paulo Bento gosta de alternar muito o meio campo e aqui pode estar uma justificação para o pouco desempenho do argentino. tudo somado, o jogador actuou 339 minutos, divididos por cico titularidades e duas vezes suplente utilizado. Esta temporada, o registo é um pouco melhor. Até ao momento, Romagnoli já foi utilizado 406 minutos na Bwin Liga, divididos por seis titularidades e três vezes suplente utilizado, não tendo apontado ainda nenhum golo. O jogador apenas por uma vez cumpriu os 90 minutos, na 1ª jornada na vitória por 3-2 sobre o Boavista. Neste momento, o seu futuro no Sporting é incerto, pois fala-se da sua saída e no regresso ao San Lorenzo, clube argentino onde o jogador actuou grande parte da sua carreira e onde é idolatrado. Também já se disse que o jogador não sairá, pois os argentinos desistiram dele.No ataque leonino, também existem alguns fiascos. Desde logo salta á vista o uruguiao Carlos Bueno. O jogador encontra-se em Alvalade por empréstimo do PSG, mas ainda não justificou a contratação. É um caso típico de inadaptação a tudo o que rodeia o Sporting. Bueno chegou catalogado de bom finalizador e foi apontado como parceiro de ataque de Liedson, suplantando Deivid, que acabaría por sair para a Turquia. O certo é que Bueno, para o campeonato, ainda não apontou nenhum golo e não é o parceiro indiscútivel de Liedson na frente de ataque, por muito que Paulo Bento queira insistir no jogador. Nota-se que ele tem raça, tem vontade, demonstra algum sentido de oportunidade, mas pouco mais. Neste campeonato, Bueno actuou 509 minutos, divididos por 7 titularidades e duas vezes suplente utilizado. Nunca actuou os 90 minutos. O jogador á semelhança de Fonseca no Benfica, apenas apontou o seu único golo ao serviço dos leões, já perto do fim do ano, na última jornada da Champions League frente ao Spartak de Moscovo, jogo que o Sporting acabou por perder por 3-1 sendo consequentemente eliminado das competições da UEFA. Muito pouco para um ponta de lança.
Outro jogador que tarda um pouco em mostrar as qualidades que tinha no Brasil é Alecsandro. O jogador chegou para substituir Deivid, que viajou para o Fenerbaçe após a primeira jornada, jogo em que ainda acabou por dar o triunfo aos leões sobre o Boavista. Nesse jogo Deivid não foi titular, mas depois de entrar acabou por apontar dois golos decisívos, numa altura em que o Sporting perdía por 0-1. Alecsandro chegou, mas não pegou de estaca. começou por ser suplente utilizado na 2ª jornada frente ao Nacional, e depois foi titular durante três jogos consecutivos, perído no qual apontou um golo no jogo frente ao Desp. Aves. Até ao momento o brasileiro actuou 604 minutos, e divide o banco com a titularidade: 7 vezes titular, 5 vezes suplente utilizado. Já apontou 3 golos até ao momento.
23 de janeiro de 2007
Os fiascos da I volta da Bwin Liga
FC Porto
Nos azuis e brancos, as movimentações de mercado iniciaram-se ainda a época de 05/06 não tinha terminado por completo. João Paulo (U. Leiria) e Diogo Valente (Boavista), surgem ligados já ao Dragão logo após a conclusão da última ronda. Mais tarde chegariam Ezequias (Académica), Tarik Sektioui (AZ Alkmaar) e Jorge Fúcile (Liverpool de Montevideo). De todos estes jogadores apenas Fúcile, tem sido utilizado com regularidade no onze de Jesualdo Ferreira, tanto á direita, sua posição de raíz, como a esquerda, numa feliz adaptação. Assim, pode-se verificar que a contratação de Ezequias a Académca, foi um autêntico flop de mercado, pois o lateral esquerdo foi apenas utilizado pr duas ocasiões, uma para o campeonato e outra para a Liga dos Campeões, frente ao CSKA de Moscovo, onde até nem esteve muito mal. O jogador neste momento faz parte dos quadros do Beira-Mar, onde jogará por emprestimo até ao final da temporada. Quem também sentiu necessidade de ser emprestado foi Diogo Valente. O extremo contratado ao Boavista, ainda por indicação de Co Adriaanse (só Fúcile foi indicado por Jesualdo), nunca foi uma opção clara para Jesualdo Ferreira. A contratação de Diogo Valente, assim como a de Sektiui, vinham para preencher lugares de um esquema táctico algo arrojado, do treinador holandês, que privilegiava o jogo pelas alas. Como Adriaanse acabou por sair e Jesulado aos poucos foi mudando o sistema de jogo para o seu 4x3x3, os dois jogadores foram perdendo alguma da importância que poderiam ter. Assim o português, apenas foi utilizado 20 minutos, em Alvalade, mas sem resultados practicos. Procura agora, relançar a carreira no Marítimo, clube que o acolheu neste período de transacções. Quanto ao marroquino, o seu estatuto no plantel é incerto, assim como o seu futuro. Com Jesualdo, apenas foi titular duas vezes, e foi suplente utilizado outras duas, na Bwin Liga, o que perfaz um total de 198 minutos, tendo apontado um golo, ao Beira-Mar, na quarta jornada.
João Paulo, tem estado a braços com uma lesão contraída na pré-época, e apenas foi utilizado por uma vez, durante 45 minutos. Mas há outros jogadores que vieram a perder alguma influência e se revelaram verdadeiros flops. O caso mais sonante nos dragões é o de Adriano, ponta de lança contratado no período de inverno da última temporada, quando representava o Cruzeiro de Belo Horizonte. O jogador foi ardúamente disputado pelo FC Porto e pelo Sporting, mas a decisão do Nacional da Madeira, clube que ainda tinha direitos sobre o jogador, acabou por coloca-lo no FC Porto, por não querer, nas palavras do presidente do clube insular, vê-lo num concorrente directo do Nacional. Adriano acabou por ser bastante influente no futebol azul e branco, tendo sido utilizado em 15 jogos, sendo que foi
titular em 14, tendo apontado 7 golos, na corrida do FC Porto para o título de campeão. Mas não foi só na Liga que Adriano se destacou, também na Taça de Portugal ganha ao Vit. Setúbal, pois o único golo da partida teve o cunho do avançado brasileiro, assim como na Supertaça de Portugal, ganha frente ao mesmo clube, com o primeiro golo a ser apontado por Adriano. As coisas até começara a correr bem ao ponta de lança, que foi titular nas 4 primeiras jornadas, jogando 90 minutos nas duas primeiras, 64' na 3ª e apenas 45' na 4ª, voltando a aparecer como suplente utilizado no jogo frente ao Boavista, referenta á 12ª ronda, tendo actuado 14 minutos, o que perfaz um total de 303 minutos de utilização, tendo apontado um golo logo na 1ª jornada frente á U. Leiria. Depois da 12ª ronda eclipsou-se por completo. É certo que teve uma lesão que o prejudicou, e o excelente momento de Postiga acaba por contribuir para o apagar deste jogador, mas o certo é que nem para o banco Adriano é opção. Até Bruno Moraes, tem mais crédito junto de Jesualdo Ferreira. O artilheiro brasileiro, já foi conotado com o Sp. Braga, sendo envolvido na transferência de Diego para o Dragão, mas nada se concretizou. Também já foi conotado com o Panatinaikos, mas nada se resolveu. Adriano diz querer mostrar o seu valor no FC Porto, mas o certo é que não deverá ser opção do treinador, caso fique. Outro flop desta primeira volta ainda no reino do Dragão é Ricardo Costa. O jogador que já envergou a braçadeira de capitão do FC Porto, apenas foi utilizado por Jesualdo em duas ocasões, frente ao Marítimo na 6ª jornada, tendo jogado 45 minutos e depois apenas voltou a aprecer na 14ª, frente ao Paços de Ferreira, tendo actuado 18 minutos no último jogo do ano, jogo esse, que se chegou a dizer que sería o da sua despedida, por já ter tudo acertado com o Marselha, onde jogaría por emprestimo até final da época. Entretanto, Pepe e Bruno Alves lesionaram-se, e Jesualdo catalogou Ricardo Costa de intransferível e o negócio com os franceses gorou-se. O central é presença habitual nas convocatórias do professor, mas em termos de minutos jogados a sua utilização é bastante reduzida, e talvês o emprestimo fôsse uma boa oportunidade para Ricardo Costa mostrar o seu valor, até porque começou a ser chamado por Scolari para integrar a Selecção Nacional. No reino do Dragão continuam a haver jogadores que não convencem, casos de Alan e Jorginho. Está temporada, os dois jogadores brasileiros contratados ao Marítimo e Vit. Setubal respectivamente, ainda não demonstraram o porquê de estarem no seio do plantel azul e branco. O extremo apenas jogou 70 minutos esta temporada, enquanto que Jorginho actuou um pouco mais, 276 minutos de jogo, divididos por 3 jogos a titular e 3 jogos como suplente utilizado, sendo que só actuou os 90 minutos por uma vez, frente ao Vit. Setúbal, na 9ª jornada.
