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30 de janeiro de 2013

José Veloso não chega ao primeiro jogo e já tem substituto

Mozer será o terceiro
treinador esta época
José Veloso, treinador que foi contratado para substituir Paulo Gentil no Candal, nem sequer chegou a fazer um jogo pelos gaienses. Contactado pelo blog, o técnico referiu motivos pessoais para não poder ficar mais tempo à frente dos candalenses, elogiando contudo, o pouco tempo que esteve no clube: "Foi muito porreiro, impecável, o Candal é um clube com excelentes condições, mas não cheguei a acordo por questões pessoais, uma vez que a hora a que começavam os treinos colidiam com a minha vida profissional fora do futebol. Sai do Candal a bem, os jogadores são sensacionais e tenho a certeza que iria fazer um bom campeonato", reforçou José Veloso.
O Candal, treinado por Paulo Sousa no passado domingo, acabou derrotado pelo São Martinho por duas bolas a zero, mas hoje será apresentado o novo treinador, o terceiro desta temporada, que será Mozer, que enquanto jogador representou, entre outros, o Sp. Braga, o Leixões ou o Rio Ave, e enquanto treinador esteve à frente do Pedras Rubras na última época, clube que também representou no início da sua carreira.

20 de dezembro de 2012

Convívio jovem em Perosinho no próximo sábado


Decorrerá no próximo sábado, a partir das 9h30, o Convívio FutJuvenil 2012, que contará com a presença de equipas do FC Porto, Sp. Braga, Leixões e Perosinho/Academia Viva, nos escalões de Petizes, Traquinas, Benjamins e Infantis de futebol de 7, reunindo cerca de 300 crianças. O evento estará a decorrer até perto das 16h30.

26 de dezembro de 2010

Entrevista com: Pedro Fanisca (Canidelo)

Pedro Fanisca ainda é júnior de primeiro ano da equipa do Canidelo, mas já actua pelos seniores, tendo já apontado alguns golos importantes. O jogador está em foco, pois para a próxima época fará parte dos quadros do Sp. Braga, embora ainda na equipa júnior, onde já esteve durante o mês de Outubro a prestar provas. Nesta entrevista, o jogador aborda a sua rápida chegada aos seniores, bem como a experiência vivida em Braga, mas também mostra total confiança na conquista da Série 1 da 1ª Distrital por parte do Canidelo. A não perder!!


A Bola é Redonda (ABR) - Pedro Fanisca, ainda és júnior de primeiro ano, mas já actuas pelos seniores. Como aconteceu essa situação?

Pedro Fanisca (PF) - Bem aconteceu que o treinador que está a trabalhar com a equipa sénior do Canidelo este ano, já andava a ver o meu trabalho nos juvenis e gostou daquilo que viu. Depois, a direcção chamou-me para perguntar se eu queria fazer parte do plantel sénior, porque o treinador Lé Santos queria apostar em mim e eu aceitei.


ABR - O Canidelo está a atravessar um bom momento. Pensas que é desta que a equipa lidera até ao fim do campeonato?

PF - Sim. O primeiro lugar já ninguém nos tira, tenho a certeza disso. Vamos acabar o campeonato com dez pontos de avanço do segundo, que neste caso, para mim, será o Serzedo.


ABR - Até ao momento, qual foi o adversário mais difícil que já defrontaram?

PF - Todos os adversários que temos no campeonato são dificeis.


ABR - Surpreendeu-te o facto do Desp. Portugal rivalizar com vocês durante algum tempo?

PF - Sim, têm boa equipa, mas nós não merecíamos a derrota, mas antes um empate, porque os árbitros que arbitraram esse jogo foram uma vergonha.


ABR - Sei que estiveste em Braga a efectuar testes. Como surgiu essa possibilidade?

PF - Viram que eu tinha valor e uma pessoa com quem me dou muito bem, que se chama Gomes, falou com alguém ligado à Macron, para ver se conseguia ir la fazer uns testes. Esse senhor foi-me ver jogar ao Senhora da Hora e gostou. Depois falou com um dos directores dos juniores do Braga e fui la fazer os testes e viram que eu tinha valor.


ABR - Vais seguir para lá já ou apenas no final da época?

PF - Em principio sim. Já na próxima época.


ABR - Foi a primeira vez que foste a um clube prestar provas ou já tinha acontecido anteriormente?

PF - Foi a primeira vez, porque não tinha ninguém que me levasse a prestar provas a outros clubes. Mas sei que já andavam clubes interessados, embora não tivesse possibilidades de ir fazer os testes.


ABR - Que tipo de condições encontraste quando lá chegaste?

PF - Todas as condições que um clube grande pode ter.


ABR - Achas que o Canidelo é o candidato mais forte à subida ou ainda vai ter que discutir com alguém?

PF - Sim, acho concerteza que o Canidelo é o candidato mais forte da nossa série e não vai ser preciso discutir com ninguém o primeiro lugar, porque já nenhum clube da nossa série nos consegue tirar de lá.


ABR - Por último, queria que deixasses uma mensagem aos leitores do blog e adeptos do Canidelo.

PF - Queria já agradecer o apoio que os nossos adeptos nos estão a dar nos jogos fora e em casa, e que vamos ser campeões.
Um abraço para si pela oportunidade de fazer a entrevista.
 
 
 

13 de novembro de 2007

Sp. Braga 3-0 Sporting CP

Estádio: Municipal de Braga
Árbitro: Carlos Xistra


Sp. Braga: Paulo Santos, João Pereira, Paulo Jorge, Rodriguez e Carlos Fernandes, Roberto Brum, Frechaut e Jorginho, Zé Manuel, Linz e Wender.
Treinador: António Caldas. Jogaram ainda: Stelvio, Hussaine e João Pinto


Sporting: Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Izmailov, Romagnoli e João Moutinho, Yannick Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Purovic, Pereirinha e Had


A noite de domingo foi aziaga para o Sporting. Acabou derrotado por 3-0, frente a um Braga que deve ter efectuado o melhor jogo da temporada. Com este resultado agudiza-se uma crise, que os dirigentes leonino teimam em não aceitar.


