2 de maio de 2026

TAÇA AF PORTO: VILARINHO E ERMESINDE PRONTOS PARA O DUELO FINAL EM PENAFIEL


A final da Taça da Associação de Futebol do Porto (AF Porto) aproxima-se, e o embate entre Vilarinho e Ermesinde promete ser um dos momentos mais altos da época. Num programa especial de antevisão, os treinadores Rui Barbosa (Vilarinho) e Ricardo Barros (Ermesinde) partilharam as suas perspetivas, ambições e o peso que este troféu tem para os respetivos clubes.

O jogo, que se realiza no próximo domingo no Estádio 25 de Abril, em Penafiel, coloca frente a frente duas equipas com trajetórias distintas no campeonato, mas com a mesma ambição de levantar a taça. O Vilarinho procura o seu segundo título na competição, enquanto o Ermesinde chega à final após uma campanha notável.

Vilarinho: A Taça como motivação num ano difícil

Para o Vilarinho, a época no campeonato não correu como esperado, culminando na descida de divisão. No entanto, a presença na final da Taça AF Porto surge como uma oportunidade de dar uma alegria aos adeptos e preparar o futuro.
Rui Barbosa, o terceiro treinador a assumir o comando da equipa esta temporada, reconhece as dificuldades, mas mantém a ambição intacta: "As expectativas que temos é de que vai ser um jogo extremamente difícil, face ao adversário que vamos enfrentar. Mas claro que vamos com a ambição de querer vencer, porque se não fôssemos com essa ambição, acho que não faria sentido estarmos na final", disse Rui Barbosa

Apesar da importância do jogo, o técnico é realista quanto ao impacto do resultado na avaliação global da época. "Salvação da época nunca vai ser, porque infelizmente como descemos de divisão, nunca vai salvar nada. Mas não vai salvar época nenhuma, e estamos totalmente cientes disso, que não salvará nada do que nós fizemos até agora", explicou o treinador, que acredita que uma vitória pode ser crucial para a próxima temporada, ajudando a "mudar um pouco e a mentalidade e chamar jogadores competitivos" para o clube.

Ermesinde: Uma campanha "Saborosa, bonita e muito difícil"

Do lado do Ermesinde, a época tem sido pautada por um excelente desempenho no campeonato e uma caminhada exigente na Taça. O treinador Ricardo Barros destaca o valor da sua equipa e o percurso até à final. "A campanha foi saborosa, foi bonita e foi muito difícil. Neste momento são as duas melhores equipas da Taça e só faz sentido valorizar esta final", afirmou.
O técnico do Ermesinde elogia também o adversário, reconhecendo o mérito do Vilarinho em chegar à final, e antevê um jogo muito disputado: "A expectativa que tenho para domingo é de uma final, e se o Vilarinho está na final tem muito valor, porque conseguiu eliminar boas equipas, conseguiu chegar à final, por isso certamente é uma motivação extra para todo o grupo de trabalho". Ricardo Barros sublinha ainda a importância da mistura entre juventude e experiência no seu plantel, descrevendo-a como um "casamento perfeito" que tem sido fundamental para o sucesso da equipa.

O Palco da final e o apoio dos adeptos

A transmissão televisiva da final, pela Bola TV, foi outro dos temas abordados. Os treinadores concordam que é uma excelente oportunidade para valorizar o futebol distrital e os jogadores. "É a Taça mais apetecida das associações de futebol do país. Isto é um grande palco para eles e faz sentido uma final ser televisionada, porque é um grande palco e os jogadores merecem", afirmou Ricardo Barros.
A terminar, os técnicos deixaram mensagens aos adeptos. Rui Barbosa pediu aos adeptos do Vilarinho para "acreditar e terem paciência, e acreditarem que este grupo, que estes rapazes são capazes de fazer um bom trabalho". Já Ricardo Barros deixou um agradecimento emocionado aos adeptos do Ermesinde pelo apoio incondicional ao longo da época: "Tivemos sempre muito, muito apoio. O que eu quero é agradecer-lhes por estarem sempre do nosso lado, a apoiar-nos", afirmou Ricardo Barros.

A final da Taça AF Porto promete, assim, ser um grande espetáculo de futebol, onde a paixão, a superação e o apoio dos adeptos serão os grandes protagonistas. Pode ver o programa completo no link abaixo 👇👇




1 de maio de 2026

FERNANDO LEAL (NANDINHO): A ASCENSÃO DO FUTSAL NO PAÇOS DE FERREIRA


Fernando Leal, conhecido como Nandinho, foi o convidado especial do podcast "Entrevista Com", marcando a estreia da modalidade de futsal no programa. Nandinho, que está na sua segunda experiência como treinador, partilhou a sua jornada desde os tempos de jogador-treinador no São Martinho de Mouros até à liderança da equipa de futsal do Paços de Ferreira. Na sua segunda época no clube, Nandinho conseguiu concretizar o objetivo de subida de divisão, após uma temporada anterior onde a equipa perdeu nos play-offs. O técnico destacou a competitividade da terceira divisão, mencionando equipas como Lourosa, Macedense, São Mateus e Santa Isabel, e o facto de a decisão ter sido no último minuto do campeonato. Nandinho expressou um enorme orgulho pelos seus jogadores, que, apesar de muitos terem trabalhos exigentes durante o dia, demonstram uma dedicação exemplar, chegando a treinar e jogar lesionados. "É um grupo de miúdos excelente, não existe outra maneira de o dizer e o sentimento é de muito orgulho de os treinar", afirmou. A sua filosofia de treino baseia-se na compreensão das dificuldades dos atletas, uma vez que também conciliava o trabalho com a carreira de jogador. Quanto ao futuro, Nandinho ambiciona estar em clubes onde se sinta bem e possa contribuir para o futsal, lutando por subidas de divisão, sem a obsessão de chegar à Liga Placard, mas sim de manter a paixão e a felicidade no que faz. "Tenho que ser feliz ao ir para o treino. Se for para o treino desmotivado, acho que não tenho interesse nenhum em andar no futsal". Atualmente, o foco é tentar ser Campeão Nacional com o Paços de Ferreira.

Podem ver o programa completo no link abaixo 👇 👇 



29 de abril de 2026

UM ANO DEPOIS, MARCO 09 VOLTA A DECIDIR TUDO EM PAREDES

Marco 09 volta a ter o seu destino nas mãos do Paredes

Em junho do ano passado, o Marco 09 decidia a subida à Liga 3 em Paredes, numa partida onde os marcoenses tinham que vencer, para igualar os paredenses em pontos, mas ter vantagem no confronto direto, e assim, garantir o segundo lugar na Série A da Fase de Subida do Campeonato de Portugal, e por conseguinte, ser promovido à Liga 3. 
Contudo, a partida terminou empatada a zero, o Paredes festejou a subida, e os marcoenses acabariam por beneficiar da desistência do Boavista, para subir de forma administrativa.

