10 de junho de 2026

JOÃO RODRIGUES - "PROJETO É UMA PALAVRA BONITA... ATÉ A MÚSICA TOCAR"


Dez anos depois, João Rodrigues regressou ao Ataense para encontrar um clube transformado. Se na primeira passagem as condições eram precárias e o apoio escasso, hoje o cenário é de "rumo certo". Sob a presidência de Fernando Mendes, o clube não só renovou as suas infraestruturas, como recuperou o calor humano que define a sua identidade. "A principal diferença que eu vejo, tirando as infraestruturas, é o calor humano. A mística do Ataense voltou, cresceu e é quase como uma onda", afirmou o técnico.

A temporada passada foi de superação. João Rodrigues assumiu a equipa à 8.ª jornada, conseguindo uma recuperação notável na Divisão de Honra, lutando pela subida até ao fim. Contudo, para o mister, o sucesso não se mede apenas por resultados imediatos, mas pela estrutura e tempo de trabalho — algo que considera escasso no panorama atual. Numa crítica aberta à gestão desportiva, Rodrigues lamentou a volatilidade do cargo de treinador: "O treinador é cada vez mais descartável. Os clubes, por vezes, são geridos de fora para dentro e não de dentro para fora. Quando o clube é gerido assim, o que conta é o resultado e as pessoas não pensam com a cabeça, pensam com o coração".

Além da instabilidade técnica, o treinador alertou para o "flagelo" na formação, notando uma crescente desmotivação dos jovens na transição para o escalão sénior. Para João Rodrigues, o futuro do futebol nacional depende da valorização das bases: "A grande parte da qualidade que pode alimentar o topo do futebol começa por baixo. É preciso continuar a apoiar o futebol distrital", concluiu o técnico.

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9 de junho de 2026

VÍTOR GAMITO - "QUANDO NINGUÉM ACREDITAVA, FOMOS OS PRIMEIROS A ASSUMIR A SUBIDA COMO OBJETIVO"

Vítor Gamito deixa o Rebordosa, após dois anos positivos no clube

Após duas temporadas marcantes ao serviço do Rebordosa, Vítor Gamito encerrou o seu ciclo no clube, deixando para trás registos históricos, mas também a frustração de falhar a tão desejada subida de divisão. Em entrevista exclusiva ao A Bola é Redonda, o treinador fala, pela primeira vez, da sua saída, faz o balanço da sua passagem pelo emblema rebordosense, explica os motivos da saída e analisa a quebra na fase de subida.


A Bola é Redonda (ABR) - "Só é lembrado quem vence títulos e alcança promoções". Mister, esta frase foi proferida por si no podcast. O Rebordosa falhou essas metas. Acredita que o que fez no clube não será lembrado no futuro? 

Vítor Gamito (VG) - Sim, é verdade, quem vence títulos e alcança grandes objetivos é quem deixa o seu nome na história. Falhámos a subida de divisão num playoff duro e assumimos essa responsabilidade. Contudo, creio que a nossa passagem por Rebordosa deixa uma marca indelével no clube com a melhor campanha de sempre na Taça de Portugal ao chegar aos oitavos-de-final em 24/25, a melhor classificação de sempre do clube, com o primeiro lugar na fase regular em 25/26 e presença inédita no playoff de subida, e o record de invencibilidade em toda a história do Campeonato de Portugal, com 25 jogos sem perder. Não terminando como gostaríamos, estamos convictos que esta passagem pelo clube será lembrada como bem-sucedida, e esperamos ter criado bases para o clube continuar a competir a este nível no futuro.

ABR - Foi por isso que quis sair do Rebordosa? Não tinha condições para continuar? 

VG - Não, esta minha decisão nada tem a ver com o sucesso/insucesso da fase de subida. Foi uma decisão maturada em função daquilo que é a minha gestão de carreira, onde entendi que seria importante encerrar o ciclo no Rebordosa AC no final desta época e como tal, não analisei objetivamente se teria ou não condições para continuar.

ABR - Olhando para trás, como sente que deixou o Rebordosa, relativamente ao estado em que estava quando chegou?

VG - Herdei um plantel com elevados níveis de compromisso e hábitos de treino, pelo excelente trabalho que o mister Arlindo Gomes fez nos quatro anos antecedentes à minha chegada ao clube, e que serviu de base para implementarmos as nossas ideias e metodologia. Penso que deixamos no clube uma maior profissionalização do seu dia-a-dia, com a introdução de várias ferramentas de otimização da performance desportiva que serão certamente aproveitadas, a capacidade de competir a níveis que ainda não havia experienciado e a ambição sem limites, que foi a imagem de marca deste nosso trajeto.

ABR - A quebra na II Fase do campeonato foi notória desde o início. Na sua opinião, o que esteve na origem dessa quebra de resultados? 

VG - Penso que não há um único fator que se possa dizer que foi a origem dessa quebra, e tudo o que se possa dizer sobre o tema nesta altura, pode soar a desculpa. Essa reflexão foi feita internamente e serve para crescimento futuro, quer da parte da estrutura, quer da equipa técnica. O mais importante é assumirmos a responsabilidade, pois não correspondemos às expetativas criadas por nós próprios, pela fase regular que fizemos. O binómio tempo em desvantagem no marcador e tempo em desvantagem numérica, foram constrangimentos que podem justificar a quebra de performance na fase final.

ABR - Tendo em conta o trabalho desenvolvido nestas duas épocas, acreditava que a equipa poderia dar a volta, ou percebeu logo que não ia dar para mais?

VG - Quem acompanhou a nossa equipa nestes últimos dois anos, sente perfeitamente que acreditamos sempre até ao fim, por mais adversa que fosse a situação. No início do campeonato, quando ninguém nos colocava no lote dos favoritos, fomos os primeiros a acreditar que era possível e a balizar a subida de divisão como objetivo. Fomos única equipa pós-laboral presente na Fase de Subida e esse facto diz muito sobre o caráter, a ambição e compromisso deste grupo.

ABR - Que ensinamentos retira desta experiência?

VG - O principal ensinamento desta época é a validação de algo que já sabia: o futebol é o momento.

ABR - Olhando para os clubes que vão disputar a final, quem acredita que vencerá o Campeonato de Portugal: Leça ou Vitória de Sernache? 

VG - Uma final é sempre um jogo de resultado muito incerto. O Leça teve uma trajetória ascendente, terminou a época em ótima forma e tem um excelente plantel bem orientado. Não conheço muito do Vitória de Sernache, mas para estar na final é porque tem muito valor. Será, certamente, um jogo competitivo e um jogo de festa, onde qualquer uma das 56 equipas queria estar.

