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30 de setembro de 2014

Filipe Ribeiro - "O balanço é bastante positivo"

Filipe Ribeiro faz um balanço positivo da sua passagem pelo Serzedo
 
Filipe Ribeiro, técnico que deixou recentemente o comando do Serzedo para integrar a equipa de Rui Quinta no Penafiel, falou em exclusivo ao A Bola é Redonda sobre a sua passagem pelos gaienses.
Em jeito de balanço, Filipe Ribeiro ficou satisfeito com a sua passagem pelo emblema gaiense: "O balanço é muito positivo. Conseguimos com um grupo de jogadores, muitos deles jogaram juntos pela primeira vez, criar uma equipa com uma identidade e competitiva. Andamos sempre nos primeiros lugares da tabela e somente nas últimas jornadas não conseguimos manter a regularidade", referiu o técnico aludindo à época de estreia do Serzedo na Divisão d'Elite Pro Nacional.
Vitória na Taça de Portugal também
se deve ao ex-técnico
Mas para além disso, o técnico conseguiu levar a equipa à vitória na Taça Brali, o que proporcionou a hipótese ao Serzedo de disputar a Taça de Portugal esta temporada. Filipe Ribeiro afirma que foi uma conquista bastante difícil e reitera o balanço positivo: "Conquistamos a primeira edição da taça Brali, que permitiu ao clube participar pela primeira vez na sua história na Taça de Portugal. Foi uma conquista difícil, mas merecida. Por isso só posso achar que o balanço foi muito positivo", refere. O Serzedo disputou no passado domingo o jogo da 2ª Eliminatória da Taça frente ao Vianense, equipa do Campeonato Nacional de Seniores, e escreveu mais uma página histórica na vida do clube ao eliminar os vianenses, seguindo em frente na competição.
Filipe Ribeiro já esteve
no Penafiel em 2008/09
O treinador abraçou um novo projecto, integrando a equipa técnica de Rui Quinta no Penafiel da Liga Zon/Sagres, onde irá desempenhar as funções de treinador-adjunto, algo que de resto, já havia feito com este treinador, regressando assim a uma casa que bem conhece. A estreia foi há duas semanas, na recepção ao Vit. Setúbal e os penafidelenses venceram os setubalenses por duas bolas a zero. Pelo meio, a equipa já disputou o jogo da primeira mão da 2ª Fase da Taça da Liga, frente ao Sp. Covilhã, onde perdeu por 3-1 e no passado domingo visitou o Moreirense, empatando sem golos. O técnico sabe das dificuldades que esperam o Penafiel nesta competição, mas acredita no sucesso, destacando a vitória sobre o Vit. Setúbal, a primeira para o campeonato: "Foi muito bom e importante entrar a ganhar. As expectativas são positivas. Temos consciência que teremos muito trabalho pela frente, mas acreditamos que podemos criar uma equipa competitiva e a lutar pelos objectivos pretendidos", disse. No Penafiel, Filipe Ribeiro irá encontrar Bruninho e Vítor Bruno, dois jogadores que já representaram clubes gaienses, tendo jogado juntos na época 2009/2010 no Candal.

Vitória do Serzedo na Taça Brali foi o maior feito de Filipe Ribeiro como treinador dos gaienses

Filipe Ribeiro está focado agora neste novo desafio e não pensa, embora não ponha de parte, num regresso ao Serzedo, deixando porém, vários elogios: "Nesta altura não penso nisso. Deixei um clube que me diz muito e com pessoas com quem vou ficar com uma ligação para sempre, mas no futebol não sabemos bem o dia de amanhã. Agora é concentrar-me neste desafio, com toda a determinação, e depois vemos o que o futuro nos reserva", afirmou, referindo também que não pensa ainda em apostar mais a fundo numa carreira como técnico principal: "Já estive nos dois papéis e agora voltei à função de adjunto, com alguém com quem já trabalhei muitos anos e a quem devo tudo no futebol. Como disse anteriormente, não sabemos o dia de amanhã. Para já vou estar nesta posição com a mesma determinação e entusiasmo que sempre estive. Não penso no que poderá vir a acontecer no futuro", concluiu o técnico.
O Penafiel recebe o Sporting no próximo sábado, às 20h15, com transmissão em directo na Sport Tv.

25 de maio de 2012

Nandinho - "Vão ter que correr mais que nós para nos ganhar"

Nandinho a festejar o golo frente ao Benfica na final da Taça de Portugal

O Modicus-Sandim recebe no próximo domingo o Sporting, em jogo das meias-finais do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de futsal. A realizar a melhor época de sempre, os gaienses estão entre as quatro melhores equipas do campeonato, depois de na fase regular terem terminado na terceira posição e de no início deste mês terem disputado a final da Taça de Portugal frente ao Benfica.
Um dos artífices desta boa campanha, Nandinho, jogador que recentemente alcançou a sua primeira internacionalização e marcou o seu primeiro golo ao serviço de Portugal, disse que a sua equipa irá abordar o jogo de forma tranquila, pois o Modicus já atingiu os seus objectivos: "Vamos jogar tranquilos com o Sporting. Já cumprimos os nossos objectivos para esta época e vamos divertir-nos neste jogo, mas com o intuito de fazer a vida negra ao Sporting e jogar para ganhar", disse o ala dos gaienses.
Na fase regular, o Sporting não conseguiu derrotar os gaienses, empatando a cinco golos em Loures e depois a três golos em Sandim, mas para Nandinho isso não será factor impeditivo para o Sporting tentar conquistar a vitória: "É um adversário fortíssimo. São jogadores experientes. Pode pairar na cabeça essa ideia, mas para nos vencerem terão que ter a certeza de que correram mais que nós. Este ano estamos bem e confiantes e temos a responsabilidade de deixar uma boa imagem", disse o melhor marcador do campeonato, com 37 golos apontados.
Nandinho revelou também que ainda não sabe o seu futuro. Devido à boa campanha individual, as propostas já forma surgindo, com o jogador a admitir todos os cenários, até a ficar mais uma época no Modicus: "Tudo pode acontecer. Vamos ter que aguardar. Felizmente tenho algumas propostas para sair, mas ficar também é uma possibilidade. Vamos ver", revelou o jogador que tem ainda o sonho de estar no Mundial da modalidade: "Cheguei à selecção graças ao trabalho. É um momento alto de cada jogador, representar o seu país. Temos as meias-finais para disputar, mas depois quero descansar, pois quero começar a próxima época como acabei esta, pois é um objectivo meu estar no Mundial", concluiu o jogador.
A partida entre o Modicus e o Sporting realiza-se então no próximo domingo, no Pavilhão do Modicus, com início marcado às 17h.

3 de abril de 2012

Nandinho - "Estou super contente"

Nandinho faz a sua estreia na convocatória para a Selecção Nacional de futsal

Fernando Leal, mais conhecido por Nandinho, foi finalmente chamado à Selecção Nacional de futsal pelo técnico Jorge Braz. A convocatória foi anunciada esta tarde e é referente ao jogo da segunda mão do play-off de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2012. No jogo da primeira mão, a Selecção Nacional venceu os bielorussos por 7-1, tendo praticamente a qualificação assegurada.
Nandinho, poucas horas depois de saber que tinha sido chamado, falou em exclusivo ao 'A Bola é Redonda' onde mostrou toda a sua satisfação pela chamada, numa altura em que até nem estava à espera: "Recebi a notícia com surpressa, pois desta vez não contava com a chamada. Fiquei super feliz, estou super contente e agora só me resta tentar ajudar naquilo que for possível", afirmou o ala dos gaienses, que cumpre a terceira época ao serviço do Modicus e lidera a lista dos melhores marcadores do campeonato com 33 golos marcados até ao momento.
Da surpresa à confirmação foi um ápice e questionado sobre o que terá mudado para o seleccionador o ter chamado, Nandinho acredita que esta foi a altura certa: "Acho que esta foi a altura certa. Tenho feito um bom trabalho no clube, também graças aos meus colegas de equipa, pois sem eles não estava aqui. Com certeza que o técnico estava à espera da altura certa e achou que seria agora", disse Nandinho.
Agora, espera pela primeira internacionalização, mas afirma querer ajudar seja onde for: "Vou para ajudar e vou tentar dar o meu contributo, nem que seja dentro das quatro linhas, no banco ou na bancada. Já é um prémio enorme estar entre os 14", disse.
Relativamente ao campeonato, o Modicus ocupa a terceira posição, dividida com o Leões de Porto Salvo, ambos com 46 pontos. No passado sábado o Modicus empatou a quatro bolas com esta equipa e perdeu uma oportunidade de se isolar na terceira posição. Para Nandinho, o cansaço esteve na base do empate, apesar de o Modicus ter dominado a primeira parte: "A primeira parte foi do Modicus e penso que o empate ao intervalo foi completamente injusto. Na segunda metade acusamos o cansaço, devido à série de jogos que temos tido e como não somos profissionais, acusamos mais isso, por isso os Leões foram mais fortes nesta fase", referiu o atleta, que diz também que a base do segredo da melhor época da história do Modicus, reside na alegria com que jogam: "Temos um grupo bastante unido e com qualidade. Jogamos com alegria e penso que é esse o segredo".
O próximo jogo está agendado para dia 8 de Abril e é a recepção ao Sporting, segundo classificado. Nandinho não espera facilidades: "Vai ser um jogo complicado. O Sporting é uma grande equipa e temos que entrar com a atitude dos últimos jogos. No entanto, confio que vai ser um bom espectáculo de futsal".
Sobre a final da Taça de Portugal, a disputar a 6 de Maio com o Benfica, Nandinho dá a mesma receita: "Sabemos das dificuldades que vamos ter, pois o Benfica é uma excelente equipa. Temos que conseguir equilibrar o jogo e estar atentos, pois o Benfica costuma entrar forte nos jogos. Mas nós também temos qualidade e vamos jogar para ganhar", concluiu Nandinho.