Praticamente um ano depois, o Estádio das Laranjeiras volta a receber um jogo decisivo, com os mesmos intervenientes. O Paredes já assegurou a permanência na liga 3, mas o Marco 09 ainda não. E apesar de estar fora da zona de descida, tem que vencer este último jogo. No domingo, a partir das 16h30, o Marco 09 visita o Paredes e apenas a vitória garante a permanência aos marcoenses na Liga 3, sem depender o resultado do Braga B, primeira equipa em zona de despromoção.

O São João de Ver venceu o Fafe na noite de quarta-feira, 28 de abril, partida em atraso da nona jornada. Os 'malapeiros' venceram por 1-2, com Nuno Pereira em destaque, ao bisar na partida (9' e 66'). Pelo meio, João Batista (45+2'), marcou para os farenses, na altura, levando o jogo empatado para o intervalo. Contas feitas, há três pretendentes para uma única vaga, que garante a permanência. Paredes e Fafe já garantiram essa meta e a Sanjoanense já está despromovida. 

Braga B têm vantagem no
confronto direto com o Marco
No domingo, o Braga B recebe recebe o Fafe, enquanto que o São João de Ver recebe a Sanjoanense. As contas aqui são simples. Aos 'malapeiros' basta o empate, uma vez que em igualdade pontual com o Braga B, têm vantagem no confronto direto. Já os marcoenses, se terminarem em igualdade pontual com os bracarenses, perdem no confronto direto, uma vez que na primeira volta perderam por 2-0 em Braga, e apenas venceram por 1-0 no jogo em Marco de Canaveses.

Assim sendo, a única opção da equipa treinada por Rafael Sousa, é mesmo vencer em Paredes, para não depender do resultado dos bracarenses. Na primeira volta, os marcoenses perderam em casa, com o Paredes, por 2-0, perdendo o segundo jogo com os bracarenses pelo mesmo resultados. De lá para cá a equipa não voltou a perder, somando três vitorias e quatro empates. Já o Braga vem num percurso contrário: depois de uma primeira volta onde só perdeu por uma vez, ainda não somou nenhum ponto na segunda volta, vindo de quatro derrotas seguidas e uma troca de treinador, pois André Pinto deixou o comando técnico dos bracarenses, sendo substituído por Rúben Teles, que vai tentar evitar a queda no Campeonato de Portugal.

28 de abril de 2026

ACR SENDIM - O SONHO COMANDOU O DESTINO DA EQUIPA, RUMO À SUBIDA DE DIVISÃO

Adeptos apoiaram a equipa no último jogo da primeira fase da I Distrital

Foi fundado em 1987, mas nunca teve a vida fácil. A Associação Cultural e Recreativa de Sendim, em Felgueiras, vive o período mais feliz dos seus 39 anos de existência. O clube deu início no último domingo à sua caminhada na Fase de Apuramento de Campeão da I Divisão, depois de já ter garantido a subida à Divisão de Honra, sendo a par do Baião, a uma das equipas que ainda não perdeu nenhum jogo para o campeonato. 
"Fui convidado a tomar conta do clube em 2018", começa por contar o presidente, José Artur Cunha. O clube esteva inativo desde 2014, por isso, a herança recebida não dava margem para grandes voos: "Quando assumi, recebi quatro paredes e duas balizas, acompanhadas de uma estrutura completamente vandalizada, onde tudo o resto havia sido roubado" relatou ainda.

O começo não foi fácil, com a ACR Sendim a recomeçar pelo futebol popular de Felgueiras, até há três anos atrás, quando decidiu filiar-se nas provas da AF Porto. "Assumi, porque ninguém quis tomar conta do clube. Tivemos que arranjar cerca de 42 mil euros, mas os resultados também têm ajudado. Toda a gente que está comigo na direção, tem uma função que desempenha com brio. Temos uma escala de diretores, para que tudo corra bem, e isso tem acontecido", realça José Artur Cunha.
O clube continua a jogar pelado, que num futuro próximo poderá vir a ser sintético. "Temos dois escalões de formação, para além dos seniores, e o campo é marcado três vezes por fim de semana. Temos também a promessa de que o Campo da Torre será o próximo sintético", revela o presidente.


Enquanto isso não acontece, o clube continua a encher o seu recinto, do qual se orgulha. "Temos o melhor pelado do mundo. Uma coisa é andar com a casa às costas. Outra é termos o nosso campo, três jogos por fim de semana, lavar os balneários três vezes, assim como passar e marcar o campo, quer faça chuva, ou faça sol. O nosso pelado é melhor que muitos sintéticos (risos)", realça José Artur Cunha, que desvenda os motivos que o levaram a assumir a presidência. "A minha vida fez-me do Sendim, e eu fiz do Sendim a minha vida. Fui diretor do antigo FC Felgueiras e o meu pai pediu-me para assumir este clube. No domingo em que garantimos a subida de divisão, chorei por respeito a ele", conta o presidente. Nesse dia, 12 de abril, mais de 800 pessoas estiveram no estádio, para apoiar a equipa na vitória por 2-0 sobre o Lousada B. "Fizeram um cordão humano e cortaram a estrada, só para nos apoiar", afirmou José Artur Cunha. 

A nível desportivo, a equipa segue invencível, depois do empate a um golo, no último domingo, na jornada inaugural da Fase de Apuramento de Campeão. O clube, apesar da invencibilidade, não venceu a Série 1, que foi ganha pelo UFC Sousa, que somou 68 pontos. Mas os 66 pontos conquistados pela ACR Sendim, permitiram-lhe ser o melhor segundo das cinco series. A equipa é treinada por Orlando Bakero, que enquanto jogador brilhou ao serviço do FC Felgueiras, Braga, União de Leiria e nos espanhóis do Sevilha. "É um grande treinador. Não consigo expressar o que sinto ao ver o clube atingir esta fase sem derrotas. É um sentimento de dever cumprido", sendo que a ambição, agora, é lutar pelo título. "Vamos dar o nosso melhor. Sabemos que há equipas coma mesma ambição e com outros apoios, mas vamos à procura desse objetivo. É um sonho fazer da ACR Sendim campeã. Tudo isto também é mérito do treinador, que como já disse, é um grande treinador", concluiu José Artur Cunha.

A ACR Sendim volta a jogar no próximo sábado, 2 de maio, ao receber o Vila Boa do Bispo às 18h30.