ABR - Já tem algum projeto para o futuro, ou ainda não surgiram contactos?

VG - Sim, já surgiram contactos e abordagens, mas ainda não está definido qual será o próximo projeto. Ambicionamos que seja um passo em frente.

ABR - Deixe uma mensagem aos sócios e adeptos do Rebordosa. 

VG - Agradecer-lhes o carinho e a forma como fui recebido em Rebordosa. Os adeptos são a alma do clube e foi notório o crescimento da massa adepta ao longo destes dois anos. Que a desilusão do final desta época não seja de desânimo, mas sirva como combustível para as conquistas vindouras. 

ABR - Deixe uma mensagem aos adeptos do futebol, no geral.

VG - Em ano de Mundial, voltamos a lembrar-nos daquilo que o futebol tem de mais forte: a capacidade de unir um país inteiro. Que esse espírito não exista apenas na Seleção, mas também no futebol nacional no dia-a-dia. Mais sentido coletivo, mais respeito e a noção de que quando o futebol português cresce, crescemos todos juntos. Valorizar aquilo que é nosso! 

SUPER-MÁRIO ESTÁ DE SAÍDA DA OVARENSE

Mário Correia marcou 35 golos, 31 no campeonato

A época terminou ontem na AF Aveiro, com a realização da Supertaça, que colocou frente a frente a Ovarense e o Sp. Espinho, apenas uma semana depois do último confronto entre estas duas equipas, mas para a Taça. 

Nesta partida, os 'Vareiros' voltaram a levar vantagem, ao vencer o jogo por 3-1, conquistando o 'Triplete' - Campeonato, Taça e Supertaça - bem como o regresso aos campeonatos nacionais, 20 anos depois da última participação. 

Mário Correia, avançado de 24 anos, melhor marcador da equipa e do Campeonato Sabseg, também anunciou o fim da sua ligação à turma de Ovar. "Hoje, e com o sentimento de dever cumprido, chega o fim da minha ligação à AD Ovarense, um clube que vai ter sempre um lugar especial no meu coração. Após três troféus conquistados, 39 jogos, 2976 minutos, 35 golos e 6 assistências e ter sido o melhor marcador do campeonato SABSEG, terminou ontem uma época inesquecível e de valorização", pode ter-se no comunicado, que o jogador colocou nas suas redes sociais. 

Mário Correia, que foi formado no Freamunde, poderá voltar ao Campeonato de Portugal, onde jogou na época 2024/25, ao serviço do Leça FC. 

27 de maio de 2026

MILTON MENDES É O NOVO TREINADOR DO MARCO 09


Depois de uma época de estreia difícil na Liga 3, o Marco 09 já encontrou treinador para a próxima temporada. Milton Mendes foi o escolhido, numa clara aposta dos marcoenses em lutar por algo mais. 

O técnico, de 61 anos, é um velho conhecido do futebol português. Começou a sua carreira como treinador na época 2001/02 nos madeirenses do Machico, clube onde terminou a carreira. Em 2007/08 teve uma primeira passagem pelo Marítimo, na Primeira Liga, contribuindo para o quinto lugar que os insulares alcançaram essa temporada. Depois disso, prosseguiu a carreira no Bahrein e no Brasil, até voltar a Portugal em 2020/21, de novo, para o Marítimo.

Como jogador, Milton Mendes também tem uma forte ligação a Portugal. Após a sua chegada em 1987, com 23 anos, para jogar no Louletano, o sentido defesa central conta passagens por Beira-Mar, Belenenses, União da Madeira, Sp. Espinho, Camacha, Câmara de Lobos e Machico.

PAULINHO TEIXEIRA - "SER DIRETOR DESPORTIVO É SER SUPER-HOMEM"


Após uma carreira de 20 anos e mais de 500 jogos, o agora Diretor Desportivo do Pasteleira abre o livro sobre a sua carreira enquanto jogador, e esta nova experiência na direção desportiva. O antigo médio pendurou as botas aos 40 anos para assumir um desafio que muitos evitam: a Direção Desportiva. Nesta entrevista, Paulinho partilhou as dores e as glórias desta nova etapa, sem esquecer as raízes que o moldaram. "O meu primeiro ano como diretor foi muito difícil. Tive de dar a cara em momentos difíceis, sozinho, a remar contra a maré", confessou. Paulinho Teixeira vê a sua função como um escudo para o grupo de trabalho. "O treinador tem a exigência do domingo, tem de ganhar. Nós estamos ali na sombra, como uma capa de super-homem, a dizer 'calma, nós estamos aqui'". Para o agora dirigente, a essência do desporto-rei permanece inalterada: "O mais importante do futebol são os jogadores, tudo o que vier à volta só está para ajudar", disse.

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25 de maio de 2026

BOCK - "O MAIA, E OS MAIATOS, ESTÃO DE PARABÉNS"

Bock estreou-se pelo Maia Lidador, com um empate a zero no dérbi frente ao Nogueirense

O Maia Lidador terminou no segundo lugar da Hyundai Liga Pro da AF Porto, e por isso, vai disputar a Taça de Portugal, sendo ainda possível uma subida administrativa, que, no entanto, está dependente de fatores terceiros. Apesar disso, Bock, treinador dos maiatos, faz um balanço positivo da temporada finda este domingo, 24 de maio. É que quando o técnico chegou, após a 15ª jornada, o Maia ocupava o quinto lugar com 26 pontos, a sete do então líder, o Sousense. “Lembro-me de dizer numa entrevista, que vinha para o Maia Lidador para ser campeão. Não fugimos a isso e foi por pouco. Fizemos os possíveis e impossíveis, mas também houve fatores em alguns jogos, e não quero tirar nenhum valor ao Sousense, mas houve fatores que pesaram contra nós e que nos prejudicaram”, disse o técnico, apontando um exemplo. “Quando ganhamos ao FC Foz 3-0, e o Sousense ganhou ao Aliados de Lordelo, no jogo em que o atleta do Sousense atinge o do Aliados de Lordelo na cabeça, e não foi expulso, podia levá-los a não ganhar o jogo, pois estariam muito tempo a jogar com menos um. Depois perdemos com o Aliados de Lordelo, num jogo muito estranho. Aconteceram algumas coisas estranhas que nos custaram, e isso pesou, pois sabíamos que quem vacilasse primeiro, o outro podia ser campeão”, explicou Bock, realçando o mérito do Sousense. “Reforço que não quero retirar nenhum mérito ao Sousense, pois uma equipa que faz 73 pontos, tem o mérito de ser campeã. Porém, houve coisas que influenciaram alguns resultados”, disse.

