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23 de outubro de 2008

Benfica podia ter feito mais


O Benfica empatou no terreno do Hertha de Berlim a um golo, mas fica a sensação que podia ter feito mais, porque a vitória estava ao alcance. Apesar da equipa germánica ter bons jogadores uma vitória na Alemanha seria possível e praticamente garantia a passagem no grupo. Quique Flores apostou em demasia em Binya mantendo-o no campo desnecessariamente os 90 minutos. Substituiu Katsouranis por Carlos Martins deixando o Camarones em campo e o Benfica nunca mais se encontrou sofrendo quase de seguida o golo do empate. A verdade é que o resultado até acaba por ser ligeiro porque o Hertha esteve sempre mais perto do segundo golo. O Benfica precisa 'apenas' vencer os jogos em casa, mas podia ter dado hoje um passo de gigante para a próxima fase.

21 de fevereiro de 2008

Nuremberga 2-2 SL Benfica

Estádio: Frankenstadion
Árbitro: Ivan Bebek (Croacia)
Espectadores: 44.000


Nuremberga: Blazek, Reinhardt, Glauber, Wolf e Pinola, Mnari, Galasek, Saenko e Engelhardt, Koller e Charisteas.
Treinador: Thomas Von Heessen. Jogaram ainda: Abardonado

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Edcarlos e Léo, Petit, Katsouranis, Rui Costa, Maxi Pereira e Nuno Assis, Makukula
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Sepsi, Cardozo e Dí Maria.


Do céu ao inferno e depois... novamente ao céu. Mais uma exibição sofrida, mediocre e sem nada que a coadune com o futebol que o Benfica pode, deve e sabe jogar. Salva-se a passagem aos oitavos de final, em claro perjuizo da equipa da casa.

Ser sócio, adepto ou simples simpatizante do Benfica, não está facil nos tempos que correm. A equipa não joga, não mostra fio de jogo, não mostra sobretudo garra para disputar um único jogo que seja, de algum tempo a esta parte. Hoje em Nuremberga, perante uma equipa claramente inferior em todos os sentidos, o Benfica inferiorizou-se a sí próprio, pondo os cabelos em pé ao mais calmo adepto encarnado.
Mas a equipa de Camacho até entrou bem na partida. O treinador espanhol operou algumas substituições no onze que defrontou os alemães na Luz, apresentando Luis Filipe na direita, Edcarlos no Lugar de Katsouranis que voltou ao miolo do terreno e deixou Cardozo no banco jogando apenas com um avançado, no caso Makukula. Do lado do Nurenberga, Von Heesen jogou com as duas torres, Koller e Charisteas, ocupando Mnari a posição de trinco, ao lado de Galasek. Portanto, invertiam-se os papeis, em relação ao jogo da Luz. O Benfica, como disse, entrou melhor, mas foi sol de pouca dura. Apenas 15 minutos de algum futebol, com a primeira oportunidade da partida a pertencer a Maxi Pereira, que fez exibição para esquecer. Aos 3 minutos, Léo encontrou um buraco nas pernas de Reinhardt e cruzou para a área, onde um corte deficiente de Glauber pôs a bola nos pés do uruguaio, que atirou para as bancadas.
O Nurenberga, aos poucos foi assumindo a partida, mercê da descoberta de uma autêntica via verde na ala direita encarnada, onde Luis Filipe voltou a estar francamente mal. Alí, é certo, cairam Engelhardt e por vezes Saenko, os dois jogadores mais tecnicistas dos da casa. Luís Filipe foi fazendo o que podía, mas isso acabou por ser sempre pouco comparado com aquilo que devería fazer. O Nurenberga, apostado no futebol mais directo, na procura de desiquilibrios por parte de Koller ou de Charisteas, mais móveis que Cardozo e Makukula no primeiro jogo, foram criando algumas situações perigosas, assistindo-se um ao outro, tendo neste campo o grego, a melhor oportunidade de golo pouco depois do minuto 30, rodando com toda a facilidade sobre Luís Filipe, quem mais, e valendo no caso Edcarlos a dar o corpo á bola.
O Benfica, nem sequer tentou explorar as enormes fragilidades da defesa da casa, pois o seu futebol jogado a passo e sem fio condutor, não deu para mais. Ainda assim, sería Katsouranis a dispôr da melhor ocasião, já perto do intervalo, depois de Nuno Assis ter ganho a bola num desentendimento de Wolf e Glauber, mas o remate acabou ao lado. Antes do intervalo, tempo ainda para Engelhardt massacrar mais uma vez Luís Filipe e oferecer o golo a Saenko, negado por Quim.
Após o reatamento, apenas a equipa do Nuremberga subiu ao relvado, tendo a equipa encarnada ficado nas cabines. Só assim se explica tamanhas facilidades concedidas nos primeiros 25 minutos do período complementar. Aos 58 minutos, Charisteas inaugurou o marcador, depois de mais um deficiente posicionamento da defesa do Benfica, a permitir tudo aquilo que os avançados da casa quiseram fazer, com Koller a assistir o grego para o primeiro golo do jogo.
O Benfica sentiu o golo e logo de seguida, Luís Filipe, quem mais, ofereceu o golo a Saenko. Jogada algo estranha por parte da defesa encarnada, que não quis tirar a bola daquela zona, com o pobre defesa direito a entregar de bandeja a bola ao russo, que apenas teve que contornar Quim para fazer o segundo da partida e virar a eliminatória. Antés disso, Pinola deixou o aviso, com um remate a 25 metros da baliza de Quim, que bateu com estrondo no poste.
Camacho mexeu, e retirou Edcarlos e o pobre Maxi Pereira, fazendo entrar Sepsi e Cardozo, passando Katsouranis para o eixo defensivo, o romeno a jogar no lugar de Nuno Assis e o português para a direita do ataque. O Benfica esboçou uma reacção, algo atabalhoada, mostrando todas as carências deste plantel. Cardozo foi assistido por Sepsi pouco depois de ter entrado, isolando-se perante Blazek, mas atirou ao lado da baliza. A dez minutos do fim Camacho esgotou as substituições, lançando Dí Maria (muito tarde), no lugar de Nuno Assis. Logo o argentino visou a baliza de Blazek, mas sem perígo. O melhor estava guardado para o fim. Num livre inofensivo, a punir falta de Pinola sobre Cardozo, surgiu o golo que colocava os encarnados na fase seguinte. O lívre é apontado por Rui Costa, no meio da confusão a bola sobra para Cardozo, que de fora da área bateu Blazek, que mais uma vez ficou mal na foto embora possa não ter visto a bola partir. Era o balde de água fria no Frankenstadion. O Nurenberga ainda tentou forçar o ataque com bolas longas, mas sería o Benfica a chegar á igualdade numa jogada em que a defesa foi apanhada em contrapé com a bola a surgir nos pés de Dí Maria, que correu meio campo, driblou Blazek e sentênciou o jogo.
Como nota final, quero apenas destacar a total injustiça do resultado, tendo em conta a exibição fraquíssima que o Benfica apresentou. Embora o conjunto alemão seja teoricamente mais fraco, mostrou mais argumentos a jogar com dois pontas de lanças altos, algo que o Benfica não sabe nem consegue potenciar. Com este resultado, os encarnados defrontarão agora Getafe nos oitavos de final da prova.

21 de setembro de 2007

Competições Europeias.

A estreia das 7 equipas portuguesas nas competições da UEFA pautou-se pela mediocridade de resultados, embora em alguns casos, acima das expectativas. Mas para história ficam apenas os registos, e aí, em sete jogos houve seis derrotas e apenas um empate, o que deixa claramente à vista, uma certa dificuldade dos clubes portugueses ao mais alto nível da Europa, mesmo os três grandes. Mas vamos por partes.

Liga dos Campeões

FC Porto e Benfica foram os primeiros clubes a entrar em competição, na passada terça feira. Os jogos não eram nada fáceis, pois os adversários de dragões e águias eram, nada mais, nada menos, do que os dois últimos finalistas da Champions League.

Ser melhor e… empatar

No Dragão, o FC Porto entrou verdadeiramente endiabrado e logo aos três minutos, Lisandro poderia ter aberto o marcador, caso aproveita-se da melhor forma um erro de Finnan. Rafa Benítez não pôde contar com Xabi Alonso e Riise por lesão, daí ter apostado em Gerrard ao lado de Mascherano com Babel na esquerda e Pennant na direita, parando a criatividade de Quaresma e o ímpeto atacante de Bosingwa, obrigando os campeões nacionais a jogarem pelo miolo, onde os dois médios já referidos, mais Hypia e Carragher no eixo defensivo, iam parando tudo.
Neste primeiro jogo, Jesualdo não inventou como de costume, mantendo o esquema táctico no 4x3x3, com Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles no miolo do terreno e Lisandro jogando a ponta de lança, mais uma vez com Tarik Sektiui na direita, ele, que atravessa o difícil período do Ramadão muçulmano.
E foi mesmo o marroquino que cavou, mais uma, grande penalidade, aos 8 minutos de jogo. Lucho desmarcou o rápido extremo, que ultrapassou Hypia sem dificuldade, mas foi travado por Reina. Lucho converteu a grande penalidade e apontou o primeiro da noite. Parecia que se preparava mais uma grande noite europeia no Dragão, tal era o caudal ofensivo do FC Porto e a desinspiração dos ingleses. Mas dez minutos depois, foi a vez de Kuyt aparecer, e depois de uma jogada estudada, na sequência de um livre, apontou o golo da igualdade, depois de servido pelo gigante Hypia. O jogo decaiu um pouco de intensidade, mas o FC Porto foi sempre superior. Na segunda parte, Pennant acabou expulso por acumulação de amarelos, e o FC Porto voltou a crescer, mas esbarrou na muralha defensiva dos Reds, bem composta por Gerrard e Mascherano no meio campo e Hypia e Carragher no eixo defensivo. O Liverpool desapareceu, mas o FC Porto também não apareceu como devia. Jesualdo retirou Raul Meireles e Tarik logo a seguir a expulsão, fazendo entrar Mariano Gonzales e Farías, mas os caminhos estavam todos fechados. E poderia ter sido mesmo o Liverpool a vencer, não fosse Quaresma a tirar o pão da boca a Kuyt, depois de excelente jogada de Gerrard, encima do minuto 90.
Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um amargo de boca no conjunto português, e com o sentido de dever cumprido, da equipa de Benítez, que jogou claramente para não perder, alias, muito ao seu estilo de quando em vez.

