Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Barreiros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Barreiros. Mostrar todas as mensagens

9 de junho de 2013

Xavier - "Foi uma temporada de aprendizagem, de evolução e muito desgastante"

Xavier entre Pedro Abel e Barreiros, três dos pilares da formação sandinense
Xavier, guarda-redes do Dragões Sandinenses, falou ao A Bola é Redonda sobre a época do clube de Sandim, que conseguiu garantir a manutenção na Divisão de Honra apenas na última jornada.
Para o guardião esta foi uma "época de muitas dificuldades, mas onde provamos que estamos bem vivos e demonstramos dentro de campo que temos uma alma muito própria. Foi uma temporada de aprendizagem, de evolução e muito desgastante. Foram 34 jogos de muita entrega e sacrifício em prol do objectivo traçado inicialmente, que só nos últimos minutos da 34ª jornada foi alcançado", afirmou o jogador, que apontou algumas das condicionantes que o plantel teve esta temporada: "Éramos o plantel mais jovem da divisão, e estávamos cientes das nossas fraquezas e com as armas que podíamos lutar contra os tubarões, com isto não me desculpo em nada, nem fico contente com a nossa classificativa, ficar em 10º não é a mesma coisa que ficar em 14º", atestou.
A nível pessoal, Xavier faz também um balanço positivo da época: "A nível pessoal foi uma época normal. Realizei 34 jogos, não tive lesões graves e na minha perspectiva, foi uma época sem grandes percalços, em crescendo e com regularidade. Sinto-me satisfeito por contribuir para a manutenção dos Dragões Sandinenses. Apenas conseguimos devido ao empenho de todo o grupo de trabalho", concluiu o guarda-redes que está pelo segundo ano consecutivo no clube.
O Dragões Sandinenses acabou o campeonato na 14ª posição, com 41 pontos, mais um que o Baião, que desceu à 1ª Distrital. 

9 de maio de 2011

Dragões Sandinenses vencem primeiro jogo


Local: Estádio Manuel Marques Gomes (Canidelo)
Hora: 16h
Árbitro: António Nogueira auxiliado por José Luzia e Nelson Sousa

Canidelo: João Gomes, Fábio, Carlos, Nuno Miguel e Valente (Pedro Fanisca 73'), Adriano (Camarinha 58'), Rui Pedro e Ricardinho (Raposo 80'), Oliveira, Hugo e Miguel Neves.
Suplentes não utilizados: Filipe, Miguel, Leonardo e Zé Tó.
Treinador: Berto Machado

Dragões Sandinenses: Xavier, Preto, Rui Sousa, Barreiros e Kilberg, Miguel, Pedro Abel, Tozé (Agostinho 85') e Wilson, Pedrito (Joel 90+4') e Bruno Rocha (Quinzinho 61').
Suplentes não utilizados: Paredes, Luís, Machadinho e André.
Treinador: Ricardo Jorge

Resultado ao intervalo: 1-1
Resultado final: 1-3

Marcadores: Miguel Neves (14') para o Canidelo e Rui Sousa (28'), Pedrito (72') e Quinzinho (90+3') para o Dragões Sandinenses

Disciplina: Cartão amarelo a Rui Pedro (8'), João Gomes (54'), Nuno Miguel (70'), Carlos (72' e 89') e Oliveira (76') do Canidelo e Wilson (20'), Tozé (22'), Pedro Abel (40' e 55'), Barreiros (42'), Preto (65') e Xavier (87') do Dragões Sandinenses. Cartão vermelho a Pedro Abel (55') do Dragões Sandinenses e Carlos (89') e Camarinha (90') do Canidelo.

Crónica

Canidelo não conseguiu aproveitar a superioridade numérica

Jogo eficaz da equipa de Sandim que só precisa de um empate para se sagrar campeã

