29 de novembro de 2007

Liverpool 4-1 FC Porto

Estádio: Anfield Road
Espectadores: 41.025
Árbitro: Roberto Rosetti

Liverpool: Reina, Finnan, Carragher, Hypia e Arbeola, Gerrard, Mascherano e Voronin, Benayoun, Babel e Torres.
Treinador: Rafa Benítez. Jogaram ainda: Kewell, Crouch e Kuyt.

FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Cech, Assunção, Kazmierczak e Lucho, Mariano Gonzales, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Raul Meireles, Sektioui, Helder Postiga.

Furacão "El Niño" Torres, teve a passadeira de Stepanov sempre à sua disposição. Só assim se pode explicar resultado tão pesado, contrastando com uma exibição segura do FC Porto em Anfield Road.

Os responsáveis portistas sabiam que o jogo de ontem iria ser de um grau de dificuldade bastante elevado. Já não bastava ter que defrontar o vice-campeão europeu, no seu próprio terreno, com este a ter que vencer para acalentar esperanças de chegar à proxima fase da prova, o FC Porto ainda teve que se haver com erros defensívos infantis, que ditaram a copiosa derrota. Mas nem tudo foi mau. Os dragões apresentaram um futebol conciso, que por várias vezes chegou a assustar o público na bancada, mesmo com caras novas no onza, casos de Kazmierczak e Mariano Gonzales, assim como o regresso de Stepanov ao eixo defensívo. Estaría Jesualdo a pensar no classico de Sabado ao poupar Pedro Emanuel, Raul Meireles e Tarik? Talvês. O certo é que o FC Porto não perdeu identidade, embora a rigidez com que as pedras se mexiam fôsse notória.
O Liverpool assumiu o papel de dono do jogo desde o início do mesmo, como alias sería de esperar, também impulsionado pelo excelente público de Anfield. Desde o primeiro minuto que os atacantes da casa visavam a baliza de Helton, ora com remates perígosos, ora simplesmente com o aproximar a área portista. Aos 19 minutos deu-se o primeiro balde de água fria para os adeptos portugueses em geral, portistas em particular: canto da direita do ataque do Liverpool, apontado por Gerrard e bola teleguiada para a cabeça de "El Niño" Torres. Pelo meio uma escorregadela de Lucho, a permitir o cabeceamento vitorioso, à vontade, do atacante do Liverpool. Pode-se dizer que apartir deste momento, o FC Porto despertou para o jogo e imprimiu alguma pressão no último reduto Red, culminando com outro cruzamento teleguiado, desta feita de Kazmierczak para a cabeça de Lisandro Lopez, que livrando-se de Carragher, teve ainda tempo para se esticar o mais que pôde e com um bom gesto tecnico introduzir a bola na baliza de Reina. O mesmo Lisandro, minutos depois, teve o segundo golo nos pés, ao aparecer sozinho frente a Reina, mas o remate saiu ligeiramente ao lado. Apesar desta melhoría portista, o resultado não se alterou até ao intervalo.
No segundo tempo, o FC Porto não aguentou a pressão do Liverpool. A conjuntura de resultados neste grupo, quase que afastava os Reds da próxima fase e foi com esse pensamento que abordaram o segundo tempo, tendo demolido por completo o conjunto azul e branco, diga-se, com a ajuda dos mesmos. Primeiro, porque o FC Porto quebrou fisicamente, quando ainda faltavam trinta minutos por jogar, segundo, porque Jesualdo, ao retirar Kazmierczak, retirou também altura e segurança ao meio campo, terceiro, porque Lucho também quebrou permitindo o avanço de Gerrard no terreno. A tudo isto há que juntar a destreza de pensamento de Rafa Benítez, que Retirou Voronin de campo, majestuosamente anulado por Paulo Assunção, mas com esta substiuição o trinco desceu mais no terreno, convidando o Liverpool a subir. Por último há.. Stepanov. De uns jogos a esta parte, o central que vinha a ser um dos pilares do eixo defensívo tem feito erros atrás de erros, que têm custado pontos ao FC Porto, não so na Champions, mas também no campeonato.
O calvário do sérvio começou ao minuto 77, quando se deixou ultrapassar por Torres, permitindo ao avançado espanhol bisar na partida. Restava ao FC Porto resistir mais uns minutos, pois a derrota por 2-1 não sería uma desgraça. Mas não. Minutos depois o mesmo Stepanov tem um acto infantil, daqueles que leva qualquer treinador a ter um ataque de nervos, ao meter a mão à bola ao minuto 84, evitando que Kuyt chegasse a mais um cruzamento de Gerrard. resultado? Grande penalidade e Gerrard fez o 3-1. Já muito perto do final, tempo ainda para Peter Crouch fazer o seu golo, o quarto do jogo, após mais um canto de Gerrard, onde nem Bruno Alves, nem Helton quiseram saber da bola.
Em suma, um resultado algo pesado, mas justo, tendo em conta o jogo impressionante que o Liverpool fez, mostrando a outra dimensão a que esta equipa pertence. Quanto ao FC Porto, embora não beliscando as hipoteses de qualificação, pois os dragões continuam lideres do grupo, deixam-nos mais pressionados a ter que vencer o Besiktas, que após a vitória de ontem frente ao Marselha, têm também hipoteses de seguir em frente.

SL Benfica 1-1 AC Milan

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 46.034
Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)

SL Benfica: Quim, Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Léo, Petit e Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Adu e Cardozo

AC Milan: Dida, Bonera, Nesta, Kaladze e Serginho, Pirlo, Brocchi e Gatuso, Seedorf, Kaká e Gilardino.
Treinador: Carlo Ancelotti. Jogaram ainda: Maldini, Gourcuff e Oddo.

O Benfica deitou por terra as esperanças de seguir em Frente na Champions ao não conseguir vencer o AC Milan. Resta agora lutar pela UEFA.

Apesar de não ter conseguido vencer ontem, o Benfica terá feito um dos melhores jogos esta temporada, na Liga dos Campeões. Agora sim se nota a mão de Camacho na equipa, uma equipa que corre, luta, cria oportunidades de golo, falta apenas concretiza-los.
OCamacho voltou a jogar apenas com Nuno Gomes no meio de Nesta e Kaladze, mas o internacional português acabou por fazer uma boa exibição, faltando-lhe apenas o golo. Petit voltou à titularidade, aproveitando o castigo de Binya e o meio campo ganhou outra dimensão.
Do lado do Milan, no meio de tanta estrela, Pirlo, Kaká e Seedorf sobressaiam.
O jogo começou com os Campeões Europeus a encostarem o Benfica, aproveitando algumas desatenções e alguma falta de rotina na dupla Petit-Katsouranis. E foi de uma falta de atenção da defesa encarnada, que surgiu o primeiro golo, ao minuto 15. Pirlo recebeu a bola de um lançamento lateral, dominou, correu, preparou o remate e acabou mesmo por rematar, sem que qualquer jogador do Benfica saísse ao seu encontro. Resultado, grande golo, sem hipoteses para Quim. Parecía começar aqui o calvário encarnado, pois o Milan enchia o campo todo e do Benfica.. nada.
Mas pouco depois, o Benfica pdería ter chegado ao golo, não fôsse o carrinho providencial de Kaladze a evitar que o remate de Nuno Gomes, após falha de Nesta, beija-se as redes. Foi este o mote, para que o Benfica toma-se conta do jogo, e passa-se a dominar por completo o Campeão Europeu. Para mais, minutos depois, Maxi Pereira arranca excelente pontapé, cheio de raiva e confiança, também sem hipoteses para Dida. Estava feito o empate, com o público a explodir de alegría e a empurrar a equipa para a frente.
Nesta fase, Rui Costa começou a abrir o livro e a criar calafrios na defesa milanesa, mas sería dos pés dos uruguaios Rodríguez e Pereira que sairam as melhores ocasiões, com o extremo esquerdo a atirar ao lado por duas vezes, e com Pereira a deslumbrar-se perante tanta facilidade, apenas com Dida pela frente à passagem dos 35 minutos de jogo. O intervalo chegou pouco depois, sem que o resultado se altera-se.
Para o segundo tempo, Ancelotti percebeu as dificuldades de Serginho perante Maxi Pereira e bloqueou a acção do extremo com a entrada de Maldini. Pouco depois, Gourcuff entrou para o lugar de Brocchi e os caminhos para a área do Milan foram-se fechando, bem ao seu jeito. Apenas de fora da área os encarnados criavam perígo, mas também não tinham muito com que se preocupar, pois os italianos pouco fizeram na segunda parte. A jogada de maior perígo para o Benfica durante a segunda parte, aconteceu aos 66 minutos, com Nuno Gomes a ter golo nos pés num remate à meia volta, depois de um excelente cruzamento de Maxi Pereira, mas Dida estava no sítio certo. E se o Milan não fez nada durante toda a segunda parte, já muito perto do fim podería ter decidido a partida, com Kaká a falhar por duas vezes o golo (88' e 90'), apenas com Quim pela frente.
Em suma, o Benfica acabou por executar uma exibição sólida, plena de confiança e sobretudo, com garra, encostando o AC Milan as cordas, obrigando mesmo Ancelotti a dizer no final da partida que o empate foi um bom resultado, tendo em conta as dificuldades pelas quais a sua equipa passou. Embora o sonho dos oitavos de final se tenha esfumado no segundo golo do Celtic, já em período de descontos, o sonho da UEFA continua, bastando para isso vencer na Ucrânia. E se o Benfica jogar a este nível, vence de certeza.

27 de novembro de 2007

Académica 1-3 SL Benfica

Estádio: Cidade de Coimbra
Espectadores: 16.165
Árbitro: Olegário Benquerença

Académica: Ricardo, Nuno Piloto, Litos, Kaká e Pedro Costa, Pavlovic, Paulo Sergio e N'Doye, Lito, Vouho e Ivanildo.
Treinador: Domingos Paciência. Jogaram ainda: Miguel Pedro, Joeano e Helder Barbosa.

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, David Luiz e Leo, Katsouranis e Binya, Nuno Assis, Rui Costa e Dí María, Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Petit e Adu.

O Benfica somou a quinta vitória consecutiva e mantém a pressão sobre o FC Porto, em vesperas de jogo entre as duas equipas.




O Benfica voltou a sofrer para vencer um jogo. Novamente nos minutos finais de um jogo algo morno e sem muita criatividade. Camacho voltou a escalar a equipa em 4x2x3x1, jogando apenas com Nuno Gomes na frente, e com Binya e Katsouranis no miolo do terreno. Nuno Assis esteve encostado á direita e Dí María ocupou a faixa esquerda, com Rui Costa a comandar as operações. Na defesa, Luisão e David Luiz no eixo, com Léo na esquerda e Luís Filipe na direita.
Domingos operou também algumas alterações, desde logo a maior surpresa, Ricardo, guardião que ocupou o lugar de Pedro Roma. Talvês por ter sido o héroi do Varzim em jogo da Taça de Portugal da época passada e ter feito uma boa exibição frente ao adversário de sábado, Domingos tenha apostado nele. E diga-se que não fossem os ultimos minutos do jogo e a aposta tería sido ganha.
De resto, o Benfica apenas começou a aparecer a partir do momento em que Nuno Assis é substituido. Porque? Entrou Cardozo e a equipa desenhou um 4x4x2, embora com Rui Costa perdido na direita.
No entanto, é a Académica que chega primeiro ao golo, depois de uma falta, mais uma convém dizer, cavada por N'Doye, um dos melhores da Académica. Depois de uma série de maus alivios da defesa encarnada, a bola cai nos pés de Lito, que atirou a valer para o fundo das redes de Quim. Estavam decorridos 21 minutos de jogo. O Benfica tentou responder, e essa resposta veio da esquerda, mais precisamente de Dí María. Depois de ter atirado à barra num excelente remate, o extremo argentino correu meio campo com Nuno Piloto no seu encalço, até ser derrubado pelo defesa da Académica. Do lance, estudado, saiu o pontapé vitorioso de Rui Costa. Estava feito o empate á passagem do minuto 30 da partida, resultado que se mantería até ao intervalo.



