11 de abril de 2026

SANJOANENSE PODE DESCER AMANHÃ

Fafe venceu a Sanjoanense por 2-3 e os alvinegeos estão a um passo de descer ao Campeonato de Portugal

Na Liga 3 desde a primeira edição, em 2021/22, a Sanjoanense pode perder o estatuto de 'fundador' desta competição, ainda este fim de semana. A equipa treinada por Pedro Hipólito perdeu esta tarde, na receção ao Fafe, por 2-3, e mantém a última posição da Série 1 da Fase Manutenção, com apenas cinco pontos conquistados. 

Os fafenses chegaram ao 0-3 ainda antes do intervalo, com os golos de João Oliveira (13'), Picas (20') e João Santos (35'). Contudo, os minutos finais foram de nervos para a equipa visitante, treinada por Mário Ferreira, pois aos 82' Talles Wander reduziu para 1-3 e aos 90+1', João Couto reforçou a esperança sanjoanense, aos fazer o 2-3, mas sem conseguir alterar o resultado final. 

Este desaire deixa os alvinegros numa situação muito difícil na prova. É que a equipa pode ver confirmada a queda ao Campeonato de Portugal já amanhã. Para isso não acontecer, o Marco 09 tem que vencer o São João de Ver, primeira equipa acima da zona de despromoção. Caso aconteça outro resultado que não esse, a equipa de São João da Madeira será despromovida. 

APENAS QUATRO CLUBES ESTÃO DESDE O INICIO

Caso se confirme a queda da Sanjoanense, o contingente de 'fundadores' da competição ficará reduzido a três. Juntamente com a Sanjoanense, Braga B e Fafe na Série 1 e Caldas na Série 2, estão na Liga 3 desde a sua criação, na temporada 2021/22. 

Curiosamente, a Sanjoanense subiu após a impossibilidade do Leça poder competir na prova, uma vez que os leceiros haviam terminado no segundo lugar da Série 3 da Fase de Apuramento do Campeonato de Portugal, atrás do São João de Ver, mas não cumpriram os requisitos de participação. 

Nestas cinco temporadas na terceira competição do país, a Sanjoanense lutou pela permanência a maior parte das ocasiões, à exceção da época 2022/23. Nessa temporada terminou no terceiro lugar da Série A, na primeira fase, e posteriormente, na terceira posição da Série 2 na segunda fase, atrás de Belenenses e Lank Vilaverdense, que viriam a subir à II Liga. O primeiro como vice-campeão da prova, ao perder a final frente à União de Leiria, o segundo, ao vencer o playoff de promoção frente ao Braga B, segundo classificado da Série 1.  

9 de abril de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO - "A BASE NÃO É O COMEÇO. A BASE É O ALICERCE"



Fernando Mendes é o CEO da Globall Football, empresa dedicada à consultoria e gestão de carreiras no mundo do futebol.

 

A BASE NÃO É O COMEÇO. A BASE É O ALICERCE.

No futebol português continua a cometer-se um erro de fundo: fala-se demasiado do produto final e demasiado pouco da fábrica onde ele é construído.

Fala-se do profissional, da venda, da valorização, da estreia, do mercado, da performance e da montra. Fala-se do topo da pirâmide como se ele existisse por mérito isolado. Não existe. Nunca existiu. O topo só aparece porque alguém, durante anos, trabalhou a base. E quando essa base é fraca, desorganizada ou mal orientada, mais cedo ou mais tarde o edifício abana.

A realidade é simples: o futebol amador continua a ser a grande base de recrutamento dos clubes profissionais em Portugal. É ali, nos clubes de terra, de bairro, de vila e de distrito, que se encontram milhares de jovens atletas. É ali que começa a triagem. É ali que se moldam comportamentos, se corrigem defeitos, se criam hábitos, se alimenta o sonho e se separa, muito cedo, quem pode crescer de quem será deixado para trás.

Mas há uma verdade que muitos não gostam de ouvir: o futebol amador não pode continuar eternamente escondido atrás da falta de condições.

Sim, faltam campos melhores. Sim, faltam balneários, transportes, recursos, apoio técnico, dinheiro e muitas vezes até respeito institucional. Mas também falta, em muitos casos, organização, exigência, visão, competência e coragem para fazer diferente.

Nem tudo se explica com a pobreza de meios. Há clubes com pouco que fazem muito e há clubes com pouco que fazem quase nada de jeito. A diferença está quase sempre na liderança e na seriedade com que se encara a formação.

O futebol de formação não é um parque de estacionamento de miúdos até chegar a hora do jogo. Também não é um espaço de vaidades de dirigentes, pais histéricos ou treinadores mal preparados. Formar é muito mais do que treinar. Formar é construir jogadores, mas antes disso é construir pessoas.

E é precisamente aqui que começam os factores que tantos clubes continuam a negligenciar.

A escola e o aproveitamento escolar

Continuam a ser tratados como tema lateral, quando deviam estar no centro de qualquer projecto sério. No futebol moderno, a inteligência não se mede apenas pelo gesto técnico ou pela leitura táctica. Mede-se também pela capacidade de compreender, interpretar, decidir, adaptar-se e aprender depressa. Um jovem com hábitos de estudo, com disciplina mental e com melhor desenvolvimento intelectual está quase sempre mais preparado para responder às exigências do jogo actual.

No entanto, quantos clubes amadores têm uma sala de estudo? Quantos criam um espaço mínimo para os jovens fazerem os trabalhos de casa antes ou depois do treino? Quantos acompanham realmente o rendimento escolar dos atletas? Muito poucos.

Depois admiram-se quando o jogador não interpreta bem o jogo, não percebe estímulos mais complexos, não assimila processos ou revela limitações na tomada de decisão. O futebol decide-se cada vez mais ao detalhe. E o detalhe também se constrói na escola.

A nutrição

É outro campo onde se continua a trabalhar mal ou, em muitos casos, simplesmente não se trabalha. Ainda há quem pense que alimentação é assunto para o profissionalismo. Não é. É assunto de base. Um jovem mal alimentado compromete crescimento, recuperação, energia, concentração, prevenção de lesões e equilíbrio competitivo. Não é preciso ter um nutricionista residente para fazer melhor. É preciso, isso sim, perceber que educar também é ensinar a comer melhor.

O acompanhamento psicológico

É outra área empurrada para debaixo do tapete. Treinadores de formação lidam todos os dias com jovens atravessados por medos, inseguranças, problemas em casa, dificuldades na escola, conflitos amorosos, instabilidade emocional, pressão dos pais e falta de confiança. E muitos treinadores continuam a ser largados neste terreno sem ferramentas mínimas para entender o que têm à frente.

Há jovens com enorme talento técnico, táctico e físico que não dão o salto por um bloqueio mental básico: não acreditam neles próprios. E o pior é que, muitas vezes, ninguém detecta isso a tempo. Fala-se de falta de atitude, falta de personalidade ou falta de ambição, quando o problema real está na fragilidade emocional do atleta. Formar também é saber ler gente. E quem treina jovens sem perceber isto anda a trabalhar pela metade.