A derrota anunciada

Em San Siro, a história das derrotas encarnadas na competição é sempre a mesma. Erros que se pagam caro, alterações tácticas a última hora, desentendimentos inacreditáveis entre os jogadores, enfim, de tudo um pouco. Claro que a somar a tudo isto, estava do outro lado do terreno, o Campeão Europeu em título, o AC Milan, uma das equipas mais cínicas de todo o futebol italiano, ou não fosse treinado por Carlo Ancelotti, treinador com a mentalidade da velha guarda italiana. Claro também que quem tem um meio campo com Ambrosini, Pirlo, Seedorf e Kaká, arrisca-se a ganhar sempre. O Benfica entrou nervoso, cometeu muitos erros no início da partida, e foi de um desses erros que surgiu o primeiro golo. Aos 8 minutos, depois de um desentendimento entre Katsouranis e Luís Filipe, o ex-braga cometeu falta, que coube a Pirlo apontar. A bola estava descaída para esquerda, por isso era normal que Quim pensa-se no cruzamento. Mas o italiano pensou no remate directo, e se bem pensou, melhor executou, com um remate puxado ao poste esquerdo da baliza encarnada, com o guarda-redes ainda a tocar na bola mas sem hipóteses de defesa. A partir deste momento, o AC Milan cresceu ainda mais, mas aí Quim esteve também grande, negando por diversas vezes o golo a Inzaghi e a Kaká. O Benfica tentou equilibrar as contas e teve mesmo uma oportunidade para empatar a partida, ao minuto 22, mas o cabeceamento de Cardozo, que parece chegar tarde ao passe de Di Maria, acerta no poste. Dois minutos depois, o fim do jogo para os encarnados. Na sequência de um canto a favor do Benfica e depois de, mais um, mau passe de Miguel Vítor, Kaká correu pelo campo fora na posse de bola, apanhando a defesa encarnada em contrapé, cedendo depois a bola a Pirlo, que magistralmente a colocou nos pés de Inzaghi, que com toda a calma do mundo bateu Quim pela segunda vez. A partir deste momento, o jogo passou a ser gerido pelos milaneses, ao seu ritmo, com o Benfica a tentar responder, mas sem sucesso. Continuaria a ser Quim, a figura principal do jogo, evitando por mais duas ocasiões o terceiro golo do Milan, uma a Kaká ao minuto 54, outra a Inzaghi ao minuto 77. Já no final da partida, Nuno Gomes amenizou a derrota, com um golo apontado de baliza aberta, depois de assistência de Katsouranis. No final, a derrota do Benfica acaba por ser correcta, denotando alguma falta de ambição de Camacho nas alterações, principalmente quando retirou Cardozo para fazer entrar Nuno Gomes, em vez de jogar com os
dois, e não ter retirado Maxi Pereira, muito abaixo das suas capacidades.

O golo que não doeu

Em Alvalade, na quarta-feira, o jogo teve duas partes distintas. No primeiro tempo, o conjunto de Paulo Bento foi muito superior ao Red Devils, muito por culpa do losango do meio campo, onde Miguel Veloso esteve imperial, com Izmailov e Romagnoli em bom plano também. Já Moutinho, passou um pouco ao lado do jogo.
Um futebol bonito e rápido, mostrou um Sporting nada amedrontado com o poderio do campeão inglês, mais lento e permissivo. Liedson, aos 28 minutos teve o golo nos pés, mas Van der Sar opôs-se com grande qualidade. Alias, o guardião do United, esteve em bom plano, evitando por diversas vezes males maiores para as suas redes.
Na segunda parte o Manchester United, com Ronaldo e Nani nas alas, foi mais rápido, com o meio campo a subir mais e a encostar o Sporting à sua área, algo que os leões não souberam contornar. E seria Cristiano Ronaldo a dar a "facada" no seu antigo clube, quando aos 62 minutos mergulhou da melhor forma a um cruzamento de Brown, aproveitando a única falha de Abel na marcação. O prodígio português festejou o golo.. pedindo desculpas aos adeptos e foi aplaudido pela plateia leonina, como se o golo tivesse sido do Sporting. Paulo Bento fez entrar logo de seguida Purovic, e passados alguns minutos alterou o esquema para o 3x4x3, e assim o Sporting voltou a pressionar e a chegar perto da área de Van der Sar, mas apenas de meia distância é que aparecia o perigo. A melhor oportunidade do Sporting para chegar ao golo aconteceu ao minuto 78, com Tonel a proporcionar a Van der Sar a melhor defesa da noite, após cruzamento de Vukcevic. Na recarga, Djaló atirou por cima da baliza do United.

UEFA

Na Taça UEFA, a derrota do Sp. Braga acaba por ser o resultado mais frustrante dos quatro envolvidos. Jogando com uma equipa teoricamente inferior, os bracarenses evidenciaram algum vedetismo, principalmente no primeiro tempo, que lhe valeu o dissabor. Embora tenha enviado duas bolas aos postes da baliza do Hammarby, o certo é que o Braga podia e devia ter feito mais. No segundo tempo Andersson foi a estrela dos da casa, pois foi ele que apontou os dois golos do conjunto. O primeiro, ganhando em força aos centrais e rematando sem hipóteses para Dani, o segundo na sequencia de um livre indirecto, com a colaboração do guardião, embora possa não ter visto a bola partir. Pelo meio, Roland Linz abriu o livro, e depois de um excelente trabalho recebendo a bola de costas e rodando para a baliza, bateu sem hipóteses para o empate.

Em Munique, o Belenenses até conseguiu um resultado lisonjeiro, perdendo por 1-0, que deixa a hipótese dos lisboetas se classificarem. Não que o plantel do Belenenses não tenha qualidade, mas a qualidade do Bayern é sobejamente superior. Essa superioridade poderia ter ficado demonstrada nos minutos iniciais, mas Toni falhou por algumas ocasiões o golo. Ribéry, o elemento mais irrequieto dos bávaros ia deixando a cabeça da defesa em água, teve também uma grande exibição. Hugo Alcântara poderia ter marcado o primeiro golo para o Belenenses, na sequência de um livre a favor do conjunto português, mas o remate de longe, foi bem controlado por Kahn. E ao minuto 34 surgiu o golo do Bayern. Mau passe de Silas, que apanhou Van Bommel sozinho, e de primeira meteu em Toni, que bateu Costinha com calma e mestria. A partir deste momento, os alemães, tinham o jogo ganho, pois foi visível a falta de argumentos dos homens de Jesus em chegar à frente. E Hitzfeld até ajudou, retirando Toni aos 64 minutos e Ribéry aos 84. Para a história, fica a derrota apenas por 1-0, resultado que permite ao Belenenses sonhar com uma gracinha, daqui a quinze dias.

A União de Leiria, teve o resultado mais desnivelado. A derrota por 3-1 espelha bem a diferença entre as duas equipas. O Leverkusen foi sempre superior e o resultado só não foi mais desnivelado, por manifesta falta de sorte dos atacantes da equipa alemã e… Fernando. A história do jogo começou a escrever-se logo ao minuto 19, quando na sequência de um livre, Laranjeiro não consegue o corte, com a bola a cair em Kiesseling, que bateu o desamparado Fernando. Na única vez que o Leiria chegou à baliza de Adler, empatou. Jogada de insistência do ataque português, com a bola a sobrar para João Paulo bater o guardião do Bayer, contando ainda com a ajuda do poste.
Mas três minutos depois, novo golo dos da casa, acabando com as aspirações leirienses. Novamente na sequencia de um livre, Rolfes apareceu do nada, batendo Fernando, que não teve hipóteses de defesa. A partir deste momento, o Leiria desapareceu e apareceu Fernando, que por três ocasiões evitou o pior para a sua baliza. O Leiria ainda respondeu após o intervalo com a entrada de Sougou, que deu mais rapidez e perigo ao ataque luso, mas seria Kiesseling a sentenciar o jogo ao minuto 79, novamente após um livre de Gresko, ao primeiro poste. Barnetta ainda pôde ampliar o marcador, já perto do fim, após novo brinde de Laranjeiro, mas o remate saiu ao lado.

O único clube português a jogar em casa na noite de ontem, o Paços de Ferreira, poderia ter alcançado outro resultado, que não a derrota, caso as balizas tivessem mais 50cm de altura. No Estádio do Bessa, com muitos pacenses, o AZ Alkmaar, não parecia ser a quarta equipa do Ranking na Taça UEFA. Embora com um início forte, os holandeses cedo cederam o comando à equipa de José Mota. Dembélé teve a melhor oportunidade de golo ao minuto 16, mas Peçanha, ao seu estilo, efectuou enorme defesa. A melhor oportunidade de golo para o Paços no primeiro tempo, surgiu ao minuto 37, quando Edson vê Waterman adiantado, mas o chapéu bateu com estrondo na barra.
No segundo tempo, o Paços de Ferreira continuou a ofuscar o AZ, e seria desta vez Dedé a atirar à barra, a cerca de quinze minutos do fim, na sequência de uma jogada de insistência. O Paços apertou, e aos 83 minutos foi De Zeeuw a evitar o golo dos "castores" ao tirar a bola rematada por Dedé encima da linha de golo. E como no futebol, quem não marca, sofre, ao minuto 88 Pocognoli deu um cariz injusto ao marcador, ao fugir a Márcio Carioca num canto apontado da esquerda, e cabecear sem hipóteses de defesa para Peçanha, na única vez que o AZ Alkmaar foi ao ataque no segundo tempo.