Após o intervalo, o jogo caiu emalguma monotonia. Os bancos começaram a mexer, e no Benfica, as substituições demonstraram ser importantes. Katsouranis deu o seu lugar a Petit, e o meio campo do Benfica ganhou mais algum fulgor. Minutos depois, Dí María volta a atirar à barra, depois de uma tabela com Rui Costa, mas o jogo já estava interrompido por fora de jogo do argentino. Minutos depois nova alteração, Nuno Gomes deu o lugar, embora contrariado, a Freddy Adu e o Benfica começou então a ganhar algum ascendente e a empurrar a Académica para trás. Lito ainda tentou assustar Quim de fora da área, mas a bola saiu muito por cima da trave. E foi a ultima tentativa da Académica de chegar a vitória, faltavam cerca de quinze minutos para o fim. E começou o calvario de Ricardo. Ao minuto 81, desentendimento com Kaká valeu-lhe o cartão amarelo, pois agarrou a bola fora da área. Aos 83 minutos, é a vez de Rui Costa tentar o golo, mas o o remate saiu mal, apos bom centro deLéo. Mas a quatro minutos do fim, finalmente o golo e a explosão de alegría nas bancadas, contrastando com o desalento do banco academista. Lançamento longo de Binya, com Ricardo a falhar o corte, a bola sobrou para Luisão, que de calcanhar bateu para a baliza com Ricardo apenas a confirmar a reviravolta no marcador. Já nos descontos, foi a vez de Adu marcar o seu golo, com um remate de fora da área, onde Ricardo volta a ficar mal, pois podia ter feito mais para segurar a bola, que ainda bateu no poste antes de entrar e confirmar a vitória encarnada.
Em jeito de resumo, a vitória acaba por ser justa, embora não reflicta a verdade do jogo. A Académica jogou bem, melhor até que noutros encontros, mas no final entregou o ouro ao bandido. O Benfica, voltou a ser uma equipa com pouca criatividade, sem presença na área academista, pois Nuno Gomes esteve muito mal, mas após a saida de Nuno Assis, cresceu um pouquinho, e com as entradas de Adu e Petit, melhorou consideravelmente. O filão de que os jogos têm 90 minutos está bem presente na cabeça dos jogadores encarnados, pois lutam até ao fim pela vitória.

13 de novembro de 2007

Sp. Braga 3-0 Sporting CP

Estádio: Municipal de Braga
Árbitro: Carlos Xistra


Sp. Braga: Paulo Santos, João Pereira, Paulo Jorge, Rodriguez e Carlos Fernandes, Roberto Brum, Frechaut e Jorginho, Zé Manuel, Linz e Wender.
Treinador: António Caldas. Jogaram ainda: Stelvio, Hussaine e João Pinto


Sporting: Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Izmailov, Romagnoli e João Moutinho, Yannick Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Purovic, Pereirinha e Had


A noite de domingo foi aziaga para o Sporting. Acabou derrotado por 3-0, frente a um Braga que deve ter efectuado o melhor jogo da temporada. Com este resultado agudiza-se uma crise, que os dirigentes leonino teimam em não aceitar.


Quando o Sporting entrou em campo, o jogo do Benfica ainda decorría, pelo que não sabiam o resultado final. Mas isso pouco importava, tendo em conta a exibição pálida que os leões fariam. A equipa de Bento, foi a mesma do confronto com a Roma, com Yannick e Tiago a manterem o lugar no onze. A exibição é que foi diferente.
Do lado do Braga, António Caldas, no último jogo á frente da equipa pois Manuel Machado será o senhor que se segue, efectuou algumas mexidas, tendo surgido Carlos Fernandes no lugar do lesionado Cesar Peixoto, Andrés Madrid cedeu o seu lugar a Roberto Brum e Frechaut apareceu no lugar de Vandinho, que cumpre castigo federativo.
Quanto ao jogo, o Braga foi inteiramente superior em toda a partida. O Sporting foi uma sombra do jogo de Alvalade frente à Roma, com Yannick a ser o espelho de uma equipa algo moribunda e com falta de confiança. Por seu turno, o Braga impriu um forte domínio no jogo, tanto territorial como na posse de bola, com Tiago a brilhar logo nos primeiros minutos, ao parar um remate perigoso de Carlos Fernandes. Minutos depois, foi a vez do ferro da baliza, segurar remate de Jorginho. O Sporting deixou-se cair nesta teia montada por Caldas, com Roberto Brum a dominar um meio campo leonino desinspirado e a distribuir jogo nos homens mais adiantados do ataque. A total falta de entrega ao jogo ficou patente no minuto 26, quando Frechaut cabeceou à vontade, sem oposição de ninguém para golo. Estava feito o 1-0. Depois do golo espareva-se uma reacção do Sporting, que até surgiu, mas muito ténue. Mais bola, mais dominío no terreno de jogo, mas pouca inspiração na hora do remate (poucos) e pouca critividade na procura de ocasiões de golo.

Após o intervalo, Paulo Bento recorreu ao plano alternativo, retirando Ronny e descaido Polga para o corredor esquerdo, fazendo entrar Purovic, passando a jogar em 3x4x3, mas mais uma vez sem a inspiração e criatividade necessárias, para bater uma bem organizada equipa do Sp. Braga, que defendendo à zona, nunca deu espaços aos jogadores do Sporting para pensar o jogo. E foi precisamente do lado esquerdo da defesa, onde estava Polga que surgiram os dois golos que mataram o jogo, com Wender em destaque, contra a ex-equipa. Fabricou a jogada que deu em golo de Roland Linz, sem demérito para o avançado, que trabalhou muito bem a bola dentro da área leonina, aproveitando uma desconcentração da defesa e depois voltou a estar em foco minutos mais tarde, no lance do terceiro e vistoso golo de Jorginho, fazendo o centro que permitiu ao jogador emprestado pelo FC Porto matar o jogo. Isso também percebeu Paulo Bento, que voltou ao início retirando Yannick e fazendo entrar Had para esquerda da defesa do Sporting. O resultado não se alterou, mas Tiago também contribuiu para isso, evitando um golo certo de Jorginho, na marcação de um lívre directo. Até ao fim, o Sporting pouco ou nada fez na procura de um golo que atenua-se tamanho desastre, mas não conseguiu. No final, Paulo Bento resignado, apenas conseguiu dizer que os jogadores não foram dignos de representar o Sporting. E não foram.

Estrela Amadora 2-2 FC Porto

Estádio: José Gomes
Árbitro: João Ferreira


Estrela Amadora: Nelson, Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Helder Cabral, Marco Paulo, Marcelo Goianira e Tiago Gomes, Yoni, Vitor Moreno e Anselmo.
Treinador: Daúto Faquirá. Jogaram ainda: Mateus, Jeremiah e N'Diaye.

FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Bolatti, Adriano e Kazmierczak.

No domingo, a prova de que os jogos de futebol têm 90 minutos aconteceu na Reboleira. Aos 85 minutos o FC Porto vencia comodamente por 0-2, no fim da partida reinou a igualdade a duas bolas.



O FC Porto voltou a deixar pontos num estádio onde já não vence desde 2001. É o segundo empate dos dragões na presente edição da Bwin Liga, permitindo assim a aproximação do Benfica, agora a apenas quatro pontos do rival.
Mas o jogo foi correndo de feição aos azuis e brancos. Lucho voltou ao onze, em detrimento de Marek Cech e Tarik manteve-se no onze. Do lado do Estrela, Daúto não pôde contar com Fernando e Luis Aguiar, habituais titulares da equipa, por estarem supostamente lesionados. Diga-se que os atletas estão na Reboleira a título de emprestimo do FC Porto...
Na primeira parte o FC Porto foi claramente superior. Num jogo morno até ao minuto 24, altura do golo de Lisandro, não tinham acontecido jogadas de perígo ou de golo perto de qualquer uma das balizas. Nesse minuto, Lisandro recebeu a bola vinda de Raul Meireles, consegiu rodar por entre Helder Cabral e Maurício, rematando para o nono golo da conta pessoal. A bola ainda embateu no poste antes de entrar na baliza de Nelson, que nada podía fazer. Até ao intervalo, o FC Porto manteve a vantagem, gerindo o jogo a seu belo prazer, pois Anselmo foi uma nulidade durante os primeiros 45 minutos, não dando grande trabalho à defesa portista.
Na reabertura do jogo, o FC Porto marca o segundo e parecía ter o jogo ganho. Decorría o minuto 49, quando Lucho centrou da direita, apanhando Quaresma do lado oposto. Este assistiu Meireles no centro do terreno com um belo golpe de calcanhar, e o centro campista desfeiru potente remate, que ainda bateu num defesa contrário, batendo Nelson. Estava feito o segundo golo da partida e os bicampeões nacionais entraram em ponto morto, tentando gerir a posse de bola, trocando-a entre eles. Logo depois, Quaresma tem um lance mágico, pegando na bola e passando por meia equipa do Estrela, a bola acaba por chegar aos pés de Lisandro, que rematou sem hipoteses para Nelson, mas a bola esbarrou no poste e apesar de ter percorrido toda a linha de golo, acabou por não entrar. A vinte minutos do fim, Jesualdo retirou Lucho de campo, poupando-o, pois vinha de lesão, fazendo entrar Bolatti e Daúto respondeu lançando N'Diaye no lugar de Moreno e o Estrela cresceu um pouco mais. Logo depois Jesualdo volta a mexer, fazendo entrar Adriano para o lugar de Tarik, passando Lisandro para o lugar do marroquino. O Estrela começou então a chegar mais perto da área de Helton, embora só através das bolas paradas, criando dessa forma algum perígo. O primeiro aviso siu dos pés de Mauricio, que do meio da rua atirou uma bomba aos ferros de Helton, que não tinha qualquer hipotese de defesa. Cinco minutos depois, Mateus, que tinha entrado ao intervalo, foi fundamental na viragem do marcador. O brasileiro apontou um livre descaido para a esquerda do ataque estrelista no coração da área encontrou a cabeça de Mauricio, que de costas para a baliza, conseguiu bater Helton, que diga-se, teve uma saida algo inadequada neste lance. O Estrela ganhou algum animo, apesar de faltar muito pouco para o final e o impensável aocnteceu. Jeremiah, outro jogador lançado por Faquirá ao intervalo, tenta chegar á bola, já dentro da área do FC Porto, mas Stepanov está a puxar a camisola do jogador do Estrela. João Ferreira, bem posicionado, mas talvês tapado por algum jogador, não vê a falta, mas o seu auxiliar fez-lhe o respectivo sinal e o árbitro acabou por apontar o castigo máximo. Grande penalidade apontada por Mateus que valeu a igualdade. Até ao fim, o FC Porto tentou lançar bolas para a velocidade de Adriano, mas as tentatívas mostraram-se infrutiferas. A igualdade manteve-se e premiou a equipa que acreditou até ao fim. Este resultado acaba por ser um justo castigo para o FC Porto, que pensou ter terminado o jogo ao minuto 49 do segundo tempo. Com este resultado, os dragões vêm o Benfica chegar mais perto, distando agora apenas 4 pontos entre os dois conjuntos.

