26 de junho de 2010
Portugal 0-0 Brasil
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22 de junho de 2010
Portugal 7-0 Coreia do Norte
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15 de junho de 2010
Portugal estreia-se com empate
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27 de março de 2008
... Mas os AA não conseguem vencer a Grécia...
4 de outubro de 2007
Última Hora

A UEFA decidiu reduzir a pena ao seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, na sequência do recurso apresentado pelo mesmo, com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol. A medida, cá em Portugal, não agradou a toda a gente, pois estava em cima da mesa a possibilidade de um alargamento da mesma pena. Scolari foi ouvido pela UEFA e em sua defesa alegou o facto de não ter chegado a tocar no jogador sérvio, Dragutinovic, facto depois confirmado pelo próprio jogador. Assim sendo, Scolari já se sentará no banco no último desafio da fase de qualificação para o Euro 2008, frente a Finlândia, numa altura em que se poderá decidir a passagem da Selecção Portuguesa à fase final da prova.
Gostava de saber a opinião dos leitores sobre esta medida da UEFA.
Concorda com a redução da pena ao Seleccionador Nacional?
7 de fevereiro de 2007
Portugal 2-0 Brasil
Espectadores: 59.793
Árbitro: Martin Atkinson (Inglaterra)
Portugal venceu o Brasil novamente em solo inglês, depois de em 1966 o ter feito para a fase de grupos do Campeonato do Mundo. Mas foi necessário esperar 80 minutos para ver um golo...
Portugal entrou algo nervoso no jogo de ontém. Nos primeiros minutos a supremacía brasileira, passou das bancadas para o relvado, muito por culpa do facto de estarem a jogar com mais elementos no centro do terreno, contrastando com os três jogadores de meio campo de Scolari. Dunga viu-se forçado a jogar no esquema do quadrado mágico, depois de Ronaldinho e Robinho, por lesão, não poderem actuar. Esse esquema deu ao Brasil mais bola e mais oportunidades de cria perígo, precisamente por ter mais gente no centro do terreno. Nos minutos iníciais, Ricardo teve algum trabalho, graças aos remates bastante perigosos tanto de Elano, como de Rafael Sóbis. O Brasil tentava a todo custo chegar rápidamente ao golo, mas o certo é que o guardião português esteve em bom plano. Do lado português, eram Cristiano Ronaldo e Quaresma a criarem os lances de maior perígo junto da baliza de Helton. O extremo do Manchester United esteve sempre muito bem marcado por Gilberto, o que permitiu ao extremo portista brilhar mais neste jogo. O primeiro lance de perígo para Portugal, surge no entanto apenas ao minuto 20, depois de um bom entendimento entre Tiago e Hélder Postiga, com o centrocampista do Lyon, a ver a movimentação do dianteiro portista, mas este rematou para defesa de Helton. O Brasil teve no entanto, uma excelente oportunidade para marcar, quando Lúcio enviou uma bola á trave da baliza de Ricardo. Foi o lance de maior perigo para a canarinha. O intervalo chegou com o 0-0, mas o segundo tempo sería diferente e para melhor.2 de fevereiro de 2007
Convocatória de Scolari para o jogo Brasil-Portugal

16 de novembro de 2006
Portugal 3-0 Cazaquistão
Espectadores: 30.075
Arbitro: René Rogalla (Suíça)
Portugal: Ricardo, Miguel, Tonel, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, Raúl Meireles, Tiago e Deco, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes
Treinador: Luiz Felipe Scolari Jogaram ainda: Quaresma, Carlos Martins e Jorge Andrade
Cazaquistão: Loriya, Azovskiy, Kuchma, Zhalmagambetov e Smakov, Sergiyenko, Travin Khokhlov e Zhumaskaliyev, Baltiyev e Byakov
Treinador: Arno Pijpers Jogaram ainda: Larin
No jogo que marcou a estreia de dois novos jogadores e o regresso de Jorge Andrade, após paragem prolongada, esperava-se um resultado mais condizente com o nível das duas equipas, mas Nuno Gomes esteve particularmente mal na finalização, e o resultado ficou-se pelos 3-0.
Portugal não é obrigado a golear em todos os jogos. Mas também não se pode falhar tantas oportunidades quantas aquelas que o jogador português fez questão de falhar. Nuno Gomes esteve numa noite particularmente desinspirada e isso reflectiu-se nas jogadas em que esteve à beira do golo e acabaria por não concretizar.
Portugal, apesar dos novos jogadores, continuou e jogar em 4x3x3. Scolari promoveu Tonel e
Raul Meireles a titulares, nos lugares de Ricardo Rocha e Costinha, respectivamente. Embora este não seja o jogo ideal para tirar muitas conclusões sobre os estreantes, o certo é que estiveram bem sempre que foram chamados a intervir. Na ausência de Nuno Valente, e de Caneira, devido a lesão, Paulo Ferreira foi deslocado para a esquerda da defesa. Tiago foi titular ao lado de Deco e também esteve bem, principalmente a ganhar bolas e a servir os companheiros mais adiantados.O jogo teve só um sentido, pois o único que o Cazaquistão queria levar de Portugal era o menor número de golos possiveis, até porque a equipa já não sofria mais de dois golos, a alguns jogos. Então a estratégia adoptada foi a de defesa, e não admirou que Portugal chegasse cedo ao golo. Passe de Tiago a desmarcar Simão, o jogador entra na area e desfere forte remate cruzado, com o guardião Loriya a ficar mal na fotografia. Redimiria-se depois com duas excelentes defesas a evitar mais dois golos. Mas como apenas Portugal tinha intenções atacantes, ninguem ficou admirado com o segundo golo português, da autoria de Cristiano Ronaldo, o melhor golo da noite. Depois de mais um passe de Tiago, Ronaldo avançou com a bola controlada, passou por dois defesas cazaques e a entrada da area rematou sem nenhuma hipotese para Loriya. Era a explosão de alegria no banco português e nas bancadas do Municipal, que estava practicamente cheio. A partir deste momento, Portugal começou a controlar o jogo e a gerir o esforço, e então começou o festival de perdidas de Nuno Gomes. Primeiro a passe de Cristiano Ronaldo, o capitão tentou colocar tanto a bola, que acabou por coloca-la fora da baliza e na segunda hipotese, depois de magistralmente isolado por Tiago, acabaria por permitir a defesa do guarda redes do Cazaquistão. O intervalo chegaria pouco depois com os números favoraveis em todos os sentidos aos portuguêses: 12 remates contra apenas 1, 6 cantos contra nenhum dos cazaques e a posse de bola a rondar os 70%.
No reatamento, as equipas subiram iguais. E o jogo foi practicamente um passar o tempo para os portuguêses. Minutos depois do reinício, começaram as substituições. Quaresma e Carlos Martins renderam Ronaldo e Deco e o jogador do FC Porto acrescentou mais motivos de interesse a um jogo sensaborão, que devido à falta de entusiasmo mostrada pelo adversário, acabaria por tirar entusiasmo e vontade ao futebol português. Quaresma teria uma excelente oportunidade para marcar minutos depois de ter entrado, ao efectuar um remate de trivela, já de ângulo algo reduzido, com a bola a passar pertissímo do poste de Loriya. Mais tarde Carlos Martins também ofereceu o golo a Nuno Gomes, depois de um bom centro ao qual o avançado correspondeu com um gesto de cabeça quase perfeito, pois a bola acabaria por se perder, mais uma vez, junto ao poste da baliza do Cazaquistão. Noite não de Nuno Gomes em termos de finalização, que podeira ter dado outra expressão ao resultado.