4 de março de 2011

2 Play Cup este fim-de-semana no Estádio Municipal da Lavandeira


Decorre este fim-de-semana no Estádio Municipal da Lavandeira, o 2 Play Cup, um torneio destinado à categoria de sub-15 (iniciados), com organização da empresa Events2Win. As equipas que fazem parte deste torneio são o Candal, o Benfica, Sporting e Boavista. Os jogos realiza-se na tarde de sábado, o Candal a defrontar o Benfica às 16h e o Boavista a jogar com o Sporting às 17h30. No domingo é dia de finais, com o apuramento de 3º e 4º lugares a decorrer às 9h30 e o jogo para definir o 1º e 2º classificados disputar-se-á às 11h. Podem consultar a página do evento aqui.
O 'A Bola é Redonda' associou-se a esta iniciativa da Events2Win e estará presente no torneio para fazer a cobertura do mesmo, garantindo às reportagens dos jogos da equipa Candalense e os lances mais importantes das outras partidas.
Nesse sentido, o blog entrou em contacto com Manuel Jorge, treinador da equipa de iniciados do Candal, que explicou ao blog como conseguiu garantir a manutenção da equipa na 1ª divisão Nacional e quais são os objectivos para este torneio.

Plantel e responsáveis do Candal que garantiram a manutenção na 1ª Divisão Nacional de Iniciados

Manuel Jorge referiu ao blog que chegou ao Candal "à 11ª jornada e a equipa tinha apenas três pontos somados. Encontrei um grupo com valor, mas muito desmotivado, uma equipa em baixo e que não acreditava nela própria", começou por referir o técnico. Manuel Jorge refere que teve que fazer um trabalho de recuperação psicológica, para a equipa acreditar ainda ser possível garantir a permanência no escalão nacional: "Depois de algum tempo de trabalho, consegui que a equipa visse o seu potencial, fazendo um trabalho de motivação, que os levou a acreditar que a manutenção ainda era possível. Essa motivação aumentou a partir do empate fora, com o Maia, surgindo depois uma série de vitória, com uma segunda volta fantástica, onde apenas perdemos com as equipas que não eram do nosso campeonato, casos do Campeão Nacional, FC Porto, Boavista. Os jogadores foram fantásticos", disse o treinador.
Para o 2 Play Cup, o técnico espera que a sua equipa esteja presente na final, mas para isso é preciso vencer o Benfica no jogo de sábado: "Este torneio serve como prenda para os jogadores, pois não é todos os dias que se defrontam equipas como o Benfica. Espero fazer um bom jogo contra o Benfica, que os atletas dignifiquem a camisola, embora sabendo que vamos defrontar uma equipa superior a nós. Vamos tentar ganhar ao Benfica para marcar presença na final do Torneio, pois é esse o nosso objectivo", rematou o treinador.

27 de fevereiro de 2008

Taça de Portugal - 1/4 de Final

Estão encontrados os semifinalistas da edição 07/08 da Taça de Portugal. Vit. Setúbal, FC Porto, Benfica e Sporting, são os clubes que transitam desta eliminatória, deixando desde já a certeza de mais um jogo grande entre duas das três equipas mais representativas do nosso campeonato.




O Vit. Setúbal deslocou-se á Figueira da Foz na tentatíva de chegar as meias finais da prova, para então cumprir o sonho de voltar a estar presente na final do Jamor pela terceira vez em quatro temporadas. O jogo frente á Naval não podia ter corrido da melhor maneira, embora envolto em polémica, com os jogadores a Naval a protestarem o primeiro golo dos sadinos, por suposto fora de jogo de Leandro, autor do remate certeiro, ao minuto 59 de jogo. Na sequência dos protestos, Saulo acabou expulso pela equipa de arbitragem. A Naval ainda chegou ao empate pouco depois, por intermedio de Paulão, mas a jogar com apenas dez homens, acabaram por consentir novo golo pouco depois, não conseguindo dar a volta ao texto. No final da partida, Carlos Carvalhal estava radiante com o feito da sua equipa. A época dos sadinos está a ser melhor do que o esperado: além das meias finais da Taça, a equipa vai disputar a final da Taça da Liga, frenter ao Sporting e ocupa a 5º posição no campeonato.



Numa partida de futebol bastante fraca e com pouco público, o FC Porto acabou por sair vencedor do duelo frente a um Gil Vicente, que mostra mais do que a posição que ocupa na Liga Vitalis. Desfalcado de Lucho Gonzales e Lisandro Lopes, A equipa azul e branca foi uma equipa banal durante os primeiros 15/20 minutos de jogo. Apenas o golo de Tarik ao minuto 22, dá alguma luz a esta exibição pálida da segunda linha portista. Na primeira parte, a equipa do Gil Vicente podería ter inclusive marcado, não fossem as duas grandes intervenções de Nuno a evitar os golos de Hermes aos 25 minutos e mais tarde, aos 32', de Maciel. Após o reatamento e já com os dois maestros em campo, o FC Porto foi mais equipa, mais organizado e só a displicencia de Farías não permitiu que o FC Porto obtivesse resultado mais avolumado. A passagem ás meias finais acabou por se concretizar e agora é só esperar pelo adversário, que poderá ser um dos grandes rivais dos azuis e brancos.





Mais um jogo algo deprimente do Benfica no Estádio da Luz. Em clara gestão do onze, José António Camacho deu oportunidade a alguns jogadores menos utilizados de mostrar o seu valor. Mas as lacúnas e a falta de ambição é extensiva a todo o plantel encarnado. Em mais uma primeira parte de nível muito baixo, o onze que apresentou várias alterações, com as entradas de Zoro e Sepsi para a defesa, além do regresso de Luís Filipe depois do jogo de Nuremberga, mais Freddy Adu no meio campo, o Benfica voltou a mostrar um futebol parado, sem ritmo, com pouca velocidade, onde imperava o erro e a desconcentração. Foi assim que o Moreirense quase fazia de AC Milan, e logo aos 8 minutos poderíam ter-se adiantado no marcador, depois de Sepsi ter dado toda a liberdade a Rui Borges, para servir Quim, tendo valído Butt a segurar o esférico. Na primeira parte, o Benfica queixou-se de uma grande penalidade cometida sobre Freddy Adu, mas o árbitro não atendeu o pedido, exibindo mesmo a cartulina amarela ao internacional norte americano. No segundo tempo, o Benfica melhorou, mas só depois da entrada de Rui Costa ao minuto 55, em detrimento de Luis Filipe, que até esteve a um nível mais aceitavel. E foi precisamente dos pés de Rui Costa que saiu o primeiro golo, a culminar bom entendimento entre Cardozo e Nuno Assis. Já perto do final, Makukula estabeleceu o resultado final. Antes nova polémica, com golo anulado ao internacional português por suposto fora de jogo. Os encarnados seguem assim para as meias finais, sonhando com a chegada ao Jamor, naquela que poderá ser a única conquista da época.

Pode-se dizer que foi um golo caído do céu que deu a passagem as meias finais ao Sporting. Num jogo jogado a um ritmo sempre muito lento por parte da equipa leonina, que alinhou com toda a artilharia, sería de espera mais. O Estrela da Amadora, que voltou a Alvalde depois de ser derrotado a pouco mais de uma semana, jogou com mais cautelas defensívas, dando claramente a iniciativa de jogo aos leões, que não a souberam aproveitar. O primeiro remate do Sporting apenas surgiu ao minuto 16.... No segundo tempo, o Estrela da Amadora apareceu mais afoito, muito por culpa da entrada também mais agressíva do Sporting, mas com grandes lacúnas na hora de finalizar, como demonstrou Liedson, pouco depois do reatamento da partida. Paulo Bento mexeu na equipa e retirou Abel e Liedson, este com queixas na coxa esquerda, fazendo entrar Izmailov e Purovic. O Sporting ganhou mais pendor atacante, mas nem por isso foi mais perígoso. E quando já toda a gente esperava pelo prolongamento, um cruzamento de Izmailov, acabou por dar em golo, com ajuda de Purovic, curiosamente ambos saidos do banco, jogava-se já o primeiro minuto de compansação.

13 de novembro de 2007

Sp. Braga 3-0 Sporting CP

Estádio: Municipal de Braga
Árbitro: Carlos Xistra


Sp. Braga: Paulo Santos, João Pereira, Paulo Jorge, Rodriguez e Carlos Fernandes, Roberto Brum, Frechaut e Jorginho, Zé Manuel, Linz e Wender.
Treinador: António Caldas. Jogaram ainda: Stelvio, Hussaine e João Pinto


Sporting: Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Izmailov, Romagnoli e João Moutinho, Yannick Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Purovic, Pereirinha e Had


A noite de domingo foi aziaga para o Sporting. Acabou derrotado por 3-0, frente a um Braga que deve ter efectuado o melhor jogo da temporada. Com este resultado agudiza-se uma crise, que os dirigentes leonino teimam em não aceitar.


Quando o Sporting entrou em campo, o jogo do Benfica ainda decorría, pelo que não sabiam o resultado final. Mas isso pouco importava, tendo em conta a exibição pálida que os leões fariam. A equipa de Bento, foi a mesma do confronto com a Roma, com Yannick e Tiago a manterem o lugar no onze. A exibição é que foi diferente.
Do lado do Braga, António Caldas, no último jogo á frente da equipa pois Manuel Machado será o senhor que se segue, efectuou algumas mexidas, tendo surgido Carlos Fernandes no lugar do lesionado Cesar Peixoto, Andrés Madrid cedeu o seu lugar a Roberto Brum e Frechaut apareceu no lugar de Vandinho, que cumpre castigo federativo.
Quanto ao jogo, o Braga foi inteiramente superior em toda a partida. O Sporting foi uma sombra do jogo de Alvalade frente à Roma, com Yannick a ser o espelho de uma equipa algo moribunda e com falta de confiança. Por seu turno, o Braga impriu um forte domínio no jogo, tanto territorial como na posse de bola, com Tiago a brilhar logo nos primeiros minutos, ao parar um remate perigoso de Carlos Fernandes. Minutos depois, foi a vez do ferro da baliza, segurar remate de Jorginho. O Sporting deixou-se cair nesta teia montada por Caldas, com Roberto Brum a dominar um meio campo leonino desinspirado e a distribuir jogo nos homens mais adiantados do ataque. A total falta de entrega ao jogo ficou patente no minuto 26, quando Frechaut cabeceou à vontade, sem oposição de ninguém para golo. Estava feito o 1-0. Depois do golo espareva-se uma reacção do Sporting, que até surgiu, mas muito ténue. Mais bola, mais dominío no terreno de jogo, mas pouca inspiração na hora do remate (poucos) e pouca critividade na procura de ocasiões de golo.