21 de novembro de 2006
Melhor Guarda-Redes da época 05/06 não deveria ser o Vítor Baía
A classificação que o Síndicato apresenta é esta:
1 - Vítor Baía
2 - Paulo Santos
3 - Moretto
4 - Ricardo
5 - William
6 - Bruno Vale
7 - Diego Benaglio
8 - Marcos
9 - Jorge Baptista
10- Nilson
1 - Ricardo 148 2h, 28m
2 - Vítor Baía 139 2h, 19m
3 - Paulo Santos 139 2h, 19m
4 - Moretto 138 2h, 18m
5 - William 132 2h, 11m
6 - Bruno Vale 95 1h, 35m
7 - Diego Benaglio 90 1h, 30m
8 - Marcos 85 1h, 24m
9 - Nilson 78 1h, 18m
10- Jorge Baptista 76 1h, 16m
10 de novembro de 2006
Será que vai começar tudo de novo?

3 de novembro de 2006
O que é que eles queriam?1?
27 de outubro de 2006
Factor Medo!
O caso mais em voga e mais explícito deste tipo de opinião, são algumas opiniões que lemos acerca do treinador José Mourinho.
Para muitos comentaristas nacionais José Mourinho é um treinador defensivo e pouco espectacular.
Isto leva á seguinte questão: mas afinal o que é ser defensivo? Racionalizar a colocação das peças (leia-se jogadores) em conformidade com o espaço? Procurar “abafar” os espaços livres, em plena transiçao defensiva, para não deixar o adversário construir jogo pensado, rápido e desiquilibrante?
Ou será que operacionalizar uma equipa como um só bloco..sempre unido e articulado é ser defensivo??
Bom, como podem reparar, eu discordo totalmente desses opinion makers e acho que fazem uma total confusão em relação ao factor defensivo e portanto ,em parte, em relação também ao factor medo.Nunca encarei o realismo dos treinadores menores, ao adoptar uma postura mais espectante em jogos contra clubes ditos “maiores”, como “medo”. Claro está, que essa postura espectante não pode ser traduzida no campo em 10 homens a defender perto da área..e tentativas de transições ofensivas (em contra-ataque por exemplo) 0. No entanto, acredito que pela diferença de capacidade individual dos atletas dos dois tipos de equipa em questão, há que haver uma maior racionalização e preenchimento do espaço defensivo, como forma de tentar equilibrar a balança, sem contudo perder ambição em procurar situações ofensivas bem trabalhadas e “repentistas”.
Aqui, não prevalece mais uma vez o factor medo mas sim um certo realismo e uma certa ponderação em relação a diferentes valias nos diversos critérios de análise á qualidade dos dois tipo de equipa (menores e maiores).
No entanto, o factor medo é patente, quando um treinador num clube apetrechado com atletas de boa qualidade, abdica de princípios ofensivos (o que não invalida o equilibrio) e de uma postura ganhadora.
Tomo como exemplo Jesualdo Ferreira.Jesualdo é amplamente considerado pela crítica, um treinador realista, sóbrio. Prepara as equipas de forma a existir um equilibrio muito grande entre processos defensivos e processos ofensivos, não denotando características marcadamente ofensivas ou “espectaculares”.
Na sua passagem pelo Sport Lisboa e Benfica, verificamos um jogo que marcou o técnico e que o auto-catalogou de defensivo. Um célebre Porto-Benfica, em que o Benfica se viu em vantagem no marcador e a jogar contra um Porto reduzido a 10, ainda antes do final do primeiro tempo. Nessa altura, todos esperavam um Benfica confiante e dominador na 2ª parte, ou pelo menos uma equipa consciente, sóbria que tentasse pelo menos controlar os espaços, a bola ....o jogo.
A verdade é que o Porto venceu por 2-1, numa 2ª parte extremamente ofensiva e dominadora, perante um Benfica encolhido nas imediações da sua área..procurando de todas as formas tapar os caminhos da baliza. Não mais os adeptos se esqueceram, não mais Jesualdo conseguiu fugir do rótulo de defensivo.
Anos mais tarde, Jesualdo Ferreira chega a um clube com uma filosofia de vitória muito forte, fruto dos anos dourados pelos quais o clube tem passado.
Para trás fica um excelente trabalho no Braga, marcado por seriedade, profissionalismo e sobretudo pela aposta num realismo táctico extraordinário, sempre com o objectivo na obtenção de pontos, mesmo que tal factor significasse um empate.
Para um clube como o Braga, a filosofia adoptada foi acertiva, e as excelentes classificações na tabela assim o comprovam, sem querer de modo algum “camuflar” o dedo mais que visível de um Presidente super competente.
Contudo, o Braga não é o FC Porto, como tal teria que existir uma ponderação numa nova filosofia baseada na já citada dinâmica de vitoria do clube da cidade do Porto.
No Braga, Jesualdo sentiu algum descontentamente de alguns adeptos e simpatizantes, por nos momentos decisivos a equipa mostrar pouca audácia, pouco atrevimento para conseguir mais. Parecia injusto para quem não acompanhou a realidade do clube, mas a verdade é que Jesualdo, no FC Porto, tem dado razão aos críticos que lhe apontaram esses predicados.
O FC Porto, tem neste momento a falange de apoio mais exigente de Portugal. Não só se exigem títulos, como 100% de vitorias em casa e bom futebol. Para tal facto, muito contribuiu os anos dourados de Mourinho que elevou a exigencia dos adeptos a um patamar nunca antes visto. Os adeptos exigem dos jogadores esforço, sacrifício e inspiração a 100%, caso contrário as boas prestações em jogos anteriores são esquecidas (veja-se o caso do Quaresma).
E é baseado neste espírito que o balneário portista absorve a cultura vencedora, e interioriza que nada menos que a vitória interessa. Se é verdade que em termos externos, terá que haver uma “mentalização” que o Porto não será sempre dominador, como foi á poucos anos atrás, em termos internos, o clube tem a obrigação de assumir-se sempre como principal favorito, e como tal, jogar para ganhar em todas as partidas.
E creio que é aqui que Jesualdo peca.Jesualdo, embora mereça credito por estar á pouco tempo no clube, e todos sabemos que incutir um modelo de jogo, e todos os seus princípios e sub-princípios, não se faz em semanas, ainda não interiorizou a mentalidade exigente e ganhadora dos seus adeptos.
É verdade que o discurso adoptado por Jesualdo, é um discurso positivo, ganhador, diria á dragão, contudo na prática ,ou seja ,no campo, não é isso que se tem verificado, e a verdade é que o descontentamento dos adeptos do clube nortenho aumenta a cada dia que passa, mesmo com o clube a liderar o campeonato (e aqui se ve a exigência reinante nas Antas).
No fundo, um treinador ao adoptar um modelo de jogo, tem de o fazer, não só de acordo com as suas filosofias e ideias, mas também tendo em conta o subsistema cultural do clube que orienta. Obviamente que este subsistema cultura é composto por um conjunto alargado de factores, no entanto, existe um que é importantíssimo manter, quando de facto, ele existe – a cultura de vitória. Esta cultura de vitória exprime-se em campo, num grande ímpeto ao longo das partidas, na capacidade de sacrifício, e numa mentalidade de ambicionar sempre mais.O empate ou a derrota numa exibição que até foi favorável, não é aceitável no ambito desta cultura.
Ora se Jesualdo encontrou esta cultura no FC Porto, tem de a saber manter. Não basta um discurso positivo, coerente e ganhador. É certo que o discurso de Jesualdo é importante, pois todos têm consciência da importância vital do aspecto psicologico no futebol. A mentalidade ganhadora e o sucesso de uma equipa estará sempre dependente da forma como se trabalha a vertente psicológica dos atletas e da forma como se consegue manter uma motivação alta e uma galvanização extrema.
Jesualdo, através do seu discurso, contribui para essa tal motivação, mas hoje em dia, o jogador “tipo” é mais consciente e “inteligente”. Sente os sinais que são passados pelo treinador quer através do seu discurso quer através da estratégia tactica que o treinador “passa” para os atletas.
“ Diz-me como jogas, dir-te-ei como és”, é uma frase que se pode aplicar ao extremo nesta situação.
Mas para perceber ainda mais facilmente as lacunas de Jesualdo Ferreira, vamos a exemplos:
Jogo Arsenal – FC Porto.
Jesualdo na conferência de imprensa adopta uma postura firme e convicta, afirmando que o Porto não iria mudar face ao adversário que iria defrontar, e que seria um jogo onde o Porto procuraria a vitória. Ora, face a uma situação de vitória em todos os jogos realizados por Jesualdo, não se esperaria um certo “abdicar” dos princípios que até aí tinham sido aplicados.
