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4 de julho de 2013

Rui Pedro - "Ermesinde tem adeptos de Liga dos Campeões"

Rui Pedro aguarda pela proposta certa para regressar aos relvados
Rui Pedro, centrocampista que já passou pelo Canidelo e Grijó entre outros clubes, falou ao A Bola é Redonda sobre a sua experiência no Ermesinde, na temporada que agora findou. 
Ao blog, o atleta afirmou que a equipa acordou tarde para a prova: "Acordamos tarde para o campeonato. Ficamos com a certeza que se a equipa que tivemos a partir da segunda volta, fosse a que tivesse começado a época, a esta altura, o Ermesinde ainda existia e preparava-se para disputar a Divisão d'Elite", afirmou.
Sobre o fim do emblemático clube da cidade de Ermesinde, Rui Pedro refere a instabilidade directiva como motivo: "Deve-se a uma grande instabilidade directiva. Apenas salvaguardo os nossos directores e treinadores, que nunca nos faltaram com apoio. A essas pessoas o meu obrigado. Quanto ao resto da direcção, para se ter uma ideia, só vi o presidente uma vez", revelou. 
Aos adeptos, o médio deixou rasgados elogios: "A nível de adeptos o Ermesinde tem dos melhores destas divisões. Como costuma-mos dizer, tem adeptos de Liga dos Campeões. Vai ser o que mais vai deixar saudades", rematou.
Sobre a próxima temporada Rui Pedro revelou alguns contactos, mas ainda não tomou nenhuma decisão: "A nível de contactos tive alguns telefonemas. Dois clubes da Segunda B e alguns da Divisão d'Elite e Divisão de Honra. Ainda não assinei por ninguém, vou continuar a aguardar por mais algumas propostas que possam surgir", concluiu o atleta.

Fica aqui um vídeo com as melhores jogadas de Rui Pedro


                         

1 de junho de 2012

Óscar Nogueira fica mais uma época em Grijó

Óscar Nogueira já olha para a próxima época à frente do Grijó

Terminou no passado domingo o Campeonato da 3ª Divisão, onde o Grijó conseguiu garantir a permanência, sendo a primeira vez que a equipa gaiense consegue o feito.
A despedida do campeonato deu-se com o Sousense, numa partida onde os grijoenses perderam por duas bolas a zero, com Óscar Nogueira a deixar alguns reparos ao trabalho do árbitro: "Foi o último. Transmiti aos meus jogadores que seria tranquilo e que dentro dos nossos princípios, se divertissem com aquele jogo. Cheguei á conclusão que me enganei, pois convoquei todo o plantel e afinal só podia jogar com 10, porque aos 7' já estava reduzido a 10 jogadores. Não vou entrar por ai, mas sim realçar o trabalho extra que a minha equipa foi submetida, e também aos lances que tiveram influencia no resultado. Fica a vitória facilitada mas justa do Sousense e o carácter que a minha equipa teve em campo", referiu o técnico sobre o jogo.
Relativamente à época que agora terminou, Óscar Nogueira afirma que esta foi positiva, nomeadamente nos jogos em casa: "O balanço que posso fazer a esta época é positivo, repare, fizemos um conjunto de jogos em casa muito positivos, só com uma derrota, aliás queria salientar que os sócios do Grijó em 38 meses viram só o seu clube a perder duas vezes em casa", porém, o técnico não faz a mesma avaliação para os jogos fora: "Já fora fomos insuficientes para dar continuidade ao trabalho caseiro mas deixamos sempre uma boa imagem, sendo competitivos e ambiciosos", disse.
Sobre a prestação da equipa na Fase Subida, onde apenas venceu por uma vez, Óscar Nogueira lamenta as lesões que obrigaram a fazer experiências: "Conseguimos o que nunca se tinha conseguido: Dois anos seguidos nos nacionais, e ai, no dia 12 de Março, a equipa tinha atingido o objectivo ao alcançar a Fase de Subida, que depois por diversas lesões, fomos obrigados a fazer muitas experiências e a lançar prematuramente miúdos que assim tiveram oportunidade de crescer, mas que em alguns jogos, e juntamente ao desgaste de alguns jogadores, afectou o rendimento da equipa", disse, mas não apontou só este factor. Para o técnico, as arbitragens tiveram influência em alguns resultados, tudo porque o Grijó não é conhecido: "Também podemos dizer que a novidade do clube neste campeonato, em muitos jogos, teve peso em decisões que nos penalizaram no resultado e no somatório de pontos. Enfim, foi bom, com um plantel com 90% de jogadores que nunca tinham jogado com assiduidade nos nacionais, e souberam responder de forma positiva e determinante para conquistar o respeito das outras equipas e, ao mesmo tempo, o objectivo principal", disse.
Relativamente à próxima temporada, o técnico garantiu a sua continuidade, não adiantando ainda se a formação do plantel já está a ser equacionada: "Quanto a entradas e saídas ainda é cedo falar. Quanto a mim, é certo que vou ficar mais uma época", disse, respondendo às declarações de Rui Pedro, que há dias atrás disse ter sido um erro a sua ida para o Grijó: "Quanto a essas palavras, tenho de concordar com ele , foi um enorme erro o ter contratado", concluiu o treinador.