Após o intervalo, Paulo Bento recorreu ao plano alternativo, retirando Ronny e descaido Polga para o corredor esquerdo, fazendo entrar Purovic, passando a jogar em 3x4x3, mas mais uma vez sem a inspiração e criatividade necessárias, para bater uma bem organizada equipa do Sp. Braga, que defendendo à zona, nunca deu espaços aos jogadores do Sporting para pensar o jogo. E foi precisamente do lado esquerdo da defesa, onde estava Polga que surgiram os dois golos que mataram o jogo, com Wender em destaque, contra a ex-equipa. Fabricou a jogada que deu em golo de Roland Linz, sem demérito para o avançado, que trabalhou muito bem a bola dentro da área leonina, aproveitando uma desconcentração da defesa e depois voltou a estar em foco minutos mais tarde, no lance do terceiro e vistoso golo de Jorginho, fazendo o centro que permitiu ao jogador emprestado pelo FC Porto matar o jogo. Isso também percebeu Paulo Bento, que voltou ao início retirando Yannick e fazendo entrar Had para esquerda da defesa do Sporting. O resultado não se alterou, mas Tiago também contribuiu para isso, evitando um golo certo de Jorginho, na marcação de um lívre directo. Até ao fim, o Sporting pouco ou nada fez na procura de um golo que atenua-se tamanho desastre, mas não conseguiu. No final, Paulo Bento resignado, apenas conseguiu dizer que os jogadores não foram dignos de representar o Sporting. E não foram.

8 de novembro de 2007

Sporting 2-2 AS Roma

Estádio: José Alvalade
Espectadores: 32.273
Árbitro: Frank De Bleeckere


Sporting: Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Izmailov, João Moutinho e Romagnoli, Yannick e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Vukcevik e Pereirinha.

AS Roma: Doni, Cicinho, Mexès, Juan e Cassetti, De Rossi, Perrotta, Giuly, Mancini e Pizarro, Vucinic.
Treinador: Luciano Spaletti. Jogaram ainda: Ferrari, Esposito e Brighi.

Do céu ao inferno num minuto. Quando toda a gente em Alvalade fazia contas aos 3 pontos e consequentes possibilidades de apuramento, Polga traiu as expectativas e esteve ligado ao golo do empate da Roma sendo… o autor do mesmo.

O Sporting fez com toda a certeza, o melhor jogo de toda a época frente a AS Roma. No entanto, o jogo até começou mal. Cassetti, logo aos 4 minutos atirou uma bomba de fora da área, imparável para Tiago. Estava feito o primeiro da partida. Mas uma reacção estonteante dos jogadores do Sporting levou a equipa para uma das melhores exibições da época. Aos 13 minutos, Liedson marcou um golo que acabou por ser invalidado pelo juiz da partida, por suposta falta do levezinho sobre o guardião romano. Os leões continuaram a dominar e aroma apenas defendia a vantagem, à boa maneira italiana, até que ao minuto 22, Liedson acabou por empatar mesmo. A jogada começa num centro de Izmailov, com Yannick a importunar Mexès, que por sua vez importunou Doni, com o guardião a deixar a bola seguir para os pés de Liedson. Estava feito a empate, diga-se de todo merecido para o Sporting. Com a Roma encostada as cordas, devido a acção principal de Miguel Veloso, a comandar o meio campo, com Romagnoli a distribuir jogo como ainda não tinha feito esta temporada, o Sporting poderia ter ido para o intervalo a vencer, não fosse o remate de Liedson as malhas laterais, e mesmo em cima do apito do árbitro, Moutinho ainda tirou tinta do poste esquerdo de Doni, com um espectacular remate de fora da área, em zona frontal.
Na segunda parte, o Sporting continuou a dominar a partida, já sem a frescura da primeira parte, mas com igual vontade e querer. Bento mexeu na equipa, retirando Yannick e fazendo entrar Vukcevic aos 63 minutos, e logo de seguida Liedson vira o marcador, com um espectacular voo de peixe, indo com a cabeça onde muitos não vão com os pés. A jogada é de Romagnoli, o centro é de Izmailov. Os romanos não encontravam argumentos para chegar perto da baliza leonina, por isso limitavam-se aos remates de meia distância, inconsequentes e tortos. Mas a um minuto dos 90, grande balde de água fria, que transforma este empate numa terrível derrota para o Sporting. Livre favorável à Roma, com Pizarro a rematar de fora da área em zona frontal, com a bola a bater na cabeça de Polga e a trair o desamparado Tiago. Dois golos sofridos sem culpa em nenhum e sem mais nada poder fazer. A alegria virou tristeza, e ao Sporting afigura-se agora algo complicada a passagem aos oitavos de final da prova, uma vez que, para isso acontecer, a Roma não pode vencer mais nenhum jogo até final.

4 de outubro de 2007

Dín. Kiev 1-2 Sporting

Estádio: NSC Olympiyskiy
Árbitro: Bertrand Layec
Espectadores: 35.000

Dínamo de Kiev: Shovkovskiy, Mikhalik, Vashuck e Gravancic, Yussuf, Ghioane, El Kaddouri, Diogo Rincón e Corrêa, Milveskiy e Shatskikh
Treinador: Jozsef Szabó. Jogaram ainda: Gusev e Kléber

Sporting: Stojkovic, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic e Romagnoli, Yannick Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Izmailov, Paredes e Gladstone.



O Sporting conseguiu a primeira vitória fora na liga dos campeões, ao fim de 10 jogos. É preciso recuar até 1970, para ver a última vitória fora, em Malta, frente ao Floriana por 4-0.
No entanto, o jogo não foi fácil. O Sporting entrou melhor, tanto anímica como tacticamente. O Dínamo mudou de treinador a pouco tempo, ocupa uma posição sofrível no campeonato e jogou num 3x5x2 muito permissivo, o que permitiu ao meio campo do Sporting dominar nos primeiros minutos da partida, tendo chegado ao golo, aos 15 minutos, na sequência de um lance onde os ucranianos pediam falta de Tonel sobre o guarda-redes. Szabó percebeu o problema que tinha no miolo do terreno e começou a lateralizar o jogo, confundindo os jogadores do Sporting. No meio dessa desorientação, o Dínamo chegou ao golo, aproveitando a falha de marcação a Vaschuk, perto da meia hora de jogo. O Sporting entrou nos eixos novamente, e pouco depois, Polga, numa estreia a marcar pelos leões, apontou o segundo golo, dando vantagem ao Sporting ao intervalo.
No segundo tempo, o Sporting defendeu a vantagem com unhas e dentes e ainda teve oportunidades para fazer o 1-3, com a oportunidade mais flagrante a ser desperdiçada por Yannick Djaló, que depois de isolado por Liedson, rematou fraco e á figura de Shovkovskiy.
O Dínamo também poderia ter chegado ao empate, mas a grande exibição de Soijkovic não o permitiu. A melhor oportunidade de golo dos ucranianos surgiu ao minuto 66, com Kléber a aparecer isolado em frente ao guardião leonino após mau passe de Miguel Veloso, mas o guarda-redes foi exemplar nos reflexos e evitou o golo.
Com esta vitória, o Sporting entra nas contas do Grupo H e terá que pontuar frente à Roma para aspirar a uma passagem à fase seguinte.

30 de setembro de 2007

Bwin Liga - A noite dos derbies.

Ontém tiveram lugar dois derbies, que podem ter deixado as contas do campeonato ainda mais decididas. O FC Porto cumpriu a sua obrigação, e venceu o Boavista, enquanto que no Estádio da Luz, Benfica e Sporting não sairam do nulo, culpando depois a arbitragem.

Estádio: Estádio da Luz
Árbitro: Pedro Henriques
Espectadores: 48.222

Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Edcarlos e Léo, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa, Dí María, Cristian Rodriguez e Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Adu e Nuno Assis.

Sporting: Stoijkovik, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Vukcevik, João Moutinho e Romagnoli, Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Farnerud e Celsinho

No Estádio da Luz, esperavam-se golos no derby mais antigo do futebol português. Mas o jogo acabou com um sensaborão 0-0, e com queixas da arbitragem de ambos os lados. Os encarnados, a jogar em casa, entraram melhor e poderíam mesmo ter marcado logo a abrir, após uma excelente combinação entre Di Maria e Rui Costa, com o remate do capitão a ser parado em última instancia, pelo carrinho de Abel. O Sporting não demorou a responder, e sería Miguel Veloso a proporcionar uma excelente defesa a Quim, depois de excelente trabalho de Romagnoli. alías, por estes instantes iniciais, percebeu-se quem podríam ser as figuras do Derby: Romagnoli e Rui Costa, dois maestros.
O Benfica ainda conseguiu superiorizar-se ao Sporting durante os primeiros 15 minutos da partida, mas aos poucos, o meio campo leonino ia assumindo o jogo e virando a tendência da partida, muito por culpa do acerto de marcação feito por Miguel Veloso a Rui Costa, o que oprimiu o futebol criativo do centrocampista, reflectindo-se na produção da equipa da casa. Aos 20 minutos, surge o primeiro caso polémico, com Katsouranis a dividir o esférico com Romagnoli, aparecendo a argentino caido no chão. Pelas imagens, dá a ideia que Katsouranis toca na bola, sendo depois o contacto inevitável, devido ao estado do terreno. O Jogo prosseguiu, agora com o Sporting no comando das operações. Djaló assumiu-se como principal dor de cabeça da defesa encarnada, ofuscando por completo Liedson. Aos 37 minutos, o jovem avançado teve o golo nos pés, após mau passe de Katsouranis, mas o remate siu um nada ao lado. Minutos depois, isolou com mestria Vukcevic, mas o montenegrino permitiu a mancha do guarda-redes Quim.
No segundo tempo, o Benfica voltou a entrar melhor na partida, com um remate de Maxi Pereira, que pôs o guardião Stoijkovic em sentido. Aos 56 minutos, surgiu a melhor oportunidade de golo dos encarnados em toda a partida. Remate de Rui Costa, a surpreender tudo e todos, com Stoijkovic a defender para onde nunca se deve defender, para a frente, onde aparece Nuno Gomes, que falha aquilo que não devería falhar, o golo. Com o Benfica por cima, sería de esperar que Camacho arrisca-se a entrada de Cardozo, mas não o fêz. Ao contrário, e prevendo a perda do meio campo, Paulo Bento retirou Vukcevic e fêz entrar Farnerud, voltando a equilibrar a questão nesta zona do terreno. Assim, voltou a aparecer novamente Romagnoli, e o Benfica voltou a tremer. Camacho não mexia e o desespero nas bancadas ia aumentando, e atingiu o seu ponto máximo, quando o assistente de Pedro Henrriques lhe fez a sinalética de que algo estava mal num lance envolvendo Katsouranis, dentro da grande área encarnada. Quería o auxiliar que fosse apontada uma grande penalidade, pois vira que o jogador grego dominara a bola com o braço. Quis o árbitro, que fosse assinalada bola ao solo, para desespero das hostes leoninas, e alivio das encarnadas. O lance é de difícil julgamento, pois remete para a velha questão da mão na bola ou bola na mão. Mais uma vez as imagens televisivas não são completamente esclarecedoras, mas fica a ideia que se tivesse sido apontada grande penalidade, não tería sido mal apontada.
O jogo prosseguiu, e Camacho decidiu mexer então na equipa, lançando Cardozo no lugar de.. Nuno Gomes. Esta substiuição motivou assobíos da plateia encarnada, e demonstrou, na minha opinião, a completa mudança do Camacho da primeira passagem pelo Benfica para esta. Mais tarde entraría Freddy Adu para o lugar de Di María, e sería dos pés deste jogador que nasceu nova polémica, já em tempo de descontos, e novamente dentro da grande área, mas desta vez da do Sporting. Adu entrou com a bola dominada, e João Moutinho parece, aqui sim, derrubar com intenção o extremo encarnado. Pedro Henrriques voltou a achar o contrario, e o jogo terminou como começou, 0-0.




