23 de março de 2026

RACISMO E VIOLÊNCIA NO DESPORTO, VOLTAM A ESTAR NA ORDEM DO DIA

📷 - A Voz de Trás-os-Montes

Os casos de racismo e de violência no Desporto, voltaram a ser notícia nos últimos tempos, com maior enfoque este fim de semana, no que à violência diz respeito, com o caso de agressão de um treinador de uma equipa de Sub-11, ao árbitro do jogo. Mas não foi só. no Algarve, um árbitro foi agredido por um jogador, e em Braga, um adepto invaiu o relvado e agrediu o árbitro. Estas duas últimas situações foram abordadas pelo árbitro Luís Godinho, que no seu instagram referiu que "𝐚 𝐚𝐮𝐬𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐥𝐢𝐜𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 𝐮𝐦 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐞𝐧𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐢𝐠𝐨𝐬𝐨. 𝐒𝐞𝐦 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐞𝐬𝐜𝐞 𝐚 𝐢𝐦𝐩𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐜𝐨𝐦 𝐢𝐦𝐩𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐩𝐞𝐭𝐞-𝐬𝐞 𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐫𝐞𝐩𝐞𝐭𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚-𝐬𝐞 𝐚 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚.  𝐄 𝐞́ 𝐚𝐪𝐮𝐢 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐬𝐞 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞: 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐍𝐎𝐑𝐌𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀𝐑 𝐚 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐨", pode ler-se.

RACISMO. EXISTE OU É EXAGERO?

A pergunta coloca-se, mas nós, neste espaço, sabemos a resposta. Não há espaço, qualquer que seja o local, para atacar o outro pela sua cor de pele, credo ou outro motivo qualquer. 
Em fevereiro, noticiamos as queixas de um jogador do Atl. Croca, no campeonato da Divisão de Honra da AF Porto, pouco tempo depois do caso mais mediático que aconteceu no país, no jogo da Champions League entre o Benfica e o Real Madrid, com Prestiani e Vini Jr como protagonistas, voltar a chamar este tema às luzes da ribalta. Até ao momento, ainda não houve consequências sobre o caso.

No Campeonato de Portugal, no último fim de semana, o jogo entre o Vila Real e o Resende foi interrompido aos 69', com o árbitro a acionar o protocolo anti-racismo, depois de queixas de um jogador do Resende, que afirmou ter sido insultado por parte de um adepto do Vila Real. O Resende denunciou a situação no seu facebook, referindo esperar que "𝐚𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐚𝐭𝐮𝐞𝐦 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐬𝐮𝐜𝐞𝐝𝐢𝐝𝐨, 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐚 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐬𝐢𝐭𝐮𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐢𝐝𝐞̂𝐧𝐭𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨". Por seu lado, o Vila Real também se pronunciou sobre o tema, manifestando a sua total colaboração: "𝐎 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐭𝐨𝐥𝐞𝐫𝐚 𝐚𝐭𝐢𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐥𝐚𝐛𝐨𝐫𝐚𝐫𝐚́ 𝐩𝐥𝐞𝐧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐫𝐛𝐢𝐭𝐫𝐚𝐠𝐞𝐦, 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐅𝐞𝐝𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐥𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐨 𝐬𝐮𝐜𝐞𝐝𝐢𝐝𝐨 𝐞 𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐫 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬", pode ler-se em comunicado.

Lucas França denunciou
insultos racistas
Ainda no último fim de semana, na 1ª Divisão do campeonato da Associação de Futebol de Viana do Castelo, Lucas França, jogador do Melgacense, denunciou os insultos que recebeu da bancada, por parte de um adepto do Vitorino de Piães. "𝐄𝐧𝐭𝐨𝐨𝐮 𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐫𝐪𝐮𝐢𝐛𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐟𝐫𝐚𝐬𝐞𝐬 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚- “𝐏𝐫𝐞𝐭𝐨 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐚 𝐩𝐮𝐭𝐚” 𝐞 “𝐏𝐫𝐞𝐭𝐨  𝐝𝐞 𝐦𝐞𝐫𝐝𝐚 “. 𝐍𝐚̃𝐨 𝐡𝐚́ 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐫𝐢𝐦𝐢𝐧𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐨𝐮 𝐢𝐧𝐭𝐨𝐥𝐞𝐫𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐞, 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐯𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐦𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐧𝐢𝐚̃𝐨, 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬". Os dois clubes reagiram, com o Melgacense a defender o seu jogador, e o Vitorino de Piães, a mostrar solidariedade com o atleta em questão. 

Este domingo, a polémica voltou a estalar no campeonato distrital da Associação de Futebol de Vila Real, no jogo entre o Pedras Salgadas e o Mesão Frio, que a equipa da casa venceu por 2-1. A situação foi denunciada pelo Pedras Salgadas, com um comunicado no seu Facebook. "𝐎 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐉𝐮𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐚𝐬 𝐒𝐚𝐥𝐠𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚 𝐨 𝐞𝐩𝐢𝐬𝐨́𝐝𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐚𝐜𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐨𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐝𝐨 𝐧𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐚 𝐡𝐨𝐣𝐞, 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐣𝐨𝐠𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐌𝐚𝐫𝐜𝐞𝐥𝐢𝐨 𝐟𝐨𝐢 𝐚𝐥𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐟𝐞𝐧𝐬𝐚𝐬 𝐯𝐞𝐫𝐛𝐚𝐢𝐬 𝐞𝐦 𝐯𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐜𝐨𝐫 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐥𝐞", pode ler-se, situação que o Mesão Frio, pela mesma via, refutou liminarmente. "𝐑𝐞𝐩𝐮𝐝𝐢𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐜𝐥𝐚𝐫𝐚 𝐞 𝐢𝐧𝐞𝐪𝐮𝐢́𝐯𝐨𝐜𝐚 𝐚𝐬 𝐚𝐜𝐮𝐬𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐚𝐜𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐝𝐢𝐫𝐢𝐠𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐚 𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨𝐬 𝐚𝐭𝐥𝐞𝐭𝐚𝐬. 𝐓𝐫𝐚𝐭𝐚-𝐬𝐞 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐞, 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐚𝐥𝐬𝐚 𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐫𝐨𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐮𝐧𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨". O caso teve lugar aos 89', resultou em várias expulsões, inclusivamente do jogador que alega ter sido vítima do ato. 

A realidade é que, até ao momento, nenhum destes casos, principalmente os mais antigos, tiveram qualquer desenvolvimento. Mas uma leitura rápida dos comentários nas redes sociais, mostra um desvalorizar da situação, apelidando os insultos de "coisas do futebol".



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