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26 de novembro de 2014

Fernando Matos é o novo treinador da equipa feminina do Valadares

Fernando Matos, aqui ao serviço do Oliveira do Douro, será o novo treinador do futebol feminino do Valadares

Fernando Matos é o novo treinador da equipa feminina do Valadares, sabe o A Bola é Redonda.
O treinador que já passou pela formação do clube, onde treinou os juniores, regressa assim a uma casa que bem conhece e que também representou enquanto jogador.
Fernando Matos estava afastado do futebol desde 2010, quando deixou o comando técnico do Oliveira do Douro, militava a equipa na 3ª Divisão Nacional e falhou o acesso aos seis primeiros lugares, grande objectivo da equipa nessa temporada. Com passagem também pelo banco do Candal, Vilanovense e Canelas-Gaia, o técnico regressa agora ao activo, substituindo Mara Vieira, que deixou o comando técnico do Valadares após a derrota frente ao Futebol Benfica, no passado sábado.
O novo treinador fará a sua estreia em casa, no próximo domingo, na recepção ao Clube de Albergaria.

30 de julho de 2014

Fifas vai jogar no Valonguense

Fifas (n.r. Nº 3) vai jogar no Valonguense na próxima época desportiva  
Foto: Hélder Santos / Aspress / Global Imagens
Fifas, defesa esquerdo gaiense, vai representar esta temporada o Valonguense da Divisão d'Elite Pro Nacional. 
Com formação no Vilanovense - onde se estreou como sénior na antiga 2ª Divisão B - o alteta conta com passagens pelo Coimbrões e Canidelo e ainda AD Oliveirense e Rebordosa, clube que representou na última temporada.
Na sua página de Facebook, o defesa esquerdo dá conta da sua ida para o clube do Concelho de Valongo. titular indiscutível em todos os clubes por onde passou, Fifas refere que "é com muito prazer e orgulho que irei representar esta instituição e dar o melhor de mim pelo clube para atingir os objectivos propostos", disse.
No curriculo, Fifas conta com um título de Campeão Distrital pelo Coimbrões, na época 2007/2008, ano em que os gaienses subiram à extinta 3ª Divisão Nacional e venceram a Divisão de Honra da AF Porto.

16 de fevereiro de 2014

Hélder Duarte - "Valadares, actualmente, tem uma organização e uma estrutra merecedora de algo mais do que a Honra"

Hélder Duarte quer atingir todos os objectivos no Valadares
Hélder Duarte, defesa que reforçou o Valadares em Janeiro, é um dos nomes mais sonantes do plantel de Paulo Alexandre, pelo seu recente percurso na sua ainda curta carreira. Depois de representar o Serzedo em 2011/12 e 2012/13, o atleta transitou para o Farense, ajudando a equipa algarvia a subir à 2ª Liga, onde já não jogava desde a época 2002/2003. Porém, algumas lesões obrigaram o atleta a deixar Faro ainda antes da época começar e mudar-se para os Açores, onde representou o Operário até ao mês de Dezembro. 
Com formação no Boavista e no Candal, Hélder Duarte representou o Sp. Espinho, Vilanovense, Nelas e Arcozelo, antes das passagens por Serzedo, Farense e Operário, chegando agora ao Valadares para relançar a carreira e ajudar a equipa a atingir os objectivos, que passam pela subida à Divisão d'Elite Pro Nacional.
Com apenas 24 anos, Hélder Duarte explica como foi a sua experiência nos campeonatos profissionais: "Foi uma experiência bastante enriquecedora, tanto a nível desportivo como pessoal. A nível futebolistico cresci imenso, e é incrível como podemos crescer em tantos aspectos e pormenores que nem sabíamos que eram possíveis de serem melhorados. Isto se tivermos sempre a mentalidade correta. Ao fazer amigos e jogar ao lado de nomes como o Fajardo, Hugo Luz, Fábio Felício, Neca ou Livramento, ganhamos bastante experiência", revelou o jogador.
O início desta temporada foi tudo menos normal para o atleta, que explica em exclusivo ao blog as vicissitudes por que passou: "No inicio desta época, quando estava no Farense, tive uma lesão no adutor que no início não parecia grave mas que revelou-se, ao fim de umas semanas sem melhoras, um problema maior. Nessa altura cheguei a um acordo de rescisão com o Farense mas os planteis já estavam quase todos fechados, surgindo a proposta do Operário" contou. Porém, nos Açores, as coisas não continuaram a não correr pelo melhor: "Como perdi a pré-época toda no Farense, demorei um pouco a voltar à minha forma mas, quando voltei e comecei a jogar, fiz uma rotura do gémeo interno, sendo forçado a parar mais sete semanas. Foi uma fase muito má para mim e desgastante psicologicamente. Entretanto, quando fiquei bom da rotura, a nível psicológico não estava tão bem e comecei a desmoralizar e a sentir falta de estar perto dos meus", disse. 
Essa fase menos boa psicologicamente, foi a motivação para Hélder Duarte regressar a Gaia: "Decidi vir para casa, esperar propostas e ganhar animo outra vez", revelou. E as propostas foram mesmo surgindo, mas desportivamente não atraíram o jogador: "Foram surgindo propostas do Campeonato Nacional de Seniores, de clubes de longe mas que seria para lutar para não descer e isso, a meu ver, não me compensava", disse Hélder Duarte. É nesta fase que surge o Valadares,  que "me abriu as portas para ir mantendo a forma". Ainda assim houve a possibilidade de emigrar para o campeonato bósnio: "Surgiu-me uma possibilidade para ir em Fevereiro para a Primeira Liga Bósnia e fui ponderando essa proposta. Só que ao fim de muita reflexão achei por bem recusar, visto não estar nas melhores condições físicas e psicológicas. Assim, achei melhor ficar por perto de casa para também poder acabar o meu mestrado nos próximos cinco meses", sendo que optou então pelo ingresso no Valadares: "Como acreditei no projecto do Valadares, decidi aceitar a proposta", disse.

Farense permitiu a Hélder Duarte chegar à 2ª Liga
Com a motivação em alta, Hélder Duarte ganhou um lugar no eixo defensivo do Valadares, ao lado de Carvalho. Para o central, o clube gaiense dispõe de condições ao nível de outras divisões e pretende ajudar a equipa a alcançar nova subida de divisão: "Quero ajudar a equipa a subir para a Divisão d'Elite Pro Nacional e, se possível, ser Campeão. O Valadares, actualmente, tem uma organização e uma estrutura merecedora de algo mais do que a Divisão de Honra", afirma, convicto. A nível pessoal, as expectativas também são as melhores: "Quero recuperar e por para trás das costas estes tempos menos bons em que estive lesionado", reiterou.
Relativamente ao seu futuro, apesar de querer regressar ao futebol profissional, Hélder Duarte não fecha a porta à continuidade no Valadares. Porém, para o defesa, ainda é cedo para se falar nesse assunto: "Neste momento é muito cedo para falar disso. É lógico que ambiciono voltar ao futebol profissional e ter mais sorte desta vez, mas agora estou focado em ajudar o Valadares a conseguir os seus objectivos e sinto-me bem nesta nova casa, visto ter sido muito bem recebido por todos. O dia de amanha nunca se sabe", concluiu o jogador.
O Valadares lidera, em igualdade pontual com o Aliança Gandra, a Divisão de Honra da AF Porto e este domingo recebe o Pedrouços, num duelo entre candidatos à subida de divisão. A partida joga-se no Complexo Desportivo de Valadares e tem início marcado para as 15h deste domingo.