27 de abril de 2026

JOSÉ COSTA FAZ UM BALANÇO DA EPOCA DO SÃO MARTINHO - "NO MOMENTO DA VERDADE, NÃO CONSEGUIMOS SER VENCEDORES"


Uma época feita de dificuldades, crescimento, esperança, e uma dor final difícil de apagar. Depois de uma caminhada marcada por altos e baixos, José Costa faz o balanço da temporada do São Martinho. O técnico fala das dificuldades de preparar uma equipa “em competição”, dos momentos que fizeram o clube sonhar e da frustração de não conseguir alcançar a permanência no momento decisivo.
Numa conversa sincera com A Bola é Redonda, o treinador abre o coração sobre a descida, a despedida do clube e o sentimento de orgulho por um percurso que, apesar do desfecho, deixa marcas positivas.

A BOLA É REDONDA (ABR) - Que balanço faz da época, tendo em conta todas as vicissitudes da mesma?

JOSÉ COSTA (JC)- Na minha opinião, tivemos imensa dificuldade numa fase inicial, quando nos foi difícil lutar e jogar com défice de pré-época. Após vários jogos difíceis, e negativos, conseguimos após uma paragem, encontrar o nosso caminho e mostrar todo o nosso potencial. Chegamos a fazer sonhar as pessoas noutro patamar e, infelizmente, não fomos fortes o suficiente para aguentar essa posição. Acabamos por descer de divisão, o que para muita gente é a única análise feita. Para mim, fizemos um caminho bonito com um final difícil e doloroso.

ABR - O São Martinho foi o último clube a subir aos nacionais e fez uma espécie de pré-época em competição. Como foi ter que mudar o chip de um momento para o outro?

JC - Como disse anteriormente foi difícil. Foi fazer uma pré-época em competição, com resultados negativos, com dificuldades. E muitas vezes tivemos que seguir um caminho que não queríamos. Foi difícil mudar o chip. E no fundo não fomos regulares.

José Costa não continua
no clube na próxima epoca
ABR - A equipa esteve muito tempo em zona de descida, depois conseguiu uma boa fase, onde chegou mesmo a estar perto de entrar em zona de fase de subida. O que se alterou para voltar a cair na tabela?

JC - Depois de todo esse sofrimento, encontramos um ponto de equilíbrio e fomos nós, uma equipa que joga bom futebol, que ganhou honestamente cada ponto. Depois veio um período mais conturbado onde tivemos dificuldades, e com momentos de decisão onde não fomos tão assertivos. Depois de tudo, é fácil dizer 'se fizéssemos', ou 'se não tivéssemos feito'. Tudo que foi decidido foi a pensar que seria o melhor para o São Martinho

ABR - Esse facto também mostra a competitividade desta série. O que achou desta Série A?

JC - Foi a minha primeira experiência neste nível e, normalmente, as equipas têm a fama de serem muito duras, jogarem um futebol direto e 'mais feio'. Algumas equipas são mesmo assim, acho que se permite muito anti-jogo, o que não é bom para o futebol e para o adepto. Mas também se vê jogadores com muita qualidade, que estou certo, vamos vê-los em níveis superiores.

ABR - Normalmente diz-se que a Série B é a mais competitiva, mas o São Martinho desce com 34 pontos, que naquela serie daria para terminar em 8° lugar. Como vê este facto?

JC - Em relação a competitividade, tivemos alguns jogos-treino com equipas da série B e, o que se percebe claramente, é a maturidade e experiência dessas equipas, aliado a qualidade. Na série B, este ano, apareceram duas equipas num nível muito superior.

ABR - O São Martinho chegou às duas últimas jornadas a depender apenas de si, mas a derrota com o Mirandela, acabou por ser fundamental. O que correu mal nesse jogo?

JC - Nesse jogo crucial, e que nos deixou numa posição mais difícil, tomamos a decisão de jogar como sempre, tentar assumir o jogo, tentar ter mais bola, e o início do jogo foi difícil. Sofremos muito cedo, tivemos muitas dificuldades em superar 'algumas dificuldades do jogo'. O próprio jogo foi mal dirigido, e teve situações anormais para a fase delicada. Mas temos que assumir que não conseguimos ser nós próprios nesse jogo.

ABR - Frente ao Monção a equipa cumpriu, mas não chegou. Qual foi o sentimento no final daquele jogo? 

JC - Foi uma semana muito difícil. Tentar motivar os jogadores sabendo da situação que enfrentavam, não foi fácil mas tínhamos que deixar uma imagem positiva, apesar de tudo. E isso foi feito. Ganhamos mas no final, ficou uma dor, um sentimento de frustração, por não termos sido capazes de, nos momentos da verdade, sermos vencedores.

José Costa agradeceu o apoio dos adeptos ao longo da época 

ABR - A direção do São Martinho já anunciou que está a preparar a próxima época. O mister vai continuar a treinar a equipa?

JC - Depois de uma semana para analisar, pensar e ponderar bem a época, chegamos a um entendimento que, após o não cumprimento do objetivo da manutenção, devíamos seguir caminhos diferentes. Tudo foi feito com muita honestidade de ambas as partes, e espero que no futuro possa voltar a treinar este clube, que estará sempre no meu coração. Fica aqui o meu agradecimento por tudo.

ABR - Como projeta a próxima época? Espera manter-se no Campeonato de Portugal?

JC - Apesar de ter estado esta época no Campeonato de Portugal, não posso dizer que só estou disponível para o Campeonato de Portugal. Gostava evidentemente, e estou preparado, para encarar um novo projeto. Algo que me diga alguma coisa e que me faça superar e lutar dia a dia, para ser bem sucedido.

ABR - Deixe uma mensagem aos associados e adeptos do clube.

JC - Antes de deixar uma mensagem aos adeptos quero deixar uma mensagem ao Pedro Carvalho, presidente, amigo, homem, e campense, agradeço todo o teu apoio, a honestidade e oportunidade de treinar o São Martinho. Quero que esteja ciente de que sou um treinador orgulhoso por ter feito um trabalho a seu lado. infelizmente não conseguimos deixar o São Martinho nos campeonatos nacionais, mas estou certo de que vai fazer crescer muito o clube. Mais uma vez obrigado. Aos adeptos que desde o primeiro dia nos seguiram, nós apoiaram, que exigiram de nós nas horas más, o brio, o suor, e o dignificar a camisola o símbolo, o meu muito obrigado pelo carinho, pela atenção, pela força, pelas lágrimas e pela voz presente. Como disse, dei o melhor de mim numa época atribulada, e cresci e aprendi muito. Desejo-vos, a todos, o melhor.

JORGE ANDRADE, TREINADOR DO FC FOZ - "NÃO BASTA DIZER QUE SOMOS BONS, TEMOS QUE O PROVAR DENTRO DE CAMPO"

Jorge Andrade vai orientar os seniores do FC Foz até ao final da epoca

Jorge Andrade assumiu o comando técnico do FC Foz, 11° classificado da Hyundai Liga Pro da AF Porto, e a estreia não podia ter corrido melhor: este domingo, 26 de abril, receberam o Vila Caiz, e a vitória por 3-0 deu ânimo na fuga á despromoção, inte rompendo uma série de cinco jogos sem vencer.