A literacia desportiva e financeira

Devia ser obrigatória em qualquer contexto formativo decente. Os jovens têm de perceber o que é fair play, disciplina, responsabilidade, respeito pelas regras, papel do árbitro, noção de grupo e compromisso com o clube. Mas têm também de começar a ouvir falar de contratos, agentes, comissões, impostos, gestão de dinheiro, carreira e consequências de más escolhas.

Porque alguns poucos chegarão ao profissionalismo. E se chegarem sem qualquer preparação, serão devorados pelos mesmos oportunistas que infestam demasiados campos.

Os charlatães do futebol jovem

Continuam a circular com uma facilidade escandalosa. Aproximam-se dos pais, prometem testes, clubes, contactos, contratos e um futuro de luxo. Vendem fumo a famílias frágeis e a miúdos sedentos de sonho. Em demasiados casos, os clubes preferem assobiar para o lado em vez de preparar os jovens para reconhecer estes predadores do costume. Isso também é falhar na formação.

Os pais

Há pais que ajudam muito. Mas há outros que estragam quase tudo. Pressionam, insultam, interferem, confundem o papel deles com o do treinador, desrespeitam árbitros, directores, adversários e até os próprios filhos. O futebol de formação português continua cheio de bancadas doentes. E isso não se resolve apenas com comunicados de circunstância. Resolve-se educando, enquadrando e impondo limites.

Os jovens atletas também têm de aprender isto: respeito por eles próprios, pelos colegas, pelos treinadores, pelos directores, pelos árbitros e pelas forças da ordem não é negociável.

A sustentabilidade

Tantas vezes usada como palavra bonita em apresentações e protocolos, deve entrar na formação de forma prática. Respeitar o ambiente, evitar desperdícios, usar bem a água, cuidar dos espaços, preservar materiais e perceber que o futuro exige responsabilidade colectiva não é conversa secundária. É educação básica. E um clube formador que ignore isso está a formar gente incompleta.

Proteger o talento também faz parte de formar

Há ainda uma última nota que o futebol amador não pode continuar a ignorar: a necessidade de identificar cedo os seus talentos de maior potencial e protegê-los de forma séria e legal.

Em Portugal, continua a existir o hábito, demasiado frequente, de clubes profissionais convidarem jovens atletas do futebol amador para trials, observações e períodos de experiência que, em muitos casos, servem mais para contornar responsabilidades do que para avaliar com transparência. O problema é que, quando esses jovens acabam por ser recrutados, os clubes de origem ficam demasiadas vezes de mãos a abanar, depois de anos de trabalho, dedicação, investimento humano e paciência formativa.

Isto é abusivo. E só continua a acontecer com tanta facilidade porque muitos clubes amadores persistem em não proteger atempadamente os atletas que mais facilmente entram no radar dos emblemas profissionais.

Detectar precocemente os jogadores com maior potencial não deve servir apenas para os promover desportivamente. Deve servir também para os enquadrar, acompanhar e salvaguardar do ponto de vista legal e contratual. Sempre dentro da lei, os clubes têm de perceber que os contratos de formação, ou outros mecanismos de protecção admissíveis, não são um luxo nem uma obsessão burocrática. São uma ferramenta de defesa mínima perante um sistema onde, demasiadas vezes, o mais forte aproveita-se da fragilidade organizativa do mais fraco.

Quem forma tem de saber proteger. Quem investe anos num jovem não pode continuar a assistir, passivamente, à sua saída sem salvaguarda, sem estratégia e sem retorno.

O futebol amador não pode limitar-se a formar para os outros. Tem de formar com competência, mas também com inteligência, visão e capacidade de defesa dos seus próprios interesses.

Porque, num ecossistema tantas vezes desigual, ingenuidade não é virtude. É prejuízo.

A conversa tem de mudar

Não basta dizer que se aposta na formação. É preciso provar como se aposta. Não basta ter equipas jovens. É preciso saber para que servem e como são trabalhadas. Não basta esperar que um talento apareça. É preciso construir um ecossistema que o prepare.

O futebol português gosta muito de celebrar o talento que chega ao topo, mas continua a tratar com ligeireza o lugar onde esse talento devia ser realmente moldado. E isso é ainda mais grave no futebol amador, porque é aí que tudo começa. Ou devia começar bem.

A verdade nua e crua é esta: muitos clubes amadores fazem o que podem, mas demasiados continuam a fazer menos do que deviam. E enquanto isso acontecer, continuaremos a perder talento, inteligência, carácter e futuro.

A base não serve apenas para lançar jogadores. Serve para construir seres humanos mais preparados, atletas mais completos e um futebol mais inteligente.

Quem continuar a olhar para a formação como uma obrigação burocrática ou uma simples montra de fim-de-semana não está apenas a falhar com os jovens. Está a falhar com o futuro do futebol português.


8 de abril de 2026

MACHICO VENCE VILAVERDENSE E SAI DA ZONA DE DESPROMOÇÃO, NA SERIE A DO CAMPEONATO DE PORTUGAL

Adeptos da AD Machico festejaram o triunfo e a saída da zona de descida


Era um jogo que estava em atraso, referente à 24ª jornada, e disputou-se na tarde desta quarta-feira. A lutar pela permanência no Campeonato de Portugal, a AD Machico recebeu o já despromovido Vilaverdense, e venceu por uma bola a zero. 

Depois de uma primeira parte sem golos, foi já perto dos 10' finais, que o marcador foi desbloqueado. Danielson, aos 78', marcou o único golo do encontro, que permite aos madeirenses, treinados por António Oliveira, sair da zona de despromoção da Série A, troca do de lugar com o São Martinho. 

As duas equipas estão separadas por um ponto apenas, com a AD Machico a somar 32 pontos e o São Martinho 31. No próximo fim de semana, a vida não está fácil para os dois clubes, apesar de, nesta fase em que faltam apenas dois jogos para o final do campeonato, os madeirenses apenas dependem de si, para garantir a permanência. A AD Machico visita o Celoricense, às 15h30 do próximo domingo, clube que ainda está na luta por chegar aos dois primeiros lugares, enquanto que o São Martinho visita o Mirandela, que caso não vença o jogo, pode descer de divisão. Está partida começa às 16h do próximo domingo. 

VÍTOR SANTOS - "O 'RESULTADISMO ESTÁ MUITO PRESENTE E MATA A PAIXÃO PELO JOGO"


Vítor Santos, Embaixador do Plano Nacional da Ética no Desporto, foi o convidado do 88º Entrevista Com..., podcast do projeto A Bola é Redonda. Ao longo de perto de uma hora de programa, foram abordados vários temas do panorâma nacional, onde a ética no Desporto esteve pouco presente. 

Vítor Santos lamenta que, apesar de todos os esforços de reflexão e análise, continuem a verificar-se maus comportamentos e práticas que por vezes ultrapassam o limite do desportivo e tornam-se casos criminais. Ele defende que a responsabilidade é partilhada por todos os intervenientes: dirigentes, treinadores, árbitros, atletas e o próprio público. "Infelizmente, os maus comportamentos chegam a roçar ou a ultrapassar todos os limites, porque passam mesmo a ser crimes", afirmou Vítor Santos. 