A dez minutos do fim, Jorge Andrade substituiu Tonel e regressou aos jogos pela selecção, depois de ausência prolongada, devido a lesão.
Já no fim da partida, Simão iria bisar, na sequência de um canto apontado por Ricardo Quaresma, e após um primeiro remate de Ricardo Carvalho, com Loriya a defender como pôde, a bola acabaria por sobrar para o extremo, que só teve que empurrar para o fundo das redes. Até ao fim nada de mais a apontar e com este resultado, Portugal soma mais uma vitória, e alcança a 13ª vitória consecutiva em jogos de qualificação, em casa.
O Melhor em Campo
* Cristiano Ronaldo. Esteve bastante activo e demonstrou que as preocupações de Queiroz e Ferguson chegaram a ser excessivas. Marcou um grande golo, a bola parecia ter olhos, e confirma o bom início de época. Desmarcou Nuno Gomes para uma das oportunidades falhadas pelo avançado e marcou dois ou três livres perigosos.
* Simão. Com este bís ao Cazaquistão, o extremo atige os 12 golos pela Selecção Nacional, e curiosamente, 25% dos golos marcados por Simão ao serviço de Portugal foram contra a equipa cazaque. Esteve particularmente activo e foi dos mais esclarecidos, à semelhança do que já tinha acontecido frente à Polónia. Raramente perdeu a bola e sempre criou perigo, cada vez que a tinha nos pés. Está a subir de forma.
O Positivo do jogo
Apesar de se esperar mais, a vitória é importante, depois do último encontro ter acabado em derrota. Era necessário vencer, pois não se pode perder mais terreno para os principais adversários, a Finlândia e a Polónia, que também venceram ontem.
O Negativo do jogo
As oportunidades falhadas por Nuno Gomes. Não se pode falhar oportunidades gritantes de golo, como aquelas que o atacante português falhou ontem, principalmente as duas perto do intervalo em que surge isolado frente a Loriya.
O Arbitro
Nada a apontar. Esteve sempre perto dos lances e acabou por passar despercebido duarante grande parte do jogo.
9 de novembro de 2006
Já há convocados de Scolari....

Eis a lista completa:
Guarda-redes: Ricardo (Sporting), Quim (Benfica) e Daniel Fernandes (PAOK Salónica).
Defesas: Miguel (Valência), Nélson (Benfica), Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho (Chelsea), Jorge Andrade (Deportivo), Manuel da Costa (PSV Eindhoven) e Tonel (Sporting).
Médios: Raúl Meireles (FC Porto), Tiago (Lyon), Deco (FC Barcelona) e Carlos Martins e João Moutinho (Sporting).
Avançados: Cristiano Ronaldo (Manchester United), Simão e Nuno Gomes (Benfica) e Ricardo Quaresma e Hélder Postiga (FC Porto).
11 de outubro de 2006
Desilusão!
Portugal deslocou-se á Polónia para defrontar a selecção local, e acabou batida sem apelo nem agrado, numa pálida exibição.
Scolari dizia antes da partida que um ponto seria bom.
A verdade é que as palavras de Scolari parecem ter afectado de forma nefasta a selecção nacional, que entrou nervosa e receosa.
Mesmo com uma Polónia inicialmente permissiva, Portugal não procurou controlar o jogo e no primeiro erro defensivo acaba por sofrer um golo. A partir daqui foi uma espécie de efeito de bola de neve, pois os jogadores precipitaram-se, o futebol colectivo não saiu e num segundo erro defensivo, novo golo Polaco.
Na 2ª parte, Portugal foi assumindo ,aos poucos, o jogo, mas com uma Polónia a consentir a posse de bola aos portugueses, procurando explorar com perigo o contra-ataque.
O golo de Nuno Gomes não apaga a péssima imagem que Portugal deixou no jogo.
Dinâmica de Portugal
Portugal entrou na partida assente num 4x3x3.A defensiva foi composta por: Ricardo na baliza, Miguel e Nuno Valente nas laterais e R Carvalho e R Rocha na zona central. Com a inclusão de Petit como interior direito, Miguel parecia gozar de mais liberdade para subir, a verdade é que nunca o conseguiu fazer. Por outro lado, Nuno Valente pareceu sempre algo estático e muito lento.
No meio campo, á partida poderíamos estar perante uma selecção nacional com 2 pivots defensivos, mas não foi o que aconteceu.
Costinha jogou perto dos centrais (esteve francamente mal o numero 6 da selecção), com Petit e Deco a formarem a base de um triângulo. Petit apareceu com a missão de dar equilíbrio nas transições defensivas, apoiando nas dobras e auxiliando Costinha, sem contudo aparecer no terreno excessivamente recuado. No entanto, Petit não é um médio de transição e mais uma vez ficou bem patente a incompatibilidade com Costinha, uma vez que a equipa ficou “vazia” de ideias, sem qualquer capacidade de transição, obrigando Deco a jogar demasiadamente longe de Nuno Gomes, e com o luso-brasileiro a ter um grande desgaste na procura excessiva da bola em terrenos muito recuados.
O “mágico” Português, á partida, teria como função a organização do Futebol ofensivo Portugues, apoiando Nuno Gomes ou em alternativa arrastando as marcações para a ala esquerda abrindo espaço para o médio de transição aparecer vindo de trás, algo que Petit nunca conseguiu.
Na frente, Nuno Gomes apareceu sempre demasiadamente sozinho, perdendo-se no meio da defensiva polaca. Apesar das constantes movimentações e procura de bola, Nuno Gomes viu-se muito desapoiado ..o que lhe impossibilitou de fazer aquilo que melhor sabe, jogar em tabelas de costas para a baliza, e aparecer no espaço.
Simão na ala esquerda também não teve grande sucesso, tendo sido anulado com alguma facilidade pelo lateral polaco.
Na direita, Ronaldo foi uma sombra de si mesmo. Cabia-lhe a função de procurar desiquilibrios, quer aparecendo mais no apoio a Nuno Gomes, quer na procura de flanquear o jogo. A verdade é que o jogo não saiu bem ao jovem talento portugues, e a equipa nacional ressentiu-se de isso mesmo.
As mexidas
Scolari demorou a mexer na equipa.
A perder por 1-0 não seria lógica mudanças imediatas, mas logo a seguir ao segundo golo polaco exigia-se mexidas e acertos ..algo que Scolari nunca fez.
Demorou a analisar o jogo, e só ao intervalo procurou mudar.
E a primeira alteração demonstra de forma clara o arrependimento do seleccionador nacional em apostar em 2 jogadores (no miolo) de características quase exclusivamente defensivas.
