30 de junho de 2010

Correia deixa Oliveira do Douro

Correia, avançado do Oliveira do Douro terminou a ligação ao clube, o qual já representava há 18 anos. Em declarações exclusivas ao 'A Bola é Redonda', Correia explicou os motivos que o levaram a deixar o clube: "Não cheguei a acordo com o presidente, entramos em conflito e nem sequer chegou a haver dialogo", disse o atacante. Aprofundando mais a questão, Correia acabou por confessar que não ficou agradado com a proposta que lhe foi feita, mas o pior foi como as coisas lhe foram apresentadas: "A abordagem dele foi errada. Essa abordagem demonstrou falta de confiança e alguma falta de consideração para com um jogador que é da casa. De certa forma fez-me um ultimato, dizendo-me que ou aceitava a proposta ou ia-me embora. Decidi ir embora". O jogador, de 28 anos e que na última época apontou 13 golos ao serviço dos oliveirenses, aguarda agora que o telefone toque: "Ainda não tenho nenhuma proposta e não falei com ninguém. Estou à espera que o telefone toque, com um projecto aliciante que me possa ajudar a definir o meu futuro" finalizou o atleta.

Tiago Valente - "Nunca conseguimos uma série de resultados que nos permitisse sair da zona de despromoção"

Tiago Valente, defesa direito do Canidelo, clube despromovido esta temporada da Divisão de Honra para a 1ª Distrital, comentou para o 'A Bola é Redonda' os motivos que levaram a equipa orientada por Lé Santos a descerem de divisão, ao fim de cinco épocas na Honra.
O jogador começou por abordar a época, referindo que "A temporada do Canidelo acabou por tornar-se numa grande desilusão. Inicialmente os resultados não apareceram, depois, com o desenrolar do campeonato a equipa melhorou e foi fazendo bons jogos mas os resultados não coincidiam com as exibições", colocando como principal obstaculo a finalização: "Falhámos demasiado na finalização e sofremos golos incriveis. Quando conseguiamos dois resultados positivos e pareciamos "arrancar" para uma recuperação na tabela lá vinha um mau resultado, ou seja, nunca conseguimos uma série de resultados que nos permitisse sair da zona de despromoção, zona essa onde andamos todo o campeonato".
Tiago Valente escolhe os jogos com Vilarinho e Progresso, partidas consecutivas disputadas já na parte final da prova, como momentos fulcrais da época: "Em caso de vitória sobre o Vilarinho, davamos sequência aos bons resultados anteriores e deixavamos o Vilarinho practicamente condenado à descida. O segundo visto que sofremos um golo incareditável já nos descontos e que nos tirou dois pontos que teriam sido o suficiente para a manutenção.Tudo isto somado levou a que, infelizmente, o Canidelo não tivesse atingido os seus objectivos"
Sobre o futuro, o jogador, que chegou no início da época finda proveniente do Candal, não se amendronta com o facto do clube cair na 1ª Distrital e confirmou a sua continuidade, elogiando inclusive, o clube: "Foi o meu primeiro ano no clube e fui muito bem recebido por toda a gente. É um clube muito especial e que acarinha muito as pessoas e, apesar de desportivamente o ano ter sido mau, todos, desde direcção a adeptos, foram sempre muito correctos com os jogadores e apoiaram até ao final. Sinto que tenho uma dívida para com o clube devido à despromoção e vou fazer tudo para colocar o clube no lugar que merece".
Sobre a próxima época, Tiago Valente mostra a sua ambição, colocando a fasquia da subida nos horizontes do clube: "O Canidelo é claramente um clube que merece estar na Divisão de Honra. Como tal, os objectivos passam por voltar a essa divisão o mais rápido possível, fazendo com que a presença na 1ª Distrital seja momentânea. Com todo o respeito por todos os clubes, o Canidelo merece estar na principal divisão da A.F.Porto por isso temos que assumir declaradamente que pretendemos subir de divisão. Essa é, indiscutivelmente, a minha grande ambição para a próxima época", reiterou a defesa.

Hélder Costa ainda sem clube


Hélder Costa, guarda-redes que na última época defendeu as cores do Coimbrões, sagrando-se campeão e conquistando a subida de divisão, ainda não tem clube para a próxima temporada, depois da sua saída do clube. Ao 'A Bola é Redonda' Hélder Costa confirmou a existência de contactos: "Falaram comigo três clubes, vamos ver o que pode sair daqui", não adiantando os nomes envolvidos: "Prefiro não dizer os nomes dos clubes nem as divisões".

São Félix vai hoje a votos


Realiza-se hoje por volta das 21h30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de São Félix da Marinha, uma assembleia-geral extraordinaria, com o intuito de eleger os novos corpos sociais do clube, para a época 2010/2011. Luís Oliveira, actual presidente do clube, deverá ser reconduzido por mais uma temporada no cargo uma vez que não é crível que apareça outra lista concorrente. Recorde-se que Luís Oliveira esteve perto de deixar o clube, se as obras no Complexo Desportivo do clube não avançassem rápidamente. Estas estão previstas para o início do mês de Julho, com prazo de conclusão até Setembro.

29 de junho de 2010

Portugal 0-1 Espanha (ou a crónica de uma morte anunciada...)

Estádio: Green Point, Cidade do Cabo
Hora: 19h30
Árbitro: Hector Baldassi (Argentina)

Portugal: Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão, Pepe, Tiago e Raul Meireles, Cristiano Ronal, Simão e hugo Almeida.
Jogaram ainda: Danny, Liedson e Pedro Mendes.
Treinador: Carlos Queiroz.

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla, Xabi Alonso, Busquets, Xavi e Iniesta, David Villa e Fernando Torres.
Jogaram ainda: Llorente, Pedro Rodriguez e Marchena.
Treinador: Vicente del Bosque

Disciplina: Cartão amarelo a Tiago (Portugal) e Xabi Alonso (Espanha) e cartão vermelho a Ricardo Costa (Portugal)

Marcadores: David Villa (63')


Eduardo não merecia a derrota depois do jogo que fez

Portugal perdeu com a Espanha em jogo dos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, em jogo onde até tinha tudo para sair vencedor. As más opções ou melhor, a má opção, de Carlos Queiroz, mais uma vez, nas substituições acabou por deixar de fora a selecção lusa, desde logo aos 58', quando retirou Hugo Almeida de campo, para fazer entrar Danny, com isso perdendo uma referencia em crescendo no ataque português, colocando no seu lugar Cristiano Ronaldo, deixando Danny na ala direita.
Puxando o filme atrás, a Espanha entrou forte no jogo e nos primeiros seis minutos, Eduardo já tinha negado o golo por duas vezes a David Villa, com duas defesas de grande nível. A Espanha no primeiro quarto de hora trocou muito bem a bola, ocupando o meio campo português, sem qualquer hipótese de reacção da Selecção Nacional. Com o passar do tempo, Iniesta e Xavi foram deixando de ter bola e com isso a equipa espanhola deixou de criar tanto perigo junto da baliza portuguesa, passando a ser então a nossa selecção a chegar com perigo junto da baliza de Casillas, que brilhou aos 22 minutos de jogo, numa das melhores jogadas de Portugal em todo o jogo, com Tiago a rematar de fora da área e o guardião espanhol a não conseguir segurar a bola que se encaminhava para a baliza e já com Hugo Almeida a pressionar, conseguiu afastar o perigo. Nesta fase do jogo, a Espanha tentava sair em contra-ataque, mas as referencias de passe estavam bem marcada pelo meio campo português, o que deixou os jogadores espanhóis à deriva durante a parte final do primeiro tempo. A passagem da meia hora é novamente Portugal a criar perigo, com um livre directo de Cristiano Ronaldo, que Casillas volta a não segurar e desta feita Piqué afasta perante a ameaça dos avançados portugueses. Já perto do final do primeiro tempo, Raul Meireles isolou Simão, que por pouco não chega à bola, não fosse a rápida intervenção do guarda-redes espanhol. Chegou pouco depois o intervalo, com Portugal por cima do jogo, tudo muito bem controlado e com francas hipóteses de na segunda metade conseguir chegar ao golo.
Após o segundo tempo, Portugal apenas esteve em campo pouco mais de quinze minutos. Antes disso, ainda poderia ter chegado ao golo, quando Hugo Almeida ganhou ao lateral espanhol, fazendo o cruzamento que iria encontrar Ronaldo na área, mas Puyol antecipa-se. O corte do central do Barça ia traindo Casillas, uma vez que a bola acabou por sobrevoar o guardião e sair bem junto ao poste esquerdo da baliza espanhola. aos 58' o momento que define a partida. Contra todas as expectativas, até porque Simão passou por completo ao lado do jogo, à semelhança de Cristiano Ronaldo, Carlos Queiroz faz entrar Danny para o lugar de.. Hugo Almeida, perdendo assim uma referencia que muito trabalho deu à defesa espanhola, passando Ronaldo a ocupar a zona central do ataque português. Do outro lado, Vicente del Bosque fez o oposto, retirou Torres de campo, que não esteve tão influente como noutros jogos, promovendo a entrada de Llorente, dando então uma referencia ao ataque espanhol, que abriu espaços na defesa lusa para as entradas mortíferas de Villa e dos médios interiores, Xavi e Iniesta. E o aviso foi dado quatro minutos depois, com Llorente a surgir sozinho na área a responder de cabeça a um centro da direita do ataque espanhol, valendo mais uma vez Eduardo, que com uma defesa por instinto, evitou o golo. Golo esse que não conseguiu evitar no minuto seguinte. Combinação fantástica entre Villa e Xavi, com este a servir o jogador do Barcelona de calcanhar e sem oposição atirou numa primeira instância, para defesa de Eduardo, mas depois na recarga atirou a contar. A partir daqui, o jogo terminou, com a Espanha, confortável no marcador, a trocar a bola, deixando os portugueses cada vez mais nervosos. A equipa lusa não soube controlar as emoções e nem as entradas de Liedson e Pedro Mendes trouxeram nada de novo à selecção, que não conseguiu nunca mais chegar perto da baliza espanhola com perigo, muito menos construir uma jogada com principio, meio e fim. A Espanha ainda poderia ter chegado ao segundo golo, novamente por Llorente, que cabeceou ao lado e Portugal ainda se viu reduzido a dez jogadores por expulsão de Ricardo Costa depois de ter atingido com o cotovelo Capdevilla, na abordagem a um lance na área espanhola.
Chegou ao fim a carreira de Portugal nesta edição do Mundial da África do Sul, deixando, na minha opinião, muito a desejar, começando pelo treinador Carlos Queiroz, que prometeu muito mas fez muito pouco.