5 de setembro de 2012

Vilanovense poderá receber dinheiro pela trasferência de Hulk para o Zenit

Hulk pode voltar a render dinheiro ao Vilanovense
Hulk foi transferido recentemente para o Zenit, clube russo que pagou pelo passe do jogador brasileiro qualquer coisa como 60 milhões de euros, embora esta informação ainda não esteja totalmente confirmada, pois já foram levantados outros valores para essa transacção. Certo é que, seja qual for o preço,que os russos pagaram, o Vilanovense irá receber um valor pelo tempo que o jogador passou no clube gaiense.
Hulk chegou ao Vilanovense em Dezembro de 2001, pela mão de Nélson Almeida, à data presidente dos gaienses. Com apenas 15 anos, representou os juniores do clube, apesar da idade juvenil, e dividiu ainda casa com outras estrelas do clube, hoje em grandes palcos, casos de Nélson, defesa lateral que também passou pelos quadros do Vilanovense e posteriormente representou o Benfica, estando actualmente no Bétis de Sevilha. Entretanto Hulk foi obrigado a voltar ao Brasil e depois de uma passagem pelo Japão, regressou ao nosso pais para satisfazer o seu sonho de criança, de um dia jogar nos azuis e brancos.
Manuel Carvalho, actual líder da Comissão Administrativa do Vila FC, sabe que tem que receber esse dinheiro, apesar de saber também que este não entrará directamente nos cofres do clube, como explicou em exclusivo ao A Bola é Redonda: "Não estamos a contar com essa verba, embora estejamos conscientes que temos que a receber. Ainda não sabemos bem quanto é porque ainda não fizemos as contas, mas também ainda não há certezas sobre o valor da venda do jogador", disse.
Questionado sobre o porque de não contar com esse dinheiro, Manuel Carvalho explicou: "Dentro do clube ninguém pensa nessa verba, porque sabemos que há uma situação em atraso e que vai absorver esse mesmo valor. Já quando o jogador foi transferido para o FC Porto aconteceu o mesmo. Pelo menos a dívida do clube abate", referiu o dirigente, que não sabe ao certo qual é o valor total da dívida: "Foi feito um levantamento há um ano atrás. Há valores que crescem devido aos juros, mas há outros que baixam devido aos processos que prescrevem. Para se saber em rigor teria que se ter outro tipo de controlo, quase mensal. A única certeza é que dívida é bem superior ao valor que o clube poderá vir a receber".
Na melhor das hipóteses, tendo em conta que o valor da transferencia foram os 60 milhões de euros aventados pela Comunicação Social nacional na passada segunda-feira, o Vilanovense poderá vir a receber cerca de 300 mil euros, valor equivalente a dez por cento dos três milhões de euros destinados ao Fundo de Solidariedade da FIFA, o equivalente a cinco por cento do valor total da transferencia.

11 de julho de 2012

Jorge Gomes - "Foi uma grande alegria conseguir a manutenção depois de tantos problemas por que passamos"

Jorge Gomes irá continuar a treinar
os Benjamins do Vilanovense
Jorge Gomes, avançado que terminou a carreira no final desta época ao serviço do Vila FC, fez um balanço da época finda e abriu o livro sobre o que irá fazer daqui para a frente, uma vez terminada a carreira como jogador.
Para o dianteiro gaiense, a saída de Edmundo Duarte e também de alguns jogadores, numa altura em que a época estava quase a começar, foi determinante para o mau arranque da equipa, bem como o facto de ter que jogar em casa emprestada durante praticamente toda a primeira volta: "Esta época não começou da melhor maneira. Com a saída da equipa técnica e de alguns jogadores importantes da época passada, numa altura em que estávamos já em cima do arranque da nova época, proporcionou um início um pouco atribulado da mesma. Esta situação acabou por ter reflexos na equipa e os resultados não foram os melhores. Para agravar ainda tivemos que jogar metade do campeonato em casa emprestada. Numa altura crucial, onde precisávamos de todo o apoio, não que tivesse faltado isso enquanto jogamos fora, mas no Soares dos Reis a motivação e o apoio tornam-se mais evidentes e isso reflecte-se dentro do campo", adiantou o jogador, que apontou esse regresso a casa já na segunda volta, como fundamental, pois coincidiu com o melhoramento da equipa: "Foi precisamente isso que aconteceu. Fizemos uma segunda metade do campeonato muito boa, já a jogarmos no nosso campo. Pessoalmente, a época correu-me um pouco como o desempenho da equipa. Melhorei na segunda volta o que foi também importante, uma vez que precisávamos bastante de concretizar para conseguirmos os pontos necessários para fugirmos a descida. Foi uma grande alegria conseguir a manutenção depois de tantos problemas por que passamos", disse o goleador.
Para Jorge Gomes, o fim da carreira era inevitável. O jogador afirma que já tinha estipulado consigo próprio, que este seria o último ano no activo: "Já há muito que tinha tomado a decisão que seria o último ano. Temos que ter a coragem para assumir quando termina um ciclo. A principal razão prende-se com o aspecto motivacional. Não iria encarar uma época mais com a mesma motivação e o mesmo espírito. Terminei da melhor forma. Sou um privilegiado. Terminei no clube que adoro, junto dos nossos adeptos, num dia inesquecível no Soares dos Reis", afirmou.
Relativamente ao futuro, Jorge Gomes adiantou que continuará ligado ao Vilanovense, como treinador dos Benjamins, algo que de resto, o dianteiro já fez esta temporada: "Irei continuar ligado ao Vilanovense, treinando novamente esta época os Benjamins como aliás já fiz a época passada. Tem sido uma experiência fantástica, poder passar algo que fomos aprendendo e contribuindo desta forma para o desenvolvimento dos miúdos em todos os aspectos da vida e uma oportunidade gratificante. O Vilanovense não é melhor nem pior que os outros. O Vilanovense é diferente", concluiu.

28 de junho de 2012

Entrevista Com: Gonçalo (Vencedor do prémio O Melhor Jogador Gaiense da Divisão de Honra)

O Entrevista Com desta semana, falou com o vencedor da votação feita pelo 'A Bola é Redonda', para O Melhor Jogador Gaiense da Divisão de Honra. O vencedor dessa distinção foi Gonçalo, avançado que representou o Candal, com 22% dos votos, deixando para trás Ricardo Melo e Rui Pedro, ambos do Canidelo, que somaram 18% e 15% respectivamente, da intenção de voto dos leitores do blog.
Formado nas escolas do Vilanovense, fez a sua estreia nos séniores no Vila FC, há duas épocas, pela mão de Edmundo Duarte, acompanhando posteriormente o técnico para o Candal. Gonçalo juntou este prémio ao de melhor marcador da Divisão de Honra, com 19 golos apontados.
Nesta entrevista, o jogador aborda a época candalense e abre o livro sobre o seu futuro, que não passa pelos gaienses. Uma entrevista a não perder, em mais um exclusivo do 'A Bola é Redonda'.


Gonçalo fez a festa do golo por 19 ocasiões na época anterior

A Bola é Redonda (ABR) - Gonçalo, venceste a votação do blog A Bola é Redonda, para o Melhor Jogador Gaiense da Divisão de Honra. Surpreendeu-te esta vitória?

Gonçalo Borges (GB) - Seria hipócrita se dissesse que, após a época que realizei, não estava à espera de entrar na disputa por essa votação. Fico honrado por esta distinção, tendo em conta a grande qualidade dos restantes colegas. As distinções individuais aumentam o ego e dão força para continuar a trabalhar cada vez mais.
Por último mas não menos importante, quero salientar que, embora o prémio tenha sido atribuído a mim, só foi possível conquistá-lo graças ao excelente grupo de trabalho que tive a oportunidade de fazer parte.


ABR -  Sendo uma votação aberta ao público, o que achas que pesou na decisão das pessoas para votarem em ti?

GB - Eu sou, claramente, suspeito para falar de mim, enquanto jogador. Talvez o facto de ter sido o melhor marcador da Divisão de Honra tenha chamado à atenção. No entanto, se fiz esse público gostar um bocadinho mais de futebol, fico mais feliz ainda. Missão cumprida.
Seja qual tenha sido a razão, só tenho de lhes estar grato por ver o meu esforço recompensado.


ABR - O Candal acabou por realizar uma época uns furos abaixo do que era esperado. O que correu mal?

GB - Foi uma época bastante atípica e todos os envolvidos têm noção disso. Posso enunciar algumas razões para esse estado: a perda de seis pontos em jogos que vencemos, justamente, dentro de campo (numa altura em que ainda acreditávamos na subida); a saída de alguns jogadores numa fase crucial da época; o facto de termos tido três treinadores que fez com que, nenhum deles, pudesse incutir todas as ideias que tinham para o plantel. Mas o futebol tem destas coisas e, se queremos continuar neste mundo, temos de saber lidar com elas.
O mais importante deste processo é que o Candal perceba o que correu mal e tente mudar o rumo dos acontecimentos. Dada a grandeza do clube, penso que isso vai ser feito e desejo que, nesta época, atinjam todos os objectivos a que se propuseram.