Retirou o apagado e fora de forma Costinha, lançando Tiago.
Ora Petit recuou para trinco, com Tiago a aparecer como médio de transição, permitindo a Deco jogar mais á frente, num maior apoio ao ponta de lança e procurando as segundas bolas. Contudo salienta-se ,mais uma vez, a colocação de Deco. Pareceu sempre excessivamente posicionado á esquerda do meio campo nacional.
Por outro lado, Scolari pediu a Ronaldo um posicionamento mais interior de forma a aparecer como segundo ponta de lança sempre que possível.
Aos 67m a substituição esperada, natural..mas demasiadamente retardada.
Nani entra para o lugar de Petit, ocupando a ala direita.
Scolari altera o sistema táctico, apostando num 4x4x2 que se desdobrou diversas vezes num 4x2x4. Com Nani e Simão nas alas, Ronaldo junta-se a Nuno Gomes no centro do ataque, com Deco e Tiago a repartirem tarefas no meio campo.
Mas onde estão as rotinas de jogo neste sistema táctico? Onde estão as rotinas do plano B?
Aos 82 minutos, sai o fatigado e algo desinspirado Deco para dar lugar a Maniche. Foi a tentativa de refrescar o meio campo, sem grandes alterações estruturais significativas.
Conclusões
O discurso pouco ambicioso de Scolari ,antes da partida, acabou por se reflectir na forma como abordou o jogo.
Uma equipa receosa, com dificuldades nas transições ofensivas e sem qualquer tipo de ligação ao ponta de lança.
A falta de soluções também foi evidente, e fica patente o erro de Scolari em não ter chamado logo á partida um outro ala, e na ausência de Hugo Almeida por lesão …um outro avançado. É inconcebível Scolari contar apenas com uma solução ofensiva no banco de suplentes.
Por outro lado, as alterações tardaram e não foram as mais indicadas.
De qualquer forma, a “culpa não morre solteira”, uma vez que foi notório o sub rendimento de alguns atletas da selecção e a grande dependência da selecção na capacidade de transição de Maniche, que estranhamento foi apenas utilizado durante 10 minutos.
Portugal sai derrotado sem apelo nem agrado, e adivinha-se uma campanha de qualificação complicada.
8 anos depois, a selecção das quinas perde numa fase de qualificação.
Os russos gelaram....

Estádio: Jorge Sampaio
Espectadores: 8.000
Árbitro: Pieter Vink
Portugal: Paulo Ribeiro, Filipe Oliveira, Amoreirinha, Manuel da Costa e Miguel Veloso, Organista e João Moutinho, Yannick, Diogo Valente, Varela e Vaz Té.
Treinador: José Couceiro Jogaram ainda: Hélder Barbosa, João Moreira e Ruben Amorin
Russia: Khomich, Cherenchicov, Taranov, Kolesnikov e Nababkin, Pavlenko, Shiskin, Rebko e Eschenko, Denisov e Savin
Treinador: Aleksander Borodyuk Jogaram ainda: Torbinsky, Dantsev e Vorobyeb
situações embaraçosas para os defesas da equipa russa, e foi assim que Vaz Té teve a primeira grande oportunidade de golo da partida ao cabecear ao lado, após centro de Diogo Valente. Os russos começaram a ficar nervosos, e à passagem da meia hora de jogo, o árbitro holandes assinala grande penalidade a favor de Portugal, castigando mão na area de Cherenikov, no entanto o lance é duvidoso. Moutinho, chamado a marcar, não desperdiçou e deu a primeira alegria aos 8 mil presentes. As coisas começaram a ficar mais complicadas para os forasteiros, quando já perto do intervalo, Kolesnikov, vê o vermelho directo após entrada dura sobre Diogo Valente. Os russos sentiram a expulsão e o golo sofrido e tremeram. Já nos descontos, Varela poderia ter ampliado a vantagem, depois de Komich ter deixado de passar a bola. No entanto o avançado português não chega a bola.
, na tentativa de impedir que a bola chegasse ao atacante luso, acaba por introduzi-la na propria baliza. Portugal estava em vantagem pela primeira vez na eliminatoria e agora teria que ter bastante espirito de sacrificio para aguentar este resultado. Até ao fim, Portugal controlou por completo as operações, no entanto os russos tentaram sempre marcar o golinho que lhes daria nova vantagem, sem no entanto, o conseguirem. No final da partida os jogadores russos protestaram com o árbitro, devido ao tempo de compensação, pois acharam que três minutos foi muito pouco.10 de julho de 2006
Portugal termina em 4º lugar
Portugal terminou a sua participação no Campeonato do Mundo num honroso 4º lugar. Apesar de ter ficado com a impressão de que poderia ter sido alcançado uma outra posição, o certo é que este quarto lugar premeia uma geração de jogadores que durante bastante tempo deu tudo pela nossa selecção. Jogadores como Figo e Pauleta, que ontem puseram um ponto final nas suas carreiras internacionais, saem pela porta grande e com o sentido de dever cumprido.
O jogo de ontem poderia ter tido outro resultado. Tanto Alemanha, como Portugal, efectuaram um jogo bastante emocionante. Foi um jogo digno de uma final. Portugal demonstrou uma frescura física que não tinha demonstrado frente a França. Talvez se o tivesse feito não estaria a disputar este “rebuçado” dado pela FIFA.