Analise do jogo

Prometo que será uma analise reduzida, até porque pouco há a dizer sobre o jogo de hoje. Portugal entrou bem na partida, no seu esquema habitual, 4x3x3, com um homem de área, capaz de combater o poderio físico de Puyol e Piqué. Continuo com a ideia fixa de que Pepe não deveria ter entrado de início, penso que seria uma melhor opção se tivesse jogado Pedro Mendes, mas também não foi por aí que Portugal não ganhou, apesar de ainda se notar uma certa descoordenação do luso-brasileiro na abordagem a alguns lances. Ricardo costa acabou por se mostrar uma solução acertada na direita da defesa, apesar de o início não ter sido o melhor, deixando Villa entrar pelo seu flanco causando algum perigo.
A chave da melhoria do jogo português na primeira metade do jogo, deveu-se à marcação que foi movida aos pensadores do jogo espanhol, Xavi e Iniesta, cortando-lhes as linhas de passe e não os deixando respirar, com isso ressentindo-se a selecção espanhola, que não mais criou perigo.
O momento-chave deste jogo, dá-se ao minuto 58', quando seria de esperar a saída de Simão ou até mesmo de Cristiano Ronaldo, claramente, ambos, ao lado do jogo, para a entrada de Danny, que poderia trazer alguma irreverência à ala esquerda, juntamente com Fábio Coentrão, que mais uma vez esteve endiabrado. Ao invés disso, Queiroz retirou Hugo Almeida, num erro crasso do seleccionador, retirando com isso a presença no ataque português  e uma das principais dores de cabeça dos defesas espanhóis enquanto o jogador do Werder Bremen esteve em campo. Em sentido inverso, Vicente del Bosque lançou e bem, Llorente, dando aquilo que lhe faltou precisamente na primeira parte, colocando-o no lugar de Torres, que ao derivar para a direita do ataque não deixava ninguém na zona central. A sua entrada fez-se sentir logo nos minutos seguintes, com uma ocasião para golo na primeira vez que tocou na bola e depois abrindo espaço para Xavi combinar com Villa para o golo espanhol. É este o contraste entre um treinador que joga para ganhar e um que joga para não perder, como Carlos Queiroz. Com esta alteração, del Bosque disse claramente que queria vencer o jogo e conseguiu. Em termos practicos, Queiroz retirou capacidade ofensiva e retraiu a equipa ao contrário de Vicente del Bosque que estendeu a Espanha ainda mais no terreno dado-lhe mais poder no ataque.

Já disse antes que não sou fã de Carlos Queiroz, apesar de ele me ter feito a vontade contra a Coreia do Norte e ter posto a jogar Tiago, Simão e Hugo Almeida, que juntos apontaram quatro dos sete golos de Portugal nesse jogo. Mas Queiroz tem problemas quando mexe na equipa para as substituições. Já foi assim no Sporting e é sempre assim desde que assumiu o comando da selecção. Queiroz privilegia o contra-ataque, dando a iniciativa de jogo ao adversário, ao contrário, por exemplo de Scolari, que sempre tomou as rédeas do jogo. Penso que depois deste desaire, Queiroz deveria repensar a sua posição na Federação e talvez, porque não, apresentar a sua demissão, uma vez que das duas vezes que prometeu uma equipa para arrasar o adversário (Brasil e Espanha), num empatou e no outro acabou arrasado. Não é o facto de ter conseguido 19 vitórias consecutivas ou de apenas ter sofrido um golo em todo o Mundial que trazem títulos, isso apenas trazem vitórias morais (novamente) e desresponsabilização pelos erros cometidos. No final do jogo, o técnico português considerou justa a vitória da Espanha. Tendo em conta que foi ele quem lha ofereceu, só lhe fica bem reconhecer o mérito do adversário que lançou as suas armas aproveitando o erro do adversário. Esta é a prova mais cabal de que muito dificilmente Portugal alguma vez conseguirá ganhar uma grande competição, porque em vez de nos engrandecer, acabamos sempre por nos minimizar. É a sina portuguesa.... Esperemos que no Euro 2012 as coisas corram melhor.. Se la chegarmos. Uma certeza fica: Fábio Coentrão, Eduardo, Hugo Almeida, Tiago e outros jogadores não mereciam um Seleccionador como Carlos Queiroz.

José Lobo não fica no Oliveira do Douro e... recebeu proposta do Candal




José Lobo, treinador do Oliveira do Douro, que levou a equipa a garantir a manutenção na 3ª Nacional, não vai continuar no clube na próxima temporada. O técnico confirmou isso mesmo ao blog referindo que "O Oliveira do Douro não reuniu as condições suficientes para eu continuar". O treinador já tinha afirmado anteriormente ao 'A Bola é Redonda' que apenas ficaria caso o clube lutasse por uma subida de divisão, mas ao que tudo indica, não será esse o objectivo do clube.
José Lobo referiu também que recebeu uma proposta do rival dos oliveirenses, o Candal: "Recebi uma proposta do Candal, mas não fugiu muito ao que o Oliveira do Douro me apresentou. Fiz a minha contra-proposta e agora estou à espera da resposta do presidente". No entanto, não é só de Gaia que o técnico tem convites, uma vez que também recebeu propostas de clubes da zona de Braga: "O Terras do Bouro tem um projecto interessante de subida aos nacionais, assim como também recebi convite do Amares", que milita na Série A da 3ª Divisão. Assim sendo, parece certo que o treinador rumará a outras paragens, mas deixa um bom trabalho realizado no Oliveira do Douro, que terminou a segunda fase com sete vitórias consecutivas, consagrando-se também como a equipa mais concretizadora com 62 golos.

28 de junho de 2010

Entrevista com: Hugo Figueiredo (Avintes)

Esta semana, temos uma entrevista com um dos avançados mais letais da Divisão de Honra da AF Porto, Hugo Figueiredo, avançado do Avintes. apesar do clube ter terminado a época em nono lugar, Hugo Figueiredo apontou 28 golos em 32 jogos, pulverizando a concorrencia. Este número de golos valeu-lhe a distinção atribuída pelo jornal 'O Gaiense', como o 'Melhor Goleador' da Divisão de Honra, prémio que destaca os jogadores dos clubes de Gaia. Hugo fala-nos ainda sobre a época do Avintes, os convites que já teve e que já recebeu para se transferir e sobre as expectativas para a próxima temporada a nível pessoal.
Mais uma entrevista exclusiva para o blog 'A Bola é Redonda', a quem Hugo Figueiredo agradeceu pela atenção dispensada.


A Bola é Redonda (ABR) - Hugo, antes de mais, queria que me fizesses um balanço da época do Avintes

Hugo Figueiredo (HF) - Foi uma época boa apesar de termos uma das equipas mais jovens do campeonato e com um dos orçamentos mais baixos da divisão. Conseguimos o nosso objectivo bem antes de terminarmos o campeonato, sendo isso um prémio para toda a equipa.


ABR - A época esteve dentro das expectativas ou poderia ter sido mais vantajosa?

HF - Eu penso que a época esteve acima das expectativas. O objectivo inicial passava pela manutenção e nunca estivemos abaixo da linha de água acabando por fazer uma época bastante tranquila.