Em exclusivo à nossa página, Jorge Andrade, mais conhecido no futebol como Jó Andrade, falou sobre esta experiência num plantel sénior, depois de várias épocas ligado aos escalões de formação, inclusive nos fozeiros, onde estava nos Sub-17. "Após a saída do Alexandre Silva, o presidente fez-me o convite para assumir o plantel sénior, para que, com a minha experiência, conseguisse unir o grupo e alterar os resultados que se verificavam", afirmou Jorge Andrade. "Fizemos poucas alterações, mas estipulamos um tipo de treino com mais intensidade, no fundo, treinar como jogamos, porque para mim, o futebol não faz sentido doutra forma", completou o técnico, de 72 anos.

No jogo com o Vila Caiz, "os jogadores foram impecáveis e interpretaram bem o que lhes foi pedido. Senti que a equipa deu tudo, e o resultado é justo", analisou Jorge Andrade. O compromisso entre o FC Foz e o técnico é até ao fim da época, com a possibilidade de ser extendido, sendo que Jorge Andrade vai    continuar a trabalhar nos Sub-17. "Quando falamos, propus que fosse só para estes quatro jogos. Vou ponderar e no fim da época, logo se vê. Gosto de estar no FC Foz, gosto da formação, por isso é que vou fazer o esforço de treinar os dois escalões, pois a formação do FC Foz merece respeito", afirmou o treinador.

Para além de Jorge Andrade no comando, a restante equipa manteve-se, sendo composta por Juary Neto e Rodrigo Gomes, como treinadores adjuntos e Diogo Fernandes, treinador de guarda-redes.

No próximo sábado, o FC Foz visita o Pedras Rubras, e uma vitória deixa a permanência praticamente selada. "Estamos a trabalhar com o foco na união e em alcançar a vitória. Do outro lado estará um adversário que também quer ganhar. Não basta dizermos que somos bons, temos que o provar dentro de campo", concluiu Jorge Andrade.

O jogo com o Pedras Rubras é no próximo sábado, às 19h30, assim como toda a jornada, em virtude da realização da final da Taça AF Porto no domingo, jogo que opõe o Ermesinde 1936 ao Vilarinho, ambas da Hyundai Liga Pro

23 de abril de 2026

BRUNO CRISTIANO - "NO BENFICA, O FOCO NO DETALHE É LEVADO AO EXTREMO. É O QUE SEPARA A ELITE DO RESTO"


Bruno Cristiano foi o convidado do último Entrevista Com..., podcast do projeto A Bola é Redonda.
No programa 90, o treinador fez um resumo da sua carreira enquanto jogador de futebol, que começou aos sete anos, no Boavista. "Desde que me lembro andava sempre com a bola debaixo do braço... era sem dúvida o meu brinquedo favorito", disse o treinador de desenvolvimento de técnica individual, relembrando o último título da formação axadrezada, em 2002/03, na altura pelos Sub-19, onde dividiu o balneário com Diogo Valente, que pendurou as chuteiras no último fim de semana. 

Após a carreira como jogador, Bruno Cristiano integrou a estrutura do Benfica, onde desempenhou funções cruciais no Seixal, na coordenação técnica dos Centros de Formação e Treino (CFT) por todo o país - Faro, Leiria, Viseu, Braga, Vila Real e Aveiro. Trabalhou diretamente no desenvolvimento individual de atletas até aos Sub-13 e acompanhou de perto a ascensão de talentos que hoje brilham na equipa principal ou em patamares elevados, como Anísio Cabral, Banjaqui e Gonçalo Moreira. "No Benfica, o foco no detalhe é levado ao extremo. É o que separa a elite do resto".

Podem ver a entrevista completa, no link abaixo 👇👇







22 de abril de 2026

MUROS URINADOS E TREINADOR AGREDIDO - O FIM DE SEMANA ATRIBULADO DA UD TORRADOS

UD Torrados tem imagens dos elementos que urinaram os muros do estádio 

Não foi um fim de semana fácil para a UD Torrados, no que diz respeito a situações inusitadas e pouco, ou nada, convencionais. O clube emitiu dois comunicados em pouco mais de dois dias, dando conta dessas ocorrências. 

No domingo, o clube revelou que adeptos da AD Várzea FC urinaram nos muros, bem como no portão de entrada, do Parque Desportivo de Torrados, casa do clube. Segundo o clube, "elementos ligados à AD Várzea FC, que, de forma deliberada, 𝘂𝗿𝗶𝗻𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗻𝗮 𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗺𝘂𝗿𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗿𝗲𝗰𝗶𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼, durante o percurso pelo concelho de Felgueiras, no âmbito dos festejos de campeão", escreveu o clube, afirmando que "serão desencadeadas todas as diligências necessárias junto das autoridades competentes, com vista à identificação dos responsáveis, assim como dos veículos envolvidos, assegurando o completo esclarecimento da situação e a devida responsabilização dos intervenientes". 

Hoje, também através de comunicado, o clube deu conta de uma agressão que o treinador, David Moina, terá alegadamente sofrido no jogo do último domingo, frente à AD Freixo de Cima, referente à 29ª jornada da Serie 1 da Divisão de Honra da AF Porto, que os felgueirenses perderam por 3-2. "Num outro momento de maior tensão entre jogadores dentro das quatro linhas, verificou-se ainda a invasão do recinto desportivo por parte de adeptos da equipa adversária, situação que em nada dignifica o futebol nem os seus intervenientes. Durante essa invasão, registou-se a 𝗮𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗮𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝘁𝗿𝗲𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼𝗿, um ato grave que condenamos veementemente e que ultrapassa todos os limites aceitáveis no contexto desportivo", pode ler-se, no entanto, desresponsabilizando a AD Freixo de Cima. "𝗜𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮 𝘀𝗮𝗹𝗶𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝘁𝗶𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗻ã𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲, 𝗻𝗲𝗺 𝗱𝗲𝘃𝗲, 𝘀𝗲𝗿 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗱𝗼 à 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶çã𝗼 𝗔𝗗 𝗙𝗿𝗲𝗶𝘅𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗶𝗺𝗮. Acreditamos que o clube não se revê nestas atitudes". 

A UD Torrados segue no 8° lugar da tabela classificativa, e no domingo fecha a época em casa, ao receber o GRD Rans

21 de abril de 2026

QUATRO EQUIPAS PARA UMA VAGA – AS CONTAS DA PERMANÊNCIA NA SÉRIE 2 DA DIVISÃO D’ELITE, AO PORMENOR




Há finais… e depois há finais assim.