Quando o Sporting entrou em campo, o jogo do Benfica ainda decorría, pelo que não sabiam o resultado final. Mas isso pouco importava, tendo em conta a exibição pálida que os leões fariam. A equipa de Bento, foi a mesma do confronto com a Roma, com Yannick e Tiago a manterem o lugar no onze. A exibição é que foi diferente.
Do lado do Braga, António Caldas, no último jogo á frente da equipa pois Manuel Machado será o senhor que se segue, efectuou algumas mexidas, tendo surgido Carlos Fernandes no lugar do lesionado Cesar Peixoto, Andrés Madrid cedeu o seu lugar a Roberto Brum e Frechaut apareceu no lugar de Vandinho, que cumpre castigo federativo.
Quanto ao jogo, o Braga foi inteiramente superior em toda a partida. O Sporting foi uma sombra do jogo de Alvalade frente à Roma, com Yannick a ser o espelho de uma equipa algo moribunda e com falta de confiança. Por seu turno, o Braga impriu um forte domínio no jogo, tanto territorial como na posse de bola, com Tiago a brilhar logo nos primeiros minutos, ao parar um remate perigoso de Carlos Fernandes. Minutos depois, foi a vez do ferro da baliza, segurar remate de Jorginho. O Sporting deixou-se cair nesta teia montada por Caldas, com Roberto Brum a dominar um meio campo leonino desinspirado e a distribuir jogo nos homens mais adiantados do ataque. A total falta de entrega ao jogo ficou patente no minuto 26, quando Frechaut cabeceou à vontade, sem oposição de ninguém para golo. Estava feito o 1-0. Depois do golo espareva-se uma reacção do Sporting, que até surgiu, mas muito ténue. Mais bola, mais dominío no terreno de jogo, mas pouca inspiração na hora do remate (poucos) e pouca critividade na procura de ocasiões de golo.

Após o intervalo, Paulo Bento recorreu ao plano alternativo, retirando Ronny e descaido Polga para o corredor esquerdo, fazendo entrar Purovic, passando a jogar em 3x4x3, mas mais uma vez sem a inspiração e criatividade necessárias, para bater uma bem organizada equipa do Sp. Braga, que defendendo à zona, nunca deu espaços aos jogadores do Sporting para pensar o jogo. E foi precisamente do lado esquerdo da defesa, onde estava Polga que surgiram os dois golos que mataram o jogo, com Wender em destaque, contra a ex-equipa. Fabricou a jogada que deu em golo de Roland Linz, sem demérito para o avançado, que trabalhou muito bem a bola dentro da área leonina, aproveitando uma desconcentração da defesa e depois voltou a estar em foco minutos mais tarde, no lance do terceiro e vistoso golo de Jorginho, fazendo o centro que permitiu ao jogador emprestado pelo FC Porto matar o jogo. Isso também percebeu Paulo Bento, que voltou ao início retirando Yannick e fazendo entrar Had para esquerda da defesa do Sporting. O resultado não se alterou, mas Tiago também contribuiu para isso, evitando um golo certo de Jorginho, na marcação de um lívre directo. Até ao fim, o Sporting pouco ou nada fez na procura de um golo que atenua-se tamanho desastre, mas não conseguiu. No final, Paulo Bento resignado, apenas conseguiu dizer que os jogadores não foram dignos de representar o Sporting. E não foram.

30 de outubro de 2007

JORGE COSTA SAI DO SC BRAGA!


O Sp. Braga anunciou há momentos a rescisão de contrato com o técnico Jorge Costa. Depois do empate frente à Naval 1º de Maio, na 8ª jornada da Liga 2007/08, o presidente António Salvador reuniu-se com o treinador e comunicou-lhe a decisão.

Aqui fica o comunicado do Sp. Braga:
«A SAD do S. C. Braga prescindiu do técnico Jorge Costa. Após o jogo com a Naval, o presidente António Salvador, reuniu-se com o técnico e depois de uma pequena conversa, comunicou-lhe a decisão, imediatamente aceite e entendida pelo treinador. As exibições menos conseguidas e os resultados verificados, nada condizentes com os objectivos e pergaminhos do clube, estiveram na base desta decisão. No entanto, a SAD do S. C. Braga não pode deixar de agradecer o brio profissional e a dedicação ao clube demonstrada por Jorge Costa durante o tempo em que serviu o S. C. Braga. O trabalho da equipa foi entregue provisoriamente aos técnicos-adjuntos.»

3 de agosto de 2007

BRAGA (PLANTEL E MERCADO)



Presidido por António Salvador, o Braga tem-se consolidado como o quarto grande do futebol português a nível de resultados, beneficiando, além dos seus próprios méritos, de um autêntico auto-flagelamento de clubes como o Boavista ou o Guimarães. Para 2007-08, o comando técnico estará a cargo de Jorge Costa - Aloísio será adjunto -, falando-se nas hostes bracarenses em superar a classificação da época passada e talvez começar a sair da enorme sombra causada pelos três grandes. Um objectivo ambicioso, de concretização muito incerta, mas louvável. O futebol português só terá a ganhar com a presença de clubes com condições para ombrear com FC Porto, Sporting e Benfica. Panorama da turma arsenalista nesta altura:


Reforços:

Kieszek: guarda-redes polaco de 23 anos, ex-Polónia Varsóvia, foi contratado numa altura em que a continuidade de Paulo Santos não era ainda segura. Com a permanência do internacional português, não será fácil ao jovem polaco garantir a titularidade. Vem para trabalhar e esperar por uma oportunidade.