O avançado irá prosseguir
a carreira no Infesta
saltando para a 2ª Nacional
ABR - Este ano foram três os treinadores que passaram pelo banco candalense. Na tua opinião, isso pesou no desempenho da equipa?

GB - Indiscutivelmente, isso pesou. Os jogadores acostumam-se ao estilo de liderança e às ideias tácticas de um treinador. E os jogadores é que se têm de moldar ao treinador, e não o contrário. Uma agravante foi, sem dúvida, a juventude da nossa equipa. Nestes momentos de transição, os mais experientes ajudam a manter um balneário coeso. Acredito que não tenha sido fácil para ninguém e, com certeza, que houve momentos de algum desânimo. Fica de ensinamento para situações futuras. Deus só dá dificuldades a quem as consegue carregar.


ABR - Segundo algumas fontes, vais jogar no Infesta na próxima época. Confirmas?

GB - Confirmo. É mais um desafio, mais uma etapa da minha vida.


ABR - Se assim for, o que esperas desse novo desafio, visto saltares dos Distritais para a 2ª Nacional?

GB - Acima de tudo, espero adaptar-me o mais rapidamente possível para poder corresponder à confiança depositada pelo clube. É um salto qualitativo grande mas a única coisa que posso prometer, é muito trabalho e dedicação cada vez que entre em campo. Temos de estar constantemente a mostrar resultados porque, para o ano, já ninguém se lembra da época que fiz. Quero dar continuidade a este bom momento e dar o meu contributo ao Infesta.

29 de maio de 2012

Lourenço põe um ponto final na carreira

Lourenço, aqui ao serviço do Sp. Covilha em 03/04, então a disputar a Liga de Honra

Lourenço, avançado que entre outros clubes, representou o Dragões Sandinenses, Vilanovense, Candal, Coimbrões e estava desde o início desta temporada no Canidelo, decidiu colocar um ponto final na longa carreira de futebolista. Perto de celebrar 36 anos, no próximo domingo 7 de Junho, o atleta explicou ao 'A Bola é Redonda' o porquê da sua decisão de 'pendurar as botas': "Quando vim para o Canidelo, o plano era terminar onde tudo começou e agora, quase com 36 anos e 26 de carreira, acho que estava na altura. Sinto que teria condições físicas para continuar, mas tudo tem o seu tempo e eu prefiro que as pessoas digam que gostavam de me ver mais uma época, do que já não faço a diferença em campo", afirmou o avançado, que deu os primeiros passos para o futebol, precisamente no Canidelo.
Numa carreira com passagens por clubes com história no futebol português, casos do Sp. Covilhã e do Nacional, onde foi treinado por José Peseiro e conseguindo uma subida à Liga, que não chegou a disputar, Lourenço destaca a presença nos quartos-de-final da Taça de Portugal em Alvalade, na temporada 1999/00, ao serviço dos Dragões Sandinenses, mas também as subidas com o Coimbrões e com o Candal: "As recordações do futebol são muitas, como podes imaginar, mas saliento do período de formação a ingenuidade e a forma desinteressada com que jogávamos, só pela paixão ao jogo. Depois, como profissional, tudo foi diferente mas igualmente marcante, pois vivi o sonho de milhares de jovens. Recordo os golos, as subidas de divisão, os quartos-de-final em Alvalade, o playoff com o Trofense, a subida á 1ª Liga com o Nacional, até aquela ansiedade de fim de época, quando não sabia onde ia jogar na seguinte. Recordo os estágios, as amizades, as entrevistas, a subida pelo Candal, a subida pelo Coimbrões", contou Lourenço.
Contudo, Lourenço vai continuar ligado ao futebol, até porque é dono de uma escola de futebol, a Newteam, mas também porque está envolvido com Napoleão, outro jogador que terminou a carreira no final desta época, num novo projecto: "Tenho uma escola de futebol, a Newteam, onde posso transmitir parte do que aprendi a crianças dos 3 aos 15 anos, pois conto já com cerca de 50 atletas, o que me realiza pessoalmente pois era um sonho de há muito. Paralelamente consegui , juntamente com o Napoleão, realizar outro projecto que é um indoor soccer em Canidelo, o Indoor4Caminhos, onde organizamos jogos, torneios, festas de aniversário, convívios, etc. Como podes constatar a paixão e a minha ligação ao futebol vai continuar, mas de maneira um pouco diferente", concluiu o jogador.
Na próxima quinta-feira, dia 7 de Junho, está marcada uma festa de despedida do jogador, com a realização de um jogo de futebol, às 11h, no Estádio do Canidelo.

16 de maio de 2012

Paulo Eduardo colocou um ponto final na carreira

Paulo Eduardo, médio de 33 anos, colocou um ponto final na carreira de jogador. O atleta estava ao serviço do Gulpilhares e depois do fim do campeonato 'pendurou as botas'.
Com passagens pelas camadas jovens do FC Porto e do Candal e mais tarde, como sénior, entre outros clubes, pelo Sp. Braga B e pelo Académico de Viseu, ambos na II B, Paulo Eduardo confessou ao blog os motivos que o levaram a tomar esta decisão: "Já tomei esta decisão em meados de Janeiro. Este foi um ano desgastante para mim. Vivi situações no futebol, que ainda não tinha vivido e como não preciso do futebol para viver, decidi colocar um ponto final na minha extensa carreira de futebolista", adiantou o jogador.
Questionado sobre as suas palavras, Paulo Eduardo afirma que não se deve a nada em concreto nem contra clubes: "Não é nada em concreto, nem é nada contra nenhum clube. Eu acho que o futebol é uma coisa e outros acham que é outra. Para andar sem alegria, prefiro não andar. Não compactuo com certas situações", desabafou o jogador, que no entanto deixou elogios a Alfredo Mendes, treinador que iniciou a época no Gulpilhares: "Joguei em 13 clubes e este ano foi muito desgastante. Não consegui compactuar com certas coisas que vivi. Posso dizer que tive o melhor treinador, desde que estou nos distritais, com métodos de trabalho que muitos outros treinadores de divisões mais acima não têm. Alfredo Mendes é um excelente treinador, mas não tem sorte. Enquanto fui treinado por ele fui feliz. Depois deixei de ter felicidade", afirmou o jogador.
Paulo Eduardo é também treinador dos iniciados do Gulpilhares e está a trabalhar numa escola de futebol em Canelas. Para o jogador, agora é tempo de ensinar: "Agora chegou a hora de ensinar. Vou continuar a treinar os iniciados do Gulpilhares, que neste momento estão a lutar para subir de divisão. O convite já foi feito e foi aceite por mim. É uma equipa que na época passada ficou em quarto lugar e agora luta pela promoção. Apenas vou ter saudades de uma coisa: do balneario", adiantou.
Mas será que é definitiva a sua decisão? Neste momento Paulo Eduardo afirma que sim, mas nunca se sabe: "Como já disse, este ano foi muito desgastante. Não sei como será o bichinho, conhecendo-me como conheço, se calhar não vou voltar, mas houve clubes que me marcaram, como o Arcozelo, o Candal e o Gulpilhares. Também há clubes onde não joguei, que gostaria imenso de ter representado, como o facto do Vilanovense. Sou de Mafamude e nunca joguei no Vilanovense", concluiu, com um sorriso, Paulo Eduardo.