29 de maio de 2012

Rui Pedro deixa o Canidelo

Rui Pedro, médio que esta época realizou 12 jogos como titular dos gaienses, apontando quatro golos, afirmou ao 'A Bola é Redonda' que não irá continuar no clube na próxima época: "Estou livre para ir para qualquer clube. Vou aguardar contactos e escolher com calma, pois não quero de todo ter um ano como o que passou. Só quero que a próxima época comece para esquecer esta última", começou por referir o jogador, que será uma baixa de peso no meio campo da próxima época, para António Remelgado.
Por isso, o jogador não considera que esta tenha sido uma boa época a nível individual e explica porque: "A nível pessoal, foi um ano que não me satisfez em nenhum aspecto. Comecei mal, tomei a pior opção que poderia ter tomado ao assinar pelo Grijó, não quero nem lembrar, depois, tive algumas propostas mas optei pelo Canidelo, uma casa que já conhecia bem onde já tinha sido muito feliz. Decidi voltar, comecei bem, a jogar como sempre foi normal, no entanto, com a troca de treinadores, comecei a jogar cada vez menos, o que me leva neste momento a sair do clube", afirmou o jogador. A nível colectivo, Rui Pedro esperava também um pouco mais: "Tivemos uma época abaixo das expectativas. Embora não tivesse começado a época, sabia quais eram os objectivos do Presidente para este ano. Ficamos uns furos abaixo do desejado, contudo, o nono lugar não é péssimo, se tivermos em conta que tivemos uma mudança de treinador a meio da época. Mas sabemos perfeitamente que tínhamos plantel para muito mais", avaliou o médio.
Rui Pedro agradece também aos leitores do blog, pois apesar de pouco utilizado, o jogador acabou por ser o terceiro melhor jogador da Divisão de Honra, com 15% dos votos, logo atrás do colega de equipa, Ricardo Melo, que arrecadou 18% dos votos: "Embora a época não me tenha corrido como desejado, quero agradecer a todos os que votaram em mim aqui no blog e que fizeram com que ficasse em terceiro lugar. É muito bom sentir o carinho e o reconhecimento das pessoas pois dá-nos ainda mais motivação para continuar a jogar, a todas elas muito obrigado. Aos outros dois colegas  principalmente ao meu colega/amigo Ricardo Melo, que ficaram em segundo e primeiro lugar, os meus parabéns", afirmou, deixando também uma palavra de apreço para os associados do Canidelo: "Aproveito  também o momento para agradecer a todos os sócios,  colegas e direcção do Canidelo por todo o apoio que sempre me deram. Para eles as maiores felicidades", concluiu o jogador.

10 de fevereiro de 2012

Canidelo recebe Nun'Alvares a pensar nos três pontos


O Canidelo recebe o Nun'Alvares no próximo domingo, em jogo da 21ª jornada da Divisão de Honra da AF Porto. A equipa de António Remelgado pretende dar continuidade ao bom resultado conseguido no passado domingo, onde golearam o Oliveira do Douro por seis bolas a zero e por isso espera conseguir os três pontos.
Rui Pedro, médio do Canidelo e autor de dois golos no passado domingo, espera conseguir os três pontos, sabendo das dificuldades que o adversário irá impor: "No próximo domingo temos um adversário que nos causou problemas na primeira volta, devido também ao terreno que utilizam nos jogos em casa. Esta semana será diferente, temos a moral em alta e queremos vencer e dar continuidade aos bons resultados e as boas exibições dos últimos jogos para assim conseguir a manutenção o mais rápido possível", disse o jogador.
O jogo será no Estádio do Canidelo, com início marcado para as 15h do próximo domingo.

