29 de julho de 2011

Perosinho começa a 16 de Agosto


O Perosinho tem já o plantel formado para atacar convenientemente a próxima temporada. Depois de ter assumido a subida de divisão na época anterior e devido ao falhanço desse objectivo, para este ano Allen, que se mantém como treinador dos perosinhenses, não promete nada a não ser vencer domingo a domingo.
Com várias caras novas no plantel, o destaque vai todo para a aposta na formação, uma vez que forma promovidos cinco juniores. Com o início dos trabalhos agendados para o dia 16 de Agosto, a equipa tem já vários jogos de preparação agendados:

19/08 - Perosinho-Avintes
23/08 - Perosinho-Dragões Sandinenses
24/08 - Serzedo-Perosinho
27/08 - Canidelo-Perosinho
29/08 - Fiães-Perosinho
31/08 - Valadares-Perosinho
01/09 - Perosinho-Grijó
10/09 - Jogo de apresentação aos associados com equipa ainda a designar

Relativamente ao plantel, será composto por 24 atletas e neste momento encontra-se fechado:

Guarda-redes

Helder Costa
Rui Leite (ex-Crestuma)

Defesas:

Filipe
Marques
Hélder
Rúben
Vitó
João Guedes (ex-Arcozelo)
Barbosa (ex-júnior)
Fábio (ex-júnior)

Médios

Luís
Pedrito
João Tiago
Diogo
Tiago (ex-Grijó)
Zé Miguel (Regresso após um ano sem jogar)
Luís (ex-júnior)
Marco (ex-júnior)

Avançados

Ivo
Pedro
Ricardo
Mário
Joel (ex-Valadares)
Babo (ex-júnior)

28 de julho de 2011

Sérgio Espírito Santo - "Prometo lutar pelos lugares cimeiros"

Sérgio Espírito Santo é o treinador do Leverense conforme o blog já havia noticiado. O 'A Bola é Redonda' falou com o técnico, que abordou a próxima temporada à frente dos destinos dos gaienses, referindo que ainda não tem nada definido relativamente à construção do plantel: "O plantel que me foi apresentado, foi o da época anterior. Quando começarem os trabalhos, vamos ver o que será possível aproveitar e os ajustes que se terão que fazer" disse. O plantel apresenta-se no próximo domingo aos associados e os trabalhos começam no dia 8 de Agosto.
Sérgio Espírito Santo chega ao Leverense depois de 16 anos no Sousense, seis dos quais divididos entre treinador adjunto e treinador principal. No currículo traz duas subidas de divisão, à Divisão de Honra e posteriormente à 3ª Nacional, onde garantiu a manutenção da formação gondomarense através dos seis primeiros lugares. Questiona-se assim se a aposta da direcção gaiense no técnico não quererá significar algo mais que a manutenção: "A direcção não me pediu nada mais do que a permanência nesta divisão" afiançou o técnico, que no entanto, afirma ser ambicioso e querer sempre mais: "Não me contento com pouco, pois tenho ambições. Não me pediram a subida de divisão, mas prometo que irei lutar pelos lugares cimeiros da classificação. Foi assim que aconteceu no Sousense" afirmou.
Outra questão que se impõe, remete para o transitar de um escalão nacional, depois de se atingir os objectivos propostos, para a 1ª Distrital. Sérgio Espírito Santo diz que "foi um ciclo que se fechou. Foram 16 anos ao serviço do Sousense, dez como jogador, dois e meio como treinador-adjunto e três e meio como treinador principal. No futebol há coisas com principio, meio e fim e este foi o caso. Quando se é jogador, é mais fácil ficar muito mais tempo, agora quando se é treinador, as coisas não funcionam assim. Houve consenso das duas partes para por fim a esta ligação. Pelos objectivos não foi de certeza, pois foi tudo concretizado esta temporada", disse o treinador.

Manuel Rocha continua no Pedroso

Manuel Rocha será o treinador do Pedroso pela quinta época consecutiva

Manuel Rocha será o treinador do Pedroso na próxima temporada. A garantia foi dada pelo próprio treinador do blog, revelando também que o objectivo é a subida de divisão, que será tentada pela quinta vez: "Vou treinar o Pedroso na próxima época. Relativamente aos objectivos, se nos deixarem, estes voltam a passar pela subida de divisão", disse o treinador. Relembre-se que o Pedroso voltou a 'morrer na praia' no que à subida de divisão diz respeito, pelo quarto ano consecutivo e depois de um imbróglio que envolveu o Cerco do Porto e o Vila FC, com o jogo entre estas duas equipas e que deu a subida aos gaienses, a realizar-se já depois do campeonato terminado. Manuel Rocha apenas referiu que "este ano conseguiram fazer habilidades que até deu pena, em favor de um clube".
Relativamente ao plantel, o técnico afirma ter "o plantel definido", contudo, remete para a próxima semana a revelação do mesmo. Ainda assim, a equipa gaiense inicia os trabalhos na próxima segunda-feira, dia 1 de Agosto.

27 de julho de 2011

Grijó já abriu a 'oficina'


O Grijó já iniciou os trabalhos de pré-época no passado sábado, às 17h. A equipa grijoense irá disputar pela segunda vez na sua história, a 3ª Divisão Nacional e será o único representante gaiense neste escalão, depois das descidas de Candal e Oliveira do Douro na época passada. Os objectivos do clube passam por estabelecer o clube neste escalão, por isso a manutenção é a meta a atingir, se possível conseguindo um lugar entre os seis primeiros, que garante desde logo esse feito. O plantel, que já se encontra fechado, sofreu poucas alterações, Óscar Nogueira continua à frente da equipa e entraram sete novos jogadores e foi promovido um júnior. Existem já vários jogos de preparação agendados, com o primeiro a disputar-se já no próximo dia 30 de Julho, em Famalicão, às 18h.