11 de dezembro de 2011

Camadas Jovens - Infantis - 2ª Distrital Série 1 - Vilanovense goleia Serzedo


Local: Estádio do Serzedo
Hora: 15h
Árbitro: António Silva

Serzedo: Faria, Bruno (João 51'), Neto, Paulo Marques e Zé Miguel (Jerónimo 51'), Paulo (Daniel 51'), Geovani (Bernardo Patrício 25') e Vítor, Zé Luís, Miguel (Mário Guedes 25') e Fábio.
Treinador: Lígio

Vilanovense: Hélio, Bruninho (Braga 29'), Gonçalo, Magalhães e João Santos (Bruno 42'), Rocha (Trindade 50'), Dani e Tiago (Marinho 29'), Rui Miguel, João Pinto e Artilheiro (Rui Silva 29').
Treinador: Marco Santos

Resultado ao intervalo: 0-3
Resultado final: 0-5

Marcadores: Artilheiro (3' e 16'), João Pinto (14'), Braga (41' e 55')


Vilanovense foi superior e conseguiu um resultado expressívo frente ao Serzedo

O Vilanovense FC não encontrou dificuldades para bater o Serzedo por cinco bolas a zero, no jogo realizado entre as duas equipas, na tarde de sábado. A formação orientada por Marco Santos cedo ganhou vantagem com o golo de Artilheiro, que logo aos três minutos abriu o activo depois de um excelente passe de Tiago que apanhou o defesa do Serzedo desprevenido. O Serzedo não ofereceu uma oposição muito forte, por isso, o jogo desenrolou-se quase sempre no meio campo dos azuis e brancos, fazendo do guardião forasteiro um autêntico espectador. Aos 16 minutos de jogo o Vilanovense voltou a marcar, por intermédio de João Pinto, depois de mais uma perda de bola do meio campo serzedense. Dois minutos depois foi novamente a vez de Artilheiro bater Faria, fazendo jus ao nome ao bisar na partida, aproveitando um desentendimento entre Paulo e o guarda-redes do Serzedo, com a bola a sobrar para o 11 do Vilanovense. Até ao intervalo os visitantes geriram o resultado, com a equipa da casa a fazer o que podia para manter o adversário longe da sua baliza.
No segundo tempo o Serzedo entrou com outra disposição, mas sem conseguir ultrapassar a linha de meio campo. O Vilaovense ainda fez mais dois golos, por intermédio de Braga, que tinha entrado antes do intervalo, construindo assim um resultado final justo para as cores rubro-negras e que deixou a nu algumas lacunas da equipa do Serzedo.
Com este resultado, o Vilanovense aproveitou da melhor forma o empate do Boavista B com o Perosinho, aumentando para quatro pontos a vantagem sobre os axadrezados e para sete sobre o terceiro classificado. Quanto ao Serzedo, mantém-se na última posição, com apenas dois pontos conquistados.
No final da partida, Lígio, técnico do Serzedo estava resignado ao resultado final: "A minha equipa deveria estar a jogar futebol de sete, pois apenas tenho três miúdos do segundo ano. Hoje tivemos um adversário muito forte, o Vilanovense jogou muito bem, foram mais fortes. Mesmo assim conseguimos sair algumas vezes em futebol apoiado, mas chegamos à zona de meio campo e depois temos mais 50 metros de campo que ainda não conseguem cobrir. Entramos algo receosos, mas na segunda parte estivemos melhor. Gostei da atitude, mas depois acabamos por oferecer mais dois golos. há que levanta cabeça", disse o técnico.
Já Marco Santos estava satisfeito: "Foi um jogo contra uma equipa que sabíamos ser teoricamente mais fraca e acabamos por ser superiores. agora temos quatro pontos do segundo classificado e queremos manter assim. quando recebermos o Boavista B poderemos alongar a pontuação para sete e temos o caminho aberto para a subida de divisão, que é o principal objectivo para esta época", concluiu o técnico.

24 de outubro de 2011

Academia de Futebol de Gaia já funciona desde o início de Outubro



Miguel Moreira, que na última época treinou o plantel sénior do Arcozelo, abriu em Gaia a Academia de Futebol de Gaia, que funciona na Escola EB 2,3 Teixeira Lopes, na zona das Devesas, em Vila Nova de Gaia.
Segundo o treinador e coordenador técnico da escola, o objectivo desta academia não passa apenas por entreter as crianças: "Na Academia de Futebol de Gaia não pretendemos apenas entreter os nossos alunos. Pretendemos criar bases para que eles evoluam e independentemente das suas características inatas, todos eles se tornem melhores praticantes de futebol e adquiram um conjunto de princípios e regras que juntamente com os que lhes são transmitidos pelos encarregados de educação, lhes permitam tornarem-se cada vez melhores indivíduos", disse. Assim, o principal objectivo desta Academia é preparar os jovens para um futuro futebolistico, seja ele de competição ou apenas por simples divertimento: "Aqueles que pretenderem seguir a via de competição estarão melhor preparados para se integrarem num clube e os que pretenderem apenas a via recreativa, serão também mais capazes, o que lhes trará mais prazer ao realizar esta actividade. Mas todos chegarão ao final do seu percurso na nossa Academia como melhores pessoas. Partindo destes princípios, os nossos alunos vão passar por várias etapas, que obviamente serão adaptadas ao nível etário e capacidades dos alunos da nossa escola de futebol", afiançou Miguel Moreira.
Com um passado no futebol jovem em Gaia, chegando mesmo a ser o primeiro Coordenador Técnico do futebol jovem do Vilanovense, Miguel Moreira fala dos motivos que o levaram a abrir a Academia: "O que me levou a criar esta Escola de Futebol foi que, para além da minha formação académica, sempre gostei de trabalhar com crianças mais novas, tendo inclusivamente ministrado aulas de Educação Física em infantários, dado aulas de natação a crianças destas idades e durante muitos anos treinei o escalão de Escolas no Vilanovense Futebol Clube, tendo sido 1º Coordenador Técnico das Escolas de Futebol do clube", disse, mas também porque depois de sair do Arcozelo, não voltou a treinar nenhum outro clube: "Com o passar dos anos passei a trabalhar com escalões mais velhos, mas ficou sempre o gosto pelo trabalho com os mais pequenos e sempre tive o sonho de um dia criar uma Escola de Futebol. Uma vez que esta época, pela primeira vez em muitos anos, não estou a treinar nenhuma equipa e que encontrei na Escola EB 2,3 Teixeira Lopes óptimas condições para este tipo de projecto, achei que era a altura ideal para a concretização deste meu sonho", finalizou Miguel Moreira.
Miguel Moreira concretizou
um sonho ao abrir a AFG
Como já foi dito, a Academia de Futebol de Gaia já está em funcionamento desde o passado dia 1 de Outubro, na Escola EB 2,3 Teixeira Lopes, na zona das Devesas. O horário dos treinos é às terças-feiras das 19h30 às 20h30 e aos sábados das 11h às 12h30. As inscrições estão abertas tanto ao sexo masculino como feminino e para crianças nascidas entre 1999 e 2006.
Podem saber mais informações através do e-mail academiadefuteboldegaia@gmail.com ou do número de telemóvel 933 274 678. A escola tem também um blog, onde podem consultar mais qualquer tipo de informação. Para isso, basta clicar no link: Academia de Futebol de Gaia.

30 de março de 2011

Entrevista com: Prof. Rui Pedro (Treinador dos Juniores do Vilanovense)

Esta semana o 'Entrevista Com' falou com o Professor Rui Pedro, treinador da equipa de juniores do Vilanovense que assegurou o regresso à 1ª Distrital um ano depois de ter descido. Essa conquista deu-se apenas na última jornada, na recepção ao Oliveira do Douro, onde os vilanovenses estiveram a perder por duas bolas a zero e chegando mesmo a jogar com apenas nove elementos, acabando por vencer por 4-2, ultrapassando assim os azuis e brancos na classificação. O técnico aborda a temporada, a fé dos seus jogadores na subida, bem como os próximos objectivos. Mais uma entrevista a não perder do 'A Bola é Redonda'

Prof. Rui Pedro conseguiu a subida à 1ª Distrital de juniores

 A Bola é Redonda (ABR) - Mister Rui Pedro, após ter descido na época anterior, terminando na última posição, o Vilanovense arrasou a concorrencia e regressou à 1ª Distrital. Qual foi a receita?

Rui Pedro (RP) - Penso que não há nenhuma receita especial. Apenas trabalhamos diariamente de uma forma séria, para que os níveis dos atletas estejam sempre elevados para cada jogo que disputamos. Aliado a isso temos um grupo fantástico de jogadores e estes "miúdos" são também, já grande homens. É um trabalho rigoroso de equipa, que além de mim, inclui o Vandim, meu adjunto e treinador de Guarda Redes, de um outro grande homem que é o Sr. Albino, nosso director, um homem incansável e que muito faz por esta equipa e pelo clube também. O Sr. Costa, massagista, que sempre trata com carinho e profissionalismo qualquer problemas dos atletas. O Zequinha e o Zé Carlos que nunca deixaram faltar nada em termos logísticos. Por último uma palavra também de agradecimento para a C.A. que sem nunca nos terem pedido a subida, apenas nos pediram que honrássemos e dignificássemos este clube quase centenário, sempre nos apoiaram e estiveram connosco. Portanto,como vê, este sucesso deve-se a um variado conjunto de pessoas, em que cada elemento teve o seu papel e função fundamental para este rápido regresso à 1ª Distrital.