8 de fevereiro de 2012

Oliveira do Douro irreconhecivel goleado em casa pelo Canidelo


Local: Estádio Municipal da Lavandeira
Hora: 15h
Árbitro: Luís Rocha

Oliveira do Douro: Pedrosa, Pedrinho (Artur 58'), Ricardo, Pereira e Serpa, Isidro, Guil (Zé Coutinho 64') e Dani, Rúben, Miguelito e Serafim (Quaresma 70').
Treinador: Mário Heitor

Canidelo: Dani, Coutinho (Oliveira 70'), Sérgio, Tonel e Fifas, Alex (Andrade 80'), Ricardo Melo e Rui Pedro, Lourenço (Rúben 74'), Joel e Rabaça.
Treinador: António Remelgado

Resultado ao intervalo: 0-1
Resultado final: 0-6

Marcadores: Lourenço (3'), Joel (53' e 72'), Rui Pedro (63' e 74') e Ricardo Melo (80')

O Oliveira do Douro foi copiosamente derrotado na tarde do passado domingo, em casa, na recepção ao Canidelo, por seis bolas a zero. Numa partida em que os oliveirenses estiveram irreconhecíveis, o 0-1 ao intervalo não augurava nada do que se passou na segunda metade da partida. Em vinte minutos de inferno para a equipa da casa, o Canidelo apontou quatro golos, colocando o resultado em 0-5 a um quarto de hora do final da partida, com golos de Joel (53' e 72') e de Rui Pedro (63' e 74'), com Ricardo Melo a fechar a contagem a dez minutos do final da partida. Esta terá sido a derrota mais pesada da equipa em casa, sendo que é preciso recuar até 1988, na altura na 3ª Divisão nacional, para encontrar um resultado semelhante, quando na 10ª jornada a equipa recebeu o Infesta e foi goleada por 2-7. Mais recentemente aconteceu em 2010, com o Rebordosa, também para a 3ª Nacional, mas o resultado final foi de 0-5, favorável aos visitantes.
Mário Heitor, treinador da equipa oliveirense, foi parco em palavras, tendo uma tirada, no mínimo, curiosa: "Nestas alturas muitas pessoas estão desejosas de sangue. O único comentário que quero fazer nesta altura é: Tenho o melhor plantel desta divisão, por isso, o único culpado desta derrota sou eu!!! Quem quiser sangue vai ter mesmo que ir ao video clube alugar um filme de terror", disse.
Já Zé Coutinho, atleta do Oliveira do Douro que entrou na segunda parte para o lugar de Guil, abordou o jogo de forma diferente: "Entramos praticamente a perder nos 1primeiros minutos, num canto em que a bola passa por toda a gente inexplicavelmente e entra na nossa baliza. Esta foi a única vez que o Canidelo chegou perto da nossa baliza na primeira parte. Nós estivemos sempre por cima do jogo nos primeiros 45 minutos", disse o jogador. Já na segunda parte "novamente na primeira vez que o Canidelo chega à nossa baliza, faz o 0-2 e aí a nossa equipa sentiu muito o golo e a injustiça no marcador. Pois a partir daí quase não existimos, tudo saía mal e ao contrario, ao Canidelo tudo saía bem, pois cada remate que faziam dava em golo", afirmou o médio, que no entanto, encontra justiça no marcador: "Contudo penso que o resultado acaba por ser justo, embora por números demasiado exagerados", concluiu.
Do lado do Canidelo, Rui Pedro, autor de dois golos, exultou com o resultado e com a sua exibição: "No domingo tivemos a recompensa pelo trabalho que temos vindo a realizar durante todas estas semanas, temos trabalhado forte, não nos surpreende pois mais cedo ou mais tarde iriam chegar os resultados e as boas exibições, o grupo todo sente que de dia para dia a equipa esta mais forte, sabemos perfeitamente que a classificação não demonstra a qualidade dos jogadores do nosso plantel, a classificação esta a começar a ir de encontro as nossas capacidades e dos nossos objectivos", começou por referir o também médio, continuando: "Quanto ao jogo em si, marcamos cedo. Depois do golo tivemos 10 ou 15 minutos em que não conseguimos impor o nosso futebol,  acertamos mas fomos para o intervalo com 1-0. Depois entendemos bem o que o mister pretendia, e fizemos uma segunda parte de grande qualidade. Marcamos cinco golos e envia-mos três bolas a trave", contou o jogador, que também ficou contente com os dois golos que marcou: "Quanto aos meus dois golos, foram dois bons golos, fez-me lembrar os meus tempos de camadas jovens no Boavista em que fazia bastantes. Foi daqueles jogos em que todos queríamos que não terminasse pois tudo estava a correr bem", concluiu o jogador.