Foi um jogo de nervos aquele que se disputou na tarde deste domingo entre o Canidelo e os Dragões Sandinenses, a contar para o apuramento de Campeão da 1ª Distrital. Apesar de disso, foi uma boa partida de futebol e que não defraudou os espectadores que se deslocaram ao estádio para verem as suas equipas.
O Canidelo, a jogar em casa, chamou a si as despesas do jogo nos minutos iniciais, criando mais perigo junto da área de Xavier, sem no entanto ter uma clara situação de golo. Do lado o contrário, a equipa de Ricardo Jorge tentava surpreender a defesa da casa, apostando nos extremos e na velocidade de Pedrito, algo que foi sendo controlado pela experiente defesa do Canidelo. Sem muito fazer por isso, o Canidelo chegou ao golo aos 14' depois de uma jogada em que Fábio é desmarcado na direita e o centro foi direitinho para a cabeça de Miguel Neves, que não falhou e fez o primeiro. A equipa forasteira começou então a imprimir o seu futebol, mais trabalhado e mais apoiado, e foi chegando mais vezes perto da baliza de João Gomes. Ainda assim, pertenceu ao Canidelo nova oportunidade para marcar, aos 25 minutos, com Carlos a aproveitar um desentendimento entre Xavier e Miguel, mas o remate de cabeça do central acabou por bater na trave e sair. Pouco depois, o Dragões Sandinenses vai chegar ao golo. Estavam decorridos 28 minutos e na marcação de um canto, do lado esquerdo do ataque, Tozé atirou ao primeiro poste, com a bola a embater no ferro e Rui Sousa à boca da baliza a fazer a igualdade. No entanto o golo é muito contestado pelos adeptos locais e também pelo banco do Canidelo, que pedia falta de Miguel sobre o João Gomes, contudo, não parece ter havido lugar a qualquer falta.
A partir deste momento, os forasteiros cresceram no jogo, assim como as picardias entre os jogadores e os constantes pedidos de falta para cada lado, com o árbitro a perder-se um pouco no controlo do jogo e com alguma desigualdade de critérios para os dois lados, foi amarelando a equipa visitante. Até ao intervalo, nova oportunidade para os sandinenses, com Tozé e Pedrito a combinarem bom na esquerda, o 20 dos Sandinenses a conseguir ganhar a linha, mas o centro atrasado não encontrou ninguém e a bola acabou por passar à frente da baliza de João Gomes.
A segunda parte começou com a expulsão de Pedro Abel por acumulação de amarelos, aos 55', e pensou-se que o Canidelo poderia aproveitar o facto de passar a jogar com mais um jogador para avançar no terreno e tentar a vitória, mas não foi isso que se verificou. Apesar de mais compacta, a equipa visitante foi sempre mantendo os avançados da casa longe da baliza de Xavier e partindo em contra-ataques rápidos foi chegando mais vezes à baliza de João Gomes. Aos 73' surge o segundo golo dos Dragões Sandinenses, com Pedrito a surgir isolado frente ao guardião do Canidelo, conseguiu passar por ele e atirou para a baliza deserta, com Carlos ainda a tentar evitar o golo mas o árbitro auxiliar, José Luzia, confirmou o tento para desespero de Carlos e de alguns jogadores da casa, que questionaram a entrada da bola na baliza. Do local onde me encontrava era impossível avaliar correctamente o lance. Este golo partiu por completo a equipa do Canidelo, que viu ainda Carlos (89') e Camarinha (90') serem expulsos, o primeiro por acumulação de amarelos e o segundo com vermelho directo após uma falta duríssima sobre Pedrito. Na sequência dessa falta de Camarinha, os Dragões Sandinenses chegariam ao terceiro golo, com a bola a ser endossada a Quinzinho, que isolado não teve dificuldades para bater João Gomes. 
Este resultado acaba por se ajustar, uma vez que os Dragões Sandinenses acabaram por aproveitar as ocasiões que criaram. Quanto ao trabalho do árbitro, não agradou a gregos nem a troianos. Fez um trabalho que se pode considerar insuficiente, deixando jogar duro de mais em alguns lances e com um critério na amostragem de cartões, claramente desigual. Terá o benefício da dúvida no lance do segundo golo dos sandinenses.

Declarações

Berto Machado: "Nós entramos bem. Acho que o lance decisivo é o golo do empate, pois ficamos atordoados e perdemos a concentração, sendo o lance precedido de falta. A partir daí perdemos a concentração, não fomos equipa, perdemos muito tempo com picardias, pois sabíamos que eles jogam assim. Agora é levantar a cabeça e faltam dois jogos, pois vamos ganhar em Sandim. Acho que fomos campeões cedo de mais. A equipa relaxou. O Sandinenses esteve a lutar até ao fim pelo primeiro lugar e isso acabou por dar vantagem. Concentração não foi a mesma e isso reflectiu-se".

Ricardo Jorge: "Para quem trabalha com jogadores como estes, é uma alegria enorme e satisfação muito grande vir aqui fazer um jogo como fizemos. Jogamos a segunda parte com 10 homens e fizemos um jogo fantástico, tenho que dar os meus parabéns aos meus jogadores. Espero trabalhar bem durante a semana, porque o Canidelo tem uma boa equipa e vamos ter que estar concentrados para vencer".