- Vítor Hugo: jovem defesa saído dos júniores do FC Porto, procura prosseguir a carreira num clube onde possa ter mais chances de jogar e evoluir como jogador. Com 19 anos, tem ainda imensa margem de progressão e veremos que tipo de aposta fará em si o técnico bracarense. Mas será complicado conquistar um espaço de relevo.

- Anilton Júnior: central brasileiro de bom valor, mostrou credenciais no Aves na temporada passada, levando os minhotos a avançarem para a sua contratação. Perante a fortíssima concorrência de Paulo Jorge e Rodriguez, deverá constituir-se como alternativa aos prováveis titulares.

- César Peixoto: depois de uma experiência frustrante no Espanhol, em que passou grande parte do tempo lesionado, o ex-portista regressa ao futebol nacional para trabalhar com um treinador que o conhece bem. É uma opção para lateral-esquerdo e será concorrente directo de Carlos Fernandes. Em condições normais, talvez Peixoto leve vantagem nesta luta particular. Precisa de um rumo para a sua carreira, ou então começa a ser um daqueles casos perdidos tão frequentes.

- Bruno Tiago: transita do Gil Vicente e é uma excelente aposta para reforçar o sector intermédio. A recuperar de uma grave lesão, pode ser uma garantia de qualidade na importante tarefa de recuperar a bola e iniciar a transposição para o ataque. Uma opção credível.

- Roberto Brum: médio brasileiro vindo da Académica, é um dos reforços mais sonantes do defeso minhoto. Há três temporadas em Portugal, teve sempre um rendimento bastante positivo e chegou mesmo a ser falado como hipótese para um clube grande na época passada. Vai ter de se habituar, todavia, a fazer das tripas coração pois a disputa interna por um lugar promete ser feroz.

- Zé Manel: proveniente do Boavista, este é indiscutivelmente um dos melhores reforços para esta temporada. Extremo rapidíssimo e de boa técnica, conta já com várias épocas de experiência na 1ª Liga. Apesar dos seus 32 anos, o seu futebol objectivo e prático continua intacto e tem tudo para ser titular absoluto na banda direita.

- João Tomás: regressa a Braga após o empréstimo ao Al Rayyan, do Qatar. Internacional português, é um jogador raro no nosso futebol, pelas suas características de homem de área. É detentor de um currículo apreciável e pode aspirar a ser primeira opção para o ataque. Em teoria, chegará, pelo menos, à dezena de golos.

- Halleson: avançado brasileiro de apenas 18 anos, tem aqui a sua primeira aventura na Europa. Passará por um normal processo de adaptação a uma futebol bem mais exigente e dificilmente se afirmará num clube com tantas ambições. De qualquer forma, não deixa de ser uma incógnita e até pode ser que surpreenda pela positiva.

- Jair Baylón: mais um jovem de 18 anos, este proveniente dos peruanos do Alianza Lima. A sua situação é idêntica à de Halleson. É mais um vindo da América do Sul à procura da sorte.

- Lenny: médio-ofensivo de 19 anos, vem emprestado pelo Fluminense e diz-se que tem uns pés magníficos. Fã do grande Romário, tem bastante cartel no Brasil e chega como uma das maiores esperanças dos adeptos arsenalistas para 2007-08. Oxalá seja uma boa revelação do campeonato, tão precisado de jogadores que empolguem o público e o chamem para os estádios.

- Kazeem: é um jovem centrocampista nigeriano e vem do Fulham. Completamente desconhecido, é como o melão, só depois de aberto é que se tiram conclusões.

- Yasser Hussain: companheiro de equipa de João Tomás no Al Rayyan em 2006-07, Hussain é um médio armador de jogo e consta que é muito dotado tecnicamente. A ver vamos como decorre a sua adaptação e se consegue aguentar a concorrência de homens mais traquejados.

- João Pereira: quando tudo indicava que iria permanecer no Gil Vicente, a ida de Luís Filipe para o Benfica possibilitou o salto novamente para a liga principal e logo para um clube de topo. O jovem português é um lateral-direito raçudo e bastante ofensivo. Tem qualidades para se firmar no onze.

- Jaílson: avançado brasileiro de 26 anos, chega à cidade dos arcebispos cedido temporariamente pelo Benfica, no âmbito da transferência de Luís Filipe para a Luz. Na última temporada actuou nos russos do Rubin Kazan e, segundo António Salvador, trata-se de um complemento para os restantes atacantes do plantel. Desconheço o seu valor.


Saídas:

- Luís Filipe: foi vendido ao Benfica por 500 mil euros. Bom encaixe ou nem por isso? Talvez pudesse ter valido um pouco mais, mas Salvador afirmou ter sido o negócio possível. Uma coisa é certa: Luís Filipe é dos melhores da liga na sua posição e os encarnados ficam claramente bem servidos. Nélson tem enfim um concorrente de respeito.

Nem: um dos bons centrais que por cá passaram, mas que atingiu o termo do seu prazo de validade. A sua substituição teve início ainda no decorrer da época passada com a aparição de Rodriguez. Jogará no Paraná e será lembrado pela qualidade e capacidade de liderança.

- Pedro Costa: lateral polivalente que pode actuar tanto na direita como na esquerda, ruma à Académica sem ter conseguido afirmar-se no Minho. É um jogador mediano e a sua partida não será muito notada.

- Ricardo Chaves: o médio regressa ao clube de onde saiu para Braga. Foi bastante utilizado na época passada, mas entendeu-se que a sua ligação ao clube tinha chegado ao fim. É um dos bons valores da nossa liga e continuará certamente a prová-lo nas margens do Sado.

- Andrade: o brasileiro pé-canhão pareceu-me ser um belo jogador na temporada transacta. Aquele maravilhoso golo em White Hart Lane ficou-me na retina e penso que se poderia afirmar como uma mais-valia importante. A opinião dos responsáveis bracarenses não foi no mesmo sentido e o médio canarinho rumou ao Vasco da Gama. Foi pena...