ABR - A nível pessoal, conseguiu atingir os objectivos a que se propôs?

HF - Sim, posso dizer que sim. Eu tinha como um dos objectivos ser o melhor marcador da divisão, algo que já procurava há algum tempo e infelizmente ainda não tinha conseguido. Foi este ano e mais importante foram esses golos ajudarem a equipa.


ABR - O Hugo conseguiu marcar 28 golos em 32 jogos, o que dá quase um golo por jogo. Como conseguiu marcar tanto, uma vez que metade dos golos do Avintes foram seus?

HF - Consegui com a ajuda de toda a equipa, assim como também a equipa técnica, e a todos eles agradeço o facto de me ajudarem a conseguir atingir este objectivo, pelo qual durante toda a época trabalhei bastante para o conseguir e quando assim é as coisas tornam-se mais fáceis.


ABR - Esses golos valeram-lhe o Prémio de Melhor Goleador, atribuído pelo jornal O Gaiense. Como se sente ao vencer essa distinção?

HF - Sinto-me muito feliz e orgulhoso porque como tinha dito anteriormente já procurava este prémio há algum tempo e ser distinguido pelo jornal "O GAIENSE" é o culminar de todo o reconhecimento de um trabalho de toda uma época. É uma festa onde marcam presença grandes nomes do futebol, o que enaltece o valor de qualquer jogador que se esforça para ver reconhecido o seu trabalho.


ABR - Ainda dentro deste assunto. Apesar de ter marcado tanto, o Avintes não foi além do 9º lugar. O que pensa que faltou à equipa para conseguir uma posição mais alta na classificação?

HF - O facto de termos uma equipa jovem e com pouca experiência nesta divisão pode ter contribuído em alguns jogos para resultados menos positivos.


ABR - Em Dezembro sei que foi abordado para mudar de clube. Qual foi esse clube e porque é que decidiu ficar no Avintes?

HF - Sim é verdade que fui abordado por um clube da 3ª Divisão Nacional, mas por uma questão de ética profissional não vou mencionar o nome do clube em causa, sendo que na altura decidi continuar no Avintes porque tinha como objectivo ser o melhor marcador nesta divisão como também cumprir o contrato com o clube.


ABR - E agora? Já foi abordado por algum clube para a próxima época ou vai continuar a representar o Avintes?

HF - Sim já fui abordado por alguns clubes mas ainda não me decidi sobre o futuro, podendo passar pelo Avintes ou não. Mas é sempre muito gratificante ver reconhecido o nosso valor por outros clubes porque funciona como uma motivação para cada dia tentar ser melhor.
 
 
ABR - Esta época foram 28 golos. Qual é a meta para a próxima época?

HF - A nível pessoal gostava que fosse uma época semelhante ou melhor do que a anterior mas nem sempre isso é possível, posso é prometer que vou trabalhar para tentar corrigir erros passados e melhorar cada vez mais.

26 de junho de 2010

Portugal 0-0 Brasil

Estádio: Durban, na cidade de Durban
Hora: 15h
Árbitro: Benito Archundia (México)

Portugal: Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão, Pepe, Raul Meireles e Tiago, Duda, Danny e Cristiano Ronaldo
Jogaram ainda: Simão, Pedro Mendes e Miguel Veloso
Treinador: Carlos Queiroz

Brasil: Júlio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos, Gilberto Silva, Filipe Melo, Daniel Alves e Júlio Baptista, Nilmar e Luís Fabiano.
Jogaram ainda: Josué, Ramires e Grafite.
Treinador: Dunga

Disciplina: Cartão amarelo para Duda, Tiago, Pepe e Fábio Coentrão para Portugal e Luís Fabiano, Juan e Filipe Melo para o Brasil.


Portugal conseguiu o apuramento para os oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, ao conseguir arrancar um empate a zero perante o Brasil, garantindo assim o segundo lugar no Grupo G.
O jogo teve alguns motivos de interesse, apesar de ser algo quezilento durante a primeira parte, onde foram vistos sete cartões amarelos, fruto de alguma impetuosidade nalgumas jogadas e também, devido a algum exagero por parte da equipa de arbitragem. Apesar de dizer que não iria jogar para o empate, Carlos Queiroz surpreendeu, ao realizar quatro alterações e sem jogar com uma referencia no ataque, dando essa missão a Cristiano Ronaldo, que sozinho foi chegando para as encomendas. Promoveu à titularidade Ricardo Costa, no lugar de Miguel e Pepe no lugar de Pedro Mendes, Danny e Duda formaram as alas.
O Brasil, na primeira aprte foi mais perigoso e poderia ter chegado ao golo num lance a meio do primeiro tempo, com Ricardo Carvalho e Ricardo Costa a falharem e a deixarem Nilmar aparecer nas costas em posição de rematar, valendo a intervenção de Eduardo, que conseguiu desviar a bola para o poste. A dinâmica ofensiva portuguesa fêz-se sobretudo pelo lado esquerdo, onde fábio Coentrão esteve mais uma vez endiabrado e não se amedrontando nem com Maicon nem com Dani Alves, mas também com alguma visão de jogo de Tiago, hoje menos preponderante do que contra a Coreia do Norte, mas mesmo assim com alguma influência na forma como Portugal saiu a jogar. Ainda assim, o Brasil poderia ter voltado a marcar, pouco antes do intervalo, novamente com falhas de Ricardo Costa e Ricardo Carvalho, que deixaram Luis Fabiano aparecer entre os dois, no entanto, a cabecear ao lado.
Já na segunda parte, seria de esperar que o treinador português arrisca-se um pouco mais no ataque, até porque o Brasil não estava a jogar tudo o que sabe, uma vez que também Dunga se viu forçado a fazer algumas alterações, casos de Káká (castigado), Elano (lesionado), tendo deixado de fora Robinho por opção. Mas o risco foi nulo e Portugal continuou a jogar apenas com Cristiano Ronaldo sozinho na frente. Simão entrou para o lugar de Duda e logo pôs à prova Júlio César, mas a grande ocasião de golo deste segundo tempo esteve nos pés de Raul Meireles, após uma boa jogada de Cristiano Ronaldo, após uma recuperação de bola do médio do FC Porto. O extremo português deixou quatro brasileiros para trás e já dentro da área acaba por ser Lúcio, que ao cortar a bola apôs nos pés de Meireles, que atirou à baliza, mas Júlio César teve um toque providencial na bola, desviando-a para canto. Queiroz continuou a querer defender o empate e fez entrar Pedro Mendes para o lugar de Duda e posteriormente Miguel Veloso para o lugar do esgotado Raul Meireles. Do lado do Brasil, algum nervosismo, fruto do bom jogo que Portugal acabou por realizar, defendendo o empate, embora Ramires ainda tivesse proporcionado  mais um bom momento a Eduardo, com a bola a desviar em Bruno Alves, garantindo assim o nulo no marcador e a passagem à fase seguinte sem sofrer golos.

Analise do jogo

Apesar do empate ser um bom resultado e garantir a passagem Às duas equipas, não posso deixar de voltar a criticar o Seleccionador Nacional. Desta feita e num jogo de enorme responsabilidade, apesar de o apuramento estar quase seguro, penso que foi uma opção de risco incluir Pepe e Ricardo Costa. Pepe porque e apesar de ser uma excelente solução para jogar à frente dos centrais, não tem ritmo nem rotinas de jogo e isso viu-se na forma de abordar os lances, o que lhe valeu um cartão amarelo e proporcionou vários lances que poderiam ter sido mais perigosos para a baliza de Eduardo na primeira parte. O luso-brasileiro não jogava desde Setembro último, por isso penso que foi uma idéia completamente descabida que acabou por correr bem. Já Ricardo Costa, não me pareceu que fosse este o jogo ideal para ele se estrear, por tudo aquilo que envolvia e pela rapidez que os laterias brasileiros imprimem ao jogo. Não foi por acaso que as duas grandes oportunidades de golo do brasil durante toda a primeira parte foram nos espaços entre Ricardo Costa e Ricardo Carvalho, precisamente pela falta de rotinas entre ambos. Há que ver que Carlos Queiroz não apresentou o mesmo lateral direito em nehum dos três jogos desta fase, o que também não dá estabilidade a quem faz o lugar. Penso que Miguel poderia ter mantido a titularidade, embora o jogador mais indicado para este jogo fosse Paulo Ferreira.
Abordar um jogo que não sendo decisivo, era importante, sem uma referencia de ataque, parece-me outra idéia descabida. É certo que Cristiano Ronaldo fez bem o que o treinador lhe pediu, mas em várias situações, uma referencia na área seria importante, até para manter os centrais brasileiros mais presos à sua posição. Penso que Hugo almeida poderia ter mantido também a titularidade, até porque sendo possante, poderia ter aberto espaços para os médios, Tiago e Raul Meireles, aparecerem em zona de finalização e causarem mais estragos.
Tenho que voltar a abordar as substituições claramente defensivas que Queiroz realizou. Simão por Duda, uma troca por troca que até veio dar mais vivacidade à ala direita do ataque português. Mas quando entrou Pedro Mendes pedia-se um avançado. Penso que o Liedson poderia ter entrado nesta fase, pois sempre estava mais fresco que os centrais brasileiros e poderia ter sido mais perigoso. Queiroz arriscou pouco, é certo que garantiu o ponto, mas como ele bem disse, quem joga para o empate acaba sempre por perder e por pouco Ramires não lhe fazia a vontade.