A Série 2 da Divisão d’Elite da AF Porto chega à última jornada com um cenário digno de filme: quatro equipas, uma vaga de salvação e dezenas de combinações possíveis. Tudo em aberto, tudo por decidir, tudo dependente de 90’ que prometem ser vividos no limite.

Vila FC e Arcozelo entram nesta última jornada em posição privilegiada, mas sem margem para erro. O Vila joga em casa do Castêlo da Maia, e o Arcozelo recebe o Grijó. Logo atrás, União Beiriz, que recebe o Lavrense, e Aldeia Nova, que visita o Oliveira do Douro, ainda alimentam a esperança, mesmo que dependam de combinações difíceis de concretizar. Já o Folgosa da Maia, é o único que tem o destino traçado, pois já não tem combinações possíveis, que lhe permitam a salvação.

Mais do que pontos, entram em jogo os confrontos diretos, os golos, as diferenças mínimas — detalhes que podem decidir uma época inteira. Em caso de empate pontual, o regulamento dita uma autêntica “liga dentro da liga”, onde cada jogo entre estas equipas ganha um peso ainda maior.

No meio deste labirinto de contas, há uma certeza: só uma equipa vai sobreviver. Nesse sentido o Blog A Bola é Redonda preparou um trabalho exaustivo, onde analisou todas as possibilidades, e que lhe apresentamos de seguida, começando pelo cenário de descida do Folgosa, para de seguida, partir para os restantes.

Nesta última jornada, o Folgosa recebe o Pedroso, às 16h. Caso vença, o máximo que pode atingir são 31 pontos. Na hipótese de Vila FC e Arcozelo perderem os seus jogos, assim como União Beiriz e Aldeia Nova, haveria um empate entre estas três equipas, sendo necessário recorrer a um ‘mini-campeonato’ entre elas, para determinar os lugares na classificação, que seria a seguinte:

Vila FC (10 pts)
SC Arcozelo (4 pts)
Folgosa da Maia (3 pts)

RESULTADOS QUE SUPORTAM ISTO

Vila FC

  • vs Arcozelo → 1-0, 2-24 pts
  • vs Folgosa → 3-2, 3-26 pts

👉 Total: 10 pts

SC Arcozelo

  • vs Vila → 0-1, 2-21 pt
  • vs Folgosa → 2-1, 0-1 → 3 pts

👉 Total: 4 pts

Folgosa da Maia

  • vs Vila → 2 derrotas → 0 pts
  • vs Arcozelo → 1 vitória → 3 pts

👉 Total: 3 pts

Mesmo que os três terminem com 31 pontos, o Vila FC mantém-se sempre à frente nos confrontos diretos, seguido do Arcozelo, deixando o Folgosa sem hipótese de alcançar a vaga de permanência


VILA FC É A EQUIPA QUE TEM A PROBABILIDADE MAIS ALTA DE GARANTIR A PERMANÊNCIA



Explicado o cenário anterior, convém referir que o Vila FC é a equipa que tem a maior probabilidade de garantir a permanência, sendo a única que entra para a última jornada a depender exclusivamente de si. O blog recorreu à ajuda da Inteligência Artificial, para entender este cenário, e que determinou existir 243 combinações possíveis dos resultados destas cinco equipas. Nessas combinações, a vaga de manutenção calha ao Vila FC em 147 cenários (60,5%), ao SC Arcozelo em 81 (33,3%), ao UD Beiriz em 9 (3,7%), ao GD Aldeia Nova em 6 (2,5%) e ao Folgosa da Maia em 0.

Assim, o Vila FC visita o Castêlo da Maia, e uma vitória, acaba com qualquer esperança das restantes. Mesmo que não vença o jogo, ainda existem outras combinações que permitem ao Vila festejar a permanência, em detrimento das restantes.

🟢 Vila FC

  • Se GANHAR: 🟢 salva-se sempre
  • Se EMPATAR: 🟡 salva-se se o Arcozelo não ganhar
  • Se PERDER: 🔴 só se salva se Arcozelo perder e Beiriz + Aldeia Nova não ganharem

👉 Resumo: é quem mais depende de si


🟡 SC Arcozelo

  • Se GANHAR: 🟢 salva-se se o Vila não ganhar
  • Se EMPATAR: 🟠 só se salva se o Vila perder
  • Se PERDER: 🔴 desce

👉 Resumo: tem de fazer melhor que o Vila


🟠 União de Beiriz

  • Se GANHAR: 🟡 salva-se se Vila e Arcozelo perderem
  • Se EMPATAR: 🔴 desce
  • Se PERDER: 🔴 desce

👉 Resumo: ganhar + duas escorregadelas acima


🔴 GD Aldeia Nova

  • Se GANHAR: 🟠 salva-se se Vila e Arcozelo perderem e Beiriz não ganhar
  • Se EMPATAR: 🔴 desce
  • Se PERDER: 🔴 desce

👉 Resumo: cenário ainda mais apertado que o Beiriz


SE OS EMPATES ENTRAM EM CENA, AS CONTAS ADENSAM-SE…



Posto isto, há toda uma panóplia de opções em cima da mesa. Há também várias combinações possíveis de empates, que mudam conforme os clubes envolvidos. Mas o blog fez o melhor possível e apresenta-lhe todas as alternativas. Mas antes disso, convém perceber os regulamentos da AF Porto, que sustentam esta análise. Nesse sentido, quando há empate pontual entre duas ou mais equipas, o desempate é feito primeiro pelos pontos nos jogos entre os clubes empatados, e só depois pela diferença de golos nesses mesmos confrontos. Quando existe empate também neste campo, o terceiro fator é a diferença de golos total no campeonato.


CENÁRIO EM QUE VILA, ARCOZELO, UNIÃO BEIRIZ E ALDEIA NOVA TERMINEM, TODOS, COM 32PTS

  1. Vila FC  - 11pts
  2. SC Arcozelo – 11pts
  3. GD Aldeia Nova – 6pts
  4. UD Beiriz – 5pts

Porque fica assim:

O Vila FC e o SC Arcozelo empatam em 11 pontos e em diferença de golos (+2) na mini-liga, mas o Vila fica à frente por ter mais golos marcados nos confrontos entre os empatados: 7 contra 5. O GD Aldeia Nova fica terceiro com 6 pontos, e o UD Beiriz quarto com 5.

Base dos resultados usados

  • Vila FC vs SC Arcozelo: 1-0 e 2-2.
  • Vila FC vs UD Beiriz: 1-1 e 2-1.
  • Vila FC vs GD Aldeia Nova: 1-0 e 0-1.
  • SC Arcozelo vs UD Beiriz: 1-0 e 0-0.
  • SC Arcozelo vs GD Aldeia Nova: 1-0 e 1-0.
  • UD Beiriz vs GD Aldeia Nova: 3-2 e 0-1.


