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31 de dezembro de 2012

São Félix mantém invencibilidade em jogo de nervos


Local: Estádio do Gulpilhares
Hora: 15h
Árbitro: Nelson Pascoal, auxiliado por José Pereira e Tiago Mota

Gulpilhares: Jorge Matos, China, Vilas Boas, Valente e Barbosa (Zeca 77'), Fabinho, Leonardo (Sissé 70'), Soutelo (Pidoa 43') e Batata, Luis (Ricardo 77') e Pereira.
Treinador: Alexandre Coutinho

São Félix: Isaac, Ruca, Varela, Leal e Joel, Hugo (Julio 65'), Pimentel (Hélder 65') e Didi, Alvarenga, Bruninho (Rocha 86') e Nelson Oliveira.
Treinador: Manuel António

Resultado ao intervalo: 0-1
Resultado final: 0-2

Marcadores: Alvarenga (34') e Nelson Oliveira (90+3')

Gulpilhares não conseguiu quebrar a invencibilidade do São Félix

Azuis e brancos regressaram ao topo da classificação 


O São Félix venceu o jogo frente ao Gulpilhares e, para além de manter a invencibilidade na prova, regressou ao primeiro lugar na classificação, terminando assim o ano em grande.

Numa partida que era esperada há muito devido a estarem frente a frente o primeiro e o segundo classificado, as expectativas acabaram por não sair defraudadas. Com uma excelente massa humana a apoiar as duas equipas, assistiu-se a um jogo de futebol emotivo, com incerteza no marcador, mas que a espaços foi sendo mal jogado.
Numa primeira parte onde o São Félix esteve ligeiramente melhor que o adversário, chegando com mais perigo à baliza de Jorge Matos, o Gulpilhares respondia com remates de meia distância que nem sempre levavam o rumo da baliza de Isaac. Aos 15' o São Félix dispôs da primeira grande oportunidade de golo, com Bruninho a ganhar a bola a China mas a rematar por cima da baliza de Jorge Matos. Mais tarde foi a vez de Fabinho rematar de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão. Os últimos dez minutos da primeira metade foram de total falta de sorte para os homens da casa, que viram o São Félix adiantar-se no marcador e China a ser expulso. Aos 34' e quando nada o fazia prever, na sequência de um pontapé de baliza, Alvarenga foi mais rápido que toda a defesa do Gulpilhares, antecipando-se a Jorge Matos e desviando para golo. Três minutos depois China recebe então ordem de expulsão por acumulação de amarelos, uma expulsão justa, depois de ter rasteirado Bruninho que ganhou em velocidade ao defensor.
Já no segundo tempo, o Gulpilhares entrou com outra disposição para o jogo, mas não acertou com a finalização, dispondo de algumas situações para marcar, mas sem o conseguir fazer. Respondeu o São Félix, que foi aproveitando a velocidade dos seus extremos e aos 54' Bruninho falhou uma situação clara de golo, atirando ao lado. À passagem da meia hora, o Gulpilhares voltou a chegar com perigo à baliza de Isaac, mas o remate não acertou na baliza. A jogar balanceado para o ataque, os amarelos descuraram a defesa e o São Félix apostou num futebol cada vez mais directo. Ainda assim o Gulpilhares foi apertando o cerco e no último quarto de hora valeu Issac que com duas boas defesas a remates de Pereira (84') e de Ricardo Silva (85'). Porém, o São Félix respondeu novamente com Bruninho a surgir isolado e, com oportunidade de servir Hélder em melhor posição, rematou ao lado do poste de Jorge Matos. Já em cima do minutos 90' um lance muito confuso dentro da área do São Félix colocou os nervos em franja aos adeptos, com uma sucessão de remates a ser travada pelos defensores visitantes. Já no período de compensação Nelson Oliveira falhou escandalosamente o segundo golo ao não conseguir rematar com a baliza completamente escancarada, mas aos 90+3' o atacante não falhou, depois de servido da direita do ataque dos azuis e brancos, sentenciando o jogo para delírio dos muitos adeptos do São Félix que marcaram presença no Estádio do Gulpilhares. Pouco depois o árbitro, Nelson Pascoal, deu por terminado o encontro, efectuando um trabalho razoavel, apesar de algumas queixas dos adeptos locais.

Têm a palavra

Alexandre Coutinho (Treinador do Gulpilhares): "Se houve alguma equipa em campo, essa foi a do Gulpilhares. Acho que o resultado certo era o empate, a avaliar pela segunda parte que fizemos, ainda por cima com menos um jogador. Estou triste pelo resultado e acho que ganhei uma equipa. Estamos tristes pela derrota e pela perda do primeiro lugar".

Manuel António (Treinador do São Félix): "Foi um jogo bem disputado, onde a primeira parte foi equilibrada e tivemos a felicidade e o mérito de fazer o golo. Na segunda parte, jogando em casa e com menos um homem, o Gulpilhares tentou igualar o marcador mas não conseguiu, também por mérito da minha equipa, que teve inúmeras oportunidades para matar o jogo. Se analisarmos os 90' as oportunidades flagrantes só aconteceram por parte do São Félix".

23 de abril de 2012

Pior Serzedo da época foi suficiente para derrotar o Pedrouços


Local: Estádio do Serzedo
Hora: 16h
Árbitro: Nelson Pascoal

Serzedo: César, Pacheco, Cruz, Hélder Duarte e Joãozinho, Moreira, Viana (Napoleão 66') e Óscar (Dominguez 74'), Ricardinho (Fábio 81'), Vitinha e Félix.
Treinador: Pedro Dominguez

Pedrouços: Redondo, Sampaio, André Martins, Fernandes e Folha, Paparradas (André 65'), Nuno Cardoso (Hugo 81') e Pedro Santos (Ricardo 54'), Fabú, Pedrosa e Postiga.
Treinador: Bruno Mendes

Resultado ao intervalo: 1-1
Resultado final: 4-2

Marcadores: Viana (22'), Ricardinho (51'), Napoleão (79') e Félix (82') para o Serzedo e Fabú (34' de g.p.) e Pedrosa (64') para o Pedrouços

Crónica

Apesar do jogo fraco que a equipa realizou, acabou por somar os três pontos

Pela atitude e postura que teve neste jogo, o Pedrouços não merecia ter sofrido quatro golos