A verdade é que Jesualdo apareceu em Londres, com Cech no meio campo, Ricardo Costa a lateral esquerdo e numa variante do 4-4-2, actuando Quaresma na frente de ataque. Todas estas alterações, e todo este receio de Jesualdo em relação ao adversário, bem patente nas alterações que promovou no onze e no figurino tactico, “passou” para os jogadores um sentimento de receio, de “medo”. A verdade é que todas estas alterações tiveram consequencias nefastas na equipa portista, e viu-se um Porto muito nervoso e receoso (principalmente nos primeiros 25m), encolhendo-se no meio campo defensivo e optando por um postura espectante, permitindo ao Arsenal um “cerco” á area Portista.
Conclusão: derrota portista.
Seguiu-se outro jogo teoricamente complicado.
Jogo Braga-FC Porto
Jesualdo mais uma vez “passou” para os atletas um discurso positivo e convicto na vitória, mas em termos puramento tácticos resolveu lançar para o Municipal de Braga, uma equipa a defender muito recuada, abdicando da pressão, permitindo ao Braga imenso espaço para jogar. Os jogadores demonstraram mais uma vez nervosismo e ansiedade e o Porto voltou a perder.
Numa ultima deslocação complicada, até ao momento, mais 1 prova que Jesualdo se deixa levar pelo “factor medo”.
Jogo Sporting-Porto
Anderson de fora, é lançado P Assunção, numa estratégia que se entende e que até se ajusta ao que teoricamente deveria ser feito.
No entanto, viu-se um Porto novamente espectante (que até se pode entender..pois jogava em casa de um rival directo, que contava já com uma mecanização táctica que passava da época transacta, devido á continuidade do treinador), mas demasiadamente defensiva. 7, 8 jogadores nas imediações da área, abdicando de qualquer tipo de pressão para provocar perdas de posse de bola adversária, permitindo rápidos contra-ataques explorando a velocidade e fantasia dos elementos do ataque portista.
O Porto sacudiu a pressão despejando bolas para a frente, mas como a postura era demasiadamente espectante...não havia homens na frente para ganhar a posse de bola, como tal, em segundos a bola estava novamente na posse do Sporting.
O jogo foi sistematicamente isto, e mesmo quando o Porto (raras foram as vezes) conseguia efectuar transições ofensivas com alguma tranquilidade e alguma estratégia, na hora de alvejar a baliza, nao se encontrava um único elemento para ganhar as chamadas “segundas bolas”.
A verdade é que o Porto de Jesualdo acabou por conseguir um resultado positivo em Alvalade, mas denotou uma total descaracterização daquilo que sempre marcou o Porto e que sempre originou o respeito e o receio do adversário, o que acabava por traduzir em maior domínio e mais vitórias.
É verdade que Jesualdo chegou á pouco tempo, é verdade que é um treinador que opta pelo realismo e pela consistência defensiva, mas toda esta postura contrária ao subsistema cultural do clube, poderá ter consequencias danosas e poderá romper com aquilo que tem sido a cultura de vitória do passado recente do clube.
Com ou sem tempo para a aplicação do seu modelo de jogo, o técnico terá de entender aquilo que é o clube e aquilo que sempre o marcou.
Ao FC Porto exige-se pressão, atitude e uma veia claramente ofensiva. Exige-se que os adversários sejam “abafadas” para que a posse de bola esteja mais tempo do lado Portista, permitindo-lhes assim maior domínio do jogo e encostar os adversários á sua defensiva.
O factor medo não é permitido no Dragão, e os adeptos ,cada vez mais, exigirão outro tipo de atitude.
11 de outubro de 2006
Caso Mateus - Parte II

O celebre "Caso Mateus" que tanta celeuma deu, e chegou até a por em risco a participação de clubes e selecção portuguesa em competições internacionais, assim como ditou a descida do Gil Vicente e quase extinção do clube, tem agora um desenvolvimento algo inesperado. Então não é que o jogador, que é o centro da questão, anda desaparecido?!?
Já no jogo contra o Rio Ave se notou a ausência do jogador no banco, e embora os reponsáveis gilistas tenha alegado que o jogador não tinha sido convocado, o certo é que foi, como documenta a foto abaixo:

Esta é a convocatória oficial do Gil Vicente para o Jogo com o Rio Ave, onde consta de facto, o nome do internacional angolano.
Mas de momento a polémica parece ter avançado. Depois de o jogador ser um dos 14 atletas que solicitou a rescisão de contrato alegando ordenados em atraso, segundo o Record de hoje os dirigentes gilistas terão instaurado um processo ao jogador, por este ter falhado o treino matinal de ontem, sem nenhuma justificação. O jogador ao que tudo indica está em Lisboa acompanhado do empresário. O presidente do Gil Vicente, António Fiuza, refere que o jogador "anda a ser mal aconselhado por um empresário, que não sei quem é" e dizendo também que "o jogador não tem ordenados em atraso e o seu contrato termina em 2010", o empresário, Adolfo Lopes, que representa o atleta desde 2004/05, diz que o jogador "nos proximos dias vai apresentar-se em Barcelos". De facto é uma polémica que chegou para durar e que poderá não ter as melhores consequências para o barcelenses
25 de agosto de 2006
A sorte dos portugueses
As três equipas nacionais tiveram sortes diferentes. Enquanto que ao FC Porto o sorteio foi mais lisonjeiro, Benfica e Sporting têm ossos duros de roer. Mas será o Sporting que terá a tarefa mais dificultada, depois de cair num grupo com dois colossos do futebol europeu. Mas vejamos o que calhou em sorte aos nossos representantes:
FC Porto
Os azuis e brancos integram o Grupo G, juntamente com Arsenal, CSKA de Moscovo e Hamburgo. O clube alemão é o menos cotado do grupo, mas nem por isso será pêra doce, embora seja acessível para os dragões. O Hamburgo chega a fase de grupos depois de ultrapassar o Osasuna de Espanha, com 0-0 na Alemanha e 1-1 em Espanha. Esta equipa classificou-se na 3ª posição da passada Bundesliga, o que diz bem do seu valor. No plantel, despontam jogadores como o poderoso extremo esquerdo, Rafael Van Der Vaart, o central Kompany, e o iraniano Mahdavikia, que são jogadores de grande valor e que podem decidir uma partida. Recentemente o Hamburgo esteve em foco ao transferir para o Chelsea de Mourinho o lateral Boulahrouz, que ganhou a alcunha de “canibal” depois da entrada duríssima sobre Cristiano Ronaldo, no jogo Portugal-Holanda dos Quartos de final do Campeonato do Mundo.
Outro adversário dos dragões será o CSKA de Moscovo. Os russos voltam a encontrar o FC Porto, depois de terem calhado em sorte em 2004 nesta mesma competição, os russos acabariam por conquistar a Taça UEFA em Alvalade, frente ao Sporting, depois de também eliminado Benfica. Tradicionalmente difícil, o FC Porto acabaria por empatar no Dragão a zero, mas venceria em Moscovo por 0-1. O portentoso lateral/extremo esquerdo Daniel Carvalho e os rapidíssimos avançados Vagner Love e Olic, continuam a integrar o plantel, assim como o guarda-redes de grande futuro Akinfeev e o centro campista Aldonin.
Por último, o FC Porto terá que defrontar o vice-campeão europeu, Arsenal. A equipa de Arsene Wenger está cada vez mais a afastar-se do típico modelo de jogo inglês, adoptando um estilo de jogo mais latino. Este plantel dos “gunners”, que mais parece uma sociedade das nações, integra na sua maioria jogadores franceses (8) e espanhóis (3). Como referencias, temos o central suíço Senderos, o guarda-redes alemão Lehmann e como não poderia deixar de ser o portentoso avançado francês Henry. Mas existem também novos valores a despontar nesta equipa, como o extremo espanhol Reyes ou o centro campista Fabregas, Robie Van Persie, Gilberto Silva ou ainda Rosicky, recentemente contratado ao Borussia Dortmund. Como podemos ver, é um plantel recheado de qualidade, o que faz com que seja o principal candidato a ocupar uma vaga na fase seguinte da Champions League.
Apesar de favorito, a par do Arsenal, o FC Porto terá que ter bastante cuidado, pois qualquer deslize poderá ser fatal. Essencial será vencer os jogos todos em casa, ou pelo menos dois, e tentar amealhar o máximo de pontos possíveis fora, principalmente em Hamburgo e Moscovo. Penso que os Dragões têm todas as condições para seguir em frente, faltando definir apenas a posição que ocuparão no grupo.