Aqui ficam os jogos que a equipa irá realizar, de onde se destaca o jogo de apresentação aos sócios, a 15 de Agosto, com o Boavista, bem como dose dupla de futebol no dia 6 de Agosto, com visitas a Avanca de manhã e ao Nogueirense de tarde, à semelhança do que já aconteceu na época anterior:

30/07 - Famalicão-Grijó 18h
03/08 - Padroense-Grijó 19h30
06/08 - Avanca-Grijó 10h
06/08 - Nogueirense-Grijó 18h
09/08 - Aliados Lordelo-Grijó 19h30
10/08 - Lourosa-Grijó 18h30
13/08 - Grijó-Ataense 18h
15/08 - Grijó-Boavista 18h (Jogo de apresentação)
20/08 - Pedrouços-Grijó 21h

Há ainda agendadas mais duas partidas, com Gondomar e São Félix, mas falta acertar a data e a hora do jogo.

Relativamente ao plantel, este já se encontra fechado e são sete os novos reforços e ainda a promoção de um júnior ao plantel. Aqui fica o plantel completo, versão 2011/2012:

Guarda-redes

Hélder
Isaac (ex-Nogueirense)

Defesas

Maté
Ricardo Viana
Vítor Hugo
João Magalhães (ex-Pedras Rubras)
Artur
Miguel
Bruno Volta

Médios

Dani
Rui Pedro (ex-Canidelo)
Bruno Carvalho
Couto (ex-Boavista)
Marco
Chaves
Pedro Gabriel
Vítor Almeida
Neves (ex-júnior)

Avançados

Loureiro (ex-Nogueirense)
Vando (ex-Espinho)
Veiga
Bruno Faria
Tiago Neves (ex-União Lamas)

Treinador: Óscar Nogueira

Fifas ingressa no Canidelo

Fifas, médio que nas últimas duas temporadas esteve ao serviço da AD Oliveirense, é reforço do Canidelo para a próxima época. O médio, de 31 anos, confirmou essa situação ao blog, mostrando-se bastante agradado e motivado com o novo desafio, apesar de ter passado da 2ª Nacional para a Divisão de Honra da AF Porto: "Irei representar um grande clube como o Canidelo. Essa possibilidade foi a que mais me interessou de todas as propostas que tive, até de divisões superiores, e surgiu através de um convite por parte desta mesma instituição, uma vez que ao longos destes anos de futebol, o meu trabalho foi sempre reconhecido não só na  zona de Gaia mas também em outras cidades. O facto de haver antigos colegas de equipa que vão integrar o plantel, também foi uma mais valia para tomar esta decisão, acrescido do facto de ficar mais perto de casa e consequentemente da família", atestou o jogador.
O Canidelo regressou este ano à Divisão de Honra depois de uma passagem pela 1ª Distrital onde arrasou a concorrência na Série 1 e por isso, os objectivos do clube passam por fazer um campeonato tranquilo: "Os objectivos do clube passam por fazer um campeonato razoável, tranquilo, sem grandes sobressaltos. Acima de tudo queremos ter uma grande equipa, para que domingo a domingo possamos ganhar todas as batalhas que iremos enfrentar, para que no fim da temporada possamos dar uma grande vitória e uma grande alegria a todas as pessoas que gerem o clube, como a todos aqueles que apoiam e gostam do Canidelo", referiu Fifas. Relativamente a objectivos pessoais, Fifas foi durante as duas temporadas que esteve ao serviço do clube famalicense um dos indiscutiveis da equipa, primeiro às ordens de António Remelgado e depois de Paulo Rafael, por isso, o jogador espera "fazer uma boa época, como fiz em todos os clubes por onde passei. Isso implica muito trabalho, dedicação, empenho, profissionalismo, ambição. E é isto que vou prometer para que o clube possa exigir o máximo de mim", mostrando optimismo nas capacidades do clube: "No fim da época, se for  possível, conquistar mais um titulo de campeão para juntar aos outros já conquistados, tanto melhor", concluiu o jogador.

26 de julho de 2011

Joaquim Pinto - "São uns privilegiados mas porque trabalharam para tal acontecer"