17 de maio de 2007

Taça UEFA - Final

Festa do Sevilla pela segunda vez consecutiva

Realizou-se ontem, na cidade de Glasgow o jogo da final da Taça UEFA, entre o Sevilla e o Espanyol, com a vitória a sorrir aos andaluzes, através da marcação das grandes penalidades. O jogo, teve momentos de verdadeira emoção, e começou com o Espanyol a tentar encostar o Sevilla ao seu meio campo. Aos poucos, os andaluzes conseguiram sacudir a pressão, e foram chegando mais perto da baliza de Iraizoz, passando o Espanyol a jogar em contra-ataque. Com Duda na bancada, devido a opção técnica de Juande Ramos, os catalães foram criando algum perígo, e os treze minutos, Palop foi obrigado a esforçar-se para evitar que o cabeceamento de Tamudo, se transforma-se em golo. Mas ao minuto 18, o Sevilla chega ao golo. Lançamento longo de Palop, figura do jogo e do sevilla nesta caminhada, encontrando Adriano, já perto do meio campo do Espanyol. O brasileiro ganhou posição ao defesa e conseguiu entrar na área em condições de efectuar um remate indefensável para Iraizoz, fazendo assim o primeiro golo do jogo. Mas a vantagem durou pouco mais de dez minutos, com o Espanyol a chegar à igualdade, através de um golo de Riera. Foi aos 28 minutos, que o atacante espanhol, ganhou a Daniel Alves, e já dentro da área rematou, com a bola a bater ainda no defesa brasileiro e a trair Palop.


No segundo tempo, a equipa andaluza voltou mais disposta a dar a volta ao resultado, mas foi o Espanyol a ter as melhores oportunidades, com Riera e Palop em duelo aceso. Neste campo, saiu vencedor o guardião, que efectuou duas defesas de grande nível, a remate do jogador. Mas a cerca de 20 minutos para o final da partida, a equipa de Valverde vê a tarefa ser-lhe dificultada, após expulsão de Moisés, por duplo cartão amarelo. O Sevilla tentou aproveitar a falta de um elemento, mas apesar de ser súperior, não conseguiu evitar o prolongamento. Nesta fase surgiram mais dois golos, um para cada lado. Primeiro foi Kanouté, a dar vantagem ao Sevilla, já perto do final da primeira parte do tempo extra, e sería Jonatas, também perto do fim do segundo tempo, a dar nova igualdade num espectacular remate de fora da área, sem hipoteses para Palop. Com o jogo nas grandes penalidades, o héroi foi o guardião andaluz, que defendeu três remates. Com a vitória assegurada, o Sevilla torna-se, a par do Real Madrid, na segunda equipa a vencer o trofeu por duas épocas consecutivas. Há que fazer uma referência de grande destaque para a equipa do Espanyol, pois foi a única equipa na prova que não perdeu nenhum jogo dos 15 jogos que efectuou, uma vez que os catalães, fizeram a 3ª pré-eliminatória de acesso, antes da fase de grupos. A equipa de Ernesto Valverde, volta a perder a Taça UEFA 19 anos depois, novamente após marcação de grandes penalidades, depois de na époce de 87/88, ter sido derrotado da mesma forma perante o Bayer Leverkusen.


Tenho que destacar também, a exibição do guarda-redes sevilhano, Palop. Esta é a sua 3ª Taça UEFA, depois de já a ter vencido em 03/04 ao serviço do Valencia, então orientado pelo hoje treinador do Liverpool, Rafa Benítez. O guardião fez uma exibição notável na final, evitando por diversas vezes o golo aos avançados catalães, principalmente a Riera e Tamudo, além de ter defendido três grandes penalidades e de ter lançado Adriano no lance do primeiro golo da partida. Mas o momento alto alto do guarda-redes, nesta edição da Taça UEFA, aconteceu na Ucrânia, no jogo dos oitavos de final, frente ao Shakthar Donetsk. Decorria o quarto minuto de compensação, e o Sevilla perdia por 2-1, depois de ter cedido um empate a duas bolas em casa. No último lance da partida, um pontapé de canto, o guardião foi ajudar no ataque e acabou por ser ele a marcar o golo da igualdade e adiando tudo para o prolongamento, quando na Ucrânia já toda a gente festejava a passagem, onde o Sevilla acabaría por vencer. Uma prova em grande para o jogador, como o próprio acabou por confirmar.

4 de maio de 2007

Taça UEFA - Meias Finais (2ª Mão)

Estão encontrados os finalistas da edição deste ano da Taça UEFA. Seja quem for o vencedor, a Taça voltará a ficar em Espanha.


Luís Fabiano: um golo fabuloso!

Em Sevilla, os locais receberam e venceram o Osasuna por 2-0, com golos de Luís Fabiano e Renato, este já na segunda parte. O português Duda, que ontém foi suplente utilizado, será o único português esta temporada numa final europeia. O Sevilla pode assim juntar-se ao real Madrid, como os únicos clubes a vencerem a prova por duas vezes consecutivas.



Festa na Andaluzia



Renato: 2-0

Em Bremen, Hugo Almeida ainda deu esperanças ao Werder Bremen de poder chegar á final, com o seu golo logo aos 4 minutos de jogo. Um excelente sentido de oportunidade do avançado português, proporcionou um excelente chapeu a Gorka. O Espanyol não baixou os braços e chegou mesmo a virar o resultado, acabando por vencer por 1-2, mantendo-se assim invencível na competição, somando 10 vitórias e 3 empates nos jogos disputados. A expulsão de Klose ainda na primeira parte, ajudou sobremaneira a tarefa dos períquitos, que voltam assim á final 19 anos depois.


Valverde: Sem derrotas na UEFA

13 de abril de 2007

Taça UEFA - Quartos de Final (2ª Mão)


Realizaram-se ontém os jogos da 2ª mão dos quartos de final da Taça UEFA, que foram azíagos para o Benfica. O clube da Luz acabou por não perder neste segundo jogo, mas a derrota trazida de Espanha acabou por ser fundamental para o Espanyol seguir em frente, e continuar invencivel na competição. A equipa de ernesto Valverde, ainda não averbou nenhuma derrota, tendo 9 vitórias e três empates na prova. O jogo foi quase sempre dominado pelo Benfica, que podería ter chegado ao golo em três ou quatro ocasiões, mas algumas por incapacidade (lance de Nuno Gomes na segunda parte), outras graças ao poste não permitiram outro resultado. O espanyol também dispôs de uma ocasião para marcar, á passagem dos 12 minutos do primeiro tempo, quando Pandiani também enviou uma bola ao ferro da baliza de Quim. Os visitantes podem queixar-se ainda de uma grande penalidade não apontada pelo árbitro dinamarquês, Claus Bo Larsen, quando Léo rasteira já dentro da área o atacante Luís García, perto do final da partida.


O Espanyol vai encontrar nas meias finais, a equipa de Diego e Hugo Almeida, o Werder Bremen. Diego foi títular e apontou o quarto golo da equipa, no triunfo sobre o AZ Alkmaar por 4-1. Hugo Allmeida não foi títular, tendo entrado a dez minutos do fim. Depois do nulo na Holanda, os comandados de Luis Van Gaal, tentavam o empate com golos para chegar as meias finais e assim repetir a campanha de 04/05, quando foram eliminados pelo Sporting precisamente nessa fase da prova. O Werder Bremen marcou primeiro, através de Borowski e Dembélé ainda fez sonhar os holandeses quando empatou a partida. Mas pouco depois, Klose desempatou e o Bremen ainda marcaría mais dois golos, novamente por Klose já no segundo tempo, e por fim, Diego, já nos minutos finais.



Num dos confrontos mais emotivos, o Sevilha levou a melhor sobre o Tottenham. Mas não teve vida fácil, o detentor do troféu. Apesar de ter chegado ao 0-2 ainda antes dos dez minutos de jogo, mercê dos golos de Malbranque na própria baliza logo aos 3 e depois por Kanouté aos 8, a equipa de Martin Jol, tentou tudo por tudo para conseguir virar o resultado a seu favor. Ao intervalo, os espanhois estavam confiantes na passagem e entraram no segundo tempo mais libertos e a tentar gerir o resultado. Mas dois golos em dois minutos, mudaram o curso da história. Primeiro Defoe aos 65 e depois Lennon aos 66, deram outra intensidade ao jogo, mas sem alterar o resultado. Assim, o Sevilha seguiu em frente, e encontrará os compatriotas do Osasuna.


Osasuna que recebeu o Bayern Leverkusen de uma forma bastante mais folgada, graças ao 0-3 trazido da Alemanha no jogo da primeira mão. O Leverkusen não chegou a incomodar muito o adversário e ainda viu Juanlu Gómez marcar o golo da confirmação da passagem do Osasuna aos 62 minutos de jogo. Assim, nas meias finais estrão três clubes espanhois, Sevilha, Espanyol e Osasuna, e um clube Alemão, o Werder Bremen, á semelhança do que acontece na Champions League. As meias finais disputam-se nos dias 26 de Abril e 3 de Maio.

SL Benfica 0-0 Espanyol

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 55.000
Árbitro: Claus Bo Larsen (Dinamarca)

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Karagounis e Rui Costa, Simão, Miccoli e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, Dérlei e Katsouranis.

Espanyol: Gorka, Zabaleta, Torrejón, Jarque e Chica, Ito, Moisés, Riera, Luís García e De la Peña, Pandiani.
Treinador: Ernesto Valverde. Jogaram ainda: Eduardo Costa, Corominas e Jonatas.