Scolari apresentou um onze com algumas mexidas, fruto das lesões de Miguel e Figo e o castigo de Ricardo Carvalho. Assim, na baliza esteve Ricardo, a defesa foi constituída por Paulo Ferreira na direita, Nuno Valente na esquerda e Meira e Ricardo Costa no eixo, Costinha, Maniche e Deco no meio do terreno, Simão, Cristiano Ronaldo e Pauleta no ataque.Klinsmann apresentou um onze também com algumas alterações, tendo
desta feita, dado a oportunidade a Oliver Kahn de alinhar de inicio. Este seria também, o ultimo jogo do guardião pela selecção germânica. Assim a Alemanha apresentou Kanh na baliza, Lahm, Metzelder, Nowotny e Jansen na defesa, o meio campo foi constituído por Kehl, Frings, Scheneider e Schweinsteiger, na frente Klose e Podolski.Os germânicos entraram melhor, e pressionaram logo de inicio os portugueses, que acabaram por recuar no terreno, fruto de uma maior força no miolo do terreno, onde Kelh e Frings estavam à vontade, e conseguiam servir Klose e Podolski com algum perigo. Logo no início do
jogo, os alemães reclamaram uma grande penalidade, por suposta mão na bola de Nuno Valente apos um remate forte de um alemão. Portugal respondeu e Deco criou a primeira situação de perigo, furando a defesa e cavando uma falta à entrada da área, que Simão bateu não muito longe da baliza de Kahn. Portugal equilibrou as coisas à passagem do quarto de hora, e durante alguns minutos conseguiu empurrar a Alemanha para o seu meio campo. Neste período, Pauleta teve nos pés o primeiro golo português, aos 15 minutos quando apareceu isolado frente a Kahn, mas não conseguiu bater o guardião. Portugal continuou a exercer alguma pressão,
pois os extremos iam sendo as melhores unidades, e Deco mostrou uma maior predisposição do que no jogo com a França. No entanto Portugal foi perdendo esse domínio, o que voltou a dar aos alemães o controlo do jogo. Até ao intervalo nada de relevante se passaria. No reatamento da partida o descalabro. Em cinco minutos o sonho de igualar 1966 desmoronou-se aos pés de um jogador: Schweinsteiger. A fazer lembrar o Euro 2000, noite em que Sérgio Conceição despedaçou esta mesma Alemanha, o jovem extremo pegou na bola, fugiu pelo corredor esquerdo, flectiu para o meio e desferiu potente remate que surpreendeu tudo e todos. A bola tomou uma trajectória que apanhou Ricardo em contrapé e anichou-se na baliza portuguesa. Era o primeiro golo alemão e a primeira explosão de alegria no Gottlieb-Daimler, em Estugarda. Portugal tentou reagir, mas o extremo não deixou. Cinco minutos volvidos, o jogador alemão ganha uma falta que o próprio bate, o pontapé saiu forte e pelo caminho encontrou o pé de Petit,
entrado ao intervalo a substituir o amarelado Costinha, tendo desviado a bola para o fundo das redes, sem que Ricardo nada pudesse fazer. Nesta altura o sonho estava quase desfeito, e os alemães exultavam de alegria, tanto nas bancadas, como no relvado. Neste período, Portugal reagiu e voltou a pegar no jogo, tendo nos pés de Deco a primeira oportunidade para reduzir a diferença, mas Kahn opôs-se, desviando para canto. Scolari mexeu novamente na equipa e aos 69 minutos retirou Nuno Valente e fez entrar Nuno Gomes, numa aposta claramente atacante. Aos 70 minutos, Pauleta teve novamente o golo nos pés, mas não conseguiu desfeitear o guarda-redes germânico. Com Portugal a tentar reduzir a desvantagem,
sem no entanto ter ideias, Scolari lançou Figo, talvez para a despedida do capitão. Tirou Pauleta e Figo ainda não se tinha posicionado devidamente no terreno, quando mais uma vez Schweinsteiger rematou forte de fora da área, fazendo o 3-0. A equipa resignou-se e aos 88 minutos, Figo centrou para o mergulho de Nuno Gomes, fazendo assim um bom golo e reduzindo para 3-1. Até ao final, os jogadores portugueses ainda acreditaram que seria possível, mas já jogavam com o coração e não conseguiram alterar o marcador.
Portugal saboreou mais uma vez o travo amargo da derrota, depois de ter perdido na meia-final com a França por 1-0. Fica a ideia que estes números são um pouco exagerados, em função daquilo que a selecção portuguesa jogou nos 92 minutos de jogo.
O Melhor do jogo.
Sem duvida que este título vai para Schweinsteiger. O extremo alemão voltou dos balneários com o intuito de destruir o sonho português, de alcançar o terceiro lugar. E qual Panzer alemão, passou por cima de toda a selecção e fez dois grandes golos de belo efeito e ainda obrigou Petit a introduzir a bola na sua própria baliza. Fez lembrar a noite endiabrada de Sérgio Conceição no Euro 2000.O Pior do jogo
É difícil encontrar o pior do encontro. Penso que o pior tenha sido mesmo o resultado, que me parece um pouco pesado para aquilo que a selecção nacional fez durante os 90 minutos. Portugal apresentou-se com uma boa condição física o que proporcionou um bom espectáculo. Apenas pecou na finalização, pois Pauleta teve por duas vezes o golo nos pés, surgindo outras tantas vezes na frente de Kahn.O Árbitro
Esteve razoável. Sem deslumbrar, o certo é que também não complicou. Como bom japonês, Toru Kamikawa, fez da correcção o seu cartão de visita e controlou o jogo de uma maneira justa. Exibiu cinco cartões amarelos, todos eles justificados e terá tido um ou dois lapsos durante todo o jogo. Uma actuação razoável de um árbitro que surpreende por ter sido nomeado para uma meia-final depois de ter aparecido apenas por duas vezes nesta fase final. 6 de julho de 2006
E acabou o sonho……

O jogo começou com as duas equipas expectantes. Estudaram-se mutuamente, o que acabou por tornar o jogo um pouco enfadonho. Scolari fez alinhar o melhor onze português, com Ricardo na baliza, a defesa foi constituída por Miguel na direita, Nuno Valente na esquerda, Meira e Ricardo Carvalho no centro. O meio campo foi constituído por Costinha, Maniche e Deco no vértice. A frente de ataque ficou a cargo de Cristiano Ronaldo, Figo e Pauleta.
Por seu turno Domenech fez alinhar Barthez na baliza, Sagnol na esquerda, Abidal na direita, Gallas e Thuram no centro. O meio campo foi constituído por Vieira e Makelelé com Zidane mais adiantado, na frente Ribery, Malouda e Henry.O jogo, como já disse, teve alturas em que foi enfadonho, o que fez com que não tivesse sido um grande jogo. A atesta-lo, a ausência de grandes oportunidades de golo de ambos os lados. A França acabou por começar um pouco mais perigosa, com um remate cruzado logo nos primeiros minutos, por parte de Malouda. Portugal respondeu, com Deco a rematar de zona frontal, obrigando a uma estirada do guardião francês. Pauleta acabou por chegar atrasado à recarga. As equipas acabaram por explorar o contra-ataque,
situação que surge do grande rigor táctico a que assistimos das duas partes. Foi numa dessas situações que Henry ganhou posição, depois de ser desmarcado por Zidane, e conseguiu “sentar” Ricardo Carvalho, que acabaria por tocar o jogador francês na sequência da queda. Jorge Larrionda não teve dúvidas e assinalou para a marca da grande penalidade. Zidane não se inibiu perante a presença de Ricardo e bateu forte para o golo. Portugal reagiu de uma forma pouco ambiciosa, não imprimindo muita velocidade no
ataque. Já perto do intervalo uma situação duvidosa na área de Barthez. Centro de Figo do lado direito, Cristiano Ronaldo divide o lance com Sagnol que põe a mão nas costas do português. O arbitro nada assinalou, mas o certo é que houve contacto entre os jogadores, ficando por decidir a velha questão da intensidade. O intervalo chegava, com a sensação de que se poderia ter jogado mais.No reatamento nada de novo. Portugal entrou na mesma toada, um jogo lento, cansado, mesmo aquilo que interessava aos franceses. O meio campo continuava sem ideias, Deco quase não
apareceu, Maniche também passou despercebido, o que fez com que o jogo não fluísse. Os franceses abdicaram por completo de atacar, preferindo ficar na contenção do ataque português. Se a imprensa francesa estava preocupada com as trapaças e o teatro dos portugueses, devem agora estar sumamente preocupados com o anti-jogo praticado pelos “bleus”. A oportunidade mais flagrante dos franceses pertenceu a Henry, que conseguiu ganhar a Meira, rematando com força. Ricardo opôs-se bem, mas deixou passar a bola por baixo do corpo. Ainda bem que estava desenquadrado com a baliza. Depois deste lance o perigo não voltou a rondar a baliza lusa.