Joaquim Pinto (ao fundo) augura
um futuro risonho para os seus
dois ex-atletas
Joaquim Pinto, treinador que representou os infantis do Coimbrões durante as últimas duas temporadas e que está agora a caminho da equipa de juvenis A do Salgueiros, é um dos responsáveis pela ida de Rúben Pereira e de Nuno Guimarães para o Benfica. O técnico mostrou-se satisfeito com esta situação, até porque é o terceiro jogador que coloca num 'grande', depois de na época passada Rui Bruno ter transitado para o FC Porto: "É um enorme orgulho para mim, enquanto treinador e amigo dos miúdos. E felizmente já são três jogadores em duas épocas que pus em clubes grandes", disse o jovem  técnico.
Relativamente aos atletas, o treinador analisou a forma de estar de ambos em campo e fora dele, apontando os atributos que levaram a que o Benfica se interessa-se pelos seus serviços: "O Rúben e o Guimarães são atletas com enorme talento, mas é algo que isolado não chegaria para atingirem o patamar onde chegaram. Apesar de serem jogadores de posições e com factores bem diferentes, ambos têm características que considero essenciais para poderem chegar ao topo: grande devoção pela equipa, enorme atitude competitiva e bastante disciplinados. São jogadores que põem permanentemente os interesses colectivos à frente dos interesses individuais e que têm alguma dificuldade em lidar com colegas que não tenham a mesma postura, jogadores que treinam sempre no limite das suas capacidades e que no relvado ou no balneário estão sempre atentos e prontos a aprender para poderem evoluir" afiançou Joaquim Pinto, fazendo algumas comparações: "Há atletas, alguns dos quais foram seus companheiros de equipa, que tinham tanto ou mais talento, mas porque não tinham as tais características, não chegaram ao mesmo patamar. Ter talento não chega e por isso se ouve muitas vezes em inúmeros campos de futebol: É um grande jogador, mas não tem cabeça", disse.
Olhando de uma forma mais individual para cada um dos jogadores, Joaquim Pinto traça o perfil de ambos: "O Rúben tem o perfil de um autêntico líder, um jovem com um grande carácter. Fez muitos quilometros para treinar, mas sempre com a mesma determinação e empenho. O Guimarães é um atleta com uma alma inesgotável. Se pudesse passava os dias inteiros a treinar e lembro-me que por vezes, passavam poucos minutos da hora do inicio do treino e se a equipa ainda não estivesse no relvado, ficava impaciente. Recordo-me inclusive de um treino em que chovia torrencialmente e a bola praticamente não rolava. Disse aos atletas que quem quisesse podia recolher aos balneários ou podia ficar e continuar a treinar. Não foi difícil adivinhar quem ficou. Por isso muitas vezes digo que para se ser jogador de futebol não basta querer, ou ter talento. É preciso muito mais do que isso, se for necessário, fazer sacrifícios".
Por tudo isto, Joaquim Pinto vaticina um futuro airoso para os dois jogadores, mas deixa a ressalva: ambos têm que se empenhar a fundo neste novo trajecto na sua ainda jovem carreira: "Estes atletas vão agora directamente para o Centro de Estágio no Seixal, lugar desejado por milhões de jovens das suas idades e por isso são uns privilegiados, mas porque trabalharam para tal acontecer. Ambos têm muita qualidade e terão todas as condições para produzir sucesso. Mas sabem que terão de continuar a trabalhar com afinco para chegarem ainda mais longe e se algum dia perderem um dos maiores atributos que podem ter na vida, que é a humildade, o regresso a casa ficará bem mais perto", concluiu.

25 de julho de 2011

Dragões Sandinenses com plantel quase fechado


Está praticamente definido o plantel dos Dragões Sandinenses para este regresso à Divisão de Honra da AF Porto. Num plantel de 20 jogadores, sendo que ainda serão promovidos três jogadores dos juniores do clube, as opções são escassas, principalmente na zona defensiva. Relativamente a reforços, apenas são quatro as caras novas no plantel. Numa temporada em que a Divisão de Honra será das mais competitivas dos últimos anos, será necessário espírito de sacrifício dos jogadores para que as coisas corram pelo melhor e a equipa consiga manter-se neste escalão.
Com o início dos trabalhos agendados para o dia 7 de Agosto, às 10h, são já vários os jogos de preparação agendados, com a particularidade de todos eles serem realizados fora de portas. Quanto ao jogo de apresentação aos sócios, este ainda não tem data nem adversário agendado, visto o clube ainda não saber se poderá usar o Estádio do Tourão nos próximos tempos.

Fica aqui o quadro de jogos da formação às ordens de Ricardo Jorge e o respectivo plantel:

10/8 - Sousense-Dragões Sandinenses (20h)
13/8 - Avintes-Dragões Sandinenses (18)
17/8 - Ataense-Dragões Sandinenses (20h)
20/8 - Castêlo da Maia-Dragões Sandinenses (18h)
23/8 - Perosinho-Dragões Sandinenses (20h)
24/8 - Leverense-Dragões Sandinenses (20h)
27/8 - Lourosa-Dragões Sandinenses (18h)
31/8 - União de Lamas-Dragões Sandinenses (20h)
03/9 - Ermesinde-Dragões Sandinenses (21h)

Aqui fica o plantel, que começa a trabalhar a 7 de Agosto e ainda não está fechado, sendo que ainda serão integrados três juniores:

Guarda-redes

Xavier
Paredes

Defesas

Preto
Luís
Barreiros
Rui Sousa
Quinzinho

Médios

Miguel
Wilson
Pedro Abel
Nuno Velha (ex-Grijó)
Augusto
Tozé
Machadinho

Avançados

Matos (ex-Custóias)
Márcio
Kilberg
Bruno Rocha
Ivo (ex-Grijó)
Joel
Tiago (ex-Padroense)

Treinador: Ricardo Jorge

Carlos Rocha é o escolhido para treinar o Crestuma

Faustino Sousa já escolheu o técnico que sucede a Mário Henrique no comando técnico do Crestuma. Carlos Rocha foi a solução encontrada pela direcção crestumense para garantir a permanência na 1ª Distrital e o técnico irá agora trabalhar no sentido de formar um plantel com garantias de sucesso, numa temporada que se adivinha difícil.

21 de julho de 2011

Pequenos craques gaienses irão jogar no Benfica na próxima temporada

Nuno Guimarães despertou a cobiça do FC Porto mas o jogador preferiu o Benfica

Rúben Pereira (no circulo) já ao serviço do Benfica no Torneio Internacional da Pontinha

Bruno Costa, do Candal, já representou o Benfica num torneio no Luxemburgo

Rúben Pereira, defesa-central, e Nuno Guimarães, avançado, são dois atletas do escalão de infantis do Coimbrões que farão parte das equipas de formação do Benfica na próxima temporada. Os atletas fizeram parte da equipa orientada por Joaquim Pinto, que disputou o campeonato da 1ª Distrital do escalão e que conseguiu alcançar o oitavo lugar na classificação, sendo de resto, a melhor equipa do Concelho. Rúben Pereira já representou inclusive o Benfica, no Torneio Internacional da Pontinha. Já Nuno Guimarães esteve também na órbita do FC Porto, mas acabou por escolher o Benfica. O Coimbrões tem estado em destaque nas últimas temporadas devido aos vários atletas que têm integrado as equipas dos três grandes, de onde se destaca Sérgio Ribeiro, que conta já com duas internacionalizações pela selecção de sub-15 de Portugal. Os dois atletas rumarão em breve para o Seixal, tendo em vista o início dos trabalhos a 10 de Agosto.
Mas não é só do Coimbrões que irão chegar jogadores ao Benfica. Bruno Costa, atleta do Candal, que joga no escalão sub-11, também irá fazer parte das equipas de formação do Benfica, mas ao invés de rumar ao Seixal, irá integrar o Centro de Formação e Treino de Aveiro e também já representou o Benfica, num torneio realizado no Luxemburgo, que os encarnados venceram.