O 'Melhor em Campo'

Barreiros esteve intransponível e por isso foi o 'Melhor em Campo' para o A Bola é Redonda

"Acho que entramos bem no jogo. O golo do Canidelo foi um pouco contra a corrente. Tacticamente estávamos bem, sabíamos o valor da equipa que íamos defrontar e tacticamente tínhamos que estar juntos, compactos e acreditávamos que poderíamos ganhar o jogo com paciência e calma. Depois do Pedro Abel ter sido expulso, baixamos as linhas, mas continuamos compactos e eles não criaram situações de golo, a não ser em bolas bombeadas para área pois eles têm bons jogadores no futebol aéreo, mas nos também temos. Vai ser um jogo difícil, pois eles estão com o orgulho ferido, mas será outro jogo e acredito que vamos jogar com a mesma humildade e determinação".

7 de outubro de 2010

Barreiros e Xavier analisaram jornada dupla do Dragões Sandinenses


O Dragões Sandinenses não conseguiu vencer nenhum jogo nesta dupla jornada, somando apenas dois pontos resultantes de dois empates. A equipa de Ricardo Jorge perdeu algum fulgor e desde a segunda jornada que não consegue vencer uma partida, apesar de, por duas ocasiões estar na situação de vencedor e acabando por consentir o empate. Aconteceu com o Alfenense e no último domingo, com o Folgosa. No entanto, nesta partida frente aos maiatos, a equipa gaiense tem queixas do trabalho da equipa de arbitragem. Xavier, guarda-redes e Paulo Barreiros, defesa central, acederam a comentar os dois jogos da sua equipa para o 'A Bola é Redonda'. O guardião salienta que " a verdade é que nesta jornada dupla em seis pontos conquistáveis apenas conquistamos dois. Jogamos contra o líder, na altura, o Folgosa da Maia e estivemos a vencer por 2 bolas e permitimos que a equipa do Folgosa empatasse a partida" lamentando os minutos de compensação e a compensação sobre compensação dada pelo juiz: "O futebol é isto, por vezes é muito injusto e cruel e o que se passou neste jogo foi lamentável. Não só cumprimos os cinco minutos de desconto, como ainda tivemos direito a mais sete minutos extra que consequentemente resultou no golo do Folgosa terminando de imediato o encontro". Bruno Rocha apontou os dois golos da equipa de Sandim ainda na primeira parte, mas já na segunda, o árbitro estragou tudo. Paulo Barreiros refere que "a segunda parte estava a ser controlada por nós e ainda enviamos uma bola à barra. Entretanto a equipa de arbitragem começou a empurrar-nos para sectores mais recuados, o Folgosa por sua vez so fazia chuveirinho para a área e lá conseguiram marcar um golo, mas o mais estranho é que a equipa de arbitragem deu mais seis minutos de descontos alem dos cinco anunciados. O Folgosa só chegava à nossa area de bola paradas ate que aos 101' eles marcaram um golo precedente de uma falta na lateral onde nesse lance Há dois homens do Folgosa que atropelam o Xavi e lá acabam por marcar. Já não houve reinício de jogo porque ainda eles festejavam o golo e o arbitro apitou para o final".
Já sobre o jogo frente ao Paradela, que terminou empatado a zero, o defesa central aponta a falta de sorte como factor fundamental para o nulo conseguido: "Neste jogo não há muito a dizer uma vez que fizemos um jogo a roçar a perfeiçao não fosse as muitas oportunidades de golo falhadas. Podiamos estar ali mais 90' que a bola não queria entrar. Ou eram as bolas nos ferros ou defesas do guarda-redes ou os defesas a cortar os lances", com Xavier a corroborar as afirmações do colega de equipa: "No jogo contra o Paradela, apesar das oportunidades criadas, que foram muitas perante uma equipa que veio fazer o seu jogo a Sandim, não conseguimos traduzi-las em golos pois a bola teimava em não entrar ", mas ambos deixam elogios à equipa e à forma como esta se tem apresentado nos jogos: "Há que levantar a cabeça porque os jogadores deram tudo e nós merecemos mais e a pontinha de sorte que nos está a faltar vai acabar por aparecer. Porque a sorte acompanha aqueles que trabalham e lutam e nós estamos na posição errada da classificação" disse Barreiros. O Dragões Sandinenses ocupa a nona posição com nove pontos e no próximo domingo desloca-se ao terreno do Caíde Rei.