O técnico deixa também elogios à sua equipa. “Tenho um orgulho muito grande no grupo que liderei. Foram excelentes profissionais, deram tudo, sendo que fomos equipa muito competitiva, pois só um grande Maia é que fez com que o Sousense não fosse campeão mais cedo”, assegurou, aguardando agora pelo futuro desportivo. “Agora é esperar. O segundo classificado da AF Porto pode vir a subir, mas só acredito quando vir”, afirmou.

Relativamente ao seu futuro, Bock também deixa tudo em aberto. “Não posso dizer nada, pois não sei o que vai acontecer. Estou de consciência tranquila, pois o que me pediram para fazer quando me convidaram era complicado, mas conseguimos recuperar pontos a muitas equipas. Não foi possível passar o Sousense, mas fizemos bem o nosso trabalho. O Maia, e os maiatos, estão de parabéns. O futuro a Deus pertence e agora é esperar”, concluiu o treinador. 

24 de maio de 2026

VALADARES GAIA CONQUISTA A TAÇA AF PORTO NO 100° JOGO DE JOSÉ NANDO



Local: Estádio Abel Alves de Figueiredo, em Santo Tirso
Árbitro: Diogo Araujo
Assistentes: Sara Cunha e Paula Pereira
4ª Arbitra: Benedita Vieira
4ª Arbitras Assistentes: Raquel Marques e Tatiana Pinto
Ao intervalo: 2-0
Golos: Jennie Lakip (13'), Vânia Duarte (21'), Eliza Turner (74' na própria baliza)
Disciplina: Amarelo a  Mackena Martinez (49')

 
Valadares Gaia: Carol Alves, Carolina Ferreira, Louisa Aniwa, Dani Santos, Daniela Areia Santos, Vânia Duarte (Carlyn Presley, 85), Erica Meg (Inês Silva, 85), Ana Teles (Laura Luís, 74), Inês Barge, Mackena Martinez (Maísa Correia, 74), Jennie Lakip (Evy Pereira, 59), Margaux Chauvet. Treinador: Zé Nando

FC Porto: Cora Brendle, Mariana Azevedo, Karoline Lima (Cristina Ferreira 69'), Mariana Queirós, Eliza Turner, Angeline da Costa, Maria Negrão (Inês Oliveira 83'), Maria Ferreira, Lily Bryant, Alice Reto e Laura Perruca (Lenka Mazúchová 69').
Treinador: Daniel Chaves

Valadares Gaia volta a levar a Taça AF Porto feminina para casa, ao derrotar o FC Porto por 0-3

FC Porto e Valadares Gaia voltaram a defrontam-se na manhã de ontem, sábado 23 de maio, na final da segunda edição da Taça AF Porto de futebol feminino. As gaienses eram as detentoras do troféu, revalidando o título após nova vitória por 0-3 sobre as 'Dragonas', repetindo o resultado da final do ano passado.
O Estádio Abel Alves de Figueiredo, em Santo Tirso, recebeu a final deste ano, que teve 2008 espectadores nas bancadas, no apoio às duas equipas.

A entrada das equipas em campo foi feita abraçando a campanha da Associação de Apoio à Vítima (APAV), que realçou as 4689 mulheres que foram vítimas de violência doméstica, em Portugal. 

Depois de um início de jogo equilibrado, o Valadares Gaia assumiu as rédeas do mesmo e, aos 13', Jennie Lakip surgiu isolada e bateu Cora Brendle, para a primeira explosão de alegria dos adeptos do Valadares, que estavam em menor número, relativamente aos do FC Porto. 
As azuis e brancas tentaram reagir, mas aos 21', nova jogada rápida do Valadares, com a bola a surgir nos pés de Vânia Duarte, que voltou a bater Cora Brendle, com uma trivela. 
O FC Porto tentou responder, mas até ao intervalo, Carol Alves, guarda-redes do Valadares, pouco ou nada teve que fazer. 

No segundo tempo o FC Porto entrou mais forte e pressionou as gaienses, que conseguiram segurar as investidas das jogadoras treinadas por Daniel Chaves.  Neste período, Lara Perruca e Maria Ferreira por pouco não reduzem a desvantagem, mas a falta de discernimento na hora do remate impediu o golo. O Valadares foi sacudindo a pressão, afastando o FC Porto da sua área e acabou por sentenciar o jogo à entrada do último quarto de hora, com Eliza Turner a introduzir a bola, rematada por Evy Pereira, na própria baliza. 


O Valadares acabou por fazer a festa, revalidando a vitória na Taça AF Porto. José Nando, treinador que está de saída do clube, destacou que "foi um jogo bem conseguido", da sua equipa, emocionando-se quando falou da sua saída. "Agradeço à direção e ao grupo de trabalho. Fechamos um ciclo com a conquista de mais um título". O técnico foi ainda homenageado pela direção presidida por José Manuel Soares, pois cumpriu o 100° jogo pelas gaienses. 

Do lado do FC Porto, Daniel Chaves, afirmou que a sua equipa "dominou o jogo. Criámos muitas oportunidades de golo mas não fomos eficazes", realçando também que a equipa sofreu "dois golos em transição, na situação de jogo mais forte da equipa do Valadares Gaia". 


José Nando despediu-se com mais um título, no seu 100° jogo pelo Valadares Gaia 

21 de maio de 2026

IGOR BRAZ APONTA AO TITULO: "VAMOS ENTRAR EM TODOS OS JOGOS PARA GANHAR"

Igor Braz conseguiu a promoção do Catujalense à II Distrital da AF Lisboa e agora que mais

Igor Braz, treinador do Catujalense, equipa que venceu a Série 2 da III Divisão da AF Lisboa, fez um balanço extremamente positivo da temporada, destacando a subida à II Divisão e a campanha invicta como reflexo da qualidade, consistência e mentalidade competitiva da equipa. O treinador assumiu agora o objetivo de lutar pelo título distrital. 

Igor Braz aponta também à próxima temporada, com ambição de continuar a construir um projeto competitivo e, quem sabe, alcançar uma segunda subida consecutiva, algo que considera histórico. O técnico reforçou ainda a ligação emocional ao clube, explicando a frase “O Catujalense é um vício” como símbolo de pertença, paixão e identidade.

A Bola é Redonda (ABR) - O Catujalense terminou a primeira fase do campeonato sem qualquer derrota e com a subida à II Divisão garantida. Que balanço faz da temporada, até ao momento?