Torrão com pré-época praticamente definida


O Torrão tem a pré-temporada praticamente decidida, no que a jogos de preparação diz respeito. Os trabalhos da formação de Renato Castelo arrancam no próximo dia 28 de Julho, mas ainda não é conhecido nenhum jogador do plantel.
Relativamente aos jogos de preparação, o Torrão tem já vários agendados, todos eles no próximo mês de Agosto:

13/08 - 17h: Arcozelo-Torrão
17/08 - 20h30: Canidelo-Torrão
20/08 - 17h: Torrão-Custóias
03/09 - 17h: Torrão-Custóias (juniores)

Nos dias 26 e 27 de Agosto, está previsto a realização de um torneio organizado pelo clube, com mais três adversários ainda a designar. Na impossibilidade de se realizar esse torneio, o Torrão conta fazer o seu jogo de apresentação no dia 27 de Agosto, às 17h, com o adversário ainda por designar.

18 de julho de 2011

Andrade é reforço do Canidelo

Andrade, que representou o Coimbrões nas últimas cinco temporadas, é reforço do Canidelo para a próxima época. O jogador afirma também que esta não foi a primeira abordagem por parte do clube: "Nas duas últimas épocas, tinha recebido o convite para jogar aqui e acabou por acontecer agora. O mister José Soares convidou-me e foi fácil comprometer-me a representar o Canidelo", disse o jogador, que refere ainda que o Canidelo é um clube que quis representar: "Muito sinceramente era o clube que queria representar. Não sou do Canidelo desde pequenino mas era o clube que ia ver em criança naqueles domingos em família, acompanhado do meu tio e primos que são adeptos do Canidelo. Tem história, uma massa associativa também bastante exigente e vai jogar uma divisão que gosto bastante dado a sua competitividade" confessou. Relativamente à sua saída do Coimbrões, Andrade referiu que procurava mais oportunidades para jogar: "Queria dar um novo rumo à minha carreira, voltar a jogar com mais frequência e sentir-me mais útil como jogador. Deixo um clube que me diz muito pelas fantásticas cinco épocas que lá passei, por toda a envolvência que tinha com aquela gente à qual ficarei sempre grato pela maneira como sempre me trataram", deixando algumas palavras de agradecimento e de incentivo a todos: "Aproveito para deixar aqui ao clube e aos meus antigos companheiros o desejo que façam uma época ainda melhor que a passada e que dignifiquem sempre a camisola que vestem".

Andrade a receber a Taça de Campeão Nacional da 3ª Divisão
das mãos de Lourenço Pinto, presidente da AF Porto
Andrade conta já com 36 anos, mas as suas expectativas mantêm-se altas nesta nova aventura: "Tenho como expectativa, em termos pessoais, realizar uma grande época dentro daquilo que foi no passado nesta mesma divisão a subida à 3ª Nacional e a primeira época do Coimbrões nessa mesma divisão, em que fiz cerca de 90% dos jogos. Quero jogar com regularidade, pretendo continuar a dignificar a camisola dentro do campo como o fiz por todos os  clubes por onde passei. As gentes de Canidelo podem contar com o melhor Andrade que viram a jogar ou ouviram falar", afiançou. Quanto aos objectivos que o Canidelo delineou para esta temporada, Andrade espera que a equipa seja competitiva, devido à dinâmica de vitórias, e que lute pelos lugares cimeiros: "O Canidelo chega a esta divisão com uma dinâmica de vitória, pois subiu este ano à honra. Sei por experiência própria, que um clube que sobe tem tudo para realizar uma boa época no ano seguinte e espero que isso aconteça. Sei que o clube está a reforçar-se bem e juntando os atletas que vão permanecer da época passada, temos tudo para, domingo a domingo, pensar sempre nessa continuidade de vitoria, de forma a fazermos um campeonato tranquilo sem descurar os lugares cimeiros", concluiu.

I Gala do Avintes no dia 22 de Julho

Na próxima sexta-feira, dia 22 de Julho, terá lugar na Quinta Pérola do Rio em Avintes, a I Gala do Futebol Clube de Avintes. A gala tem como objectivo, premiar aqueles que mais se destacaram ao longo desta época desportiva, em todos os escalões e também festejar o 88º aniversário do clube. A festa contará com a presença de figuras do mundo do futebol, entre outros. Os ingressos para esta Gala já se encontram à venda desde o dia 20 de Junho até ao dia 19 de Julho (amanhã), na secretaria do clube, no Parque Joaquim Lopes e têm o custo de 15€ para atletas do clube e 20€ para sócios, treinadores, simpatizantes, dirigentes, funcionários do clube ou acompanhantes.
Para qualquer esclarecimento adicional, podem contactar através do 918 185 845 ou 227 821 406, ou através do email fcavintes@sapo.pt ou geral.fcavintes@gmail.com.