Natural de Viseu, Vítor Santos foi treinador dos escalões de formação do Ac. Viseu, e também do Viseu e Benfica, referindo que foi estes comprotamentos já vêm desde estas idades. "O 'resultadismo' está muito presente na criança e mata a paixão pelo jogo", destacou ainda. 

Na conversa, também foi abordado o recente caso ocorrido no jogo entre o Alverca e Sporting, que os 'leões' venceram por 1-4, mas onde Luis Suárez foi admoestado com o cartão amarelo, depois de ter reconhecido junto de João Pinheiro, árbitro do encontro, que não tinha sofrido falta. "A arbitragem perdeu ali a oportunidade de ser capa. Perdeu um momento único. Acredito que o próprio João Pinheiro deve ter-se sentido um bocadinho enganado pelo atleta, e cumpriu a lei. Mas nesse caso, a arbitragem podia ter saído muito mais reforçada, muito mais humanizada, engrandecida, se o árbitro tivesse tido outra atitude. Naquele momento impunha-se um bocadinho de bom senso, e agarrar a oportunidade para passar uma mensagem positiva", destacou.

Pode ver o programa completo, no link abaixo.



DANIEL FERREIRA - "MANTEMOS A AMBIÇÃO DE ALCANÇAR OS DOIS PRIMEIROS LUGARES"

Daniel Ferreira regressou ao Tirsense e está a fazer sucesso

O Tirsense garantiu a permanência na Série A do Campeonato de Portugal, ao vencer no último sábado o Desp. Monção por uma bola a zero. Este jogo marcou também o regresso dos 'Jesuítas' ao mítico Abel Alves de Figueiredo, que durante grande parte da temporada esteve inutilizado, devido à troca do relvado natural. Daniel Ferreira, que substituiu no caro Emanuel Simões após a oitava jornada, concedeu uma entrevista ao Blog, onde abordou a sua chegada ao clube, proveniente do Resende da Série B. Daniel Ferreira falou também sobre o que ainda falta jogar, sendo que o Tirsense, apesar de ser mais difícil, ainda pode chegar ao segundo lugar.


ABR - Começou a temporada no Resende, na Série B e termina no Tirsense, na Série A. que balanço faz da temporada até ao momento, em duas séries completamente distintas?

DF - Foi uma época muito desafiante e enriquecedora. Começar numa Série B, com um contexto competitivo diferente, e terminar numa Série A exigiu uma capacidade de adaptação grande. São realidades distintas, com níveis de exigência, qualidade e pressão diferentes. Habitualmente a série B é sempre mais forte e competitiva, no entanto, esta época a Série A tem-se revelado muito competitiva e equilibrada. Ainda assim, vejo a época como muito positiva em termos de crescimento pessoal e profissional.

ABR - Quando saiu do Resende, estava no 9º lugar, a um ponto de sair da zona de descida. Neste momento, o clube está com o regresso aos distritais, praticamente assegurado. Arrepende-se de alguma forma, de ter saído do clube?

DF - Não olho para a saída com arrependimento. São decisões que fazem parte da carreira de um treinador e que são tomadas com base no momento. Saí com a consciência tranquila do trabalho feito. Naturalmente, custa ver a possível descida do clube às distritais, porque criam-se ligações, e um clube com uma direção exemplar e eu tínhamos um grupo de jogadores fantástico, mas o futebol é mesmo assim.

No Resende, o técnico teve a primeira experiência no Campeonato de Portugal

ABR - Desde que chegou ao Tirsense, o clube apenas somou duas derrotas. Como tem sido este percurso, no clube do coração?

DF - Tem sido um percurso muito positivo. Tenho um grupo de trabalho muito comprometido e uma estrutura que me dá todas as condições. Sendo um clube especial para mim, isso também traz responsabilidade acrescida, mas felizmente as coisas têm corrido bem dentro de campo. A forma de liderar o grupo mudou com a nossa chegada, assim como a própria ideia de jogo. Conseguimos implementar um espírito positivo e incutir competitividade em todos os treinos. Trabalhamos no sentido de fazer com que os jogadores acreditassem mais em si próprio e no seu valor, reforçando também a importância de compreenderem o que significa representar o Tirsense. Desde a nossa chegada realizamos 16 jogos, com registo de oito vitórias, seis empates e apenas duas derrotas. Atualmente atravessamos uma série de nove jogos consecutivos sem perder e seis jogos seguidos sem sofrer golos. Somos a equipa com menos derrotas e a melhor defesa da série A. Mantemos ainda a ambição e a possibilidade real de alcançar os dois primeiros lugares.

ABR - Essas derrotas foram contra Bragança e Vianense, as duas equipas que estão nos primeiros lugares. Ameniza um pouco os resultados menos positivos?

DF - São derrotas contra equipas muito fortes e que ocupam atualmente os dois primeiros lugares. Isso não invalida o facto de querermos sempre ganhar, mas ajuda a contextualizar. Foram 2 jogos distintos, mas em ambos estivemos em vantagem, contra o Bragança conseguimos equilibrar a partida e fomos competentes até ao apito final, no entanto contra o Vianense o adversário foi superior e considero que mereceu a vitória.

No Mirandela, Daniel Ferreira foi campeão distrital invicto

ABR - Já consigo no banco, o Tirsense venceu os dois jogos frente ao Mirandela, seu ex-clube, que também está perto de voltar a cair nos distritais. Qual foi a sensação de vencer esses jogos? Houve algum 'gosto especial'?

DF - São sempre jogos especiais. O Mirandela é um clube por onde passei e pelo qual tenho muito respeito. Entramos sempre em campo para vencer, como em qualquer jogo, mas naturalmente há um sentimento diferente. Não diria que teve um ‘gosto especial’, mas houve respeito pelo passado e total foco no presente. Fiz parte da subida do Mirandela ao Campeonato de Portugal e existia um projeto de continuidade, que acabou por ser alterado por decisão da direção, o que impediu a minha permanência. Tenho pena se se confirmar a descida aos distritais, porque é um clube e uma cidade que merecem estar em patamares mais elevados.”

ABR - Desde que chegou, que ainda não havia jogado em casa, devido à mudança de relvado. Como foi ultrapassar essa adversidade de ter que andar com a casa às costas?

DF - Foi um desafio exigente. Jogar consecutivamente fora de casa retira algum conforto à equipa, obrigando-nos a uma maior união e capacidade de adaptação. Felizmente, o grupo respondeu muito bem e demonstrou grande caráter. Desde o meu primeiro dia no clube que encaro as dificuldades com uma mentalidade focada em soluções, transformando adversidades em oportunidades. Mais uma vez, a equipa reagiu de forma positiva e provou a sua força coletiva.

ABR - A permanência já está assegurada e, matematicamente, ainda é possível chegar ao playoff de subida. Acredita que o Tirsense pode lá chegar?

DF - Enquanto for matematicamente possível, vamos acreditar. Sabemos que não dependemos só de nós, mas o nosso foco é ganhar os jogos que faltam. Depois, faremos as contas no final.