A partir deste momento a equipa portuguesa tomou conta do jogo, mas não foi eficaz na construção de jogo. Pauleta continua a ser uma unidade a menos no ataque, e apenas se viu perto da meia hora, quando conseguiu, numa nesga de espaço dada por Thuram, alvejar a baliza de Barthez. Muito pouco para que é o melhor marcador de todos os tempos da nossa selecção. Scolari começou então as substituições, embora a primeira tenha sido forçada, devido à lesão de Miguel. Para o seu lugar entrou Paulo Ferreira. Depois foi mesmo o ponta de lança a sair, para dar lugar a Simão. Uma substituição habitual, mas que nada de novo trouxe ao ataque português. Mais tarde entrou Postiga, mas desta vez para o lugar de Costinha, aqui sim, uma aposta mais atacante do treinador português. No entanto pouco resultou, pois Postiga também não esta no melhor momento.A equipa continuou a pressionar a defesa francesa, mas o certo é que Thuram e Gallas são intransponíveis pelo jogo aéreo, o mais utilizado pelos portugueses, e Abidal e Sagnol mostraram-se acertados. Domenech entretanto também mexeu na equipa, e tirou Henry, Malouda e Ribery, para fazer entrar Gouvou, Wiltord e Saha.
À semelhança do jogo com a Inglaterra, Portugal não efectuou praticamente nenhum remate de fora da área, nem procurou criar situações que levassem a marcação de livres directos, tendo bons executantes em campo. Cristiano Ronaldo, o mais inconformado dos portugueses, cavou a única falta perigosa perto da área francesa, que ele próprio marcou, obrigando Barthez a uma
defesa difícil, tendo mesmo largado a bola, o que proporcionou a melhor oportunidade de golo português, tendo Figo falhado a recarga final. Até ao fim os portugueses dominaram territorialmente, mas sem assustar a impávida defesa
francesa.Mais uma vez o sonho ficou-se por isso mesmo, perante uma equipa francesa que fez valer a experiência dos seus elementos para chegar a final. Sendo assim só resta aos portugueses conseguir atingir o terceiro lugar, no sábado em Estugarda, frente à Alemanha.
O Melhor do jogo
É difícil escolher o melhor jogador do encontro, pois a mediocridade reinou nos 22 jogadores. Ainda assim destaco Zidane, pois foi ele que fez o passe para Henry cavar o penalti, marcou o golo e tem trazido a França às costas, principalmente nesta segunda fase da prova.
Aqui tenho que destacar o colectivo de ambas as equipas. Foi um jogo muito táctico, enfadonho, que acabou por favorecer os franceses, principalmente depois do golo marcado. Não houve velocidade de nenhuma das equipas, para isso também devera ter contado o desgaste já existente, mas nem a motivação de jogar uma meia-final alterou essa situação.O Árbitro
O árbitro esteve bem. Embora em algumas situações tenha favorecido os franceses, principalmente em pequenas faltas a meio campo, o certo é que as grandes decisões do encontro, na minha opinião, foram bem ajuizadas. O penalti sobre Henry, parece justo. O toque de Ricardo Carvalho é suficiente para derrubar o atacante francês, pois os movimentos são contrários. No lance de Ronaldo, talvez o mais duvidoso, parece-me que também ajuizou bem, pois apesar de haver contacto, parece-me que o Cristiano também se aproveitou do facto. Ricardo Carvalho viu um amarelo que o deixa de fora do jogo de Estugarda, mas aqui o juiz também esteve bem, pois a falta é merecedora do cartão. Errou apenas ao não mostrar o cartão a Vieira, ainda no primeiro tempo, quando este impediu um contra-ataque perigosíssimo dos portugueses. Não foi por aqui que Portugal não venceu o jogo.As substituições
Não fosse a lesão de Miguel a obrigar à entrada de Paulo Ferreira e os jogadores a entrar em campo teriam sido os mesmos. Talvez aqui esteja o único ponto negativo desta caminhada. Pauleta foi desde o jogo com Angola, claramente uma unidade a menos no ataque português. Fica a impressão que este jogador não é talhado para as grandes competições. Foi assim em 2002 na Coreia, embora tenha marcado 3 golos à Polónia, o certo é que não existiu nos outros 2 jogos, foi assim no Euro 2004, competição em que não marcou nenhum golo e tem vindo a ser assim neste mundial. O seu substituto, Hélder Postiga, também não tem justificado a chamada ao onze, ficando então Nuno Gomes como terceira opção, tendo apenas actuado 15 minutos contra o México. Talvez se justifica uma oportunidade ao jogador no jogo do 3º e 4º lugar.
O substituto habitual, Simão, sempre que entrou imprimiu mais velocidade ao ataque. No entanto esta substituição de Pauleta por Simão acaba por se tornar ineficaz, pois se a vantagem de ter Simão é baseada no facto de ganhar mais velocidade nas alas, surgindo mais cruzamentos para a área, pois Simão ganha muito bem as linhas para depois centrar, ela acaba por ser perdida, pois não há ninguém na área para corresponder aos cruzamentos efectuados, ficando a impressão que o consequente movimento de Cristiano Ronaldo para a posição de Pauleta se torna ineficaz perdendo-se uma referencia de área, pois embora Ronaldo tenha boa impulsão e bom jogo aéreo, não tem o poder de choque que um ponta de lança tem. A substituição de Costinha por Postiga denotou mais ambição, pois retirou um médio mais defensivo para reforçar a frente de ataque, passando a jogar em 4x2x4, com Simão e Figo nas alas e Postiga e Ronaldo na frente. Só que Postiga também não esta num bom momento, pois tem passado sempre ao lado dos jogos que tem feito. A entrada de Paulo Ferreira foi forçada, uma vez que Miguel saiu lesionado.
4 de julho de 2006
Portugal-França Mais um jogo de história
Estas duas selecções já se defrontaram por 21 vezes e o saldo é claramente favorável aos “bleus”, totalizando 15 vitórias, tendo empatado apenas por uma vez, cabendo a Portugal cinco vitórias.
De todos estes jogos, apenas dois têm cariz oficial. De resto são todos jogos amigáveis ou de preparação para alguma competição importante.
Estes jogos oficias, correspondem aos Campeonatos da Europa de 1984, disputado na França, e que foi vencido pelos locais, e no Bélgica/Holanda em 2000, que foi vencido curiosamente também pela França.
Pode-se dizer que a estatística sorri claramente aos franceses, mas também já sorria aos ingleses, e isso não impediu que fossem derrotados. Se quisermos levar a superstição mais à seria, podemos constatar que sempre que a França defrontou Portugal na meia-final de uma competição, saiu vencedora. Aconteceu em 84 e aconteceu em 2000.
O jogo de 84 foi um dos mais emotivos de história dos confrontos entre as duas equipas. A França tinha uma das melhores selecções de sempre, onde despontava jogadores como Platini, Fernandez, Giresse, Tigana ou Lacombe. Portugal tinha Bento, Jordão, Nené e sobretudo um miúdo chamado Chalana.