6 de outubro de 2011

Rui Pedro, Marquinho e Tiago Neves dispensados no Grijó

Rui Pedro não satisfez
Óscar Nogueira
Os médios Rui Pedro e Marquinho e o avançado Tiago Neves, foram dispensados por Óscar Nogueira, treinador do Grijó.
O técnico confirmou as dispensas dos três atletas e adiantou os motivos que levaram a esta tomada de posição: "Tudo se resume a um défice de rendimento dos três atletas, que não se ajustava ao que se pretendia deles. não teve nada que ver com assuntos do foro disciplinar, apenas mesmo por questões de falta de rendimento", começou por referir o treinador, avançando para os motivos que o levaram a tomar essa decisão agora: "Mais cedo ou mais tarde iríamos ter que fazer rectificações. Preferimos que fosse agora, visto que assim ainda dá tempo aos jogadores de encontrarem clube na Divisão de Honra, uma vez que as inscrições só fecham a 25 de Outubro. Teria sido injusto se só tomássemos essa decisão mais perto do final do mês, porque não lhes daria muita hipótese de escolha", aventou Óscar Nogueira.
Individualizando casa caso, o treinador referiu que Marquinho "teve sempre um comportamento exemplar. já trabalhava connosco desde o ano passado, mas entendemos que não estava a ajudar na medida do que pretendíamos. Quanto ao Rui Pedro e ao Tiago Neves, foram aquisições que ficaram aquém do que esperávamos", disse o treinador.
Relativamente a entradas, registam-se para já duas. Diogo Leite, defesa central, proveniente do Boavista, entrou para o eixo defensivo "para colmatar a lesaõ do Vítor Hugo, não tendo nada a ver com as dispensas", disse Óscar Nogueira, bem como o regresso de Kruss, que por motivos profissionais, não conseguiu iniciar a época com os restantes colegas. No entanto, segundo o técnico, está ainda em aberto uma vaga para um extremo mas "não é prioritário", disse o treinador.

3 de julho de 2011

Rui Pedro reforça o Grijó

Rui Pedro, médio que jogou ao serviço do Canidelo nesta última temporada, será reforço da equipa de Óscar Nogueira que jogará na 3ª divisão Nacional, com o jogador a regressar assim aos campeonatos nacionais depois de ter representado o Morais e o Valenciano. O atleta explica como tudo se processou: "Foi muito simples. Tudo se processou com grande normalidade e acima de tudo com grande seriedade. Fui contactado pelo Grijo, reuni com o mister Óscar Nogueira e com o Presidente e chegamos a acordo, tudo num ambiente muito cordial. Sabiam da minha situação no Canidelo e sempre a respeitaram, deixando-me sempre à vontade para eu decidir. Estou muito satisfeito por ter sido contratado pelo Grijó, tinha mais algumas propostas, até de divisões superiores, mas a que mais se ajustou às minhas ambições foi a do Grijo", referiu o jogador, que ficou a conhecer um pouco mais o clube que irá representar: "Falaram-me da história do clube, explicaram-me como se trabalha no Grijó e falaram-me do excelente ambiente entre todos que se vive no clube. Acredito no projecto que o clube tem para o futuro e estou muito entusiasmado para começar a jogar pelo Grijó, as pessoas envolvidas foram muito sinceras e correctas comigo e quando assim é, tudo corre com normalidade. Estou pronto para voltar a jogar nos Nacionais, que era o que eu mais queria neste momento, e num clube com as condições do Grijó tenho a certeza que esta tudo pronto para uma época em grande. Quero jogar e ajudar o clube a atingir os seus objectivos", disse ainda Rui Pedro, que não se esqueceu de agradecer ao seu antigo clube: "Queria deixar uma palavra de agradecimento a todas as pessoas do Canidelo, desde o Anibal roupeiro aos meus colegas, aos treinadores com quem tive oportunidade de trabalhar, direcção e todos os adeptos que sempre me trataram bem e de quem eu guardo um grande carinho e estima, um muito obrigado por tudo", disse.
sobre as dispensas de alguns atletas do clube, Rui Pedro não se alongou: "Soube que houve algumas dispensas no Canidelo. São situações que acontecem no futebol e que, nós jogadores, temos de estar preparados para elas, mas como já tinha dito numa entrevista anterior, somos pagos para jogar e não para discutir assuntos de directoria", concluiu Rui Pedro.