O Benfica acordou do sonho de chegar á final de Glasgow. A falta de sorte, aliada á falta de eficácia voltaram a ser determinantes para o desfecho da eliminatória.

Fernando Santos operou algumas alterações no onze encarnado, deixando Katsouranis no banco e promovendo a entrada do maestro Rui Costa, que tão bons resultados tem dado, após a sua entrada. Com esta alteração, o Benfica passou a jogar em 4x3x3, com Simão encostado á esquerda e Miccoli á direita, mas sempre em rotação, ou seja, trocando constantemente as posições na tentativa de baralhar o sector mais recuado do Espanyol. Do lado dos visitantes, já se sabía, vinham tentar defender o resultado obtido na primeira mão, e assim jogaram em 4x2x3x1, com Ito e Moisés como jogadores mais recuados do meio campo, e Pandiani sozinho na frente, ele que é o melhor marcador da competição, com 10 golos apontados. Riera e Luís García caíam nas alas e De laPeña foi o motor da equipa, por onde passava todo o jogo do Espanyol.
O Benfica entrou ligeiramente diferente dos outros jogos, mas ainda assim não ao nível daquilo que nos habituou. Karagounis foi o primeiro a criar perígo, ao minuto 7, mas o remate espontanêo do grego, do meio da rua, acabou por sair ao lado do poste da baliza de Gorka. O Espanyol tentou responder e na sua melhor arma, o contra-atque e sempre utilizando a ala esquerda, com Riera a pôr a cabeça em água a Nelson, á semelhança do que já tinha acontecido na primeira mão, e também Pandiani, que descaía para essa zona, surge a melhor oportunidade de golo dos forasteiros, com o uruguaio a tentar uma espécie de cruzamento-remate, com a bola a bater com estrondo no poste da baliza de Quim. No seguimento da jogada, novamente Riera a cruzar, mas a defesa afastou. A resposta encarnada não tardou, e veio através dos pés de Simão, mas o remate do jogador acabou desviado para canto, do qual não surgiu nada digno de registo. Depois de um primeiro quarto de hora algo emocionante, o jogo começou a decair de intensidade, muito por culpa da atitude defensiva dos jogadores do Espanyol, que jogavam todos atrás da linha da bola, o que deixou os jogadores mais criativos do Benfica sem espaço para sair a jogar. Ainda assim, o perígo voltou a rondar a baliza de Gorka, mas apenas através de lances de bola parada. Aos 25 minutos, um lívre apontado por Rui Costa levou algum perígo á área do Espanyol, mas Pandiani, que também defendeu, acabpou por afastar. Minutos depois, a melhor situação de golo para os encarnados, através de um canto apontado por Simão, com Nuno gomes a desviar ao primeiro poste, e David Luiz a chegar atrasado á emenda ao segundo. O Benfica continuou a pressionar e a empurrar os jogadores do Espanyol para o seu meio campo, o que resultou numa sequência de faltas e de paragens, que fez com que o final da primeira parte fôsse algo aborrecido. Ainda assim o Benfica dispôs de nova oportunidade, após passe a rasgar a defesa de Simão, mas Miccoli não conseguiu o remate pois Gorka saíu com rapidez. O intervalo chegou pouco depois, com a sensação de que se o Benfica tivesse apertado mais um pouco, tinha conseguido um golo nos primeiros 45 minutos.

No reatamento, o Benfica surgiu mais decidio a tentar alterar o rumo dos acontecimentos, onde apenas um golo chegava. As primeiras situações de algum perígo pertenceram ao benfica, que foi o único a atacar no segundo tempo. Logo a abrir, Simão teve uma boa ocasião para marcar, ao minuto 47, mas o remate saiu fraco e á figura de Gorka. Ernesto Valverde tentou segurar o maior ímpeto atacante dos encarnados, e retirou Ito, que já acusava algum cansaço, além de já ter um cartão amarelo e fêz entrar Eduardo Costa para o seu lugar. Os minutos continuavam a passar e os jogadores e o público da Luz comaçaram a ficar cada vez mais nervosos, pois não viam o golo surgir. Mas ao minuto 65 surgiu a primeira de três grandes ocasiões de golo desperdiçadas pelo ataque encarnado. Rui Costa entrou na grande área pela direita do ataque e rematou cruzado, e com a baliza completamente á mercê, Nuno Gomes atirou precisamente para onde estava o guardião espanhol, permitindo assim a defesa do guarda-redes. Minutos depois, Fernando santos mexeu na equipa e retirou precisamente o avançado e fêz entrar o outro talismã, Pedro Mantorras. O público começou então a puxar pela equipa, que arrancou para um bom período. Logo após a entrada de Mantorras, surge nova oportunidade de golo para o Benfica, com Rui Costa e Simão a tabelarem e o extremo encarnado a deixar em Miccoli, que de fora da área arrancou um remate potente e colocado, sem hipoteses para Gorka, mas que acabou por embater no poste e depois nas costas do guardião acabando por não entrar na baliza. Dois minutos depois, foi a vez de Rui Costa atirar com estrondo ao mesmo poste, na sequência de uma falta apontada a 25 metros da baliza do Espanyol, com o guarda-redes Gorka completamente batido. A entrada para o último quarto de hora do jogo, Rui Costa voltou a ter hipótese de remate dentro da área, mas o tiro saiu frouxo. Ernesto Valverde e os poucos adeptos do Espanyol, estavam a ver o Benfica massacrar os seus jogadores e estes a não conseguirem sacúdir a pressão.
Fernando santos apostou tudo no ataque e retirou de campo, Nelson e Karagounis a dez minutos do fim da partida, fazendo entrar Dérlei e Katsouranis, acabando o jogo com quatro jogadores no ataque. Ernesto Valverde, que já tinha substituido Pandiani por Coro, a vinte minutos do fim, abdicando do ataque, ainda retirou De la Peña e fez entrar Jonatas, que teve paepl preponderante nesta fase final da partida, nomeadamente a segurar a bola e a ganhar faltas inteligentes aproveitando o nervosismo dos jogadores encarnados. Ainda assim, o Espanyol pode queixar-se de uma grande penalidade que o árbitro não apontou, quando Léo derruba dentro da área Luís García, depois deste ter desviado a bola do defesa e preparar-se para rematar. Na resposta, a bola chegou rápidamente a Mantorras, que sofreu falta, com o árbitro desta vez a apitar e a distribuir cartões amarelos aos jogadores do Espanyol por protestos. A falta, a entrada da área, não causou estragos. Nesta fase final do jogo, o espanyol surgiu mais vezes no ataque, algo que não fêz durante practicamente todo o jogo e teve algumas situações de perígo, aproveitando o balnceamento ofensivo do Benfica. Jonatas passou com arte por Katsouranis a três minutos do fim do jogo, mas acabou por rematar ao lado. Já nos descontos, Riera voltou a conseguir centrar a bola sem oposição e do outro lado foi Coro que rematou torto. O jogo chegou ao fim momentos depois com o nulo a subsistir e com a consequênte eliminação do Benfica. Os responsáveis do Espanyol fizeram a festa no relvado, juntamente com a equipa. Nas bancadas da Luz, a festa fêz-se do lado dos poucos adeptos azuis e brancos, presentes no estádio.


O Melhor em Campo.

* Simão. Esteve sempre muito activo, em trocas constantes com Miccoli e Nuno Gomes, tentando baralhar a defesa do Espanyol. Nas bolas paradas que ele apontou, sairam alguns lances de perígo. No lance em que Nuno Gomes atirou á figura de Gorka, podería ter marcado, caso a comunicação entre ambos tivesse funcionado.

* Rui Costa. Distribuiu sempre bem o jogo, e teve várias oportunidades de golo nos pés, das quais a mais flagrante é a bola ao poste aos 73 minutos, após marcação de um lívre a 25 metros da baliza de Gorka.

* Gorka. Mais uma vez fundamental e desta feita com alguma sorte á mistura. Batido nos lances em que a bola embateu no poste, teve ainda a sorte de na primeira, a bola lhe bater nas costas e ainda assim não entrar. No lance de Nuno Gomes, teve o mérito de estar no sítio certo, na altura certa. Na primeira parte teve algumas intervenções seguras, uma das quais já perto do intervalo, quando não permtiu que Miccoli rematasse para golo.

O Positivo do Jogo.

O Benfica pode agora concentrar-se na única competição em que ainda está envolvido, que é o campeonato. Apenas três pontos separam os encarnados dos líderes e tudo pode acontecer. Sem o desgaste dos jogos á quinta-feira, o Benfica pode ainda tentar chegar ao título, mas no mínimo tem tudo para garantir o segundo lugar na prova.

O Negativo do Jogo.

A falta de sorte dos avançados foi mais uma vez notória. Os postes evitaram outro resultado, é certo, mas também os jogadores não estiveram no seu melhor no capítulo da finalização, permitindo ao guarda-redes algumas defesas que poderíam ter dado golo, nomeadamente a de Nuno Gomes. É certo que é umaboa defesa, mas o avançado tinha meia baliza a sua mercê....

O Benfica continua sem atingir uma meia final de uma grande competição, continuando também sem conseguir eliminar um clube espanhol, depois de o último ter sido o Betis, precisamente á 25 anos atrás.

O Árbitro.

O dinamarquês Claus Bo Larsen, foi um árbitro que não esteve muito bem na noite de ontém. Teve algumas decisões difíceis de ajuizar, como um lance dentro daárea do benfica já perto do final da partida, onde Léo rasteirou claramente Luís García, com o árbito a nada apitar. Foi talvêz o maior erro do juiz, que teve alguma dualidade de critérios na amostragem de cartões amarelos.

7 de abril de 2007

Espanyol 3-2 SL Benfica

Estádio: Olímpico de Montjuic
Espectadores: 25.100
Árbitro: Eric Bramhaar (Holanda)

Espanyol: Gorka, Zabaleta, Torrejón, Jarque e Chica; Moisés, Rufete, e Riera; Tamudo, De la Peña e Luís Garcia.
Treinador: Ernesto Valverde. Jogaram ainda: Pandiani, Lacruz e Ito.

