"FOI UMA BATALHA CAMPAL": PRESIDENTE DO LAVRENSE ADMITE DEMISSÃO APÓS INCIDENTES NO FINAL DO JOGO

Rui Borges está a pensar na demissão da presidência do Lavrense

 
O Vila Caiz deslocou-se ao terreno do Lavrense e trouxe uma vitória por uma bola a zero. Braima Gomes, aos 33’, marcou o único golo da partida, mas o pior aconteceu já depois do encontro ter terminado, na zona exterior ao estádio, envolvendo agressões entre jogadores do Lavrense e Vila Caiz, e que, alegadamente, envolveu também adeptos dos matosinhenses. André Reis, treinador dos amarantinos, denunciou a situação aos microfones da Marcoense FM: “O que se passou fora de campo foi uma vergonha. Tive jogadores que, com o que se passou fora do campo, tiveram de ir para o hospital”. O treinador, de 29 anos, afirmou ainda que “apanharam três, quatro jogadores sozinhos e fizeram deles o que quiseram. Temos jogadores a ir para o hospital e não sei o estado deles. Neste momento, o futebol é o que menos me preocupa. É a integridade física dos meus jogadores e dos envolvidos que lá estavam”, contou o técnico, acrescentando que “tivemos de ser acompanhados para sair de lá, com provocações constantes. Foi, sem dúvida, uma vergonha”.

O blog falou com Rui Borges, presidente do Lavrense, que contraria a versão do treinador do Vila Caiz. “Eu estava no local e tentei segurar alguns dos jogadores do Vila Caiz, que mesmo depois de me ter identificado, foram deselegantes. O que se passou foi que os jogadores do Vila Caiz, depois de saírem do balneário, ao invés de irem diretamente para o seu autocarro, foram para a zona do bar onde estavam os nossos adeptos, e alguns dos nossos jogadores, provocar”, associando o ato a questões extra-futebol: “Isto vem de uma situação na noite, em dezembro do ano passado”, afirma.

Rui Borges admite mesmo apresentar a demissão do cargo de presidente do Lavrense. “Foi uma batalha campal. Sinto-me envergonhado com tudo isto, ponderando mesmo apresentar a minha demissão do cargo. Fizemos um investimento alto, como mandam as regras da AF Porto, para separar os adeptos e não haver problemas. E depois os jogadores têm estas atitudes. O mais lamentável disto tudo, são as mentiras que estão a ser ditas”, realça rui Borges. “Destacam que tiveram que sair escoltados, mas esperaram mais de uma hora por uma ambulância que solicitaram, quando o jogador deles, que precisava de apoio, podia ter sido atendido no nosso posto médico. Não confundo a nobreza da instituição, mas os dirigentes e os jogadores do Vila Caiz não estiveram bem”, disse.

Rui Borges assegurou que vai apresentar “uma queixa-crime, esperando que sejam apuradas todas as responsabilidades”, sendo que garantiu que “não emitiremos nenhum comunicado, mas informamos tudo o que aconteceu ao presidente da AF Porto”, concluiu o presidente do Lavrense. 

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