O Serzedo abriu a 30ª jornada da Divisão de Honra no passado sábado, ao receber o Pedrouços vencendo a equipa maiata por 4-2. Porém, a formação de Pedro Dominguez terá realizado a pior exibição da temporada, sendo contudo suficiente para levar de vencida um Pedrouços que lutou arduamente por um resultado positivo, que permitisse continuar a sonhar com a permanência neste escalão.
A partida começou com um Pedrouços a demonstrar uma excelente atitude a e pressionar a equipa da casa, que pareceu surpreendida com a entrada do adversário. No espaço de dez minutos, os visitantes já tinham criado alguns calafrios à defesa da casa e feito Pedro Dominguez saltar do banco para dar indicações aos seus jogadores. No entanto, com o passar do tempo, o Serzedo foi equilibrando o jogo e sem que nada o justificasse, acabou por chegar ao primeiro golo, após uma falha de André Martins, que perdeu a bola em zona proibida e proporcionou uma saída rápida para o contra-ataque, que terminou com o golo de Viana. O Pedrouços não baixou os braços e voltou à carga, chegando sempre com mais perigo à baliza de César. Aos 33' o Pedrouços vai chegar ao empate, num lance algo duvidoso. Um jogador dos visitantes disputa a bola com Viana dentro da grande área do Serzedo, e acaba no chão. É certo que há contacto entre os dois atletas, falta saber se foi suficiente para derrubar o jogador. Chamado a converter, Fabú reestabeleceu a igualdade, resultado com que se chegou ao intervalo.
A segunda parte começou praticamente com o segundo golo do Serzedo, depois de um lance muito confuso, onde os jogadores forasteiros ficaram a reclamar qualquer coisa junto do árbitro. A equipa gaiense seguiu com a bola e depois de uma série de ressaltos, Ricardinho acabou por empurrar para o fundo das redes. A partir deste momento, o Pedrouços voltou a crescer no jogo e sempre em cima do adversário, voltou a chegar ao empate. Estavam decorridos quase 65 minutos de jogo, quando na sequência de uma falta batida na direita do ataque do Pedrouços, Pedrosa apareceu sem marcação e aproveitou a saída em falso de César da baliza, para repor a igualdade. Neste lance o guardião do Serzedo ficou mal na fotografia, mas poucos minutos depois foi fundamental na manutenção da igualdade, evitando a reviravolta no marcador, na sequência de novo livre, este directo e descaído para esquerda, marcado por Pedrosa,. No seguimento do lance, o guardião voltou a ser fundamental, a remate de fora da área, correspondendo com mais uma boa defesa. Este lance despertou os homens da casa. Napoleão, que tinha entrado poucos minutos antes, recebeu a bola de costas para a baliza, mas conseguiu fazer um chapéu perfeito a Redondo, colocando o Serzedo novamente na frente do marcador e apenas três minutos depois, Félix sentenciou o jogo, com um golo de belo efeito, na direita do ataque gaiense, rematando directo para a baliza quando toda a gente esperava um centro, apanhando o guarda-redes contrário desprevenido. Até ao final, César voltou a fazer uma defesa fantástica, evitando novo golo do Pedrouços e mais sobressaltos na parte final do encontro. Pouco depois o árbitro deu por terminado o encontro, ficando um sentimento de injustiça do lado do Pedrouços, que de facto não merecia ter saído de Serzedo com um castigo tão pesado. Com este resultado o Serzedo subiu ao terceiro lugar, com 53 pontos, agora dividido com o Nogueirense.

Declarações

Pedro Dominguez (Treinador do Serzedo): "Hoje tivemos claramente a sorte do nosso lado. Não conseguimos ser consistentes, pegamos no jogo à espaços e é verdade que sofremos dois golos por culpa própria. em termos ofensivos não estivemos bem e não fomos uma equipa consistente, de posse e tivemos claramente a felicidade do nosso lado. Resultado foi pesado por tudo aquilo que o Pedrouços fez aqui hoje"


 Bruno Mendes (Treinador do Pedrouços): "Cometemos alguns erros que não devemos cometer nestes jogos, contra equipas como o Serzedo, que têm bons executantes. Espero pontos, pois acho que ainda temos possibilidades, estão seis equipas a lutar pela manutenção, mas penso que vamos conseguir".

19 de março de 2012

'Furacão' Serzedo bateu Candal sem contestação


Local: Parque da Rainha (Serzedo)
Hora: 15h
Árbitro: Tiago Costa

Serzedo: César, Pacheco, Cruz, Hélder e Joãozinho, Viana, Óscar e Vitinha (Bruninho 84'), Félix, Napoleão (Dominguez 78') e Ricardinho (Fábio 9').
Treinador: Pedro Dominguez

Candal: João Gomes, Ricardo, Ferraz, Bicho e Bolatti, Romani (Gerson Int), Russo (João Carvalho 62') e Jony, João Amaral, Digas e Gonçalo.
Treinador: Paulo Gentil

Resultado ao intervalo: 2-1
Resultado final: 3-1

Marcadores: Ricardinho (1'), Fábio (45') e Vitinha (58') para o Serzedo e Gonçalo (18') para o Candal



Serzedo embalou para a melhor exibição da época e venceu o Candal por 3-1

Candal não conseguiu segurar o ímpeto atacante do Serzedo e acabou derrotado

Foi uma tarde com bastante vento, aquela que recebeu os adeptos no passado domingo, no Parque da Rainha, em Serzedo, para mais um dérbi gaiense entre o Serzedo e o Candal. As duas equipas estavam empatadas na tabela classificava, com 42 pontos, e as expectativas num bom jogo de futebol não saíram defraudadas.
A jogar a favor do vento, o Serzedo nem deixou que os adeptos se sentassem comodamente na bancada, e Ricardinho já abria o marcador, apanhando todo o mundo de surpresa, surgindo isolado à frente de João Gomes e atirando a contar. O jogador foi tão fugaz neste lance, como no tempo que esteve em jogo, pois teve que ser substituído por lesão aos 10' de jogo. Pouco depois, Fábio, que entrou para o seu lugar, e Félix tiveram o golo nos pés, aproveitando o adiantamento do Candal em busca do empate mas o remate de Félix já em desequilíbrio saiu ao lado. Os candalenses foram autênticamente apanhados de surpresa com a atitude do Serzedo, e pouco ou nada conseguiram fazer na primeira parte à excepção do golo de Gonçalo aos 18', que surgiu claramente contra a corrente do jogo, reestabelecendo o empate. Contudo, o Serzedo não baixou os braços e ainda antes do intervalo, numa desatenção da defesa, Fábio repôs a vantagem, surgindo sozinho e livre de marcação em zona frontal à baliza de João Gomes. O resultado ao intervalo era inteiramente justo.
Na segunda parte, o Serzedo continuou por cima das operações, mantendo o Candal longe da baliza de César e deixando antever mais golos. Vitinha, o melhor da equipa da casa, continuava a aplicar a sua técnica para baralhar a defesa visitante, fazendo os seus colegas surgirem em condições de marcar. Do lado do Candal, Gerson, que entrou ao intervalo, deu mais consistência ao meio campo e Digas, sempre inconformado, tentava remar contra a maré. No entanto, seria o Serzedo a marcar, naquele que foi o melhor golo da tarde aos 58', com Vitinha em destaque. Napoleão pressionou a defesa contrária e ganhou a bola, servindo de imediato o seu colega que com um remate subtil, deixou João Gomes pregado ao chão, vendo a bola entrar junto ao ângulo da sua baliza. Foi o coroar de uma excelente exibição protagonizada pelo 10 do Serzedo, cheia de técnica e de visão de jogo. Este golo fechou definitavente as contas do encontro, com a equipa da casa a controlar as operações e o Candal a tentar desesperadamente chegar ao golo que pudesse dar ânimo para ainda discutir o resultado até ao fim, mas as tentativas, muitas vezes em lances individuais, foram sempre condenadas ao insucesso por parte da bem organizada defensiva serzedense. O Serzedo conquistou assim os três pontos, de forma inquestionavel, protagonizando uma das melhores exibições da temporada. O árbitro da partida, Tiago Costa, teve alguns erros de avaliação em alguns lances, mas no geral a arbitragem foi razoável e sem interferência no resultado final.

Declarações

Pedro Dominguez (Treinador do Serzedo): "Foi um jogo bem conseguido da nossa parte. Não esperavamos facilidades, mas foi determinante a forma como abordamos o jogo. Acho que fomos premiados por isso. A segunda parte foi interessante, não só pelo que fizemos, mas pelo que não deixamos o Candal fazer, por isso os jogadores estão de parabéns. Era fundamental a vitória, sem margem para dúvidas".

Paulo Gentil (Treinador do Candal): "Foi um jogo atípico. Foi o pior que fizemos desde que cá estamos, embora julgue poderíamos ter chegado em vantagem ao intervalo, porque tivemos oportunidades para fazer o 1-2 mas acabamos por sofrer um golo numa desatenção. Na segunda parte tentamos contrariar o impeto do Serzedo, equipa bem organizada, mas por tudo o que fizemos, o desfecho é justo. O Candal não esteve a altura dos seus pergaminhos".