ABR - Dependendo da época terminar daqui a duas semanas, ou um pouco mais à frente, caso chegue à fase seguinte, já há conversações para a próxima temporada? Vai continuar no clube?

DF - Ainda é cedo para abordar esse tema. Neste momento, o foco está totalmente na competição e em terminar a época da melhor forma possível. Haverá tempo, com tranquilidade, para conversar e definir o futuro. De uma coisa tenho a certeza: a consciência está tranquila, porque o trabalho tem sido bem feito e os resultados assim o comprovam.

ABR - Caso não fique no Tirsense, quais são as expectativas para a próxima temporada?

DF - O objetivo passa sempre por continuar a evoluir, encontrar um projeto sólido e onde possa acrescentar valor. Seja aqui ou noutro contexto, quero continuar a crescer e a competir.

ABR - Que mensagem quer deixar aos adeptos do Tirsense para estes dois jogos que faltam?

DF - Aos adeptos, agradecer todo o apoio que têm dado, mesmo nas dificuldades. Foram muito importantes nesta caminhada. Para os jogos que faltam, peço que continuem connosco, porque vamos dar tudo até ao último minuto. Juntos somos mais fortes.

6 de abril de 2026

QUANDO A INVENCIBILIDADE NÃO É SINÓNIMO DE LIDERANÇA...

Benfica é o único clube, nos campeonatos nacionais, que não perdeu... mas não lidera 📷 - Kapta+

O Benfica é o único clube, a nível nacional, que ainda não perdeu qualquer jogo para o campeonato esta temporada. Porém, isso não lhe valeu a liderança da Primeira Liga, inclusive, os ‘encarnados’ seguem no terceiro lugar do campeonato.

Pegando nesse exemplo, o A Bola é Redonda fez uma pesquisa em todos os campeonatos distritais do país, e constatou que as ‘águias’ não são o único clube nessa condição.
Em Portugal há um punhado de clubes que ainda não perderam qualquer jogo no campeonato que disputam, e mesmo assim, não o lideram.

Abaixo, fica a lista de todos os clubes nas associações distritais, que ainda não perderam qualquer jogo, mas também não lideram o campeonato que disputam.

AF AVEIRO - AGUINENSE

Na Zona Sul da II Divisão, o Aguinense ocupa o segundo lugar da classificação com 59 pontos, a um do líder, GD Calvão. Nesta fase da temporada, o Aguinense soma 19 vitórias e dois empates, sendo que o segundo lugar lhe garante a subida à I Divisão, mas não lhe dá a chance de disputar o Apuramento de Campeão.

AF BEJA – BAIRRO CONCEIÇÃO

Também na II Divisão, mas na Série A, o Bairro Conceição terminou a primeira fase do campeonato no segundo lugar, sem ter perdido algum jogo. A equipa amealhou 60 pontos, fruto de 19 vitórias e três empates, ficando a um ponto do Barrancos FC, que venceu a série. Apesar do segundo lugar, o Bairro Conceição vai disputar o Apuramento de Campeão da divisão.

F COIMBRA – CLUBE OPERÁRIO JARDIM DO ALVA (COJA)

Na Fase de Apuramento de Campeão da I Divisão, o COJA segue na terceira posição com seis pontos, ao fim de quatro jogos. A equipa venceu um jogo e empatou três, estando a quatro pontos do líder, o ADC Almalaguês, que soma três triunfos e um empate, totalizando 10 pontos.

Leões Porto Salvo seguem no segundo lugar,
mas têm menos dois jogos, na AF Lisboa

AF LISBOA – UNIÃO MUCIFALENSE E LEÕES PORTO SALVO

Em Lisboa há duas equipas nesta situação. Na Série 1 da II Divisão, o União Mucifalense segue no segundo lugar com 48 pontos, a um do líder, o GD Vialonga. A equipa de Sintra, se terminar o campeonato nesta posição, garante a subida à I Divisão, mas não vai disputar o Apuramento de Campeão.

Na Série 3 da III Divisão, o Leões Porto Salvo soma 68 pontos, contra os 73 do líder, Casa Pia B. Se os ‘leões’ terminarem nesta posição, irão disputar o Apuramento de Subida. Contudo, a equipa tem uma atenuante. Tem menos dois jogos que o líder, e caso vença as partidas, assumirá a liderança.

AF PORTO – ACR SENDIM

Na Série 1 da I Distrital, o ACR Sendim segue na segunda posição. É uma das duas equipas desta associação que ainda não perdeu nenhum jogo. Contudo, ao contrário do Baião que já venceu a Série 1 da Divisão d’Elite, os 63 pontos da ACR Sendim, fruto de 19 vitórias e seis empates, colocam a equipa atrás do líder, UFC Sousa, que soma 65 pontos.

AF SANTARÉM – AR PORTO ALTO (AREPA) E OURIQUENSE

A I Divisão da AF Santarém está bastante competitiva, com os três primeiros classificados a lutarem pela subida ao Campeonato de Portugal, estando separados por poucos pontos. Contudo, a AR Porto Alto ainda não perdeu qualquer jogo, mas segue no terceiro lugar da classificação, com 51 pontos, alcançados após 14 vitórias e nove empates. O líder desta tabeça é o Fazendense, com 55 pontos, que soma três derrotas, mas tem ainda um jogo por disputar.

Na 2ª Divisão, a luta pela liderança da Série A está ao rubro. O Ouriquense segue no segundo lugar com 45 pontos, sem qualquer derrota, mas o líder, Moçarriense, soma 49 pontos, e também não tem qualquer derrota. A diferença é que o Ouriquense empatou seis vezes, ao passo que o Moçarriense soma apenas dois empates.

AF SETÚBAL – MELIDENSE

Por último, na Fase Final da 2ª Divisão da AF Setúbal, o Melidense segue com sete pontos, fruto de dois triunfos e um empate, numa fase ainda prematura da competição, contudo, a equipa tem pela frente a concorrência do Seixal Clube 1925, que venceu os três jogos já realizados, e por isso, lidera com nove pontos.

CAMPEONATO DE PORTUGAL – A DUAS JORNADAS DO FIM, AINDA FALTA MUITO POR DECIDIR

Vilaverdense desceu pela terceira temporada consecutiva. Desp. Monção também regressa aos distritais 📷 - Vilaverdense FC SAD

Tem sido uma edição do Campeonato de Portugal bastante competitiva, em praticamente todas as séries, com algumas exceções claro. A duas jornadas do final da maior prova nacional, de clubes, em Portugal, Ainda há muitas decisões por tomar nas quatro séries do Campeonato de Portugal.

QUATRO CLUBES VÃO LUTAR PELA SUBIDA E VÁRIOS JÁ DESCERAM DE DIVISÃO

No que diz respeito aos lugares que dão acesso á Fase de Subida/Apuramento de Campeão à Liga 3, quatro das oito vagas já estão definidas. Na Série B, o Rebordosa foi o primeiro clube a atingir esse objetivo, não só na Série B, mas também em todo o campeonato. Ainda nesta série, o Leça FC também já garantiu essa meta, regressando a esta fase, onde já esteve a temporada passada.