ABR - O Vilanovense andou sempre nos lugares cimeiros da classificação, apesar de apenas por uma vez ter sido primeiro, à quinta jornada. Sempre acreditou que seria este o desfecho no final do campeonato?

RP - Sim, sinceramente sempre acreditei. Pois quem trabalha como nós trabalhamos, merece sem dúvida ter sucesso. É de salientar que na segunda volta apenas cedemos um empate, contando-se por vitórias os restantes jogos. Desde o início da época que um atleta, o Tiaguinho, dizia que iríamos conseguir a subida, precisamente no último jogo com o Oliveira do Douro! E felizmente isso veio a acontecer, pois sempre acreditamos e trabalhamos para isso.


ABR - A três jornadas do final, o Vilanovense empatou em Gervide e viu o Oliveira do Douro golear o Torrão e aumentar para seis pontos a vantagem que tinha. O que pensou nessa altura?

RP - É evidente que nessa altura tudo se tornou mais complicado, mas mesmo assim acreditamos que seria possível, pois o Oliveira do Douro, apesar dessa goleada infringida ao Torrão, vinha revelando sinais de algum abaixamento, o que nos motivava ainda mais. Fiz ver aos atletas que só poderíamos resignar-nos quando só já não fosse matematicamente possível. Até lá teríamos que dar tudo e deixar tudo em campo para atingir o nosso objectivo.

Jogo de nervos com o Ol. Douro terminou com vitória, apesar de algumas contrariedades

ABR - No último jogo, o Oliveira do Douro esteve a vencer por duas bolas a zero e o Vilanovense chegou a jogar com nove elementos. Que disse aos seus atletas para os motivar, construindo mesmo um resultado que não sofre contestação?

RP - Aquilo que sempre disse. Que até ao apito final tudo seria possível. E eles foram e são grandiosos, pois dar a volta a uma desvantagem de dois golos, durante algum tempo com menos dois elementos, perante uma excelente equipa como é o Oliveira do Douro, só está ao alcance das grandes equipas. Provamos ser, sem margem para dúvidas, a melhor equipa desta série e conquistar a merecida subida. Foi um jogo histórico, como o meu amigo João Seixas o descreveu, parafraseando esta expressão: " Quem viu, viu. Quem não viu, jamais verá!". Foi sem dúvida um jogo épico. Estiveram a assistir ao jogo cerca de 1000 adeptos! Único para um jogo deste escalão nesta divisão. Eles foram sem dúvida o nosso 12º jogador. Apoiaram-nos de princípio a fim, e tal como nós equipa, nunca desacreditaram que a reviravolta seria possível, porque esta equipa tem carácter, tem raça, tem qualidade, tem classe mas acima de tudo tem humildade e grande união no grupo. Em nome da equipa o meu muito obrigado mais uma vez a esta massa associativa fantástica, pois eu nunca tinha visto nada assim!


ABR - Agora, quais são os objectivos da equipa?

RP - Serão continuar a honrar e dignificar este grandioso clube e tentar chegar o mais longe possível, ou seja, o título distrital. Continuaremos a trabalhar da mesma forma, com a mesma humildade para o conseguir. Os nossos adversários terão de trabalhar muito e mais do que nós em campo, para nos bater. E se assim for, só há que dar os parabéns aos vencedores e ficarmos orgulhosos e de consciência tranquila de que tudo fizemos para conquistar o título.


ABR - Para o ano, o mister vai continuar a treinar a equipa na 1ª Distrital?

RP - No que depender de mim continuarei, pois é com muito prazer e com muita honra que estou neste clube. É um grande clube, com uma massa associativa fantástica e com grandes homens a dirigi-lo.


ABR - Quais serão os objectivos para essa temporada que se avizinha difícil?

RP - É evidente que a 1ª Divisão é bem mais exigente, mas os nossos objectivos passarão por fazer um campeonato o mais tranquilo possível. Consolidar as bases que estão a ser criadas no clube e como qualquer treinador/atleta é tentar chegar o mais acima possível na tabela classificativa. Mas acima de tudo conseguir a manutenção o mais cedo possível.

A festa de mais um golo do Vilanovense rumo à subida

ABR - As três equipas que desceram o ano passado, Valadares, Oliveira do Douro e Vilanovense, ocuparam curiosamente os três primeiros lugares na 2ª Divisão. São estes os clubes mais fortes neste camada?

RP - Penso que sim. Embora não nos podemos esquecer do Leverense e do Grijó, que também fizeram um campeonato fantástico, com jogadores de grande qualidade e muito bem orientados. Foram grandes e dignos adversários e nesta hora queria também felicitá-los pelo campeonato que realizaram e certamente há que contar com estas equipas no futuro.


ABR - Qual foi o ponto alto da época? E o ponto mais baixo?

RP - O ponto alto da época foi sem dúvida o último jogo com o Oliveira do Douro. Por tudo o que representou para nós, pela envolvência, pelo ambiente fantástico, pela moldura humana incrível e também pelo Fair Play demonstrado por todos os intervenientes, num jogo intenso, emotivo, disputado e decisivo. Ponto baixo, sinceramente penso não ter havido nenhum, pois fizemos um campeonato bastante satisfatório.


ABR - Por último, gostava que deixasse uma mensagem aos adeptos do Vilanovense e aos leitores do blog.

RP - Para os adeptos do Vilanovense, dizer-lhes que são a melhor massa associativa que alguma vez encontrei e o meu agradecimento mais uma vez por todo o apoio que nos têm dado. O Vilanovense é sem dúvida um clube diferente! Para o Blog, agradecer esta oportunidade que me concedeu e felicitá-lo pela divulgação que tem feito do futebol gaiense e desejar que continuem este vosso trabalho que é digno de ser reconhecido. Parabéns e bem hajam!

17 de janeiro de 2011

Camadas Jovens - Juvenis: 1ª Divisão Distrital Série 1


O Candal continua na senda das vitórias. Este domingo a equipa bateu o Arcozelo por 1-2 e continua na liderança da Série 1 com mais sete pontos que o Salgueiros. Nos restantes jogos, o Canidelo foi derrotado pelo Pedras Rubras por 3-2, enquanto que o Avintes não conseguiu levar a melhor sobre o Padroense e acabou por perder por 1-2. Já o Vilanovense conseguiu uma igualdade a uma bola na deslocação ao terreno do Varzim.


13 de janeiro de 2011

Lobo - "Foi o meu último hattrick"