26 de fevereiro de 2012

Segunda parte forte do Gulpilhares garante mais três pontos


Local: Estádio do Gulpilhares
Hora: 15h
Árbitro: Valter Gouveia, auxiliado por Tiago Nunes e Vítor Costa

Gulpilhares: Jorge Matos (Nélson 77'), Pidoa, Valente, Zé Nando e Carlos, Zeca (Fábio 60'), Soutelo, Diogo e Batata, Pereira (Ludovic (73') e Rooney.
Treinador: Alexandre Coutinho

Marco 09: Sérgio, Hugo, Humberto, Gato (João Pedro 32') e Marcelo, Saraiva, Tozé, Brito e Tiago (Joel 69'), Fábio (Diogo 52') e Filipe Sousa.
Treinador: João Paulo

Resultado ao intervalo: 0-1
Resultado final: 2-1

Marcadores: Filipe Sousa (45') para o Marco 09 e Pereira (49') e Batata (51') para o Gulpilhares

Entrada forte no segundo tempo valeu três pontos ao Gulpilhares

Marcoenses não estavam à espera de uma reacção tão forte dos gaienses e perderam mais três pontos
O Gulpilhares venceu esta tarde o Marco 09 por duas bolas a uma, numa partida que valeu pelos segundos 45' de jogo. Depois de ir para intervalo em desvantagem, a entrada forte da equipa na segunda metade proporcionou a reviravolta aos gaienses.
Uma primeira parte sem motivos de interesse, foi o que as duas formações apresentaram durante os primeiros 45 minutos deste jogo, onde a luta a meio campo foi o que de mais importante o jogo registou, com o Gulpilhares a tentar um futebol mais directo, na procura da velocidade dos dois homens da frente, Rooney e Pereira, mas sem que conseguissem incomodar Sérgio, a não ser em remates de longe, mas que raramente levavam a direcção da baliza, à excepção de um remate de Soutelo aos 32' que o guardião do Marco 09 não segurou, mas que Rooney não aproveitou na hora da recarga. Do outro lado, um Marco 09 com o seu futebol habitual, apoiado e com bola no pé, mas que foi esbarrando na boa organização defensiva da equipa da casa, utilizando a mesma solução dos remates de longe, mas sem direcção certa. Contudo, à entrada para os últimos dez minutos de jogo, os marcoenses ganharam algum ascendente e começaram a criar mais perigo perto da baliza de Jorge Matos, como o lance conduzido por Tozé, na esquerda do ataque, mas o centro do médio apanhou Filipe Sousa e Diogo um nada atrasados, com a bola a passar à frente da baliza do Gulpilhares sem que ninguém a desviasse. Aos 45' Tiago assistiu Filipe Sousa, mas o jogador perdeu tempo de remate na rotação e permitiu o corte de Zé Nando para canto. Na sequência do canto, a defesa do Gulpilhares afastou mal a bola e permitiu o remate enrolado de Tiago, com Filipe Sousa a desviar de Jorge Matos e a fazer o primeiro golo do encontro, mesmo em cima do apito do árbitro.
A segunda parte foi completamente diferente, pelo menos os primeiros 20 minutos, tudo porque o Gulpilhares entrou de forma transfigurada e no espaço de cinco minutos virou o jogo a seu favor, primeiro aos 49' com um centro de Soutelo, da direita do ataque dos homens da casa, que apanhou Pereira sem marcação na área, com o avançado a cabecear sem hipóteses para Sérgio, repondo a igualdade no marcador. Não foi preciso esperar mais que dois minutos para ver novo golo e tudo começa numa excelente combinação entre Pereira e Pidoa pela esquerda, com a defesa dos marcoenses a atirarem para canto. Do canto, apontado por Soutelo, Batata surgiu sem marcação ao primeiro poste e atirou para o fundo das redes de Sérgio, dando a volta ao marcador. Completamente atordoada a equipa do Marco 09 começou a jogar de forma mais rápida, muitas vezes atabalhoada, o que proporcionou algumas ocasiões de golo ao Gulpilhares, que foram sendo desperdiçadas, principalmente por Rooney, que perdeu dois golos quando surgiu isolado perante Sérgio. A vencer, o Gulpilhares geriu o jogo de outra forma, voltando a dar iniciativa do mesmo aos visitantes, mas estes, sem a serenidade necessária, foram desperdiçando algumas situações que poderia levar algum perigo para a baliza de Jorge Matos. à entrada para os últimos 20 de jogo, este voltou a entrar numa toada mais lenta, tudo porque Tozé entrou fora de tempo sobre Jorge Matos, lesionando o guardião dos gaienses, o que proporcionou uma paragem prolongada para assistência ao guarda-redes, quebrando o ritmo de jogo. Jorge Matos acabou por ser mesmo substituído por Nélson, que apenas teve que segurar dois remates dos marcoenses, ambos de fora da área e à figura, primeiro de Filipe Sousa e depois de Brito. Nos instantes finais, o Marco 09 ainda forçou o jogo directo, mas sem sucesso, acabando por perder a partida e também deixando definitivamente a ideia da subida de divisão.

Declarações

Alexandre Coutinho estava
satisfeito com o resultado
Alexandre Coutinho (Treinador do Gulpilhares): "Antes de mais, queria dar os parabéns à minha equipa, porque tive que mostrar que estava descontente ao intervalo. Não é esta a postura que costumam ter, entram sempre com intensidade alta, hoje adormeceram, também por culpa do adversário. Ao intervalo corrigimos algumas coisas, demos mais agressividade e a equipa interpretou isso da melhor maneira, conseguimos dar a volta ao jogo, mas acabamos por sofrer, não por mérito do Marco 09, mas por mérito da equipa de arbitragem. A segunda parte teve sentido único, faltas duvidosas sempre contra o Gulpilhares e é esse o meu descontentamento. Quero dar os parabéns aos meus jogadores, pois conseguiram a quinta vitória seguida, algo que já não era alcançado a mais de oito anos no clube. Vamos agora a Perosinho com intenção de conquistar mais três pontos e vamos ver até onde é que a equipa vai".

João Paulo assume que a subida
já é uma miragem
João Paulo (Treinador do Marco 09): "Na primeira parte fizemos um golo e fomos para intervalo a vencer. Tivemos logo uma contrariedade, que foi a lesão do Gato. No início da segunda parte sofremos dois golos e o jogo reduziu-se a isso, porque o Gulpilhares passou a jogar de uma forma mais directa e nós não conseguimos contrariar esse futebol. Justifica-se a vitória do adversário pela segunda parte. A subida já era difícil, mas todos acreditávamos. Agora tudo fica mais distante. Também começa a pesar a diferença pontual na cabeça dos jogadores e estamos numa fase complicada. Vamos tentar a melhor classificação possível, é esse o nosso objectivo".

20 de fevereiro de 2012

Serzedo acreditou até ao fim e foi compensado


Local: Estádio Municipal da Lavandeira
Hora: 15h
Árbitro: Manuel Moreira, auxiliado por Sérgio Ribeiro e Pedro Maia
Oliveira do Douro: Pedrosa, Serpa (Adilson 15'), Rómulo, Pereira e Pedrinho (Paulo Figueiredo Int.), Isidro, Guil, Rúben e Dani, Miguelito e Ivanildo (Serafim 70').
Treinador: Mário Heitor

Serzedo: Toni, Pacheco (Vitinha Int.), Cruz, Moreira e Diogo, Óscar, Viana (Léo 77') e Joãozinho, Félix, Ricardinho e Bruninho (Napoleão 64').
Treinador: Pedro Dominguez

Resultado ao intervalo: 2-0
Resultado final: 2-2

Marcadores: Dani (10' de g.p.) e Isidro (37') para o Oliveira do Douro e Félix (84') e Vitinha (90+2') para o Serzedo

Disciplina: Cartão vermelho para Diogo (10') e César (54' no banco) do Serzedo

A vencer por duas bolas a zero ao intervalo, oliveirenses não seguraram a vantagem