Quanto a Ricardo Costa, apesar de dois erros que poderiam ter dado golo, a apreciação só pode ser positiva, neste jogo de estreia pela Selecção portuguesa no Campeonato do Mundo. Mais tarde o jogador abordou a titularidade: "A minha titularidade foi uma surpresa agradável. Estava com vontade de jogar e as coisas correram-me bem. Não penso em agarrar o lugar. Tentei cumprir e fechar bem aquele lado, para anular os contra-ataques rápidos. A estratégia foi bem conseguida".

Portugal garantiu então os oitavos-de-final, onde irá encontrar a Espanha, reeditando o duelo do Euro 2004, onde quem sorriu foi a selecção portuguesa ao vencer por uma bola a zero, com golo de Nuno Gomes. O jogo é na próxima terça-feira, às 19h30.

23 de junho de 2010

Revista Futebolista - Edição de Julho


Está já nas bancas a edição de Julho da Revista Futebolista. Esta edição, entre outros assuntos de interesse, inclui dois artigos meus, um sobre André Villas Boas e outro sobre Pedro Pauleta. Quem ler, que deixe aqui a sua opinião...

    
Johnny Lino

22 de junho de 2010

Portugal 7-0 Coreia do Norte

Estádio: Green Point, Cidade do Cabo
Hora: 12h30
Árbitro: Pablo Pozo (Chile)


Portugal: Eduardo, Fábio Coentrão, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Miguel, Pedro Mendes, Tiago e Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Simão e Hugo Almeida.
Jogaram ainda: Miguel Veloso, Duda e Liedson
Treinador: Carlos Queiroz

Coreia do Norte: Ri Miong Guk, Cha Jong Hyok, Ri Jun Il, Pak Nam Chol, Ri Kwang Chon e Ji Yun Nam, Pak Chol Jin, An Yong Hak e Hong Yong Jo, Jong Tae Se e Mun In Guk.
Jogaram ainda: Kim Kum Il, Kim Yong Jun e Nam Song Chol.
Treinador: Kim Jong Hun

Disciplina: Cartão amarelo para Pedro Mendes e Hugo Almeida (Portugal) e Hong Yong Jo e Pak Chol Jin (Coreia do Norte)

Marcadores: Raul Meireles (29'), Simão (53'), Hugo Almeida (56'), Tiago (60' e 90'), Liedson (81') e Cristiano Ronaldo (87').



Portugal venceu, como alias se esperava, a Coreia do Norte, por expressivos 7-0, tornando esta a goleada do Mundial até ao momento e o resultado mais expressivo da Selecção Nacional nas fases finais de um mundial. Com algumas alterações no onze - entraram Miguel, Tiago, Simão e Hugo Almeida - Portugal foi sempre superior à equipa norte coreana, apesar de algum ascendente da equipa asiática, durante os primeiros 20 minutos de jogo. Portugal acabou por chegar ao golo aos 29 minutos, através de Raul Meireles e após um bom passe de Simão.
Mais golos apenas no segundo tempo, tornando este jogo num encontro sem muita história. aos 53 minutos, o próprio Simão apontou o segundo golo e logo de seguida Hugo Almeida apontou o terceiro, depois de um excelente centro de Fábio Coentrão. Tiago, fez o quarto golo à passagem dos 60 minutos, a passe de Cristiano Ronaldo, que esteve em bom nível. A Coreia já tinha baqueado, logo após o segundo golo e nos últimos dez minutos de jogo, mais três golos, com Liedson a marcar aos 81 minutos, pouco depois de ter substituído Hugo Almeida, seguindo-se os golos de Cristiano Ronaldo, no golo mais esquisito da prova e já no minuto 90 Tiago bisou num excelente movimento de cabeça. A Coreia do Norte, apesar de se apresentar de uma forma mais ofensiva do que contra o Brasil, não conseguiu segurar o ímpeto da equipa das quinas, principalmente após o segundo golo.

Analise do jogo

Carlos Queiroz deve ter lido a analise que fiz ao jogo da Coreia do Marfim. Promoveu quatro alterações no onze inicial, dando a titularidade a Miguel no lado direito da defesa, assim como a Tiago, Simão e Hugo Almeida, se bem que talvez tivesse sido melhor jogar Liedson de início, uma vez que poderia ter beneficiado da sua rapidez para furar a muralha defensiva mais cedo. O esquema manteve-se num 4x3x3, com Pedro Mendes mais atrás de Raul Meireles e Tiago. A entrada do jogador do Atlético de Madrid foi muito benéfica para o nosso meio campo, uma vez que permitiu que os lançamentos para o ataque fossem mais letais, devido à capacidade de passe de Tiago, bem como à sua capacidade de colocar a bola no sítio certo. Raul Meireles também beneficiou com a entrada deste jogador, porque ficou mais liberto para aparecer em zonas de remate, algo que não aconteceu frente à Costa do Marfim. Já na área, Hugo Almeida deu mais presença na área, até porque é um avançado muito possante fisicamente. Já Miguel veio trazer uma dinâmica ofensiva mais intensa do que quando joga Paulo Ferreira. Simão também esteve em bom nível, melhor do que Danny, que pode ter acusado alguma pressão no primeiro jogo.
Já a Coreia do Norte não fugiu do seu esquema habitual, um 5x3x2, com oito jogadores atrás da linha da bola, mas no jogo de ontem, a equipa coreana apresentou-se ligeiramente mais ofensiva e mais perigosa do que contra  o Brasil, saindo para o contra-ataque com bastante rapidez, não se inibindo de rematar fosse qual fosse o local do terreno onde se encontrassem. Isso motivou alguns remates perigosos, aos quais Eduardo correspondeu. Na segunda parte e após o segundo golo de Portugal, a equipa abriu e perdeu alguma da disciplina defensiva, sendo completamente abalroados pela equipa das quinas.

Penso que desta feita o seleccionador acertou no onze inicial e deve ter conseguido uma equipa para o que resta da prova. Agora, na próxima sexta-feira vem o Brasil e apesar desta ser a goleada do mundial 2010 e uma dos resultados mais expressivos de sempre, é preciso não embandeirar em arco, pois o Brasil não é a Coreia do Norte. É necessário jogar com atitude e sem medo do adversário, pois a equipa tem capacidades para conseguir vencer o Brasil.

18 de junho de 2010

Luz ao fundo do túnel para o São Félix


Decorreu ontem na sede social do São Félix, uma reunião de emergência, com a actual direcção e elementos da C.M. Gaia, nomeadamente o vereador do Desporto, Mário Fontemanha e a Directora dos equipamentos desportivos da Câmara, Engenheira Dora, na qual também esteve presente o Presidente da Junta de São Félix da Marinha, com o intuito de encontrarem uma solução para o problema do início das obras no Complexo Desportivo do clube. Assim, ao que tudo indica, o acordo para o início das obras foi alcançado e deverão ter início na primeira semana de Julho, com prazo de conclusão previsto para o mês de Setembro, afirmou o actual presidente do clube ao A Bola é Redonda, Luís Oliveira: "Foi decidido em reunião de Câmara, pelo presidente Luís Filipe Menezes, que as obras arrancariam nessa data", afirmando também que "só assim irei apresentar no próximo dia 30 de Junho, em assembleia geral do clube, uma lista para nova direcção", garantindo também ao mesmo tempo que "este fim-de-semana irei já começar contactos com directores, equipa técnica do escalão sénior e também a construção do plantel para a próxima época". Este solução vem dar um pouco de luz ao futuro do clube, uma vez que caso não houvesse uma decisão próxima sobre o início das obras, Luís Oliveira entregaria as chaves do clube à Junta de Freguesia como ainda esta semana afirmou ao blog.

16 de junho de 2010

Entrevista com: Óscar Nogueira (Treinador AD Grijó)

Óscar Nogueira caminha para o seu sétimo ano à frente da equipa grijoense. Depois de ter alcançado o quarto lugar na classificação da Divisão de Honra, para esta época o treinador quer mais e assume a luta pela subida de divisão, contando com o factor casa como grande aliado, uma vez que o Grijó finalmente tem o Complexo Desportivo pronto, deixando assim de andar com a casa às costas. Na entrevista que se segue, o treinador falou ao A Bola é Redonda da época que terminou, assume então a subida de divisão e dá já os reforços para a nova temporada.