SL Benfica 6-1 Boavista FC

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 35.379
Árbitro: Paulo Paraty

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Katsouranis e Léo, Binya, Rui Costa, Maxi Pereira e Cristian Rodriguez, Cardozo e Nuno Gomes.
Treiandor: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Bergessio e Romeu Ribeiro.

Boavista: Jehle, Rissut, Marcelão, Ricardo Silva e Bruno Pinheiro, Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Fary e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Edgar, Laionel e Bangoura.


Melhor jogo da temporada para a Liga, maior goleada até ao momento e um ano sem perder é o rescaldo da noite de ontém no Estádio da Luz.


Tradicionalmente os jogos frente ao Boavista são de um grau de dificuldade maior, independentemente da classificação dos clubes. O jogo de ontém não fugiu á regra e apesar do resultado demonstrar uma coisa, não foi realmente aquilo que aconteceu.
O Boavista entrou a jogar em contra-ataque, com Mateus e Zé Kalanga a segurarem Léo e Luis Filipe, o que limitou um pouco a acção dos laterais encarnados. Jorge Ribeiro aparecia em zona de remate, para aproveitar a sua boa meia distância e Diakité segurava a subida dos jogadores mais recuados da Luz. Foi assim que Mateus criou a primeira situação de perigo para Quim, estavam decorridos poucos minutos de jogo. Durante a primeira parte, o Boavista foi amplamente dominado pelo Benfica, que mesmo sem as subidas dos laterais, tinha nos extremos os principais desiquilibradores. E foi sem surpresas, que o Benfica chegou ao golo, por Cardozo, após uma excelente jogada de combinação entre Rui Costa e Rodriguez, culminando com o passe do maestro para o paraguaio bater Jehle, livre de marcação no eixo defensivo axedrezado. Até ao intervalo, o Benfica podería ter ampliado a marca, mas Jehle opôs-se bem por duas ocasiões a Cardozo.
No reatamento, o Boavista voltou a ter a melhor oportunidade para empatar, mas Quim esteve bem ao negar o golo a Mateus. Pouco depois Zé Kalanga acabou expulso por acumulação de amarelos e o Boavista quase sucumbiu. E digo quase, porque apesar de jogar com dez, ainda conseguiu chegar á igualdade pouco depois, após uma corrida desenfreada de Mateus pela direita, acabando por servir Jorge Ribeiro em zona frontal já perto da grande área, com este a trabalhar bem sobre os defesas encarnados e a bater Quim com um remate seco e colocado. Mas a alegria boavisteira durou pouco tempo. O Benfica imprimiu uma velocidade ao jogo estonteante, e em meia hora cilindrou o conjunto de Jaime Pacheco. Maxi Pereira aos 62 apareceu sozinho em zona frontal e desferiu remate indefensável para Jehle, depois de boa jogada de Léo, aproveitando a ausência de Zé Kalanga. Minutos depois, o Benfica decidiu o rumo do jogo com o terceiro golo, da autoria de Cristian Rodriguez, após uma boa jogada de Rui Costa. O Boavista ainda respondeu e Laionel aproveitou uma escorregadela de Katsouranis para correr meio campo e atirar ao poste à saida de Quim. Mas o Benfica estava imparável e no minuto seguinte Dí María com a colaboração de Ricardo silva, faz o quarto da noite. Luis Filipe aproveita alguma desorganização no conjunto axedrezado e sobe pelo seu flanco, fazendo um centro que encontrou o argentino do outro lado. Dí María fez um centro-remate para o meio da confusão e as pernas do central do Boavista fizeram o resto. Mais cinco minutos e novo golo do benfica, desta feita de grande penalidade, cometida por Marcelão. Nuno Gomes marcou e regressou aos golos. Já perto do minuto 90 o Benfica chega à meia duzia, novamente por Nuno Gomes, após centro de Rodriguez da direita. Poderiam ter sido sete, mas Bergessio não quis apontar o segundo penalti da noite, permeitindo a defesa de Jehle. Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um resultado algo avolumado para aquilo que o Boavista fez, mas inteiramente justo por aquilo que o Benfica jogou e produziu na noite de ontém.

8 de novembro de 2007

Sporting 2-2 AS Roma

Estádio: José Alvalade
Espectadores: 32.273
Árbitro: Frank De Bleeckere


Sporting: Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Izmailov, João Moutinho e Romagnoli, Yannick e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Vukcevik e Pereirinha.

AS Roma: Doni, Cicinho, Mexès, Juan e Cassetti, De Rossi, Perrotta, Giuly, Mancini e Pizarro, Vucinic.
Treinador: Luciano Spaletti. Jogaram ainda: Ferrari, Esposito e Brighi.

Do céu ao inferno num minuto. Quando toda a gente em Alvalade fazia contas aos 3 pontos e consequentes possibilidades de apuramento, Polga traiu as expectativas e esteve ligado ao golo do empate da Roma sendo… o autor do mesmo.

O Sporting fez com toda a certeza, o melhor jogo de toda a época frente a AS Roma. No entanto, o jogo até começou mal. Cassetti, logo aos 4 minutos atirou uma bomba de fora da área, imparável para Tiago. Estava feito o primeiro da partida. Mas uma reacção estonteante dos jogadores do Sporting levou a equipa para uma das melhores exibições da época. Aos 13 minutos, Liedson marcou um golo que acabou por ser invalidado pelo juiz da partida, por suposta falta do levezinho sobre o guardião romano. Os leões continuaram a dominar e aroma apenas defendia a vantagem, à boa maneira italiana, até que ao minuto 22, Liedson acabou por empatar mesmo. A jogada começa num centro de Izmailov, com Yannick a importunar Mexès, que por sua vez importunou Doni, com o guardião a deixar a bola seguir para os pés de Liedson. Estava feito a empate, diga-se de todo merecido para o Sporting. Com a Roma encostada as cordas, devido a acção principal de Miguel Veloso, a comandar o meio campo, com Romagnoli a distribuir jogo como ainda não tinha feito esta temporada, o Sporting poderia ter ido para o intervalo a vencer, não fosse o remate de Liedson as malhas laterais, e mesmo em cima do apito do árbitro, Moutinho ainda tirou tinta do poste esquerdo de Doni, com um espectacular remate de fora da área, em zona frontal.
Na segunda parte, o Sporting continuou a dominar a partida, já sem a frescura da primeira parte, mas com igual vontade e querer. Bento mexeu na equipa, retirando Yannick e fazendo entrar Vukcevic aos 63 minutos, e logo de seguida Liedson vira o marcador, com um espectacular voo de peixe, indo com a cabeça onde muitos não vão com os pés. A jogada é de Romagnoli, o centro é de Izmailov. Os romanos não encontravam argumentos para chegar perto da baliza leonina, por isso limitavam-se aos remates de meia distância, inconsequentes e tortos. Mas a um minuto dos 90, grande balde de água fria, que transforma este empate numa terrível derrota para o Sporting. Livre favorável à Roma, com Pizarro a rematar de fora da área em zona frontal, com a bola a bater na cabeça de Polga e a trair o desamparado Tiago. Dois golos sofridos sem culpa em nenhum e sem mais nada poder fazer. A alegria virou tristeza, e ao Sporting afigura-se agora algo complicada a passagem aos oitavos de final da prova, uma vez que, para isso acontecer, a Roma não pode vencer mais nenhum jogo até final.

7 de novembro de 2007

FC Porto 2-1 O. Marselha

Estádio: Estádio do Dragão
Espectadores: 42.217
Árbitro: Wolfgang Stark


FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Raul Meireles e Marek Cech, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Hélder Postiga, Bolatti e Mariano Gonzales.

Marselha: Mandanda, Bonnart, Givet, Rodriguez e Taiwo, M’Bami e Cana, Valbuena, Nasri e Ayew, Niang.
Treinador: Eric Gerets. Jogaram ainda: Cissé, Arrache e Cheyrou.


O FC Porto assumiu a liderança do Grupo A depois da vitória de ontem frente ao Marselha. Basta agora não perder em Anfield para os azuis e brancos seguirem em frente na prova.

Uma vitória difícil, num jogo difícil. O Marselha apresentou no estádio do Dragão um esquema algo retraído, que lhe permitiu dominar territorialmente durante toda a partida. O esquema de 4x2x3x1, permitiu à equipa francesa ter mais gente no meio campo, o que, contrastando com os três homens de Jesualdo, permitiu ao Marselha ter mais posse de bola e ser mais dominador. Mas como não é esse aspecto que ganha jogos, o FC Porto soube contornar essa dificuldade.
Numa primeira parte algo fria em termos de situações de golo, Tarik abriu o livro e fez sozinho a melhor jogada de todo o encontro, culminando-a com o que, concerteza será, o melhor golo da Liga dos Campeões desta temporada. Estavam decorridos 27 minutos de jogo e Tarik pegou na bola perto do meio campo e passou por cinco jogadores do Marselha, guarda-redes incluído, para abrir o marcador. O melhor do Marselha, surgiu já perto do intervalo, com Niang a fugir a Stepanov, mas a rematar as malhas laterais. O FC Porto ia para o intervalo a vencer merecidamente.
A segunda parte abriu com o golo de Niang. Balde de água fria para os adeptos portistas, pois o avançado do Marselha foi mais rápido que Stepanov, à semelhança do jogo em França, batendo Helton com um remate de cabeça. O FC Porto abanou um pouquinho, mas na última meia hora foi para cima do adversário, com Jesualdo a lançar Postiga no lugar de Cech. Gerets respondeu colocando Cissé no lugar do esgotado Niang, mas sería Lisandro, mais uma vez, a resolver a questão a dez minutos do fim, respondendo de cabeça a um excelente cruzamento de Quaresma, numa das poucas vezes em que o extremo esteve em foco no jogo. Até ao final, os franceses tentaram o empate mas sempre sem sucesso. Com esta vitória, o FC Porto assume o primeiro lugar do grupo A e está em excelentes condições de seguir para os oitavos de final da prova, bastando um empate no terreno do Liverpool, próximo adversário dos portistas.

Celtic 1-0 SL Benfica

Estádio: Celtic Park
Espectadores: 60.000
Árbitro: Martin Hansson (Suécia)


Celtic: Boruc, Caldwell, Kennedy, McManus e Naylor, McGeady, Hartley, Jarosik e Scott Brown, Vennegoor of Hesselink e McDonald.
Treinador: Gordon Strachan. Jogaram ainda: Killen, Donati e Sno.


SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Edcarlos e Léo, Binya e Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Nuno Gomes e Bergessio.