15 de julho de 2011

Coimbrões com mais dois reforços

Zé Carlos irá reforçar
o eixo defensivo
Rui Correia recebeu mais dois reforços para o plantel do Coimbrões. Zé Carlos, defesa-central, chega do Boavista e Rui Gomes, ex-Eléctrico, para o meio campo. Zé Carlos é um experiente central, de 29 anos e conta com passagens pelo Cesarense, Oliveira do Bairro e Sanjoanense. Já Rui Gomes, é gaiense, conta com 24 anos e entre outros representou o Dragões Sandinenses e o Espinho. Estes dois atletas juntam-se a Diogo Rocha e Jorginho (ambos ex-Leixões), André Pereira (ex-União da Madeira), Luís Paulo (ex-Esmoriz) e Bruno Brandão (ex-Carregosense), totalizando sete novos jogadores. A equipa começa a trabalhar no próximo sábado, dia 23 de Julho, às 10h.

Sérgio Espírito Santo é o novo treinador do Leverense

Sérgio Espírito Santo é o novo treinador do Leverense, sucedendo assim a Ernesto Bulhosa no comando da equipa gaiense. O 'A Bola é Redonda' falou com o técnico, que apenas confirmou a sua entrada no clube: "Sim, vou treinar a equipa na próxima temporada. O convite surgiu porque sou daqui da beira e as pessoas reconhecem o meu trabalho e acharam que podia ajudar" disse, revelando que ainda nada está acertado quanto a entradas e saídas de jogadores: "Ainda nada tenho a dizer sobre isso, porque só amanhã é que teremos uma reunião para acertar alguns desses pormenores", concluiu o técnico.
Sérgio Espírito Santo estava há duas temporadas no Sousense e conseguiu a promoção da equipa à 3ª Nacional na época 2009/2010, conseguindo posteriormente a manutenção neste escalão ao conseguir atingir a sexta posição na primeira fase do campeonato.

Serzedo com pré-época praticamente definida


O Serzedo tem o plantel encerrado e a pré-temporada está praticamente decidida. Com o objectivo de fazer um época tranquila neste regresso à Divisão de Honra, chegaram ao plantel orientado por Pedro Dominguez nove reforços, sendo que um deles sobe dos juniores do clube. Com os trabalhos a começarem no próximo dia 1 de Agosto e com uma equipa equilibrada, com duas opções por posição, o Serzedo espera conseguir a manutenção o mais rápido possível, para conseguir estabilizar a equipa na Honra.

Aqui ficam os jogos que a equipa tem já agendados, sendo que ainda falta definir a data do jogo de apresentação aos associados e o adversário. Mais abaixo estará o plantel completo.

 4 de Agosto: Grijó-Serzedo 20h30
10 de Agosto: Serzedo-Medense 20h30
16 de Agosto: Serzedo-Pedroso 20h30
20 de Agosto: Serzedo-Infesta 10h
24 de Agosto: Serzedo-Perosinho 20h30
27 de Agosto: Serzedo-Avintes 18h

Plantel completo

Guarda-redes

Toni
César (ex-Grijó)

Defesas

André
Pacheco (ex-Custóias)
Ricardo
Hélder Pereira
Bruno Cruz (ex-Custóias)
Hélder Oliveira (ex-Arcozelo)
Joãozinho
Diogo

Médios

Moreira
Óscar (ex-Gulpilhares)
Viana (ex-Sra da Hora)
Leonardo (ex-Canidelo)
Dominguez
Daniel (ex-júnior)
Bruninho
Vitinha

Avançados

Fábio
Ricardinho
Miguel
Félix (ex-Custóias)

14 de julho de 2011

Allen - "Não prometemos nada"

O Perosinho prepara já a próxima época, tendo o plantel praticamente definido. Allen, que irá continuar à frente do comando técnico da equipa, fez o lançamento dos objectivos da próxima época, analisando o que de mal ocorreu na época passada, onde o Perosinho se assumiu como candidato à subida e acabou por realizar um campeonato muito abaixo do esperado: "Ficamos muito aquém daquilo a que nos propusemos e passamos por momentos muito difíceis que não estavam nos nossos planos. A primeira volta foi um desastre nos jogos em casa e a segunda parte do campeonato já foi muito mais positiva e muito mais à imagem da qualidade dos jogadores que compunham o plantel" começou por referir o técnico, partindo então para aquilo que espera do campeonato que se avizinha: "Queremos, como é óbvio, fazer muito melhor que a época passada e para isso contamos com reforços de qualidade para juntar aos que transitam da época anterior. Sabemos do que somos capazes, mas sabemos também que isso só não chega. Iremos trabalhar para entrar em todos os jogos para vencer e para dignificar a camisola do clube" afirmou Allen, rejeitando fazer qualquer tipo de promessa: "Não assumiremos nada, ao contrário do que foi feito por mim a época passada. Prometemos apenas máximo empenho. Como já disse, tanto direcção, como equipa técnica e jogadores, sabemos o que esta equipa pode fazer, só temos que acreditar e trabalhar para que isso aconteça", finalizou o treinador.
Allen não promete nada
ao contrário da época anterior
Relativamente ao plantel, são 14 os atletas que transitam da época anterior: Hélder Costa, Filipe, Marques, Hélder, Rúben, Vitó, Luís, Pedrito, João Tiago, Diogo, Ivo, Pedro, Ricardo e Mário, mantêm-se no clube. Relativamente a reforços, registam-se dez entradas, salientando o facto de cinco desses jogadores chegarem do escalão júnior do clube, numa clara aposta na formação: Barbosa, Fábio, Luís, Marco e Babo foram promovidos, Rui Leite (ex-Crestuma) reforça a baliza, João Guedes (ex-Arcozelo), chega para a defesa, Joel (ex-Valadares) e Tiago (ex-Grijó) chegam para o meio campo e por último Zé Miguel será também reforço, após um ano de paragem. No sentido inverso, foram nove os jogadores que deixaram o clube: Nelson, Varela, Motinha, Baptista, Mário Alves, Filipe Campos, Rochinha, Pêro e Márcio não farão parte das opções do treinador.

