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30 de abril de 2013

Entrevista Com - Vítor Fonseca (Lusitânia de Lourosa)

Vítor Fonseca, centrocampista do Lusitânia de Lourosa, equipa que disputa os distritais da AF Aveiro e que está muito perto do regresso à ribalta com a subida ao Campeonato Nacional de Seniores, numa luta a dois com a Sanjoanense, outro histórico aveirense, falou ao A Bola é Redonda sobre a época do conjunto orientado por Martelinho, antiga glória do Boavista. O jogador abordou o momento do Lourosa no Campeonato e na Taça da AF Aveiro bem como as esperanças que ainda tem para o seu futuro. Pelo meio abordou os momentos distintos de Canidelo, Candal e Coimbrões, os três clubes que Vítor Fonseca já representou. 
Uma entrevista a não perder, em mais um exclusivo do A Bola é Redonda.


Vitor Fonseca (em cima, ao lado do guarda-redes) é titular do Lourosa da AF Aveiro


A Bola é Redonda (ABR) - Como surgiu o convite para jogares no Lourosa depois de teres representado o Boavista?

Vítor Fonseca (VF) - O Boavista, como sabes, deixou quatro meses de ordenados por pagar. Os jogadores decidiram sair todos. Ficou só o Fary e o Pedrinho porque tinha contrato de formação. Tive dois convites de clubes da 2ª B mas não eram atraentes. Uma das equipas, no ano anterior, também ficou a dever ordenados e a outra apenas tinha como objectivo a manutenção e não me seduziu. Acabou por descer. O Lourosa surgiu pelo Martelinho. Era mister dos juniores do Boavista quando eu estava lá e ligou falando do projecto que passava pela subida. Financeiramente também era bom e decidi dar um passo atrás mas com consciência que iria ter equipa para subir e colocar o clube onde merece.


ABR - E essa subida está quase alcançada. Como vês o ambiente em redor da equipa? Esperavas todo o apoio que se tem visto?

VF - Não conhecia o clube e fiquei surpreendido com o que vi. Boas condições a nível de estrutura, uma direcção exemplar, sempre preocupada em dar as melhores condições à equipa, uma massa associativa presente e calorosa. Jogamos sempre com o estádio cheio, tanto em casa como fora, e uma equipa de nível muito superior ao distrital. Incluindo equipa técnica! Jogos com mais assistência que os do Boavista e jogadores com muita qualidade. O ambiente no balneário é muito bom. Sabemos que estamos perto da subida mas estamos serenos. Não entramos em euforia e só quando atingirmos os pontos que faltam é que festejaremos!


Vítor Fonseca já vislumbra a subida
ABR - Este ano foi uma corrida a dois na Divisão de Honra da AF Aveiro com a Sanjoanense. Em termos de qualidade a AF Aveiro é inferior à AF Porto?

VF - Penso que os dois clubes estão num patamar muito superior em relação às restantes equipas. Ainda bem que existiu a Sanjoanense, porque assim valorizou os nossos feitos. Comparativamente à AF Porto, penso que é inferior. No entanto penso que está melhor organizada que a AF Porto. Aqui, por exemplo, há uma competição de Taça que torna a época mais emotiva com mais um troféu.


ABR - Esta época já está a chegar ao fim. O teu futuro passa pelo Lourosa ou ainda não pensas nisso?

VF - Nesta fase penso apenas em ser campeão e ganhar também a Taça. Depois logo se vê. Mas sinto-me muito bem no Lourosa. Não o troco por outro da mesma divisão.


ABR - Já jogaste no Canidelo, Candal e Coimbrões.. Tens seguido as carreiras destes clubes?

VF - Tenho sim. Subi de divisão nos três e dizem-me muito. O Candal precisa de estabilidade! Quatro treinadores numa época denota problemas de organização/ambiente. Espero que assegurem a manutenção. O Canidelo, onde me formei, passa por uma fase de mudança. Está a apostar na formação e sabemos que é um risco porque a Divisão de Honra é muito competitiva. Espero que alcance também a manutenção. O Coimbrões, apesar de ser um clube consolidado, penso que este ano esteve uns furos abaixo do normal. Houve muitas mudanças na equipa e penso que faltou o entrosamento dos anos anteriores, apesar do bom começo de época que teve.


Ao serviço do Coimbrões
ABR - Esperas algum dia regressar a algum deles?

VF - Nunca sabemos o dia de amanha e o Canidelo, sendo o clube do meu coração, espero poder pelo menos acabar lá a carreira. Veremos se assim será. Ainda é cedo.


ABR - O que é que ainda esperas conseguir no futebol, sendo que já representaste um clube Campeão Nacional, como o Boavista. Onde esperas chegar?

VF -  Esta época esta a correr-me especialmente bem. Veremos o que acontece no fim. No entanto, se ficar no Lourosa, fico num grande clube e dava-me gozo lutar pela subida à 2ª Liga. Uma coisa eu sei, darei sempre o máximo pelo clube que estiver a representar.