Na Série C, o Vitória de Sernache também já garantiu a presença nessa fase. O clube de Cernache do Bonjardim, município da Sertã, vive um momento muito positivo: A época passada o clube foi campeão distrital da AF Castelo Branco, sem qualquer derrota, subindo ao Campeonato de Portugal, e agora, procura nova subida, desta feita à Liga 3.

Na Série D, com a vitória no dérbi com o Lus. Mocarapachense, o Louletano também já garantiu a presença na Fase Subida, uma vez que também tem vantagem no confronto direto com o Alverca B, que segue na terceira posição e ainda está na luta por um lugar nessa fase.

Vitória de Sernache vai lutar pela segunda subida consecutiva 📷 - Vitória de Sernache

No campo oposto, há já vários emblemas que regressaram aos distritais. Na Série A, Vilaverdense, Ribeira Brava e Desp. Monção não conseguiram evitar este desfecho. Em pior situação está a formação de Vila Verde, pois foi a terceira descida consecutiva.

Na Série B, Apenas o Gouveia tem esse destino assegurado, enquanto que na Série C, Eléctrico FC e Lusitânia dos Açores também já desceram de divisão. Por último, na Série D, Portimonense, Vasco da Gama da Vidigueira e Comércio e Indústria, também não conseguiram evitar o cenário de descida de divisão.

 RETA FINAL ALUCINANTE EM TODAS AS SÉRIES

Com ainda muita coisa por decidir, as duas últimas jornadas prometem ser alucinantes. Na Série A, o Machico acerta o calendário na próxima quarta-feira, ao receber o Vilaverdense. Em caso de vitória, os madeirenses entram para as duas últimas jornadas acima da zona de despromoção, o que deixará São Martinho e Mirandela dependentes dos resultados destes mesmo que ganhem os seus jogos. Aliás, no próximo fim de semana, os transmontanos poderão também ter o seu futuro decidido, pois visitam o São Martinho, e uma derrota colocará a equipa nos distritais. Para além destes três emblemas, também o Desp. Chaves B e Camacha ainda estão na berlinda, e a próxima jornada pode ser decisiva para ambos.
No topo da classificação, o Bragança, caso vença o Desp. Chaves B, garante o primeiro lugar. No segundo posto, o Vianense, caso vença o Desp. Monção, também garante a Fase Subida, se Celoricense e Brito não vencerem os seus jogos. Caso estes clubes vençam, a última vaga ficará decidida apenas na última jornada.
Rebordosa vai lutar pela subida à Liga 3. Salgueiros ainda luta pela permanência 📷 - Rebordosa AC

Na Série B é onde ainda persistem mais dúvidas. O Aparecida FC foi punido pela FPF com a perda de três pontos, resultante de um jogo frente à Florgrade, que os lousadenses perderam dentro das quatro linhas, realizado em dezembro último. O castigo prende-se com o facto de, os jogadores do Aparecida FC, terem abandonado o campo antes do final do encontro, por motivos de saúde dos atletas, numa semana em que o plantel foi atingido por uma gripe, impedindo alguns jogadores de estar no jogo, e os que estiveram, fizeram-no em esforço, segundo a versão do clube. Os responsáveis do Aparecida FC recorreram da perda destes pontos, recurso que está a ser apreciado pela FPF. A próxima jornada, disputada a 12 de abril, será decisiva para todos os clubes que ainda estão envolvidos nessa luta. Salgueiros, que está fora da zona de despromoção, e Vila Real, Anadia, Aparecida FC e Resende, que estão em zona de descida. O Salgueiros soma 31 pontos, mais cinco que Vila Real e Anadia, e mais seis que Aparecida FC e Resende. Uma vitória dos portuenses, na receção ao Alpendorada, acabará com praticamente todas as dúvidas, faltando apenas a questão Aparecida FC, que se mantiver os três pontos que a FPF lhe quer retirar, ainda terá chances de sonhar com a permanência, caso vença a Florgrade. Se a decisão do recurso for desfavorável ao Aparecida, e a equipa de facto perder os três pontos, neste momento, já desceu de divisão, uma vez que perde no confronto para o Salgueiros.

Na Série C, ainda há cinco equipas na luta pela permanência. Peniche e Fátima, acima da zona de despromoção, e Lajense, Marinhense e Samora Correia, em zona de descida. No próximo domingo há um Lajense-Marinhense que poderá deixar a equipa da Marinha Grande em maus lençóis caso não vença. Mas na prática, pouca coisa ficará definida nesta ronda. O mesmo acontece na parte de cima da classificação. O Benfica de Castelo Branco recebe o Samora Correia e caso vença, garante o segundo posto desde que Naval 1983 e Oliveira do Hospital não ganhem os seus jogos. Mais atrás, no quinto posto, surge ainda o União da Serra, que matematicamente ainda consegue chegar ao segundo lugar, mas as probabilidades são bem mais reduzidas, uma vez que os restantes três adversários tinham que perder os dois jogos que faltam até ao fim do campeonato.

Por último, na Série D, Atl. Malveira, Alverca B e Juventude de Évora, ainda lutam pela Fase Subida. Porém, caso o Malveira vença o Sintrense, no dia 12 de abril, garante a presença nessa fase. Na parte de baixo da tabela, Serpa, Sintrense e O Elvas, fora da zona de descida, bem como Moncarapachense e Oriental, em zona de descida, terão duas jornadas de muita luta, para garantir a permanência no Campeonato de Portugal.

1 de abril de 2026

JOTA SILVA - "TENS QUE SER TU A QUERER MAIS DO QUE NINGUÉM"

Jota Silva saltou dos distritais, para a ribalta do futebol, em seis anos

Jota Silva, avançado dos turcos do Besiktas, concedeu uma entrevista ao podcast da página Campeonato das Oportunidades, sobre o percurso inspirador no futebol. A entrevista decorreu no Estádio do Sousense, clube onde o extremo começou a jogar futebol. “𝐀𝐬 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐚𝐪𝐮𝐢, 𝐬𝐚̃𝐨 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐛𝐨𝐚𝐬. 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐚𝐪𝐮𝐢 𝐨𝐢𝐭𝐨, 𝐧𝐨𝐯𝐞, 𝟏𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬... 𝐍𝐮𝐧𝐜𝐚 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐞𝐢 𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨 𝐞𝐦 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐞𝐧𝐡𝐮𝐦 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐚𝐪𝐮𝐢”, começou por dizer.