Portugal ficou integrado no grupo 2 e dividia-o com a Espanha, finalista vencido, a RFA, detentora do troféu e a Roménia. Depois de ter surpreendido ao empatar no primeiro jogo com a RFA a zero, seguiu-se mais um empate, desta feita com nuestros hermanos e uma vitoria por 1-0 frente aos romenos, o que fez com que Portugal totaliza-se 4 pontos, os mesmos dos espanhóis, perdendo apenas no goal average, o que determinou que nos classificasse-mos em 2º lugar e defrontar o 1º classificado do grupo 1. Esse 1º classificado foi a França, que passeou no grupo, tendo vencido os três jogos, totalizando 6pts e 9 golos marcados contra apenas 2 sofridos, o que dizia bem do poderio gaulês.
A meia-final disputou-se no Estádio Velodrome, em Marselha, e como seria de esperar a França adiantou-se no marcador, quando Domerge marcou de livre directo aos 25 minutos. Já toda a gente festejava a vitória francesa, e Jordão a 15 minutos do fim, marcou o golo da igualdade, levando o jogo para o prolongamento, perante o olhar incrédulo dos franceses. E o prolongamento começou da melhor forma, pois Jordão voltaria a marcar na sequência de um centro da direita de Chalana. Estavam decorridos 8 minutos de jogo. Só que o futebol gaulês foi mais forte e a pressão exercida pela equipa da casa foi crescendo, Portugal começou a recuar e Domerge voltaria também ele a marcar, fazendo assim o seu segundo golo e o segundo francês. O balde de água fria chegou aos 119 minutos, mesmo antes do apito final Platini fez o 3-2, para gáudio dos da casa, contrastando com o desespero dos portugueses, que tinham visto instantes antes Nené falhar o golo. Fica para historia a quase coroação de Chalana como melhor jogador do torneio, titulo atribuído a Platini, pelos 9 golos marcados na prova.
Em 2000 a historia foi mais ou menos a mesma. Na 1ª competição organizada por dois países diferentes, Bélgica e Holanda, Portugal integrava o Grupo A, um dos mais fortes, senão o mais forte. Os restantes países eram a Inglaterra, a Alemanha e novamente a Roménia. Depois de um jogo épico frente aos ingleses (mais um!) que depois de estarem a vencer por 2-0, viriam a ser derrotados por 2-3, com golos de Figo, João Pinto e Nuno Gomes, a selecção venceria a Roménia com um golo de Costinha já nos instantes finais, e levaria de vencida a Alemanha com uma vitoria concludente por 3-0, com os golos a serem todos apontados por Sérgio Conceição. Portugal acabaria assim na 1ª posição com 9pts, seguido da Roménia com 4. Para trás ficaram surpreendentemente a Inglaterra e a Alemanha.
A França por seu turno integrou o Grupo D, com a Holanda (um dos anfitriões), a Rep. Checa e a Dinamarca. Os franceses vinham da ressaca do Campeonato do Mundo de 98, realizado precisamente na França, que se sagrou vencedora, acabou por começar bem a prova, vencendo a Dinamarca por 3-0, seguindo-se a Rep. Checa por 2-1, perdendo depois com a Holanda por 2-3. Com estes resultados os gauleses acompanharam os holandeses na passagem à fase seguinte, tendo-se classificado no segundo lugar com 6pts.
Franceses e portugueses voltaram-se a encontrar nas meias-finais da competição, depois de terem afastado nos ¼ Espanha e Turquia respectivamente.
Tal como em 84, nas duas selecções despontavam grandes valores, como Figo, Nuno Gomes, Sérgio Conceição ou Rui Costa, pelos lusos, Henry, Barthez, Vieira ou Zidane pelos franceses. O jogo decorreu em Bruxelas, e Portugal foi o primeiro a marcar por intermédio de Nuno Gomes aos 16 minutos de jogo. Depois deste golo, Portugal passou a dominar o encontro até ao intervalo, sem no entanto voltar a marcar. O intervalo caiu bem aos franceses, que logo no reatamento fizeram o golo da igualdade através do inevitável Henry. O jogo foi para o prolongamento, que decorria no sistema de morte súbita, depois renomeado de golo de ouro. E esse golo de ouro sorriu aos franceses, depois de Abel Xavier ter metido inocentemente a mão à bola, já dentro da pequena área. Encarregue da marcação da grande penalidade, Zidane não falhou e apurou os “bleus” para mais uma final de uma grande competição internacional. Tal como em 1984, antes deste lance decisivo, Sérgio Conceição tinha tido uma oportunidade flagrante para terminar com a partida. Depois do golo estalou a polémica, pois Abel Xavier, Paulo Bento e Nuno Gomes foram severamente castigados pela UEFA, com o primeiro a cumprir 7 meses de castigo e os outros dois 6, por alegadamente ter agredido e desrespeitado o arbitro e o fiscal de linha que viu a mão de Xavier. Tal como em 84, Figo perdeu o título de melhor jogador do torneio para Zidane.
Os restantes jogos resumem-se a amigáveis, que ajudam a criar uma estatística altamente desfavorável aos portugueses, tanto mais que já não vencemos a França desde 1975. Daí para cá, 7 jogos e outras tantas derrotas. Mas como o futebol não é só estatística, há que jogar e dar tudo por tudo para vencer e chegar a final de Berlim e esta selecção tem tudo para conseguir esse feito histórico. Depois… Logo se verá. Mas seria espectacular Portugal ser Campeão Mundial.
Histórico dos jogos entre Portugal e França.
18/04/1926 França-Portugal 4-2
16/03/1927 Portugal-França 4-0
29/04/1928 França-Portugal 1-1
24/03/1929 França-Portugal 2-0
23/02/1930 Portugal-França 2-0
28/01/1940 França-Portugal 3-2
14/04/1946 Portugal-França 2-1
23/03/1947 França-Portugal 1-0
23/11/1947 Portugal-França 2-4
20/04/1952 França-Portugal 3-0
24/03/1957 Portugal-França 0-1
11/11/1959 França-Portugal 5-3
03/03/1973 França-Portugal 1-2
26/04/1975 França-Portugal 0-2
08/03/1978 França-Portugal 2-0
16/02/1983 Portugal-França 0-3
23/06/1984 França-Portugal 3-2
25/01/1996 França-Portugal 3-2
22/01/1997 Portugal-França 0-2
28/06/2000 França-Portugal 2-1
25/04/2001 França-Portugal 4-0
Equipas do França-Portugal de 1984
França: Bats, Batiston, Le Roux, Bossis e Domerge, Tigana, Fernandez e Giresse, Platini, Didier Six e Lacombe
Portugal: Bento, João Pinto, Lima Pereira, Eurico e Álvaro Magalhães, Jaime Pacheco, Frasco e Sousa, Diamantino, Chalana e Jordão
Equipas do França-Portugal de 2000
França: Barthez, Thuram, Blanc, Desailly e Lizarazu, Deschamps, Vieira e Petit, Zidane, Anelka e Henry
Portugal: Vítor Baia, Abel Xavier, Fernando Couto, Jorge Costa e Dimas, Vidigal, Costinha e Rui Costa, Sérgio Conceição Figo e Nuno Gomes.