Ígor Braz (IB) - Fazer uma primeira fase sem derrotas e garantir a subida tão cedo, é sinal claro da qualidade e da consistência desta equipa e o balanço é extremamente positivo. Mais do que os resultados, fico satisfeito pela forma como a equipa cresceu ao longo da época, pela identidade competitiva que criou e pela mentalidade que demonstrou em todos os jogos.
Houve momentos exigentes, naturalmente, mas o grupo respondeu sempre muito bem. Terminámos esta fase invictos, com números muito fortes, tanto ofensiva como defensivamente, e isso não acontece por acaso. É fruto do trabalho diário, do compromisso dos jogadores, da estrutura e, também, do apoio das pessoas do clube e dos adeptos.

ABR - É sempre mais fácil trabalhar sobre vitórias do que sobre derrotas, mas há sempre riscos que se correm quando também se ganha sempre. Que ferramentas usou para manter os jogadores focados neste período?

IB - As vitórias trazem confiança, mas também podem trazer algum conforto, e esse foi um ponto em que insistimos bastante. Procurámos manter o grupo focado através da competitividade diária nos treinos, da análise rigorosa de cada jogo e da exigência constante nos detalhes. O compromisso coletivo, e a ambição do grupo, também ajudaram muito a manter os níveis de concentração elevados. Em Dezembro ja éramos imbatíveis e fomos buscar jogadores com outra experiência, para elevar a competitividade dentro da equipa.

ABR - O Catujalense tinha o objetivo de regressar à II Distrital e conseguiu-o. Qual é a sensação de ter atingido essa meta?

IB - Como eu digo no balneário aos jogadores, sou completamente grato por termos conseguido cumprir um objetivo, que tínhamos em mente. Não era apenas subir de divisão, mas sermos campeões da série de forma invicta. E os jogadores abraçaram realmente esse objetivo desde o início. A sensação que tenho é única: gratidão e dever cumprido. Só tenho a agradecer a todos os envolvidos neste projeto: jogadores, comissão técnica, direção e todas as pessoas que trabalham diariamente pelo clube. E também aos adeptos, que estiveram connosco do início ao fim

ABR - A Fase de Apuramento de Campeão vai começar. Ser Campeão Distrital é o objetivo?

IB - Ser Campeão Distrital é um objetivo, não posso negar. Sabemos que vamos defrontar adversários fortes, como a Venda do Pinheiro e o Casa Pia B. São duas equipas muito fortes a defender como a atacar. Vao ser quatro jogos de muita luta, garra e emoção a mistura. Mas acima de tudo queremos manter a nossa identidade, espírito de equipa e honrar o trabalho que temos vindo a fazer. Foi uma época muito boa onde terminamos invictos. 

ABR - Seria a cereja no topo do bolo?

IB - Acreditamos no nosso grupo, na nossa união e no trabalho diário. Vamos entrar em todos os jogos para ganhar e lutar pelo título até ao último minuto. Contamos sempre com o apoio dos nossos adpetos que são incansáveis. E eles merecem isto. E era terminar em pleno a época sendo Campeões da distrital.

ABR - Qual será o adversário mais difícil de bater? Manter a invencibilidade também está nos planos?

IB - O adversário mais difícil é sempre o próximo. Respeitamos todas as equipes, porque sabemos o quanto é difícil manter um alto nível no futebol. Sobre a invencibilidade, claro que é algo importante e que mostra a força do grupo, mas o nosso principal foco continua a ser evoluir a cada partida, e buscar os resultados que aproximem a equipa dos nossos objetivos.


ABR - Renovou recentemente pelo clube. Quais são os objetivos para a próxima temporada?

IB - Manter a base desta época. Quero construir um grupo forte, coeso e competitivo, como foi esta temporada, e lutar jogo a jogo pela vitória, para fazer a melhor classificação possível. Olhamos para a II Divisão de maneira diferente, pois vai ser um campeonato mais competitivo mas queremos, acima de tudo, deixar uma boa imagem e, quem sabe, voltar a subir de divisão. Seria um feito histórico subir dois anos seguidos. Sabemos que terá que haver muito trabalho, mas vamos em buscar de algo histórico.

ABR - Uma das frases que tem tido mais impacto é a de que o 'Catujalense é um vício'. O que significa essa expressão?

IB - O Catujalense é um vício porque quem entra neste clube, sente algo difícil de explicar. Não é só futebol. É pertença, é família, é paixão verdadeira. É acordar todos os dias a pensar em como podemos ser melhores, é viver cada treino e cada jogo, com uma intensidade enorme. Este grupo criou uma ligação especial entre jogadores, equipa técnica, direção e adeptos. E quando isso acontece, as vitórias sabem melhor, os sacrifícios custam menos e o clube passa a fazer parte da nossa vida. Há pessoas que vêm ver um jogo, e acabam por nunca mais sair daqui emocionalmente.

Adeptos nunca faltaram com o apoio à equipa

ABR - Tem uma carreira que está em ascensão. Que balanço faz até ao momento?

IB - Faço um balanço muito positivo do meu percurso até agora. Mas acima de tudo, sinto que ainda tenho muito para crescer no futebol. Vivi esta modalidade praticamente toda a minha vida. Joguei futebol até aos 38 anos e pratico a modalidade desde os 12, por isso, o futebol ensinou-me muito enquanto homem e enquanto treinador. Tive também a felicidade de passar por todas as camadas de formação como treinador, o que me deu uma base muito sólida. Trabalhei com diferentes idades, diferentes realidades, e consegui alcançar subidas de divisão, tanto nos iniciados, como nos juvenis, algo que me marcou bastante porque na formação ajudamos, não só jogadores, mas também pessoas a crescer. Nos seniores, tive igualmente o privilégio de ser adjunto de alguns dos melhores treinadores do nosso futebol distrital. Aprendi muito ao lado deles, absorvi diferentes ideias e formas de liderança, e isso foi fundamental para a minha evolução. 

ABR - É a sua segunda temporada como terei ador principal. Como tem vivido estes tempos?

IB - Hoje, como treinador principal, sinto que uma das minhas maiores virtudes tem sido saber escolher bem as pessoas que trabalham comigo. Tenho tido a sorte de encontrar adjuntos competentes, leais e alinhados com a minha visão do jogo e do grupo. O futebol é coletivo dentro e fora do campo, e ninguém cresce sozinho. Por isso, o balanço que faço é de crescimento constante. Graças às escolhas que fui fazendo e ao trabalho desenvolvido nos clubes por onde passei, em diferentes escalões, sinto que tenho construído um percurso digno, sério e sustentado, sempre com ambição de evoluir mais.

ABR - Que projetos tem em mente, ou onde espera conseguir chegar, no futuro?