    Mas para além deste hipótese, há ainda outras combinações possíveis, de empates a 32 pontos:

EMPATES POSSÍVEIS A 32 PONTOS


Vila FC + SC Arcozelo

Acontece se ambos empatarem.
Ordem: Vila FC > SC Arcozelo.
O Vila continua à frente no desempate direto.

Vila FC + UD Beiriz

Acontece se Vila empatar e Beiriz ganhar, sem Arcozelo/Aldeia também ficarem nos 32.
Ordem: Vila FC > UD Beiriz.

SC Arcozelo + UD Beiriz

Acontece se Arcozelo empatar e Beiriz ganhar, sem Vila/Aldeia também ficarem nos 32.
Ordem: SC Arcozelo > UD Beiriz.

SC Arcozelo + GD Aldeia Nova

Acontece se Arcozelo empatar e Aldeia Nova ganhar, sem Vila/Beiriz também ficarem nos 32.
Ordem: SC Arcozelo > GD Aldeia Nova.

UD Beiriz + GD Aldeia Nova

Acontece se ambos ganharem, sem Vila e Arcozelo ficarem nos 32.

Este é um dos cenários abertos ao score: os confrontos diretos entre os dois ficam empatados em pontos e diferença de golos, por isso o desempate pode cair na diferença geral final. Com os números antes da última jornada, o Beiriz parte ligeiramente à frente, mas uma vitória do Aldeia por margem superior pode inverter isso.

Vila FC + GD Aldeia Nova

Acontece se Vila empatar e Aldeia Nova ganhar, sem Arcozelo/Beiriz também acabarem nos 32.
Também aqui o desempate fica aberto ao score: os confrontos diretos entre ambos ficam totalmente equilibrados, então pode ser a diferença geral a decidir. O Vila parte com vantagem clara de diferença geral antes da última jornada, mas teoricamente não é um desempate fechado só com W/E/D.

Vila FC + SC Arcozelo + UD Beiriz

Acontece se Vila empatar, Arcozelo empatar e Beiriz ganhar.
Mini-liga:

  1. Vila FC
  2. SC Arcozelo
  3. UD Beiriz

Vila FC + SC Arcozelo + GD Aldeia Nova

Acontece se Vila empatar, Arcozelo empatar e Aldeia Nova ganhar.
Mini-liga:

  1. Vila FC
  2. SC Arcozelo
  3. GD Aldeia Nova
    Vila e Arcozelo ficam empatados no topo da mini-liga, mas o Vila leva vantagem nos critérios seguintes.

Vila FC + UD Beiriz + GD Aldeia Nova

Acontece se Vila empatar, Beiriz ganhar e Aldeia Nova ganhar, sem Arcozelo acabar nos 32.
Mini-liga:

  1. Vila FC
  2. GD Aldeia Nova
  3. UD Beiriz

SC Arcozelo + UD Beiriz + GD Aldeia Nova

Acontece se Arcozelo empatar, Beiriz ganhar e Aldeia Nova ganhar, sem Vila acabar nos 32.
Mini-liga:

  1. SC Arcozelo
  2. UD Beiriz
  3. GD Aldeia Nova


No fim de contas, tudo se resume a isto: 90 minutos para decidir uma época inteira. Entre contas cruzadas, empates possíveis e critérios de desempate que podem baralhar tudo, há algo que não muda: a pressão, a incerteza e a emoção de um final em que ninguém tem margem para falhar.

O Vila FC parte na frente, o SC Arcozelo ainda acredita, e União de Beiriz e GD Aldeia Nova agarram-se a cenários que exigem quase perfeição. Já o Folgosa da Maia FC joga contra um destino que parece praticamente traçado. Mas o futebol tem esta capacidade única: virar o improvável em realidade.

E enquanto houver jogo… haverá sempre esperança.

20 de abril de 2026

FILIPE MESQUITA, TREINADOR DO VIANENSE - "SE CONSEGUIMOS SUBIR ESTE ANO, É UM FEITO INCRÍVEL PELA FORMA COMO TUDO ACONTECEU"

Vianense vai disputar a Frase de Subida à Liga 3


Depois de um início não muito positivo, o Vianense garantiu o segundo lugar na Série A, e vai lutar pela subida à Liga 3. Está é também a segunda presença consecutiva de Filipe Mesquita, treinador da equipa, que a época passada levou o Leça FC à mesma fase, sendo que desta vez serão adversários. 
Nesta entrevista, o técnico faz um balanço da temporada, bem como uma análise à próxima fase do campeonato.

ABR - A época não foi fácil, não começando até dá melhor forma. Que balanço faz da primeira metade da época? 

FM - Começámos a trabalhar já na segunda quinzena de Julho, quando todos já tinham começado, com 12 atletas. Tivemos de formar um plantel com os jogadores que ainda não tinham sido escolhidos pelos outros clubes, o que nos obrigou a um trabalho gigante de prospeção nas primeiras semanas. Acabámos por formar um plantel com um misto de jovens e malta já experiente, mas os primeiros jogos foram muito duros, com muitas lesões e apenas com 11 jogadores disponíveis nas primeiras jornadas. Pior do que este arranque era impossível e até acabou por ser esse o mote para o que se seguiu da época. Todos sabíamos que só podia melhorar. E as coisas lá foram melhorando, aos poucos, mas sempre que parecia que estávamos a encontrar o caminho, lá vinha mais um camião de jogadores indisponíveis, ora por lesão, ora castigos. A verdade é que terminámos a primeira volta nos lugares de descida mas com uma crença enorme no grupo que tínhamos.

ABR - O Vianense alternou fases positivas fases menos boas, chegando mesmo a estar perto da zona de descida. Como foi lidar com essa inconstância? 

FM - Estivemos na zona de descida no final da primeira volta, depois da visita ao Limianos. Acho que esse momento acabou por ser um momento chave. Tivemos uma conversa dentro do balneário entre todos, com os capitães a darem o mote, e todos prometemos que iriamos dar o que tinhamos e não tinhamos, para sair daquela situação. Aquilo que lhes pedimos era que não olhassem mais para trás e que apenas olhassem para a frente. Estávamos muito longe dos primeiros lugares e aquilo que apenas dependia de nós, era tentarmos ser a melhor equipa da segunda volta. Tudo o resto viria por acréscimo. E foi o que aconteceu. Fomos a melhor equipa do Campeonato de Portugal todo, na segunda volta, e a crença do nosso grupo juntamente com a ética de trabalho foi o segredo.

ABR - Esta Série A demonstrou ser competitiva e imprevisível. Tão rápido os clubes estavam a lutar pela permanência, como já estavam nos lugares cimeiros. Que achou desta série?

FM - Uma série muito competitiva e mesmo as equipas que acabaram por descer praticavam bom futebol, o que vai ao encontro desse oscilar na classificação. Para nós foi óptimo porque nos possibilitou anularmos a fraca primeira volta, pois ninguém se distanciou muito.