Desde os 10' com 10 jogadores, Serzedo conseguiu anular uma desvantagem de dois golos

O Serzedo conseguiu somar um ponto na deslocação ao terreno do Oliveira do Douro, numa partida onde, apesar de jogar cerca de 80 minutos com apenas dez unidades, mostrou sempre ser superior ao adversário.
O jogo começou praticamente com o Oliveira do Douro a chegar ao golo, através da marcação de uma grande penalidade, que puniu uma suposta falta de Diogo sobre Miguelito, com o defesa a receber desde logo ordem de expulsão. Contudo, a falta que dá origem à grande penalidade é duvidosa, uma vez que o defesa tentava proteger a bola. Dani bateu o castigo máximo e não falhou.
A forma como os visitantes abordaram a partida mostrou que estavam ali para discutir o resultado, tendo sempre mais bola e, ao contrário do que seria esperado, a iniciativa de jogo, com os oliveirenses a jogarem em contra-ataque e no erro do adversário. A meio da primeira parte, Ricardinho surge isolado no lado esquerdo e só com Pedrosa pela frente atirou ao poste, naquela que foi a oportunidade mais flagrante de golo de toda a primeira parte para os visitantes. No entanto os oliveirenses iriam ampliar a vantagem aos 37', na sequência de um canto, com Isidro a saltar mais alto que toda a gente e a cabecear para o fundo das redes de Toni, resultado com que se chegou ao intervalo.
Na segunda parte, a equipa da casa, cedeu ainda mais terreno ao adversário, recuou ligeiramente as linhas, e apostou tudo no contra-ataque. Com o Serzedo a jogar em ataque continuado e a aproveitar os lançamentos longos e as variações de flanco, as oportunidades de golo foram surgindo em ambas as balizas. Ao intervalo, Pedro Dominguez deixou Pacheco nos balneários e entrou para o seu lugar Vitinha e o jogo mudou de figura. Do lado dos oliveirenses, Ivanildo era a unidade mais perigosa e logo no primeiro minutos isolou-se, mas adiantou muito a bola e permitiu a defesa de Toni.
A contestação ao árbitro, por parte dos serzedenses era crescente e depois de um lance onde o banco pediu falta sobre Ricardinho, o guarda-redes suplente César acabou expulso pelo árbitro do encontro. Á entrada para os últimos vinte minutos, o jogo partiu-se, Pedro Dominguez lançou Napoleão no lugar de Bruninho, enquanto Mário Heitor retirou Ivanildo e lançou Serafim e foi neste período do jogo que se sucederam oportunidades atrás de oportunidades de golo nas duas balizas. Primeiro foi Félix a falhar o golo, a dez minutos do final, depois de contornar Pedrosa, atirando ao lado, dois minutos depois, Paulo Figueiredo surgiu isolado e depois de tirar Toni na frente e numa altura em que já toda a gente festejava golo, apareceu Joãozinho, que assim que viu o avançado do Oliveira do Douro isolar-se, iniciou uma corrida desenfreada em direcção à sua baliza e evitou o terceiro dos homens da casa. Mas tantas vezes o cântaro foi à fonte, que acabou por partir. A cinco minutos do final Félix surgiu isolado Perante Pedrosa e desta feita não falhou, reduzindo o marcador e dando esperanças ao Serzedo. No lance seguinte, Serafim perdeu o terceiro golo para sua equipa, surgindo isolado e permitindo a defesa de Toni e no lado contrário foi Napoleão a falhar o empate, depois de mais uma vez ter passado por Pedrosa, mas um defesa do Oliveira do Douro cortou o lance. já no período de compensação, e depois de uma situação curiosa, em que o árbitro marcou uma falta atacante a Vitinha, transformando-a depois num lance de bola ao ar, o mesmo Vitinha conseguiu ganhar a bola depois de uma tentativa falhada de um defesa do Oliveira do douro cortar a bola e bateu para o fundo das redes, colocando em delírio os adeptos do Serzedo que se deslocaram ao Estádio Municipal. Pouco depois o árbitro apitou para o final do encontro, com os adeptos do Oliveira do Douro a mostrarem o seu desagrado pelo resultado final, dirigindo algumas críticas ao técnico Mário Heitor, bem como à equipa de arbitragem de Manuel Moreira.

Declarações

Mário Heitor (Treinador do Oliveira do Douro): "Fazendo uma analise ao jogo, na primeira parte fomos claramente superiores. Acho que a equipa fez o suficiente para estar a vencer por 2-0 ao intervalo. Na segunda parte, por minha ordem, descemos as linhas, tentar aproveitar as transições. Se a memória não me falha tivemos três oportunidades de golo e num lance de insistência o Serzedo faz um golo e o segundo golo nasce de um lance muito esquisito, mas acabou por ser mais um erro defensivo da nossa parte. Pelo que fizemos e pelas oportunidades que criamos, devíamos ter ganho o jogo. queria lembrar as pessoas que dos únicos quatro defesas que tínhamos para este jogo, um magoou-se logo nos primeiros minutos e tivemos que fazer adaptações, porque só os centrais eram defesas de raiz. Estamos com um leque reduzido de jogadores e é difícil trabalhar nestas condições. Face àquilo que são as circunstâncias e o momento em que o clube se encontra, acho que foi bom pontuar, apesar de saber a muito pouco".

Pedro Dominguez (Treinador do Serzedo): "Faltou concretizar. Criamos situações suficientes para sair daqui com outro resultado. Há que ter em conta que jogamos 80 minutos com dez unidades e isso abanou a equipa. Fomos suficientemente fortes e percebia-se que esta equipa se sofresse um golo iria tremer e sentir dificuldades. Saímos daqui com uma sensação de injustiça por outras coisas que se passaram. Há que dar os parabéns aos jogadores, porque foram bravos na forma como disputaram ojogo até ao fim".

16 de fevereiro de 2012

Tarde inspirada de Bruno Vasconcelos ofuscada por exibição desastrada da equipa de arbitragem


Local: Estádio do Leverense
Hora: 15h
Árbitro: Manuel Moreira

Leverense: Faria, Ruben, Fernando, Sandro e Djaló, André, Nelinho e Agostinho, Bruninho (Vidal 86'), Bruno Vasconcelos e Joel (Escuro 90').
Treinador: Sérgio Espírito Santo

Marco 09: Sérgio, Marcelo, Gato, Humberto (Tó Zé 57') e Hugo Mateus, Saraiva, Tiago, Vasco (Joel 75') e Brito, Diogo e Filipe Sousa.
Treinador: João Paulo

Resultado ao intervalo: 1-0
Resultado final: 3-0

Marcadores: Bruno Vasconcelos (20', 70' e 85')

Disciplina: Cartão vermelho por acumulação a Vasco (76') depois de já ter sido substituído e ordem de expulsão ao treinador do Marco 09, João Paulo (71').