Jogos
FC Porto-CSKA Moscovo 13 Setembro
Arsenal-FC Porto 26 Setembro
FC Porto-Hamburgo 17 Outubro
Hamburgo-FC Porto 1 Novembro
CSKA Moscovo-FC Porto 21 Novembro
FC Porto-Arsenal 6 Dezembro
Sporting CP
Dos três grandes, a fava calhou ao Sporting. Se o Grupo A era indesejável, pois teria que defrontar Barcelona e Chelsea no mesmo grupo, o Grupo B não lhe fica atrás. Inter de Milão, Bayern de Munique e Spartak de Moscovo, são os adversários dos Leões nesta fase de grupos. Embora tenha ocupado o Pote 3 no sorteio, julgo que o conjunto de Alvalade será o outsider do grupo. As minhas razões para essa consideração prendem-se com o facto desta equipa ser muito jovem e ainda sem experiência internacional, a nível de clubes. Os jogadores por ventura mais rotinados nesta competição serão Ricardo e Farnerud.
O Inter de Milão é claramente o favorito ao 1º lugar do grupo. Recentemente esteve em Alvalade para a apresentação do Sporting aos seus associados, e deixou excelentes indicações, principalmente das novas vedetas que constituem o plantel às ordens de Mancini. Jogadores como Toldo, Maicon, Vieira, Figo, Grosso, Adriano, Martins ou Ibrahimovic, fazem desta equipa interista um adversário difícil de roer, tanto mais que nos últimos anos tem-se cruzado sempre no caminho dos três grandes, e tem levado sempre a melhor.
O Bayern de Munique é o outro candidato a ocupar uma vaga na fase seguinte. Com um plantel sem grandes alterações, a única contratação mais sonante foi a da estrela emergente do futebol germânico, Lucas Podolski. Tentou também contratar Van Nistelrooy, de saída do Man. United, mas perdeu a corrida para o Real Madrid. Kahn deverá continuar na baliza, Lúcio continuará a ser o patrão da defesa, e Podolsky junta-se a Makaay, Pizarro e Santa Cruz na frente de ataque. Outros destaques dos Bávaros, são Schweinsteiger, jogador de má memória para Portugal, no Mundial 06, Hargreaves, que depois da perda de Ballack para o Chelsea, deverá assumir-se como patrão do meio campo. No entanto este jogador parece querer abandonar também o clube, para rumar ao Man United, mas a direcção dos bávaros mantém-se irredutível na intenção de manter o jogador.
O Spartak de Moscovo, que já defrontou os leões nesta mesma competição, em 00/01, com dias vitórias, uma por 3-0, outra por 3-1, será sempre um adversário difícil, principalmente no jogo na Rússia. O defesa central Rodriguez é uma das principais estrelas, mas também Shiskin, seu companheiro no eixo defensivo, Kalynychenko ou o portentoso avançado argentino Cavenaghi, serão obstáculos de peso para os leões. Esta equipa do Spartak deverá rivalizar com o Sporting por uma vaga na Taça UEFA.
Jogos
Sporting-Inter Milão 12 Setembro
Spartak Moscovo-Sporting 27 Setembro
Sporting-Bayern Munique 18 Outubro
Bayern Munique-Sporting 31 Outubro
Inter Milão-Sporting 22 Novembro
Sporting-Spartak Moscovo 5 Dezembro
SL Benfica
Os encarnados ficaram agrupados no Grupo F, juntamente com Manchester United, Celtic e FC Copenhaga.
De todos os adversários, o mais acessível deverá ser mesmo a formação escandinava, no entanto este adversário deverá ser respeitado, pois na 3ª pré-eliminatória, acabou por elimina o Ajax. Depois de perder em casa por 1-2, a deslocação à Holanda revelou-se bastante gratificante, e depois de uma concludente vitória por 0-2, estará presente pela primeira vez na fase de grupos desta competição. Silberbauer, tornou-se herói em Copenhaga, devido ao golo marcado ao Ajax, uma vez que o segundo golo dos dinamarqueses foi da autoria de Vermeer, na própria baliza. O centro campista Linderoth e o dianteiro Allback, são os jogadores mais conhecidos deste estreante na fase de grupos.
O Celtic está ao alcance do Benfica. Já sem Larsson na frente de ataque, um dos crónicos candidatos ao título escocês, perde força neste sector, embora tenha recentemente contratado Venegoor Of Hesselink, ao PSV Eindhoven. De referir que este jogador andou durante algum tempo nas cogitações do FC Porto, podendo estar na origem da demissão de Adriaanse. Com uma equipa praticamente diferente daquela que foi derrotada pelos dragões em 02/03 na final da Taça UEFA, em Sevilha, apenas o centro campista Lennon figura no onze tipo, os escoceses têm uma equipa forte, com o extremo japonês Nakamura, como expoente máximo, onde também despontam Jarosik, ex-Chelsea e os já citados Lennon e Hesselink. Será uma boa oportunidade para o Benfica vingar o jogo dos oitavos de final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 69/70, onde os encarnados acabariam por ser eliminados da prova, imagine-se, por moeda ao ar, depois de terem sido derrotados por 3-0 no jogo da primeira mão e terem vencido por 3-0 na segunda mão dessa eliminatória.
O Manchester United volta a estar no caminho dos encarnados. Desta vez deverão abordar os jogos com o Benfica com mais respeito pelo clube português, depois de terem sido eliminados das competições europeias na última temporada em pleno Estádio da Luz, com uma derrota por 2-1. Com poucas mexidas no plantel, acaba por ser o sector atacante que está com um índice de perigo mais reduzido, depois da saída de Van Nistelrooy para o Real Madrid. A contratação mais sonante dos Red Devils foi o centro campista Michael Carrick. Neste momento o United tenta reforçar o meio campo com Hargreaves, mas o negócio não se afigura nada fácil, muito por culpa da transferência do avançado holandês para Espanha, quando estava praticamente tudo certo para o jogador rumar a Munique. Cristiano Ronaldo continua a brilhar, assim como Rooney. Na defesa Rio Ferdinand continua a ser o patrão, e a baliza continua bem entregue a Van der Sar.
Jogos
FC Copenhaga-Benfica 13 Setembro
Benfica-Manchester United 26 Setembro
Celtic-Benfica 17 Outubro
Benfica-Celtic 1 Novembro
Benfica-FC Copenhaga 21 Novembro
Manchester United-Benfica 6 Dezembro
Em jeito de conclusão, arrisco a dizer que apenas o FC Porto terá a passagem aos oitavos de final praticamente certa. O Benfica, se mostrar os índices que demonstrou na última edição da prova, também pode estar presente na fase seguinte. O Sporting terá que esperar uma má prestação de algum dos grandes que ocupa o grupo, para aspirar a estar na fase seguinte. No entanto tudo é possível e por vezes o futebol tem o condão de surpreender pela positiva. Resta-me só desejar boa sorte aos três representantes portugueses e que consigam fazer o melhor possível, tanto por Portugal, como pela imagem do futebol português.
Os restantes grupos
Nos restantes grupos, há emparelhamentos curiosos, como no Grupo A, onde estão integrados, Barcelona e Chelsea. Este era certamente um grupo a evitar, não só pelas equipas portuguesas, mas também pelas restantes. No entanto a fava caiu ao Werder Bremen da Alemanha e ao Levski de Sófia da Bulgária. Obviamente que os favoritos são os dois primeiros, tanto mais que o Barcelona é o detentor do troféu e o Chelsea um crónico candidato a vence-lo. Mourinho criticou a UEFA, por esta não ter dado o estatuto de cabeça de série, ao campeão inglês, pois assim evitaria defrontar um clube forte. Ainda assim, os vice campeões alemães têm um excelente plantel, e podem intrometer-se na luta pela passagem a fase seguinte.
De todos os grupos, o que me parece mais equilibrado é o Grupo C, que engloba o Liverpool, o PSV Eindhoven, o Bordéus e o Galatasaray. Se não houver surpresas os candidatos à passagem a fase seguinte são precisamente ingleses e holandeses, mas o vice campeão francês, também tem uma equipa bastante forte, assim como o Galatasaray, que costuma intrometer-se entre os favoritos, já para não falar no infernal ambiente que os adversários encontram na Turquia. Koeman irá estar presente pela segunda vez na competição, desta vez como treinador do PSV.
No Grupo D coabitam Valência, Roma, Olimpiacos e Shakhtar Donetsk. Dos ucranianos, já vimos um bocadinho e sabe-se que são um adversário difícil, principalmente em casa. O Valência será favorito á passagem a fase seguinte, juntamente com a Roma, que beneficiou do Calciocaos, para estar presente nesta competição. No entanto o Olimpiacos tem demonstrado ao longo dos anos que é uma equipa dificílima de bater, principalmente em casa.