ABR - Queres deixar uma mensagem aos adeptos do Lourosa e aos leitores do blog?

VF - Claro. Aos adeptos do Lourosa, um especial obrigado pela forma como me receberam, pelo carinho e pelo apoio incondicional à equipa. São, sem duvida, o nosso 12° jogador! Espero poder dedicar-lhes o titulo. Aos leitores do blogue, deixo um abraço e um pedido: Continuem a ler, divulgar e tornar este blogue cada vez mais conhecido. Faz um trabalho exemplar na divulgação do futebol não profissional, com muita qualidade e isenção! Deixo aqui um agradecimento ao "A Bola é Redonda" pelo excelente trabalho desenvolvido.

O A Bola é Redonda agradece publicamente as palavras de Vítor Fonseca, bem como a sua disponibilidade para esta entrevista.

6 de julho de 2011

Coimbrões mantém-se na Zona Centro e terá deslocações aos Açores

O site do Coimbrões dá conta dos adversários que a equipa terá que enfrentar na próxima temporada, que voltará a ser jogada na 2ª Divisão Nacional. Destaque para três deslocações que os coimbroenses terão que fazer ao arquipélago dos Açores para defrontar o Angrense, o Madalena e o Operário, uma novidade, relativamente à época anterior. Assim, para além das formações açorianas, o Coimbrões terá que defrontar o Aliados de Lordelo, Amarante, Anadia, Boavista, Cinfães, Esmoriz, Espinho, Gondomar, Oliveira do Bairro, Padroense, São João de Ver e Tondela.
Relativamente à construção do plantel, este continua a ser formado. Há registo de mais uma entrada, Bruno Brandão, atleta de 29 anos que joga no lado direito da defesa e que já representou durante várias épocas a Sanjoanense. Na última temporada esteve ao serviço do Carregosense. Sentido contrário seguiu Vítor Fonseca. Não deixa de ser uma surpresa a saída do jogador, uma vez que este tinha sido já dado como parte integrante do plantel às ordens de Rui Costa. Contudo, o site do clube refere que o Coimbrões "prescindiu dos seus serviços".h

29 de abril de 2011

Coimbrões-Padroense visto por Vítor Fonseca e Bruninho


Vítor Fonseca e Bruninho, respectivamente médio do Coimbrões e avançado do Padroense, jogaram juntos na temporada 2008/2009 pelo Candal, ajudando o clube gaiense a subir aos escalões nacionais mais de dez anos depois da última vez. Contudo, Na época seguinte, Vítor Fonseca reforçou o vizinho e rival Coimbrões, enquanto que Bruninho ainda representou o Candal, dando o salto esta temporada para o Padroense.
No jogo de amanhã estarão frente a frente e ambos têm noção da dificuldade que este desafio terá para qualquer uma das equipas. Se por um lado, o Coimbrões quer terminar com uma vitória em casa, durante grande parte da época talismã da equipa, por outro, o Padroense precisa de vencer para continuar a sonhar com o primeiro lugar, dependendo claro, dos resultados do Tondela e do Boavista.
Vítor Fonseca espera vencer
Vítor Fonseca, rejeita a ideia de que o Coimbrões poderá facilitar a vida ao Padroense, como tem sido especulado em alguns fóruns de futebol: "Penso que temos a obrigação de limpar a nossa imagem e dar uma alegria aos adeptos,ainda por cima sendo o último jogo da época e em casa. Eles merecem por todo o apoio que nos deram e além disso, está a integridade dos jogadores em questão, pois têm surgido boatos que íamos facilitar neste jogo em prejuízo de terceiros. No Coimbrões isso nunca aconteceria, pois somos pessoas integras e vamos dar uma prova disso mesmo no sábado", começou por referir o médio.
Por seu turno, Bruninho conhece bem o Parque Silva Matos e sabe o que vale esta formação do Coimbrões: "Penso que vai ser um jogo bastante complicado para o Padroense. É uma equipa e um campo que conheço bem e sei bem das dificuldades dos mesmos. O Coimbrões vem de um série de resultados negativos, que os tiraram dos lugares cimeiros, mas de certeza que não quererão acabar a época com mais uma derrota e ainda por cima no seu estádio, perante os seus fervorosos adeptos", disse o avançado.
O Coimbrões já não ganha há seis partidas e somou cinco derrotas e um empate neste período, o que atirou com a equipa para a oitava posição com 40 pontos. Já o Padroense não perde há quatro partidas, somando três vitórias e um empate. Para Vítor Fonseca este será um jogo para deixar os maus resultados de lado e partir em busca dos três pontos, sabendo das dificuldades que o conjunto matosinhense irá impor: "Será um jogo dificílimo, onde o Padroense tem muito a ganhar, pois ainda está na luta pela subida. No entanto vamos dar o nosso máximo e penso que vai ser um jogo muito disputado e bonito de se ver, por isso peço a todos os adeptos do Coimbrões que compareçam para que seja uma festa ainda mais bonita. Vamos concerteza, limpar a má imagem dos últimos jogos", concluiu o médio.
Bruninho (dir.) com Silva na imagem
Já Bruninho alinha na mesma opinião, referindo também que o Padroense vai discutir os três pontos: "O Padroense precisa deste jogo para continuar a sonhar com o primeiro lugar e é com o pensamento na vitória que iremos ao Parque Silva Matos, pois só a vitória interessa. Depois é esperar que haja alguma surpresa no jogo entre o Tondela e o Aliados do Lordelo, o que nos daria o tão desejado titulo de Campeão da Zona Centro. Seja qual for o resultado, esta já é uma época fantástica para estas duas equipas, esperando-se portanto um bom jogo de futebol", concluiu.
Esta época as duas equipas já se defrontaram e a vitória sorriu ao Coimbrões por duas bolas a zero, com golos de Carlos Sousa e Fábio. No entanto, estas duas equipas já se defrontaram em épocas anteriores. Em 2006/2007, a partida terminou empatada a uma bola e dizia respeito ao campeonato da Divisão de Honra da AF Porto, ano em que a equipa matosinhense subiu à 3ª Divisão Nacional. Mais tarde em 2008/2009, defrontaram-se por duas vezes, primeiro na fase regular e depois na fase de subida, com o Coimbrões a vencer o primeiro jogo por três bolas a zero, registando-se uma vitória do Padroense no segundo jogo. Em jeito de curiosidade, sempre que o Padroense venceu o Coimbrões, acabou por subir de divisão, o que pode ser um bom presságio para o jogo de amanhã, às 16h no Parque Silva Matos e que será dirigido por José Gomes, da AF Lisboa.