Estádio: Estádio do Dragão
Árbitro: Artur Soares Dias
Espectadores: 31.809



FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Marek Cech, Paulo Assunção Lucho e Raul Meireles, Quaresma, Tarik e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Leandro Lima, Bolatti e Adriano.


Boavista: Carlos, Rissut, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés, Fleurival, Diakité e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Edgar e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Bangoura e Laionel.


O FC porto entrou em campo, sabendo já do resultado do derby lisboeta, e claramente mais tranquilo, apesar de qualquer que fosse o resultado desse jogo, não abalaria a forma de jogar do campeão nacional. Sempre por cima do Boavista, que acabou por jogar a defesa, embora não tanto como se pensava, mas sempre atrás da linha da bola, não foi com surpresa que, logo ao quarto de hora, o FC Porto se adiantou no marcador. Lisandro Lopoez, o goleador de serviço, voltou a cargano campeonato e aproveitou da melhor maneira um erro tremendo de Carlos, que defendeu o remate de Quaresma para o pior sitío, para a frente, onde o argentino não desaproveitou. O FC Porto passou a gerir o resultado, e embora sempre superior, permitiu que o Boavista a espaços, se fosse aproximendo da sua área, sem no entanto causar grande perígo uma vez que os remates de meia distância eram os preferidos dos axedrezados, e aí Helton esteve bem.
No segundo tempo, o Boavista entrou ligeiramente melhor, e chegou mesmo a criar perígo através de Edgar e Jorge Ribeiro, que poderíam mesmo ter marcado. O FC Porto recuou um pouco e sentiu algumas dificuldades, muito por culpa da saida de Tarik, que foi rendido por Leandro Lima, o que permitiu a Jorge Ribeiro aventurar-se mais pelo seu flanco, criando alguns desiquilibrios. Adivinhando algum dissabor, os adeptos portistas responderam com assobios a ténue exibição dos dragões neste período do jogo, e a equipa respondeu.. com o segundo golo, da autoría de Lisandro, mais uma vez, afirmando-se como o melhor marcador azul e branco, e do campeonato. Desta vez o argentino acorreu a um passe de Marek Cech, que substituiu o lesionado Fucile na ala esquerda da defesa portista, e voltou a não falhar. Até ao fim, o FC Porto geriu o resultado, agora sim com mais calma, e saiu do jogo com uma vantagem pontual sobre o Sporting de sete pontos e oito sobre o Benfica.. a sexta jornada. Seis jogos, seis vitórias, o melhor arraque de temporada dos ultimos 16 anos e o melhor arranque de todas as ligas mais competititvas da equropa, são os recordes deste FC Porto que parece já embalado para o título.

28 de agosto de 2007

BURRICE E INTELIGÊNCIA


FC PORTO - SPORTING 1 - 0
1ª Liga Portuguesa 2007-08
26 de Agosto de 2007
Estádio do Dragão (Porto)
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
FC Porto: Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Fucile; Paulo Assunção, Raúl Meireles (Mariano González 67'), Lucho González; Tarik (Postiga 46'), Lisandro (Bolatti 85'), Quaresma. Tr: Jesualdo Ferreira
Sporting: Stojkovic; Abel (Yannick Djaló 76'), Tonel, Anderson Polga, Ronny (Pereirinha 76'); Miguel Veloso, João Moutinho, Izmailov (Vukcevic 62'), Romagnoli; Derlei, Liedson. Tr: Paulo Bento
Ao intervalo: 0 - 0
Marcador: 1 - 0 Raúl Meireles 53'
CA: Quaresma 33', Derlei 53', Tonel 54', Anderson Polga 73', Bosingwa 86', Helton 90'+4'


Um golo de pura inteligência, resultante de um lance de pura burrice, definiu o resultado do clássico. Com exactamente 49.709 pessoas nas bancadas do Dragão e o ambiente ao rubro, o FC Porto de Jesualdo Ferreira derrotou, enfim, o Sporting de Paulo Bento, depois de nas três anteriores partidas entre ambas as equipas se terem registado um empate e duas vitórias leoninas. O FC Porto está agora na frente do campeonato, conjuntamente com o Marítimo, dispondo já de três e quatro pontos de vantagem sobre Sporting e Benfica, respectivamente.

Ao contrário do que sucedera na Supertaça, o jogo foi bom, dinâmico, emotivo e, embora nem sempre bem jogado, o espectáculo valeu a pena. A vitória assenta bem aos campeões nacionais. Fizeram mais pelos três pontos e mereceram-nos inteiramente. A uma primeira parte de domínio portista, respondeu o Sporting com maior ascendente na etapa complementar. A diferença é que os 'leões' se mostraram passivos e impotentes na fase de assédio portista, coisa que não aconteceu com o FC Porto que, mesmo no período em que sofreu maior pressão, nunca deixou de contra-atacar e mostrar-se ameaçador. No cômputo geral, os 'dragões' foram superiores, tiveram mais oportunidades claras de golo, incluindo a mais flagrante de todas, num livre à Quaresma que embateu na trave.

Jesualdo lançou Tarik para a titularidade, em detrimento do esperado Postiga, naquela que foi a única surpresa dos onzes iniciais. Embora tenha torcido um pouco o nariz quando soube desta escolha, não posso deixar de reconhecer que o marroquino efectuou uma exibição interessante, apesar de intermitente. Foi ele que criou as duas primeiras jogadas de grande perigo, ao arrancar pela esquerda em drible e cruzar para a área: na primeira ninguém acorreu ao cruzamento e na segunda Lucho, bem enquadrado com a baliza, rematou muito ao lado. Foi este o mote para a superioridade portista nos primeiros 45 minutos. Servindo-se de um meio-campo incansável na recuperação da bola e esclarecido na hora de construir, o FC Porto exerceu forte pressão sobre a defensiva sportinguista, chegando inúmeras vezes com perigo junto da baliza de Stojkovic.


O único ponto menos positivo nesta fase foi mesmo a falta de alguém na área leonina, facto normal se tivermos em conta que Lisandro desceu diversas vezes para importunar Miguel Veloso e não deixar repetir a superioridade numérica do Sporting a meio-campo acontecida na temporada passada. A verdade é que Assunção, Meireles e Lucho 'engoliram' autenticamente Moutinho, Izmailov e Romagnoli, proporcionando algumas jogadas de ruptura aos seus extremos e mantendo os seus defensores num mar de tranquilidade. O único apontamento que se viu ao Sporting foi um remate venenoso de João Moutinho de longa distância ao lado do poste, isto já depois de Quaresma ter, como disse, apontado superiormente um livre contra a trave, mais ou menos da zona onde havia marcado o portentoso golo da vitória em Braga. Onde será que acaba o talento do '7' azul e branco? Esta toada só abrandou nos últimos dez minutos, altura em que o Sporting conseguiu sacudir o aperto e subir um pouco no terreno, até ao descanso. Intervalo, 0 - 0, com o FC Porto a justificar a vantagem mas sem o conseguir.

Para o segundo tempo, Jesualdo fez entrar Postiga - bom jogo do mal-amado - para o lugar de Tarik, derivando Lisandro para uma das alas. Paulo Bento optou por não mexer na equipa, mas deve tê-lo feito com a cabeça dos jogadores, pois o Sporting surgiu transformado e entrou a todo o gás, com três boas situações em três minutos, apesar de não muito flagrantes: cabeceamento de Derlei para defesa de Helton, remate de Abel para nova intervenção do internacional brasileiro e novo remate de Derlei por cima, este do meio da rua. Mas o FC Porto, tal como referi, nunca se deixou encostar demasiado às cordas e respondeu à letra com um grande remate de Postiga para defesa de Stojkovic, seguido de recarga de Quaresma por cima. O jogo estava mais vivo e atractivo e sentia-se agora que qualquer equipa podia marcar.

Aos 52 minutos, o lance que decidiu o jogo: Postiga e Polga atacam uma bola morta, o central chega primeiro e, retirando a bola da frente do avançado com um simples esticar da perna, atrasa a bola na direcção de Tonel, que abre as pernas e a deixa seguir até Stojkovic. Inocente e incompetente (burro?), o guardião sérvio, com todo o tempo do mundo para pensar o que fazer, agarra a bola (!), para desespero de Paulo Bento, bem documentado nas imagens televisivas. O árbitro fez o que lhe competia e o que está determinado nas regras, marcando livre indirecto contra o Sporting sobre a linha de pequena área. Lucho 'El Comandante' González assume a marcação do lance e, quando toda a gente esperava um passe na frente para Quaresma, o argentino surpreende e toca atrás para Raúl Meireles, que fulmina a baliza do Sporting com um tiro indefensável. 1 - 0, o Dragão em apoteose e a justiça no marcador estabelecida.