13 de junho de 2011

Entrevista com: Rui Pedro (Canidelo)

A rubrica 'Entrevista com' está de volta, desta feita com um jogador de uma formação que subiu esta temporada de divisão. Rui Pedro, médio do Canidelo foi o escolhido pelo 'A Bola é Redonda' para nos falar da temporada quase perfeita da sua equipa, bem como do seu percurso no futebol e aquilo que espera para a próxima temporada e para o seu futuro nomundo do futebol.
Depois de uma formação inteira no Boavista, no final da época 2005/2006 deu-se o fim da linha no emblema axadrezado. Desde essa época até aos dias de hoje, o médio tem experimentado as agruras do futebol. De um plantel de onde sobressai o nome de Hélder Costa, hoje guarda-redes do Perosinho, nenhum outro colega conseguiu ainda chegar à 1ª Liga portuguesa. Alguns estão no campeonato do Chipre, outros andam pela 2ª B e há ainda alguns a disputar os distritais. Conheça um pouco mais deste construtor de jogo, numa entrevista exclusiva do 'A Bola é Redonda' a não perder...



A Bola é Redonda (ABR) - Boa tarde Rui Pedro. Fala-me um pouco do teu percurso no futebol

Rui Pedro (RP) - Boa tarde. Comecei a jogar futebol no Boavista aos 5 anos de idade. Comecei como um miúdo que gostava de jogar futebol na rua. Estive lá até aos 17 anos, foram 12 anos com grande amor a camisola. No entanto sai e nem uma palavra me deram, o que causa alguma mágoa. Não tenho nada a apontar ao clube, mas infelizmente a nível de futebol sénior, o futebol ainda não foi como eu sempre sonhei e é um apelo que faço a todos os miúdos, não abdiquem dos estudos porque o futebol é uma fantasia, pois hoje estás bem mas não sabes o dia de amanhã. Reforço a importância que os estudos têm na vida dos jovens.


ABR - Depois do Boavista como foi a tua chegada ao futebol sénior?

RP - Saí do Boavista e nunca tive uma proposta, o clube nunca me apresentou nada. Era o jogador mais antigo do meu plantel e quando sai do clube fiquei à toa pois dei de caras com um mundo diferente. Fui para Macedo de Cavaleiros, jogar no Morais que disputava a 3ª Divisão, quando já ponderava deixar o futebol. Foi difícil, porque estava longe da família e a passagem de júnior para sénior é completamente diferente. Comecei a ver que o futebol não era tão bonito como até então. Foi uma boa experiência, pois joguei com jogadores mais velhos que para além de jogarem também trabalhavam ao contrário de mim. Quero aproveitar para agradecer às pessoas de Macedo de Cavaleiros, pois sempre me trataram bem. Depois estive no S.C. Valenciano e foi uma grande experiência, pois era um clube mais profissional que o Morais. Joguei com jogadores que já tinham andado pela primeira liga e a nível de experiência foi fantástico. Depois seguiu-se o Pedras Rubras em 2008/2009, que havia descido à Divisão de Honra e que tinha como objectivo subir de divisão. Nessa época trocamos de treinador em Dezembro e as coisas não foram fáceis durante a temporada e acabamos por não conseguir subir. Nunca tive o problema de não receber salários, pois sempre recebi por todos os clubes por onde passei. O Pedras Rubras era um grande grupo e agradeço também tudo que fizeram por mim. Seguiu-se o Canidelo. O primeiro ano não foi positivo, quando cheguei em Dezembro, o Canidelo estava em último e ainda assim acabamos por ficar a um ponto da manutenção. Dei a minha palavra de que ficaria para ajudar o clube a subir este ano e acabamos por ser a primeira equipa em Portugal a garantir a subida de divisão.


ABR - Foi difícil a transição dos nacionais para os distritais?

RP - Por vezes olhamos para a televisão e vemos jogadores que possivelmente até têm menos capacidades que nós e no entanto jogam na 1ª Liga e eu disputo os distritais. Ainda hoje não sei responder a isso. Além disso, o futebol envolve muitas pessoas e gera muito dinheiro. Nunca tive agentes e nunca tive muita sorte em quem encontrei pela frente. Muita gente fala e falava-se de propostas de alguns clubes, mas nunca nada se concretizou. Respondendo concretamente à questão, tens que ser o mesmo seja qual for a divisão. Na 3ª tens clubes mais competitivos do que outros, uns mais tácticos, outros que jogam mais na força. No distrital o futebol é um pouco diferente, pois é mais amador. A nível de futebol jogado, não há muita diferença. Por exemplo, a Divisão de Honra da AF Porto, é equivalente à Série A da 3ª Divisão. A nível de 1ª Distrital, tive sorte em este ano fazer parte de um grande plantel, com muita qualidade e com jogadores experientes e que também já tinham jogado em divisões superiores.