Assembleia-Geral do Avintes amanhã

Realiza-se amanhã às 20h30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Avintes, uma assembleia-geral extraordinária do clube gaiense, que tem como único ponto de trabalho a rentabilidade das infraestruturas do clube e a renegociação de contratos. Caso não estejam a maioria dos associados do clube à hora estipulada, a assembleia será realizada uma hora depois com qualquer número de sócios presentes.

Mário Henrique agradece a todos o apoio que obteve durante a época

Como o 'A Bola é Redonda' noticiou, Mário Henrique deixou o comando técnico do Crestuma em comum acordo com a direcção. O técnico não quis deixar passar a oportunidade e agradeceu aos jogadores, mas também à direcção e aos adeptos todo o apoio que teve esta temporada: "Queria enviar um grande abraço aos jogadores do Crestuma, pois foram uns heróis pelas condições em que andaram esta época e ainda assim conseguir atingir os objectivos. Queria também desejar o melhor à direcção e em especial ao Sr. João, desejando-lhe que recupere rapidamente da doença que o atormenta. Por último, um muito obrigado a todos os adeptos que nos acompanharam durante a temporada. Quero enviar-lhes também um forte abraço e acredito que os jogadores estão em sintonia comigo", disse o treinador, que fecha assim mais um ciclo. recorde-se que Mário Henrique chegou ao Crestuma a três jornadas do fim da temporada 2009/2010 e conseguiu ainda assim garantir a permanência da equipa na 1ª Distrital. Esta temporada, depois de uma fase algo atribulada, uma ponta final de bom nível deu novamente aos gaienses a manutenção neste escalão. Agora cabe à direcção encontrar substituto para o técnico, algo que ainda não está decidido.

13 de julho de 2011

Mário Heitor - "Prometo jogar para ganhar todos os jogos"

Mário Heitor pretende lutar pelos lugares cimeiros da classificação
O Oliveira do Douro regressou esta temporada aos distritais, após cinco épocas na 3ª Divisão Nacional. Para Mário Heitor, treinador da equipa, os objectivos passam por "ganhar todos os jogos", sem pensar directamente na subida de divisão: "O principal objectivo, que era manter o grosso do plantel, foi conseguido. Agora, em termos desportivos, queremos ocupar os lugares cimeiros da classificação. Temos a ambição de subir, apesar de jogarmos numa divisão difícil, onde as equipas são muito equilibradas" referiu, dizendo também que "é impossível fazer essa promessa. Apenas posso prometer que vamos jogar para ganhar todos os jogos".
O plantel está já a ganhar forma e registaram-se até ao momento as saídas de Galeão, o guarda-redes Ricardo, os defesas Fernando e Dudu, o extremo Miguelito e o médio Hugo. No sentido inverso, chegaram já ao clube nove jogadores, com o sector defensivo a ser o mais reforçado, com as entradas de Nicola, lateral direito, Rochinha, lateral esquerdo, Pereira, defesa-central (todos ex-Salgueiros 08), Serpa, lateral direito (ex-Progresso) e Zum, lateral esquerdo (ex-júnior do SC Salgueiros). Para a baliza chegou Fábio Pinhel (ex-Folgosa), para o meio campo Rúben (ex-Salgueiros 08) e os extremos Artur (ex-Sra. da Hora) e Paulo Figueiredo (ex-Avintes), que assim volta a encontrar o irmão, Hugo Figueiredo.
Os trabalhos arrancam no dia 1 de Agosto e o jogo de apresentação também já está marcado e será no dia 31 do mesmo mês, com o Padroense como convidado especial.

Mário Henrique não será o treinador do Crestuma na próxima época

Mário Henrique aguarda por propostas para treinar na próxima época
O 'A Bola é Redonda' sabe que Mário Henrique não será o treinador do Crestuma na próxima temporada. Depois de noticiada a continuidade de Faustino Sousa à frente dos destinos do clube, o mesmo não sucedeu com o treinador que dirigiu a equipa durante pouco mais de uma época, conseguindo contudo, assegurar a manutenção dos gaienses por duas vezes na 1ª Distrital.
Contactado pelo blog, Mário Henrique referiu que "foi de comum acordo que chegamos ao fim da ligação que mantínhamos", estando agora o técnico "à espera que o telefone toque".
Com o avançar do tempo e com a maioria dos planteis praticamente definidos, começam a sobrar poucas hipóteses de escolha ao Crestuma, tanto a nível de treinador como de jogadores, para formar um plantel competitivo para a próxima temporada, onde os objectivos voltam a passar pela manutenção.

12 de julho de 2011

Manuel António - "Prometo muito trabalho"

Manuel António continua à frente do comando técnico do São Félix na próxima temporada. O técnico confirmou esse cenário ao blog, referindo que os objectivos passam por fazer melhor que o sexto lugar da época anterior: "Sim, vou continuar a treinar a equipa. Relativamente aos objectivos, estes passam por fazermos um campeonato senão idêntico, melhor do que o do ano anterior".
Na última temporada o São Félix terminou o campeonato na sexta posição. Apesar disso, não passa pela cabeça do técnico atacar uma hipotética subida de divisão: "Quando começa o campeonato, penso que toda a gente pensa em subir. Não temos obrigação de sermos os primeiros. Apenas posso prometer muito trabalho e pensar domingo a domingo. O objectivo primordial é a manutenção e o que vier acima disso será bem vindo", disse, afirmando que para uma boa época é fundamental que a equipa volte a jogar em casa: "Jogar em casa é fundamental. Apesar disso, ainda não temos garantias de começar a época lá" afirmou o treinador, tudo ainda referente ao aluimento de parte do sintético junto de uma das balizas, situação que se arrasta desde Dezembro de 2009, decorria a época 2009/2010.
Relativamente à construção do plantel, existem já algumas caras novas na equipa. Para a defesa entrou Leal (ex-Serzedo) e Claúdio (ex-Oliveira do Douro), os médios Luís Almeida (ex-Grijó) e Né (ex-Serzedo). Relativamente a saídas, Filipe e Artur rumaram a Avintes, Quintão deixou o futebol bem como André e Manuel António, este por motivos profissionais e Eduardo.