O FC Porto continuou por cima durante mais alguns minutos, até que Bento trocou Izmailov por Vukcevic, respondendo Jesualdo com a entrada de Mariano por Meireles. E foi aqui que o decurso do jogo se alterou. Sem Meireles, o meio-campo portista ressentiu-se, perdeu capacidade de pressing, deixou de fazer a transição para o ataque de forma adequada e o Sporting aproveitou para subir as suas linhas e colocar a defensiva portista em sobressalto. Foi um erro trocar um trabalhador refinado por um médio tão ofensivo e sem espírito lutador, ainda mais a ganhar. Esta é a prova de que nem sempre a atitude mais ousada é a mais inteligente (esta é para os que apelidam Jesualdo de medroso). A luta do meio-campo ficou irremediavelmente perdida. Claro que, face à subida esperada do Sporting, até poderia ser bem pensado colocar um homem mais rápido e afoito, na tentativa de apanhar os 'leões' em contrapé e aumentar a vantagem. Só que o próprio andamento do jogo originou um efeito contrário e logicamente que depois de tudo acontecer é mais fácil falar!

A baliza de Helton estava agora ameaçada e Paulo Bento jogou mais uma cartada, retirando os laterais, fazendo entrar Pereirinha e Djaló e recuando Veloso, passando assim a jogar em algo parecido com um 3-5-2. Foi uma aposta arrojada e que possibilitou um domínio territorial ainda maior, embora as ocasiões claras de golo se resumam a um remate cruzado de Moutinho ao lado e uma bola que Helton deixou escapar das mãos perigosamente. Veio o final do jogo e estava consumado o fim da série de 26 jogos sem perder da turma sportinguista, perante um adversário superior e que fez por merecer o triunfo.

Quanto ao trabalho do árbitro, ao contrário do que se tem ouvido e lido em alguma comunicação social e também por aqui na blogosfera, não teve influência no resultado. No lance capital, decidiu como se impunha, já que Polga teve clara intenção de, cortando a bola, a direccionar a um companheiro e manter a posse da mesma na sua equipa. Os únicos equívocos foram a não amostragem de alguns cartões amarelos a jogadores de ambas as equipas e as não expulsões de Quaresma (ainda assim, viu o amarelo), primeiro, e Derlei, já perto do fim. Apesar de tudo, num jogo bastante difícil de dirigir, nota positiva para Pedro Proença.

No FC Porto, destaque maior para o trio de centrocampistas, Tarik nos primeiros minutos e para o talento de Quaresma, a espaços. Bosingwa alternou boas iniciativas com alguns 'rodriguinhos' na defesa (já vistos na Supertaça) perfeitamente escusados. No Sporting, após uma primeira parte de apagamento colectivo, emergiram Veloso, Moutinho, Derlei e Liedson. Vukcevic esteve bem no tempo em que jogou e Tonel foi o melhor do sector mais recuado. FC Porto na frente da liga, ou seja, como diz Bosingwa, "regresso à normalidade", porque isto de ter "os adversários a olhar para cima" é como lavar os dentes!

31 de maio de 2007

Manchester United leva Nani e Anderson...


A surpresa do dia de ontem, ate nem foi a contratação de Nani por parte dos Red Devils, mas sim a de Anderson, o jovem prodigio do FC Porto. Numa operação-relâmpago, os responsáveis do United negociaram o jovem atleta brasileiro, e anteciparam-se a outros pretendentes, segundo alguns jornais ingleses, no caso, Real Madrid, Barcelona e Inter de Milão. O negócio envolve um valor a rondar os 30 milhões de euros, sendo que 24 terão como destino os cofres da Porto SAD e os restantes seis milhões entrarão directos nos cofres de Jorge Mendes e da Gestifute. Este negócio surpreendeu toda a nação portista, tanto mais que Anderson ainda não tinha demonstrado todo o seu potencial ao serviço do FC Porto. Pouco mais de um ano, e apenas época e meia ao serviço dos dragões, grande parte desta última lesionado, foi sufuciente para seduzir Alex Ferguson e os multimilionarios donos do Manchester a levar a pérola para Inglaterra.


Mais a sul, os responsáveis do clube ingles acabaram por ter a mesma sorte e levam no pacote o extremo sportinguista, Nani. Representado por Jorge Mendes, o jogador foi transaccionado por 25,5 milhões de euros. O Manchester United teve um concorrente de última hora, o Tottenham, que já durante a época tinha manifestado vontade de contratar o jogador e ao saber da presença dos responsáveis do clube de Manchester, tentaram em última instância accionar a clausula de rescisão do jogador, cifrada num valor a rondar os 20 milhões de euros. Este envolvimento de última hora beneficiou o Sporting, pois o Manchester United estava disposto a ceder apenas um valor a rondar os 15 milhões de euros e se quis ficar com o atleta teve que desembolsar muito mais. As negociações chegaram a bom termo, e em pouco mais de seis horas, o United desembolsou pouco mais de 55 milhões de euros envolvendo os dois negócios.

28 de maio de 2007

Sporting vence a sua 14º Taça de Portugal

Estádio: Estádio Nacional (Jamor)
Espectadores: 37.600
Árbitro: Pedro Proença

Sporting CP: Ricardo, Abel, Polga, Caneira e Tello, Miguel Veloso, João Moutinho, Nani e Romagnoli, Alecsandro e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Tonel, Yannick D'jaló e Custódio

Belenenses: Costinha, Amaral, Rolando, Nivaldo e Rodrigo Alvim, Sandro Gaúcho, Cândido Costa, Ruben Amorim, Silas e Zé Pedro, Dady.
Treinador: Jorge Jesus. Jogaram ainda: Fernando, Garces e Carlitos.

O Sporting venceu o Belenenses com mais um golo de Liedson, este a três minutos do fim da partida. Com este resultado, os leões alcançam o seu 14º troféu da sua história, enquanto que o Belenenses acaba por perder dignamente, a sua quinta final.


O jogo até foi emocionante, tendo começado logo com o Sporting a tentar chegar ao golo logo no primeiro minutos, numa jogada de bom nível, com a bola a surgir à frente de João Moutinho, com este a sofrer um toque de Nivaldo. No entanto, parece que o jogador leonino se tenta aproveitar do lance. O Sporting continuou a carregar, mas a defesa do Belenenses, bem organizada, ia tirando a bola da zona de perigo. Aos 9 minutos de jogo, foi a vez de Dady tentar iludir o árbitro, depois de uma boa iniciativa pela direita do ataque azul, mas depois de ultrapassar Polga, também se fez ao penalty, com Pedro Proença a nada assinalar, reprimindo o jogador verbalmente. Nesta fase, o Belenenses controlava as operações e Amaral voltou a ter excelente oportunidade, depois de mais uma boa iniciativa pelo seu flanco, a culminar com um remate bastante perigoso, que passou ao lado da baliza de Ricardo. Jorge Jesus dispôs bem a equipa num 4x5x1, que rapidamente se desdobrava num 4x3x3, com as subidas de Cândido Costa e de Ruben Amorim, no apoio a Dady. O lado do Sporting, Paulo Bento usou o losango do costume, com Liedson a ter como companheiro Alecsandro em detrimento da velocidade de Yannick D’jaló. O Sporting, teve uma das melhores ocasiões do primeiro tempo, ao minuto trinta, com Romagnoli a rematar para uma boa defesa de Costinha, para depois a frente de ataque do Sporting demorar muito a rematar, com sucessivos passes, tendo perdido o lance. Poucos minutos depois, Nani, voltou a semear o pânico na área azul, indo à linha e centrando atrasado, onde surgiu Liedson, que rematou à meia volta, ao lado, mas já importunado por Rolando. O Belenenses respondeu ao minuto 40, após uma perda de bola de Polga no meio campo, com Silas a progredir e a conseguir passar por Abel, rematando para defesa difícil de Ricardo. O Sporting voltou a ter o golo nos pés, quando Romagnoli centrou e viu a bola bater em Nivaldo e desviar-se para a baliza, mas Costinha fez excelente defesa, levando o jogo para o intervalo empatado a zero.






No segundo tempo, as equipas entraram iguais, mas com o Belenenses a tentar marcar cedo. O Sporting, pela primeira vez em sete jogos, não marcou na primeira parte, mas nem isso fez tremer os comandados de Paulo Bento. Na primeira oportunidade que o Sporting dispôs, por pouco não chega ao golo. A jogada é de Abel, que cruzou da direita, Costinha escorrega no preciso momento em que Liedson cabeceia a bola, mas ainda no chão e com apenas uma mão, consegue desviar o esférico das suas redes. A partir deste momento, o jogo passou a ser mais lento, e as equipas tentavam aproveitar um erro do adversário para marcarem. Esse erro quase beneficiou o Belenenses, á passagem dos sessenta minutos, quando Zé Pedro centrou largo e descobriu Dady na área, com o brasileiro a efectuar o remate meio com a cabeça, meio com o ombro, mas ainda assim a obrigar Ricardo a desviar a bola para a trave da sua baliza. Foi a melhor oportunidade de golo de toda a partida, e para os azuis do Restelo. Logo de seguida o Sporting respondeu, com Liedson e Romagnoli envolvidos no lance, com o argentino a disparar uma bomba, depois de boa combinação com o brasileiro, mas Costinha a opor-se com grande nível. No ressalto, a bola ainda bate em Liedson, mas sai por cima da baliza. O jogo voltava a ganhar emoção, mas era o Sporting que carregava mais e que tentava o golo. Já com Tonel e Yannick em campo, nos lugares de Tello, lesionado, e de Alecsandro, foi o Sporting a criar perigo novamente, numa jogada de Nani, que culminou com o remate deste e com excelente defesa de Costinha. Liedson na recarga tentou jogar de pontapé de bicicleta, mas Rolando importunou o atacante, que não conseguiu fazer o remate nas melhores condições. Jorge Jesus tentou alterar o rumo dos acontecimentos, e fez entrar Fernando e Garçés para os lugares de Ruben Amorim e Silas, respectivamente. O Belenenses não ganhou muito com estas substituições, e três minutos do fim da partida, na sequência de um canto, os leões chegam ao golo. Miguel Veloso aproveitou a ausência de Amaral na esquerda do ataque do Sporting e ganhou a bola, tendo centrado rasteiro. Liedson surgiu rápido, em antecipação a Costinha e fez o único golo da partida, desviando a bola das mãos do guarda-redes. O Belenenses sentiu que a Taça lhes tinha fugido nesse instante, mas nem assim baixaram os braços e Nivaldo poderia ter empatado minutos depois, mas o cabeceamento saiu por cima da baliza de Ricardo. Liedson teve ainda oportunidade de alargar a vantagem já nos descontos, mas o seu remate saiu por cima da baliza, depois de excelente jogada por ele conduzida. Minutos depois, Pedro Proença apitou para o final do jogo, e foi a explosão de alegria nas bancadas e no relvado, com os elementos do Sporting a festejarem o primeiro título dos últimos cinco anos.