A Bola é Redonda (ABR) - Antes de mais, Óscar Nogueira faça-me um balanço da época do Grijó

Óscar Nogueira (ON) - A época foi muito difícil, devido á falta de condições de treino e também ás deslocações que se fizeram para realizar esses mesmos treinos. A equipa teve algumas quebras, essencialmente anímicas, às quais tivemos que reagir sempre de forma positiva, por isso considero positiva a prestação do grupo ao longo da época. Realço mais uma vez o carácter e disponibilidade dos meus jogadores pois foram uns verdadeiros sofredores.


ABR - O quarto lugar alcançado superou as expectativas ou estava dentro daquilo que era previsto?

ON - Ficou dentro do previsto, pois o objectivo era fazer melhor que a época anterior (6ºlugar), só que contávamos jogar a segunda volta no nosso estádio o que não foi possível, mesmo assim não alteramos objectivos e acabamos por atingi-los.


ABR - Qual foi a principal dificuldade com que teve que lidar esta temporada?

ON - A principal dificuldade foi sem dúvida espaços de treino e o desgaste físico e psicológico causado por toda essa situação.


ABR - No final do jogo de Canidelo, em que o Grijó perdeu por 3-1, vi-o bastante zangado com o trabalho da equipa de arbitragem, não só desse jogo, mas de alguns jogos anteriores. Acha que o Grijó foi muito prejudicado pelas arbitragens esta época?

ON - O futebol tem uma beleza estranha, tanto os árbitros como treinadores, jogadores e dirigentes também erram e por vezes com influencia nos resultados finais, daí algum descontentamento no final de alguns jogos, mas nada que não faça parte do futebol. Não foi por aí que o Grijó não alcançou um dos três primeiros lugares.


ABR - A equipa somou 14 empates e ainda assim conseguiu ser o conjunto mais finalizador da prova. O que faltou para que alguns destes jogos tivessem terminado com vitória?

ON - Faltou superar alguns pormenores que neste campeonato equivalem a pontos, tais como concentração, interpretar os momentos de jogo e alguma frieza juntando á falta de espaço para corrigir de imediato esses mesmos erros.


ABR - Se não tivessem somado tantos empates, pensa que o Grijó poderia ter-se intrometido na luta pela subida de divisão?

ON - Sim, é verdade que podemos tirar essas ilações , bastava alcançar quatro ou cinco vitórias desses 14 empates e subíamos de divisão....


ABR - Vai continuar no Grijó na próxima temporada?

ON - Sim, vamos continuar.


ABR - Não recebeu nenhum convite para treinar noutras paragens?

ON - Sim, recebi dois convites, mas apesar de um ser de uma divisão superior, não me seduziu mais do que a ambição que tenho de realizar uma grande época 2010/11 na A.D.Grijó.


ABR - Para a próxima época, o Grijó finalmente poderá dizer que joga em casa própria. Que impacto terá isso no desempenho da equipa?

ON - É muito bom, mas as pessoas não pensem que é só positivo, pois vai trazer mais responsabilidade e pressão á equipa, mas teremos de ser nós a superar essas adversidades e fazer uma grande época.


ABR - Apesar de ter andado com a casa às costas, a equipa não perdeu nenhum jogo na condição de visitado. Que tem a dizer sobre isto?

ON - Foi mais um pequeno feito, pois raramente treinávamos no Estádio Jorge Sampaio, mas também significa que havia muito respeito da parte das equipas adversárias quando se deslocavam lá.


ABR - Na próxima temporada, que poderemos espera do Grijó? Será um dos candidatos assumidos à subida, apesar de a Divisão de Honra se tornar ainda mais competitiva com as presenças de Infesta e Pedrouços ou continuará a apostar na luta pelos primeiros lugares?

ON - Podem contar com um Grijó forte e ambicioso e será certamente um candidato á subida de divisão, apesar dessa mesma competitividade.


ABR - Em termos de entradas e saídas, já há alguma novidade? Que sectores irão ser reforçados?

ON - Em termos de permanências, teremos o Hélder, Maté, Miguel, Artur, Vítor Hugo, Luís Almeida, Bruno Volta, Dani, Vitinha, Kruss, Bruno Carvalho, Veiga, Tiago e Penantes, aos quais se juntam os reforços já confirmados: César, Ricardo Chaves, Marco, César II, Bruno Faria (todos ex-Arcozelo), Postiga ( ex-Pedrouços), Bruno Cardoso ( ex-Canidelo) e o regresso de Ricardo Viana.
Já quanto a dispensas, são algumas: Paulo Almeida, Pedrito, Bruno Rocha, Farelo, Loureiro, Vieira, Ricardinho, Ludovico, João Tiago, Bruno Cunha, sendo que de tudo isto, ainda poderá entrar mais um jogador.

Indefinição no São Félix


Reina a indefinição no seio do São Félix, numa altura em que já deveria ter sido dado o arranque do planeamento da nova temporada, tudo devido ao facto do presidente do Clube, Luís Oliveira, não querer assumir a direcção enquanto as obras no complexo desportivo do clube não tiverem início. A situação já re vem arrastando desde sensivelmente o final do ano, quando devido às chuvas intensas, parte do relvado sintético aluiu, não permitindo qualquer actividade no recinto. O clube viu-se forçado a ter que voltar a jogar fora em todas as camadas, mas essa situação é insustentavel nesta temporada, para Luís Oliveira. Em conversa com o A Bola é Redonda, o presidente do São Félix, reeleito recentemente referiu que "não irei tomar posse, nem assumir qualquer vínculo directivo, enquanto não houver uma definição do início das obras". O presidente adiantou ainda que também irá tomar medidas na qualidade de autarca da Junta de Freguesia de São Félix da Marinha, na proxima assembleia de freguesia marcada para dia 28 de Junho e que dois dias depois, no dia 30 de Junho, "irei entregar as chaves do clube à Junta de Freguesia de São Félix da Marinha".
Luís Oliveira refere ainda que "já há estudos feitos pela Câmara do que é que se deve fazer ali, mas ainda não avançaram com as obras". Segundo o presidente do clube "os vereadores apenas me dizem que nunca podem dar prazos e já estamos nesta indefinição desde Fevereiro". Luís Oliveira adianta ainda que "apenas podemos utilizar sensivelmente pouco mais de meio campo. Até podemos treinar ali, mas depois não podemos fazer os nossos jogos, o que nos leva a ter que voltar a jogar fora em todas as camadas do clube, situação que por vezes se torna insustentavel devido às condições que encontramos em alguns campos onde nos deslocamos. A única camada que podemos inscrever e que pode usar o recinto é o futebol de sete", disse Luís Oliveira.

Manuel António também não sabe o futuro

Quem também ainda não tem certezas de nada é o treinador da equipa sénior, Manuel António, que confessou ao A Bola é Redonda que "ainda não tenho a certeza de nada. A direcção só estará em funções até a próxima Assembleia Geral, pois se não houver início de obras, o clube fechará as portas". Ainda assim o treinador confessou que "existe um acordo entre o presidente e eu para continuarmos, caso ele fique", mas esta situação é terrivel para o clube: "Isto atrasa todo o planeamento da época e da equipa. Estamos numa altura em que a maioria dos planteis já está fechado e o São Félix continua a zeros", adiantando também que ainda não foi sondado por nenhum clube para exercer funções.

15 de junho de 2010

Portugal estreia-se com empate

Abro aqui uma excepção no futebol distrital, para me insurgir pelos caminhos da Selecção Nacional, no Campeonato do Mundo da Africa do Sul, até porque existe um gaiense em destaque na equipa de todos nós, no caso Ricardo Costa. Enquanto a Selecção estiver a jogar o Mundial, serão feitas as analises aos jogos da equipa das quinas, dando o destaque devido ao Ricardo Costa.