SL Benfica: Quim, Nelson, David Luiz, Anderson e Léo, Petit, João Coimbra e Karagounis, Dérlei, Simão e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Rui Costa e Miccoli.

Mais uma vez o Benfica voltou a dar minutos de avanço ao adversário. Os primeiros 35 minutos de jogo foram uma nódoa, e só um grande espirito de sacrifício matém o sonho de chegar ás meias finais.

Fernando Santos apostou num 4x3x3, dando a titulariade a João Coimbra e voltando a apostar num muito apagado Dérlei, em detrimento de Rui Costa e Miccoli, que começaram o jogo do banco. Katsouranis castigado e Luisão ainda a recuperar da lesão contraída frente ao PSG, foram as baixas de maior importancia na equipa da Luz. Do lado do Espanyol, Ernesto Valverde deixou o melhor marcador da prova no banco, o uruguaio Walter Pandiani.
O início de jogo, foi do Espanyol, que jogou numa espécie de 4x2x3x1, com Riera e Támudo nas alas e De la Penã por trás de Luis Garcia, homem mais adiantado dos "periquitos".
O futebol do Benfica foi mais uma vez lento, e isso proporcionou ao Espanyol algumas situações de perígo logo no início de jogo, o que acabou por valer um cartão amarelo a Anderson, logo aos 4 minutos de jogo. O Benfica tentou responder, e Simão efectuou um cruzamento para a área, onde Nuno Gomes cabeceou, mas a bola acabou por bater num defesa, ficando o atacante encarnado a pedir grande penalidade. O Espanyol, sempre mais rápido e a tentar aproveitar o erro do adversário, marcou logo á passagem do quarto de hora, após.... um erro do adversário. Lançamento para o Benfica, que logo perde a posse de bola, Luis Garcia executa um passe a rasgar a defesa encarnada e Tamudo, depois de tornear David Luiz, atirou a contar. Este golo surge devido á passividade com que a defesa abordou o lance e ao facto de estarem a defender muito atrás, proporcionando aos jogadores do Espanyol, a oportunidade de ganharem bolas no último terço do terreno de jogo benfiquista. O Benfica tentou responder, mas era tudo feito de forma atabalhoada e sem qualquer tipo de organização. João Coimbra que tinha como função levar a bola para a frente, não conseguiu sair uma única vez com a bola jogavel, o que motivou pouco depois do golo, que Rui costa começa-se a fazer exercícios de aquecimento. Na frente, Dérlei não tinha argúcia para ultrapassar os defesas que o marcavam, prícipalmente Chica, e do outro lado Simão era bem segurado por um impetuoso Zabaleta. O melhor que o Benfica conseguiu no período entre o primeiro e o segundo golo do Espanyol, foi uma espécie de cruzamento-remate de Nelson, que Gorka não teve problemas em segurar. Pouco depois da meia hora de jogo, novo balde de água fria para os encarnados. Tamudo voltou a fugir a Léo, e centrou largo, com Quim a exitar entre a saída e o ficar na baliza, acabando a bola por cair nos pés de Riera, que de primeira ramtou para a baliza, mas a bola sofreu em desvio em Nelson antes de entrar e transformar o jogo para o Benfica ainda mais difícil.
Mas o Benfica surgiu em campo a partir do minuto 35. Altura em que Fernando Santos dá a oportunidade a Rui Costa de entrar em jogo. Antes disso o Benfica podería ter chegado ao golo, numa jogada de Nelson, que terminou com o cabeceamento de Simão e grande defesa de Gorka.
Á semelhança do jogo de Domingo, o Benfica subiu uns furos depois da entrada do "maestro". Mais rápido e mais compacto, começou a encostar os jogadores do Espanyol mais perto da sua área e começaram a surgir as oportunidades de golo... e Gorka. Primeiro ao minuto 43 após uma emenda de Nuno Gomes, e no minuto seguinte, a remate de Petit com Nuno Gomes a não conseguir emendar de cabeça. O Benfica estava outra vez dentro do jogo e era injusto ir para o intervalo a perder por 2-0.

No reatamento, as equipas subiram iguais, mas o Benfica voltou a descer os padrões de jogo. Embora com domínio de bola, o Benfica não conseguia chegar parto da área de Gorka com perígo. Ernesto Valverde lançou então Pandiani no lugar de Tamudo ao minuto 53 e Fernando Santos respondeu com o lançamento de Miccoli no lugar de Dérlei.
E foram necessários apenas cinco minutos em campo para o uruguaio facturar o seu décimo golo na competição e elevar para terrorífico o resultado no Olímpico de Montjuic. A jogada +e iníciada no ataque encarnado, com Nelson a tentar ludibriar Riera, mas a perder a bola. Depois de rápidas combinações entre os jogadores o Espanyol chega a área do Benfica e Riera, sem oposição de qualquer jogador encarnado, centra á vontade, onde Pandiani consegue vir de trás e antecipar-se a Anderson, marcando assim o terceiro da noite e pondo as bancadas em delírio.
Mas por pouco tempo. Cinco minutos depois, e já com o esquema de jogo em 4x4x2, o Benfica reduz para 3-1. Miccoli é bem desmarcado por um dos únicos inconformados com o resultado, o jovem David Luiz, e já no límite do fora de jogo, consegue ver Nuno Gomes sozinho no centro da área e dá-lhe a bola para o atacante facturar. Primeira explosão de alegría, dos cerca de três mil adeptos encarnados presentes no estádio. Pouco depois, exactamente 2 minutos após o golo de Nuno Gomes, Simão tem uma excelente incurssão pela esquerda, ultrapassando dois adversários e remata cruzado para o fundo das redes de Gorka, contando ainda com a ajuda do central Torrejón. O Benfica em dois minutos voltava a entrar na eliminatória, depois de estar completamente afastado. A equipa encarnada, mais rápida e compacta a jogar, explorou bem a deficiencia da equipa catalã, o sector defensivo.
O jogo não morreu aqui, e as duas equpas tiveram ainda oportunidades para marcar. Mais o Benfica que dispôs de excelentes oportunidades, por intermédio de Rui Costa, mas a bola saiu um pouco acima da barra de Gorka, A um quarto de hora do fim do jogo, Miccoli teve nova oportunidade golo, quando um corte deficiente de um defesa lhe pôs a bola nos pés, mas o remate do italiano volotu a ser desviado por um defesa catalão. Ernesto Valverde efectuou algumas alterações neste período e substituiu o amarelado Zabaleta por Lacruz, e o esgotado Rufete por Ito. Estas alterações proporcionaram algum equilibrio perdido a meio campo pelo Espanyol, que nos minutos finais dispôs de duas excelentes ocasiões para marcar, com Quim em grande nível a evitar. Primeiro a remate de Ito, a cinco minutos do fim da partida e depois já nos descontos a remate de Pandiani, que ganhou uma bola perdida por Simão em zona proibida.
O resultado final não se alterou e deixa uma ponta de esperança para o jogo da Luz, tendo que ser corrigida no entanto, a má fase pela qual a defesa e o colectivo encarnado estão a passar.

O Melhor em Campo.

Há vários jogadores a serem destacados.

* Tamudo: Foi o jogador mais mexido do Espanyol. O Capitão dos catalães esteve nos dois primeiros golos da equipa, marcando o primeiro e demonstrando um excelente sentido de oportunidade e no segundo deixando Léo para trás e arrancando um excelente cruzamento.

* Gorka: Na altura de maior pressão do Benfica, o guardião basco ao serviço do Espanyol, correspondeu com excelentes defesas. O Benfica não foi para o intervalo com a desvantagem miníma, graças a ele. E já no período em que o Benfica perdía por 3-2, teve algumas intervenções de bom nível.

* David Luiz: Continua em grande o miúdo. Esteve mal apenas no lance do primeiro golo do Espanyol, deixando-se ultrapassar por Tamudo. Mas no geral, esteve bem, bastante seguro e sempre com vontade de sair a jogar. Demonstrou uma excelente visão de jogo, ao ver Miccoli sozinho no lance do primeiro golo encarnado.

* Rui Costa: Coincidência ou não, o futebol encarnado foi diferente após a sua entrada, logo há que dar mérito ao maestro. Endossou a bola a Simão para que este marcasse o segundo e ele mesmo tentou o remate por várias vezes, sendo que o mais perigoso foi aos 70 minutos, com a bola a passar por cima da barra de Gorka. Leu bem o jogo e executou quase sempre bem.

O Positivo do Jogo.

* O resultado, embora sendo uma derrota, acaba por ser positivo, pois foi uma derrota com golos e na margém minima. De positivo, há que destacar o não baixar dos braços do conjunto após o 3-0, que, pensavam os espanhois, tinha matado o jogo. Este resultado mantém a esperança da passagem as meias finais.

O Negativo do Jogo.

* Á semelhança do jogo de Domingo, o Benfica deu 35 minutos de avanço ao adversário. Não se compreende o porquê de uma atitude tão passiva e comprometedora. A defesa esteve practicamente toda mal, salvando-se apenas David Luiz. Nelson está numa fase negra desta temporada e é inadmeissivel a forma como perdeu sempre para Riera, e é inadmissivel como perdeu a bola no lance do terceiro golo, quando a equipa estava toda balançada no ataque, e depois deixou o extremo centrar á vontade. Falta-lhe claramente concorrência no plantel. Dérlei é outro jogador que não justificou para já a sua vinda. Apagado e pouco batalhador, apenas efectuou um remate á baliza de gorka. Muito pouco.

O Árbitro.