28 de abril de 2011

Coimbrões não ganha há seis jogos e sofre nova goleada


O Coimbrões voltou a ser goleado, desta feita na deslocação da equipa ao terreno do Gondomar. O resultado final foi de 5-1, favorável aos gondomarenses, numa partida inteiramente dominada pela equipa da casa, que chegou ao intervalo em vantagem por duas bolas a zero, com golos de Vieirinha (29') e Evandro Brandão (39'). O avançado, emprestado pelo Benfica ao Gondomar, acabou por bisar na partida, ao apontar o terceiro tento do Gondomar já no decorrer do segundo tempo, aos 52'. A avalanche ofensiva dos homens da casa continuou aos 63' com novo golo, desta feita apontado por Dagil e o central Malafaia fechou a contagem aos 72 minutos de jogo. Pedro Tavares apontou o golo de honra dos gaienses, a oito minutos de final da partida. Esta foi de resto a maior goleada sofrida pela turma de Rui França esta temporada.
Vítor Fonseca, extremo dos gaienses que jogou os últimos 25 minutos do desafio, comentou a partida para o blog, referindo que a falta de eficácia e alguns erros da defesa, foram cruciais para o avolumar do resultado: "Penso que foi um jogo típico de final de época, entre duas equipas com a manutenção garantida e cujo objectivo ainda possível de atingir, será a melhor classificação possível. Foi um encontro onde o Coimbrões entrou melhor e teve duas ou três oportunidades de golo flagrantes, no entanto, não as concretizamos e minutos depois o Gondomar faz o primeiro golo num erro da nossa equipa, repetindo a façanha minutos depois, em novo erro defensivo da nossa equipa. A partir dessa altura penso que sentimos os golos e o que se passou foi que, embora houvesse vontade da nossa parte, talvez o fantasma dos maus resultados recentes, juntamente com a fadiga muscular normal de final de época, fizeram com que não conseguíssemos impôr o nosso jogo e chegássemos ao intervalo com dois golos de desvantagem que poderiam ter sido três já que o Gondomar falhou um penalti", disse o jogador. Na segunda metade, o Coimbrões foi à procura de um golo que pudesse fazer reentrar a equipa na partida, mas o golo de Evandro Brandão deitou por terra esse objectivo: "Na segunda parte voltamos a entrar melhor mas uma vez mais o Gondomar contra a corrente do jogo fez de novo um golo que lhes deu o 3-0 e matou o jogo por completo. A partir dai o jogo partiu-se e o avolumar do resultado foi acontecendo de forma natural até aos 5-1. Quero enaltecer um facto negativo que foi a expulsão do Carlos Sousa que nos fará falta no próximo jogo frente ao Padroense", disse o atleta.
A próxima partida é no sábado, às 16h no Parque Silva Matos. A equipa coimbroense procurará acabar a época com uma vitória, até porque este será o último jogo de Rui França à frente dos gaienses. Contudo, o Padroense persegue ainda o primeiro lugar, para tentar depois a subida de divisão, algo que seria histórico para o clube de Matosinhos. Assim, apenas a vitória interessa às duas equipas.
Com esta derrota, o Coimbrões aumentou para seis os jogos sem vencer, cinco dos quais acabaram com derrota para os gaienses, que ainda há pouco tempo estavam muito perto do primeiro lugar, mas neste momento ocupam o oitavo posto, com 40 pontos conquistados.