ABR - O clube leva nove jogos sem perder, com oito vitórias - seis delas seguidas - e um empate. Como analisa estes números?

FM - Foi uma segunda volta demolidora, sem dúvida. Sabíamos que, quando tudo voltasse ao normal, e deixássemos de ter lesões e castigos, a nossa equipa iria crescer muito. E foi o que aconteceu. Também sabíamos que as nossas equipas fazem sempre melhores segundas voltas, quando o processo está assimilado e, felizmente, a estrutura e adeptos deixaram-nos trabalhar com tranquilidade até surgirem os resultados.

ABR - Primeiro era este o ovelheiro do Vianense? Sendo este o objetivo, alguma vez duvidou que estivesse entre os dois primeiros?

FM - Sinceramente, para uma equipa que começa a época como começámos, com 12 jogadores e apenas dois a transitarem da época anterior, com um grupo totalmente feito de raiz, depois dos restantes planteis da divisão estarem quase completos, com duas semanas de pré-época de atraso relativamente aos restantes, era quase impensável atacar uma subida. O projeto que nos foi proposto nunca teve em vista a obrigatoriedade de subida. Este ano queríamos fazer um campeonato tranquilo e preparar bem as coisas para a próxima época. Se conseguirmos subir este ano, na minha opinião, é um feito incrível pela forma como tudo aconteceu, mas tudo o que nos foi proposto já foi alcançado.

ABR - Volta a marcar presença na Fase Subida, enquanto treinador. Que pensa fazer diferente da época passada, para conseguir subir à Liga 3?

FM - É a terceira fase de subida consecutiva, sempre com as maiores pontuações da nossa série, a segunda seguida no Campeonato de Portugal. Se o formato das competições premiasse a melhor equipa no campeonato, possivelmente teríamos algumas subidas diretas. Mas sabemos quais são as regras e estamos preparados para esta próxima fase. Estamos no nosso melhor momento da época, com ritmo e dinâmica de vitória e isso é sempre bom sinal. Apesar de termos algumas lesões importantes, de longa duração, não temos castigados. Não iremos mudar a forma de trabalhar, acima de tudo, queremos dar muita importância ao aspeto mental, ao equilibrio emocional. É isso que decide nesta fase. Vamos sem pressão porque já atingimos o nosso objetivo e aquilo que lhes vou pedir, é apenas que temos de ter a mesma mentalidade que nos trouxe até aqui, e demonstrar que somos uma equipa com qualidade e que praticamos bom futebol. O resto será natural.

ABR - Vai jogar com Bragança, Rebordosa e Leça. Que chances tem o Vianense? 

FM - Matematicamente, 25%. Contudo, somos a única equipa em que, plantel e estrutura, não transita maioritariamente da época anterior, foi tudo do zero. Também o nosso orçamento, comparativamente com as equipas da série B, não tem nada a ver. Pela soma desses dois fatores diria que somos a equipa menos favorita no papel. Mas na prática, partimos todos do mesmo ponto e temos todos a mesma ambição. Temos um grupo fora do normal, que se excedeu para chegar até aqui, e sei que a mentalidade da nossa equipa é que, se pudermos ficar em primeiro, não vamos ficar em segundo. Por isso está tudo em aberto.

ABR - Como será o reencontro com o Leça?

FM - Será óptimo. Tenho lá grandes amigos e será um prazer estar com eles novamente. Em termos futebolísticos é uma equipa com muita qualidade individual, que gosta de jogar à bola, com processos bem definidos e tem um campo com excelentes condições para se jogar, com adeptos fervorosos. Vai ser um belo jogo logo a abrir.

ABR - Sei que ainda é cedo, mas admite continuar no Vianense na próxima temporada? 

FM - Considero-me um treinador de projeto. Acertei a continuidade com o Vianense logo após o término da primeira volta, estávamos em zona de despromoção. Foi um voto de confiança que não foi apenas transmitido por palavras, mas sim por ações, e estamos muito gratos pela confiança. Revejo-me totalmente na forma de ver o futebol e na forma de estar na vida, por parte da administração da SAD. O gesto também significou muito para mim, pessoalmente. Trabalhamos diariamente de forma muito séria e esperamos conseguir retribuir com resultados tudo o que fazem por nós no clube.

ABR - Deixe uma mensagem aos adeptos do clube.

FM - O mais difícil já passou e conseguimos chegar a este ponto, muito pela paciência e apoio que tiveram connosco durante a primeira parte da época. Foram um dos motivos do nosso sucesso. Desfrutem da fase final, pois merecem estar aqui novamente. Da nossa parte vamos fazer tudo para lhes dar alegrias dentro do campo, e podermos festejar juntos, novamente, no final da época. Obrigado pelo apoio!

OVARENSE É CAMPEÃ DE AVEIRO, MAS QUER MAIS - "VAMOS ATRÁS DESSAS SETE VITÓRIAS. QUEREMOS FICAR NA HISTÓRIA DO CLUBE"


A Ovarense venceu o Lobão por 0-3 e confirmou a vitória no Campeonato Sabseg da AF Aveiro, e o regresso aos campeonatos nacionais, 20 anos depois da última vez. A necessitar de apenas um ponto para atingir esse objetivo, a entrou forte no jogo, e logo aos 22’ Morgan abriu a contagem, para delírio das centenas de adeptos que marcaram presença em Lobão. Aos 32’, Morgan bisou no encontro, dando início à festa ovarense. O segundo tempo trouxe mais um golo, já nos instantes finais da partida, apontado por Mário Correia (86’).

No final da partida, Filipe Gonçalves, treinador da equipa, mostrava-se feliz com o objetivo alcançado. “O mérito é de toda a estrutura, do planeamento que foi feito, dos jogadores, do trabalho que o Fábio Vieira tinha feito cá. Nós tentámos dar continuidade, e se possível, melhorar alguma coisa. Demos o nosso cunho pessoal, trouxemos algumas coisas, criámos desafios, chateámos muito os jogadores, exigimos muito e sabíamos que isto era uma pressão positiva, pois sabíamos do potencial que tínhamos, e acho que é com todo o mérito que conseguimos”, disse o treinador.

Apesar do título conquistado, a época ainda não terminou. Faltam ainda quatro jogos para o final do Campeonato Sabseg, assim como a Taça AF Aveiro e ainda, a Supertaça. No total são sete jogos, onde o técnico apenas vê um desfecho. “Eu só quero ganhar. Não sei jogar para empatar, para perder, eu só quero ganhar. Fomos campeões, mas temos mais quatro jogos de campeonato, mais dois da Taça, mais um da Supertaça. Vamos atrás dessas sete vitórias. Queremos ficar na história do clube, e não sei se é possível, ficar na história desta competição. O nosso objetivo é esse e estamos muito felizes”, afirmou Filipe Gonçalves, que também deixou uma palavra para os adeptos e aos jogadores. “Isto é fenomenal, é fantástico, uma paixão incrível. Entramos para o jogo, a bancada quase repleta com os adeptos. Estamos muito felizes, muito satisfeitos. Acho que agora os jogadores também merecem festejar pois a obra é deles”, concluiu o técnico.