Ficha de jogo

Estádio: Nelson Mandela Bay, Port Elizabeth
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Hora: 15h

Portugal: Eduardo, Fábio Coentrão, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, Raul Meireles, Pedro Mendes e Deco, Cristiano Ronaldo, Danny e Liedson.
Jogaram ainda: Simão, Tiago e Rúben Amorim
Treiandor: Carlos Queiroz

Costa do Marfim: Boubacar Barry, Guy Demmel, Kolo Touré, Didier Zokora e Emmanuel Eboué, Tiene, Yaya Touré e Tiote, Aruna Dindane, Solomon Kalou e Gervinho.
Jogaram ainda: Didier Drogba, Kader Keita e Romaric
Treinador: Seven Goran Erikson

Disciplina: Cartão amarelo para Didier Zokora e Guy Demmel, da Costa do Mafim e Cristiano Ronaldo, por Portugal


Assim, e no jogo de estreia de Portugal frente à Costa do Marfim, resumindo brevemente aquilo que aconteceu durante os noventa minutos, Portugal nunca teve armas suficientemente fortes para bater uma bem estruturada equipa da Costa do Marfim, comandada por Eriksson. O jogo até poderia ter mudado de figura cerca dos 10 minutos de jogo, quando Cristiano Ronaldo atirou de longe, com a bola a bater no ferro da baliza do marfinense Barry. Durante todo o primeiro tempo, a equipa lusa não conseguiu criar uma verdadeira ocasião de golo em futebol jogado, denotando alguma falta de idéias do meio campo para a frente, algo que já tinha sido visto na fase de qualificação.
No segundo tempo, nada mudou no jogo português. Liedson teve uma boa ocasião para marcar logo aos 58' de jogo, mas o cabeceamento saiu fraco e direito às mãos de Barry. A partir daqui, a Costa do Marfim tomou de facto as rédeas ao jogo e aos poucos foi empurrando a equipa das quinas para o seu meio campo. Aos 60 minutos Eriksson lançou Drogba, contrastando com a pouca argúcia de Queiroz, que conformado com o rumo do jogo lançou Tiago, Simão e Rúben Amorim. A meio da segunda parte ainda se gritou golo, com Ronaldo a introduzir mesmo a bola na baliza de Barry, mas antes já o árbitro, Jorge Larrionda, tinha interropido o jogo por falta de Bruno Alves sobre um jogador adversário, antes de Liedson assistir Ronaldo para golo. Decisão discutivel do juiz. Até ao final do jogo, foi a Costa do Marfim que dispôs de uma boa ocasião para fazer o golo, não se percebendo se a vontade de Drogba foi rematar ou centrar, mas para bem da equipa das quinas, o golo não surgiu.
O empate sabe melhor à equipa africana do que a Portugal, que ainda tem que defrontar a Coreia do Norte e depois o Brasil na última ronda deste grupo.

Analise do jogo

Analisando o jogo, posso dizer que vimos uma equipa de Portugal, no seguimento da fase da qualificação para esta competição. Sem alegria a jogar, parecendo que está sobre brasas, sem inspiração das principais unidades do meio campo e sobretudo, sem poder finalizador capaz de atemorizar as defesas contrárias. Portugal jogou num 4x3x3, com Pedro Mendes e Raul Meireles na zona do miolo e Deco mais adiantado, apostando em Cristiano Ronaldo e Danny nas alas para servir Liedson. Na defesa, Paulo Ferreira jogou na direita, Coentrão na esquerda e Bruno Alves e Ricardo Carvalho no eixo defensivo.
Pedro Mendes foi fundamental em alguns lances, cortando linhas de passe que poderiam ter criado mais perigo, mas o problema esteve na frente de ataque, onde Deco não teve a velocidade e a imaginação de outros tempos, Danny não esteve ao seu melhor, talvez por jogar encostado a ala, e Cristiano Ronal nada pode fazer sozinho e Liedson foi completamente anulado pelos entrocados centrais adversários.

Eriksson motou uma estratégia que surtiu o efeito pretendido, dando a iniciativa de jogo a Portugal e depois tentando sair em rápidos contra-ataques, sempre com Gervinho na mira dos companheiros. Para bem da nossa selecção, a pontaria do avançado não foi a melhor.

Posso confessar que não gosto de Carlos Queiroz, por não o achar um treinador suficientemente atacante e com a visão necessária para dar a volta uma situação em que Portugal até poderia ter sido beneficiado. Penso que o treinador português errou nas substituições, principalmente na troca de Raul Meireles por Rúben Amorim. Esta substituição foi tardia, deveria ter sido feita na mesma altura da entrada do Tiago, e não deveria ter sido o Rúben a entrar, mas sim o Hugo Almeida. Convém referir que as opções atacantes de Portugal são escassas, mas atirar com Liedson para o meio das traves Kolo Touré e Zokora durante os 90 minutos foi a morte do artista e muito dificilmente o "levezinho" poderia ter feito alguma coisa. É preciso perceber que a equipa portuguesa precisava de poder de choque na área da Costa do Marfim, e Hugo Almeida é um jogador possante, alto e que consegue lidar com adversários deste calibre. Teria sido mais proveitoso para a equipa portuguesa que Hugo Almeida tivesse entrado no lugar do Rúben Amorim ou feito doutra forma, poderia o avançado ter entrado de início, para desgastar os centrais e depois entrar Liedson para que com a sua velocidade, pudesse causar muito mais estragos do que aqueles que causou. A Costa do Marfim revelou-se uma equipa bem organizada defensivamente e não houve arte suficiente para contrariar essa supremacia, sobretudo a nível físico. Fica a impressão que Queiroz apostou desde o início no empate, mostrando claramente pouca vontade de vencer a partida.

Portugal perde assim os dois primeiros pontos, logo no primeiro jogo. Agora, apenas interessa que o Brasil vença mais logo a Coreia do Norte e depois despache a Costa do Marfim por muitos, para que, e confiando que Portugal faz o que lhe compete frente aos coreanos na próxima segunda-feira às 12h30, o Brasil possa não se apresentar tão forte contra Portugal na última ronda, caso contrario, penso que não terá hipoteses de seguir em frente.

Uma palavra para o Ricardo Costa, que apesar de não ter jogado hoje, certamente ainda terá a sua oportunidade de representar Portugal e levar o nome do Concelho de Gaia ainda mais alto.

14 de junho de 2010

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9 de junho de 2010

Lobo - "Missão cumprida"


Lobo, jogador do Oliveira do Douro, abordou a temporada do Oliveira do Douro, afirmando que os objectivos propostos, foram cumpridos, apesar de a certa altura, as pessoas terem elevado a fasquia: "Esta epoca do Oliveira do Douro resume-se a missão cumprida. É claro que quem viu os jogos e conhecia minimamente o plantel, pode sempre dizer que soube a pouco, mas a realidade é que o trajecto traçado logo de início passava pura e simplesmente na manutenção e se possivel sem grandes sobressaltos e isso foi conseguido. Agora, também não deixa de ser verdade que as espectativas se elevaram, quando se virou para a segunda volta da primeira  fase e nos encontravamo em primeiro lugar. Quando não conseguimos ficar entre os seis primeiros, muito por culpa do capricho da sequencia dos resultados, houve uma grande desilusão inclusivé do proprio treinador, Fernando Matos, que o levou a colocar o lugar á disposição". Lobo encontrou algumas razões que podem estar na base desse insucesso, que, ao olhar para os números finais, parecia ali tão perto: "Na minha opinião um dos grandes factores e para mim o principal, foi o facto de o Oliveira do Douro não ter casa propria para efectuar os seus jogos. Com isto não quero dizer que somos mal agradecidos á Câmara, muito pelo contrário, estamos bastante gratos pelas magníficas condições de trabalho que nos proporcionou esta epoca. Mas a realidade é que, nesta divisão, o calor do público em cima do rectângulo de jogo é muito importante e decisivo. Nós não conseguimos ter isso, o que outrora se conseguia em Santiago, o que tornava muito complicado aos adversário conquistar pontos em casa ao Oliveira do Douro, o que não aconteceu este ano no Municipal e para quem ficou com a mesma pontuação dos clubes que subiram, esse factor tornou-se preponderante. Foi uma má fase que atravessamos as ultimas cinco joranadas da primeira fase, pois bastava uma vitória e conseguimos apenas dois empates".
Lobo abordou também a chegada do novo treinador e o seu próprio futuro, uma vez que o atleta já conta com 40 primaveras, mas ainda não é desta que deixa de jogar futebol: "Vou continuar a jogar porque ainda me sinto bem e motivado. Estes prémios que tenho ganho (atribuidos pelo O Gaiense) têm o condão de me deixar motivado no futebol e enquanto isso acontecer vamos tendo alguns golos do Lobo". Quanto a José Lobo, o treinador que substituiu Fernando Matos, Lobo referiu que "era muito importante que ele entrasse bem no balneário pois o plantel tinha o Fernando Matos como uma referencia e, além de respeitado, era bastante nosso amigo, o que elevava a fasquia a quem o viesse substituir". Mas tudo correu pelo melhor e na segunda fase a equipa garantiu sem sobressaltos a manutênção: "José Lobo soube entrar no balneário e ser amigo dos jogadores. Inicialmente as coisas complicaram-se pois empatamos em São João da Madeira e perdemos em Mêda, mas a partir do terceiro jogo arrancamos para aquilo que foi uma sequencia de oito jogos sem perder, com sete vitórias e um empate, não dando quaisquer hipóteses aos adversários e provando que o nosso lugar seria a lutar por uma subida de divisão". Lobo referiu ainda que gostava que José Lobo continuasse à frente dos destinos do clube: "Tudo depende daquilo que o Oliveira do Douro pretender para esta temporada que se avizinha. Caso a ambição do clube seja por algo mais que a manutenção, o mister José Lobo reúne todas as garantias para alcançar esse objectivo".