3 de julho de 2006
E Portugal já está nas meias-finais!!
Depois de mais um jogo impróprio para cardíacos, a nossa selecção conseguiu mais um feito histórico, ao qualificar-se para as meias-finais do Campeonato do Mundo, ao fim de 40 anos. Depois dos magriços em 66, esta selecção volta a atingir um lugar entre as 4 melhores selecções a nível mundial. Scolari e os seus rapazes provaram mais uma vez que só com muita humildade e trabalho, se atingem os resultados necessários. Mas vamos ao jogo propriamente dito.Nesse campo, as duas selecções fizeram um jogo muito cauteloso, chegando por vezes a ser táctico de mais, para o valor de ambas as equipas. Embora compreensível, pois estávamos num jogo a eliminar e numa fase adiantada da prova, onde qualquer precipitação pode custar a passagem a fase seguinte, o certo é que se esperava mais, devido aos bons valores individuais de ambos os conjuntos.
Scolari fez alinhar de início Tiago ao lado de Maniche, em vez de Simão, mantendo Figo
encostado à ala direita e dando de novo a faixa esquerda a Cristiano Ronaldo, depois de este ter estado em dúvida durante quase toda a semana. No meio campo, Petit substituiu o expulso Costinha e a defesa manteve os quatro pilares, Miguel, Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente. Na frente Pauleta era o artilheiro de serviço, enquanto que Ricardo continuou a defender, e bem, as redes nacionais.Do lado inglês, Eriksson jogou com Robinson, Neville, Terry, Ferdinand e Ashley Cole, Hargreaves, Beckham, Gerrard, Lampard e Joe Cole, na frente Rooney.
O jogo começou com a Inglaterra no comando, tal como acontecera em 2004. Os médios portugueses não conseguiam sair a jogar, fruto da grande pressão exercida pelos jogadores ingleses que roubavam todos os palmos de terreno existentes. Só aos 11 minutos, Portugal chegou com relativo perigo à baliza de Robinson, depois de Ronaldo ter pegado na bola e ter rematado forte, ainda de fora da área. No minuto seguinte, o golo esteve nos pés de Tiago. Falta batida da direita do ataque português, Neville oferece a bola a Tiago, que distraído, não consegue fazer o remate. A partir deste momento o jogo ficou um pouco mais equilibrado, mas com os ingleses a espreitar o contra-ataque sempre com algum perigo. O intervalo chegou sem que as equipas tivessem desfrutado de uma flagrante oportunidade de golo.
No reatamento, uma contrariedade para Eriksson, que acabaria por quase ser determinante no desfecho do encontro. Beckham foi substituído logo aos 52 minutos, e para o seu lugar entrou Lennon. Este jogador veio trazer uma dinâmica diferente ao jogo, pois a velocidade imprimida por este jogador foi impressionante e muito trabalho deu a Nuno Valente. Alias, as jogadas mais perigosas do conjunto inglês, saíram dos pés deste jogador. Aos 62 minutos
, uma enorme contrariedade no conjunto inglês. Rooney é expulso depois de ter calcado nas partes baixas, Ricardo Carvalho. Horácio Eliozondo, que estava a escassos metros do lance, não teve dúvidas e deu ordem de expulsão ao jogador inglês. A partir deste momento, o jogo partiu-se e Scolari fez a primeira substituição, tirando Pauleta, que tinha estado perdido durante todo o encontro no meio dos centrais ingleses e fez entrar Simão, passando Ronaldo a ocupar o lugar de ponta de lança. Eriksson respondeu, tendo feito entrar a torre Peter Crouch, para o lugar de Joe Cole, passando a jogar em 4x4x1.Depois deste momento, Portugal passou a dominar numericamente e territorialmente o jogo, implantando-se quase por completo no meio campo inglês. Scolari mexeu mais duas vezes, fazendo entrar Hugo Viana e Postiga, para os lugares de Tiago e Figo respectivamente. Antes de
sair o capitão português proporcionou a defesa da tarde a Robinson, quando da cabeça da área rematou em jeito, com selo de golo, vendo o guardião inglês voar, para com uma palmada evitar o golo português. Este domínio revelou-se infrutífero, pois os portugueses não tiveram a clarividência necessária para tentar fazer mais remates de fora da área, e não foi por falta de executantes, pois em campo estavam Maniche, Petit e Hugo Viana, que rematam muito bem de meia distância. A Inglaterra já no fim dos 90 minutos, teve soberana oportunidade para matar o jogo, mas Terry não acertou no alvo. O prolongamento chegou em boa hora para os ingleses, que conseguiram aguentar durante mais 30 minutos as investidas portuguesas. Já no fim do prolongamento Maniche teve nos pés o golo da vitória, mas atirou por cima.
Nas penalidades, mais suspense. Depois de Simão ter marcado muito bem o seu penalti, Ricardo começou a sua epopeia. Defendeu o remate de Lampard,
que em dois anos não tinha desperdiçado nenhum, viu depois Hugo Viana atirar ao lado, por pouco não defende o de Hargreaves, volta a ver mais um desperdício, desta feita de Petit, mas consegue depois defender o remate de Steven Gerrard, e o de Carragher, para depois exultar com o golo de Cristiano Ronaldo. Pelo meio, Postiga, desta vez sem o pontapé a Panenka, também bateu Robinson.No fim da partida o desalento dos jogadores ingleses contrastava com o ambiente de festa dos portugueses, que ao fim de quatro décadas chegam novamente as meias-finais de uma grande competição. Os ingleses confirmam a regra de nunca vencer um jogo que acabe no desempate por grandes penalidades. Para a história fica o registo de Ricardo ser o primeiro guardião num mundial a defender três grandes penalidades no mesmo jogo.
O Melhor do jogo
Nesta matéria, ao contrário da FIFA, que escolheu Hargreaves (!), eu escolho Ricardo. É certo que o médio inglês fez uma bela partida, tendo tido alguns bons apontamentos, mas Ricardo foi o garante da passagem dos portugueses à fase seguinte e alem de ter defendido três grandes penalidades, entra na história precisamente por esse facto.O Pior do jogo
Aqui tenho que destacar Wayne Rooney. Complicou sobremaneira a vida à sua selecção, depois de mais um acto irreflectido, ao calcar Ricardo Carvalho, mesmo nas barbas do árbitro. Significativa das dificuldades que iriam esperar os ingleses, foi a atitude de Gary Neville, que logo que foi exibido a cartão vermelho ao jovem atacante, correu na direcção do banco, berrando com Beckham, para que este, na qualidade de capitão de equipa desse um raspanete ao jogador.O Arbitro
Completamente despercebido. Neste jogo Horácio Eliozondo confirmou que é um dos melhores árbitros a actuar no torneio. Apenas quatro amarelos, dois para cada lado, e um vermelho, todos justificados. Passou ao lado das pressões da imprensa inglesa, que queriam fazer dos jogadores portugueses uns bárbaros batoteiros.O Resto da jornada.
Alemanha-Argentina
Os quartos de final começaram na sexta-feira, com o Alemanha-Argentina e o Itália-Ucrânia.