Lobo, jogador que representava o Salgueiros 08, pôs um ponto final na sua carreira, de forma algo abrupta, na passada semana. O jogador, de uma forma bastante sentida, abordou a situação em exclusivo para o 'A Bola é Redonda'. Numa longa conversa, o agora ex-atleta, conta o porque do abandono e faz uma retrospectiva da sua carreira, agradecendo aos vários clubes por onde passou, por tudo o que lhe deram, mas deixando também algumas criticas a outros que não lhe deram o devido valor.
Lobo começou por explicar os motivos que o levaram a abandonar abruptamente a modalidade, sem sequer lhe permitir esperar pelo final da época: "O principal motivo para deixar agora o futebol, foi o facto de me terem sido diagnosticadas três hérnias. Foi o meu último hattrick", disse o jogador, que revela que até poderia ter jogado mais algum tempo, mas o seu profissionalismo não lhe permitia: "Poderia ter continuado a jogar mas não concebo o futebol a 50% e acho que para estarmos no futebol, temos de estar a 100%. O médico disse-me que a 100% não seria possível, a não ser que fosse operado, e como já não sou um jovem no futebol, resolvi terminar esta longa caminhada na melhor profissão do mundo".
Lobo inicia os agradecimentos precisamente pelo clube onde terminou e ao qual ficará ligado: "Tive o privilégio de ser profissional de futebol durante 20 anos, é uma paixão e só tenho de agradecer ao Salgueiros pela oportunidade de me deixar continuar ligado ao futebol, agora com outras funções é claro, pois vou ser observador, para na próxima época termos uma equipa que consiga fazer frente as aspirações deste clube. Este clube é muito diferente dos outros pelos quais passei, tem uma massa associativa espectacular, enchem os campos todos onde o Salgueiros joga. É daqueles clubes que faz mesmo falta á 1ª liga", referiu o avançado.
De seguida, o jogador falou do Vilanovense, agora Vila FC, a nível de futebol sénior: "O Vilanovense, um clube que servi durante seis anos e tive o privilégio de representar na 2ª divisão. Era o melhor clube de Gaia claramente, mas não conseguiu manter esse estatuto e sempre com muitas dificuldades foi mantendo o futebol. Até que o ano passado quiseram enveredar pelo fim do clube, o que nos entristeceu a todos", mas, ao contrário de muitos vilanovenses, Lobo elogiou o contributo que Jorge Marques deu ao clube: "Jorge Marques tudo tentou para o recuperar, inclusive encetou as negociações que viriam a dar ao clube a oportunidade de ter um campo de relva sintética, o que para estes clubes agora nas distritais, são sempre uma mais valia. Mas o clube não soube tirar proveito desta boa pessoa que passou por ele", dirigindo algumas críticas aos responsáveis actuais do emblema gaiense: "As mesmas pessoas que o deixaram de fora, foram as que não souberam retribuir todos os anos que lutei pelo clube. Treinava os infantis e nem uma palavra me deram no final da época, pelo simples facto de o clube ter terminado o futebol sénior e eu ter ido para o Oliveira do Douro. No ano seguinte até aceitei o facto de estar noutro clube e não treinar os jovens do Vilanovense, agora, sem uma palavra e ainda com dívidas á minha pessoa, é que foi uma situação que me entristeceu bastante. Acho que merecia um pouco mais daquelas pessoas", personalizando as críticas: "Sempre fui muito acarinhado por toda a gente no clube, a não ser esta actual direcção. Continuo com bons relacionamentos com a direcção, aliás, o Manuel Carvalho, o Sousa Pinto, o próprio Rogério Santos, são pessoas pelas quais tenho respeito e consideração, mas foram estes senhores que me deviam ter dado uma palavra no final da época e nem um telefonema me fizeram. É lógico que não confundo o clube com a atitude das pessoas", disse Lobo, que ainda relativamente ao Vilanovense, relembra os Villa Boys: "Levo na lembrança uma claque que alguns clubes da 1ª divisão se orgulhariam de ter: os VILLA-BOYS. Incansáveis no apoio ao Vilanovense, fizesse sol ou fizesse chuva, ganhasse ou perdesse, tivesse em primeiro ou em último, sabíamos que estavam ali, sempre a apoiar-nos. Ainda me emociono ao falar deles. É uma das boas recordações que levo do futebol. Uma massa associativa sempre muito presente".
Lobo não esquece o Oliveira do Douro, outro clube gaiense que o jogador representou: "O Oliveira do Douro, clube que passa neste momento por dias difíceis, mas que tenho a certeza, vai melhorar, pois conheço as pessoas que tomaram o leme do clube, e não são pessoas de deitar a toalha ao chão. São capazes de ultrapassar os obstáculos que se lhes vão deparando". O goleador deixa também uma palavra de apreço para um treinador: Edmundo Duarte: "Edmundo Duarte, que faz o favor de ser meu amigo pessoal e de quem guardo também excelentes recordações, não só como treinador, mas também como homem e com um H muito grande".
Lobo, apesar dos 41 anos, sempre teve apetência pelo golo. Pelos clubes por onde passou, sempre deixou a sua marca. Há duas temporadas atrás, foi o melhor marcador do Vilanovense, quando a equipa disputou pela última vez o campeonato da 1ª Distrital e na última época, ao serviço do Oliveira do Douro, na 3ª Nacional, ao apontar 20 golos. Essas marcas valeram-lhe já dois prémios atribuídos pelo jornal 'O Gaiense', sendo que o segundo será entregue em gala ainda a realizar. Lobo salienta esse facto com orgulho: "Acho que saio pela porta grande, ao culminar a minha carreira com o troféu de melhor marcador da 3ªdivisão, troféu esse que o jornal O Gaiense me vai oferecer, numa gala que se tornou muito mais que uma gala local, para ser uma gala a nível nacional. Tudo fruto dos 20 golos que marquei ao serviço do Oliveira do Douro. É a segunda vez consecutiva que recebo este troféu do jornal O Gaiense. Já tinha recebido ao serviço do Vilanovense", disse.
Em jeito de despedida, Lobo deixou uma mensagem a todos aqueles que com ele se cruzaram neste mundo do futebol: "Deixo um abraço a todos os amigos que fiz nesta profissão e a todos os jovens que decidam enveredar por ela, umas últimas palavras: Acreditem sempre no vosso sonho. Podem até não chegar ao mediatismo desses jogadores das selecções, mas acreditem, vão sentir-se realizados. E é das melhores coisas que podemos ter, poder ganhar a nossa vida com o futebol, o que nós mais gostamos de fazer na vida. Mas há que tentar estar sempre paralelamente precavido para o futuro, porque nem tudo é um mar de rosas, mas tentem, tentem ser felizes".
Lobo pôs assim um ponto final numa longa carreira, sendo que o avançado conta já com 41 primaveras, mas ainda com muito para dar. No seu currículo ficam marcados clubes como o Moreirense, Esmoriz, Gondomar, Sanjoanense, UD Oliveirense, Marco, Ribeirão e Ovarense, que representou na Liga de Honra, escalão mais alto onde jogou, entre outros clubes, e, claro, os gaienses Oliveira do Douro e Vilanovense.
O blog 'A Bola é Redonda' quer, desde já, endereçar as maiores felicidades ao, sobretudo amigo, Lobo nas suas novas funções e que possa transmitir aos jovens que certamente irá descobrir com imenso valor para jogarem futebol, tudo aquilo que ele aprendeu em mais de 20 anos de futebol.

5 de dezembro de 2010

Camadas Jovens - Juvenis: 1ª Distrital Série 1


Na 1ª distrital de Juvenis, o Candal regressou esta jornada às vitórias, depois de ter sido derrotado pelo Leixões na última jornada, naquela que foi a primeira derrota da equipa no campeonato. Este domingo, a equipa deslocou-se ao terreno do Folgosa para vencer por 1-5 a turma maiata.
O Arcozelo deslocou-se ao terreno do Leixões e terminou derrotado por 2-1, assim como o Canidelo que recebeu e perdeu com o Salgueiros por 0-3. O Avintes deslocou-se ao campo do Pasteleira onde empatou a duas bolas enquanto que o Vilanovense recebeu e empatou com o Infesta sem golos.


22 de novembro de 2010

Camadas Jovens - Juvenis: 1ª Distrital Série 1


O Candal continua invicto no campeonato da 1ª Divisão distrital de juvenis e assume-se como o grande candidato à subida ao Campeonato Nacional. Este fim de semana a equipa candalense bateu o Canidelo por 1-2 e soma já 31 pontos, mais nove que o segundo classificado, o Maia-Lidador.
O Arcozelo venceu o Pasteleira em casa deste por 1-3 e continua a fugir aos lugares de despromoção. Já o Vilanovense perdeu na recepção ao Salgueiros por 2-3 ocupando a nona posição, com 16 pontos, os mesmos do Avintes que venceu no terreno do Sra. da Hora, por 2-3. Na próxima jornada estas duas equipas defrontam-se, em Avintes


25 de outubro de 2010

Veteranos - Taça Artur Baeta

Jogou-se no passado sábado, a Taça Artur Baeta na categoria de Veteranos. As equipas gaienses tiveram sortes diferentes: O Oliveira do Douro derrotou o Rechousa por 5-0, com os golos a serem marcados por Fernando, Sérgio, André e Ilídio (2), seguindo assim em frente na competição. Quanto às restantes, o Valadares empatou a zero na deslocação ao Vilar Pinheiro, tendo depois sido eliminado nas grandes penalidades por 5-3, já o Coimbrões alcançou igual resultado frente ao Vilanovense, 0-0 no final do tempo regulamentar, acabando também eliminado na marcação dos castigos máximos por 4-3, sendo posteriormente repescado para seguir em frente. O Candal não conseguiu vencer o Ribeiras/Pampelido, sendo derrotado em casa por 0-1 e o Canidelo afastou o Labruge ao vencer por 2-0. Já o FC Afurada venceu o Gulpilhares por 4-1 enquanto que o Pedroso perdeu na deslocação a Lavra, com o Lavrense, por 4-0. Grijó e Arcozelo também se defrontaram, com a vitória a sorrir aos grijoenses por 3-1 e a equipa do Francelos foi derrotada pelo Gondim por 3-2.
Assim seguem em frente Oliveira do Douro, Coimbrões, Grijó, Vilanovense, Canidelo e FC Afurada.