No Grupo E, Real Madrid, Lyon, Steua de Bucareste e Dínamo de Kiev, vão medir forças pela passagem aos oitavos de final. Espanhóis e franceses já se defrontaram na passada edição da competição, com vantagem para o Lyon. Esta equipa francesas esta em crescendo, e é uma equipa bastante forte, o que faz dela incomoda, até para um clube como o Real Madrid. Tiago, Juninho Pernambucano, ou Wiltord, serão dores de cabeça para os restantes adversários. Os romenos do Steaua regressam a Liga dos Campeões, competição que já venceram. O guardião Carlos, que se transferiu em Dezembro ultimo, terá uma oportunidade de se mostrar na maior montra do futebol internacional a nível de clubes. O Dínamo de Kiev será também um adversário difícil, pelas mesmas razões dos restantes clubes oriundos desta zona do globo. Os principais candidatos à passagem aos oitavos, são, naturalmente, Lyon e Real Madrid, no entanto o Dínamo de Kiev terá uma palavra a dizer. Os romenos deverão ser o outsider do grupo.
Por último, o Grupo H. Este grupo inclui o AC Milan, outro dos clubes beneficiados pelo Calciocaos, Lille, AEK de Atenas e Anderlecht. Os italianos deverão ter presença garantida na fase seguinte, deixando a outra vaga à disposição de qualquer um dos restantes integrantes do grupo, tendo no entanto vantagem o Lille. Os franceses defrontaram o Benfica na última edição da competição, e deixaram boas indicações. AEK e Anderlecht serão outsiders, tanto mais que os belgas têm um fraco pecúlio na competição. Quanto aos gregos, demonstraram excelentes recursos frente ao Benfica, ainda na pré-temporada, e poderão discutir com o Lille a passagem aos oitavos de final.
24 de agosto de 2006
O balanço da pré-época dos três grandes (3)
Dos três grandes, o Sporting foi aquele que iniciou os preparativos para a nova época mais tarde. No dia 14 de Julho, toda a comitiva leonina reunia-se em Alvalade, para os habituais testes médicos de início de temporada. O estágio dos leões decorreu calmamente na Academia, e o primeiro jogo de preparação, contra o Real SC, saldou-se numa vitória por 6-1, a primeira e única goleada da pré temporada leonina.
Em termos de reforços, o plantel do Sporting sofreu muito poucas entrada, e aqueles que têm o privilégio de fazer parte do plantel, foram cirurgicamente contratados. Paredes, Farnerud e Carlos Bueno, são caras novas no plantel, oriundos de outros clubes. Até agora, Paredes, é o único destas três contratações que tem lugar garantido no onze de Paulo Bento, acrescentando experiência e qualidade a um meio campo jovem e talentoso como é o meio campo leonino. Farnerud será uma boa opção para o decorrer das partidas e Bueno também será uma boa opção para o ataque, no entanto, não deverá ser o titular, ficando o seu lugar ao lado de Liedson, ocupado por Yannick Djaló, uma das revelações desta pré temporada. E é mesmo em termos de formação que o Sporting apostou esta temporada. Submetidos a um rigoroso valor orçamental, já a algumas temporadas, o Sporting tem feito do viveiro de Alvalade, a sua principal fonte de abastecimento de jogadores. Só nesta temporada irão estar dois jogadores provenientes dos juniores leoninos, são eles o guarda-redes Rui Patrício e o lateral esquerdo Ronny, aos quais se juntam alguns jogadores que estavam a rodar noutros clubes, casos de Yannick Djaló e Miguel Veloso. No total, o plantel do Sporting terá incluído dez atletas formados nas escolas leoninas: Rui Patrício, Marco Caneira, Miguel Garcia Miguel Veloso e Ronny, Custódio, Carlos Martins, João Moutinho e Nani, e por ultimo, Yannick Djaló. Com estes números os dirigentes leoninos podem-se congratular com a excelente escola de formação que possuem e ainda com os excelentes jogadores que já produziram, casos de Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Simão ou Quaresma, que agora espalham o seu perfume noutras paragens.
Quanto a pré temporada propriamente dita, terá sido a melhor pré-época leonina dos últimos tempos e sem duvida a melhor dos três grandes. O Sporting realizou 7 jogos de preparação e alcançou 5 vitórias e dois empates, tendo totalizado em golos 18 marcados e apenas 4 sofridos. Este score, torna-se mais evidente depois de vermos os adversários do Sporting: Benfica, Dep. Corunha, Sevilha, que é o detentor da Taça UEFA, e o Inter de Milão na apresentação. Mais acessíveis foram o Real SC e o Rec. Huelva.
O Sporting baseou a sua pré-época em dois torneios que venceu com clareza. Foram eles o Internacional do Guadiana, onde defrontou e venceu o Benfica e Corunha, por 3-0 e 1-0, respectivamente. O jogo com os encarnados, foi o primeiro teste a doer para o Sporting, até porque o Benfica já vinha com mais 24 dias de preparação. Mas nem por isso os leões se inibiram e aplicaram chapa 3, com Djaló em grande destaque ao apontar dois golos ao rival da 2ª Circular. O jogo com o Corunha foi o de consagração, e Sporting bateu os espanhóis por 1-0. Uma das melhores partidas dos leões foi em Braga, na apresentação do Sp. de Braga. O jogo terminou com o empate a uma bola, mas deixou excelentes impressões para aquilo que pode ser o campeonato leonino. Raça e vontade dos mais novos, aliados ao engenho e talento dos mais antigos, fizeram uma mistura quase explosiva, não fosse o pouco tempo de trabalho que o Sporting tinha. Mais tarde no Torneo Colombino, mais duas vitórias e mais um troféu. A vitória sobre o Sevilha foi a mais importante, tanto que os espanhóis são os detentores da Taça UEFA, conquistada frente ao Middlesbrough. O jogo com o Huelva, foi para cumprir calendário, mas nem por isso deixaram os seus créditos por mãos alheias e aplicaram mais 3 golos sem resposta.
Neste momento, Paulo Bento irá ter inúmeras dores de cabeça para constituir o onze base do Sporting para o campeonato, principalmente no miolo do terreno, pois é o sector mais bem fornecido e aquele que mais qualidade detém. Custodio, Paredes, João Alves, Carlos Martins, Farnerud, Tello, Nani, João Moutinho e Romagnoli, lutarão por um lugar no onze, e apenas 4 destes formarão o onze inicial. Paulo Bento poderá ter dado algumas indicações de qual será o onze que iniciará a época, no jogo de apresentação na passada 2ª Feira, frente ao Inter de Milão. Nesse jogo alinharam Ricardo na baliza, Miguel Garcia, Tonel e Caneira, Custódio, Paredes, Carlos Martins e João Moutinho, Liedson e Bueno.
Em termos de plantel, o Sporting terá o melhor, em termos de soluções para todas as posições. Mas nem por isso parte como principal favorito à conquista do título, e terá que medir forças com o FC Porto e o Benfica, e também com os demais concorrentes. Um dos pontos a favor de Paulo Bento é a juventude do plantel, o que se traduz em mais vontade mas que nem sempre acaba por ser bom, pois apesar de ser um plantel jovem não tem muita experiência em termos internacionais, o que pode condicionar uma boa prestação na Liga dos Campeões, apesar de no plantel estarem jogadores que estão habituados a estas andanças, casos de Ricardo, Paredes e Farnerud. No entanto, para consumo interno, parece-me um plantel bastante capaz para bater o pé aos Campeões Nacionais, e com isso lutarem até ao fim pela conquista do título, que foge de Alvalade a algumas épocas.
O positivo da pré-época
São vários os factores positivos da pré temporada leonina. Desde logo a manutenção da estrutura da época passada, com Paulo Bento ao leme. É muito importante que Paulo Bento comece a época, pois assim pode moldar o plantel aos seus ideais. É positivo também o facto de não ter saído nenhum jogador da espinha dorsal leonina e ainda a manutenção de Caneira no plantel, pois ele é um jogador polivalente, tanto actua a lateral como a central, mas é a nível de estabilidade defensiva e de uma boa incorporação nos movimentos atacantes, que o jogador se distingue. Não podia deixar de ser referenciado como positivo o facto do Sporting apostar na cantera, em vez de partir para o mercado e comprar soluções duvidosas ao desbarato. Jogadores como Miguel Veloso, Ronny ou Yannick, demonstraram ser excelentes alternativas aos principais candidatos à sua posição, o que pode deixar os responsáveis leoninos descansados e com a certeza de que num futuro próximo, irão ser bastante rentáveis, tanto a nível desportivo como financeiro.
O negativo da pré-época
Não há praticamente nada a apontar como factor negativo. Houve apenas um caso que marcou o início dos trabalhos leoninos, devido a rábula Moisés. Este jogador chegou ao Sporting para ocupar uma posição no eixo da defesa, mas depois de alguns dias ao serviço dos leões, acabaria por ser dispensado, devido a um castigo aplicado pela FIFA ao jogador, por este ter alegadamente rescindido um contrato com um clube russo à dois anos atrás, aparentemente sem justa causa. Esse castigo iria impedir o jogador de actuar pelo Sporting durante 4 meses, e os dirigentes alegaram má fé do atleta em não lhes ter contado que estava com esse problema, apresentando então uma rescisão com justa causa.