30 de abril de 2007

SL Benfica 1-1 Sporting CP

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 54.370
Árbitro: Pedro Henriques

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Nuno Gomes e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Manú e Mantorras.

Sporting CP: Ricardo, Abel, Caneira, Polga e Tello, Miguel Veloso, João Moutinho, Nani e Romagnoli, Yannick D'jaló e Liedson.
Treiandor: Paulo Bento. Jogaram ainda: Alecsandro, Pereirinha e Tonel.

Novamente sem Simão no onze, ao que parece porque se ressentiu da lesão horas antes do Derby, o Benfica voltou a dar minutos de avanço ao adversário. O resultado final não agrada a nenhum dos intervenientes de ontém, mas deixa o FC Porto mais perto do título.


Miccoli festeja o golo do empate

Depois de ter sido dado como apto na sexta-feira, e prespectivando-se a sua entrada no onze, em detrimento de Nuno Gomes, Simão voltou a ressentirse da lesão que o impediu de jogar frente ao Marítimo na passada semana, e assim, não alinhou no jogo de ontém. Fernando Santos manteve o onze desse jogo, enquanto que Paulo Bento, deixou Alecsandro no banco, fazendo entrar D'jaló no seu lugar.
O jogo iníciou-se practicamente com o golo de Liedson, logo no segundo minuto de jogo. Os leões voltaram a entrar forte, como tem acontecido nos últimos jogos, enquanto que o Benfica entrou muito macío e a deixar jogar o adversário. Depois de uma série de bolas mal afastadas pela defesa encarnada, esta sobrou para Abel, que arrancou excelente cruzamento, mesmo á medida da cabeça de Liedson, que não perdoou, e com Nelson a vê-lo cabecear, apontou o primeiro golo da partida. O Benfica tentou responder e Petit proporcionou boa defesa a Ricardo aos cinco minutos. Dois minutos depois, surge o primeiro caso do jogo. Miccoli fugiu a Caneira, e este agarrou o avançado encarnado, que cai á entrada da área sportinguista. Pedro Henriques deu amarelo ao defesa sportinguistas, mas os jogadores do Benfica ficaram a pedir o vermelho, uma vez que Miccoli seguía isolado para a baliza de Ricardo.
O Sporting assumiu o domínio do jogo nos primeiros 20 minutos, jogando sempre mais rápido que o adversário e ganhando sempre as segundas bolas, devido á rapidez de excução dos médios, principalmente de Miguel Veloso, e á pressão exercida sobre jogador encarnado que tinha a bola. Esse domínio, proporcionou vários remates aos jogadores do Sporting, mas nenhum levou realmente perígo á baliza de Quim. Aos 19 minutos de jogo, o Sporting esteve muito perto do 0-2, depois de ani, com uma excelente finta, ter sentado Katsouranis, junto á linha de findo. Valeu David Luiz que evitou que a bola chegasse á cabeça de Liedson, que já se preparava para emendar.
E sem que nada até ao momento o fizesse prever, o Benfica chega ao golo da igualdade. Karagounis centrou largo da esquerda, onde apareceu Katsouranis ao segundo poste, lívre de marcação a rematar de primeira. Ricardo ainda evita o golo, mas depois de um mau alivio de Nani, a bola sobrou para Miccoli, que rematou cruzado, sem hipoteses para Ricardo. O Benfica assumiu então algum domínio na partida, mas nunca suficiênte para incomodar Ricardo. O lance mais perígoso foi uma falta apontada por Rui Costa, que passou por cima da barra. Já perto do minuto 45, Miccoli desmarca-se bem e centra para a área, onde só estava Nuno Gomes, mas o corte providêncial de Polga, não permite ao avançado benfiquista cabecear. O intervalo chegou pouco depois, com o equilibrio entre as duas equipas a ser a nota dominante.

No segundo tempo, as equipas entraram iguais, e foi mais uma vez o Sporting a entrar mais forte. Aos 51 minutos, léo volta a tirar o golo da cabeça de Liedson, depois de boa inicíativa de Nani, e Tello teve uma excelente oportunidade de voltar a dar vantagem ao Sporting, depois de Petit ter escorregado perto da área e ter deixado caminho lívre para o chileno, mas Anderson impediu que o remate chegasse á baliza de Quim. O Benfica, entretanto, retomou algum do ascedente que teve no primeiro tempo, e dispôs de uma excelente oportunidade para virar o marcador, com Miccoli a antecipar-se a Abel e a cabecear, para uma defesa atenta de Ricardo. Os bancos começam a mexer e Paulo Bento faz uma dupla substituição ao minuto 66, retirando de campo Abel e D'jaló e fazendo entrar Pereirinha e Alecsandro. Fernando Santos respondeu com a saida de Nuno Gomes e a entrada de Manú, e mais tarde retirou Petit de campo, fazendo entrar Mantorras e passando a jogar em 4x3x3, com Miccoli e Manú nas alas e o angolano no eixo de ataque. Mas o jogo já tinha perdido muita da sua qualidade, e a luta resumia-se ao domínio do meio campo, com a bola longe das balizas. Com mais unidades na frente de ataque, o Benfica tentou o forcing final, mas sería o Sporting a dispôr de uma boa ocasião para marcar, após um canto em que Liedson cabeceia á figura de Quim. Miccoli teve também boa oportunidade de dar a vitória ao Benfica, mas, depois de ganhar posição na zona frontal da grande área, atirou ao lado. Paulo Bento reforçou o sector defensívo a dois minutos do fim da partida, com a saída de Romagnoli e a entrada de Tonel. Manú ainda tentou uma última investida, pela direita do ataque, mas o centro saiu dioreitinho para as mãos de Ricardo, que acabou lesionado na disputa de bola com David Luiz. O brasileiro embrulhou-se com o guardião caindo por cima deste, calcando-o na zona do calcanhar, mas sem intenção de magoar.
O jogo terminou pouco depois, com a divisão de pontos a ser o resultado mais certo. O Benfica pode ter dito definitivamente adeus ao título, e o Sporting acalenta ainda uma esperança: Em caso de igualdade pontual com os dragões, a vantagem é do Sporting. Na luta pela Champions, o Benfica sai claramente a perder, e tem que esperar um deslize do Sporting, para garantir o segundo lugar.



O Melhor em Campo.

* Na minha opinião, tem que ser destacada mais uma vêz a acção de Miccoli. Sempre em movimento, foi o elemento mais inconformado do conjunto de Fernando Santos. Não raras vezes, vimos o italiano vis ao sector mais recuado, buscar jogo e logo aparecer na zona de finalização. Oportuno, estava no sítio certo quando Nani afastou mal a bola e se bem pensou, melhor executou, dando o empate aos encarnados.

* Do lado do Sporting, a exibição de Nani também foi bastante agradável, prícipalmente no primeiro tempo. Liedson também esteve bem, e teve um excelente sentido posicional no lance do primeiro golo. Foi desaparecendo com o decorrer do jogo.

O Positivo do Jogo.

* Apesar do empate registado, o positivo desta partida será o facto de o Benfica manter a invencibilidade na Luz. Nesta temporada apenas o Manchester United conseguiu vencer no terreno do Benfica. Para o Sporting, o positivo pode ser o facto de manter a invencibilidade nos jogos fora de Alvalade, mostrando uma atitude de raça nos minutos iníciais dos jogos. Ainda assim, o resultado acaba por ser mais positivo para o Sporting, que em caso de igualdade pontual com o FC Porto, vence no confronto directo.

O Negativo do Jogo.

* O Benfica fica practicamente afastado do título, sendo infímas as hipoteses de o conquistar. Sería necessário que os três clubes empatassem no final, para aí sim o Benfica ter vantagem por golos em relação aos adversários, e pode ter dado também um passo atrás na conquista do segundo lugar.

* A falta de ambição do conjunto encarnado, que contra os grandes, entrou sempre com medo nos minutos iníciais, dando a iníciativa de jogo ao adversário, e sofrendo com isso.

* A falta de criatividade do ataque encarnado quando Simão não joga. Isso já tinha ficado á vista na Madeira, mas ontém foi ainda mais visivel. A falta do capitão, obriga os jogadores do Benfica a tentarem jogar pelo centro do terreno, perdendo assim muitas bolas, não tendo conseguindo abrir a defesa leonina, fruto da falta de extensão de jogo. A entrada de Manú proporcionou algo parecido, mas devido á falta de ritmo e de entrosamento com os colegas, essa tentatíva acabou por ser frustrada.

* 69 minutos de jogo, com o Benfica a jogar com 10. Onde andou Nuno Gomes? Será que ele tocou na bola? Claramente em baixo de forma e com crise de confiança.

O Árbitro.
Pedro Henriques tem capacidades para fazer melhor. É certo que o jogo não teve grandes casos, mas penso que esteve mal na avaliação da falta de Caneira sobre Miccoli logo no início da partida. O jogador do Benfica vai isolado para a baliza, já ganhou posição ao defesa sportinguista e é agarrado, como as imagens televisivas confirmam. Na minha opinião, sería vermelho. De resto, a arbitragem foi aquilo a que já nos habituou. Dá sempre prioridade ao jogo, não assinalado qualquer encosto, tendo ajuizado practicamente quase tudo bem. Nos lances em que os jogadores encarnados ficam a pedir grande penalidade, parece-me que esteve bem, sendo que os remates são á queima. Mas já se viu marcar penaltis por menos.

29 de abril de 2007

SL Benfica 1-0 Sorting CP (Época 04/05)

Hoje é o dia do Grande Derby, o Derby eterno, o jogo que desde 1907 tem chamado a sí o protagonismo de épocas e épocas. O Benfica-Sporting ou Sporting-Benfica é mais que um jogo de futebol. É a identificação de duas facções da cidade lisboeta. Desde os primordios, que os clubes têm raizes diferentes. O Sporting mais ligado as altas patentes da cidade, ao dinheiro, basta ver que a sua fundação foi baseada no dinheiro do avô de José Alvalade, o Visconde de Alvalade. O Benfica, esse, teve sempre raizes mais trabalhadoras e de sacrifício. basta ver os problemas iníciais, com grande dificuldade em ter um campo próprio, na fuga de jogadores por falta de condições, na quase falência, com ainda pouco tempo de existência.