Jota Silva abordou também a ascensão na sua carreira, destacando o momento em que sai dos juniores do Paços de Ferreira, para ingressar nos seniores dos gondomarenses, que jogavam a Divisão d’Elite da AF Porto. “𝐓𝐞𝐫 𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐚𝐪𝐮𝐢 𝐨 𝐦𝐞𝐮 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐬𝐞́𝐧𝐢𝐨𝐫, 𝐚𝐜𝐚𝐛𝐨𝐮 𝐩𝐨𝐫 𝐬𝐞𝐫 𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐨 𝐚̀ 𝐟𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐨𝐢 𝐮𝐦 𝐚𝐧𝐨 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐣𝐨𝐠𝐮𝐞𝐢 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞, 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐨𝐬𝐭𝐫𝐞𝐢 𝐚𝐬 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬, 𝐞𝐧𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐬𝐞́𝐧𝐢𝐨𝐫. 𝐌𝐮𝐢𝐭𝐚 𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐨𝐮 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐬𝐢𝐝𝐨 𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐨 𝐚𝐭𝐫𝐚́𝐬, 𝐦𝐚𝐬 𝐚𝐜𝐚𝐛𝐨𝐮 𝐩𝐨𝐫 𝐬𝐞𝐫 𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐨 𝐚̀ 𝐟𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞”, revelou o jogador.
O percurso de Jota Silva acaba por ser um ponto de destaque, pois em 2018 estava nos distritais e, entretanto, já foi internacional A por Portugal, sobre isso, o jogador destaca que não quer que esse momento seja efémero “𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐮𝐞𝐢 𝐥𝐚́, 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐥𝐚́ 𝐡𝐚́ 𝟏𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬. 𝐅𝐮𝐢 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐛𝐞𝐦 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐢𝐝𝐨 𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐯𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚 𝐨𝐮 𝐮𝐦𝐚 𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦. 𝐅𝐨𝐢 𝐩𝐨𝐫 𝐦𝐞́𝐫𝐢𝐭𝐨, 𝐞𝐮 𝐦𝐞𝐫𝐞𝐜𝐢𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐢𝐧𝐠𝐮𝐞́𝐦 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐚𝐥𝐢, 𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚𝐫 𝐥𝐚́”, disse Jota Silva.

Depois de já ter representado Sp. Espinho, Leixões, Casa Pia, Vitória SC, Nottingham Forest e agora o Besiktas, Jota Silva realça um fator primordial na obtenção dos seus objetivos. “𝐏𝐨𝐝𝐞𝐬 𝐭𝐞𝐫 𝐨 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨, 𝐦𝐚𝐬 𝐭𝐮 𝐞́𝐬 𝐨 𝐭𝐞𝐮 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚́𝐫𝐢𝐨. 𝐓𝐞𝐧𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐭𝐮 𝐚 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐢𝐧𝐠𝐮𝐞́𝐦”, afirmou Jota Silva.

Pode ver a entrevista completa AQUI

Jota Silva já conta com uma internacionalização e quer voltar à Seleção Nacional 📷 - Bola na Rede


EVERTON SILVA - "AINDA TÊM FOTOS MINHAS NO REFEITÓRIO. ESTOU NO MUSEU DO CLUBE E SOU UM ÍCONE DO HERACLES ALMELO"

Everton é o melhor marcador do Heracles Almelo na Eredivise

Everton Silva foi o 87º convidado do Entrevista Com… podcast do projeto A Bola é Redonda, na última terça-feira, 31 de março.

O atacante de 42 anos, que atualmente joga no Pedras Rubras, da Hyundai Liga Pro da AF Porto, fez um balanço da sua carreira, e já com o curso de treinador concluído, a ideia inicial era encerrar a carreira de jogador no final desta época. No entanto, uma conversa em casa, mudou os planos. “𝐄𝐮 𝐣𝐚́ 𝐭𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐞𝐧𝐜𝐞𝐫𝐫𝐚𝐫 𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐜𝐚𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚. 𝐌𝐚𝐬 𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐚, 𝐨𝐥𝐡𝐨𝐮 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐢𝐦 𝐝𝐢𝐬𝐬𝐞 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦: '𝐨𝐥𝐡𝐚, 𝐯𝐨𝐜𝐞̂ 𝐧𝐚̃𝐨 𝐯𝐚𝐢 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐫 𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐚𝐧𝐨. 𝐕𝐚𝐢 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐮𝐦'”, disse o jogador. “𝐒𝐞 𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐢𝐳 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐯𝐨𝐮 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐫, 𝐞𝐧𝐭𝐚̃𝐨 𝐞𝐮 𝐯𝐨𝐮 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐮𝐦 𝐚𝐧𝐨, 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐨𝐮 𝐞𝐮 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐨𝐮 𝐝𝐢𝐳𝐞𝐫 𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 (risos)”, prosseguiu o jogador.

Com 17 golos, Everton é o melhor marcador
da Hyundai Liga Pro da AF Porto

Everton começou a jogar futebol com quatro anos, e aos 16 tornou-se profissional no Grémio
Barueri. A primeira experiência no estrangeiro foi no Heracles Almelo, da Holanda, onde ainda hoje é ídolo. “𝐄𝐮 𝐦𝐞 𝐬𝐢𝐧𝐭𝐨 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞𝐮. 𝐒𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚 𝐥𝐚́ 𝐧𝐚 𝐇𝐨𝐥𝐚𝐧𝐝𝐚, 𝐧𝐨 𝐇𝐞𝐫𝐚𝐜𝐥𝐞𝐬, 𝐞𝐮 𝐬𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐨. 𝐀𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐭𝐞𝐦 𝐟𝐨𝐭𝐨𝐬 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐫𝐞𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨, 𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐨𝐮 𝐧𝐨 𝐦𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐝𝐨 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞, 𝐧𝐮𝐦 𝐦𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐦 𝐨𝐬 𝐢́𝐜𝐨𝐧𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞. 𝐄 𝐞𝐮 𝐞𝐬𝐭𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐢́𝐜𝐨𝐧𝐞 𝐝𝐨 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞”, disse o atacante, que jogou no clube entre 2006 e 2013, realizando mais de 200 jogos e apontando 70 golos, o que lhe vale ainda o título de melhor marcador do clube, na Eredivise.

No clube, fez dupla com Bas Dost, avançado que jogou posteriormente no Sporting. “𝐄𝐮 𝐜𝐡𝐚𝐦𝐚𝐯𝐚-𝐥𝐡𝐞 '𝐁𝐚𝐬 𝐃𝐨𝐬𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨'. 𝐄𝐥𝐞 𝐞́ 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐛𝐨𝐚, 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨.𝐅𝐨𝐢 𝐚 𝐝𝐮𝐩𝐥𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐟𝐞𝐢𝐭𝐚. 𝐌𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐦𝐞𝐮𝐬 𝐠𝐨𝐥𝐨𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐚𝐦 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐞 𝐝𝐞𝐥𝐞, 𝐞 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐠𝐨𝐥𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐥𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐚𝐦 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐦𝐞𝐮𝐬, 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 '𝐜𝐚𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬' 𝐛𝐞𝐦”, revelou Everton.

A passagem pelo Al Nassr, na Arábia Saudita, e pelos chineses do Shangai Shenxin também foram tema de conversa, assim como o regresso ao Brasil, e a vinda para Portugal, aos 35 anos, à procura de mais segurança, e o desejo de ter mais tempo com a família, um estilo de vida mais tranquilo, longe das concentrações e viagens constantes

Pode ver a entrevista completa no link abaixo



30 de março de 2026

O PANTERAS NEGRAS FC AINDA NÃO SUBIU DE DIVISÃO

Panters Negras FC está perto de um feito histórico, a uma jornada do fim

O mais provável é que venha a acontecer... mas ainda não é já. A realidade é que, desde ontem, que toda a Comunicação Social replica a informação de que o Panteras Negras FC, clube criado pela claque axadrezada para fazer face às dificuldades que, tanto o clube, como a SAD, têm na construção de uma equipa competitiva, subiu de divisão, o que na verdade, ainda não é um facto consumado.