Leverense sorriu frente ao Marco 09 e venceu por 3-0
O Leverense venceu no passado domingo o Marco 09 por três bolas a zero, com Bruno Vasconcelos a fazer os três golos do encontro, numa tarde inspirada para o extremo, que contrastou com a tarde de desacerto do árbitro do encontro, Manuel Moreira.
Dizer que o Leverense venceu por causa da arbitragem seria totalmente injusto, por tudo aquilo que a formação gaiense realizou durante os noventa minutos. A jogar um futebol mais directo, na expectativa, a equipa conseguiu suster a primeira vaga de ataque da formação marcoense e aos 20' vai chegar ao golo, por intermédio de Bruno Vasconcelos, que aproveitou da melhor forma um ressalto de bola, na sequência de um erro de Humberto, que perdeu o esférico perto da sua grande área para Joel, com Sérgio a fazer uma primeira defesa, mas depois a não conseguir suster o remate do 11 do Leverense. A partir daqui a equipa gaiense fechou-se ligeiramente mais, o que proporcionou mais bola ao adversário, que denotou algumas fragilidades no último passe, perdendo assim algumas situações de perigo. Aos 33' o primeiro erro do árbitro do encontro, com Vasco a conseguir ganhar a bola já no meio campo dos gaienses e a esgueirar-se até à grande área, onde foi rasteirado por Fernando, sem que o juiz nada assinala-se, uma opção errada, pois havia mesmo motivo para grande penalidade.
Já na segunda parte e depois dos marcoenses terem terminado os primeiros 45' a pressionar os gaienses, Joel teve nos pés o segundo golo, depois de assistido por Bruno Vasconcelos, mas Sérgio fez uma defesa de bom nível. Com o jogo a correr de feição aos homens da casa e com os visitantes sem capacidade para furar a organização defensiva contrária, João Paulo lançou em campo Tó Zé para o lugar de Humberto e com isso alterou a forma de jogar do Marco 09, que passou a ter apenas três centrais, dando mais acutilância ao ataque. Mas aos 70' surgiu o momento do jogo. Joel e Hugo Mateus disputam uma bola perto da linha lateral, com o defesa do Marco 09 a agarrar o avançado do Leverense e este, numa tentativa de se soltar, acertou com o cotovelo na cara do adversário. Agressão que o árbitro deixou passar em claro, mostrando apenas o cartão amarelo e marcando a primeira falta do defesa marcoense. Dessa falta surgiu o segundo golo dos gaienses, com Bruno Vasconcelos a aparecer no meio de alguns jogadores, desviando para as redes de Sérgio. Este golo exaltou os ânimos no banco do Marco 09, com o treinador João Paulo a receber ordem de expulsão. Dois minutos depois seria vez de Vasco ver o cartão vermelho, numa situação caricata, pois o atleta tinha acabado de ser substituído e a caminho dos balneários foi admoestado pelo juiz, que interrompeu o jogo de propósito, sendo crível que tenha sido por protestos. Numa fase em que já ninguém sabia em que posição jogava na equipa do Marco 09, surgiu o terceiro golo, mais uma vez marcado por Bruno Vasconcelos, depois de assistido por Bruninho, tendo apenas que encostar para a baliza deserta. O jogo chegou ao final pouco depois, e se é injusto dizer que o Leverense venceu por causa da má arbitragem, também seria injusto não referir que o Marco foi penalizado pela equipa de arbitragem, que cometeu erros que tiveram influência no resultado final.

Declarações

Sérgio Espírito Santo não comentou
o trabalho do árbitro
Sérgio Espírito Santo (Treinador do Leverense): "Este jogo veio reforçar a ideia que tinha. esta equipa é das melhores deste campeonato, bem organizada e penso que o que não fizemos em jogos anteriores, conseguimos fazer agora. Foi a vitória da humildade contra a boa organização do Marco, embora se calhar por números algo dilatados. Quanto à arbitragem, retrocedendo um pouco no campeonato, quando fomos ao Marco e a ganhar por 0-1, sofremos dois penaltis em cinco minutos. Não falei na altura sobre a arbitragem e hoje também não vou falar".

Apesar da derrota, João Paulo
ainda acredita na subida de divisão
João Paulo (Treinador do Marco 09): "O Marco desde que se assumiu como candidato, sabia que estava sujeito a um trabalho destes. Esta jornada era decisiva porque havia jogos que nos poderiam colocar mais perto dos primeiros lugares. Já contávamos com uma arbitragem destas. Perdi o jogo, mas perdi mal. O que me deixa triste é que temos uma equipa jovem e eles não querem treinar nem jogar, porque nunca viram nada igual. Ainda falta muito ponto, mas este jogo decidia muita coisa. Ainda faltam 36 pontos e muita coisa pode acontecer. Depois de um jogo destes não há nada que levante o ânimo de um jogador".

8 de janeiro de 2012

Bis de Bruno selou vitória azul e branca


Local: Estádio do São Félix
Hora: 15h
Árbitro: Paulo Pinto

São Félix: Faria, Nelsinho, Cláudio, Leal e Leandro, Luís Almeida, Júlio (Tiago Gomes 75') e Didi, Bruno (Vítor Hugo 90'), Tiago Rocha (André 87') e Nélson Oliveira.
Treinador: Manuel António

Vila FC: Filipe, Ivan, Daniel (Tavares 84'), Joel Sousa e Rodrigo, Gil (Sissé int.), Pedrinho e Joel Rebelo, Rúben (Marcos int.), Márcio e Jorge Gomes.
Treinador: Gonçalo Silva

Resultado ao intervalo: 1-0
Resultado final: 3-1

Marcadores: Nélson Oliveira (32') e Bruno (66' e 85') para o São Félix e Jorge Gomes (53') para o Vila FC

São Félix apresentou um futebol directo, que acabou por dar frutos

Falhas defensivas acabaram por estar na génese da derrota do Vila FC

Crónica

O São Félix sentiu algumas dificuldades para conseguir levar de vencida o Vila FC, mas um bis de Bruno, já na segunda parte, resolveu os problemas da turma azul e branca.
O jogo teve um início morno, tipicamente do pós-festas, mas com o São Félix a chegar sempre mais perto da baliza de Filipe, que própriamente o contrário. O Vila FC sentiu, no início, algumas dificuldades para se adaptar ao futebol mais físico e mais directo dos visitantes e, por isso, pouco conseguiu fazer para incomodar o guarda-redes Faria. Á passagem da meia hora de jogo, os homens da casa acabaram por chegar ao golo, na marcação de um pontapé de canto, com Nélson Oliveira a saltar mais alto que todos os outros na área do Vila FC e a bater Filipe. Este golo teve o efeito inverso em abas as equipas, com o São Félix a descer no terreno e o Vila FC a crescer e a levar perigo à área de Faria, e aos 43' a melhor ocasião para os forasteiros, com Rodrigo a surgir em zona frontal a rematar, na marcação de um livre descaído para a esquerda do ataque vilanovense, mas a bola acabou por sair ligeiramente por cima da baliza do São Félix.
O intervalo trouxe um Vila FC mais afoito, no seguimento daquilo que já vinha a acontecer nos minutos finais do primeiro tempo e foi sem surpresas que acabou por chegar ao golo do empate, através de Gomes, que apareceu isolado na cara de Faria e atirou a contar, para desespero de alguns jogadores da equipa da casa, que ficaram a pedir fora-de-jogo do atacante contrário. Este golo veio trazer um tónico diferente ao jogo, com a equipa da casa a subir de novo no terreno à procura de nova vantagem e com o Vila FC a aproveitar para fazer o seu jogo, à base de um futebol apoiado e com transições rápidas, mas que nem sempre foram bem definidas por alguns elementos. Aos 60' o Vila FC poderia ter chegado ao golo, com a bola a passar à frente da baliza de Faria e com Gomes a chegar atrasado para a emenda e no minuto seguinte o São Félix acabou por chegar ao golo, depois de uma falha clamorosa de Daniel, deixando Bruno à vontade para bater Filipe. Este golo veio afectar um pouco os jogadores visitantes, que não mais se encontraram e não conseguiram contrariar o futebol apresentado pelos visitados. Já com algumas picardias entre os jogadores e com os nervos à flor da pele, a cinco minutos do final, Bruno selou a vitória para o São Félix ao fazer um chapéu a Filipe, após um passe longo da esquerda do ataque dos homens da casa.
Pouco depois o apito final do árbitro deu por terminada a partida, mas deu também início a alguns momentos quentes no relvado, com troca de palavras e insultos entre alguns jogadores do São Félix e do Vila FC, mas sem se verificar nenhum incidente de maior intensidade.
No geral, a vitória do São Félix acaba por ser justa, embora o resultado possa ser considerado pesado pelo que a equipa do Vila FC fez no início do segundo tempo e até ao segundo golo do São Félix. Quanto ao árbitro, Paulo Pinto esteve bem, embora possam surgir algumas dúvidas sobre o posicionamento de Jorge Gomes no lance do golo da igualdades, mas do local onde nos encontramos, é difícil avaliar se existe ou não fora-de-jogo, dando por isso, o benefício da dúvida ao juiz da partida.