Luisão, após o golo ao Sporting


Durante esta semana, apresentei os jogos entre os dois clubes, que mais importância e relevância para o futebol português tiveram. Não foram escolhidos por acaso, mas foram escolhidos, porque practicamente todos decidiram alguma coisa em termos de títulos. E mais ficaram por ser mencionados. Como não podería deixar de ser, o último jogo que vai ser apresentado, é mais um jogo decisívo na carreira de ambos os clubes. A época é a de 04/05, a jornada a 33ª mais uma vêz. Este jogo atingiu proporções vitais para ambos os clubes, pois tanto Benfica como Sporting tinha hipoteses de ainda chegar ao título. Ao Benfica só a vitória interessava, pois em caso de igualdade pontual, a vantagem era favorável ao Sporting no confronto directo. Ao Sporting só a derrota o afastava do título, e a equipa estava super moralizada, pois dias depois disputaría a final da Taça UEFA no seu estádio.
Á entrada para a 33ª jornada, as equipas partíam empatadas em pontos, fruto da derrota do Benfica em Penafiel e da vitória do Sporting em casa, frente ao Vit. Guimarães. Um dos possíveis beneficiados do resultado deste jogo era o FC Porto, que esperava um empate entre ambos, para na última jornada ainda acalentar esperanças de ser campeão. Um empate, como já disse, tirava quase todas as aspirações ao Benfica, pois necessitava que o Sporting perde-se no último jogo, na recepção ao Nacional.
O jogo começou com cautelas de ambos os lados, mas mais do lado do Benfica. Trapattoni, ao seu estilo, escalou a equipa em 4x2x3x1. José Peseiro usou o seu clássico 4x4x2 em losango, que tão bem tinha funcionado em grande parte da época. O Benfica dispôs de excelentes oportunidades de golo, com Simão a falhar amais flagrante, logo no início do segundo tempo, ao surgir isolado frente a Ricardo, mas a atirar ao lado. O Benfica mostrou sempre mais vontade de vencer a partida, até porque era mesmo necessário, pois só assim seríam atingidos os objectivos da época. Mas o nulo teimou em manter-se até perto do final da partida. Ao minuto 84, Petit bate uma falta. Quando toda a gente esperava que o lívre fôsse batido directo, embora a bola estivesse um pouco descaída para a esquerda do ataque encarnado, o médio marcou a falta para o meio da área, com a cabeça de Luisão a chegar onde as mãos de Ricardo não conseguiram, empurrando assim a bola para o fundo das redes do Sporting. Grande explosão de alegria nas bancadas, no terreno de jogo, nas ruas, por todo o lado. O jogo terminou pouco depois, com os jogadores do Sporting inconformados desde o lance do golo, onde pedíam falta sobre o guardião. Ricardo inclusivé, diz ao árbitro que Luisão marcou o golo com a mão, tal era o desespero dos jogadores, pois sabíam o que sgnificava a derrota. Mas nada feito. O golo valeu e o Benfica venceu e logo alí, começou a festa da conquista do título, que se confirmaría uma semana depois com o empate no Bessa, diante do Boavista, resultado mais que suficiente para alcançar a tão almejado título que fugia desde 93/94. Ainda assim foi necessário esperar até ao minuto 90, altura em que a Académica marcou o golo da igualdade no Dragão, para se ter a certeza de que o título não mudava de estádio. Mais uma vez tudo se decidiu no Benfica-Sporting da jornada anterior. Assim como o jogo de hoje toma as proporções de decisão para o segundo posto, lugar de acesso directo á Champions League. Uma derrota afasta practicamente o Benfica desse objectivo. Um empate deixa tudo na mesma, mas com ligeira vantegem leonina. Uma vitória do Benfica nada decide, mas dá um grande passo rumo a essa decisão. Enfim, mais um clássico de grandes emoções, ao nível dos aqui apresentados durante a semana. Espero sinceramente que tenha sido do vosso agrado e que tenha contribuido para mais um pouco de sabedoria dos meandros que envolvem o Grande Derby, o Derby Eterno.

Para a história, ficam aqui as equipas que alinharam nesse jogo:

SL Benfica: Quim, Miguel, Ricardo Rocha, Luisão e Dos Santos, Petit, Manuel e Fernandes, Geovanni, Simão e Nuno Assis, Nuno Gomes.
Treinador: Giovanni Trapattoni. Jogaram ainda: Mantorras, João Pereira e Alcides.

Sporting CP: Ricardo, Miguel García, Polga, Beto e Rui Jorge, Rochemback, Custódio, João Moutinho e Pedro Barbosa, Sá Pinto e Douala.
Treinador: José Peseiro. Jogaram ainda: Pinilla, Hugo Viana e Tello.

Fica aqui também um vídeo, com o golo do jogo:





28 de abril de 2007

SL Benfica 3-3 Sporting CP (Oitavos de Final da Taça de Portugal 04/05)

Depois dos 3-6 de Alvalade, o Benfica entrou em declínio. Esse declínio já era por demais evidente, mas após esse campeonato, as coisas agudizaram-se. Entraram treinadores atrás de treinadores, entraram e saíram jogadores atrás de jogadores, no fundo uma balburdia completa. Antes do completo jejum de títulos, convém recordar a Taça de Portugal ganha frente ao Sporting, na época de 95/96. Final de má memória para os adeptos do futebol. Aos 9 minutos Mauro Airez inaugura o marcador para o Benfica, e de imediato dois foguetes saem da bancada onde está situada a claque encarnada. Um cai na pista de atletismo do estádio Nacional, perto de onde os jogadores do Benfica festejam o golo. O outro, atravessa 200 metros em comprimento, ou seja, vai de um topo ao outro do estádio, para se alojar no peito de Rui Mendes, adepto do Sporting, que teve morte imediata. O jogo continuou, e o Benfica acabou por vencer o jogo por 3-1, com mais dopis golos de João Pinto. Devido ao sucedido, a Taça não foi entregue no final da partida, tendo sido depois, no Estádio da Luz.
Mais tarde, na época 97/98, numa altura em que parece que o Benfica quer sair do buraco em que caíu, a equipa encarnada, presidida pelo polémico presidente João Vale e Azevedo e treinada por Greame Souness, desloca-se a Alvalade, também num período não muito bom no campeonato, mas acaba por golear mais uma vez, desta feita por 1-4, com golos de Poborsky, Sousa, Brian Deane e mais uma vez João Pinto. O golo leonino foi apontado por Leandro.
Na temporada seguinte, o Derby ficou mnarcado para a última jornada, e na disputa pelo terceiro lugar, o benfica tinha mais dois pontos queo rival. O jogo foi no Estádio de Alvalade e mais uma vez o Benfica ficou por cima do Sporting, embora tendo-se registado um empate a três golos, que permitiu ao Benfica manter o 3º lugar.
Na época 99/00, por pouco o Benfica não vinga a temporada 85/86, época em que a vitória leonina em pleno Estádio da Luz deu o título ao.. FC Porto. Nesse jogo, na penúltima jornada, o Sporting podería sagrar-se Campeão Nacional ao cabo de 17 épocas, caso vencesse o rival, acabando assim com a série de cinco campeonatos cosecutivos ganhos pelo FC Porto, único a consegui-lo até ao momento. A noite era de gala, o Estádio estava pronto para festejar, e nada melhor do que o adversário ser o rival de sempre. Mas o Benfica não quis colaborar. O jogo não foi muito emocionante, e o resultado foi ficando num teimoso empate a zero, que ainda assim não servia aos interesses leoninos, que em caso de igualdade pontual perdiam no confronto directo para o FC Porto. Mas a dois minutos do fim, o grande balde de água fria. Lívre apontado por Sabry e golo para o Benfica, calando assim os adeptos leoninos. O FC Porto venceu o jogo desse fim de semana e a decisão do título ficou adiada para a última ronda, com Sporting e FC Porto separados apenas por um ponto. O Sporting acabaría no entanto por se sagrar campeão, vencendo o Salgueiros no sobrelotado Vidal Pinheiro, enquanto o FC Porto ia a Barcelos ser derrotado pelo Gil Vicente.
Há ainda um jogo que merece registo, que é o Benfica-Sporting da época 00/01, sendo o único Derby ganho por José Mourinho como treinador do Benfica, que coincide curiosamente com a pior época dos encarnandos, que terminaram o campeonato na 6ª posição, pior classificação de sempre do Benfica. O jogo foi no Estádio da Luz, no dia 3 de Dezembro de 2000. O Benfica estava num período algo conturbado, tinha começado mal a época, Greame Sounnes tinha sido despedido, e substituido por Mourinho, que não foi bem aceite por grande parte da direcção do Benfica e ainda para mais, a direcção encarnada já não era liderada por Vale e Azevedo, presidente que o contratou, mais sim por Manuel Vilarinho, que sempre disse ser Toni o seu treinador. O jogo correu de feição para o lado do Benfica que venceu por 3-0, com golos de Van Hooijdonk e João Tomas (2). No entanto a seguir a este jogo, Mourinho saíu do comando tecnico dos encarnados, ao que parece por ter pressionado os responsáveis benfiquistas a renovarem-lhe o contrato, pois tinha uma proposta em carteira, ao que tudo indicava ser do Sporting.
Em 03/04, mais um jogo de boa memória para as hostes encarnadas. Mais um derby na penúltima jornada, que apenas decídia a entrada na pré-eliminatória da Champions League. O Sporting, que até tinha practicado um bom futebol nessa temporada, fêz uma recta final de má memória: nas quatro últimas jornadas, conseguiu apenas 3 pontos em... doze possíveis, fruto de três derrotas e uma vitória, precisamente na última jornada. A entrada para penúltima ronda, precisamente a do encontro entre os dois rivais, as duas equipas estavam empatas em pontos, ambos com 70. O Sporting vinha de duas derrotas fora, no Bessa e em Leiría, e o Benfica vinha em alta, tendo vencido em Braga e em casa ao Estrela da Amadora. Mais uma vêz Alvalade foi o palco. O jogo foi mais ou menos disputado, mas o zero era a imagem de marca de um jogo em que estava muito a ganhar e qualquer erro podería ser fatal. Com a vantagem em caso de igualdade pontual a ser favorável aos leões, fruto da vitória da primeira volta, no Estádio da Luz, o empate até acabava por servir os interesses sportinguistas. Mas novamente a dois minutos do fim da partida, Geovanni pegou na bola e do meio da rua, sem oposição atirou um petardo que só parou no fundo das redes de Ricardo. Era a explosão de alegría dos adeptos encarnados e a frustração dos leões levou a que houvesse uma tentatíva de invasão de campo, por parte de elementos das claques afectas ao Sporting. Na última ronda, o Benfica não foi além de um empate na Luz, frente á União de Leiría, enquanto que o triunfo do Sporting em Guimarães tornou-se insuficiente.