O Benfica voltou a marcar passo na Champios e agora ocupa a última posição do grupo, pondo em risco o apuramento para a fase seguinte da prova e mesmo para a Taça UEFA.


Não se pode dizer que o Benfica ontém não jogou futebol. Sería mentira. O Benfica jogou futebol, a espaços bom futebol, chegando mesmo a assustar os adeptos do Celtic, que não esperavam outra coisa que não a vitória, para acalentarem o sonho da passagem aos oitavos de final da prova pela segunda vez consecutiva. Camacho disse que este jogo era para homens e o presidente relembrou que estava tudo nas mãos dos jogadores. E de facto tinha razão. Os jogadores do Benfica demonstram um elevado índice de criação de jogadas de golo, e até de remates à baliza, mas não é isso que ganha os jogos. Com a mesma facilidade com que criam oportunidades também as falham. Camacho voltou a deixar Cardozo sozinho na frente de ataque, dando mais consistência ao meio campo, zona forte do adversário de ontém. Nakamura não jogou, o Celtic perdeu alguma fantasia, mas não velocidade, sempre pelas alas com McGeady e Scott Brown em destaque. Do lado dos encarnados, o caudal ofensivo era conduzido em grande parte por Cardozo e Rui Costa, com Cristian Rodriguez, de quando em vez, a assumir também esse papel. Mas um jogo de futebol pode ser decidido por detalhes e foi isso que aconteceu. Depois de um bom início de jogo, onde o Benfica podería ter chegado ao golo logo aos 6 minutos, com Cardozo a ter a primeira perdida da noite. O Celtic tentou responder e não fosse Quim, o resultado ao intervalo podería ser outro, pois com mais algumas boas defesas, ao minuto 17 e depois ao 22 a remates de Brown e McDonald, foi adiando o golo. O Benfica foi ligeiramente superior em termos de futebol jogado, mas já no último suspiro, mesmo antes do intervalo, McGeady deitou por terra as aspirações encarnadas, com a colaboração inadvertida de Luisão, que sem querer, desviou a bola de Quim. No segundo tempo, o Benfica foi uma sombra da primeira parte, e Cardozo voltou a dispôr de uma oportunidade, daquelas que não se falham, para empatar, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza de Boruc. A machadada final foi dada pelo proprio treinador, mais uma vez retirando de campo Cardozo e Rui Costa, os jogadores que mais perígo criaram, para fazer entrar Nuno Gomes e Bergessio e o Benfica desapareceu de campo, dando ao Celtic a oportunidade de subir e criar mais perígo, resolvido por Quim. Tempo ainda para Binya ser expulso por entrada dura sobre um adversário, tendo visto o cartão vermelho directo.
Em suma, um jogador de 9 milhões de euros, não pode falhaer tantos golos como Cardozo tem falhado, não só neste jogo, mas no geral dos jogos que já realizou pelo Benfica. Agora, aos encarnados resta esperar por um milagre para chegar aos oitavos de final e talvês um pouco de esperança e acerto, para chegar à UEFA.

30 de outubro de 2007

JORGE COSTA SAI DO SC BRAGA!


O Sp. Braga anunciou há momentos a rescisão de contrato com o técnico Jorge Costa. Depois do empate frente à Naval 1º de Maio, na 8ª jornada da Liga 2007/08, o presidente António Salvador reuniu-se com o treinador e comunicou-lhe a decisão.

Aqui fica o comunicado do Sp. Braga:
«A SAD do S. C. Braga prescindiu do técnico Jorge Costa. Após o jogo com a Naval, o presidente António Salvador, reuniu-se com o técnico e depois de uma pequena conversa, comunicou-lhe a decisão, imediatamente aceite e entendida pelo treinador. As exibições menos conseguidas e os resultados verificados, nada condizentes com os objectivos e pergaminhos do clube, estiveram na base desta decisão. No entanto, a SAD do S. C. Braga não pode deixar de agradecer o brio profissional e a dedicação ao clube demonstrada por Jorge Costa durante o tempo em que serviu o S. C. Braga. O trabalho da equipa foi entregue provisoriamente aos técnicos-adjuntos.»

FC Porto 3-0 Leixões

Estádio: Estádio do Dragão
Espectadores: 36.509
Árbitro: Rui Costa


FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Bolatti, Lucho e Raul Meireles, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Cech, Helder Postiga e Mariano González.

Leixões: Beto, Marco Cadete, Nuno Silva, Elvis e Ezequias, Bruno Cheina, Pedro Cervantes e Paulo Machado, Jorge Gonçalves, Vieirinha e Roberto.

Treinador: Cralos Brito. Jogaram ainda: Filipe Oliveira, Tales e Livramento.



O FC Porto recebeu e bateu ontém o Leixões em jogo da 8ª jornada da Bwin Liga. Os azuis e brancos alcançaram o oitavo triunfo no liga e Lisandro voltou a bisar, alcançando assim o seu 8 golo no campeonato.



O número oito esteve em destaque ontém no Estádio do Dragão. O FC Porto alcançou o oitavo triunfo, na oitava jornada, com Lisandro a alcançar o seu oitavo golo no campeonato e com esta vitória a distância para o segundo classificado volta a ser de.. oito pontos.
Numerologia e coincidências à parte, o FC Porto entrou decidido a resolver a questão cedo e conseguiu-o mais uma vez aos oito minutos de jogo. Nesta fase da partida, já Lisandro tinha aberto o marcador ao minuto 6, depois de erro de Marco Cadete. Ainda assim o lance era passível de falta, uma vez que Lisandro ajeitou a bola com o braço antes de marcar. Mas os adeptos ainda não tinham acabado os estejos do primeiro golo, já Tarik lhes dava nova alegria.. ao minuto 8, elevando a contagem para 2-0 depois de excelente jogada de combinação com Lucho Gonzales. Os adeptos portistas certamente esperavam uma goleada, mas depois do 2-0 e embora continuassem a dominar a partida, os dragões passaram a controlar as operações, mantendo sempre a bola longe da baliza de Helton. O único revés na estrutura portista aconteceu ao minuto 13, com Bosingwa a cair sozinho e a ter que ser substituido por Cech, com Fucile a voltar à direita da defesa. A única jogada de algum perígo por parte dos matosinhenses aconteceu ao minuto 25, com Roberto a surgir em posição de cabecear à baliza de Helton, mas o remate do avançado brasileiro saiu ao lado.
Após o intervalo, o FC Porto contiuou com a sua toada dominadora, mas sería o Leixões a obrigar Helton a aplicar-se, ao minuto 49, quando teve que socar um cruzamento de Vieirinha. O FC Porto respondeu com Quaresma a tentar o remate em arco ao minuto 55, mas esta a sair ao lado do poste da baliza de Beto. Carlos Brito tentou dar um empurrão a sua equipa, substituido Marco Cadete por Tales a 15 minutos do fim, mas conseguiu empurrar o FC Porto para o terceiro golo, depois de Fucile ter endossado em Quaresmana direita, e este servido Lisandro para o terceiro golo da noite, o segundo do argentino na partida. Até final o FC Porto continuou no comando das operações, domando um cinzento conjunto leixonense, que deixou uma pálida imagem da equipa do início de campeonato.

Benfica 2-1 Marítimo

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 45.000
Árbitro: Pedro Proença


Benfica: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Edcarlos e Léo, Katsouranis, Binya, Dí Maria, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Butt, Luis Filipe e Freddy Adu.

Maritimo: Marcos, Ricardo Esteves, Van der Linden, Ediglê e Evaldo, Wenio, Marcinho, Olberdam e Mossoró, Kanu e Makukula.
Treinador: Sebastião Lazaroni. Jogaram ainda: Briguel e Djalma.

O Benfica volta a vener um jogo nos minutos finais, depois de ter vencido o Celtic para a Champions e de ter chegado à igualdade frente ao Vit. Setúbal no mesmo período. Desta feita, a estrela voltou a ser Adu.




O Benfica defrontou no Domingo o Marítimo, e o jogo até nem começou muito bem para os encarnados. Camacho voltou a deixar Cardozo sozinho na frente, e voltou a dar o lugar de defesa direito a Maxi Pereirra, com Katsouranis a regressar ao meio campo ao lado de Binya. Dí Maria voltou á titularidade, na extrema esquerda, com Rodriguez a ocupar a faixa direita e Rui Costa a comandar as operações. Mas o início de jogo não foi o malhor para o Benfica, já que, com apenas 7 minutos de jogo, o Marítimo chegou ao golo, gelando os adeptos encarnados presentes no estádio. A jogada começou na defesa insular, com Ricardo Esteves a desmarcar Kanu, que apercebendo-se a hesitação de Quim, fez-lhe um chapeu irepreensível. O Benfica não baixou os braços e tentou chegar à igualdade, se,pre com Rui Costa na batuta. Aos 13 minutos remaou com força para boa defesa de Marcos, voltando a fazer o mesmo minutos depois. Mas ao minuto 18, a acção do maestro sería coroada de sucesso, não por ter marcado, mas porque o cruzamento que tentou fazer foi cortado pelo braço de Ricardo Esteves, já dentro da área do Marítimo. Grande penalidade indiscutivel, que Pedro Proença assinalou e Cardozo converteu, com potente remate sem hipoteses para Marcos. O Benfica voltou a ganhar animo e veio para a frente, mas à passagem da meia hora, novo revés na estrategia encarnada. Kanu volta a aparecer sozinho frente a Quim, que desta vez derruba o avançado brasileiro. Grande penalidade que Pedro Proença também não exitou em marcar e que levou a expulsão do guarda-redes benfiquista. Butt foi chamado ao jogo e Camacho teve que substituir Edcarlos para Butt entrar. O guarda-redes alemão sería uma das figuras da partida, pois ainda a frio conseguiu defender o tiro de Makukula, mantendo assim a igualdade.
Após o intervalo, o Benfica entrou ainda mais decidido a vencer o jogo, e teve oportunidades para isso. Aos 61 minutos de jogo, Katsouranis, que recuou para central, atirou mesmo ao lado do poste de Marcos, o mesmo acontecendo com o remate de Cardozo minutos depois. Antes disso, ao minuto 68, Butt voltou a estar em grande ao evitar o golo do Marítimo, depois de remate de Kanu. O Benfica encostou o Marítimo às cordas e Rodriguez teve nos pés mais uma oportunidade a doze minutos do fim, quando apanhou uma bola perdida na grande área maritimista, atirando pouco por cima da trave do batido Marcos. Depois de já ter lançado Butt e Luis Filipe, Camacho optou por dar nova oportunidade a Adu, e o miudo não deixou os seus créditos por mãos alheias. A três minutos do fim e depois de grande jogada de Léo... pelo flanco direito do ataque encarnado, o nort-americano antecipou-se a Ediglê e bateu Marcos fazendo o 2-1 e deixando em delírio os adeptos encarnados. Pouco depois o árbitro apitou para o final do jogo, com o Benfica a deixar a pele em campo e pela segunda vez consecutiva, depois de Leiria, a virar o marcador depois de entrar no jogo practicamente a perder. Os encarnados ocupam agora a segunda posição na classificação, com 16 pontos.

