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| Adérito Ferreira afirma que irá "até às últimas consequências" |
O sorteio do Campeonato Sabseg já se realizou com a presença da AD Valonguense, que foi convidada pela AF Aveiro a ocupar a vaga deixa pelo FC Pampilhosa. Contudo, o Esmoriz, que desceu à 1.ª Distrital, não baixa os braços. A questão prende-se com a interpretação do ponto 8 do artigo 62 do Regulamento Oficial de Provas (RPO). Nesse ponto, o RPO refere que "No caso de um ou mais Clubes que tenham garantido desportivamente a possibilidade de subir de divisão não reunirem os requisitos regulamentares exigidos para a respetiva inscrição, tenham renunciado ao direito de subida, ou por qualquer outra razão surja uma vaga na divisão em que deveria participar, o seu lugar será preenchido pela equipa mais bem classificada na divisão inferior na época anterior, que ainda não tenha subido”. Contudo, o Esmoriz tem uma interpretação diferente.
Adérito Ferreira, presidente dos 'Guerreiros da Barrinha', é a voz da revolta. Contactado pelo blog, o líder dos 'vareiros' afirma ter tentado "obter respostas junto da AF Aveiro, mas estas foram sempre negativas", e explica os motivos da contestação: "Não concordamos com a visão que é feita do ponto 8 do artigo 62. Para nós, a referência é feita a clubes que sobem e não a quem desiste. Há também o precedente do LAAC, em 2022, que depois da desistência do Alvarenga, não desceu, sendo que nesse ano, o clube ficou mesmo em zona de descida", explicou Adérito Ferreira.
O presidente do Esmoriz afirma ainda que pouco mais irá dizer sobre o tema, uma vez que o processo já está nas mãos dos advogados do clube. "Recorremos agora para o Conselho de Justiça da AF Aveiro. Se a decisão não nos for favorável, iremos recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD). Vamos até às últimas consequências, pois compete-me, enquanto presidente do clube, salvaguardar os interesses do mesmo", disse.
Apesar disso, Adérito Ferreira não antevê nenhum desfecho. "Não sei o que pode acontecer. Pela experiência profissional que tenho, quem decide são os juízes que apreciam o caso. Fiz o que tinha que fazer e agora lavo daí as minhas mãos. O importante é salvaguardar os interesses do clube e o que vier, não pode ser pior. Não vou discutir, nem preocupar, com mais decisões da AF Aveiro", prossegue o líder do Esmoriz, frisando que irá "até às últimas consequências", apesar do clube "estar preparado para jogar a 1.ª Divisão. Mas ainda assim, é um clube que merece todo o respeito", concluiu Adérito Ferreira.

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