IB - Tenho ambição, como é natural, mas também tenho muita consciência de que o futebol vive-se por etapas e que tudo tem o seu tempo. O meu objetivo passa por continuar a crescer de forma sustentada e, um dia, conseguir viver do futebol, porque é aquilo que realmente me apaixona. Mas não vivo obcecado com o amanhã. Aprendi que no futebol tudo muda muito rápido e que, o mais importante, é desfrutar do momento, valorizar o caminho e continuar a trabalhar diariamente com humildade e ambição. O futebol é momento. Hoje estamos a celebrar conquistas, amanhã temos novos desafios para superar. Por isso, quero continuar a evoluir, a aprender com cada experiência e a aproveitar cada etapa do percurso, sem pressas, mas sempre com vontade de chegar mais longe 

ABR - Deixe uma mensagem aos adeptos do Catujalense, e também aos do futebol que vão ler a entrevista.

IB - Quero deixar uma palavra de enorme gratidão aos adeptos do Catujalense e a todas as pessoas que acompanham o futebol distrital. No futebol nunca ninguém vence sozinho, e eu sou uma pessoa que não se esquece de quem me guarda as costas nos momentos bons e menos bons. A gratidão vai estar sempre presente em mim, porque há pessoas que caminham connosco, acreditam no nosso trabalho e ajudam-nos a nunca desistir. Aos adeptos do Catujalense, dizer que foram fundamentais nesta caminhada. O apoio, a paixão e a ligação criada entre equipa e bancada, fizeram muita diferença ao longo da época. Sentimos sempre que jogávamos por algo maior. E também quero deixar uma mensagem para quem gosta verdadeiramente de futebol: nunca podemos esquecer que o futebol é um espetáculo de entretenimento. As pessoas pagam para sentir emoções, para vibrar, para se identificar com aquilo que veem dentro de campo. E eu quero que as minhas equipas nunca sejam exceção nisso. Quero equipas competitivas, ambiciosas, mas também equipas que façam as pessoas ter gosto em ir ao futebol. Mas quero também deixar claro que esta não é uma entrevista apenas do Mister Igor Braz. Esta é uma entrevista à equipa técnica dos seniores do Catujalense, porque eles são a verdadeira base deste sucesso. Ninguém vence sozinho, e eu tenho orgulho enorme nas pessoas que trabalham ao meu lado diariamente.
Um grande abraço aos meus adjuntos Paulo, Vinicius, Joel e Bruno. O trabalho, a dedicação e a lealdade deles foram fundamentais nesta caminhada, e também merecem todo o reconhecimento por aquilo que alcançámos juntos. Por fim, só falta mesmo uma coisa: alguém fazer um cachecol com a frase que já nos acompanha há muito tempo: ‘O Catujal é um Vício'.

Igor Braz e a sua equipa técnica 



20 de maio de 2026

ENTREVISTA COM... BRUNO ALVES | "MENTALIDADE GANHADORA, NÃO É NEGOCIÁVEL"


Bruno Alves foi o convidado do Entrevista Com… desta terça-feira, 19 de maio. Enquanto jogador, foi forçado a deixar os relvados aos 27 anos, devido a sucessivos problemas no joelho direito. No entanto, o que poderia ter sido o fim de um sonho tornou-se o prefácio de uma carreira promissora no banco de suplentes. Neste programa, o técnico partilhou como a dor física deu lugar a uma paixão estratégica que o levou das distritais de Braga às luzes do futebol francês, culminando no regresso emocional à sua "casa": a Vila das Aves. A passagem por França é descrita pelo técnico como um "começar do menos 50". Sem dominar a língua, o treinador reconstruiu-se, absorvendo conhecimentos em estruturas de elite como o Montpellier, mas também no futebol feminino.

Um dos pontos altos da carreira, até ao momento, foi a ligação ao CD Aves 1930. Bruno Alves foi o rosto técnico do renascimento de um histórico, liderando o clube em duas subidas consecutivas. Para o treinador, representar o CD Aves não é apenas tática, é carregar uma mística que exige "ganhar ou ganhar". Esta mentalidade de exigência profissional num contexto amador é a sua marca registada. Bruno Alves utiliza ferramentas de monitorização de stress e fadiga para conhecer o homem por trás do atleta, chegando a detetar problemas pessoais graves através destes dados.

Olhando para o futuro, Bruno Alves mantém-se fiel aos seus princípios: a aposta na formação deve ser genuína e não apenas uma "bandeira eleitoral", e o projeto de um treinador deve ser defendido sem medo do despedimento. Com propostas sobre a mesa, o técnico prepara-se para o próximo desafio, levando consigo a lição de que, no futebol, a única coisa não negociável é a vontade de vencer.

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15 de maio de 2026

CHEGOU PARA SALVAR A EQUIPA DA DESCIDA E AGORA LEVA-A AO CAMPEONATO DE PORTUGAL - SOUSENSE DE SÉRGIO MARTINS ESTÁ A UM PASSO DO TÍTULO

Sérgio Martins está a um passo de ser campeão distrital

O Sousense visita o Canidelo este domingo, 15 de maio, às 16h, num jogo que pode carimbar a conquista da Hyundai Liga Pro, bem como a subida ao Campeonato de Portugal, para os gondomarenses. Afastados dos campeonatos nacionais desde a época 2017/18, quando terminaram no último lugar da Série B do Campeonato de Portugal, a temporada dos gondomarenses tem sido praticamente irrepreensível. Sérgio Martins, treinador da equipa, está na base desse sucesso. O técnico voltou ao clube em dezembro de 2024, depois de ter saído em junho desse ano, numa altura em que o Sousense estava na zona de despromoção da Hyundai Liga Pro, e já tinha tido dois treinadores. O técnico, de 40 anos, conseguiu levar o Sousense até ao oitavo lugar da tabela, e esta época está prestes a ser campeão e a subir de divisão.

Pela frente, o Sousense vai ter uma equipa que, na segunda volta, só perdeu uma vez. “Estamos a preparar o jogo da mesma forma, com respeito, e tendo em conta aquilo que sabemos que o adversário possa apresentar perante nós”, disse o treinador, destacando a importância desta semana de pausa. “Esta paragem foi boa para nós, pois deu para recuperar alguns jogadores que estavam debilitados fisicamente, natural nesta altura. Vamos com máxima responsabilidade para defrontar o Canidelo, um adversário de valor, mas temos a intenção de ganhar o jogo, pois sabemos que é o mais importante”, realçou Sérgio Martins.