15 de outubro de 2010

Mário Henrique - "Tem-nos faltado sorte"


O Crestuma ainda não conseguiu vencer esta temporada, somando apenas três pontos fruto de três empates. Mário Henrique, treinador da formação gaiense, referiu que "tem faltado alguma sorte à equipa, principalmente na finalização", até porque essa voltou a ser a príncipal pecha da equipa no jogo do passado domingo, frente ao Gens: "Fizemos o primeiro golo e poderiamos ter aumentado a vantagem. Falta-nos uma ponta de sorte e alguma calma na finalização. Sofremos o golo do empate já na segunda parte e depois, a jogar contra dez, voltamos a tomar conta do jogo e poderiamos ter voltado a marcar golos, mas não conseguimos". O treinador diz que o Crestuma "perdeu dois pontos", pois normalmente é bom empatar fora, "mas neste caso não é. Nem no domingo, nem no jogo contra o Marco 09, onde também acabamos por perder dois pontos". Contas feitas, o Crestuma poderia ter sete pontos e estar umas posições mais acima na classificação.
No próximo domingo o Crestuma recebe o Baião, equipa que é tida como candidata à subida, mas que não teve um bom arranque na prova e está na segunda metade da tabela, com apenas oito pontos. Mário Henrique refere que "vamos entrar para ganhar, como em todos os jogos. Os atletas vão entrar com determinação, pois trabalham bem durante a semana, faltando apenas os resultados aparecerem, até para moralizar a equipa". Para o técnico dos gaienses, à excepção do primeiro jogo "nenhuma outra equipa foi superior a nós e já defrontamos alguns dos candidatos à subida". Para este jogo, a realizar às 15h no Centro de Estágio do Olival, o treinador tem dois atletas em dúvida: O guarda-redes Luís Miguel e o avançado Coelho.
Entretanto chegou mais um reforço à equipa. Fábio Lopes, guarda-redes de 27 anos e que se encontrava sem clube irá disputar a titularidade com Rui Leite e Luís Miguel. O atleta, que já foi profissional de futebol, representou entre outros clubes, o Vilanovense na 2ª B e o Trofense na 3ª Nacional e 2ª B. O último clube que representou foi o Leça, na 2ª B. O jogador não está ainda em condições de jogar esta semana, mas já poderá ser utilizado na próxima jornada, caso o treinador o entenda.

9 de setembro de 2010

Edmundo Duarte quer um Vila FC "a lutar pela vitória sempre"

Edmundo Duarte, treinador do Vila FC, acedeu a falar em exclusivo com o 'A Bola é Redonda', dando conta do que espera desta sua reentrada no futebol, após algum tempo de ausência. O treinador, começou por abordar precisamente esse ponto, afirmando que "o meu regresso ao futebol foi para fazer despertar o mundo podre do futebol, que o Edmundo Duarte ainda está vivo, que ainda não morri, mas não só, é também num sentimento de espírito de missão. Quero fazer lembrar às pessoas que têm memória curta e que se esquecem que o Edmundo Duarte tem um currículo que fala por si, onde estão englobados 15 anos como jogador profissional e 30 como treinador", para depois dizer o que o levou a aceitar o convite do Vila FC: "Aceitei um convite que engloba, não só treinar o futebol sénior, mas reformular a estrutura do clube. Sempre fui e serei ambicioso, mas com inteligência, um ganhador por natureza, tenho sete subidas no currículo e treinei em todos os escalões nacionais, aos quais junto agora os distritais".
O técnico aborda a época que se avizinha, afirmando que o Vila FC será um clube ganhador: "O Vila FC arranca a pensar em ganhar todos os jogos. Toda a gente sabe que este é um clube novo, tem pouco tempo de vida, por isso não há exigências. O que posso garantir é que em todos os jogos vamos entrar para arrecadar os três pontos em disputa. Conseguimos juntar um grupo de jogadores que me garantem essa filosofia de vitória. Sabemos que vamos ter um início de campeonato complicado, pois temos pouco tempo de trabalho e mais de 70% do plantel estava inactivo na última época, só temos três jogadores que vêm dos juniores, por isso o início será difícil. Depois de fita a rodagem, a equipa vai acabar por fazer o que já referi, vai ser uma equipa competitiva e que me dá garantias de fazermos um campeonato bonito e a jogar bom futebol".
Depois desta ideia, a pergunta era imperativa: O Vila FC vai tentar alcançar a promoção já esta época? O mister não assume esse desafio ainda: "Não foi isso que disse. Disse que vamos jogar para em todas as partidas em que entrarmos. Nos não temos nenhum tipo de exigências a cumprir". Apesar de tudo, Edmundo Duarte sente que tem outro desafio em mãos, talvez mais difícil que uma hipotética promoção: "Temos como dever motivar os sócios e simpatizantes do Vilanovense ou Vila FC a voltarem cá para apoiarem a equipa. Os verdadeiros vilanovenses, as pessoas que realmente gostam do clube, porque elas foram-se dispersando e queremos aglutina-las, traze-las cá para verem bom futebol".
A equipa apresentou-se ontem aos sócios e simpatizantes. Tem também um emblema, não novo, mas ligeiramente diferente, com algumas alterações pontuais, que dão identidade a este, não deixa de ser, novo clube. O equipamento principal mantém o tradicional listado vermelho e preto, enquanto que o alternativo passa a ser amarelo. Edmundo Duarte gostou do que viu e garante que a equipa dá confiança: "Tiro boas conclusões do jogo de ontem. Acabamos por perder 1-3, mas durante a primeira parte, com a equipa que será a base, vencíamos por uma bola a zero. Depois do intervalo e com as alterações efectuadas, a equipa caiu de produção e o Crestuma, mais fresco, com mais soluções e já com alguma rodagem, pois já começou o campeonato, acabou por dar a volta ao marcador. Mas depois do que vi, fico com muita confiança no futuro". O plantel do Vila FC é constituído apenas por 20 atletas e três deles não poderão jogar no próximo domingo, frente ao Ramaldense, para a 1ª jornada do campeonato da 2ª Divisão distrital: Jota e Fonseca estão lesionados, enquanto que Júnior Conté ainda não está inscrito. Edmundo Duarte avançou em primeira mão ao blog, que está ainda à procura de reforços, sendo que irão entrar mais um guarda-redes, um defesa central e um ponta de lança.
No próximo domingo a alegria vai voltar ao Parque Soares dos Reis, com a estreia do Vila FC, após um ano de interregno, em jogo frente ao Ramaldense, às 17h, conforme anunciou o Ofício-Circular nº 487, de 7 de Setembro de 2010, uma vez que a AF Porto tinha agendado inicialmente a realização do jogo no pelado do Complexo Desportivo de Pedroso.

21 de julho de 2010

Entrevista com: Tozé (ex-Treinador do Candal)

Esta semana estão de volta as entrevistas ao 'A Bola é Redonda' e logo com um entrevistado de peso. Tozé, ex-treinador do Candal e que levou a equipa de volta à 3ª Nacional  27 anos depois da primeira e única participação na já longínqua temporada de 1981/1982. O ano passado, mais ou menos por esta altura, causou alguma surpresa a notícia da saída do treinador do clube, sendo substituído por Eduardo Luís, que posteriormente também deu o seu lugar a Guilherme Baldaia, que também já deixou o clube, devido a motivos profissionais. Ao longo da entrevista, Tozé aborda o momento da sua saída, bem como o bom momento do Coimbrões, assim como também o sufoco por que passam dois dos clubes gaienses que o treinador representou enquanto jogador. Frontal como sempre, Tozé pouco ou nada deixa por dizer, em mais este exclusivo do 'A Bola é Redonda'.