“ENQUANTO CÁ ESTIVERMOS, VAMOS TRABALHAR SEMPRE PARA ATINGIR PATAMARES SUPERIORES”

Emanuel Resende, presidente da AD Ovarense, também era o rosto da felicidade, e do dever cumprido. “Tem sido um trajeto longo, um trajeto com alguns percalços, e hoje estamos a culminar um dia fantástico, onde pudemos proporcionar a toda a massa associativa, e a toda a história da Ovarense, uma subida de divisão. Por sinal, esta subida já não era alcançada desde a época 1999/2000, sendo que não estávamos nos nacionais há 20 anos, mas já não tínhamos uma alegria desta forma desde 99/2000”, destacou o presidente, relembrando a última subida dos ‘vareiros’, no caso da antiga II B à II Liga, onde competiu até ao final da época 2005/06. “Estamos há três anos no clube. Alcançamos dois segundos lugares, com muita frustração, porque o objetivo era, sem dúvida, a subida de divisão. Mas faz parte da vida. Somos humildes, vamos continuar a ser humildes, e vamos continuar num trajeto para chegar a patamares ainda mais elevados, porque estamos sempre à procura do sucesso. Enquanto cá estivermos, vamos estar sempre, sempre, a trabalhar para atingir patamares superiores”, concluiu Emanuel Resende.

O plantel dos ‘vareiros’ viajou de autocarro panorâmico desde Lobão, até ao Estádio Marques da Silva, onde fizeram a festa em comunhão com os adeptos.

18 de abril de 2026

ANADIA CAI NOS DISTRIAIS, 56 ANOS DEPOIS DA ULTIMA PARTICIPAÇÃO


Anadia FC SAD empatou em casa do Vila Meã e regressa aos distritais da AF Aveiro 56 anos depois 


É o fim de um ciclo para um dos históricos da AF Aveiro. 56 anos depois depois de ter sido campeão distrital da então 1ª Divisão da AF Aveiro, o Anadia regressa às provas distritais aveirenses. 

A época esteve longe de ser bem conseguida. Desde o início que os bairradinos ocuparam um lugar na zona de despromoção, à exceção de um período entre a 17ª e a 19ª jornada, onde a turma então treinada por Pedro Alegre, conseguiu sair dessa zona. 

O plantel, composto para lutar por outras metas, também não correspondeu e várias foram sendo as saídas, e também os casos, nas saídas de Diogo Viana (Mirandela) e Fábio Fortes (Leça FC). A nível técnico, a coisa também não se revelou fácil. Bruno Álvares começou a temporada, mas já antes disso, a SAD havia prescindido de Carlos Marinho, que fez parte da pré-época. Pedro Alegre voltou ao banco dos 'Trevos' em outubro, saindo no final do mês de março, chegando Nuno Pedro para o seu lugar. 

Está foi a segunda descida consecutiva do Anadia, depois de, no final da temporada passada, o clube ter caído da Liga 3. Ao longo destes 56 anos, o Anadia FC construiu um percurso sólido nas provas nacionais. No geral, o clube conta com nove épocas na extinta II Divisão B, 43 presenças na III Nacional/Campeonato Nacional de Seniores/Campeonato de Portugal, e tem quatro presenças na Liga 3. 

APARECIDA FC E SÃO MARTINHO DESCEM, SALGUEIROS MANTÉM-SE NO CAMPEONATO DE PORTUGAL


Aparecida FC está de volta aos distritais da AF Porto 

A última jornada do Campeonato de Portugal ditou a descida de dois emblemas da AF Porto, que curiosamente, tinham subido no final da temporada anterior. 

São Martinho desceu
Na Série B, o Aparecida FC perdeu por 5-2 no terreno do Cinfães, confirmando o regresso aos distritais portuenses. O clube do concelho de Lousada ainda tinha a ténue esperança de se manter no Campeonato de Portugal, mas para além de não ter vencido o seu jogo, também não deverá ver revertida a decisão da FPF, relativamente à retirada de três pontos no jogo referente à 12ª jornada, frente à Florgrade. O Cinfães chegou ao intervalo a vencer por 3-0, mas aos 70', o Aparecida reduziu para 3-1, mas durou pouco, já que, aos 72', o Cinfães fez o 4-1. Aos 76', a equipa treinada por José Oliveira voltou a reduzir, fazendo o 4-2, mas já no período de compensação o Cinfães estabeleceu o 5-2 final, devolvendo o campeão da AF Porto agora distritais. 

Na Série A, o São Martinho também não conseguiu evitar o regresso aos campeonatos da AF Porto. Os campenses receberam o já despromovido Desp. Monção, e cumpriram a sua parte ao vencer o jogo por 3-1. Ainda assim, a equipa treinada por José Costa não dependia apenas de si, sendo necessário que o Machico perdesse o derbi com Ribeira Brava, para conseguir a permanência, sendo que o empate não era suficiente, já que o Machico tinha vantagem no confronto direto. Contudo, o Machico venceu por 1-0, gorando os esforços da equipa do concelho de Santo Tirso, que a época passada terminou no 3° lugar da Hyundai Liga Pro da AF Porto, sendo o último clube a ser promovido aos campeonatos nacionais. 

SALGUEIROS SOFRE MAS FICA NO CAMPEONATO DE PORTUGAL

Salgueiros fica no CP
Na Série B, o Salgueiros garantiu a permanência no Campeonato de Portugal, ao empatar a zero em casa do União de Lamas, equipa que também estava ainda à procura desse objetivo. Este era o único resultado que interessava às duas equipas, independentemente daquilo que o Anadia conseguisse fazer em casa do Vila Meã. 
É que os bairradinos também procuravam a permanência mas, para isso acontecer, tinham que vencer o seu jogo - o que não aconteceu pois empatam a zero - e esperar por uma vitória ou de União de Lamas, ou do Salgueiros. É que em caso de igualdade potential com o Salgueiros, o Anadia perdia no confronto direto, o mesmo não acontecendo com o União de Lamas, depois da vitória por 2-1 primeira volta, e o empate a zero do último domingo.
Depois de uma época difícil para estes três conjuntos, com sucessivas trocas de treinadores, a 'fava' saiu ao Anadia, que regressa aos distritais de Aveiro, 56 anos depois, sendo também a segunda descida consecutiva, depois de ter caído da Liga 3.