Declarações

Manuel António (Treinador do São Félix): "Foi um jogo difícil, mas a minha equipa correspondeu ao que lhe foi exigido. Teve uma atitude fantástica e foi uma justa vencedora. O lance do segundo golo é um pouco duvidoso, mas não estou bem situado para avaliar o lance. Essa situação veio galvanizar a minha equipa para uns bons 25 ou 30 minutos finais, onde poderia ter aumentado a vantagem".

Gonçalo Silva (Treinador do Vila FC): "As vezes, os jogos decidem-se por momentos, e esses momentos não nos têm favorecido. Empatamos e estávamos por cima do jogo e, num falhanço individual, sofremos o segundo golo. Quando fizemos uma alteração e passamos a jogar com três defesas para ser mais ofensivos, no lance seguinte sofremos o terceiro golo. Este é o resumo do jogo. O São Félix está bem classificado, com um futebol directo, muito pausado, mas a minha equipa esteve bem e defendeu-se bem desse estilo de jogo. Tivemos algumas hipóteses de finalizar, mas não conseguimos. Penso que o facto de voltar a jogar em casa será decisivo para motivar a equipa para os bons resultados".

11 de setembro de 2011

Candal vence Oliveira do Douro na abertura do campeonato


Local: Estádio Rei Ramiro
Hora: 17h
Árbitro: Manuel Oliveira, auxiliado por Filipe Saraiva e João Pinho

Candal: João Gomes, Fábio Duarte, Ferraz, Alex e Pereira, Nuno Sousa, Jony e Ruizinho (Digas 61’), Gonçalo, João Amaral (Campota 89’) e Jorginho (Gerson 61’).
Treinador: Edmundo Duarte.

Oliveira do Douro: Pinhel, Nicola (Miguelito 61’), Ricardo, Rómulo e Serpa, Nuno Cardoso, Paulo Figueiredo, Zé Coutinho (Napoleão 70’) e Rúben, Hugo Figueiredo e Rabaça (João 84’).
Treinador: Mário Heitor

Resultado ao intervalo: 1-0
Resultado final: 2-1

Marcadores: Gonçalo (11’) e João Amaral (86’) para o Candal e Zé Coutinho (58’) para o Oliveira do Douro

Disciplina: Cartão amarelo para Ruizinho (30’), Alex (78’) e Nuno Sousa (83’) do Candal e Napoleão (73’), Pereira (74’) e Rúben (83’) do Oliveira do Douro


Candal acabou por vencer uma partida onde o resultado mais justo era o empate

Crónica

Candal e Oliveira do Douro encontraram-se esta tarde para assinalar o primeiro jogo do campeonato 2011/2012, num regresso das duas equipas à Divisão de Honra da AF Porto.
O jogo começou morno, sem grande domínio de nenhum dos conjuntos, mas logo aos cinco minutos Rabaça cai na área do Candal, derrubado por Alex, com o árbitro a assinalar grande penalidade. Chamado a converter, o 21 dos oliveirenses desperdiçou o castigo máximo. Esta situação proporcionou ao Candal algum ascendente, e aos 10’ de jogo chegou ao golo, na marcação de uma falta da direita do ataque, com Gonçalo a surgir no coração da área, sem marcação, a desviar de Pinhel.
O jogo caiu um pouco em termos exibicionais, com alguns passes falhados e sem grandes oportunidades de golo, excepção feita ao minuto 26’ quando Paulo Figueiredo não conseguiu desviar da melhor forma uma iniciativa de Hugo Figueiredo pela esquerda do ataque oliveirense, perdendo assim a melhor ocasião de golo do Oliveira do Douro na primeira parte.
A segunda metade, trouxe um futebol diferente, com o Oliveira do Douro a entrar de forma mais agressiva, remetendo mesmo o Candal ao seu meio campo e criando perigo junto da baliza de João Gomes. Aos 52’ Rabaça surgiu isolado frente ao guardião candalense, mas não conseguiu rematar nas melhores condições, deixando Ferraz antecipar-se. No entanto, os visitantes chegaram mesmo ao golo pouco depois, por intermédio de Zé Coutinho, culminando uma jogada de insistência de Paulo Figueiredo do lado direito que viu bem a posição do médio oliveirense do lado contrário, colocando a bola para o remate certeiro e de primeira de Zé Coutinho.
O Candal não sentiu o golo e conseguiu ganhar novamente o comando do jogo, com Edmundo a mexer na equipa e a fazer entrar Gerson e Digas, ganhando mais velocidade. Respondeu Mário Heitor com a entrada de Miguelito par ao lugar de Nicola, dando mostras de querer ganhar o jogo. Mas foram os candalenses que tiveram as melhores oportunidades de golo. Aos 65’ Gonçalo poderia ter bisado, mas o remate à boca do golo depois de um desvio de Alex na sequência de um canto, não levou o melhor destino. No minuto seguinte foi Jony a atirar por cima, depois de um lance confuso, com vários remates a serem desviados pelos defesas do Oliveira do Douro. Os oliveirenses foram sacudindo a pressão e voltaram a equilibrar o jogo e já no último quarto de hora, Hugo Figueiredo teve na cabeça o segundo golo, depois de um centro de Rabaça, mas a bola saiu ao lado da baliza de João Gomes. Mário Heitor confirmou que a sua equipa queria mesmo ganhar o jogo, ao lançar João já nos últimos cinco minutos, mas o tiro acabou por sair furado, pois dois minutos depois da entrada do avançado do Oliveira do Douro, João Amaral fez o segundo golo para o Candal, sentenciando o jogo. Com pouco mais de cinco minutos, compensação incluída, o melhor que o Oliveira do Douro conseguiu, foi um remate de João, que acabou nas mãos do guarda-redes do Candal, para desespero de Miguelito e de Hugo Figueiredo, que melhor posicionados, pediam a bola.
Em resumo, foi uma boa segunda parte das duas equipas, com a vitória a sorrir ao Candal, embora o resultado mais justo tivesse sido o empate.
De registar, pela negativa, a acção das forças policiais, que com algum excesso de zelo foram barrando o acesso aos túneis, dificultando o trabalho do blog, situação prontamente desbloqueada por um membro da direcção do Candal, também ele impedido de aceder ao mesmo local que a nossa reportagem.

Declarações

Mário Heitor referiu que
faltou sorte à sua equipa
Mário Heitor: “Acho que nos faltou uma pontinha de sorte. Logo nos primeiros minutos falhamos uma grande penalidade, que poderia dar uma história diferente ao jogo. A equipa não baixou os braços, procuramos o golo, mas não conseguimos. O Candal faz um golo apenas no primeiro e único remate que fez à nossa baliza. Na segunda parte marcamos e depois a equipa recuou um pouco ao contrário do que era esperado. Apesar disso, penso que tivemos as melhores oportunidades. Jogadores estão de parabéns. Estes dérbis despertam sempre emoções. Notou-se alguma ansiedade por parte das duas equipas, mas acho que o penalti acaba por contar um pouco o que foi o jogo, ou seja, uma equipa à procura dos três pontos e a não o conseguir”.

Edmundo Duarte destacou a
importância da vitória

Edmundo Duarte: “Foi o primeiro jogo e é sempre complicado. Eram duas equipas que desceram, com uma grande rivalidade. Mas nos jogamos em casa e à partida os jogadores sentem a pressão de ter que ganhar. Acusamos um pouco essa responsabilidade e fomos uma equipa intranquila, em determinados momentos não conseguimos produzir o que somos capazes e jogamos com uma boa equipa como é o Oliveira do Douro. O mais importante era ganhar e isso foi conseguido”.