Jogo com o Canelas, em Gaia,
terminou empatado a zero
Convém relembrar que a equipa chegou à liderança da Série 5, da I Distrital, na penúltima jornada e que ainda falta uma jornada por disputar, que pode alterar tudo. Caso não vençam em casa do Ventura SC, no próximo domingo, o Panteras Negras FC pode cair para o terceiro lugar, na eventualidade de Perosinho e Canelas 2010 vençerem os seus jogos. E aqui, entram em cena os regulamentos da AF Porto, que continuam a não simplificar o tema de subidas e descidas de divisão. 

Mas vamos a contas. No eventual cenário de derrota do Panteras Negras FC em casa do Ventura, não há muitas contas a fazer. Se o Perosinho vencer o Gatões, reassume a liderança, e se o Canelas 2010 vencer o Marechal Gomes da Costa, ocupará o segundo lugar, com os axadrezados a terminar em terceiro. 
Caso o Panteras Negras empate com o Ventura, o cenário mantém-se, mas com contas por explicar. Se o Perosinho vencer, assumirá na mesma a liderança isolada, sendo que as contas serão feitas com o Canelas 2010. Neste cenário, Panteras Negras e Canelas 2010 terminariam com 43 pontos, sendo que os gaienses têm vantagem no confronto direto, depois de vencer em Ramalde por 1-2, somando o empate a zero em Gaia, no passado dia 22 de março.

Há ainda outro cenário a ter em conta, que é a eventual derrota do Panteras Negras FC, combinada com um empate do Perosinho no seu jogo, o que originaria um empate pontual entre as duas equipas, que também daria vantagem no confronto direto aos gaienses, mercê da vitória por 2-0 em Gaia, na primeira volta, e a derrota por 1-0 em Ramalde, no início do mês de março. Neste cenário, se o Canelas 2010 vencer o seu jogo, saltaria para o primeiro lugar, o Perosinho seria segundo e o Panteras Negras FC, terceiro classificado. 

REGULAMENTOS GARANTEM A SUBIDA APENAS AO CAMPEÃO DISTRITAL

Derrota em Perosinho por 2-0,
dá vantagem aos gaienses
Segundo os regulamentos da AF Porto para a I Distrital, as subidas de divisão apenas são garantia para o clube campeão, mais os necessários para que a divisão superior fique completa, no caso a Divisão de Honra, que comporta 48 clubes. 
Na I Distrital, que é composta por cinco séries, apenas o primeiro classificado de cada uma dessas cinco
séries, e o melhor segundo de todas elas, num total de seis clubes, irão disputar a Fase de Apuramento de Campeão. Tecnicamente, estes seis clubes deverão subir de divisão. Contudo, será necessária uma repescagem para completar os restantes seis, que deverá abranger os restantes segundos classificados, e poderá ainda atingir os melhores terceiros. 

Mas há também um dado que poderá contribuir para uma alteração, que pouca gente se lembra nesta fase da época, que são as descidas do Campeonato de Portugal. Neste momento, o São Martinho na Série A e o Aparecida FC na Série B, estão em zona de despromoção. Caso desçam, isso terá implicações nas subidas da divisão d'Elite, Divisão de Honra e I Distrital, pois serão duas vagas que irão ocupar na Hyundai Liga Pro, o que cortará duas subidas das divisões inferiores. 

Noutro campo, há que ter em conta também os pressupostos de participação na Divisão de Honra, mas isso é tema para outro post.

O cenário atual é este, por isso, é absolutamente prematuro dizer que o Panteras Negras FC subiu de divisão, quando na verdade, essa possibilidade está perto de acontecer, mas ainda não é um facto consumado. 


25 de março de 2026

ENTREVISTA COM... FILIPE FIGUEIRAS - "FUI INSULTADO PORQUE FIZ UM COMENTÁRIO SOBRE O QUE MUDAR NAS REDES SOCIAIS"


Filipe Figueiras foi o convidado do 86º Entrevista Com… podcast do projeto A Bola é Redonda. O treinador, de 50 anos, falou sobre a sua experiência nos matosinhenses, bem como dos motivos que levaram à sua saída do clube, após o empate a dois golos com o São Félix da Marinha. “𝐀𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐣𝐨𝐠𝐨, 𝐞𝐮 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐯𝐢𝐜𝐞-𝐩𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐜𝐚𝐩𝐢𝐭𝐚̃𝐨, 𝐨 𝐀𝐧𝐝𝐫𝐞́, 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐥𝐞𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐝𝐨, 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐮𝐦 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐭𝐨𝐫 𝐝𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨. 𝐄 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞́𝐦 𝐚 𝐫𝐚𝐩𝐚𝐫𝐢𝐠𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐧𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬. 𝐄 𝐞𝐮 𝐪𝐮𝐞𝐬𝐭𝐢𝐨𝐧𝐞𝐢 𝐨 𝐦𝐞𝐮 𝐯𝐢𝐜𝐞-𝐩𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐬𝐞 𝐣𝐚́ 𝐭𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐟𝐚𝐥𝐚𝐝𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞́ 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬, 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞́ 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐩𝐨𝐝𝐢𝐚 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐫, 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐚𝐫", começou por contar Filipe Figueiras, revelando o que se passou no final do encontro. “𝐍𝐨 𝐟𝐢𝐦, 𝐞𝐬𝐭𝐚́𝐯𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐥𝐚́ 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐞𝐫𝐬𝐚𝐫 𝐞 𝐯𝐞𝐦 𝐮𝐦 𝐞𝐥𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐧𝐞𝐦 𝐬𝐞𝐢 𝐚 𝐩𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐭𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐩𝐥𝐢𝐜𝐚𝐫, 𝐚 𝐚𝐠𝐫𝐞𝐝𝐢𝐫-𝐦𝐞 𝐯𝐞𝐫𝐛𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞. 𝐄 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞̂? 𝐏𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐫𝐚𝐩𝐚𝐫𝐢𝐠𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐮𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐧𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬, 𝐞́ 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐝𝐞𝐥𝐞. 𝐒𝐨́ 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐟𝐢𝐳 𝐮𝐦 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚, 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐯𝐢𝐫 𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐞𝐢𝐨. 𝐏𝐞𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐢𝐬𝐭𝐨, 𝐫𝐞𝐮𝐧𝐢-𝐦𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐣𝐚́ 𝐧𝐚̃𝐨 𝐡𝐚𝐯𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫. 𝐍𝐚̃𝐨 𝐡𝐚𝐯𝐢𝐚”, explicou o técnico.