ABR - Dominaram por completo a Série 1. Esperavas tantas facilidades ou achavas que ia ser mais renhido, tendo em conta os diferentes clubes que eram candidatos a subir?

RP - No início da época falou-se muito do Lavrense, do Perafita e do Maia, que iriam lutar para subir. Pensei que iria ser mais difícil, mas da forma que encaramos todos os jogos e com um grupo de qualidade e bem comandados pelo Lé, bem como a estabilidade existente no clube que sempre cumpriu com os salários senti sempre que era possível a subida. O objectivo sempre foi subir, apesar de nunca o termos dito com clareza. Senti que a nossa equipa era diferente e em qualquer campo, apesar de algumas vezes nos encontrarmos a perder sentia sempre que iríamos virar os resultados.


ABR - Os adeptos também ajudaram…

RP - Estiveram em grande. Já passei por muitos clubes e nunca vi adeptos como em Canidelo. Onde quer que fossemos, estivéssemos no lugar que estivéssemos como no ano em que descemos, sempre foram impecáveis. Só tenho a agradecer o apoio que nos deram e sem eles nada disto seria possível.


ABR - Contudo, no final da época houve um dissabor, que foi não serem campeões da 1ª Distrital e com o Canidelo a chegar a esses jogos numa série negativa de resultados. O que é que faltou à equipa?

RP - Não faltou nada, porque a equipa foi a mesma até ao fim. Houve sim mudanças de treinadores e dirigentes. O barco não foi o mesmo do início. Se teve influencia ou não, não sei, também não sou a pessoa indicada para te responder, a única certeza que tenho é que nos jogadores tudo fizemos para que o título fosse possível, porque os adeptos mereciam-no. Não conseguimos, mas encontramos também uma grande equipa pela frente como foi no caso, o Dragões Sandinenses que tinha também uma excelente equipa e quando assim e, temos que dar os parabéns ao adversário.


ABR - Mas o Berto, adjunto do Lé Santos, que orientou a equipa nesses jogos disse que o Canidelo venceu a Série 1 cedo de mais. Achas que isso teve interferência no desempenho dos jogadores, tendo em conta que o Dragões Sandinenses disputou até ao final do Campeonato a subida?

RP - Não sei, não nos podemos esquecer que o Sandinenses só subiu de divisão em Maio, nós já o tínhamos conseguido em Março, embora continuássemos a treinar e a jogar da mesma forma. Pode ter sido o facto de eles chegarem a esta fase ainda no pico da forma, mas quanto a mim, nesses dois jogos eles foram superiores e há que lhes dar os parabéns.


ABR - Alguma vez duvidaram que conseguissem subir de divisão?

RP - Sinceramente, nunca duvidei. Depois da vitória em casa do Maia, senti que íamos subir de divisão sem dúvida alguma.


ABR - Como é que o balneário recebeu a notícia da saída do Lé Santos?

RP - O balneário recebeu a notícia como qualquer outro receberia, são ordens da direcção e nós somos pagos apenas para jogar. Podemos ter as nossas opiniões pessoais e eu tenho a minha, mas a nossa função era jogar e subir de divisão e isso era o mais importante. Sobre a mudança do treinador, não é a mim que cabe dar qualquer tipo de opinião como deves entender.


ABR - Vais ficar no Canidelo na próxima época?

RP - O Presidente já falou comigo. Foi sincero comigo assim como eu fui com ele e disse-lhe que em princípio ficaria no Canidelo. Ficando nos distritais será no Canidelo, a não ser que aparecesse uma proposta muito superior, pois não troco este clube por 50 ou 100€. Ouço muitas coisas acerca do meu futuro, falo com muitas pessoas, todas têm opiniões e dizem que vai haver propostas daqui e dali e até já se falou no estrangeiro, mas isso para já são meras conversas de café, em concreto ainda não recebi nenhum contacto. Neste momento, estou a aproveitar para descansar.


ABR - Admitindo que ficas no Canidelo, o que esperas do desempenho da equipa na Divisão de Honra, que será uma das mais difíceis dos últimos anos?