30 de maio de 2011

Primeiros 45 minutos ainda fizeram acreditar


Local: Estádio Rei Ramiro (Candal)
Hora: 17h
Árbitro: Ivan Vigário, auxiliado por José Ferreira e José Ricardo Ferreira

Candal: Castro, Passos, Sidon, Tiago Gil e Dani, João Reis (Digas 69'), Xico (Paiva 83') e Jony, Zé Tiago, Alex e Ansumane (João Amaral 63').
Suplentes não utilizados: Paulo Alegria, Pereira, Ricardo e Bruno Costa.
Treinador: Israel Dionísio

Oliveira do Douro: Pedrosa, Dudu, Ricardo Pinheiro, Rómulo e Coutinho, Nuno Cardoso (Isidro 55'), Zé Coutinho (Miguelito int), Galeão e Napoleão, Hugo Figueiredo e Rabaça (Zézé int).
Suplentes não utilizados: Ricardo, Adilson e Pedrito
Treinador: Mário Heitor

Resultado ao intervalo: 3-0
Resultado final: 3-0

Marcadores: João Reis (30'), Xico (36') e Passos (40')

Crónica

Candal somou os três pontos que se revelaram insuficientes para a manutenção

Oliveira do Douro foi um opositor fácil para os candalenses na primeira parte

Candal e Oliveira do Douro entraram em campo com o destino praticamente traçado, se bem que para os candalenses ainda existia uma réstia de esperança em conseguir a manutenção na 3ª Divisão Nacional. A precisar de vencer por uma margem bastante folgada e diga-se, daquelas que já não se usam no futebol actual, o Candal ainda assim dependia sempre do resultado de terceiros para garantir essa permanência. Contudo, a formação de Israel Dionísio entrou melhor em campo e logo aos cinco minutos poderia ter aberto a contagem. Ansumane surgiu isolado perante Pedrosa e conseguiu tirar o guarda-redes do caminho fazendo passar a bola por cima deste e quando já se gritava golo nas bancadas, o avançado atirou por cima da trave da baliza deserta para desespero de todos os candalenses presentes no estádio. De seguida o Oliveira do Douro respondeu, com Galeão a ter uma boa oportunidade dois minutos depois, após amortecimento de Rabaça em zona frontal, mas o remate do médio oliveirense saiu fraco e à figura de Castro. Aos 15' de jogo, gritou-se golo pela primeira vez e a favor do Candal, mas o lance viria a ser anulado pelo árbitro, pois Alex em vez de cabecear a bola, desviou-a com a mão. Numa toada de parada e resposta neste minutos iniciais, Rabaça tentou o golo no lance seguinte, depois de bem desmarcado por Zé Coutinho, que ganhou a bola em falta não assinalada pelo árbitro sobre Jony, mas o remate do avançado saiu por cima da baliza.
Aos 22' de jogo nova falha clamorosa do ataque candalense, desta feita por Xico, que depois de um centro da esquerda abordou mal a bola e a cabeçada acabou por sair ao lado da baliza, quando tinha tudo para inaugurar o marcador. Pouco depois foi Zé Coutinho a fazer suspirar os adeptos candalenses, na marcação de um livre directo que tirou tinta ao ponte de Castro, que não tinha qualquer hipótese de defesa, caso a bola tivesse levado melhor direcção. E tantas vezes o cântaro vai a fonte que acaba por partir. Aos 30' numa falta batida da direita do ataque do Candal, João Reis desviou a bola no coração da área para o fundo das redes de Pedrosa. Este golo acordou os homens da casa, que partiram para cima do adversário e apenas seis minutos depois, Xico não falhou, depois de um passe a rasgar a defesa oliveirense de Alex a ver bem a entrada do sete candalense, que atirou de primeira, sem hipóteses para Pedrosa. Mais quatro minutos e novo golo do Candal, apontado por Passos, no melhor golo da tarde, a rematar de fora da área, sem hipóteses para o guarda-redes do Oliveira do Douro, após um mau alívio da defesa. Com uma avalanche destas nos últimos dez minutos do primeiro tempo, esperava-se uma entrada mais fulgurante do Candal na segunda parte, na procura de mais golos, mas tal não se verificou. Ao intervalo, Mário Heitor mudou o 4x4x2 inicial, passando a jogar em 4x3x3, com Miguelito, que entrou para o lugar de Zé Coutinho ao intervalo, Hugo Figueiredo e Napoleão na frente, Rabaça também saiu ao intervalo e deu o seu lugar a Zézé. A segunda metade da partida acabou por ser monótona, com ausência de situações de golo e com os dois conjuntos conformados à sua sorte. Na parte final do jogo, o Oliveira do Douro passou a jogar mais no meio campo candalense, mas os argumentos não eram os melhores e o resultado acabou por não sofrer alterações. O jogo chegou ao fim, passavam três minutos dos noventa com o Candal ainda à espera de saber o resultado do Vila Meã-Mondinense, que terminou com vitória dos amarantinos por 3-2, desfazendo assim qualquer dúvida que ainda houvesse quanto aos clubes que descem de divisão esta temporada. Assim, o Candal acompanha o Oliveira do Douro na descida à Divisão de Honra da AF Porto, que para o ano será bastante competitiva e terá várias equipas a lutarem pela promoção. 

Declarações

Israel Dionísio: "Era um jogo onde havia alguma esperança. Acredito que há qualquer erro na FPF, pois ninguém sabe o que é preciso para o desempate e a própria Federação ainda não nos conseguiu comunicar ao certo. Falando dos quatro jogos que estive cá, o que marca é o do Leça. Eram preciso quatro vitórias e ainda dependiamos de terceiros. Foi um mês bom, pois o Candal em 18 pontos tinha feito dois e em 12 fez sete, queriamos fazer o pleno mas não conseguimos. Quanto ao jogo de hoje, foi uma vitória que acabou por ser magra, em relação ao jogo e às oportunidades. O nervosismo já existia quando cá cheguei. Equipa cria muitas oportunidades de golo e em cinco marca uma. Aqueles golos falhados não foi nervosismo, a equipa já funciona mesmo assim. Cria muitas oportunidades de golo, faz boa posse de bola, na hora de finalizar é uma equipa que precisa de muito trabalho. Há muito a falar, da parte da direcção já foi feito o convite desde o início, tentei sempre por resistência devido ao trabalho que poderia efectuar pois é uma experiencia nova. convite está de pé, mas é preciso conversar sobre várias coisas".

Mário Heitor: "Estava à espera de ter conseguido passar a mensagem durante a semana que era preciso acabar bem e acabar bem significa com uma vitória. A época foi muito desgastante, um último jogo com pouco para ganhar e não foi fácil motiva-los para a partida e notou-se na primeira parte uma atitude mais relaxada. Faltou um pouco de atitude. Espero por esta equipa, com os novos jogadores, a ganhar e regularmente, para estarmos nos primeiros lugares e poder discutir uma eventual subida. A subida de divisão será muito complicada pois só um sobe directamente. Existirão muitos clubes com a mesma ambição, por isso subidas não vou prometer, mas posso prometer lutar pelos três pontos em todos os jogos".

Melhor em Campo

Xico marcou um bom golo e falhou outro. Foi um dos melhores elementos do Candal

Xico (Candal): "Acho que mostramos ser uma equipa unida e embora tenhamos tido uma semana difícil, conseguimos provar que temos valor. tivemos alguma infelicidade, quer no jogo com o Sousense, quer nesta fase final. Provamos o valor verdadeiro da equipa. Na próxima época ainda não sei como será. De qualquer forma ainda cá estou, mas para o ano não sei, pois a minha vida escolar também será determinante".