Faustino Sousa mantém-se na presidencia do Crestuma

Faustino Sousa continua a ser presidente do Crestuma. Na última assembleia-geral, realizada no passado sábado, Faustino voltou com a palavra atrás e aceitou continuar à frente dos destinos do clube, como o próprio confirmou: "Sim, vou continuar" referindo que o que o levou a voltar com a palavra atrás foi o facto de ter conseguido desbloquear alguns apoios: "Algumas das coisas que foram pedidas, em termos de apoios, foram desbloqueadas, mas também o facto de as coisas já estarem algo adiantadas em termos de tempo para preparar o plantel". Relativamente à questão do treinador, ainda nada está decidido: "Ainda não falei com ninguém" disse Faustino Sousa, não confirmando se Mário Henrique continuará a orientar a equipa.

11 de julho de 2011

Paulo Alexandre é o novo treinador do Valadares

Paulo Alexandre, aqui com Vítor Sousa, será o treinador do Valadares na próxima época

Como o 'A bola é Redonda' já tinha adiantado, Paulo Alexandre, adjunto de Vítor Sousa no Valadares nas últimas três temporadas, será o técnico principal da equipa gaiense na época que se avizinha e que será disputada na 2ª Divisão Distrital da AF Porto, como o próprio confirmou: "Foi tudo muito rápido. Numa reunião que tivemos foi-me transmitido que o ciclo do Vítor acabava, mas queriam que eu começasse um novo", referiu Paulo Alexandre, que confirmou ser a subida de divisão, o principal objectivo do Valadares para esta temporada: "Quanto a objectivos, para além de fazer regressar atletas que fizeram a formação em Valadares e tinham saído há três anos e apesar de jogarmos numa divisão desconhecida, para mim, só podemos pensar em subir", afirmou o treinador. Quanto a reforços, são já conhecidos alguns atletas que farão parte do plantel às suas ordens, verificando-se os regressos de Clemente e Tó (ambos ex-Serzedo), bem como as entradas de Bruno Cardoso e Mendes também provenientes do Serzedo e Serginho, que chega do Gulpilhares, existindo ainda conversações com mais dois atletas.

Leverense organiza torneio de futebol de sete

Clica na imagem para aumentar
O Leverense realiza nos próximos dias 23 e 24 de Julho, o I Torneio de Futebol de 7, para os escalões de infantis e iniciados. As inscrições são gratuitas e estarão abertas até ao próximo dia 20 de Julho. O torneio contará com um máximo de 16 equipas, que deverão ser constituidas por 12 jogadores. Forma a tua equipa e inscreve-te através dos contactos que estão no cartaz (clica na imagem para aumentar).

8 de julho de 2011

Entrevista Com - Óscar Nogueira (Treinador do Grijó)

O 'Entrevista Com' está de volta e desta feita a escolha recaiu sobre Óscar Nogueira, treinador do Grijó. Ao longo desta entrevista exclusiva ao 'A Bola é Redonda', o técnico expressa toda a sua felicidade pela subida à 3ª Divisão Nacional, abordando também algumas contrariedades que sofreu ao longo de uma temporada difícil nomeadamente a saída do Penantes, peça fundamental no ataque grijoense, mas também o que espera para o futuro. Uma entrevista a não perder.
Óscar Nogueira estará na 3ª Divisão Nacional na próxima época 

A Bola é Redonda (ABR) - Boa tarde Óscar Nogueira. Para começar queria um balanço da época, onde acabou por atingir o objectivo principal, que era a subida de divisão.

Óscar Nogueira (ON) - Foi efectivamente uma época difícil, pois havia quatro ou cinco sérios candidatos à subida. Íamos para uma novidade, que era ao fim destes anos todos jogar pela primeira vez em casa. O prémio que dei aos jogadores em termos de motivação e o desafio que lhes lancei, foi entrar no meio dessas quatro ou cinco equipas fortes que sabíamos que iam ser candidatas, para sermos também um dos fortes candidatos à subida. Nesse aspecto foram fantásticos e de uma entrega total ao longo da época, fomos alargando os horizontes e vendo com mais proximidade esse objectivo. Tivemos um adversário forte e regular, que foi o Infesta e a partir daí, acho que fomos os mais regulares e os mais fortes. Foram as duas melhores equipas que se conseguiram impor aos outros adversários que tinham mais poder e se calhar mais qualidade a nível de estrutura que nós, mas aproveitamos as partes mais fracas e deles e conseguimos ultrapassa-los.


ABR - Como disse há pouco foi uma época em que jogaram em casa. Foi um factor de motivação extra?