Ao longo da entrevista, Filipe Figueiras falou sobre a sua chegada ao clube, ainda na época passada, e o estado em que o encontrou. “𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐞𝐢 𝐮𝐦 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐚 𝐡𝐚𝐯𝐞𝐫 𝐯𝐚́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐨 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞, 𝐞 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐞𝐫𝐬𝐚𝐬, 𝐞𝐦 𝐫𝐞𝐮𝐧𝐢𝐨̃𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐭𝐨𝐫𝐞𝐬, 𝐜𝐨𝐦 𝐭𝐫𝐞𝐢𝐧𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬, 𝐞 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐚𝐢𝐬, 𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚𝐠𝐥𝐮𝐭𝐢𝐧𝐚𝐫 𝐭𝐮𝐝𝐨, 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐟𝐨𝐬𝐬𝐞 𝐬𝐨́ 𝐮𝐦, 𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐜̧𝐚𝐝𝐨 𝐟𝐨𝐬𝐬𝐞 𝐬𝐨́ 𝐨 𝐈𝐧𝐟𝐞𝐬𝐭𝐚”, realçando também o aumento de jogadores na formação, que neste momento está nos 300 atletas.

Pode ver o episódio completo, no link abaixo.



23 de março de 2026

RACISMO E VIOLÊNCIA NO DESPORTO, VOLTAM A ESTAR NA ORDEM DO DIA

📷 - A Voz de Trás-os-Montes

Os casos de racismo e de violência no Desporto, voltaram a ser notícia nos últimos tempos, com maior enfoque este fim de semana, no que à violência diz respeito, com o caso de agressão de um treinador de uma equipa de Sub-11, ao árbitro do jogo. Mas não foi só. no Algarve, um árbitro foi agredido por um jogador, e em Braga, um adepto invaiu o relvado e agrediu o árbitro. Estas duas últimas situações foram abordadas pelo árbitro Luís Godinho, que no seu instagram referiu que "𝐚 𝐚𝐮𝐬𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐥𝐢𝐜𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 𝐮𝐦 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐞𝐧𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐢𝐠𝐨𝐬𝐨. 𝐒𝐞𝐦 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐞𝐬𝐜𝐞 𝐚 𝐢𝐦𝐩𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐜𝐨𝐦 𝐢𝐦𝐩𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐩𝐞𝐭𝐞-𝐬𝐞 𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐫𝐞𝐩𝐞𝐭𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚-𝐬𝐞 𝐚 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚.  𝐄 𝐞́ 𝐚𝐪𝐮𝐢 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐬𝐞 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞: 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐍𝐎𝐑𝐌𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀𝐑 𝐚 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐨", pode ler-se.

RACISMO. EXISTE OU É EXAGERO?

A pergunta coloca-se, mas nós, neste espaço, sabemos a resposta. Não há espaço, qualquer que seja o local, para atacar o outro pela sua cor de pele, credo ou outro motivo qualquer. 
Em fevereiro, noticiamos as queixas de um jogador do Atl. Croca, no campeonato da Divisão de Honra da AF Porto, pouco tempo depois do caso mais mediático que aconteceu no país, no jogo da Champions League entre o Benfica e o Real Madrid, com Prestiani e Vini Jr como protagonistas, voltar a chamar este tema às luzes da ribalta. Até ao momento, ainda não houve consequências sobre o caso.

No Campeonato de Portugal, no último fim de semana, o jogo entre o Vila Real e o Resende foi interrompido aos 69', com o árbitro a acionar o protocolo anti-racismo, depois de queixas de um jogador do Resende, que afirmou ter sido insultado por parte de um adepto do Vila Real. O Resende denunciou a situação no seu facebook, referindo esperar que "𝐚𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐚𝐭𝐮𝐞𝐦 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐬𝐮𝐜𝐞𝐝𝐢𝐝𝐨, 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐚 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐬𝐢𝐭𝐮𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐢𝐝𝐞̂𝐧𝐭𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨". Por seu lado, o Vila Real também se pronunciou sobre o tema, manifestando a sua total colaboração: "𝐎 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐭𝐨𝐥𝐞𝐫𝐚 𝐚𝐭𝐢𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐥𝐚𝐛𝐨𝐫𝐚𝐫𝐚́ 𝐩𝐥𝐞𝐧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐫𝐛𝐢𝐭𝐫𝐚𝐠𝐞𝐦, 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐅𝐞𝐝𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐥𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐨 𝐬𝐮𝐜𝐞𝐝𝐢𝐝𝐨 𝐞 𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐫 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬", pode ler-se em comunicado.

Lucas França denunciou
insultos racistas
Ainda no último fim de semana, na 1ª Divisão do campeonato da Associação de Futebol de Viana do Castelo, Lucas França, jogador do Melgacense, denunciou os insultos que recebeu da bancada, por parte de um adepto do Vitorino de Piães. "𝐄𝐧𝐭𝐨𝐨𝐮 𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐫𝐪𝐮𝐢𝐛𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐟𝐫𝐚𝐬𝐞𝐬 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚- “𝐏𝐫𝐞𝐭𝐨 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐚 𝐩𝐮𝐭𝐚” 𝐞 “𝐏𝐫𝐞𝐭𝐨  𝐝𝐞 𝐦𝐞𝐫𝐝𝐚 “. 𝐍𝐚̃𝐨 𝐡𝐚́ 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐫𝐢𝐦𝐢𝐧𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐨𝐮 𝐢𝐧𝐭𝐨𝐥𝐞𝐫𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐞, 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐯𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐦𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐧𝐢𝐚̃𝐨, 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬". Os dois clubes reagiram, com o Melgacense a defender o seu jogador, e o Vitorino de Piães, a mostrar solidariedade com o atleta em questão. 

Este domingo, a polémica voltou a estalar no campeonato distrital da Associação de Futebol de Vila Real, no jogo entre o Pedras Salgadas e o Mesão Frio, que a equipa da casa venceu por 2-1. A situação foi denunciada pelo Pedras Salgadas, com um comunicado no seu Facebook. "𝐎 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐉𝐮𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐚𝐬 𝐒𝐚𝐥𝐠𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚 𝐨 𝐞𝐩𝐢𝐬𝐨́𝐝𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐚𝐜𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐨𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐝𝐨 𝐧𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐚 𝐡𝐨𝐣𝐞, 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐌𝐚𝐫𝐜𝐞𝐥𝐢𝐨 𝐟𝐨𝐢 𝐚𝐥𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐟𝐞𝐧𝐬𝐚𝐬 𝐯𝐞𝐫𝐛𝐚𝐢𝐬 𝐞𝐦 𝐯𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐜𝐨𝐫 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐥𝐞", pode ler-se, situação que o Mesão Frio, pela mesma via, refutou liminarmente. "𝐑𝐞𝐩𝐮𝐝𝐢𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐜𝐥𝐚𝐫𝐚 𝐞 𝐢𝐧𝐞𝐪𝐮𝐢́𝐯𝐨𝐜𝐚 𝐚𝐬 𝐚𝐜𝐮𝐬𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐚𝐜𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐝𝐢𝐫𝐢𝐠𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐚 𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨𝐬 𝐚𝐭𝐥𝐞𝐭𝐚𝐬. 𝐓𝐫𝐚𝐭𝐚-𝐬𝐞 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞, 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐚𝐥𝐬𝐚 𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐫𝐨𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐮𝐧𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨". O caso teve lugar aos 89', resultou em várias expulsões, inclusivamente do jogador que alega ter sido vítima do ato. 

A realidade é que, até ao momento, nenhum destes casos, principalmente os mais antigos, tiveram qualquer desenvolvimento. Mas uma leitura rápida dos comentários nas redes sociais, mostra um desvalorizar da situação, apelidando os insultos de "coisas do futebol".