4 de outubro de 2007

Blog de Destaque

Está neste momento a decorrer uma votação num site/blog, que escolhe os melhores blogs da blogosfera, ao ritmo de um por semana. Esta semana, o A Bola é Redonda é um dos blogs que está em votação, a par de mais quatro. O A Bola é Redonda está neste momento em primeiro lugar nas votações e a beirinha de ser nomeado blog da semana.

Caso queiram visitar o referido espaço para votação e, como é claro, votarem no A Bola é Redonda, deixo aqui o link do blog:

http://portugal-topblogger.blogspot.com

Futebolista - Outubro


Já está nas bancas, o nº 26 da revista Futebolista. Neste número, poderemos ver uma análise completa a Buffon, guarda-redes da Juventus e considerado o melhor guardião do mundo. Pode também ver uma entrevista com Zidane, uma reportagem muito interessante sobre o West Ham, o clube que mais talentos deu à Premier League, assim como uma análise ao Benfica liderado por Camacho. Por ultimo terá a hipótese de ver as futuras estrelas do nosso futebol na rubrica “Os craques do Futuro” de Nelson Oliveira.
No Fórum Futebolista, que conta com a participação dos colaboradores do blog Futebol de Ataque, a pergunta que esteve em debate, e que eu lanço aqui aos leitores do blog, foi: “ Que ilações retira das primeiras semanas da época 2007/08?”

Última Hora


UEFA reduz pena a Scolari

A UEFA decidiu reduzir a pena ao seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, na sequência do recurso apresentado pelo mesmo, com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol. A medida, cá em Portugal, não agradou a toda a gente, pois estava em cima da mesa a possibilidade de um alargamento da mesma pena. Scolari foi ouvido pela UEFA e em sua defesa alegou o facto de não ter chegado a tocar no jogador sérvio, Dragutinovic, facto depois confirmado pelo próprio jogador. Assim sendo, Scolari já se sentará no banco no último desafio da fase de qualificação para o Euro 2008, frente a Finlândia, numa altura em que se poderá decidir a passagem da Selecção Portuguesa à fase final da prova.

Gostava de saber a opinião dos leitores sobre esta medida da UEFA.

Concorda com a redução da pena ao Seleccionador Nacional?

Dín. Kiev 1-2 Sporting

Estádio: NSC Olympiyskiy
Árbitro: Bertrand Layec
Espectadores: 35.000

Dínamo de Kiev: Shovkovskiy, Mikhalik, Vashuck e Gravancic, Yussuf, Ghioane, El Kaddouri, Diogo Rincón e Corrêa, Milveskiy e Shatskikh
Treinador: Jozsef Szabó. Jogaram ainda: Gusev e Kléber

Sporting: Stojkovic, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic e Romagnoli, Yannick Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Izmailov, Paredes e Gladstone.



O Sporting conseguiu a primeira vitória fora na liga dos campeões, ao fim de 10 jogos. É preciso recuar até 1970, para ver a última vitória fora, em Malta, frente ao Floriana por 4-0.
No entanto, o jogo não foi fácil. O Sporting entrou melhor, tanto anímica como tacticamente. O Dínamo mudou de treinador a pouco tempo, ocupa uma posição sofrível no campeonato e jogou num 3x5x2 muito permissivo, o que permitiu ao meio campo do Sporting dominar nos primeiros minutos da partida, tendo chegado ao golo, aos 15 minutos, na sequência de um lance onde os ucranianos pediam falta de Tonel sobre o guarda-redes. Szabó percebeu o problema que tinha no miolo do terreno e começou a lateralizar o jogo, confundindo os jogadores do Sporting. No meio dessa desorientação, o Dínamo chegou ao golo, aproveitando a falha de marcação a Vaschuk, perto da meia hora de jogo. O Sporting entrou nos eixos novamente, e pouco depois, Polga, numa estreia a marcar pelos leões, apontou o segundo golo, dando vantagem ao Sporting ao intervalo.
No segundo tempo, o Sporting defendeu a vantagem com unhas e dentes e ainda teve oportunidades para fazer o 1-3, com a oportunidade mais flagrante a ser desperdiçada por Yannick Djaló, que depois de isolado por Liedson, rematou fraco e á figura de Shovkovskiy.
O Dínamo também poderia ter chegado ao empate, mas a grande exibição de Soijkovic não o permitiu. A melhor oportunidade de golo dos ucranianos surgiu ao minuto 66, com Kléber a aparecer isolado em frente ao guardião leonino após mau passe de Miguel Veloso, mas o guarda-redes foi exemplar nos reflexos e evitou o golo.
Com esta vitória, o Sporting entra nas contas do Grupo H e terá que pontuar frente à Roma para aspirar a uma passagem à fase seguinte.

Besiktas 0-1 FC Porto

Estádio: Inonu
Árbitro: Pieter Vink (Holanda)
Espectadores: 28.000

Besiktas: Hakan, Kurtulus, Gokhan Zan, Toroman e Uzulmez, Cissé, Tello e Delgado, Ozkan, Akin e Bobo.
Treinador: Ertugrul Saglam. Jogaram ainda: Márcio Nobre, Federico Higuaín e Ali Tandogan.

FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles, Tarik, Quaresma e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Marek Cech, Leandro Lima e Adriano.



No inferno turco de Inonu, o FC Porto acabou por alcançar o céu, quando não esperava mais que o limbo. Com uma primeira parte algo pálida, os comandados de Jesualdo Ferreira souberam gerir a pressão exercida pela equipa do jovem técnico Saglam e do incansável público. No primeiro tempo, foi o Besiktas que esteve mais perto do golo, com várias ocasiões junto da baliza de Helton, sendo nesta fase do jogo, o salvador da honra portista. Nos primeiros trinta minutos de jogo, os turcos dispuseram de duas boas ocasiões para marcar, ambas praticamente no mesmo minuto, com o central Toroman a ser um dos protagonistas dos dois lances. No primeiro, Helton defende por instinto o remate do central, após canto marcado por Tello, que jogou mais à frente no terreno deixando a posição de lateral, na outra minutos depois, o mesmo jogador aparece sem marcação na pequena área, após um lançamento lateral longo, tendo no entanto, atirado ao lado das malhas portistas. Nesse período, o FC Porto dispôs também de uma excelente ocasião, quando Quaresma inventou uma trivela que encontrou Tarik solto a mais de trinta metros, já quase dentro da pequena área, tendo o marroquino desperdiçado a oportunidade.
Já no segundo tempo, o FC Porto entrou melhor e pode-se dizer, foi bastante superior ao Besiktas, criando as melhores oportunidades deste período do encontro. No entanto, alguma azelhiçe, aliada a algum nervosismo, prolongaram o longo calvário até ao cair do pano. Primeiro foi Raul Meireles a chegar atrasado a um cruzamento de Lucho aos 53 minutos, depois seria Quaresma a falhar a melhor oportunidade do FC Porto em toda a partida, a passe de Lisandro. Sozinho, sem marcação, mesmo em frente a Hakan, acertou mal na bola e esta saiu ao lado, pondo em desespero as hostes portistas. Pouco depois, seria Adriano a desperdiçar nova oportunidade, a passe de Cech, mas o brasileiro estava em fora de jogo. Nos últimos minutos da partida, com os adeptos turcos a serem verdadeiramente o 13º jogador, Federico Higuaín teve o golo nos pés, aparecendo isolado já dentro da área frente a Helton, mas o guardião portista fez uma defesa enorme segurando, pelo menos, o empate. E quando já toda a gente esperava pela divisão pontual, Leandro Lima dá um balão que cai nos pés mágicos de Lucho, que sem perder tempo, desmarca Quaresma na direita, que com um misto de sorte, pois acerta na bola de raspão, faz passar a bola por baixo do corpo de Hakan, dando então a vitória aos dragões. De referir, que apesar da derrota os turcos foram exemplares na sua aceitação, a fazer lembrar os adeptos ingleses. Depois do apito final de Vink os adeptos da casa ovacionaram o extremo portista, tendo batido palmas como se de um jogador da equipa da casa se tratasse. Como medida de retribuição, Quaresma ofereceu a sua camisola ao público. Com esta vitória, os dragões posicionam-se no segundo lugar do grupo A com 4 pontos, atrás do Marselha, que ontem venceu o Liverpool, e já lidera com 6 pontos.

Benfica 0-1 Shakthar Donetsk

Estádio: Estádio da Luz
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
Espectadores:


SL Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Edcarlos e Léo, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa, Dí María, Rodriguez e Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Nuno Gomes e Binya.

Shakthar: Pyatov, Srna, Chygrynskiy, Kucher e Rat, Lewandowsky, Ilsinho, Jadson e Fernandinho, Lucarelli e Brandão.
Treinador: Mircea Lucescu. Jogaram ainda: Neri Castillo, Duljaj e Hubschmann.



O Benfica perdeu na Luz, ao fim de mais um ano e novamente para a Liga dos Campeões. A derrota de ontém deixa um sabor amargo, muito amargo. Vi a inoperância atacante de uma equipa, que até criou algumas boas situações de golo, casos dos remates de Rodríguez logo aos 3 minutos, bem defendido por Pyatov, e o lance de Dí María, a levar tudo e todos ao minuto 28, mas a ser parado apenas pela barra da baliza ucrâniana. Ontem na frente de ataque, jogou Cardozo em vez de Nuno Gomes, mas a equipa não está preparada para jogar com um ponta de lança com as caracteristicas do paraguaio. É necessário existir no plantel bons flanqueadores e princípalmente com boa capacidade para executar centros tensos, à medida da cabeça do atacante, coisa que de momento no Benfica não existe. Logo, a alternativa são os remates de meia distância, tortos, ou frouxos, sem muito perígo. O Shakthar, mais cómodo e sem a ansiedade do Benfica, jogou em contra-ataque, explorando as lacunas encarnandas nas laterais. A Nelson e a Léo, cairam Ilsinho e Fernandinho, que deram muito que fazer, sobrando Jadson, atrás dos pontas de lança, Lucarelli e Brandão. E sería em contra-ataque que os ucraniânos faríam o único golo do jogo, ao minuto 42, depois de mais uma perda de bola infantil, camuflada por uma lesão muscular de Nelson. Os jogadores do Shakthar aproveitaram o balanceamento da equipa e apanharam a defesa em contrapé, precisando apenas de finalizar com calma.
No segundo tempo, o Benfica parecía uma equipa transtornada, nunca chegando a tempo aos lances, nervosa e desinspirada, o que originou muitas jogadas faltosas, entradas por trás e cartões, com alguns deles a merecerem mais que o amarelo. O Shakthar, sempre na sua toada, foi criando ocasiões de golo, que apenas por manifesto desinteresse (ou talvêz não) não foram concretizadas. Já perto do final da partida, e aproveitando os lancamentos longos de Binya, o Benfica voltou a criar algum perígo, chegando a estar mesmo perto do golo, num lance de Edcarlos, salvo por um defesa mesmo em cima do risco de baliza. Diga-se que o empate sería um duro castigo... para o Shakthar.
Com mais esta derrota, o Benfica vê a passagem aos oitavos de final por um canudo, e começa a perder também o comboio da UEFA, pois agora será quase que obrigado a vecer os dois jogos contra o Celtic e a não perder mais nenhum. Para registo fica, em cinco jogos, apenas 2 golos apontados e nenhuma vitória. Mau de mais para um candidato ao título.