Outro ponto negativo, poderá ser o facto de o plantel leonino ter ausência de extremos, o que limitará o Paulo Bento a usar o 4x4x2, não podendo jogar pelas alas. Carlos Martins e Nani, poderão ocupar essa posição, mas serão sempre opções de recurso sem garantias de sucesso.
20 de agosto de 2006
Os dilemas do Professor!
Depois de uma conturbada saída do Boavista, Jesualdo será anunciado amanha como treinador do FC Porto, sucedendo ao demissionário Adriaanse.A verdade é que recebe uma herança pesada e sobretudo difícil: tem apenas uma semana para preparar a equipa para o campeonato, passa a orientar uma equipa campeã, vencedora da Taça e Supertaça, os adeptos exigem uma boa campanha na Champions e por último recebe uma equipa moldada em 3x3x4 ou 3x4x3, modelo de jogo pouco usual em Portugal.
Jesualdo parece-me uma escolha acertada.
Num espaço tão curto que antecede o início do campeonato, o Porto recorre a um técnico Português, que conhece o campeonato, o clube e os jogadores bastante bem, o que lhe permitirá uma avaliação daquilo que terá que ser feito mais rápida e possivelmente com menor “taxa” de erro.
No entanto, a implantação de um novo modelo e portanto de um novo sistema táctico e novas filosofias não se adivinha fácil.
É verdade que o FC Porto possui um plantel com diversas opções de qualidade, plantel esse bastante versátil e capaz de se “ajustar” ,pelo menos em termos de número de opções por posição, aos diferentes figurinos tácticos.
No entanto, o azar bateu á porta do plantel portista e as primeiras dores de cabeça de Jesualdo serão na defesa.
Com a chegada de Jesualdo, a possibilidade de continuar a jogar com 3 defesas parece esfumar-se. Assim sendo, o Porto voltará a actuar de uma forma mais tradicional, ou seja, com 2 laterais e 2 centrais. E é aqui que tudo se complica.
Para a lateral direita, o clube possui apenas Bosingwa (jovem com talento mas ainda com muito para crescer). É verdade que Ricardo Costa ou até Pepe podem ocupar essa posição, mas aqui chegamos ao problema dois: a falta de soluções para o centro da defesa portista.
João Paulo e Pedro Emanuel estão lesionados, sobrando apenas Pepe, Ricardo Costa e Bruno Alves, sendo que este último não me parece uma solução credível para a defesa portista. Assim, o Porto conta com Bosingwa, Pepe e Ricardo Costa como soluções únicas para 3 vagas da defesa. É francamente pouco, e poderá causar grandes dificuldades ao técnico portista.
Em relação á posição de lateral esquerdo, o leque de opções é maior, estando Cech na “polé” para a titularidade ficando Ezequias á espreita (ele que poderá ser utilizado como central…numa opção de recurso).
No meio campo, novos dilemas surgem para Jesualdo.Tudo indica que o Porto não actue com 4 médios mas sim com 3, num 4x3x3 ou uma sua variante.
Assim sendo, Jesualdo terá Raul Meireles, Paulo Assunção, Ibson, Lucho, Jorginho e Anderson para 3 vagas. E se tivermos em conta a grande pré-temporada de Ibson e a explosão de Anderson, percebemos que Jesualdo terá uma dor de cabeça saudável no que toca a escolhas.
Á primeira vista, P Assunção, Lucho e Anderson parecem sair em vantagem, mas Ibson e Raul Meireles estão á espreita, e as prestações recentes destes 2 atletas mereciam ser recompensadas com a titularidade.
Mas então, se neste leque vários jogadores merecem a titularidade, porque não jogar em 4x4x2 em losango? Seria uma opção credível, mas o Porto parte para esta época com várias soluções nas alas, algo que não acontecia no passado. E se é verdade que nenhuma das opções á excepção de Quaresma, tem a titularidade garantida, como encaixar o “Harry Potter” no 4x4x2? A única opção seria dar-lhe liberdade atacante actuando como 2º avançado, algo que não me parece credível.
Conclusão, Jesualdo terá sempre que optar por jogar com alas, de forma a encaixar Quaresma (uma das grandes mais valias da equipa) e um outro ala, o qual puderá ser Alan, Diogo Valente (parte em desvantagem), Tarik ou o surpreendente Vieirinha, que tem demonstrado qualidades para garantir desde já a titularidade.Chegamos por fim ao ataque.
Muito se falou na necessidade de contratar um novo ponta de lança, mas com a saída de Adriaanse essa necessidade parece desaparecer.
Em primeiro lugar, porque a saída do Holandês “garante” duas novas opções para o ataque portista. Hélder Postiga foi reintegrado e Lisandro terá finalmente a hipótese de jogar na sua posição de raíz. Por outro lado, existe ainda Adriano e a revelação Bruno Moraes, que tem dado mostras de puder ser uma opção credível. O clube conta ainda com Sokota.
No fundo são 5 opções para ,possivelmente, um lugar. É verdade que nenhum destes jogadores parecem ter a qualidade de Benni McCarthy, mas creio que dão garantias de qualidade e de competitividade no ataque do Porto.
E mesmo que a opção de Jesualdo passe por 2 avançados, cinco opções para duas vagas é o ideal.
Concluímos portanto, que Jesualdo Ferreira tem um longo trabalho pela frente. Em primeiro lugar terá que ganhar a confiança do grupo e assumir a sua liderança, posteriormente terá que moldar a sua equipa lentamente e sem cortes radicais súbitos com o passado, de forma a incutir o seu modelo de jogo sem criar quebras de rendimento na equipa, que mesmo assim irão existir.
Adivinha-se que a filosofia de jogo dos portistas será alterada substancialmente, pois em primeiro lugar o esquema apresentará 4 defesas e em segundo pois Jesualdo é um treinador mais realista, pragmático e trabalha as suas equipas a partir de trás.
O Porto deverá apresentar-se com um figurino perto do 4x3x3 clássico, 3 defesas, 1 trinco, 2 interiores, 2 extremos e um ponta de lança. Assim sendo, as alterações posicionais não serão muitas e o reajustamento da equipa poderá ser conseguido de forma tranquila e sem grande turbulência.
Resta então saber, como Jesualdo e a direcção Portista, resolverão as lacunas defensivas do seu plantel e de que forma jogadores como Raul Meireles e Ibson aceitarão o banco sem patentearem desmotivação e descontentamento.
Será um trabalho aliciante e sobretudo um desafio para o Professor Jesualdo, e será sem dúvida uma caminhada bastante interessante de assistir, por parte de quem se interessa por todas estas questões de organização de uma equipa e pela implantação de um novo modelo de jogo.


18 de agosto de 2006
O balanço da pré-época dos 3 grandes (2)
O FC Porto deu inicio a sua pré-época a 10 de Julho. Ainda as coisas estavam a aquecer, e já o Campeão Nacional entrava a ganhar e logo de goleada ao Cerveira por 17-0 (!), números que só se explicam devido ao facto do adversário ser amador. O estágio de pré temporada seria realizado em De Lutte, na Holanda, e os azuis e brancos partiriam a 17 de Julho. Logo no dia seguinte realizaram o primeiro jogo em terras holandesas, batendo os amadores do Rohda Raalte por 6-0, mas a diferença de golos poderia ter sido maior, caso os portistas tivessem a pontaria mais afinada. Alias, este seria um factor que mais tarde traria alguns dissabores ao conjunto portista. Os jogos amigáveis foram-se sucedendo e com eles o grau de dificuldade também foi aumentando. O primeiro jogo mais difícil, foi contra o Groningen, e logo saltaram a vista, os problemas do 3x3x4 de Adriaanse, contra equipas mais fortes, e o resultado acabaria por ser um 2-2, mas com o FC porto a correr sempre atrás do prejuízo e demonstrando algumas lacunas, tanto a nível ofensivo, como defensivo. Pelo meio mais dois jogos contra equipas de calibre menor, e mais duas goleadas, primeiro por 9-0, ao Stevo e depois 13-0 ao Rigtersbleek. Nesta fase do estágio, dois jogadores iam sobressaindo, eram eles Anderson, que confirmou todas as credencias que trazia consigo, quando ingressou nos azuis e brancos na reabertura do mercado, em Dezembro, e Bruno Moraes, que depois de estar algum tempo lesionado, parecia afirmar-se através dos golos que marcou, tentando assim suprimir algumas ausências neste sector, pois Adriaanse não contava com Hélder Postiga, Hugo Almeida já fora emprestado ao Werder Bremen, e McCarthy vendido ao Blackburn. Aliás, um dos factores que pode tornar esta equipa do FC Porto um caso sério, tanto a nível interno, como externo, é o facto de não ter saído nenhuma peça nuclear do onze base da época passada, e aqueles que saíram, serem apenas opções de recurso, ou mesmo não utilizáveis, caso de Diego.