- Zé Carlos: o 'Zé do Gol' foi o melhor goleador do Braga no campeonato passado com 7 golos e um dos seus elementos mais cintilantes. Esta veia goleadora, aliada à forma generosa e combativa com que sempre actuava, fez dele um dos preferidos da massa bracarense. Sai para o Apoel Nicósia, do Chipre, decerto apenas por questões monetárias. Ninguém vai para o campeonato cipriota para progredir na carreira. Os seus 32 anos podem justificar tal opção.

- Diego Costa: chegou a falar como 'dragão' mas assinou pelo Atlético Madrid, continuando em Braga por empréstimo. Terminado esse período, parte em definitivo para o clube de Simão, Maniche, Costinha e Zé Castro. É tido como um grande talento, mas nada disso se viu na capital do Minho. Dificilmente vingará nos 'colchoneros'.

- Paíto: este é mais um daqueles com qualidade que vem adiando a sua confirmação. Não fez nada de positivo no Braga e tentará a sua sorte no futebol espanhol, no Maiorca... B! Arrisca-se a desaparecer do mapa futebolístico.

- Maciel: o extremo brasileiro retorna ao U.Leiria, o clube que o notabilizou para o futebol. No FC Porto foi uma sombra e no Braga também não confirmou totalmente o que de bom fizera no Lis. Volta ao ponto de partida na tentativa de relançar a sua carreira e, segundo ele, envergar novamente a camisola de um grande. Ainda irá a tempo?

- Chmiest: seguirá os passos de Zé Carlos em direcção ao Apoel Nicósia. Nada de interessante produziu no futebol luso e ninguém vai dar pela sua falta. Um verdadeiro fiasco.

- Bruno Gama: vinculado contratualmente ao FC Porto, o jovem talento ainda recentemente mostrou grande qualidade no Mundial sub-20. Transfere-se para o Setúbal, onde manterá a sua condição de emprestado. Poderia ser uma pedra influente na manobra do futuro Braga mas não terá havido muito interesse na sua continuidade. O Setúbal agradece.

- Cesinha: transferiu-se para o Rapid Bucareste, onde decerto viu as suas condições financeiras substancialmente melhoradas. Extremo-esquerdo bastante hábil e rápido, é uma perda valorosa para o clube, já que se constituiu como opção frequente para a equipa técnica.

- Davide: sai do Braga para assinar um contrato de três temporadas com a Naval. Olhado como uma boa promessa nacional, a afirmação plena ainda não foi alcançada e, como tal, precisa de jogar com mais regularidade para consumar esse objectivo. Tem aqui uma oportunidade que deve agarrar com unhas e dentes. Os bracarenses conservam 40% do seu passe.


Plantel actual (28 jogadores):

Paulo Santos, Kieszek, Dani Mallo, Ricardo, João Pereira, Vítor Hugo, Paulo Jorge, Rodriguez, Anilton Júnior, Carlos Fernandes, César Peixoto, Frechaut, Andrés Madrid, Roberto Brum, Kazeem, Bruno Tiago, Castanheira, Vandinho, Yasser Hussain, Stélvio, João Pinto, Zé Manel, Lenny, Wender, João Tomás, Jaílson, Halleson e Jair Baylón.


Notas e opiniões:

- O guardião Ricardo e o médio Stélvio são as apostas para a nova época saídas da formação bracarense. Vítor Hugo vem da formação portista e não é seguro que fique no plantel. Se receber guia de marcha, é capaz de ser aconselhável contratar mais um central, dado que três centrais para uma temporada longa e desgastante são insuficientes.

- Neste momento, a equipa apenas tem à disposição um lateral-direito, o reforço João Pereira. É incerto se a SAD estará a pensar adquirir mais uma unidade para essa posição específica. No entanto, se isso não vier a suceder, não há motivo para intranquilidade. A presença de Frechaut é uma garantia para suprir qualquer imprevisto.

- Paulo Santos continuará, se nada de anormal se passar, a ser dono e senhor das redes. A defesa é constituída por jogadores de qualidade inquestionável, inclusivé alguns com passagens pelos três grandes. João Pereira, Paulo Jorge, Rodriguez e César Peixoto são candidatos naturais a assumirem a titularidade. O meio-campo é possivelmente o sector mais categorizado e vasto em opções. Madrid, Brum, João Pinto ou Vandinho são apenas algumas e a luta por um lugar vai estar ao rubro. No ataque, João Tomás, Zé Manel, Wender e possivelmente Lenny prometem dar muitas alegrias aos adeptos.

- O jovem treinador Jorge Costa terá esta época a sua verdadeira prova de fogo. Com a possibilidade de iniciar a estação aos comandos da equipa, a responsabilidade acresce em comparação com a temporada transacta. É em 2007-08 que se vão começar a tirar ilações acerca da sua real valia enquanto técnico, estratega, condutor de homens e gestor de grupo. Tenho a impressão que poderá vir a ter uma carreira de sucesso mas vamos esperar.

- Se der sequência ao trabalho do ano passado, Jorge Costa apostará porventura no 4-3-3 como esquema primário. Nessa base, o plantel parece-me equilibardo e bem distribuído, mantendo-se então as tais interrogações acerca da necessidade de mais um lateral-direito e um central.

- Ainda assim, sinceramente não estou a ver o Braga a conseguir intrometer-se entre FC Porto, Sporting e Benfica. O plantel é bom e, repito, equilibrado, mas olhando aos dos crónicos candidatos, notam-se ainda enormes diferenças. Os orçamentos são incomparáveis e convenhamos que é complicado cambiar este 'status quo' nos tempos mais próximos. Não acho possível o Braga ir além do quarto lugar e, aliás, terá é de se precaver com os adversários que vêm de baixo. Há vários com valor e ambição e alguns bem perigosos.