30 de setembro de 2007

Bwin Liga - A noite dos derbies.

Ontém tiveram lugar dois derbies, que podem ter deixado as contas do campeonato ainda mais decididas. O FC Porto cumpriu a sua obrigação, e venceu o Boavista, enquanto que no Estádio da Luz, Benfica e Sporting não sairam do nulo, culpando depois a arbitragem.

Estádio: Estádio da Luz
Árbitro: Pedro Henriques
Espectadores: 48.222

Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Edcarlos e Léo, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa, Dí María, Cristian Rodriguez e Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Adu e Nuno Assis.

Sporting: Stoijkovik, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, Vukcevik, João Moutinho e Romagnoli, Djaló e Liedson.
Treinador: Paulo Bento. Jogaram ainda: Farnerud e Celsinho

No Estádio da Luz, esperavam-se golos no derby mais antigo do futebol português. Mas o jogo acabou com um sensaborão 0-0, e com queixas da arbitragem de ambos os lados. Os encarnados, a jogar em casa, entraram melhor e poderíam mesmo ter marcado logo a abrir, após uma excelente combinação entre Di Maria e Rui Costa, com o remate do capitão a ser parado em última instancia, pelo carrinho de Abel. O Sporting não demorou a responder, e sería Miguel Veloso a proporcionar uma excelente defesa a Quim, depois de excelente trabalho de Romagnoli. alías, por estes instantes iniciais, percebeu-se quem podríam ser as figuras do Derby: Romagnoli e Rui Costa, dois maestros.
O Benfica ainda conseguiu superiorizar-se ao Sporting durante os primeiros 15 minutos da partida, mas aos poucos, o meio campo leonino ia assumindo o jogo e virando a tendência da partida, muito por culpa do acerto de marcação feito por Miguel Veloso a Rui Costa, o que oprimiu o futebol criativo do centrocampista, reflectindo-se na produção da equipa da casa. Aos 20 minutos, surge o primeiro caso polémico, com Katsouranis a dividir o esférico com Romagnoli, aparecendo a argentino caido no chão. Pelas imagens, dá a ideia que Katsouranis toca na bola, sendo depois o contacto inevitável, devido ao estado do terreno. O Jogo prosseguiu, agora com o Sporting no comando das operações. Djaló assumiu-se como principal dor de cabeça da defesa encarnada, ofuscando por completo Liedson. Aos 37 minutos, o jovem avançado teve o golo nos pés, após mau passe de Katsouranis, mas o remate siu um nada ao lado. Minutos depois, isolou com mestria Vukcevic, mas o montenegrino permitiu a mancha do guarda-redes Quim.
No segundo tempo, o Benfica voltou a entrar melhor na partida, com um remate de Maxi Pereira, que pôs o guardião Stoijkovic em sentido. Aos 56 minutos, surgiu a melhor oportunidade de golo dos encarnados em toda a partida. Remate de Rui Costa, a surpreender tudo e todos, com Stoijkovic a defender para onde nunca se deve defender, para a frente, onde aparece Nuno Gomes, que falha aquilo que não devería falhar, o golo. Com o Benfica por cima, sería de esperar que Camacho arrisca-se a entrada de Cardozo, mas não o fêz. Ao contrário, e prevendo a perda do meio campo, Paulo Bento retirou Vukcevic e fêz entrar Farnerud, voltando a equilibrar a questão nesta zona do terreno. Assim, voltou a aparecer novamente Romagnoli, e o Benfica voltou a tremer. Camacho não mexia e o desespero nas bancadas ia aumentando, e atingiu o seu ponto máximo, quando o assistente de Pedro Henrriques lhe fez a sinalética de que algo estava mal num lance envolvendo Katsouranis, dentro da grande área encarnada. Quería o auxiliar que fosse apontada uma grande penalidade, pois vira que o jogador grego dominara a bola com o braço. Quis o árbitro, que fosse assinalada bola ao solo, para desespero das hostes leoninas, e alivio das encarnadas. O lance é de difícil julgamento, pois remete para a velha questão da mão na bola ou bola na mão. Mais uma vez as imagens televisivas não são completamente esclarecedoras, mas fica a ideia que se tivesse sido apontada grande penalidade, não tería sido mal apontada.
O jogo prosseguiu, e Camacho decidiu mexer então na equipa, lançando Cardozo no lugar de.. Nuno Gomes. Esta substiuição motivou assobíos da plateia encarnada, e demonstrou, na minha opinião, a completa mudança do Camacho da primeira passagem pelo Benfica para esta. Mais tarde entraría Freddy Adu para o lugar de Di María, e sería dos pés deste jogador que nasceu nova polémica, já em tempo de descontos, e novamente dentro da grande área, mas desta vez da do Sporting. Adu entrou com a bola dominada, e João Moutinho parece, aqui sim, derrubar com intenção o extremo encarnado. Pedro Henrriques voltou a achar o contrario, e o jogo terminou como começou, 0-0.




Estádio: Estádio do Dragão
Árbitro: Artur Soares Dias
Espectadores: 31.809



FC Porto: Helton, Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Marek Cech, Paulo Assunção Lucho e Raul Meireles, Quaresma, Tarik e Lisandro.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Leandro Lima, Bolatti e Adriano.


Boavista: Carlos, Rissut, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés, Fleurival, Diakité e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Edgar e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Bangoura e Laionel.


O FC porto entrou em campo, sabendo já do resultado do derby lisboeta, e claramente mais tranquilo, apesar de qualquer que fosse o resultado desse jogo, não abalaria a forma de jogar do campeão nacional. Sempre por cima do Boavista, que acabou por jogar a defesa, embora não tanto como se pensava, mas sempre atrás da linha da bola, não foi com surpresa que, logo ao quarto de hora, o FC Porto se adiantou no marcador. Lisandro Lopoez, o goleador de serviço, voltou a cargano campeonato e aproveitou da melhor maneira um erro tremendo de Carlos, que defendeu o remate de Quaresma para o pior sitío, para a frente, onde o argentino não desaproveitou. O FC Porto passou a gerir o resultado, e embora sempre superior, permitiu que o Boavista a espaços, se fosse aproximendo da sua área, sem no entanto causar grande perígo uma vez que os remates de meia distância eram os preferidos dos axedrezados, e aí Helton esteve bem.
No segundo tempo, o Boavista entrou ligeiramente melhor, e chegou mesmo a criar perígo através de Edgar e Jorge Ribeiro, que poderíam mesmo ter marcado. O FC Porto recuou um pouco e sentiu algumas dificuldades, muito por culpa da saida de Tarik, que foi rendido por Leandro Lima, o que permitiu a Jorge Ribeiro aventurar-se mais pelo seu flanco, criando alguns desiquilibrios. Adivinhando algum dissabor, os adeptos portistas responderam com assobios a ténue exibição dos dragões neste período do jogo, e a equipa respondeu.. com o segundo golo, da autoría de Lisandro, mais uma vez, afirmando-se como o melhor marcador azul e branco, e do campeonato. Desta vez o argentino acorreu a um passe de Marek Cech, que substituiu o lesionado Fucile na ala esquerda da defesa portista, e voltou a não falhar. Até ao fim, o FC Porto geriu o resultado, agora sim com mais calma, e saiu do jogo com uma vantagem pontual sobre o Sporting de sete pontos e oito sobre o Benfica.. a sexta jornada. Seis jogos, seis vitórias, o melhor arraque de temporada dos ultimos 16 anos e o melhor arranque de todas as ligas mais competititvas da equropa, são os recordes deste FC Porto que parece já embalado para o título.

21 de setembro de 2007

Competições Europeias.

A estreia das 7 equipas portuguesas nas competições da UEFA pautou-se pela mediocridade de resultados, embora em alguns casos, acima das expectativas. Mas para história ficam apenas os registos, e aí, em sete jogos houve seis derrotas e apenas um empate, o que deixa claramente à vista, uma certa dificuldade dos clubes portugueses ao mais alto nível da Europa, mesmo os três grandes. Mas vamos por partes.

Liga dos Campeões

FC Porto e Benfica foram os primeiros clubes a entrar em competição, na passada terça feira. Os jogos não eram nada fáceis, pois os adversários de dragões e águias eram, nada mais, nada menos, do que os dois últimos finalistas da Champions League.

Ser melhor e… empatar

No Dragão, o FC Porto entrou verdadeiramente endiabrado e logo aos três minutos, Lisandro poderia ter aberto o marcador, caso aproveita-se da melhor forma um erro de Finnan. Rafa Benítez não pôde contar com Xabi Alonso e Riise por lesão, daí ter apostado em Gerrard ao lado de Mascherano com Babel na esquerda e Pennant na direita, parando a criatividade de Quaresma e o ímpeto atacante de Bosingwa, obrigando os campeões nacionais a jogarem pelo miolo, onde os dois médios já referidos, mais Hypia e Carragher no eixo defensivo, iam parando tudo.
Neste primeiro jogo, Jesualdo não inventou como de costume, mantendo o esquema táctico no 4x3x3, com Paulo Assunção, Lucho e Raul Meireles no miolo do terreno e Lisandro jogando a ponta de lança, mais uma vez com Tarik Sektiui na direita, ele, que atravessa o difícil período do Ramadão muçulmano.
E foi mesmo o marroquino que cavou, mais uma, grande penalidade, aos 8 minutos de jogo. Lucho desmarcou o rápido extremo, que ultrapassou Hypia sem dificuldade, mas foi travado por Reina. Lucho converteu a grande penalidade e apontou o primeiro da noite. Parecia que se preparava mais uma grande noite europeia no Dragão, tal era o caudal ofensivo do FC Porto e a desinspiração dos ingleses. Mas dez minutos depois, foi a vez de Kuyt aparecer, e depois de uma jogada estudada, na sequência de um livre, apontou o golo da igualdade, depois de servido pelo gigante Hypia. O jogo decaiu um pouco de intensidade, mas o FC Porto foi sempre superior. Na segunda parte, Pennant acabou expulso por acumulação de amarelos, e o FC Porto voltou a crescer, mas esbarrou na muralha defensiva dos Reds, bem composta por Gerrard e Mascherano no meio campo e Hypia e Carragher no eixo defensivo. O Liverpool desapareceu, mas o FC Porto também não apareceu como devia. Jesualdo retirou Raul Meireles e Tarik logo a seguir a expulsão, fazendo entrar Mariano Gonzales e Farías, mas os caminhos estavam todos fechados. E poderia ter sido mesmo o Liverpool a vencer, não fosse Quaresma a tirar o pão da boca a Kuyt, depois de excelente jogada de Gerrard, encima do minuto 90.
Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um amargo de boca no conjunto português, e com o sentido de dever cumprido, da equipa de Benítez, que jogou claramente para não perder, alias, muito ao seu estilo de quando em vez.