Depois de defrontar o Heracles, em mais um jogo pobre, que terminou com vitória portista por 1-0, os azuis e brancos rumaram a Portugal, para então se apresentarem aos sócios. O Adversário escolhido foi a Roma, e o jogo terminou com um magro 1-0, a favor do FC Porto, mas deixou a impressão de que poderiam ter sido mais, caso os avançados estivessem mais eficazes.
Não foi novidade para ninguém o facto de Adriaanse querer um avançado com experiência para completar o plantel. Ao grupo do ano passado, juntaram-se João Paulo, que veio do Leiria, Ezequias proveniente da Académica, Diogo Valente, que veio do Boavista, Tarik Sektiui, do AZ Alkmaar e Vieirinha, promovido da equipa B. Nenhum destes atletas joga na posição de 9, pois dois são jogadores mais defensivos e os restantes jogam pelas alas, o que beneficia o esquema utilizado, embora o FC Porto tivesse varias soluções para essa posição, nomeadamente Alan, Quaresma, Anderson ou Jorginho. Depois da dispensa de Hugo Almeida e da quase dispensa de Postiga, aliada à venda de McCarthy, era portanto imperativo comprar um jogador para jogar no vértice do ataque, ou seja, um finalizador, um homem de área, que correspondesse aos cruzamentos, e materializasse as jogadas de ataque em golo. Alguns foram os nomes avançados pela imprensa, nomeadamente o nome de Vennegoor of Hesselink, jogador do PSV Eindhoven, que só não rumou ao Dragão devido a um desacordo de verbas: os holandeses queriam qualquer coisa como 8 milhões de euros, o FC Porto só estava disposto a pagar 6 milhões. Ninguém cedeu, e o negócio não se realizou. Mas mais nomes foram falados. Diego Tristan, jogador do Corunha, também foi falado pela imprensa, embora tenha sido a titulo meramente especulativo, pois nunca houve um interesse declarado dos dragões no jogador, nem o técnico nunca falou nele, Miccoli também foi falado, embora Pinto da Costa tenha vindo dizer depois, que o único interesse que o FC porto tinha no atleta, era que ele não viesse a titulo definitivo para os rivais de Lisboa, o SL Benfica. Mais recentemente falou-se também num atleta colombiano, Renteria de seu nome, mas já foi negado qualquer contacto com o jogador. O certo é que não houve ponta de lança para Adriaanse, que não gostou, e assim os azuis e brancos partiram novamente para a Holanda, disputar o Torneio de Amesterdão, juntamente com Ajax, Man. United e Inter de Milão.
A participação do FC Porto neste torneio foi bastante péssima, tendo perdido os dois jogos efectuados, frente ao Man. United e Inter de Milão, tendo sofrido 6 golos e marcados apenas 3. Neste torneio ficou bem patente que algo não estava bem entre departamento técnico e direcção, pois começaram numa troca de palavras que terminaria mal. Após o jogo com United, Adriaanse voltou a fazer referência à necessidade de contratar um ponta de lança, sob pena de jogar bonito e de perder, por falta de eficácia dos jogadores. É certo que o FC Porto fez um bom jogo, talvez um dos melhores desta pré temporada, com Pepe a apontar o melhor golo do torneio, com um remate do meio da rua. Mas as lacunas defensivas também foram enormes, e começava-se a provar que este esquema de 3x3x4 poderia não funcionar na Europa, pois as equipas não jogam tão fechadas como em Portugal e quase todas jogam com dois dianteiros, o que dificulta, e bastante, principalmente se a equipa não estiver bem rotinada. Mas as dúvidas seriam dissipadas no dia seguinte com nova derrota, esta por 3-2, e com a agravante de os azuis e brancos terem sofrido dois golos em 1 minuto, algo que não me lembro que tenha acontecido. No fim da partida Adriaanse voltou a falar no ponta de lança, foi confrontado com declarações do presidente de que não haveria dinheiro +ara o jogador que ele queria, e então Adriaanse voltou a ripostar, dizendo que “então vamos jogar bonito e não vamos ganhar”. A partir deste momento o clima direcção-tecnico, já tinha visto melhores dias, e quando Pinto da Costa aterrou em Portugal quando confrontado com as declarações do técnico, respondeu dizendo-se surpreendido com o facto de o FC Porto ter sofrido 2 golos num minuto, e que o treinador tinha que trabalhar com os jogadores que tinha à disposição e que não haveria ponta de lança para ninguém.
O plantel portista ainda ficaria na Holanda para disputar mais um jogo, e depois seguiria viagem para Inglaterra, para mais dois jogos amigáveis, antes do primeiro jogo oficial, já no Sábado, frente ao Vit. de Setúbal, a contar para a Supertaça Cândido Oliveira.
O jogo que o FC Porto realizou na Holanda, foi o último de Adriaanse ao comando técnico da equipa. Embora os azuis e brancos tenham vencido por 2-5, o técnico não terá gostado da atitude dos atletas, aos quais passou um valente raspanete, segundo a comunicação social. A hora do jantar, o técnico portista terá sugerido que a equipa técnica jantaria primeiro e só depois os jogadores, o que motivou que vários atletas não tivesse tomado a refeição. No dia seguinte, Adriaanse apresentaria a sua demissão, alegando falta de crença de alguns elementos do grupo no seu trabalho, e esta foi aceite pela direcção, o que comprova que as relações já não eram as melhores.
Acaba assim, sem glória, o reinado do general. Adriaanse sempre foi um homem de convicções fortes, defendendo o seu ponto de vista até as ultimas consequências, como fez com o sistema de jogo, mas desta vez não conseguiu levar a água ao seu moinho, e a corda partiu para o seu lado. O pior que se pode fazer é iniciar uma guerra contra o próprio chefe, pois o trabalhador sai sempre queimado. Adriaanse pôs à prova PC e acabou perdendo todo o seu apoio, o que levaria inevitavelmente à sua demissão. Pena o timming em que aconteceu, pois a duas semanas do início do campeonato, o sucessor terá muito pouco tempo para fazer o seu trabalho.
Positivo da pré-temporada
Vendo a situação actual da equipa, com um treinador interino, o positivo mesmo será o facto de o FC Porto ter mantido a estrutura base da época transacta, e de a equipa não se ter abalado com a demissão do treinador e ter vencido os dois jogos em solo inglês. Apenas McCarthy era a peça, das que saíram, mais usada por Adriaanse, embora só a partir da segunda volta. Um factor positivo também é o facto de Postiga ter sido reintegrado no plantel portista e de poder ter sido encontrada, pelo menos para já, a solução atacante que Adriaanse queria. Sabe-se agora que a direcção portista terá tentado junto Werder Bremen, promover o regresso de Hugo Almeida, mas os alemães negaram essa opção. Positivo também é saber que pode já estar escolhido o sucessor, e que ele será Jesualdo Ferreira, que estava ao comando técnico do Boavista. Esta será uma boa opção? Só o tempo o dirá… Certo é que, embora a ideologia táctica não seja a mesma pois Jesualdo privilegia o 4x4x2 e o 4x3x3, é um treinador com vocação ofensiva e com algum currículo, conquistado ao serviço do Sp. de Braga e que lhe valeu a ida para o Boavista.
Negativo da pré-temporada
De facto o factor negativo desta pré-época portista é a demissão de Co Adriaanse do comando técnico. Não pela demissão em si, mas pelo timming em que é formalizada e pelos motivos que a envolvem. Não é muito difícil de prever o que pode acontecer, tanto mais que a duas épocas os azuis e brancos viveram situação semelhante, com Luigi Del Neri, tendo que o substituir por Victor Fernandez, precisamente a uma semana do jogo da Supertaça, na altura, frente ao Benfica. É certo que os dragões venceriam essa taça, mas perderiam o campeonato e não fizeram uma época normal, conhecendo ainda mais um treinador. É certo que as coisas não acontecem duas vezes seguidas, mas Adriaanse tinha uma filosofia de jogo que poucos treinadores têm. Neste momento, e para não haver um choque de mentalidades, o ideal seria contratar um treinador que jogasse basicamente no mesmo sistema, estando então Pekerman no topo das escolhas, pois com a Argentina no mundial, o esquema usado pelo técnico foi o 3x4x3. Mas ao que tudo indica a escolha dos dirigentes caiu em Jesualdo Ferreira. Será talvez a ultima oportunidade deste técnico orientar um grande do futebol português, depois de ter treinado o Benfica, mas sem atingir grande sucesso, tendo depois ido para Braga, para ai sim, desenvolver um excelente trabalho.