RP - Nós, jogadores, ainda não sabemos concretamente quais serão os objectivos do clube. O presidente falou comigo e disse que quer fazer um campeonato tranquilo. Ira ser um campeonato difícil, mas o presidente sabe que eu não jogo para campeonatos tranquilos, eu jogo para ganhar e para subir de divisão por isso, ficando no Canidelo, espero que todos façamos a melhor época possível e não seria a primeira vez que uma equipa subia dois anos seguidos.


ABR - Mas no passado o Canidelo já se assumiu como candidato à subida à 3ª Divisão e por pouco não desceu…

RP - Tens toda a razão. O Canidelo subiu agora e por isso não nos podemos assumir como candidatos a uma nova subida, pois temos equipas difíceis e é uma serie onde só sobe um clube e ainda por cima teremos equipas como o Candal e o Oliveira do Douro, que são equipas fortes. Mas o Canidelo com a força dos adeptos que tem pode igualar-se a qualquer equipa desta divisão, pois não vejo diferenças a esse nível.


ABR - Tens 24 anos, O que é que ainda esperas do futebol, pois apesar de seres jovem, estas já a entrar numa fase delicada da carreira dum jogador de futebol?

RP - Estou a entrar naquela fase do ‘é ou não é’. Desde que sai da 3ª Divisão que a desmotivação se tem manifestado mas não é fácil deixar o futebol. Tenho comigo o sonho de ser jogador profissional, mas tenho os pés assentes na terra e tenho que ver a vida da melhor maneira possível. Se me perguntasses se queria mais oportunidades, diria que sim, se me dissesses que há jogadores com menos qualidade que estão mais acima, é verdade, agora porque, eu não sei, mas estou aberto a oportunidades e todas as que aparecerem tentarei agarra-las da melhor forma.

20 de maio de 2011

Dragões Sandinenses vencem 1ª Distrital


Local: Estádio do Tourão
Hora: 17h
Árbitro: Pedro Estela

Dragões Sandinenses: Xavier, Preto, Rui Sousa, Barreiros e Quinzinho (Joel 84'), Miguel Wilson e Tozé (Machadinho 87'), Pedrito, Bruno Rocha (Agostinho 80') e Kilberg.
Treinador: Ricardo Jorge

Canidelo: Henrique, Fábio, Zé Tó (Leonardo 69'), Nuno Miguel e Valente, Adriano (Pedro Fanisca 60'), Ricardinho e Ricardo Melo (Oliveira 73'), Rui Pedro, Miguel Neves e Hugo.
Treinador: Berto Machado

Resultado ao intervalo: 1-0
Resultado final: 3-0

Marcadores: Bruno Rocha (21'), Rui Sousa (65' de g.p.) e Pedrito (71')

O Dragões Sandinenses venceu no passado domingo o Canidelo, no segundo jogo do Apuramento de Campeão da 1ª Distrital, por três bolas a zero sagrando-se assim Campeões Distritais. A formação sandinense venceu o jogo por três bolas a zero, não dando qualquer tipo de hipótese ao Canidelo de disputar o terceiro jogo, como era seu intento. No geral das duas mãos, os Dragões Sandinenses venceram por 6-1, o que deixou claro que a formação de Ricardo Jorge foi a melhor nesta fase final da prova.
No que toca à partida, os homens da casa poderiam ter marcado logo no primeiro minuto de jogo, mas a bola saiu ao lado. Aos 21 minutos Bruno rocha acertou mesmo com as redes de João Gomes pondo em delírio às bancadas do Estádio do Tourão, que encheram para apoiar a equipa. Já no decorrer do segundo tempo e com a equipa do Canidelo mais balanceada no ataque, o árbitro da partida, Pedro Estela apontou uma grande penalidade a favor da equipa da casa, por falta de Valente sobre Pedrito e Rui Sousa aumentou para 2-0. A vinte minutos do final, o inevitável Pedrito apontou o terceiro golo do jogo, ditando assim o resultado final e deixando os adeptos nas nuvens.
Bruno Rocha, avançado sandinense e autor do primeiro golo, comentou a partida para o blog, referindo que "o jogo começou de uma forma bastante equilibrada. O Canidelo jogou com uma táctica ofensiva para tentar vencer e obrigar a um terceiro jogo", porém, o primeiro golo do jogo foi a chave do encontro, na opinião do avançado: "Com o nosso golo marcado aos 21' começamos a ter o controlo do jogo e a criar várias situações de golo, onde poderíamos ter terminado a primeira parte a vencer por mais golos. Na segunda parte, em contra-ataque, criamos vários lances de perigo e conseguimos vencer  por 3-0 mas, na minha opinião, poderíamos ter feito claramente mais golos", não deixando de parabenizar o adversário: "Quero dar, contudo, os parabéns ao Canidelo por terem vencido a Serie 1". No final da partida, a festa estendeu-se das bancadas para o relvado. Bruno Rocha afirma que "foi uma euforia enorme, onde libertamos todo o stress de uma época em que conseguimos, em conjunto com os adeptos, direcção e equipa técnica, levar o Sandinenses a ser Campeão da 1ª Divisão Distrital. Foi uma alegria enorme poder ter feito parte de um feito destes e ter convivido não só com jogadores de grande qualidade, mas também com grandes homens", concluiu.
Já Rui Pedro, médio do Canidelo, a equipa tudo fez para tentar garantir a vitória e forçar o terceiro jogo: "Fizemos ontem (domingo), o último jogo da época e sabíamos da importância do mesmo, não só para nós, atletas, mas também para toda a massa adepta do Canidelo. Estávamos em desvantagem, mas só tínhamos que fazer uma coisa, que era ganhar, tentamos tudo, mas não foi possível, visto termos defrontado uma boa equipa, como é o caso do Dragões Sandinenses, a quem quero aproveitar para dar os parabéns pela conquista do título", disse. A equipa do Canidelo teve prestações muito abaixo do habitual nas últimas jornadas da prova e inclusive, nos jogos de apuramento de campeão. Rui Pedro desvaloriza: "Cumprimos o nosso grande objectivo em Março, onde já tínhamos a subida garantida e é disso que ninguém se pode esquecer. Continuamos os mesmos e não é pelos últimos jogos que nos devem criticar e muito menos, pôr em causa o nosso valor. Foi uma época muito positiva para o clube e isso deve-se ao grande trabalho efectuado por todos nós", concluiu.