17 de abril de 2007

SL Benfica 0-0 Sp. Braga

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 36.259
Árbitro: João Ferreira

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Nuno Gomes e Simão.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, Dérlei e Manú

Sp. Braga: Paulo Santos, Pedro Costa, Paulo Jorge, Frechaut e Carlos Fernandes, Castanheira, Vandinho e João Pinto, Cesinha, Davide e Chmiest
Treinador: Jorge Costa. Jogaram ainda: Luís Filipe, Diego e Andrade.

O Benfica pode ter dito adeus a luta pelo título, depois de mais um empate no jogo de ontém. com este resultado, aumenta para cinco os jogos sem vencer. A prioridade é agora o segundo posto.

Fernando Santos apostou no 4x4x2 em losango, dando a titularidade a Rui Costa pela segunda vez consecutiva. Simão foi o parceiro de Nuno Gomes na frente de ataque e Léo que tinha estado em dúvida para este jogo alinhou de início. Do lado do Sp. de Braga, Jorge Costa teve que fazer várias alterações, desde logo não podendo contar com Nem e com Zé Carlos, jogando nos seus lugares, Frechaut e Chimiest. Jorge costa apresentou a equipa do Braga num 4x2x3x1, que rápidamente se desdobrava num 4x3x3 em situações de ataque, com Vandinho e Castanheira como homens mais recuados e Cesinha e Davide no apoio a Chmiest. João Pinto jogou na posição de dez no apoio ao polaco.
O jogo começou com o Braga a tentar desde cedo chegar ao golo. Os primeiros minutos da partida pertenceram por completo aos bracarenses que foram criando algumas situações de golo, a primeira das quais logo no primeiro minuto, com Chmiest arematar de fora da área, depois~de se ter desenvencilhado de Anderson e Petit, com Quim a ter que se aplicar. Aliás, nos primeiros cinco minutos, o Sp. Braga teve quatro remates á baliza do Benfica, todos resultantes de situações de falhas de marcação do último reduto encarnado.
Depois de nova má entrada na partida, o Benfica foi aos poucos recuperando o controlo do jogo. Aos 9 minutos surge a primeira oportunidade de golo para os encarnados. Quim bateu o pontapé de baliza que caíu já perto da grande área adversária, com Frechaut a falhar o corte e Simão a não conseguir fazer o remate em boas condições acabando por rematar ao lado da baliza de Paulo Santos, já com a oposição deste. A partir do quarto de hora de jogo, o Benfica conseguiu finalmente tomar por completo conta do jogo e começou a criar algum perígo através de lances rápidos, e a Simão voltou a ter oportunidade de marcar, quando Nelson o desmarcou em profundidade pela direita do ataque e o capitão, mais rápido que o defesa adversário, conseguiu entrar dentro da área, mas o remate foi defendido por Paulo Santos para canto. Neste período o Benfica esteve por cima do Braga, e criou mais duas boas oportunidades, sempre por Simão. A primeira foi aos 20 minutos de jogo, com Simão a voltar a fugir a carlos Fernandes e centrar para o coração da área, tendo apanhado Nuno Gomes um nada adiantado. Dois minutos depois, novamente Simão, desta feita de lívre directo, com a bola a passar muito perto da trave de Paulo Santos, mas com o guardião a controlar. O Braga espreitou o contra-ataque sempre que pôde e aos 30 minutos, teve uma boa oportunidade de golo, depois de Nelson ter perdido mais uma vez a bola na zona de ataque encarnado, permitindo a Cesinha fugir com o esférico. A jogada foi algo confusa e terminou com um potente remate de Chmiest que passou muito perto da baliza de Quim. O Benfica, que só chegava á baliza de Paulo Santos através de remates de meia distância, voltou a ter uma ocasião de golo, com Karagounis a rematar de longe e Paulo Santos a desviar para canto. Já perto do intervalo, foi Petit a ter o golo nos pés, na marcação de um lívre directo em zona frontal, mas a bola saiu á figura de Paulo Santos. O intervalo chegou com o nulo no marcador, algo penalizante para o Benfica, que teve boas ocasiões de golo. O Braga, depois de uma entrada forte, aos poucos foi deixando o Benfica tomar conta do jogo, e com uma excelente organização defensiva, foi controlando os acontecimentos. Neste primeiro tempo de jogo, ficou patente alguma dificuldade do Benfica em articular jogo no último terço do Braga, optando quase sempre por futebol directo e remates de meia distância.

No início do segundo tempo, Fernando Santos fez entrar Mantorras para o lugar de Léo, que deve ter saído por problemas fisícos, uma vez que ele já tinha estado em dúvida para este jogo. Katsouranis passou para central e David Luiz ocupou a faixa esquerda da defesa. O angolano jogou na frente, apoiado por Simão e Nuno Gomes recuou para a posição de dez.
No entanto, foi o Braga que voltou a dispôr da primeira oportunidade de golo do segundo tempo, com João Pinto a ter tempo para tudo em zona frontal á baliza de Quim, mas na altura do remate, Katsisouranis opôs-se bem. O Benfica voltou a ter o comando do jogo, mas o futebol encarnado continuou lento, sem ligação e só de meia distância é que incomodava Paulo Santos, que na maioría das situações, apenas tinha que controlar a saída da bola.
A passagem dos 60 minutos, Jorge Costa teve uma contrariedade, com Pedro Costa a ter que ser substituido por Luís Filipe. A estratégia de Jorge Costa estava a resultar em pleno, muito por culpa do futebol do Benfica, que não era rápido nas transições ofensivas. Aos 65 minutos, Chmiest deu o lugar a Diego, e o Braga passou claramente a jogar para o empate. Fernando Santos respondeu, e retirou de campo Nuno Gomes, fazendo entrar Dérlei e passando jogar em 4x3x3, com a frente de ataque a ser constituida por Simão, Mantorras e Dérlei. Mas a toada de jogo foi a mesma. O Braga não chegou mais com perígo á baliza de Quim, e o Benfica instalou-se definitivamente no meio campo bracarense no último quarto de hora. A melhor ocasião do Benfica no segundo tempo, surgiu já nos últimos dez minutos da partida, com Simão a ir á linha centrar rasteiro e a apanhar Mantorras sozinho na área, mas o remate do angolano saiu ao lado do poste da baliza de Paulo Santos. Mantorras que voltou a dispôr de uma excelente ocasião para marcar minutos depois, mas voltou a rematar ao lado desta feita depois de boa iniciativa de Dérlei. Nos últimos cinco minutos da partida Fernando Santos voltou a mexer fazendo entrar Manú para o lugar de Nelson. O Benfica forçou e Karagounis teve uma excelente incurssão na área do Braga, fintando três defesas dos visitantes e na cara de Paulo Santos rematou a barra da baliza. Ja nos descontos Anderson ainda chegou a introduzir a bola na baliza de Paulo Santos, mas o lance foi anulado por fora de jogo do defesa benfiquista. Minutos depois o jogo chegou ao fim, com o nulo a manter-se e o Benfica a trasar-se ainda mais na corrida ao título e também na luta pelo segundo lugar, que agora é ocupado pelo Sporting.