9 de maio de 2011

Dragões Sandinenses vencem primeiro jogo


Local: Estádio Manuel Marques Gomes (Canidelo)
Hora: 16h
Árbitro: António Nogueira auxiliado por José Luzia e Nelson Sousa

Canidelo: João Gomes, Fábio, Carlos, Nuno Miguel e Valente (Pedro Fanisca 73'), Adriano (Camarinha 58'), Rui Pedro e Ricardinho (Raposo 80'), Oliveira, Hugo e Miguel Neves.
Suplentes não utilizados: Filipe, Miguel, Leonardo e Zé Tó.
Treinador: Berto Machado

Dragões Sandinenses: Xavier, Preto, Rui Sousa, Barreiros e Kilberg, Miguel, Pedro Abel, Tozé (Agostinho 85') e Wilson, Pedrito (Joel 90+4') e Bruno Rocha (Quinzinho 61').
Suplentes não utilizados: Paredes, Luís, Machadinho e André.
Treinador: Ricardo Jorge

Resultado ao intervalo: 1-1
Resultado final: 1-3

Marcadores: Miguel Neves (14') para o Canidelo e Rui Sousa (28'), Pedrito (72') e Quinzinho (90+3') para o Dragões Sandinenses

Disciplina: Cartão amarelo a Rui Pedro (8'), João Gomes (54'), Nuno Miguel (70'), Carlos (72' e 89') e Oliveira (76') do Canidelo e Wilson (20'), Tozé (22'), Pedro Abel (40' e 55'), Barreiros (42'), Preto (65') e Xavier (87') do Dragões Sandinenses. Cartão vermelho a Pedro Abel (55') do Dragões Sandinenses e Carlos (89') e Camarinha (90') do Canidelo.

Crónica

Canidelo não conseguiu aproveitar a superioridade numérica

Jogo eficaz da equipa de Sandim que só precisa de um empate para se sagrar campeã

Foi um jogo de nervos aquele que se disputou na tarde deste domingo entre o Canidelo e os Dragões Sandinenses, a contar para o apuramento de Campeão da 1ª Distrital. Apesar de disso, foi uma boa partida de futebol e que não defraudou os espectadores que se deslocaram ao estádio para verem as suas equipas.
O Canidelo, a jogar em casa, chamou a si as despesas do jogo nos minutos iniciais, criando mais perigo junto da área de Xavier, sem no entanto ter uma clara situação de golo. Do lado o contrário, a equipa de Ricardo Jorge tentava surpreender a defesa da casa, apostando nos extremos e na velocidade de Pedrito, algo que foi sendo controlado pela experiente defesa do Canidelo. Sem muito fazer por isso, o Canidelo chegou ao golo aos 14' depois de uma jogada em que Fábio é desmarcado na direita e o centro foi direitinho para a cabeça de Miguel Neves, que não falhou e fez o primeiro. A equipa forasteira começou então a imprimir o seu futebol, mais trabalhado e mais apoiado, e foi chegando mais vezes perto da baliza de João Gomes. Ainda assim, pertenceu ao Canidelo nova oportunidade para marcar, aos 25 minutos, com Carlos a aproveitar um desentendimento entre Xavier e Miguel, mas o remate de cabeça do central acabou por bater na trave e sair. Pouco depois, o Dragões Sandinenses vai chegar ao golo. Estavam decorridos 28 minutos e na marcação de um canto, do lado esquerdo do ataque, Tozé atirou ao primeiro poste, com a bola a embater no ferro e Rui Sousa à boca da baliza a fazer a igualdade. No entanto o golo é muito contestado pelos adeptos locais e também pelo banco do Canidelo, que pedia falta de Miguel sobre o João Gomes, contudo, não parece ter havido lugar a qualquer falta.
A partir deste momento, os forasteiros cresceram no jogo, assim como as picardias entre os jogadores e os constantes pedidos de falta para cada lado, com o árbitro a perder-se um pouco no controlo do jogo e com alguma desigualdade de critérios para os dois lados, foi amarelando a equipa visitante. Até ao intervalo, nova oportunidade para os sandinenses, com Tozé e Pedrito a combinarem bom na esquerda, o 20 dos Sandinenses a conseguir ganhar a linha, mas o centro atrasado não encontrou ninguém e a bola acabou por passar à frente da baliza de João Gomes.
A segunda parte começou com a expulsão de Pedro Abel por acumulação de amarelos, aos 55', e pensou-se que o Canidelo poderia aproveitar o facto de passar a jogar com mais um jogador para avançar no terreno e tentar a vitória, mas não foi isso que se verificou. Apesar de mais compacta, a equipa visitante foi sempre mantendo os avançados da casa longe da baliza de Xavier e partindo em contra-ataques rápidos foi chegando mais vezes à baliza de João Gomes. Aos 73' surge o segundo golo dos Dragões Sandinenses, com Pedrito a surgir isolado frente ao guardião do Canidelo, conseguiu passar por ele e atirou para a baliza deserta, com Carlos ainda a tentar evitar o golo mas o árbitro auxiliar, José Luzia, confirmou o tento para desespero de Carlos e de alguns jogadores da casa, que questionaram a entrada da bola na baliza. Do local onde me encontrava era impossível avaliar correctamente o lance. Este golo partiu por completo a equipa do Canidelo, que viu ainda Carlos (89') e Camarinha (90') serem expulsos, o primeiro por acumulação de amarelos e o segundo com vermelho directo após uma falta duríssima sobre Pedrito. Na sequência dessa falta de Camarinha, os Dragões Sandinenses chegariam ao terceiro golo, com a bola a ser endossada a Quinzinho, que isolado não teve dificuldades para bater João Gomes. 
Este resultado acaba por se ajustar, uma vez que os Dragões Sandinenses acabaram por aproveitar as ocasiões que criaram. Quanto ao trabalho do árbitro, não agradou a gregos nem a troianos. Fez um trabalho que se pode considerar insuficiente, deixando jogar duro de mais em alguns lances e com um critério na amostragem de cartões, claramente desigual. Terá o benefício da dúvida no lance do segundo golo dos sandinenses.

Declarações

Berto Machado: "Nós entramos bem. Acho que o lance decisivo é o golo do empate, pois ficamos atordoados e perdemos a concentração, sendo o lance precedido de falta. A partir daí perdemos a concentração, não fomos equipa, perdemos muito tempo com picardias, pois sabíamos que eles jogam assim. Agora é levantar a cabeça e faltam dois jogos, pois vamos ganhar em Sandim. Acho que fomos campeões cedo de mais. A equipa relaxou. O Sandinenses esteve a lutar até ao fim pelo primeiro lugar e isso acabou por dar vantagem. Concentração não foi a mesma e isso reflectiu-se".

Ricardo Jorge: "Para quem trabalha com jogadores como estes, é uma alegria enorme e satisfação muito grande vir aqui fazer um jogo como fizemos. Jogamos a segunda parte com 10 homens e fizemos um jogo fantástico, tenho que dar os meus parabéns aos meus jogadores. Espero trabalhar bem durante a semana, porque o Canidelo tem uma boa equipa e vamos ter que estar concentrados para vencer".

O 'Melhor em Campo'

Barreiros esteve intransponível e por isso foi o 'Melhor em Campo' para o A Bola é Redonda

"Acho que entramos bem no jogo. O golo do Canidelo foi um pouco contra a corrente. Tacticamente estávamos bem, sabíamos o valor da equipa que íamos defrontar e tacticamente tínhamos que estar juntos, compactos e acreditávamos que poderíamos ganhar o jogo com paciência e calma. Depois do Pedro Abel ter sido expulso, baixamos as linhas, mas continuamos compactos e eles não criaram situações de golo, a não ser em bolas bombeadas para área pois eles têm bons jogadores no futebol aéreo, mas nos também temos. Vai ser um jogo difícil, pois eles estão com o orgulho ferido, mas será outro jogo e acredito que vamos jogar com a mesma humildade e determinação".