O técnico destaca também que, caso o Sousense vença, conquistando o título e a subida, tudo isso será inteiramente merecido. “Será o resultado do nosso esforço. Temos trabalhado para isso, e sentimos que seria justo pelo trabalho que desenvolvemos. Se conseguirmos ficar em primeiro lugar, garantindo o título e subida, vamos ficar felizes”, assegurou, não desvendando ainda qualquer ideia sobre o seu futuro no clube. “No final da época vamos sentar e falar. Com a certeza que o clube já se está a preparar para a época seguinte, e existe um respeito mútuo entre nós. De certeza que vamos definir o melhor para as duas partes”, concluiu Sérgio Martins.

6 de maio de 2026

LEANDRO CUNHA - "SE NÃO REMAMOS TODOS PARA O MESMO LADO, É DIFÍCIL LEVAR O BARCO A BOM PORTO"

Leandro Cunha, treinador de futebol com quase duas décadas de experiência, partilha uma visão profunda sobre a sua carreira e o futebol distrital. O técnico teve uma passagem fugaz como jogador de futebol, tendo iniciado o seu percurso de treinador no Leça Futebol Clube, nos escalões de formação. Segundo o próprio, “foi uma honra e um privilégio ter começado a minha carreira como treinador no clube da minha terra”.

Nesta última época, comandando o Perosinho na I Distrital da AF Porto, Leandro Cunha falou da dificuldade de gerir jogadores com a “mentalidade do jogador que vem de muito contexto de derrota”, tentando transmitir confiança num ambiente “desgastante a todos os níveis” que culminou com a perda do presidente do clube. Leandro assume toda a responsabilidade pelo insucesso da subida, apesar do esforço: “dependíamos de nós na última jornada […] e a verdade é que falhámos, e quem falhou fomos nós”, afirmou.

Neste 93º programa, o técnico reflete sobre a evolução do futebol distrital, comparando-o com épocas anteriores, e critica a inversão da pirâmide formativa, onde “há pessoas dentro do futebol que inverteram a pirâmide” e desperdícios de talentos locais devido à falta de preparação para os seniores.

Além disso, frisou a importância da figura dos dirigentes e presidentes nos clubes, com um reconhecimento especial para aqueles que dedicam a vida à manutenção do futebol amador:
“São pessoas que dão a vida pelos clubes, e muitas vezes, ao domingo, quando não se ganha, toda a gente aponta o dedo ao treinador, toda a gente aponta ao presidente”, concluiu.

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3 de maio de 2026

ERMESINDE VENCE TAÇA AF PORTO COM CINCO MIL NAS BANCADAS

FC Vilarinho – Sampaio; Zé (Duarte, 84), Pedro (Mika, 62), Tanaka, Pedroso e Dani; Mica (Fininho, 71), Serginho (Panin, 62’), Falcão e Bessa (Epi, 71), André.
Treinador: Rui Barbosa

Ermesinde SC 1936 – Gonçalo; Filipe, Pepe, Edu (Kiko, 77), Duarte (David Almeida, 62); Morais (Trindade, 84), Barreiro, Maradona; Lema, Simão (Cunha, 62) e Leandro Tigre (João Pinto, 77).
Treinador: Ricardo Barros

Local: Estádio Municipal 25 de abril, em Penafiel

Árbitro: João Gonçalves (AF Porto), assistido por David Moisés e André Costa
Quarta árbitra: Ana Afonso
Assistentes: Tatiana Pinho e Benedita Vieira
VAR: Rui Costa

Ao intervalo: 0-3

Golos: Leandro Tigre (24’ e 43’), Simão (42’), Pepe (83 g.p.)

Cartões amarelos: Pedro (15’), Lema (48’), Cunha (65)

Cartões vermelhos: Falcão (19’)

Ermesinde conquista a Taça AF Porto pela primeira vez      📸 - AF Porto

O Ermesinde 1936 venceu a 13ª edição da Taça AF Porto, ao vencer o FC Vilarinho por 4-0. A partida disputou-se está tarde, no Estádio 25 de Abril em Penafiel, e contou com cinco mil pessoas nas bancadas, um número cada vez mais crescente nas finais desta competição. O jogo teve ainda João Gonçalves, árbitro internacional, a dirigir o encontro, assistido por David Moisés e André Costa. Ana Afonso foi a quarta árbitra, e Rui Costa esteve no VAR, com Pedro Vilaça no AVAR.

📸 - Brunog.Photos
O jogo começou com as equipas a estudarem-se mutuamente, mas com o Ermesinde a assumir o controlo do jogo. Aos 19' a tarefa ficou facilitada para a equipa de Ricardo Barros, com a expulsão de Falcão com vermelho direto, depois de uma entrada duríssima sobre Maradona. Pouco depois, a vida complicou-se ainda mais para o Vilarinho, com o golo inaugural do encontro, aos 25', apontado por Leandro Tigre, com a bola a sofrer um desvio ainda em Pedro, central do Vilarinho.

O avançado, de 22 anos, foi uma autêntica dor de cabeça para a defesa de Rui Barbosa, que depois do golo sofrido, tentou conter o ímpeto dos ermesindenses. Aos 42', Simãozinho aumentou a vantagem, depois de uma excelente jogada de Leandro Tigre, culminando com a assistência para o médio e um golo apontado de calcanhar. A primeira parte terminou com o jogo praticamente decidido, com 0-3, apontado de por Leandro Tigre, que bisou na partida.

No segundo tempo, a perder por 0-3, o Vilarinho entrou mais solto, mas ainda assim sem conseguir chegar com perigo à baliza de Gonçalo. Do outro lado, Leandro Tigre continuava a fazer a 'cabeça em água' à defesa do Vilarinho. A meio do segundo tempo o atacante proporcionou uma excelente defesa a Sampaio. Os bancos começaram a mexer, no sentido de refrescar as equipas.

📸 - Brunog.Photos
Nos instantes finais do encontro, o Ermesinde ainda chegou ao quarto golo, na marcação de uma grande penalidade, ao castigar mão de Pedroso num corte de bola dentro da área. Pepe, chamado a converter, não deu chances a Sampaio.

No final do encontro, Rui Barbosa, treinador do Vilarinho, destacou as dificuldades que a equipa teve. "Nós temos dificuldades em marcar golos. Se com 11 já era difícil, com 10 ainda mais se tornou. O Ermesinde é um justo vencedor", disse o técnico. Já Ricardo Barros, treinador vencedor, destacou a presença dos adeptos. "Apoio não nos faltou e foi uma prenda que quisemos dar aos adeptos", disse o técnico. Leandro Tigre, melhor marcador da prova com sete golos, foi ainda considerado o melhor jogador em campo, escolhido pelos jornalistas presentes.

O Ermesinde escreve assim o seu nome no lote de vencedores da competição, e vai marcar presença na edição da próxima temporada da Taça de Portugal, regressando assim a uma competição nacional. Por outro lado, o Vilarinho falhou a conquista da segunda Taça taça, o que seria inédito na competição.