O Melhor em Campo.

Na minha opinião, o melhor jogador em campo foi David Luiz. Não me canso de o mencionar como Melhor em Campo, pois tem sido uma agadável surpresa. Ontém voltou a surpreender-me, pois no segundo tempo jogou a lateral esquerdo e teve uma prestação notável, subindo pela linha e apioando Simão no ataque. Foi interessante vê-lo arrancar pela lateral e levar a bola sempre colada ao pé. Denotu também uma boa técnica e capacidade de passe bastante bom. No primeiro tempo, na posição de central, também esteve bem, principalmente na marcação a Chmiest.
Mas há também que destacar a exibição de Simão, que foi um dos mais inconformados no ataque encarnado. As três boas ocasiões de golo criadas na priemira parte surgem dos pés dele.
Do lado do Braga, há que destacar a exibição do irrequieto Chmiest, que ainda deu que fazer aos defesas encanrados. Teve nos pés as melhores ocasiões do Braga, logo a abrir o jogo, e depois á passagem da meia hora, quando rematou de primeira, a centro de um colega. Paulo Jorge e Frechaut, também estiveram em bom plano negando sempre qualquer tentatíva do Benfica pelo ar.

O Positivo do Jogo.

* O Benfica continua sem perder em casa para o campeonato, e também ainda mantém a invencibilidade na prova, depois da derrota em Braga, em Novembro último.

* David Luiz tem sido uma boa surpresa a central, mas ontém também demonstrou que pode ser alternativa a Léo na esquerda.

* Apesar de ter jogado para o empate, após dez minutos de bom futebol, o Braga demonstrou uma excelente organização e espirito de entreajuda entre os sectores, o que foi determinante para o nulo alcançado.

* Depois de quatro maus resultados e apesar de o jogo ser a uma segunda feira com transmissão televisiva, estiveram presentes no estádio mais de 35 mil pessoa.

O Negativo do Jogo.

* O Benfica aumenta para cinco, o número de jogos sem vencer, confirmando um mau momento da equipa.

* Incapacidade do futebol encarnado de ligação de lances de ataque, principalmente perto da área adversária, promovendo os remates de meia distância mas condenados ao fracasso.

* Ficou patente a falta de elementos que façam frente aos centrais adversários, o mesmo que dizer que existe falta de poder de choque na área adversária. O futebol lateralizado do Benfica, não tem seguimento após o cruzamento, pois não há ninguém para cabecear.

O Árbitro.

João Ferreira, esteve bem no jogo de ontém. Um jogo que também não teve casos difíceis de analizxar, e onde os jogadores colaboraram. Houve uma altura em que os nervos estavam a flor da pele para o lado dos encarnados, mas o árbitro geríu bem a situação. O lance do golo anulado ao Benfica foi bem ajuizado pelo árbitro auxiliar, existindo mesmo fora de jogo de Anderson. Na primeira parte, Simão reclamou uma grande penalidade, mas mais uma vez me pareceu acertada a decisão do árbitro em não marcar qualquer falta.

15 de dezembro de 2006

Taça UEFA - Sp. Braga 2-0 Grasshoppers

Estádio: Municioal de Braga
Espectadores: 11.048
Árbitro: Nikolay Ivanov (Rússia)



Sp. Braga: Paulo Santos, Luís Filipe, Paulo Jorge, Nem e Carlos Fernandes, Vandinho, Ricardo Chaves e João Pinto, Maciel, Wender e Zé Carlos.
Treinador: Rogério Gonçalves. Jogaram ainda: Cesinha, Castanheira e Marcel

Grasshoppers: Coltori, Sutter, Weligton, Denicola e Jaggy, Voser, Léon e Salatic, Roberto, António e Ristic.
Treinador: Krasimir Balakov. Jogaram ainda: Renggli, Blumer e Fletscher


O Sp. de Braga carimbou a passagem à fase seguinte da Taça UEFA, com um golo inventado por Camacho, aquando da sua passagem pelo Benfica. A raça e vontade dos jogadores bracarenses, foi premiada, no entanto o seu presidente queria mais apoio por parte dos associados.