Eric Bramhaar esteve bem. Apenas parece ter errado no lance em que Simão fica a pedir grande penalidade, logo a seguir ao terceiro golo do Espanyol. De facto parece ter sido carregado por Chica. De resto, bem no capítulo disciplinar, num jogo que foi fácil de gerir.

9 de março de 2007

Taça UEFA - 1/8 de Final

Os oitavos-de-final da Taça UEFA, foram aziagos pora as equipas portuguesas. O Benfica, depois de estar a vencer o PSG, acabou por sair derrotado do Parque dos Príncipes. O jogo até começou bem para o Benfica, que teve uma meia hora muito boa, criando oportunidades de golo. O golo encarnado surgiu ao minuto 10, depois de uma boa incurssão de Nelson pelo seu flanco, deixando Armand para trás e centrando para a entrada de Simão, em antecipação a Mendy. O Benfica continuou a dominar a partida e dispôs de outra excelente oportunidade d egolo, através de um canto de Simão, mas Dérlei atirou ao lado. O ponto de viragem no jogo aconteceu ao minuto 30, quando Luisão se lesionou e teve que ser substituido por David Luiz. O PSG percebeu a insegurança em que se tinha tornado a defesa benfiquista, e em cinco minutos virou o jogo, primeiro por Pauleta ao minuto 35, depois de um remate cruzado, com David Luiz e Kalou a fazerem-se ao lance, e a tirarem tempo de racção a Quim, que viu a bola entrar no poste mais distante da sua baliza. Aos 40 minutos, Kalou explorou o lado direito da defesa benfiquista, passando por 3 (!) jogadres encarnados para depois servir Frau, que rematou sem hipoteses. No segundo tempo, o Benfica acertou o passo e criou oportunidades para marcar, uma das quais por David Luiz, que acorreu bem ao segundo poste, tendo sido Landreau á meias com Mendy a evitar o golo da igualdade. Até ao fim o Benfica criou mais duas oportunidades de golo, mas o resultado não se alterou. Apesar de negativo, este resultado deixa boas perspectivas para o jogo da Luz, onde bastará um golo para o Benfica se adiantar na eliminatória.

Em Braga, o Sp. de Braga teve o mesmo desfecho, mas a eliminatória ficou mais difícil de ultrapassar, para os comandados de Jorge Costa. O Tottenham foi sempre mais forte que os locais, que sem supresas, assumiu os destinos da partida. Na primeira parte, o Braga pode dar graças a Paulo Santos e ao desacerto de Berbatov, pelo nulo registado. Os bracarenses apenas conseguiram chegar á baliza de Robinson através de remates de longe de Bruno Gama, ou através de lances de contra-ataque, mas bem solucionados pela defesa londrina, sem Ricardo Rocha, uma vez que o jogador já tinha representado o Benfica nas provas da UEFA. Na segunda parte surgiram os golos para o lado dos forasteiros. Robbie Keane abriu o activo aos 57 minutos e Malbranque aumentou aos 72. Parecia estar tudo perdido, mas aos 75 minutos o árbitro assinalou uma grande penalidade duvidosa e Paulo Jorge reduziu. Minutos depois e galvanizados pelo golo, o Braga chega á igualdade, através de Zé Carlos, na sequência da marcação de um lívre. Mas já nos descontos, novamente Robbie Keane estabelecu o resultado final, diga-se de passagem, justo por tudo aquilo que o Tottenham fez. No jogo da segunda mão, em Londres, a taréfa do Sp. de Braga é muito difícil, mas não impossível.

Resto da eliminatória.

No restante dos jogos de ontém, destaque para a goleada sofrida pelo AZ Alkmaar em Newcastle por 4-2, provando assim que as equipas inglesas estão em grande nível esta temporada. O Werder Bremen tmabém merece destaque, pois venceu no sempre difícil terreno do Celta de Vigo, por 0-1, ainda para mais com um golo de Hugo Almeida que nem foi títular, tendo jogado apenas os últimos 25 minutos, mas muito a tempo de dar a vitória aos germânicos. O Sevilha pode ter comprometido a passagem aos quartos de final depois de ter permitido ao Shakhtar Donetsk, sair com um empate do Sanchez Pizjuan. O Sevilha esteve em vantagém depois de um golo de Marti ao 8 minutos, após marcação de uma grande penalidade. O Shakhtar daría a volta ao marcador, após um golo de Matuzalem, também de grande penalidade, ao minuto 60, depois de Hubschman ter empatado ainda na primeira parte. Como não há duas sem três, o Sevilha chegou á igualdade, já perto do fim, novamente na marcação de uma grande penalidade apontada por Maresca, ao minuto 88. A deslocação á Ucrânia não se afigura nada fácil, para os comandados de Juande Ramos.

Quadro completo de resultados:

Lens 2-1 Bayer Leverkusen
Maccabi Haifa 0-0 Espanhol
Newcastle 4-2 AZ Alkmaar
Celta de Vigo 0-1 Werder Bremen
PSG 2-1 SL Benfica
Sevilha 2-2 Shakhtar Donetsk
Rangers 1-1 Osasuna
Sp. de Braga 2-3 Tottenham


Os jogos da segunda mão disputam-se a 14 e 15 de Março.

23 de fevereiro de 2007

Taça UEFA - 16avos de Final

Os 16avos de final da Taça Uefa, correram bem ás equipas portuguêsas, e a Portugal também, pois mercê das duas vitórias de ontem, aliadas ao empate do FC Porto na vespera, Portugal quase cosegue garantir o 6º lugar, tendo mesmo subido para 5º no ranking da UEFA, o mesmo que dizer, que continuaremos a ter duas equipas na Champions League.
Quanto aos jogos, o Benfica deslocou-se á Roménia, onde nunca perdeu, para defrontar o Dín. Bucarest. Os encarnados traziam uma vantagem de um golo da primeira mão, e entraram um pouco descontraídos de mais. O Dínamo, conseguiu, á passagem dos 20 minutos marcar um golo, após uma desatenção da defesa benfiquista, e Niculescu apontou o golo que fêz os adeptos do dínamo sonhar. O Benfica tentou até ao intervalo empatar a partida, mas Lobont, começou a brilhar novamente, primeiro inviabilizando uma tentativa de chapeu de simão, e depois negando o golo a Katsouranis e Derlei. No segundo tempo, o Benfica marcou logo nos primeiros minutos, de Canto, com Anderson a aparecer bem ao primeiro poste. Katsouranis consumou a reviravolta á passagem da meia hora do segundo tempo, também de canto e também ao primeiro poste, com os romenos a verem jogar. O resultado é justo, no conjunto das duas mãos, pois o Benfica foi súperior em ambos os jogos. O Dínamo deu uma boa réplica e demonstrou que se tivesse mais competição nas pernas, sería mais difícil batê-los. Esta foi a primeira derrota do Dínamo em casa, em jogos oficíais: Não perde nem para o campeonato, nem para a Taça UEFA, desde Maio último.
O Sp. de Braga, visitou e voltou a bater o Parma por 0-1, com o golo a surgir já nos minutos finais, através de Diego Costa, em antecipação a um defesa parmesão. O jogo marcou a estreia de Jorge Costa como treinador príncipal, depois da demissão de Rogério Gonçalves, e o Braga fêz um jogo agradável, gerindo bem a vantagem conseguida no Municipal. O golo surge numa altura em que o Braga, até jogava com dez, depois da expulsão de Frechaut, aos 76 minutos, por acumulação de amarelos. O Parma é neste momento uma pálida imagem da grande equipa que foi na década de 90, altura em que chegou a vencer uma Taça das Taças, tendo eliminado o Benfica nas meias finais. Neste momento luta arduamente para não descer de divisão.
Num dos jogos que se esperava mais equilibrado, o Werder Bremen conseguiu levar de vencida o Ajax, com um golo importantissímo de Hugo Almeida. Na primeira mão, o Bremen conseguiu uma vitória confortável no Weserstadion, por 3-0, o que lhe deixava antever uma segunda mão tranquila em Amsterdão. Puro engano, pois Leonardo abriu o marcador para o Ajax logo aos 4 minutos de jogo, mas Hugo Almeida restabeleceu a igualdade aos 14 minutos do primeiro tempo. esse golo revelou-se fundamental, pois na segunda parte, Huntelaar e Babel fizeram os golos que chegaram a assustar os alemães. O resultado final foi de 3-1 para os holandeses.
A surpresa maior aconteceu em Haifa, onde o Maccabi local eliminou o vencedor do trofeu em 2005, o CSKA de Moscovo. Depois do nulo verificado na Rússia, os comandados de Gazzaev, não conseguiram levar a melhor sobre os israelitas e acabaram por perder por 1-0, com o golo a ser apontado por Colautti aos 13 minutos de jogo.
O Sevilha, detentor do trofeu, deu uma ajuda a Portugal, em termos de ranking, vencendo e eliminando os romenos do Steaua de Bucarest, vencendo novamente no Sanchez Pizjuan, por 1-0, com o golo a ser apontado por Kerzhakov, nos descontos do primeiro tempo.

Aqui fica o quadro completo dos resultados dos jogos de ontem:

Leverkusen-Blackburn 0-0 (3-2)
H. Tel-Aviv-Rangers 2-1 (0-4)
Livorno-Espanyol 1-2 (0-2)
Fenerbahçe-AZ 3-3 (2-2)
Bremen-Ajax 3-0 (1-3)
CSKA Moskva-M. Haifa 0-0 (0-1)
AEK-PSG 0-2 (0-2)
Benfica-Dínamo Bucurest 1-0 (2-1)
Shakhtar-Nancy 1-1 (1-0)
Bordeaux-Osasuna (ap) 0-0 (0-1)
Steaua-Sevilla 0-2 (0-1)
Spartak Moskva-Celta 1-1 (1-2)
Zulte Waregem-Newcastle 1-3 (0-1)
Braga-Parma 1-0 (1-0)
Lens-Panathinaikos 3-1 (0-0)

A negrito os apurados
Entre parentesis os resultados da 2ª mão
Á esquerda, os clubes anfitriões na 1º mão

Os encontros dos Oitavos-de-Final são os seguintes.