15 de abril de 2011

Canidelo regressa às vitórias frente ao Maia-Lidador

O Canidelo regressou no passado domingo às vitórias, depois de dois empates seguidos, algo que ainda não tinha acontecido esta temporada, ao derrotar o Maia-Lidador por uma bola a zero, com o golo de Josemar a surgir a oito minutos do fim da partida.
Rui Pedro, médio do Canidelo, abordou o jogo para o blog, referindo que "foi mais um jogo complicado contra uma excelente equipa, das melhores que vi neste campeonato, que só por mero azar não esteve na luta pelos lugares de subida. Lembramo-nos perfeitamente da preciosa vitoria que arrancamos no terreno deles na primeira volta, como já anteriormente o nosso mister referiu, foi a partir daí que vimos que a subida começou a ser uma certeza para nós .Este Domingo conseguimos mais uma vitoria para reafirmar o nosso valor e para que não haja realmente duvidas em relação a justiça do nosso primeiro lugar", começou por dizer o atleta.
Rui Pedro aproveitou a oportunidade concedida pelo blog para agradecer a todos aqueles que estiveram envolvidos na época do clube: "Deixa-me aproveitar este momento para dar uma palavra de agradecimento a todos aqueles que me proporcionaram esta subida de Divisão. Aos meus companheiros de equipa, pela união e pelo companheirismo, aos treinadores, aos adeptos que sempre foram o 12º jogador e a toda a estrutura Canidelense que fez com que esta subida fosse possível. Com os meus 23 anos, como sénior já passei por alguns clubes da 3ª divisão Nacional como por exemplo pelo Morais F.C. e pelo S.C.Valenciano, pelo Pedras Rubras na Divisão de Honra e em todos eles fui feliz, mas pessoas como aqui em Canidelo vai ser difícil voltar a encontrar, a todas elas, um muito obrigado por tudo", confessou o jogador.
 Rui Pedro, aborda o jogo do próximo domingo com o Gulpilhares, fora, afirmando que o Canidelo vai querer ganhar o jogo: "No próximo domingo temos um dérbi com o Gulpilhares, mais uma equipa de Gaia. Entraremos, com toda a certeza, com tanta ou mais vontade de ganhar como que em qualquer outro jogo pois queremos chegar ao fim do campeonato com o máximo de pontos possíveis"pedindo aos adeptos que se desloquem até Gulpilhares para assistirem à partida: "Aproveito também para convidar todos os leitores deste blogue para comparecerem para assistir a este jogo".
O Canidelo lidera a Série 1 da 1ª distrital com 80 pontos, mais 14 que o segundo classificado, o Serzedo. O Gulpilhares está na 11ª posição com 41 pontos. A partida tem início às 16h.