A primeira parte deu-nos um Sp. de Braga um pouco nervoso, pois tinha a obrigação de vencer, caso quisese seguir em frente. Rogério Gonçalves, apresentou o esquema habitual de 4x3x3, com dois trincos, Vandinho e Ricardo Chaves, e João Pinto a jogar no vértice do triangulo, no apoio a Zé Carlos. Do lado dos suiços, o 4x3x3 com apenas um trinco, dava um pendôr mais atacante à equipa.
Talvês por causa do nervosismo, o futebol do Braga, foi um pouco atarantado, sem agressividade e mostrou uma finalização muito aquém do esperado e necessário, para garantir a passagem. Foi no entanto o Grasshoppers, ao minuto 12 que poderia ter marcado o primeiro da noite, numa jogada de entendimento entre Ristic e António tendo Paulo Santos correspondido com boa defesa. O jogo arrefeceu um pouco, com o Sp. de Braga a tentar deixar os suiços adormecerem, e a entrada para o último quarto de hora da primeira parte, a equipa de Rogério Gonçalves pressionou mais e terminou por cima da turma suiça, tendo no entanto desperdiçãdo algumas boas situações para marcar, por falta de pontaria. Já perto do final, os bracarenses queixaram-se de uma grande penalidade sobre Zé Carlos, mas fica a impressão que o atacante brasileiro é que faz falta no início da jogada, agarrando o central Weligton.

No segundo tempo, o Braga manteve o pendôr atacante os últimos minutos da primeira parte, e Zé Carlos voltou a ter algumas boas oportunidades de abrir o marcador, mas acabaria por não o conseguir, tendo no entanto entrado ele próprio pela baliza dentro, num lance em que toda a gente gritou golo. João Pinto continuava a carregar a equipa, com sucessivos cruzamentos e jogadas de grande nível, tendo conseguido, através da tecnica, libertar-se da marcação cerrada que lhe moveu Voser no primeiro tempo.
Aos 60 minutos, Maciel apontou um lívre, que mais parecia um canto curto, e encontrou João Pinto lívre de marcação na cabeça da área, com o ex-internacional português a rematar de primeira, sem hipoteses para Coltori. Este golo fêz lembrar os lívres introduzidos por Camacho, na altura em que esteve à frente dos destinos do Benfica, e tantas vezes copiado sem sucesso.
O Grasshoppers tentou responder e teve uma soberana oportunidade minutos depois do golo de João Pinto, mas Roberto Pinto, que se isolou quando a defesa bracarense parou a pedir um fora de jogo inexistênte, rematou frouxo e ao lado da baliza de Paulo Santos para descanço dos bracarenses presentes no estádio. O coração terá falado mais alto....
Já nos descontos, Castanheira apontaria o golo do descanço, depois de cruzamento de Luís Filipe e deu início à festa nas bancadas.

No final da partida, António Salvador falou aos jornalistas e esqueceu por completo a vitória histórica, para dizer que estava desiludido com a afluência de público ao Municipal, para um jogo de capital importância para o futuro do clube, entre outras coisas disse que "esperava mais do que os 9 mil adeptos presentes", tendo no entanto oficialmente terem sido dados 11 mil espectadores nas bancadas, e disse que "talvês o Braga precise de mudar de cidade, para Barcelos ou Guimarães, para ter mais apoio". A indignação do presidente continuou, dizendo que não admite ser "questionado por ninguem, caso venda algum jogador em Janeiro, ou no início de época", e terminou dizendo que "trabalhar assim não vale a pena. Dá que pensar".

4 de outubro de 2006

SC Braga 2 - 1 FC Porto

Estádio: Municpal de Braga
Espectadores: 13’740
Arbitro: Lucílio Baptista

SC Braga: Paulo Santos, Nem, Paulo Jorge, Carlos Fernandes, Madrid, Hugo Leal, Castanheira, Maciel, Luís Filipe, Wender, Marcel - Jogaram ainda: Maurício, Césinha, João Pinto
Treinador: Carlos Carvalhal

FC Porto: Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Ezequias, Paulo Assunção, Lucho, Raul Meireles, Quaresma, Anderson, Hélder Postiga – Jogaram ainda: Vieirinha, Alan, Lisandro
Treinador: Jesualdo Ferreira




A equipa da casa bateu o F.C. Porto por 2-1, num dos melhores encontros realizados até ao momento na Liga 2006/0. Apesar de ambas as equipas terem estado em acção durante a semana, o Braga para a UEFA e o FCP para a Liga dos Campeões.
Para o Sporting Clube de Braga foi sem dúvida o melhor: com garra, muita vontade de jogar, capacidade e iniciativa de remate!

Carlos Carvalhal manteve oito dos atletas que iniciaram a partida com o Chievo (Castanheira, Maciel e Marcel foram as novidades) e o Prof. Jesualdo Ferreira apostou em nove dos que entraram no onze inicial frente ao Arsenal (Ezequias e Raul Meireles entraram nos lugares de Ricardo Costa e Cech).

Logo nos minutos iniciais da partida o Lucho podia ter marcado o 1° para os “Dragões” mas o guardião bracarense Paulo Santos evitou o pior. E a partir desse lance o Braga reagiu bem e tomou conta do jogo onde obrigou Helton a muitas defesas.
Aos 26 minutos, com naturalidade e fruto de uma falha de marcação da defesa portista, Marcel aproveitou e rematou. O brasileiro fez aquilo que no SLB nunca conseguiu: marcar golos.
Este era então o melhor período do Sp. Braga. Atento à angústia, Jesualdo Ferreira abdicou de Paulo Assunção e fez entrar Lisandro. O Porto deu sinais de melhorias, mas era o Braga que continuava a lutar para marcar o segundo. E por surpresa, antes do intervalo Postiga marca de cabeça.

No segundo tempo Carvalhal decide renovar a enrgia e a ambição da sua equipa e manda entrar João Pinto e Césinha para os lugares de Wender e Castanheira. E minutos depois surgiu o golo de Luís Filipe, num excelente remate de fora da área. A perder, o treinador dos azuis & brancos colocou Vieirinha e, a seguir Alan. A baliza de Paulo Santos começou a ser “assaltada”, mas o marcador manteve-se inalterável. Os bracarenses venceram justamente e chegaram aos dez pontos, somente a dois dos líderes (F.C. Porto & Sporting).