A Bola é Redonda (ABR) - Tozé, já há algum tempo que não se ouve falar de ti. Que tens feito desde que deixaste o Candal?

Tozé - Aproveitei para tirar o curso de II nível de treinador, dedicar mais tempo àqueles que me são próximos depois de 25 anos seguidos em que o futebol foi uma constante no dia a dia. Dediquei também mais tempo à minha vida profissional, mas estive sempre atento a tudo que se passa no futebol.


ABR - Certamente tens acompanhado o futebol gaiense. Como viste a carreira das equipas que representaram o Concelho na 3ª Nacional?

Tozé - Tive oportunidade de ver alguns jogos das equipas Gaienses. O Coimbrões foi sem duvida a equipa mais forte e subiu com todo o mérito. As outras equipas eram todas muito equilibradas, o Candal fez um bom campeonato e o Oliveira do Douro ficou muito aquém das expectativas.


ABR - O Coimbrões alcançou a promoção à 2ª B, apenas duas épocas depois de se estrear nos Nacionais. Que comentário merece a equipa de Rui França?

Tozé - Acho que foi sem dúvida alguma a melhor equipa. Muito mérito da sua direcção, dos seus jogadores e do seu treinador, como acontece na maioria dos casos em que se consegue subir de divisão. Acho mesmo que o Coimbrões e neste momento um bom exemplo para os outros clubes Gaienses, dado que consegue com um baixo orçamento manter todos os anos a grande maioria dos jogadores. E porque? porque são acompanhados, acarinhados, sentem-se bem no clube e por isso mesmo, tendo propostas superiores e de divisões superiores, preferem continuar ali. Se calhar quando outros clubes se interrogam pelo facto de não conseguirem manter os seus jogadores época após época, deveriam olhar mais para este exemplo, ou alguém acredita que jogadores jovens como o Pedrinho, o Fábio Martins, o Joel ou o Igor não tem recebido propostas para sair ao longo destes dois ou três anos que estão no clube. Claro que tem, mas ficam porque são bem tratados.


ABR - O Candal por pouco não acompanhava os vizinhos de Coimbrões. Ficaste surpreendido pela carreira da equipa ou era algo que já esperavas?

Tozé - O Candal fez uma boa época, conseguiram ate final lutar pela subida de divisão. Foi uma equipa que se baseava mais na qualidade individual de alguns jogadores que iam desequilibrando neste ou naquele jogo, o que disfarçava algumas carências colectivas que a equipa apresentava. Não tenho duvidas nenhumas que com a base da equipa que subiu de divisão e com mais dois ou três reforços o Candal teria disputado não só a subida, como também o 1º lugar com o Coimbrões.


ABR - Ainda dentro do Candal. Numa das últimas vezes que falamos, disseste-me que "um dia mais tarde as pessoas irão saber porque sai do Candal". Porque saíste do Candal depois de subir a equipa à 3ª Nacional?

Tozé - Acho que sobre isso muita coisa foi dita, principalmente muitas coisas que não correspondem a verdade. Quem me conhece sabe perfeitamente que nunca deixaria o Candal por dinheiro, alias eu aceitei reduzir o ordenado, abdiquei dos dois meses que o clube devia quando acabou a época, e não quero esse dinheiro. Acabamos por entrar em desacordo quando os dirigentes, apesar destas situações, não chegaram a acordo com o preparador físico por uma verba muito reduzida, nem com praticamente nenhum dos jogadores que eu pretendia que continuasse na nova época, aliando isso ao facto de também não terem cumprido com aqueles que deram tudo pelo clube depois de terem prometido que o fariam. Há realmente pessoas que não compreendem, mesmo com estas situações o porque de eu ter deixado o clube, mas a minha vida foi sempre orientada por princípios que para mim são fundamentais e mesmo que estes me levem a estar fora do futebol por muito tempo, vou segui-los ate ao fim.


ABR - Indo para outras divisões. O Dragões Sandinenses desceu à 1ª Distrital. Tendo tu jogado lá, como vês o momento actual da equipa?

Tozé - Era o ultimo clube que eu diria que ia cair numa situação destas. Foi sempre um clube de gente muito séria ate que chegou alguém que provavelmente colocou os interesses pessoais a frente dos do clube e deu nisto.


ABR - Outro clube emblemático para ti, o Vilanovense. Depois de na época anterior a equipa não ter competido, este ano está a um passo de regressar. Que comentário te merece?

Tozé - Foi para mim uma grande honra ter sido capitão desse clube durante alguns anos. Acho que o facto de as camadas jovens voltarem a jogar no Soares dos Reis vai dinamizar a vida do clube. Acredito que aprenderam com os erros cometidos e que o 'Vila' vai voltar a ser forte.


ABR - Voltaste a jogar futebol na equipa das Velhas Guardas do FC Afurada. Como surgiu essa hipótese?

Tozé - Foi unicamente por amizade a algumas pessoas que estavam na equipa e achei piada e embora eu leve a situação mais na desportiva, há quem a leve muito a serio.


ABR - Voltando aos 'bancos'. Não tens recebido nenhum convite para voltar a treinar um clube?

Tozé - Tem surgido algumas hipóteses desde que deixei o Candal. Ainda recentemente tive dois convites para voltar a treinar esta época, mas apesar da consideração que tenho por esses clubes acho que não devo aceitar uma proposta se não me sentir totalmente motivado e disponível a 100% para um projecto, seja ele qual for. Não e uma questão de divisão nem de dinheiro, mas sim de ter ou não condições para atingir um objectivo.


ABR - Para quando está marcado o teu regresso ao futebol?

Tozé - Assim que surja o convite certo, independentemente da divisão. O mais importante de tudo é que haja seriedade e que acreditem em mim, o resto vira por acréscimo.


ABR - Este ano recebeste o prémio referente ao 'Melhor Treinador' do Jornal O Gaiense. Como te sentiste?

Tozé - Não dou grande importância a essas coisas. O maior prémio que tenho referente a época que subimos é o reconhecimento de todos os jogadores que liderei e da massa associativa do clube que representei. O resto diz-me pouco.


ABR - Esse prémio não fez aumentar as saudades e a vontade de regressar ao futebol e aos bancos?

Tozé - Reconheço que tenho saudades e vontade de regressar. O futebol é o meu mundo e foram 25 anos seguidos, o facto de ter subido no primeiro ano de treinador também deixa alguma agua na boca e vontade de continuar o percurso. Mas quando decidi sair do Candal. tinha a perfeita noção que poderia estar bastante tempo sem treinar. Quem me conhece sabe perfeitamente que eu nunca irei ligar para um presidente de um clube a oferecer-me ou situação parecida. Não tenho feitio para isso. Portanto se tiver que estar mais um ou dois anos ou ate nem treinar mais, estou preparado para isso, ate porque felizmente não dependo do futebol para viver.


ABR - O que esperas este ano das equipas gaienses nos Campeonatos Nacionais?

Tozé - Do Coimbrões espero uma época sem sobressaltos na 2ª divisão, dado que manteve a mesma equipa e isso e fundamental em qualquer campeonato. Os jogadores, quando são bons, jogam bem em qualquer campeonato desde os distritais ate a 1ª liga, desde que tenham estrutura mental para isso. E o Coimbrões tem excelentes jogadores. O Candal e o Oliveira do Douro, neste momento não tenho dados que me permitam avaliar a possível prestação, porque não conheço os jogadores que vão fazer parte desses planteis ou a serie em que vão competir, o que também poderá ter grande influencia na classificação final.


ABR - Queres deixar alguma palavra aos adeptos e simpatizantes do futebol que te viram jogar e que aguardam pelo teu regresso ao mundo do futebol?

Tozé - Gostaria de deixar uma palavra de agradecimento a todos os que me continuam a apoiar. É fantástico sentir que já passou um ano depois da subida e ter tanta gente que não se esquece daquilo que fiz como treinador, e também do que fui como jogador. Isso, felizmente, sinto-o no dia a dia e em cada ida a um campo de futebol, o que me deixa orgulhoso.