Newcastle-AZ Alkmaar
Maccabi Haifa-Espanyol
Rangers-Osasuna
Sp. Braga-Tottenham
Sevilha-Shakthar
Lens-Leverkusen
PSG-Benfica
Celta de Vigo-Werder Bremen

Os jogos realizam-se a 8 de Março (1ª mão) e 14/15 de Março (2º mão)

15 de dezembro de 2006

Taça UEFA - Sp. Braga 2-0 Grasshoppers

Estádio: Municioal de Braga
Espectadores: 11.048
Árbitro: Nikolay Ivanov (Rússia)



Sp. Braga: Paulo Santos, Luís Filipe, Paulo Jorge, Nem e Carlos Fernandes, Vandinho, Ricardo Chaves e João Pinto, Maciel, Wender e Zé Carlos.
Treinador: Rogério Gonçalves. Jogaram ainda: Cesinha, Castanheira e Marcel

Grasshoppers: Coltori, Sutter, Weligton, Denicola e Jaggy, Voser, Léon e Salatic, Roberto, António e Ristic.
Treinador: Krasimir Balakov. Jogaram ainda: Renggli, Blumer e Fletscher


O Sp. de Braga carimbou a passagem à fase seguinte da Taça UEFA, com um golo inventado por Camacho, aquando da sua passagem pelo Benfica. A raça e vontade dos jogadores bracarenses, foi premiada, no entanto o seu presidente queria mais apoio por parte dos associados.

A primeira parte deu-nos um Sp. de Braga um pouco nervoso, pois tinha a obrigação de vencer, caso quisese seguir em frente. Rogério Gonçalves, apresentou o esquema habitual de 4x3x3, com dois trincos, Vandinho e Ricardo Chaves, e João Pinto a jogar no vértice do triangulo, no apoio a Zé Carlos. Do lado dos suiços, o 4x3x3 com apenas um trinco, dava um pendôr mais atacante à equipa.
Talvês por causa do nervosismo, o futebol do Braga, foi um pouco atarantado, sem agressividade e mostrou uma finalização muito aquém do esperado e necessário, para garantir a passagem. Foi no entanto o Grasshoppers, ao minuto 12 que poderia ter marcado o primeiro da noite, numa jogada de entendimento entre Ristic e António tendo Paulo Santos correspondido com boa defesa. O jogo arrefeceu um pouco, com o Sp. de Braga a tentar deixar os suiços adormecerem, e a entrada para o último quarto de hora da primeira parte, a equipa de Rogério Gonçalves pressionou mais e terminou por cima da turma suiça, tendo no entanto desperdiçãdo algumas boas situações para marcar, por falta de pontaria. Já perto do final, os bracarenses queixaram-se de uma grande penalidade sobre Zé Carlos, mas fica a impressão que o atacante brasileiro é que faz falta no início da jogada, agarrando o central Weligton.

No segundo tempo, o Braga manteve o pendôr atacante os últimos minutos da primeira parte, e Zé Carlos voltou a ter algumas boas oportunidades de abrir o marcador, mas acabaria por não o conseguir, tendo no entanto entrado ele próprio pela baliza dentro, num lance em que toda a gente gritou golo. João Pinto continuava a carregar a equipa, com sucessivos cruzamentos e jogadas de grande nível, tendo conseguido, através da tecnica, libertar-se da marcação cerrada que lhe moveu Voser no primeiro tempo.
Aos 60 minutos, Maciel apontou um lívre, que mais parecia um canto curto, e encontrou João Pinto lívre de marcação na cabeça da área, com o ex-internacional português a rematar de primeira, sem hipoteses para Coltori. Este golo fêz lembrar os lívres introduzidos por Camacho, na altura em que esteve à frente dos destinos do Benfica, e tantas vezes copiado sem sucesso.
O Grasshoppers tentou responder e teve uma soberana oportunidade minutos depois do golo de João Pinto, mas Roberto Pinto, que se isolou quando a defesa bracarense parou a pedir um fora de jogo inexistênte, rematou frouxo e ao lado da baliza de Paulo Santos para descanço dos bracarenses presentes no estádio. O coração terá falado mais alto....
Já nos descontos, Castanheira apontaria o golo do descanço, depois de cruzamento de Luís Filipe e deu início à festa nas bancadas.

No final da partida, António Salvador falou aos jornalistas e esqueceu por completo a vitória histórica, para dizer que estava desiludido com a afluência de público ao Municipal, para um jogo de capital importância para o futuro do clube, entre outras coisas disse que "esperava mais do que os 9 mil adeptos presentes", tendo no entanto oficialmente terem sido dados 11 mil espectadores nas bancadas, e disse que "talvês o Braga precise de mudar de cidade, para Barcelos ou Guimarães, para ter mais apoio". A indignação do presidente continuou, dizendo que não admite ser "questionado por ninguem, caso venda algum jogador em Janeiro, ou no início de época", e terminou dizendo que "trabalhar assim não vale a pena. Dá que pensar".

4 de outubro de 2006

UEFA Cup: O Sorteio

O Sporting de Braga vai defrontar o Sevilha (ESP), detentor do troféu, na fase de grupos da UEFA. AZ Alkmaar (HOL), Solvan Liberec (CZ) e o Grasshoppers (CH) são as outras equipas do Grupo C, ditou o sorteio realizado esta terça-feira em Nyon, na Suíça.

30 de setembro de 2006

Uefa Cup: Chievo 2 - 1 SC Braga

Estádio: Marc'Antonio Bentegodi
Espectadores: 6’500
Arbitro:Carlos Megia Dávila (Espanha)

Chievo Verona: Sicignago, Malagó, Mandelli, Scurto, Marcolini, Luciano,Sammarco, Zanchetta, Kosowski, Bruno, Tiribocchi - Jogaram ainda: Moro, Brighi, Godeas
Treinador: Giuseppe Pillon

SC Braga: Paulo Santos, Frechaut, Nem, Paulo Jorge, Carlos Fernandes,Madrid, João Pinto, Hugo Leal, Luís Filipe, Zé Carlos, Wender - Jogaram ainda: Maciel, Maurício, Césinha
Treinador: Carlos Carvalhal



A equipa minhota entrou a ganhar 2-0 no segundo jogo a contar para a 1° eliminatória da Uefa. Entrou com eficácia e a trocar "bem" a bola durante os primeiros 20-25 minutos, como poucas vezes fizeram ainda neste inicio de temporada (Liga Bwin).
Não houve o esperado sufoco inicial. Mas, em contrapartida, a equipa portuguesa não permitiu ao Chievo a criação de lances de perigo, com a excepção de dois ou três lances em que Frechaut permitiu cruzamentos de Kosowski junto à linha de fundo. Mas a falta de velocidade de Frechaut face a Kosowski começou a causar abalo na segunda metade da primeira parte... e custou um golo.
Curiosamente o Braga não pareceu muito perturbado com o golo sofrido, embora nesta fase a troca de bola não tivesse grande qualidade. De todo o modo, até final da primeira parte, oportunidades de golo para o Chievo... zero. Nós ainda tivemos um bom remate à meia volta por Zé Carlos.

Na segunda metade, Carvalhal fez entrar Maciel para o lugar de Hugo Leal, colocando Luís Filipe na defesa e Frechaut no meio-campo. O Sp. Braga entrou mais agressivo e criou duas boas oportunidades por Maciel e Wender (uma outra... pelo guarda-redes do Chievo). É certo que a troca de bola não era grande coisa (impressionante a quantidade de bolas perdidas por JVP apesar da sua entrega!), mas a equipa portuguesa esteve mais perigosa na frente. Quando Carvalhal resolveu apostar na velocidade de Césinha (para a saída de um anormalmente apagado Zé Carlos), sucede um erro incrível de Paulo Jorge (parecido com o que cometera na pre-época em Barcelos) que dá o segundo golo ao Chievo, que não tinha feito até então um único remate perigoso à nossa baliza. O jogo aí entrou num período louco, com alguma desorientação de parte a parte: expulsões, muitas perdas de bola, passes errados, etc..
A equipa minhota contudo, sem jogar bem, nunca se deixou inferiorizar pelo adversário. Mais: à medida que o tempo passava, parecia evidente que a nossa equipa estava mais fresca que o Chievo. O que se veio a confirmar no prolongamento. O domínio "vermelho e branco" era evidente e o golo surgiu com alguma naturalidade. O Braga podia depois ter feito algo mais pelo empate, que estava claramente ao alcance... Foi uma derrota com sabor a vitória!

O Melhor em Campo (estre aspas)

Wender foi o herói da eliminatória. No primeiro confronto, em Braga, o brasileiro marcou o segundo golo, que transmitiu alguma confiança para o jogo decisivo e na passada quinta-feira voltou a deixar a sua marca, garantindo a passagem à fase de grupos. Apesar de todo o empenho, de muito tentar remar contra as adversidades - leia-se evolução do marcador por parte dos italianos, revelando inconformismo através de remates de meia-distância, o esquerdino esteve algo distante do que pode e sabe fazer. Saiu logo após ter marcado o golo, em maca, lesionado, mas obviamente satisfeito com a estrelinha que iluminou o desvio de cabeça entre as torres adversárias.

O Positivo do Jogo

O Sp. Braga saiu da cidade dos eternos namorados (Romeu e Julieta), com o passaporte carimbado para a fase de grupos da UEFA, objectivo perseguido á três anos e após duas tentativas frustradas (Hearts & Estrela Vermelha), conseguiram – era muito importante; tanto a nível desportivo como financeiro.