MELHOR JOGADOR: Madrid

Palavras para quê? Caíu físicamente na segunda parte mas mesmo assim estava lá. Tem lugar em qualquer equipa do Mundo.


POSITIVO:

  • o SCB mostrou aquilo que vale, deu uma lição de futebol
  • um encontro espectacular e bom de se ver
  • Postiga: deu esperança ao FCP


NEGATIVO:

  • arbitragem
  • Césinha: muito lento do que habitual
  • um FCP muito apagado


ÁRBITRO:

Um dos árbitros mais fracos da nossa Liga, com uma política de compensações que nunca dá bons resultados, então em relação a dualidade de critérios na amostragem dos cartões, não há qualquer tipo de discusão: muito mau.

30 de setembro de 2006

Uefa Cup: Chievo 2 - 1 SC Braga

Estádio: Marc'Antonio Bentegodi
Espectadores: 6’500
Arbitro:Carlos Megia Dávila (Espanha)

Chievo Verona: Sicignago, Malagó, Mandelli, Scurto, Marcolini, Luciano,Sammarco, Zanchetta, Kosowski, Bruno, Tiribocchi - Jogaram ainda: Moro, Brighi, Godeas
Treinador: Giuseppe Pillon

SC Braga: Paulo Santos, Frechaut, Nem, Paulo Jorge, Carlos Fernandes,Madrid, João Pinto, Hugo Leal, Luís Filipe, Zé Carlos, Wender - Jogaram ainda: Maciel, Maurício, Césinha
Treinador: Carlos Carvalhal



A equipa minhota entrou a ganhar 2-0 no segundo jogo a contar para a 1° eliminatória da Uefa. Entrou com eficácia e a trocar "bem" a bola durante os primeiros 20-25 minutos, como poucas vezes fizeram ainda neste inicio de temporada (Liga Bwin).
Não houve o esperado sufoco inicial. Mas, em contrapartida, a equipa portuguesa não permitiu ao Chievo a criação de lances de perigo, com a excepção de dois ou três lances em que Frechaut permitiu cruzamentos de Kosowski junto à linha de fundo. Mas a falta de velocidade de Frechaut face a Kosowski começou a causar abalo na segunda metade da primeira parte... e custou um golo.
Curiosamente o Braga não pareceu muito perturbado com o golo sofrido, embora nesta fase a troca de bola não tivesse grande qualidade. De todo o modo, até final da primeira parte, oportunidades de golo para o Chievo... zero. Nós ainda tivemos um bom remate à meia volta por Zé Carlos.

Na segunda metade, Carvalhal fez entrar Maciel para o lugar de Hugo Leal, colocando Luís Filipe na defesa e Frechaut no meio-campo. O Sp. Braga entrou mais agressivo e criou duas boas oportunidades por Maciel e Wender (uma outra... pelo guarda-redes do Chievo). É certo que a troca de bola não era grande coisa (impressionante a quantidade de bolas perdidas por JVP apesar da sua entrega!), mas a equipa portuguesa esteve mais perigosa na frente. Quando Carvalhal resolveu apostar na velocidade de Césinha (para a saída de um anormalmente apagado Zé Carlos), sucede um erro incrível de Paulo Jorge (parecido com o que cometera na pre-época em Barcelos) que dá o segundo golo ao Chievo, que não tinha feito até então um único remate perigoso à nossa baliza. O jogo aí entrou num período louco, com alguma desorientação de parte a parte: expulsões, muitas perdas de bola, passes errados, etc..
A equipa minhota contudo, sem jogar bem, nunca se deixou inferiorizar pelo adversário. Mais: à medida que o tempo passava, parecia evidente que a nossa equipa estava mais fresca que o Chievo. O que se veio a confirmar no prolongamento. O domínio "vermelho e branco" era evidente e o golo surgiu com alguma naturalidade. O Braga podia depois ter feito algo mais pelo empate, que estava claramente ao alcance... Foi uma derrota com sabor a vitória!

O Melhor em Campo (estre aspas)

Wender foi o herói da eliminatória. No primeiro confronto, em Braga, o brasileiro marcou o segundo golo, que transmitiu alguma confiança para o jogo decisivo e na passada quinta-feira voltou a deixar a sua marca, garantindo a passagem à fase de grupos. Apesar de todo o empenho, de muito tentar remar contra as adversidades - leia-se evolução do marcador por parte dos italianos, revelando inconformismo através de remates de meia-distância, o esquerdino esteve algo distante do que pode e sabe fazer. Saiu logo após ter marcado o golo, em maca, lesionado, mas obviamente satisfeito com a estrelinha que iluminou o desvio de cabeça entre as torres adversárias.

O Positivo do Jogo

O Sp. Braga saiu da cidade dos eternos namorados (Romeu e Julieta), com o passaporte carimbado para a fase de grupos da UEFA, objectivo perseguido á três anos e após duas tentativas frustradas (Hearts & Estrela Vermelha), conseguiram – era muito importante; tanto a nível desportivo como financeiro.

O Negativo do Jogo

A equipa arsenalista demonstrou falta de atitude, agressividade, qualidade, personalidade e muitas saudades daquela equipa que fez uma brilhante pré-época; aquela equipa que quase sabia jogar de olhos fechados?!
Os jogadores jogam sem nexo nenhum, completamente atabalhoados e não se entendem uns com os outros, e isso pode-se ver na quantidade de passes falhados que fizeram durante todo o jogo.Só nos resta rezar e fazer fé que esta crise vá passar já neste inicío de semana...
Já para não falar do caso do Nem, que um jogador com a sua experiência, teve uma atitude de iniciado; uma autêntica palhaçada.

O Árbitro

Errou em pequenos erros técnicos, mas na acção disciplinar, em especial nas expulsões, esteve bem.