É negativo também, o facto de o esquema de jogo do FC Porto ter falhado contra equipas mais fortes ou de valor semelhante. Ficou comprovado que para consumo interno, o esquema poderia chega, mas para ser usado na Liga dos Campeões, não seria uma boa opção. Adriaanse não tinha nenhum esquema alternativo, pois nunca usou mais nenhum durante o estágio, e aqui o Benfica leva vantagem, pois os seus responsáveis conseguiram suprimir essa lacuna a tempo de ser adquirido um novo esquema. Mas vai ter que se aguardar pelo novo treinador para ver o que irá ser feito.
Não posso deixar de apontar como negativa a venda do Diego. Primeiro porque o FC Porto gastou 7 milhões na sua contratação e vendeu-o apenas por 6 milhões, perdendo um milhão de euros, depois porque é um jogador com inegáveis qualidades e que caberia perfeitamente no esquema do 3x3x4, ou no que o novo treinador portista utilizar, já para não falar na perda de um jogador que acrescentava mais qualidade ao futebol português.
17 de agosto de 2006
Balanço da pré-época dos 3 grandes
Benfica
O Benfica foi o primeiro clube a iniciar os trabalhos de preparação para a época 06/07, fruto da participação na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O local de estágio seleccionado pelos encarnados foi Nyon, na Suiça, um local que já tinha sido utilizado. O Benfica apresentou um novo treinador. Fernando Santos, conhecido como o “engenheiro do penta”, vai treinar o clube do seu coração, segundo o próprio. Logo que tomou conta da equipa, tentou implementar um sistema de jogo diferente do 4x2x3x1, utilizado durante a época passada por Ronald Koeman. A saída de Geovanni e a possível saída de Simão, e a entrada de Katsouranis e Rui Costa, no plantel encarnado, deixavam antever que Santos iria privilegiar o 4x4x2 que implementou no Sporting, tendo como alternativa o 4x3x3, pois Manu e Paulo Jorge, que são extremos de raiz, fazem parte do plantel encarnado. Só que, e a semelhança do que aconteceu com Koeman quando este tentou usar uma espécie de 3x4x3 no início da época transacta, esta ideologia de Fernando Santos não pegou e as coisas tiveram que ser alteradas à última da hora. Os primeiros jogos até nem correram mal, pois o Benfica começou logo a ganhar, 3-0 ao Nyon, naquele que foi o 1º jogo da equipa nesta temporada, disputado a 8 de Julho. Seguir-se-iam o Shakthar Donetsk, com mais uma vitória, e três dias depois a primeira derrota, ainda em solo suíço, por 3-2, frente ao Sion, no jogo de apresentação da equipa Suiça aos seus adeptos. Neste jogo, pôde-se constatar algumas fragilidades do sistema, pois Rui Costa ainda não estava na plenitude das suas capacidades e com Simão ainda ausente devido as férias pela participação no mundial, não havia quem pega-se no jogo e não existia criatividade. Já em Lisboa e no jogo de apresentação aos sócios o Benfica venceu e convenceu frente ao Bordéus, naquele que foi talvez o melhor jogo do Benfica nesta pré temporada. Mas o pior estava para vir. O primeiro torneio de verão a ser disputado foi o Torneio do Guadiana, com a participação de Benfica, Sporting e Deportivo da Corunha. O primeiro jogo dos encarnados foi frente ao Sporting, e acabariam por ser cilindrados pelos leões, por 3-0, com Yannick Djaló em grande destaque ao apontar dois golos aos encarnados. Estavam à mostra lacunas enormes no sistema táctico de Santos, se bem que os internacionais encarnados ainda estavam a meio gás. No segundo jogo do torneio mais uma derrota, desta vez apenas por 1-0 frente ao Corunha, e com mais uma fífia de Moretto, que acabaria por ser afastado, não só do onze, mas também das convocatórias dos jogos seguintes. No final deste jogo, Santos teve uma curta conversa com José Veiga, e a partir daqui as coisas mudaram, começando mesmo pela baliza encarnada. O Jogo seguinte seria em Atenas, frente ao AEK, antigo clube de Fernando Santos e de Katsouranis. Este jogo realizou-se fruto da transferência do grego, para a Luz. O Benfica apresentou uma equipa bastante diferente, novamente com Quim na baliza, mas iniciando o jogo no 4x4x2 em losango, com Rui Costa no vértice. Só que as coisas correram mal mais uma vez e a equipa apresentou uma apatia enorme, inconcebível para quem tinha um jogo importantíssimo 7 dias depois. O Benfica acabaria por perder o jogo por 3-1, e com este resultado o sistema de jogo mudou e Fernando Santos anunciou que utilizaria o 4x3x3, esquema de jogo que apresentou no primeiro jogo oficial da época, frente ao Áustria de Viena, jogo que acabaria empatado a uma bola, resultado que acaba por favorecer o Benfica, pois um golo fora vale muito em jogos a duas mãos, mas que não esconde a árduo trabalho que o engenheiro tem pela frente, pois a equipa não carbura, não joga, não corre, não há uma transposição defesa-ataque feita com rapidez, e o Benfica tem jogadores para isso, e acima de tudo são inúmeros os passes errados. O jogo da segunda mão é já na próxima 3ª Feira no Estádio da Luz, os encarnados partem em vantagem, mas têm que ter muito cuidado, pois os austríacos ainda têm uma palavra a dizer.
Positivo da pré-época.
O positivo da pré temporada encarnada, prende-se com o facto de ter mantido a maioria dos jogadores do plantel da época passada e ainda ter acrescentado alguns de boa qualidade. Rui Costa, sonho antigo, regressou ao Benfica e com ele trouxe mais experiência e maturidade a um conjunto que necessitava de uma referência a meio campo, alguém que soubesse ler o jogo e soubesse meter a bola, como só o Rui Costa sabe fazer. Embora tenha sido forçado a vender Manuel Fernandes, ao Portsmouth (!), em mais uma birrinha de um jogador que quer sair a qualquer custo do clube que o formou, é certo que as alternativas são bastante credíveis, e jogadores como Katsouranis e Diego Souza, deixam antever um bom preenchimento da posição ocupada pelo jovem médio, juntando-se a Petit e Beto neste sector. Uma das boas novidades foi o facto de ter conseguido manter Miccoli. Veiga e Vieira, jogaram com Calciocaos e com o facto de a Juventus poder descer de divisão, para manter o jogador nas mesmas condições da última época, aliando a isso a vontade de Miccoli em representar o Benfica, quando já se falava de um interesse azul e branco no jogador. Positiva é também a mudança na baliza encarnada. Não é que Moretto seja mau guarda-redes, mas neste momento não parece habilitado a defender as redes encarnadas e Santos foi da mesma opinião, promovendo o quase dispensado Quim, a titular indiscutível, pelo menos nesta primeira fase da época. Boa notícia para os benfiquistas é também a possível permanência de Simão no plantel, depois de gorada a hipótese do Valência contratar o jogador, devido a um desacordo de verbas entre clube e jogador. Será mais um jogador a acrescentar qualidade ao futebol encarnado e promove com mais afinco o 4x3x3 de Fernando Santos.
Negativo da pré-época
A parte negativa desta pré-época, é de facto o falhanço total do 4x4x2 que Fernando Santos tentou implementar. Hoje em dia é sabido, que um jogador de futebol não se pode limitar apenas à sua posição, podendo desempenhar outras funções dentro do terreno de jogo que não àquela a que está mais habituado, até por questões de desdobramento de sistema. Na ausência de extremos, pois só Paulo Jorge e Manu seriam opções credíveis para o técnico, e tendo Katsouranis, Petit, Karagounis, Diego, Nuno Assis e Rui Costa e ainda Beto, a ideologia de Santos tinha pernas para andar. O certo é que houve jogadores que não se adaptaram as posições, como Petit e Karagounis, que deveriam jogar mais sobre a direita e esquerda, respectivamente, esquecendo-se constantemente de ajudar os laterais, criando descompensações que foram fatais em alguns jogos. Numa posição um pouco ingrata para o treinador e também para os jogadores, Fernando Santos viu-se obrigado a alterar o sistema para 4x3x3 encima do primeiro jogo oficial da época, frente ao Áustria Viena, por forma a não hipotecar a participação na Liga dos Campeões. O treinador fica numa posição ingrata, pois vê-se obrigado a mudar uma ideologia que traz da altura em que treinou o Sporting, e usada na Grécia, e deixa uma leve impressão de não ter conseguido impor a sua vontade no grupo de trabalho, o que pode ser mau, se não for contrabalançado com alguma disciplina táctica no plantel. Os jogadores também ficam mal na foto, pois deixam a impressão de não serem abertos a novas ideologias e de poderem ser um pouco limitados em aspectos tácticos do futebol.
O negativo desta pré temporada encarnada, foi também a própria campanha, pois foi a pior dos últimos tempos, resumindo-se a 3 vitórias e 4 derrotas até ao primeiro jogo oficial, e algumas delas bem pesadas para um clube como o Benfica.