2 de maio de 2026

TAÇA AF PORTO: VILARINHO E ERMESINDE PRONTOS PARA O DUELO FINAL EM PENAFIEL


A final da Taça da Associação de Futebol do Porto (AF Porto) aproxima-se, e o embate entre Vilarinho e Ermesinde promete ser um dos momentos mais altos da época. Num programa especial de antevisão, os treinadores Rui Barbosa (Vilarinho) e Ricardo Barros (Ermesinde) partilharam as suas perspetivas, ambições e o peso que este troféu tem para os respetivos clubes.

O jogo, que se realiza no próximo domingo no Estádio 25 de Abril, em Penafiel, coloca frente a frente duas equipas com trajetórias distintas no campeonato, mas com a mesma ambição de levantar a taça. O Vilarinho procura o seu segundo título na competição, enquanto o Ermesinde chega à final após uma campanha notável.

Vilarinho: A Taça como motivação num ano difícil

Para o Vilarinho, a época no campeonato não correu como esperado, culminando na descida de divisão. No entanto, a presença na final da Taça AF Porto surge como uma oportunidade de dar uma alegria aos adeptos e preparar o futuro.
Rui Barbosa, o terceiro treinador a assumir o comando da equipa esta temporada, reconhece as dificuldades, mas mantém a ambição intacta: "As expectativas que temos é de que vai ser um jogo extremamente difícil, face ao adversário que vamos enfrentar. Mas claro que vamos com a ambição de querer vencer, porque se não fôssemos com essa ambição, acho que não faria sentido estarmos na final", disse Rui Barbosa

Apesar da importância do jogo, o técnico é realista quanto ao impacto do resultado na avaliação global da época. "Salvação da época nunca vai ser, porque infelizmente como descemos de divisão, nunca vai salvar nada. Mas não vai salvar época nenhuma, e estamos totalmente cientes disso, que não salvará nada do que nós fizemos até agora", explicou o treinador, que acredita que uma vitória pode ser crucial para a próxima temporada, ajudando a "mudar um pouco e a mentalidade e chamar jogadores competitivos" para o clube.

Ermesinde: Uma campanha "Saborosa, bonita e muito difícil"

Do lado do Ermesinde, a época tem sido pautada por um excelente desempenho no campeonato e uma caminhada exigente na Taça. O treinador Ricardo Barros destaca o valor da sua equipa e o percurso até à final. "A campanha foi saborosa, foi bonita e foi muito difícil. Neste momento são as duas melhores equipas da Taça e só faz sentido valorizar esta final", afirmou.
O técnico do Ermesinde elogia também o adversário, reconhecendo o mérito do Vilarinho em chegar à final, e antevê um jogo muito disputado: "A expectativa que tenho para domingo é de uma final, e se o Vilarinho está na final tem muito valor, porque conseguiu eliminar boas equipas, conseguiu chegar à final, por isso certamente é uma motivação extra para todo o grupo de trabalho". Ricardo Barros sublinha ainda a importância da mistura entre juventude e experiência no seu plantel, descrevendo-a como um "casamento perfeito" que tem sido fundamental para o sucesso da equipa.

O Palco da final e o apoio dos adeptos

A transmissão televisiva da final, pela Bola TV, foi outro dos temas abordados. Os treinadores concordam que é uma excelente oportunidade para valorizar o futebol distrital e os jogadores. "É a Taça mais apetecida das associações de futebol do país. Isto é um grande palco para eles e faz sentido uma final ser televisionada, porque é um grande palco e os jogadores merecem", afirmou Ricardo Barros.
A terminar, os técnicos deixaram mensagens aos adeptos. Rui Barbosa pediu aos adeptos do Vilarinho para "acreditar e terem paciência, e acreditarem que este grupo, que estes rapazes são capazes de fazer um bom trabalho". Já Ricardo Barros deixou um agradecimento emocionado aos adeptos do Ermesinde pelo apoio incondicional ao longo da época: "Tivemos sempre muito, muito apoio. O que eu quero é agradecer-lhes por estarem sempre do nosso lado, a apoiar-nos", afirmou Ricardo Barros.

A final da Taça AF Porto promete, assim, ser um grande espetáculo de futebol, onde a paixão, a superação e o apoio dos adeptos serão os grandes protagonistas. Pode ver o programa completo no link abaixo 👇👇




1 de maio de 2026

FERNANDO LEAL (NANDINHO): A ASCENSÃO DO FUTSAL NO PAÇOS DE FERREIRA


Fernando Leal, conhecido como Nandinho, foi o convidado especial do podcast "Entrevista Com", marcando a estreia da modalidade de futsal no programa. Nandinho, que está na sua segunda experiência como treinador, partilhou a sua jornada desde os tempos de jogador-treinador no São Martinho de Mouros até à liderança da equipa de futsal do Paços de Ferreira. Na sua segunda época no clube, Nandinho conseguiu concretizar o objetivo de subida de divisão, após uma temporada anterior onde a equipa perdeu nos play-offs. O técnico destacou a competitividade da terceira divisão, mencionando equipas como Lourosa, Macedense, São Mateus e Santa Isabel, e o facto de a decisão ter sido no último minuto do campeonato. Nandinho expressou um enorme orgulho pelos seus jogadores, que, apesar de muitos terem trabalhos exigentes durante o dia, demonstram uma dedicação exemplar, chegando a treinar e jogar lesionados. "É um grupo de miúdos excelente, não existe outra maneira de o dizer e o sentimento é de muito orgulho de os treinar", afirmou. A sua filosofia de treino baseia-se na compreensão das dificuldades dos atletas, uma vez que também conciliava o trabalho com a carreira de jogador. Quanto ao futuro, Nandinho ambiciona estar em clubes onde se sinta bem e possa contribuir para o futsal, lutando por subidas de divisão, sem a obsessão de chegar à Liga Placard, mas sim de manter a paixão e a felicidade no que faz. "Tenho que ser feliz ao ir para o treino. Se for para o treino desmotivado, acho que não tenho interesse nenhum em andar no futsal". Atualmente, o foco é tentar ser Campeão Nacional com o Paços de Ferreira.

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29 de abril de 2026

UM ANO DEPOIS, MARCO 09 VOLTA A DECIDIR TUDO EM PAREDES

Marco 09 volta a ter o seu destino nas mãos do Paredes

Em junho do ano passado, o Marco 09 decidia a subida à Liga 3 em Paredes, numa partida onde os marcoenses tinham que vencer, para igualar os paredenses em pontos, mas ter vantagem no confronto direto, e assim, garantir o segundo lugar na Série A da Fase de Subida do Campeonato de Portugal, e por conseguinte, ser promovido à Liga 3. 
Contudo, a partida terminou empatada a zero, o Paredes festejou a subida, e os marcoenses acabariam por beneficiar da desistência do Boavista, para subir de forma administrativa.