A derrota anunciada

Em San Siro, a história das derrotas encarnadas na competição é sempre a mesma. Erros que se pagam caro, alterações tácticas a última hora, desentendimentos inacreditáveis entre os jogadores, enfim, de tudo um pouco. Claro que a somar a tudo isto, estava do outro lado do terreno, o Campeão Europeu em título, o AC Milan, uma das equipas mais cínicas de todo o futebol italiano, ou não fosse treinado por Carlo Ancelotti, treinador com a mentalidade da velha guarda italiana. Claro também que quem tem um meio campo com Ambrosini, Pirlo, Seedorf e Kaká, arrisca-se a ganhar sempre. O Benfica entrou nervoso, cometeu muitos erros no início da partida, e foi de um desses erros que surgiu o primeiro golo. Aos 8 minutos, depois de um desentendimento entre Katsouranis e Luís Filipe, o ex-braga cometeu falta, que coube a Pirlo apontar. A bola estava descaída para esquerda, por isso era normal que Quim pensa-se no cruzamento. Mas o italiano pensou no remate directo, e se bem pensou, melhor executou, com um remate puxado ao poste esquerdo da baliza encarnada, com o guarda-redes ainda a tocar na bola mas sem hipóteses de defesa. A partir deste momento, o AC Milan cresceu ainda mais, mas aí Quim esteve também grande, negando por diversas vezes o golo a Inzaghi e a Kaká. O Benfica tentou equilibrar as contas e teve mesmo uma oportunidade para empatar a partida, ao minuto 22, mas o cabeceamento de Cardozo, que parece chegar tarde ao passe de Di Maria, acerta no poste. Dois minutos depois, o fim do jogo para os encarnados. Na sequência de um canto a favor do Benfica e depois de, mais um, mau passe de Miguel Vítor, Kaká correu pelo campo fora na posse de bola, apanhando a defesa encarnada em contrapé, cedendo depois a bola a Pirlo, que magistralmente a colocou nos pés de Inzaghi, que com toda a calma do mundo bateu Quim pela segunda vez. A partir deste momento, o jogo passou a ser gerido pelos milaneses, ao seu ritmo, com o Benfica a tentar responder, mas sem sucesso. Continuaria a ser Quim, a figura principal do jogo, evitando por mais duas ocasiões o terceiro golo do Milan, uma a Kaká ao minuto 54, outra a Inzaghi ao minuto 77. Já no final da partida, Nuno Gomes amenizou a derrota, com um golo apontado de baliza aberta, depois de assistência de Katsouranis. No final, a derrota do Benfica acaba por ser correcta, denotando alguma falta de ambição de Camacho nas alterações, principalmente quando retirou Cardozo para fazer entrar Nuno Gomes, em vez de jogar com os
dois, e não ter retirado Maxi Pereira, muito abaixo das suas capacidades.

O golo que não doeu

Em Alvalade, na quarta-feira, o jogo teve duas partes distintas. No primeiro tempo, o conjunto de Paulo Bento foi muito superior ao Red Devils, muito por culpa do losango do meio campo, onde Miguel Veloso esteve imperial, com Izmailov e Romagnoli em bom plano também. Já Moutinho, passou um pouco ao lado do jogo.
Um futebol bonito e rápido, mostrou um Sporting nada amedrontado com o poderio do campeão inglês, mais lento e permissivo. Liedson, aos 28 minutos teve o golo nos pés, mas Van der Sar opôs-se com grande qualidade. Alias, o guardião do United, esteve em bom plano, evitando por diversas vezes males maiores para as suas redes.
Na segunda parte o Manchester United, com Ronaldo e Nani nas alas, foi mais rápido, com o meio campo a subir mais e a encostar o Sporting à sua área, algo que os leões não souberam contornar. E seria Cristiano Ronaldo a dar a "facada" no seu antigo clube, quando aos 62 minutos mergulhou da melhor forma a um cruzamento de Brown, aproveitando a única falha de Abel na marcação. O prodígio português festejou o golo.. pedindo desculpas aos adeptos e foi aplaudido pela plateia leonina, como se o golo tivesse sido do Sporting. Paulo Bento fez entrar logo de seguida Purovic, e passados alguns minutos alterou o esquema para o 3x4x3, e assim o Sporting voltou a pressionar e a chegar perto da área de Van der Sar, mas apenas de meia distância é que aparecia o perigo. A melhor oportunidade do Sporting para chegar ao golo aconteceu ao minuto 78, com Tonel a proporcionar a Van der Sar a melhor defesa da noite, após cruzamento de Vukcevic. Na recarga, Djaló atirou por cima da baliza do United.

UEFA

Na Taça UEFA, a derrota do Sp. Braga acaba por ser o resultado mais frustrante dos quatro envolvidos. Jogando com uma equipa teoricamente inferior, os bracarenses evidenciaram algum vedetismo, principalmente no primeiro tempo, que lhe valeu o dissabor. Embora tenha enviado duas bolas aos postes da baliza do Hammarby, o certo é que o Braga podia e devia ter feito mais. No segundo tempo Andersson foi a estrela dos da casa, pois foi ele que apontou os dois golos do conjunto. O primeiro, ganhando em força aos centrais e rematando sem hipóteses para Dani, o segundo na sequencia de um livre indirecto, com a colaboração do guardião, embora possa não ter visto a bola partir. Pelo meio, Roland Linz abriu o livro, e depois de um excelente trabalho recebendo a bola de costas e rodando para a baliza, bateu sem hipóteses para o empate.

Em Munique, o Belenenses até conseguiu um resultado lisonjeiro, perdendo por 1-0, que deixa a hipótese dos lisboetas se classificarem. Não que o plantel do Belenenses não tenha qualidade, mas a qualidade do Bayern é sobejamente superior. Essa superioridade poderia ter ficado demonstrada nos minutos iniciais, mas Toni falhou por algumas ocasiões o golo. Ribéry, o elemento mais irrequieto dos bávaros ia deixando a cabeça da defesa em água, teve também uma grande exibição. Hugo Alcântara poderia ter marcado o primeiro golo para o Belenenses, na sequência de um livre a favor do conjunto português, mas o remate de longe, foi bem controlado por Kahn. E ao minuto 34 surgiu o golo do Bayern. Mau passe de Silas, que apanhou Van Bommel sozinho, e de primeira meteu em Toni, que bateu Costinha com calma e mestria. A partir deste momento, os alemães, tinham o jogo ganho, pois foi visível a falta de argumentos dos homens de Jesus em chegar à frente. E Hitzfeld até ajudou, retirando Toni aos 64 minutos e Ribéry aos 84. Para a história, fica a derrota apenas por 1-0, resultado que permite ao Belenenses sonhar com uma gracinha, daqui a quinze dias.

A União de Leiria, teve o resultado mais desnivelado. A derrota por 3-1 espelha bem a diferença entre as duas equipas. O Leverkusen foi sempre superior e o resultado só não foi mais desnivelado, por manifesta falta de sorte dos atacantes da equipa alemã e… Fernando. A história do jogo começou a escrever-se logo ao minuto 19, quando na sequência de um livre, Laranjeiro não consegue o corte, com a bola a cair em Kiesseling, que bateu o desamparado Fernando. Na única vez que o Leiria chegou à baliza de Adler, empatou. Jogada de insistência do ataque português, com a bola a sobrar para João Paulo bater o guardião do Bayer, contando ainda com a ajuda do poste.
Mas três minutos depois, novo golo dos da casa, acabando com as aspirações leirienses. Novamente na sequencia de um livre, Rolfes apareceu do nada, batendo Fernando, que não teve hipóteses de defesa. A partir deste momento, o Leiria desapareceu e apareceu Fernando, que por três ocasiões evitou o pior para a sua baliza. O Leiria ainda respondeu após o intervalo com a entrada de Sougou, que deu mais rapidez e perigo ao ataque luso, mas seria Kiesseling a sentenciar o jogo ao minuto 79, novamente após um livre de Gresko, ao primeiro poste. Barnetta ainda pôde ampliar o marcador, já perto do fim, após novo brinde de Laranjeiro, mas o remate saiu ao lado.

O único clube português a jogar em casa na noite de ontem, o Paços de Ferreira, poderia ter alcançado outro resultado, que não a derrota, caso as balizas tivessem mais 50cm de altura. No Estádio do Bessa, com muitos pacenses, o AZ Alkmaar, não parecia ser a quarta equipa do Ranking na Taça UEFA. Embora com um início forte, os holandeses cedo cederam o comando à equipa de José Mota. Dembélé teve a melhor oportunidade de golo ao minuto 16, mas Peçanha, ao seu estilo, efectuou enorme defesa. A melhor oportunidade de golo para o Paços no primeiro tempo, surgiu ao minuto 37, quando Edson vê Waterman adiantado, mas o chapéu bateu com estrondo na barra.
No segundo tempo, o Paços de Ferreira continuou a ofuscar o AZ, e seria desta vez Dedé a atirar à barra, a cerca de quinze minutos do fim, na sequência de uma jogada de insistência. O Paços apertou, e aos 83 minutos foi De Zeeuw a evitar o golo dos "castores" ao tirar a bola rematada por Dedé encima da linha de golo. E como no futebol, quem não marca, sofre, ao minuto 88 Pocognoli deu um cariz injusto ao marcador, ao fugir a Márcio Carioca num canto apontado da esquerda, e cabecear sem hipóteses de defesa para Peçanha, na única vez que o AZ Alkmaar foi ao ataque no segundo tempo.

20 de setembro de 2007

José Mourinho abandona Chelsea


Após uma sucessão de maus resultados neste início de temporada, nos quais se incluem o empate caseiro com o Rosemborg na primeira ronda da Champions League, o treinador português abandona o comando tecnico dos blues.
A carreira de Mourinho no Chelsea foi recheada de sucesso, tendo conquistado seis títulos para o conjunto londrino, faltando no entanto a vitória na Champions, o mais desejado pelo dono do clube, o russo Abramovich.
Mourinho ter-se-a demitido esta madrugada, tendo já sido confirmada a decisão no site do clube. Depois de um início ded temporada relativamente mau, com duas derrotas e três empates em jogos oficiais, terá ditado a sorte do treinador português, aliados a algumas situações que foram desgostando a Mourinho, nomeadamente a difícil relação com Frank Arnessen.
Assim sendo, o Chelsea acrescenta ao seu ainda curto curriculo de vitórias, apesar de ser já um clube centenário, duas Ligas inglesas, duas Taças da Liga, uma Supertaça e uma Taça de Inglaterra.

31 de agosto de 2007

Futebol Feminino Ano II Nº29



Campeonato Nacional Feminino da I Divisão
Realizou-se ontem o sorteio da divisão maior do Futebol Feminino em Portugal. A 1ª Divisão vai continuar a ser composta por apenas 6 equipas, são elas:
- 1º Dezembro(campeão e vencedor da taça)
- Boavista
- Várzea
- Escola
- Murtoense
- Odivelas(subiu)

1ª Jornada: 9/9/07
Várzea - Murtoense
1ª Dezembro - Escola
Odivelas - Boavista

O que dizer deste sorteio?
O campeonato começa dia 9 e o sorteio foi no dia 30 de Agosto!!! Que me desculpem(porque não têm culpa) as jogadores, equipas tecnicas, e os orgãos socias dos 6 clubes, mas este campeonato continua a ser uma anedota. E a anedota do campeonato impede resultados na Selecção, que já nem se deve lembrar o que é vencer um jogo oficial. Continua em grande a nossa FPF. Força para todos os que levam o Futebol Feminino em frente.