Crestuma afinal pode não descer


Mário Henrique, treinador que orientou o Crestuma nos últimos três jogos do campeonato da 1ª Divisão Distrital, confessou ao A Bola é Redonda, que afinal o clube pode não descer de divisão, apesar de se ter classificado nos lugares de despromoção. Tudo devido ao jogo da 15ª ronda, contra o Gens, que a equipa venceu por 2-3. Na altura, tinham sido retirados os três pontos dessa vitória, devido à má inscrição de um atleta. Agora, esses pontos podem voltar, o que faria com que a equipa somasse 27 pontos e trocasse de posição com o Aliança Gandra. Segundo o treinador, "o Crestuma precisou de chamar um guarda-redes dos juniores, para um jogo da equipa, numa altura em que eu ainda não estava cá. Segundo dizem, esse jogador não tinha os exames médicos da categoria sénior", daí terem sido substraidos os três pontos. Mas, disse Mário Henrique, "o Crestuma recorreu dessa decisão e ao que tudo indica, a decisão deverá ser favoravel, estamos só à espera que o Concelho de Disciplina da AF Porto comunique qual a decisão".
Assim renova-se a esperança para os lados de Crestuma. Quanto à continuidade do treinador à frente da equipa gaiense, ainda não há novidades: "Terminou a época e ninguém falou comigo. Estou à espera de convites, mas ainda posso continuar a treinar o Crestuma. têm que falar comigo", referiu o treinador.

José Almeida não fica... Ricardo Jorge é o senhor que se segue...


José Almeida não irá continuar no cargo de treinador do Dragões Sandinenses, equipa que desceu no fim desta temporada à 1ª Divisão Distrital. A garantia foi dada pelo próprio ao A Bola é Redonda: "Não, não vou ficar no clube. A época terminou e eu optei pela minha saida".
O técnico explicou um pouco daquilo que se passou esta temporada e que levou a equipa a descer de divisão: "Acima de tudo, o que mais perjudicou a equipa foram as graves lesões de atletas influentes, casos do Agostinho, Michel, Hêrnani, Nuno Silva e Marcelo, que estiveram parados muito tempo, o que originou uma redução do plantel para 17/18 jogadores, todos muito jovens. Aliado a isso, também o facto de não conseguirmos pontuar em momentos importantes da prova".
A equipa foi muito intermitente esta temporada, ganhando pontos em jogos difíceis (vitória sobre o Sousense, por exemplo), mas não conseguindo vencer ou mesmo pontuar, frente a adversários directos. José Almeida afirma que a juventude do plantel pode ter sido determinante, assim como o empenho: "Isso é um pouco o reflexo da motivação da juventude. Motivavam-se quando era preciso, mas depois não conseguiamos ter um nível estável. Houve também jogos em que o empenho não foi o ideal".
Assim, a equipa será orientada por um novo treinador, que, ao que o A Bola é Redonda conseguiu apurar, será Ricardo Jorge, que iniciou a última temporada ao serviço do Pedrouços, na 3ª Divisão Nacional.

Rui Avelino garante manutenção do Águias de Alvelos

Rui Avelino, treinador de quem se falou poder assumir o Crestuma em Fevereiro último e que orientou o Leverense na época passada, garantiu a manutenção da equipa da zona de Barcelos, o Águias de Alvelos, clube que milita na AF Braga. Quando Rui Avelino chegou ao clube, a equipa ocupava o 11º posto, com apenas 17 pontos e na sua estreia, a equipa acabou derrotada pelo Laje, por duas bolas a zero. A partir daqui, a equipa perdeu apenas por mais quatro ocasiões, empatou duas e venceu por cinco vezes, acabando o campeonato na 10ª posição com 34 pontos, garantindo a manutenção no principal escalão dessa associação. Rui Avelino mostrou toda a sua satisfação por ter alcançado o objectivo ao A Bola é Redonda: "Foi um trabalho de coragem, tendo em conta que não conhecia a equipa, não conhecia o campeonato, os atletas não me conheciam, mas quando se acredita no trabalho, nos atletas e no que valemos tudo é possível, os resultados surgem. Consegui o que se pretendia e consegui uma equipa de amigos. Estão de parabens os atletas e todos os que fizeram parte deste trabalho. Quando cheguei separavam-nos três pontos da descida". A manutenção foi alcançada a duas jornadas do fim da prova, na recepção à Associação Merelim de S. Paio, num jogo que terminou com vitória do Águias de Alvelos, por 4-3.

8 de junho de 2010

Hélder Costa: "Equipa do Coimbrões afirmou-se jornada a jornada"


Hélder Costa, guarda-redes campeão pela equipa do Coimbrões, não ficará no clube na próxima temporada e não escondeu já ter recebido convites para ingressar noutros emblemas: "a decisão da minha saida foi tomada pelo Coimbrões. Neste momento já recebi alguns convites mas ainda não tomei qualquer decisão. Está tudo em aberto", adiantou o jogador, sem no entanto adiantar os clubes interessados.
Quanto à temporada que levou a equipa a subir de divisão e a sagrar-se campeão, Héder afirmou que "o plantel do Coimbrões afirmou-se jornada a jornada como uma equipa de qualidade, trabalhadora e personalizada. O rumo foi-se mantendo ao longo da época e fruto da qualidade e ambição dos seus jogadores, o primeiro lugar foi mantido. Fomos campeões a duas jornadas do fim o que significa alguma coisa", dedicando e agradecendo todo o apoio dado pelos adeptos: "Este titulo é também da família coimbroense que de uma forma ou de outra estiveram sempre presentes e foram incansáveis no apoio aos jogadores".
Por outro lado, ao que tudo indica, Andrade já não deverá abandonar o clube renovando inclusivé o seu contrato.

2 de junho de 2010

Manuel Rocha continua no Pedroso


Manuel rocha, treinador do Pedroso, irá manter-se firme no cargo durante a próxima temporada. O próprio confirmou essa situação ao A Bola é Redonda: "Confirmo que continuo. Eu e a direcção já conversamos sobre isso e está practicamente tudo acertado e a não ser que aconteça algo de extraordinário que mude tudo, para a próxima época estarei de novo aqui".
Esta temporada, o Pedroso é novamente um candidato à subida de divisão, à semelhança das épocas anteriores, apesar da reticência do técnico em assumir isso publicamente: "Nunca foi um objectivo oficial do clube, mas o certo é que internamente esse sentimento começou a crescer, pois conseguimos sempre ombrear com as melhores equipas e andar pelos lugares cimeiros".
O Pedroso terminou a temporada no quarto lugar, mas Manuel Rocha quer algo mais. Nesse sentido haverá alterações no plantel, conforme avançou o técnico: "Irá haver algumas alterações no plantel. Queremos construir este ano uma equipa que alcance algo mais em termos classificativos. À partida irão sair dez jogadores do actual plantel e haverá a possibilidade de entrarem sete ou oito jogadores, mais três juniores que integrarão o plantel".
Por último, uma referencia honrosa ao treinador da equipa gaiense: Este ano, Manuel Rocha conseguiu vencer o prémio autorgado pelo jornal 'O Gaiense' e intitulado 'O Melhor Treinador', batendo assim toda a concorrência, apesar de ser o treinador que menos jogos fez na época, uma vez que disputa a 2ª Divisão Distrital. Para isso contribuiu a derrota do Coimbrões na última jornada da 3ª Divisão Nacional, uma vez que Rui França ocupava a segunda posição e ainda poderia chegar à vitória. O blog A Bola é Redonda, por toda a amizade e consideração que tem pelo treinador, mas sobretudo amigo Manuel Rocha, endereça os PARABÉNS por esta vitória de mérito e que demonstra que o trabalho que se faz nestas divisões também tem que ser reconhecido. Sobre o prémio, o técnico disse apenas que "é gratificante ser o vencedor, principalmente depois de uma época destas".

Coimbrões acerta renovações para a próxima temporada


Findo o campeonato e com o título de campeão no bolso, o Coimbrões começou já a preparar a próxima época, tendo em vista a participação no campeonato da 2ª Divisão Nacional. Assim e segundo um comunicado publicado na passada sexta-feira no site oficial do clube, são revelados os atletas com quem a direcção já chegou a acordo para integrarem o plantel. Assim, Fábio Carvalho, Hélder Teixeira, Nando, Igor, Joel, Huguinho, Sérgio, Paulo Lima, Carlos Sousa, Pedrito, Nuno Pinto, Lourenço, Joel Tavares, João Paulo, Vítor Fonseca e Teixeira, renovaram a farão parte dos quadros do clube. No mesmo comunicado são também anunciadas as saidas: Andrade, Nuno Velha e Hélder Costa não farão parte do plantel, assim como o capitão de equipa, Hugo, que terminou a carreira, bem como Luís Peixoto, a quem o clube agradece pelos serviços prestados. ainda no mesmo documento, está previsto´para breve o anúncio de reforços para a equipa que será orientada por Rui França, como oportunamente já tinha sido aqui referido.