Praticamente um ano depois, o Estádio das Laranjeiras volta a receber um jogo decisivo, com os mesmos intervenientes. O Paredes já assegurou a permanência na liga 3, mas o Marco 09 ainda não. E apesar de estar fora da zona de descida, tem que vencer este último jogo. No domingo, a partir das 16h30, o Marco 09 visita o Paredes e apenas a vitória garante a permanência aos marcoenses na Liga 3, sem depender o resultado do Braga B, primeira equipa em zona de despromoção.

O São João de Ver venceu o Fafe na noite de quarta-feira, 28 de abril, partida em atraso da nona jornada. Os 'malapeiros' venceram por 1-2, com Nuno Pereira em destaque, ao bisar na partida (9' e 66'). Pelo meio, João Batista (45+2'), marcou para os farenses, na altura, levando o jogo empatado para o intervalo. Contas feitas, há três pretendentes para uma única vaga, que garante a permanência. Paredes e Fafe já garantiram essa meta e a Sanjoanense já está despromovida. 

Braga B têm vantagem no
confronto direto com o Marco
No domingo, o Braga B recebe recebe o Fafe, enquanto que o São João de Ver recebe a Sanjoanense. As contas aqui são simples. Aos 'malapeiros' basta o empate, uma vez que em igualdade pontual com o Braga B, têm vantagem no confronto direto. Já os marcoenses, se terminarem em igualdade pontual com os bracarenses, perdem no confronto direto, uma vez que na primeira volta perderam por 2-0 em Braga, e apenas venceram por 1-0 no jogo em Marco de Canaveses.

Assim sendo, a única opção da equipa treinada por Rafael Sousa, é mesmo vencer em Paredes, para não depender do resultado dos bracarenses. Na primeira volta, os marcoenses perderam em casa, com o Paredes, por 2-0, perdendo o segundo jogo com os bracarenses pelo mesmo resultados. De lá para cá a equipa não voltou a perder, somando três vitorias e quatro empates. Já o Braga vem num percurso contrário: depois de uma primeira volta onde só perdeu por uma vez, ainda não somou nenhum ponto na segunda volta, vindo de quatro derrotas seguidas e uma troca de treinador, pois André Pinto deixou o comando técnico dos bracarenses, sendo substituído por Rúben Teles, que vai tentar evitar a queda no Campeonato de Portugal.

28 de abril de 2026

ACR SENDIM - O SONHO COMANDOU O DESTINO DA EQUIPA, RUMO À SUBIDA DE DIVISÃO

Adeptos apoiaram a equipa no último jogo da primeira fase da I Distrital

Foi fundado em 1987, mas nunca teve a vida fácil. A Associação Cultural e Recreativa de Sendim, em Felgueiras, vive o período mais feliz dos seus 39 anos de existência. O clube deu início no último domingo à sua caminhada na Fase de Apuramento de Campeão da I Divisão, depois de já ter garantido a subida à Divisão de Honra, sendo a par do Baião, a uma das equipas que ainda não perdeu nenhum jogo para o campeonato. 
"Fui convidado a tomar conta do clube em 2018", começa por contar o presidente, José Artur Cunha. O clube esteva inativo desde 2014, por isso, a herança recebida não dava margem para grandes voos: "Quando assumi, recebi quatro paredes e duas balizas, acompanhadas de uma estrutura completamente vandalizada, onde tudo o resto havia sido roubado" relatou ainda.

O começo não foi fácil, com a ACR Sendim a recomeçar pelo futebol popular de Felgueiras, até há três anos atrás, quando decidiu filiar-se nas provas da AF Porto. "Assumi, porque ninguém quis tomar conta do clube. Tivemos que arranjar cerca de 42 mil euros, mas os resultados também têm ajudado. Toda a gente que está comigo na direção, tem uma função que desempenha com brio. Temos uma escala de diretores, para que tudo corra bem, e isso tem acontecido", realça José Artur Cunha.
O clube continua a jogar pelado, que num futuro próximo poderá vir a ser sintético. "Temos dois escalões de formação, para além dos seniores, e o campo é marcado três vezes por fim de semana. Temos também a promessa de que o Campo da Torre será o próximo sintético", revela o presidente.


Enquanto isso não acontece, o clube continua a encher o seu recinto, do qual se orgulha. "Temos o melhor pelado do mundo. Uma coisa é andar com a casa às costas. Outra é termos o nosso campo, três jogos por fim de semana, lavar os balneários três vezes, assim como passar e marcar o campo, quer faça chuva, ou faça sol. O nosso pelado é melhor que muitos sintéticos (risos)", realça José Artur Cunha, que desvenda os motivos que o levaram a assumir a presidência. "A minha vida fez-me do Sendim, e eu fiz do Sendim a minha vida. Fui diretor do antigo FC Felgueiras e o meu pai pediu-me para assumir este clube. No domingo em que garantimos a subida de divisão, chorei por respeito a ele", conta o presidente. Nesse dia, 12 de abril, mais de 800 pessoas estiveram no estádio, para apoiar a equipa na vitória por 2-0 sobre o Lousada B. "Fizeram um cordão humano e cortaram a estrada, só para nos apoiar", afirmou José Artur Cunha. 

A nível desportivo, a equipa segue invencível, depois do empate a um golo, no último domingo, na jornada inaugural da Fase de Apuramento de Campeão. O clube, apesar da invencibilidade, não venceu a Série 1, que foi ganha pelo UFC Sousa, que somou 68 pontos. Mas os 66 pontos conquistados pela ACR Sendim, permitiram-lhe ser o melhor segundo das cinco series. A equipa é treinada por Orlando Bakero, que enquanto jogador brilhou ao serviço do FC Felgueiras, Braga, União de Leiria e nos espanhóis do Sevilha. "É um grande treinador. Não consigo expressar o que sinto ao ver o clube atingir esta fase sem derrotas. É um sentimento de dever cumprido", sendo que a ambição, agora, é lutar pelo título. "Vamos dar o nosso melhor. Sabemos que há equipas coma mesma ambição e com outros apoios, mas vamos à procura desse objetivo. É um sonho fazer da ACR Sendim campeã. Tudo isto também é mérito do treinador, que como já disse, é um grande treinador", concluiu José Artur Cunha.

A ACR Sendim volta a jogar no próximo sábado, 2 de maio, ao receber o Vila Boa do Bispo às 18h30.