O Negativo do Jogo

A equipa arsenalista demonstrou falta de atitude, agressividade, qualidade, personalidade e muitas saudades daquela equipa que fez uma brilhante pré-época; aquela equipa que quase sabia jogar de olhos fechados?!
Os jogadores jogam sem nexo nenhum, completamente atabalhoados e não se entendem uns com os outros, e isso pode-se ver na quantidade de passes falhados que fizeram durante todo o jogo.Só nos resta rezar e fazer fé que esta crise vá passar já neste inicío de semana...
Já para não falar do caso do Nem, que um jogador com a sua experiência, teve uma atitude de iniciado; uma autêntica palhaçada.

O Árbitro

Errou em pequenos erros técnicos, mas na acção disciplinar, em especial nas expulsões, esteve bem.

15 de setembro de 2006

Taça UEFA – 1ª mão da 1ª eliminatória

A sorte foi diferente para os três clubes portugueses envolvidos na Taça UEFA. O Nacional foi o primeiro a jogar e o primeiro a ser derrotado, assim como o Vit. Setúbal que acabou goleado e hipotecou as hipóteses de entrar na fase de grupos da prova. O Sp. Braga venceu o Chievo Verona e tem um pé na fase de grupos, à terceira tentativa, depois de ter sido eliminado pelo Hearts há duas épocas e pelo Estrela Vermelha na época passada.

Rapid BucaresteNacional

O Nacional acusou o facto de ser praticamente estreante nestas andanças – é apenas a segunda participação dos insulares nas provas da UEFA – e acabou por ser derrotado por uma equipa mais rodada, como é o Rapid. A tentativa de Carlos Brito de reforço do meio campo com Cleber e Chainho, jogando o primeiro mais recuado, não surtiu efeito e a equipa praticamente não atacou, preferindo basicamente jogar para o empate. Normalmente este tipo de jogo acaba por correr sempre mal e foi o que aconteceu, quando já encima do intervalo, o experiente avançado romeno Moldovan, conseguiu libertar-se da marcação e bater Benaglio, num lance que ilustra toda a sua matreirice e experiência. O jogo até foi equilibrado, e as equipas dispuseram de algumas oportunidades para marcar, no entanto o resultado não sofreu alterações.
O Nacional já leva o terceiro jogo seguido sem vencer, e pior ainda, o terceiro jogo seguido sem marcar um golo, o que atesta alguma falta de assimilação por parte do plantel das ideias de Carlos Brito, que assim se estreou nas competições europeias com uma derrota. Este resultado não é preocupante, pois é possível de recuperação em casa, onde o Nacional poderá aproveitar precisamente esse facto, para pressionar os romenos. Antes disso, uma difícil deslocação ao Estádio da Luz, para defrontar o Benfica, determinará o estado anímico a apresentar no jogo da segunda volta.

Sp. BragaChievo Verona

Parece que o ditado popular tem razão, ou não fosse popular, e à terceira será a vez de o Sp. Braga se apurar para a fase de grupos da Taça UEFA. O jogo de ontem foi mais de paciência que de outra coisa, no entanto o golo apontado por Paulo Jorge, logo aos seis minutos, deixou os jogadores e o publico bracarense mais tranquilo. Carlos Carvalhal optou por jogar com João Pinto encostado à direita, em detrimento de Maciel, compensando assim o meio campo com a versatilidade do jogador. Depois do golo, o Braga assentou jogo, privilegiou a troca de bola, e procurou aproveitar os espaços que o Chievo foi dando para procurar ampliar a vantagem, tendo no entanto, a preocupação de não sofrer golos. Ainda na primeira parte, Carlos Carvalhal trocou Ricardo Chaves por Maciel, para dar mais velocidade ao ataque, e foi aposta ganha, já que o jogador emprestado pelo FC Porto aos bracarenses esteve na origem de duas expulsões, e na origem da grande penalidade que Wender converteu, já perto do fim da partida. Nada está decidido, mas dois golos de vantagem parecem ser suficientes para o Braga se apurar finalmente para a fase de grupos da competição.

Vit. SetúbalHeerenveen

Falta de experiência, falta de pontaria e falta de ambição, pagam-se caro em alta competição. Neste momento os responsáveis setubalenses devem estar a dirimir os motivos da pesada derrota ontem sofrida em casa emprestada, o jogo foi em Alvalade, e devem estar a chegar a estas conclusões.
O Vitória fez um jogo que até nem foi mau. Bateram-se mais ou menos bem durante o primeiro tempo, no entanto demonstrando um nervosismo que ia comprometendo, quando Hugo pôs a bola nos pés do avançado holandês. Este nervosismo não permitiu ao Vitória, que até dispôs das duas melhores oportunidades de golo do primeiro tempo, combater a simplicidade de movimentos do conjunto holandês. Primeiro Varela não conseguiu emendar à boca da baliza um remate de fora da área de Adalto, e depois Auri, na sequência de um livre cabeceou ao poste.No segundo tempo, em cinco minutos, o Heerenveen, hipotecou a entrada dos sadinos na fase de grupos, com dois golos do brasileiro Afonso Alves, na marcação de dois livres frontais à baliza de Marco Tábuas e pelo meio ainda teve tempo para enviar uma bola à barra. Se no primeiro golo, o guarda-redes não tem hipóteses, o mesmo já não se pode dizer do segundo, onde falhou por completo, assim como no terceiro, onde se embrulhou com um colega de equipa, praticamente desnecessário, pois o defesa parecia ter o lance controlado. Faltava um minuto para o fim da partida. O Vitória fica assim praticamente afastado da fase de grupos, tendo no entanto que disputar a segunda mão na Holanda, apenas para cumprir calendário.

24 de fevereiro de 2006

Segunda mão dos 16 avos de final da Taça UEFA.

Resultados da segunda mão dos 16 avos de final da Taça UEFA (os clubes à direita jogaram em casa, entre parentesis o resultado da 1ª mão)

Rosenborg-Zenit 1-2 (0-2)
Litex-Strasbourg 0-0 (0-2)
Club Brugge-Roma 1-2 (1-2)
Heerenveen-Steaua 1-0 (1-3)
Schalke-Espanyol 3-0 (2-1)
Lokomotiv Moskva-Sevilla 0-2 (0-1)
Lille-Shakhtar 0-0 (3-2)
Bolton-Marseille 1-2 (0-0)
Hertha-Rapid Bucuresti 0-2 (0-1)
Betis-AZ 1-2 (2-0)
Basel-Monaco 1-1 (1-0)
Artmedia-Levski 0-2 (0-1)
Udinese-Lens 0-1 (3-0)
Thun-Hamburg 0-2 (1-0)
Stuttgart-Middlesbrough 1-0 (1-2)
Slavia-Palermo 0-1 (2-2)

Oitavos de final:

Rapid Bucaresti-Hamburg
Basel-Strasbourg
Middlesbrough-Roma
Steaua-Betis
Palermo-Schalke
Marseille-Zenit
Udinese-Levski
Lille-Sevilla

Os jogos serão disputados nos dias 9 de Março (1ª mão) e 15/16 de Março (2ª mão)

16 de fevereiro de 2006

Regresso das Competições Europeias....

Ontem deu-se o regresso das Competições Europeias, disputando-se os dezasseis-avos-de-final da competição, já incluindo os clubes que foram eliminádos da fase de grupos da Liga dos Campeões. Assim sendo, este é o quadro de resultádos dos jogos disputados ontem:



Rosenborg-Zenit 0-2
Bolton-Marseille 0-0
Litex-Strasbourg 0-2
Club Brugge-Roma 1-2
Hertha-Rapid Bucuresti 0-1
Basel-Monaco 1-0
Heerenveen-Steaua 1-3
Artmedia-Levski 0-1
Schalke-Espanyol 2-1
Betis-AZ 2-0
Udinese-Lens 3-0
Lokomotiv Moskva-Sevilla 0-1
Lille-Shakhtar 3-2


Como podemos observar os clubes que transitaram da Champions tiveram sortes diferentes, como por exemplo o Artmedia Bratislava que saiu derrotado por 0-1, no seu terreno, pelo Levski de Sófia. Esta derrota culminou com o despedimento do seu treinador, Vladimir Weiss.
O Club Brugge, foi outro dos clubes que transitou da Champions Leage, e perdeu no seu terreno frente a AS Roma. Por outro lado o Lille, pertenceu ao grupo do Benfica, venceu, ainda que a tangente, por isso não tendo a passagem assegurada, o Shaktar por 3-2, no seu reduto, tendo uma dificil deslocação à Ucrânia. Em igual situação encontra-se o Schalke04, que venceu por 2-1, o Espanhol, tendo que viajar até Espanha para decidir a eliminatória. O Betis e a Udinese, tem quase carimbada a passagem a fase seguinte fruto das vitórias por 2-0 e 3-0, o AZ Aalkmar e o Lens respectivamente, esperando agora com mais calma as viagens a Holanda e França. Por último o Rosenborg, terá uma dificil deslocação ao terreno do Zenit, para recuperar uma desvantagem de dois golos, fruto da derrota sofrida em casa. O Thun, é o último clube da liga milionária que entra em acção apenas hoje. De destacar a vitória do Sevilla na Rússia, frente ao Lokomotiv de Moscovo, por 0-1, e a vitória do Steaua de Bucarest, em Heereveen, por 1-3, com o guarda-redes Carlos, recentemente contratado, a fazer uma boa exibição.

Hoje disputam-se os restantes três encontros que faltam:

Stuttgart-Middlesbrough
Slavia-Palermo
Thun-Hamburg

Destaque para o jogo entre Stuttgart e Middlesbrough. Os ingleses vêm de uma excelente vitória sobre o colosso Chelsea, e os alemães, vão estrear o novo treinador Armin Veh, em jogos das competições europeias depois do despedimento de Giovanni Trappatoni, e depois de mais uma derrota para o campeonáto, já com o novo treinador.
A segunda mão desta eliminatória disputa-se a 23 de Fevereiro.