Entrevista com: Nuno Capela (Candal)

Nuno Capela, avançado do Candal é o entrevistado desta semana. A equipa do Candal falhou a subida na última ronda, apesar de ter vencido o seu jogo, uma vez que não dependia de sí próprio para atingir esse objectivo. O atleta candalense esteve em destaque esta temporada, até porque marcou vários golos decisivos para a boa época realizada pela turma de Rei Ramiro. Esta entrevista foi realizada há já algum tempo, mas por imperativos pessoais só me foi possível publica-la agora.

A Bola é redonda (ABR) - Capela, a época que o Candal está a fazer, está a superar as expectativas ou está a acontecer conforme o previsto?

Nuno Capela (NC) - A época supera algumas expectativas, se tivermos em conta que o Candal subiu este ano e mesmo assim ficou entre os seis primeiros lugares, onde por exemplo o Cinfaes e Oliveira do Douro não conseguiram estar, não falando dos orçamentos claro, mas no entanto só surpreende quem não conhece o grupo fantástico que mora no Rei Ramiro.


ABR - Esta época, a equipa teve dois treinadores e duas formas de jogar completamente diferentes. O que diferencia o mister Eduardo Luís do mister Baldaia?

NC - Essencialmente a forma de estar no futebol e de encarar o mesmo. Não queria alongar-me muito sobre este assunto...


ABR - O Candal garantiu a manutenção, algo que não tinha acontecido a primeira vez que a equipa passou por esta divisão. Agora, na segunda fase luta por um lugar de subida à II Divisão. Achas que o clube está preparado para competir nesse escalão?

NC - Ao nivel das condições fisicas, estádio, tem todas as condições, agora as pessoas dentro e fora do clube estão a habituar-se a novas realidades e neste ritmo têm de fazê-lo com a maior rapidez possível, para que possam lidar e poderem responder sempre da melhor forma ás situções que vão surgindo, como viagens, possíveis estágios, resultados menos esperados, porque quanto mais se sobe os resultados podem não ser sempre os esperados e é preciso saber viver com isso!

ABR - A equipa tem agora dois jogos fora, onde defronta o Penalva e o Coimbrões. São duas partidas fundamentais para os objectivos da equipa. Achas que em caso de bons resultados em ambos os jogos, as portas da II Divisão abrem-se para o Candal?

NC - Depois do empate em Penalva com o Cesarense a não pontuar, um jogo positivo em Coimbrões pode colocar-nos claramente com um pé na 2ª Divisao. Mas parece-me que o jogo com o Cesarense em casa, vai decidir o rumo desta fase .


ABR - Candal e Coimbrões são dois clubes da mesma freguesia. Tu representas-te o Coimbrões na última temporada, agora estás ao serviço do Candal. Quais são as principais semelhanças e diferenças entre os dois clubes?

NC - O amor pelo futebol parece-me igual, tanto pelos adeptos como pelos dirigentes. São clubes de "bairro" e as pessoas amam os seus clubes e demonstram-no a cada jogo. Difereças, neste caso penso que só mesmo nos estádios, pois o Candal tem um belo recinto enquanto que o Coimbroes vai caminhando para uma remodelação. Espero que possa também ter um sitio melhor tanto para os jogadores como para os adeptos.

ABR - Queres deixar algum recado, apelo, pedido, aos adeptos do Candal

NC - Acreditem ate ao fim, gritem sempre mais um pouco, porque esta equipa está a lutar com tudo o que tem e o que não tem, como ficou demonstrado em Penalva. Um obrigado a todos aqueles que la foram apoiar.

1 de junho de 2010

Oliveira do Douro acaba época em grande



Depois de um início nada auspicioso, a equipa do Oliveira do Douro partiu para uma série de sete vitórias consecutivas, que lhe garantiram a permanência na 3ª Divisão Nacional, vencendo mesmo a Fase Manutenção, com 39 pontos, mais oito que o segundo classificado, o S. J. de Vêr. A equipa passou por uma metamorfose na equipa técnica, uma vez que, José Lobo entrou a substituir Fernando Matos, técnico que orientou a equipa na primeira fase e que pôs o lugar à disposição após não ter conseguido o objectivo de ficar entre os seis primeiros classificados.
José Lobo explicou ao A Bola é Redonda as mudanças que operou na equipa, para esta garantir a desejada permanencia sem sobressaltos, depois de três jornadas sem grande sucesso: "É natural, pois os jogadores estavam habituados a processos de treino diferentes dos meus. Quando consegui implantar uma nova filosofia de jogo, a equipa entrou na órbita daquilo que eu pretendia e a partir da terceira jornada desta fase melhoramos e demos o salto que precisavamos", afirmou o treinador.
A equipa oliveirense termina assim o campeonato da 3ª Divisão, como a equipa mais concretizadora no geral das duas fases, com 62 golos apontados, mais nove golos que o campeão da série, o Coimbrões, mas também como a equipa que mais vitórias alcançou na prova, um total de 16 em 32 jogos disputados. Assim, o que terá faltado a esta equipa para ela cair na Fase Manutenção? José Lobo afirma que "daquilo que ví, esta equipa do Oliveira do Douro tinha todas as condições para lutar pela subida de divisão, ao invés de estar nesta fase".
A próxima época terá que começar a ser planeada brevemente, mas ainda há algumas arestas a limar. No passado dia 28 de Março houve uma assembleia geral onde um dos pontos passava pela eleição de novos corpos gerentes do clube, por isso José Lobo ainda não sabe se treina a equipa: "Ainda não decidimos nada. Houve uma Assembleia Geral e disseram-me que alguém haveria de vir falar comigo. Tenho que houvir o projecto, pois a minha permanência depende daquilo que me apresentarem. Sou novo, tenho ambição, por isso espero que me apresentem um projecto ambicioso, pois gostava de lutar por uma subida à 2ª Divisão. Caso não seja essa a idéia dos responsáveis do clube, terei que ponderar a minha continuidade".

Coimbrões perde e soma a única derrota desta segunda fase

O Coimbrões deslocou-se no passado domingo ao terreno do Cesarense, equipa que ambicionava subir de escalão e acabou derrotado por 3-2. Rui França, treinador da formação gaiense, comentou o jogo de forma algo curiosa: "Prefiro não comentar. Aconteceu. Foi um jogo em que dominamos, mas acabamos por por perder, sofrendo golos esquisitos".
Questionado sobre se terá havido factores extra-futebol que terão levado o Coimbrões a acabar derrotado, Rui França escusou-se também a comentar, alegando apenas que "quem esteve presente poderá comentar melhor. É chato ter que comentar uma coisa que toda a gente viu. Eu não considero que tenhamos perdido o jogo, como aconteceu em outros jogos. São situações complicadas", disse o técnico da equipa gaiense.

Candal vence Fiães, mas falha subida

O Candal venceu no passado domingo o Fiães 1-2, mas apesar disso, a equipa não alcançou a promoção à 2ª Divisão Nacional, como era esperado, tudo porque o Coimbrões acabou derrotado em Cesar, o que permitiu à equipa do Cesarense garantir a subida de escalão com mais um ponto que os gaienses.
Guilherme Baldaia, treinador da equipa candalense, era o rosto da desilusão do plantel, mas nem por isso deixou de louvar a sua equipa: "Apesar de não termos conseguido subir, penso que acabamos bem, pois acabamos com uma vitória. Não conseguimos subir, mas penso que não o conseguimos de forma injusta, pois a par do Coimbrões, fomos a melhor equipa nesta segunda fase da prova", afirmando que, apenas por "nítido azar que tivemos em alguns jogos importantes, onde sofremos golos esquisitos e falhamos algumas oportunidades" é que o objectivo não foi alcançado.
Neste cenário, o jogo com o Cesarense, em casa, que a equipa empatou a uma bola e que permitiu ao adversário depender dele próprio na última jornada foi o jogo mais determinante? Guilherme Baldaia diz que não: "Não. Não foi só esse jogo. Foram pontos perdidos injustamente. Por exemplo, o jogo em Cesar foi o melhor jogo que a equipa fêz e acabamos por perder 2-1. Só aí já teriamos vantagem sobre eles. Mas no geral, penso que a equipa fêz uma excelente época. Há que perceber que era uma equipa nova desde o início do campeonato, com um orçamento baixo em relação a outros concorrentes e que até nem começou bem a prova, é de louvar que na penúltima jornada estivesse ainda a lutar pela promoção. Foi uma época que pode ser considerada um sucesso, com um grupo de trabalho excelente".
Pensando na próxima época, Guilherme Baldaia ainda não sabe se será ele a orientar a equipa, mas não fecha essa porta: "Já fui convidado há algumas semanas, mas por bem, achamos melhor decidir depois do final do campeonato. Nos próximos dias terei uma conversa com a direcção e darei a minha decisão. Tenho que ponderar muito bem, pois tenho assuntos da minha vida profissional que me podem impedir de treinar a equipa", garantindo apenas que "se não começar a época no Candal, não começo em mais nenhum clube".