Selecção Nacional
A selecção Nacional de Futebol Feminino está em estágio(30 de Agosto a 1 de Setembro) com vista à preparação para o apuramento para o Campeonato Europeu de 2009. Recorde-se que Portugal soma um empate e uma derrota.
Mónica Jorge convocou as seguintes 27 atletas:
A.R.C. Várzea: Joana Martins e Paula Cristina;
Boavista F.C.: Vânia Coelho;
C.D. Aves: Sofia Ferreira;
Escola F.C.: Francisca Martins, Neide Simões e Noémia Figueiredo;
F.C. Avintes: Carla Monteiro;
Odivelas F.C.: Elsa Santos;
Prainsa Zaragoza: Emily Lima;
S.C. Estrela: Carolina Mendes;
S.L. Benfica: Sofia Vieira;
S.M. Murtoense: Catarina Sousa;
S.U. 1.º Dezembro: Ana Valinho, Andreia Silva, Carla Couto, Cátia Reis, Edite Fernandes, Eloísa Tavares, Helda Medeiros, Sílvia Brunheira, Sónia Matias, Tânia Pinto e Patrícia Gouveia;
U.A.C. Lagos: Cláudia Neto;
U.D. Oliveirense: Sara Santos;
U.D. Ponte Frielas: Diana Costa.

Liliana Martins, Dani e Ana Rita foram dispensadas deste estágio em virtude de estarem na Islândia, ao serviço do I’R, equipa que já está em competição.

O destaque da convocatória tem que recair na chamada de jogadoras de Futsal para a Selecção Nacional de futebol de 11. Já não chegava termos um campeonato anedótico e ainda convocamos jogadores de Futsal!!! Será que não há jogadores suficientes no Futebol de 11? Então e se não existe porque razão a FPF não incentiva a criação de mais campeonatos distritais? É triste existirem equipas a quererem jogar Futebol de 11 Feminino e serem obrigados a ir para o Futsal. Será que faz sentido a existência de uma selecção feminina de futebol de 11 se temos que recorrer a jogadoras de Futsal?


Mundial da China 2007
Aproxima-se o início do campeonato do mundo de Futebol Feminino e o Futebol de Ataque vai acompanhar a prova até ao fim.
O acompanhamento incicia-se no próximo dia 4 de Setembro e vai prolongar-se até ao final da competição. Não perca pitada da competição aqui.

Até para a semana.

28 de agosto de 2007

BURRICE E INTELIGÊNCIA


FC PORTO - SPORTING 1 - 0
1ª Liga Portuguesa 2007-08
26 de Agosto de 2007
Estádio do Dragão (Porto)
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
FC Porto: Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Fucile; Paulo Assunção, Raúl Meireles (Mariano González 67'), Lucho González; Tarik (Postiga 46'), Lisandro (Bolatti 85'), Quaresma. Tr: Jesualdo Ferreira
Sporting: Stojkovic; Abel (Yannick Djaló 76'), Tonel, Anderson Polga, Ronny (Pereirinha 76'); Miguel Veloso, João Moutinho, Izmailov (Vukcevic 62'), Romagnoli; Derlei, Liedson. Tr: Paulo Bento
Ao intervalo: 0 - 0
Marcador: 1 - 0 Raúl Meireles 53'
CA: Quaresma 33', Derlei 53', Tonel 54', Anderson Polga 73', Bosingwa 86', Helton 90'+4'


Um golo de pura inteligência, resultante de um lance de pura burrice, definiu o resultado do clássico. Com exactamente 49.709 pessoas nas bancadas do Dragão e o ambiente ao rubro, o FC Porto de Jesualdo Ferreira derrotou, enfim, o Sporting de Paulo Bento, depois de nas três anteriores partidas entre ambas as equipas se terem registado um empate e duas vitórias leoninas. O FC Porto está agora na frente do campeonato, conjuntamente com o Marítimo, dispondo já de três e quatro pontos de vantagem sobre Sporting e Benfica, respectivamente.

Ao contrário do que sucedera na Supertaça, o jogo foi bom, dinâmico, emotivo e, embora nem sempre bem jogado, o espectáculo valeu a pena. A vitória assenta bem aos campeões nacionais. Fizeram mais pelos três pontos e mereceram-nos inteiramente. A uma primeira parte de domínio portista, respondeu o Sporting com maior ascendente na etapa complementar. A diferença é que os 'leões' se mostraram passivos e impotentes na fase de assédio portista, coisa que não aconteceu com o FC Porto que, mesmo no período em que sofreu maior pressão, nunca deixou de contra-atacar e mostrar-se ameaçador. No cômputo geral, os 'dragões' foram superiores, tiveram mais oportunidades claras de golo, incluindo a mais flagrante de todas, num livre à Quaresma que embateu na trave.

Jesualdo lançou Tarik para a titularidade, em detrimento do esperado Postiga, naquela que foi a única surpresa dos onzes iniciais. Embora tenha torcido um pouco o nariz quando soube desta escolha, não posso deixar de reconhecer que o marroquino efectuou uma exibição interessante, apesar de intermitente. Foi ele que criou as duas primeiras jogadas de grande perigo, ao arrancar pela esquerda em drible e cruzar para a área: na primeira ninguém acorreu ao cruzamento e na segunda Lucho, bem enquadrado com a baliza, rematou muito ao lado. Foi este o mote para a superioridade portista nos primeiros 45 minutos. Servindo-se de um meio-campo incansável na recuperação da bola e esclarecido na hora de construir, o FC Porto exerceu forte pressão sobre a defensiva sportinguista, chegando inúmeras vezes com perigo junto da baliza de Stojkovic.


O único ponto menos positivo nesta fase foi mesmo a falta de alguém na área leonina, facto normal se tivermos em conta que Lisandro desceu diversas vezes para importunar Miguel Veloso e não deixar repetir a superioridade numérica do Sporting a meio-campo acontecida na temporada passada. A verdade é que Assunção, Meireles e Lucho 'engoliram' autenticamente Moutinho, Izmailov e Romagnoli, proporcionando algumas jogadas de ruptura aos seus extremos e mantendo os seus defensores num mar de tranquilidade. O único apontamento que se viu ao Sporting foi um remate venenoso de João Moutinho de longa distância ao lado do poste, isto já depois de Quaresma ter, como disse, apontado superiormente um livre contra a trave, mais ou menos da zona onde havia marcado o portentoso golo da vitória em Braga. Onde será que acaba o talento do '7' azul e branco? Esta toada só abrandou nos últimos dez minutos, altura em que o Sporting conseguiu sacudir o aperto e subir um pouco no terreno, até ao descanso. Intervalo, 0 - 0, com o FC Porto a justificar a vantagem mas sem o conseguir.

Para o segundo tempo, Jesualdo fez entrar Postiga - bom jogo do mal-amado - para o lugar de Tarik, derivando Lisandro para uma das alas. Paulo Bento optou por não mexer na equipa, mas deve tê-lo feito com a cabeça dos jogadores, pois o Sporting surgiu transformado e entrou a todo o gás, com três boas situações em três minutos, apesar de não muito flagrantes: cabeceamento de Derlei para defesa de Helton, remate de Abel para nova intervenção do internacional brasileiro e novo remate de Derlei por cima, este do meio da rua. Mas o FC Porto, tal como referi, nunca se deixou encostar demasiado às cordas e respondeu à letra com um grande remate de Postiga para defesa de Stojkovic, seguido de recarga de Quaresma por cima. O jogo estava mais vivo e atractivo e sentia-se agora que qualquer equipa podia marcar.

Aos 52 minutos, o lance que decidiu o jogo: Postiga e Polga atacam uma bola morta, o central chega primeiro e, retirando a bola da frente do avançado com um simples esticar da perna, atrasa a bola na direcção de Tonel, que abre as pernas e a deixa seguir até Stojkovic. Inocente e incompetente (burro?), o guardião sérvio, com todo o tempo do mundo para pensar o que fazer, agarra a bola (!), para desespero de Paulo Bento, bem documentado nas imagens televisivas. O árbitro fez o que lhe competia e o que está determinado nas regras, marcando livre indirecto contra o Sporting sobre a linha de pequena área. Lucho 'El Comandante' González assume a marcação do lance e, quando toda a gente esperava um passe na frente para Quaresma, o argentino surpreende e toca atrás para Raúl Meireles, que fulmina a baliza do Sporting com um tiro indefensável. 1 - 0, o Dragão em apoteose e a justiça no marcador estabelecida.


O FC Porto continuou por cima durante mais alguns minutos, até que Bento trocou Izmailov por Vukcevic, respondendo Jesualdo com a entrada de Mariano por Meireles. E foi aqui que o decurso do jogo se alterou. Sem Meireles, o meio-campo portista ressentiu-se, perdeu capacidade de pressing, deixou de fazer a transição para o ataque de forma adequada e o Sporting aproveitou para subir as suas linhas e colocar a defensiva portista em sobressalto. Foi um erro trocar um trabalhador refinado por um médio tão ofensivo e sem espírito lutador, ainda mais a ganhar. Esta é a prova de que nem sempre a atitude mais ousada é a mais inteligente (esta é para os que apelidam Jesualdo de medroso). A luta do meio-campo ficou irremediavelmente perdida. Claro que, face à subida esperada do Sporting, até poderia ser bem pensado colocar um homem mais rápido e afoito, na tentativa de apanhar os 'leões' em contrapé e aumentar a vantagem. Só que o próprio andamento do jogo originou um efeito contrário e logicamente que depois de tudo acontecer é mais fácil falar!

A baliza de Helton estava agora ameaçada e Paulo Bento jogou mais uma cartada, retirando os laterais, fazendo entrar Pereirinha e Djaló e recuando Veloso, passando assim a jogar em algo parecido com um 3-5-2. Foi uma aposta arrojada e que possibilitou um domínio territorial ainda maior, embora as ocasiões claras de golo se resumam a um remate cruzado de Moutinho ao lado e uma bola que Helton deixou escapar das mãos perigosamente. Veio o final do jogo e estava consumado o fim da série de 26 jogos sem perder da turma sportinguista, perante um adversário superior e que fez por merecer o triunfo.

Quanto ao trabalho do árbitro, ao contrário do que se tem ouvido e lido em alguma comunicação social e também por aqui na blogosfera, não teve influência no resultado. No lance capital, decidiu como se impunha, já que Polga teve clara intenção de, cortando a bola, a direccionar a um companheiro e manter a posse da mesma na sua equipa. Os únicos equívocos foram a não amostragem de alguns cartões amarelos a jogadores de ambas as equipas e as não expulsões de Quaresma (ainda assim, viu o amarelo), primeiro, e Derlei, já perto do fim. Apesar de tudo, num jogo bastante difícil de dirigir, nota positiva para Pedro Proença.

No FC Porto, destaque maior para o trio de centrocampistas, Tarik nos primeiros minutos e para o talento de Quaresma, a espaços. Bosingwa alternou boas iniciativas com alguns 'rodriguinhos' na defesa (já vistos na Supertaça) perfeitamente escusados. No Sporting, após uma primeira parte de apagamento colectivo, emergiram Veloso, Moutinho, Derlei e Liedson. Vukcevic esteve bem no tempo em que jogou e Tonel foi o melhor do sector mais recuado. FC Porto na frente da liga, ou seja, como diz Bosingwa, "regresso à normalidade", porque isto de ter "os adversários a olhar para cima" é como lavar os dentes!