O primeiro jogo pôs frente a frente dois campeões mundiais, e grandes candidatos à vitória final, reavivando a final do Itália 90, daí ter sido considerado como uma final antecipada. Este foi um dos jogos mais tácticos destes quartos, pois na primeira parte apenas houve uma oportunidade clara de golo, a pertencer aos anfitriões, com Ballack a cabecear não muito longe da baliza de
Abbondanzieri. A Argentina entrou expectante e a jogar no erro dos alemães, erro esse que apenas se veio a verificar no reinicio da partida, quando Klose não acompanhou Ayala na sequencia de um pontapé de canto, permitindo ao defesa argentino chegar primeiro e abrir o activo. O mais interessante é que o remate do golo foi o primeiro efectuado pelos argentinos em toda a partida. Pekerman surpreendeu um pouco ao fazer entra Tevez para o lugar de Saviola e ao não ter feito entrar Léo Messi nem um minuto dos 120 disputados. Os argentinos, com mais posse de bola, não foram tão eficazes como tinham sido contra a Servia e Montenegro, e a um quarto de hora do fim da partida, o treinador tentou guardar a vantagem, fazendo entrar Cambiasso para o lugar de Riquelme, tirando assim o pouco de criatividade que o meio campo sul americano tinha demonstrado. Naturalmente houve um recuo dos argentinos, muito bem explorado por Klinsmann, que antes desta substituição já tinha feito entrar Odon
kor para o lugar de Scheneider, dando mais profundidade ao lado direito alemão, para depois fazer entrar Borowski para o lugar do Schweinsteiger. A Alemanha passou a dominar e a pressionar mais perto da baliza de Léo Franco, que entretanto tinha substituído o lesionado Abbondanzieri, e a 10 minutos do fim dos 90, Klose faz a igualdade. Jogada de Ballack pela esquerda, centrando para o centro da área onde Borowski desvia, encontrando no caminho Klose, que fuzila por completo o desamparado Franco. O jogo ia para prolongamento, mas antes disso Lucho Gonzales, teve uma boa oportunidade para desfeitear Lehmann, no entanto a jogada seria invalidada por fora de jogo de Tevez. No prolongamento nada de relevante, tendo-se seguido a lotaria das grandes penalidades, com a curiosidade de nenhuma equipa ter ainda perdido nesta forma de desempate. A sorte sorriu aos alemães, que mais frios conseguiram apontar 4 grandes penalidades contra duas dos argentinos. Ayala, o marcador do golo sul-americano e Cambiasso, falharam para os alvicelestes.
No fim grande confusão, com os argentinos a travarem-se de razões com os responsáveis alemães, sem no entanto se saber bem porquê. Deste desentendimento, Cufre saiu expulso, por ter agredido o alemão Mertesacker.
Itália-Ucrânia
Os italianos, acusados de pôr em pratica o catennacio, golearam a estreante Ucrânia. O resultado final foi de 3-0 com os italianos a adiantarem-se no marcador logo aos 6 minutos apontado por
Zambrotta. Os ucranianos foram uns dignos vencidos, e nunca baixaram os braços, tendo e
stado muito perto da igualdade aos 50 e aos 57 minutos, através de remates de Gusin. Os estreantes viram a vida mais complicada, quando na sequência de uma jogada perigosa, que levou Buffon a tirar a bola encima da linha de golo, viram o contra-ataque venenoso, acabar em golo. Foi aos 59
minutos e o autor foi Luca Toni, que assim se estreia a marcar na competição. Aos 69 minutos a Itália matou o jogo, em mais um excelente de Zambrotta, que arrancou da esquerda, dando depois a Toni a oportunidade de bisar, precisando apenas de encostar para o fundo das redes do desamparado Shovkovskyi.
Os jogadores italianos cumpriram a promessa e dedicaram a vitória a Gianluca Pessoto, ex-internacional italiano que na passada terça feira caiu de um segundo andar, nos escritórios da Juventus, local de trabalho do ex-jogador, estando no ar a tentativa de suicídio. Na volta de honra ao Estádio de Hamburgo, os jogadores da Azzurra sustentaram uma bandeira onde podia ler-se: Pessottino siamo com te (Pessotto estamos contigo.)
Com esta vitória, a Itália atinge a oitava presença em meias-finais da competição, e vai defrontar a Alemanha, procurando assim o tetra, depois de já ter vencido em 1934, 1938 e 1982.
Brasil-França
Deste jogo sairia o adversário de Portugal nas meias-finais da competição. E
contra todas as contas, o adversário será a França.
Os velhinhos, como a imprensa gaulesa catalogou os seus seleccionados, deram uma lição de futebol aos brasileiros, com o avô Zidane na batuta. O jogador, que já anunciou o fim da carreira quando acabar o campeonato do mundo, quer chegar a Berlim e se possível fechar com chave de ouro, uma carreira já de si, bem brilhante. Quanto ao jogo, propriamente dito, apenas uma equipa esteve em campo e essa foi a França. O Brasil foi uma sombra de si próprio, como alias em todos os jogos já disputados, e não foi capaz de criar uma única jogada de perigo em todo o primeiro tempo. A França ia-se chegando a frente e acreditando que num rasgo de sorte poderia bater
esta fraquíssima selecção brasileira, que deixou a impressão de que, caso tivesse um grupo mais experiente, teria ficado logo por ali…. Ronaldo não apareceu, Ronaldinho terá ficado em Barcelona? Kaka só jogou contra a Croácia? São enigmas que cabe agora a Parreira e companhia em conjunto com a imprensa e os 180 milhões de brasileiros, desvendar.
No segundo tempo, a Franca entrou decidida a marcar e Henry deixou o aviso logo na
reabertura, ao cabecear um tudo-nada ao lado da baliza de Dida. Mas ao
minuto 57 acertou mesmo. Livre apontado por Zidane da esquerda do ataque gaulês, Toda a gente a fugir para o centro da área e esqueceram-se de Henry que completamente sozinho apareceu na cara de Dida, batendo-o inapelavelmente. O Brasil esboçou uma ténue reacção, mas foi a França que poderia ter sentenciado o encontro, tivesse Ribery aproveitado a situação que teve aos 69 minutos, quando apareceu sozinho na cara de Dida. Até ao fim apenas um remate perigoso de Ronaldo de fora da área, mas bem controlado por Barthez.
Assim a França consegue chegar novamente às meias-finais, onde vai defrontar Portugal,
procurando um lugar na final de 9 de Julho em Berlim.
Os brasileiros voltam para casa, cabisbaixos, e de certeza à procura de explicações para tamanho eclipse de uma selecção que contem dos melhores
executantes da modalidade. Ao fim de 11 jogos o Brasil volta a perder um jogo num Mundial, depois de ter sido derrotado em 1998, na final do Mundial de França e por esta mesma selecção gaulesa.
Para registo, desde 1990, que os canarinhos não caíam numa fase
adiantada da prova, tendo na altura sido derrotados pela Argentina nos oitavos de final, por 1-0 com golo de Caniggia a 10 minutos do fim da partida.