Mas o jogo que realmente interessa relembrar, por todos os motivos, empolgante, parada e resposta, incerteza no resultado, e no fim ganho através das sempre injustas grandes penalidades, é o jogo que opôs o Benfica ao sporting nos Oitavos de final da Taça de Portugal da época 04/05, época do regresso ao título do Benfica.



O jogo foi no dia 25 de Janeiro de 2005, no Estádio da Luz. O árbitro foi o setúbalense António Costa.
O jogo começou practicamente com o golo encarnado a ser apontado por Geovanni, á passagem do 4 minuto de jogo, rápido, a aproveitar uma sobra após um lívre de Simão. O Sporting respondeu, e aproveitou alguma ansiedade encarnada, prícipalmente no sector defensivo, e antes dos vinte minutos já vencia por 1-2, com golos de Hugo Viana, também no seguimento de um lívre por ele apontado, e de Liedson. Mas Geovanni, decididamente o carrasco do Sporting nos últimos tempos, voltou a empatar a partida ao minuto 23, novamente na recarga de um lívre, desta feita apontado por Petit. O resto do jogo foi empolgante, com jogadas de perígo de ambos os lados, mas sem que o marcador se altera-se. No prolongamento, mais dois golos e mais emoção á mistura. Aos 110 minutos, já o Sporting jogava com dez, devido a expulsão de Hugo Viana e já na segunda metade do prolongamento, Paíto correu de costa a costa e passando a bola por entre as pernas do gigante Luisão bateu Quim, fazendo o 2-3 e pôndo os sportinguistas em polvorosa, pois ao que tudo indicava, o resultado parecía estar feito. Mas eis que surge Simão, que com um pontapé espontanêo, a fazer lembrar o golo de Rui Costa a Inglaterra no Euro 04, na mesma baliza, bateu Tiago e adiou tudo para as grandes penalidades. Nunca um Derby entre os dois clubes fora decidido através desta forma. E parecía que não quería mesmo. Foram necessárias 14 grandes penalidades para determinar o vencedor, que neste caso foi o Benfica, depois de Miguel García ter atirado á barra de Quim, sendo assim o único jogador a falhar uma grande penalidade nessa noite. O Sporting, considerado pela crítica, a melhor equipa, ficou pelo caminho, enquanto que o Benfica seguiu em frente, só parando na final, onde foi curiosamente derrotado pelo Vit. Setúbal.

Ficam para a história, as equipas que alinharam nesse jogo:

SL Benfica: Quim, João Pereira, Luisão Ricardo Rocha e Dos Santos, Petit, Manuel Fernandes e Geovanni, Bruno Aguiar, Simão e Nuno Gomes.
Treinador: Giovanni Trapattoni. Jogaram ainda: Alcides, Fissas e Carlitos.

Sporting CP: Tiago, Rogério, Enakarhire, Polga e Paíto, Custódio, Pedro Barbosa, Sá Pinto, Rochemback e Hugo Viana, Liedson.

Treinador: José Peseiro. Jogaram ainda: João Moutinho, Miguel García e Tello.

Fica aqui também um vídeo do jogo:

27 de abril de 2007

Sporting CP 3-6 SL Benfica (Época 93/94)

Equipa campeã, na recepção ao Vit. Guimarães

Depois dos 7-1 de Alvalde, muitos outros jogos entre Benfica e Sporting foram disputados, mas nenhum com a importância e o resultado tão desiqulibrado como o de 14 de Maio de 1994. Este foi o jogo dos celébres 3-6, que, da mesma forma que Manuel Fernandes foi o alicerce dos 7-1, João Vieira Pinto ajudou a construir. Mas recuando um pouco, até ao início da época, para as hostes encarnadas este jogo e este resultado, têm ainda mais significado. O Sporting tinha uma excelente equipa nesse ano, assim como em anos anteríores, mas faltava-lhe o título, algo que já não alcançava desde a época de 81/82. Na equipa leonina, desde essa época, tinham surgido alguns bons valores, como Paulo Futre, Oceano, Carlos Xavier, Balakov, Ivkovic, aos quais se lhes juntaram, já na década de 90 e depois dos mundiais de sub-20 de Riade e Lisboa, jogadores como Figo, Paulo Torres, Capucho, Nelson, Cadete, entre outros. Mas o presidente da altura, Sousa Cintra achou que eram poucos, e quis juntar mais alguns. O Benfica começava, já desde os inícios dos anos 90, a demonstrar alguma difículdade financeira. Falava-se em salários em atraso, dívidas ao fisco e passívo a aumentar. Sousa Cintra, numa operação cirurgica, acabou por levar dois jogadores do Benfica para o Sporting, aproveitando estas dificuldades financeiras, com os jogadores, Pacheco e Paulo Sousa, a alegarem salários em atraso e a rescindirem os seus vículos com justa causa. Mas, o presidente encarnado da altura, Jorge de Brito, foi fundamental num aspecto. É que caso não tivesse intervido de uma forma célere, poderíam ter sido três os jogadores a abandonarem o clube. É que Jorge de Brito, foi resgatar aquele que durante vários anos foi a bandeira do futebol encarnado, João Vieira Pinto. Á semelhança do que aconteceu na já longinqua data de 1907, em que o Sporting oferecia banhos quentes e camisolas trocadas ao intervalo e conseguiu roubar oito jogadores, Sousa Cintra ofereceu melhores salários e conseguiu roubar dois. Mas, por ventura, não conseguiu atrair o jogador que mais lhe apetecia atrair. É que, se Paulo Sousa foi um jogador de bom nível no meio campo leonino, tendo depois sido bem vendido á Juventus, o mesmo não se pode dizer de Pacheco, que nunca consegiu assumir a importância que tinha no plantel encarnado. Jorge de Brito, então, teve que se deslocar a Marbella, onde Sousa Cintra tinha escondido o "Menino de Ouro" e voltou com ele, tendo o jogador sido fundamental nessa época, na conquista do último título, antes do longo jejum.
Mas a noite de 14 de Maio, até se prevía adversa para os encarnados. O Benfica tinha feito uma época mais ou menos razoavel, mas vinha a perder fulgor. Depois de vitórias concludentes sobre alguns clubes mais fracos, como o Famalicão que saíu vergado da Luz ao peso de uma derrota de 8-0, até ao facto de não ter perdido nenhum clássico até essa data, com um empate nas Antas logo na 1ª jornada do campeonato a 3 golos, tendo depois vencido na Luz, por 2-0 e tendo também já vencido o Sporting na Luz, também por 2-0, o certo é que chegava a esta fase da época, quando faltavam 5 jogos para o fim, apenas com um ponto de vantagem sobre o Sporting, devido ao empate cedido na jornada anterior frente ao Estrela da Amadora, enquanto que os leões tinham goleado o Beira-Mar, em Aveiro, por 0-4.
Durante essa semana, os jornais noticíavam uma derrota do Benfica, pois segundo eles, a equipa encarnada estava velha, o que contrastava com a juventude e irreverência do conjunto verde e branco, e também pelo desgaste que o jogo podería ter, pois no dia do encontro choveu com bastante intensidade, o que tornou o terreno pesado. Toda esta envolvência criou um excesso de confiança em tudo o que era Sporting, que até o speaker do estádio, antes do início do jogo, anunciou um prémio para o jogador do Sporting que marcasse... o 4º golo da noite. E por pouco não aconteceu. O que ninguém contava, era com o vendaval João Pinto.
Mas o jogo até começou bem para o Sporting, com Cadete a abrir o activo logo aos 8 minutos de jogo. Mas o festival João Pinto começou á passagem da meia hora, quando com um movimento de corpo a retira do caminho dois sportinguistas e a rematar sem hipoteses para Lemajic. Figo ainda voltou a dar vantagem aos leões, pouco depois, com um golo na pequena área, já quase dentro da baliza, na sequência da marcação de um lívre, mas depois ninguém mais conseguiu parar o grande artista. Dois minutos depois, João Pinto leva meia equipa leonina atrás e depois de tirar Vujacic da frente, bateu cruzado sem hipoteses mais uma vez para o guardião leonino. Ainda antes do intervalo, mais um golo de João Pinto, de cabeça, pôs o Benfica pela primeira vez em vantagem. Estava consumada a reviravolta, e tudo isto em 14 minutos. A saga de João Pinto continuou no segundo tempo, assistindo Isaias para os 4º e 5º golos do jogo. Só no sexto não teve participação directa. Balakov ainda atenuou a desvantagem a 10 minutos do fim, mas nada iría roubar a vitória ao Benfica, que arrancou decididamente para o título, agora com três pontos de vantagem sobre o segundo classificado. O Sporting acabou a época na 3ª posição sendo ainda ultrapassado pelo FC Porto, tendo o Benfica sido campeão com dois pontos de avanço sobre os azuis e brancos. João Pinto foi considerado pela crítica, como o melhor em campo, tendo inclusivé levado nota 10 do jornal A Bola, algo que ainda não tinha acontecido, nem voltou a acontecer. De referir que João Vieira Pinto entra na história dos classicos, por ser o único jogador encarnado a apontar um hattrick pelo Benfica em casa do Sporting desde 1908, ficando á frente de jogadores como Eusébio, José Águas, Arsénio, Rogério ou Nené. Depois deste jogo, o Benfica recebeu a União da Madeira e venceu por 1-0, indo festejar o título ao Norte, no jogo com o Gil Vicente, que o Benfica acabou por vencer por 0-3. Já campeões ainda receberam o Vit. Guimarães (empate a zero) e deslocaram-se ao Bessa (derrota por 1-0) para fechar o campeonato.

Fica aqui um vídeo do jogo. Infelizmente não consegui encontrar nenhum que contivesse também os golos do Sporting, por isso só verão os golos do Benfica.