ON - A minha preocupação no campo próprio era o factor ansiedade. Sabemos que temos uma massa associativa exigente, sabíamos que tínhamos alguma margem de erro em anos anteriores, devido a não treinarmos e não jogarmos em casa e sabíamos que nos iam cobrar isso, como aconteceu. Os nossos adeptos cobraram sempre desde o primeiro até ao último dia, o facto de jogarmos em casa e então daí faziam de nós já por si um candidato. Mas também a imagem que deixamos noutras épocas, de que se tivéssemos campo, efectivamente íamos ser candidatos sérios. Tivemos que assumir isso e superar eventualmente algumas falhas que tínhamos relativamente a outras equipas, com trabalho e dedicação e essencialmente, com concentração nos momentos certos. Mas acima de tudo, penso que foi a regularidade. Só para termos alguns números, nós tivemos 11 vitórias em casa e 9 fora. Tivemos 1 derrota em casa e quatro fora e duas numa fase final do campeonato, já numa altura em que existia alguma descompressão devido à margem de erro que tínhamos relativamente aos adversários. Isto demonstra o equilíbrio que houve. Mas o facto de poder treinar e jogar em casa foi uma injecção de moral para o grupo, sem dúvida.


ABR - O Grijó foi a melhor defesa do campeonato. De alguma forma deixou-o satisfeito esse facto?

ON - Sim. Não trabalhamos para ser a melhor defesa ou o melhor ataque. Trabalhamos para objectivos colectivos. Mas se fizermos uma análise às épocas anteriores e mesmo voltando ao assunto de não treinar em casa, há dois anos também fomos a melhor defesa, apesar de ficarmos em sexto lugar, o ano passado não fomos, fomos a terceira, mas isso quer dizer que a nível táctico e de estrutura, a equipa é montada de forma consistente no sector defensivo e faz com que sofra poucos golos. É evidente que é positivo, pois sou apologista que a equipa deve ser feita de trás para a frente e por sectores e o Grijó, de há uns anos a esta parte, a nível defensivo, mostra sempre alguma resposta positiva e alguma força defensiva. Fico satisfeito por ter atingido isso. Tenho pena por não termos sido o melhor ataque, mas fomos a segunda melhor equipa a jogar em casa, fomos a segunda melhor equipa em termos de série de jogos a vencer e conseguimos algumas coisas positivas ao longo do campeonato, como ser a melhor equipa, a par do Infesta, com menos derrotas no campeonato.


Dani foi o melhor marcador do Grijó
com 15 golos apesar de ser
médio de raiz
ABR - Disse que gostava de ter sido o melhor ataque e nesse particular, o melhor marcador da equipa foi o Dani, que é médio e que tem caracteristicas de trinco. Como explica que seja esse jogador o melhor marcador e não um avançado?

ON - Temos que puxar um pouco a fita atrás. Esta época teve duas pré-épocas. Começamos a trabalhar duma forma sistemática, com três jogadores com essas caracteristicas, dando mais ênfase ao Bruno Faria e ao Penantes. Mas à quinta jornada ver-me privado do Penantes, que fez com que automaticamente trabalhássemos uma forma de estar no campo diferente. O Bruno Faria ficou órfão de um jogador com caracteristicas idênticas às dele e começamos a trabalhar de forma diferente, alterando o sistema e a estrutura da equipa, o que fez com que os médios estivessem mais próximos das segundas bolas e que fizessem mais desequilíbrios ofensivos. Quanto ao Dani, ele é um jogador bastante inteligente dentro de campo e não tenho problema de lhe dar o título de melhor jogador da Divisão de Honra. Sei das capacidades dele, ele tem uma facilidade de remate grande, é evidente que desses 15 golos contribuíram seis de grande penalidade, mas mesmo retirando-os, igualava o Bruno Faria que tinha novo golos e era o segundo melhor marcador. O Dani é um jogador que lê bem o jogo, sabe-se posicionar, sabe adivinhar os lances e onde as bolas podem cair e a maior parte dos golos que fez, foram da segunda linha, onde ele também é forte. É caricato, mas tem a ver com a qualidade que o Dani tem na leitura do jogo e da liberdade que tem.


ABR - Relativamente ao Penantes, em Dezembro ele acabou por sair. Foi uma baixa importante para o Grijó?

ON - Sim. O Penantes sabe o que penso dele. Além de nos ter penalizado colectivamente, também penalizou na qualidade de finalização. O Penantes é um jogador forte, com caracteristicas que poucos têm e a prova disso é o salto que ele vai dar em termos de divisão. É um jogador com facilidade de remate, forte fisicamente, rápido, tecnicamente evoluído, por isso era uma mais-valia que íamos aproveitar este campeonato. Saindo o Penantes, não modificamos os objectivos, apesar de termos mais dificuldades pois não tivemos substituto. Mas ai funcionou o trabalho da equipa técnica, tentando galvanizar outros jogadores para poder colmatar a saida desse jogador. Felizmente as coisas correram bem.


Penantes foi uma baixa importante
no onze grijoense
ABR - Ainda nesse assunto, o Penantes foi sempre primeira escolha do Óscar e acabou por sair. O que é que aconteceu em concreto para ele deixar o Grijó?

ON - Há alturas da vida em que cometemos erros graves. Penso que ele, um mês depois de ter saído, já o tinha assumido. Assumiu isso comigo, por isso, acho que não terá problemas em assumi-lo publicamente. Ele precipitou-se, houve um momento de quebra emocional onde achou que ia perder espaço no Grijó. Tentei conversar com ele, mas ele achou por bem que deveria mudar de ares e nós não podíamos contraria-lo. Deixamo-lo sair e desejamos-lhe boa sorte. Hoje ele sabe o que pensamos dele e eu também sei que ele pensa de mim e do clube. Acho que foi um erro que fez com que ele crescesse, mas felizmente que não o penalizou em termos de carreira pois ele deu o salto que eu sabia que ia dar e de certeza que vai ser feliz no futebol, porque ele procura isso. Estamos todos bem e eu estou feliz por ele ter dado o passo que deu.


ABR - Ainda no capítulo dos jogadores, foi anunciada a entrada do João Peixe na mesma altura, mas acabou por ir para Perafita. O que aconteceu?

ON - Isso foi uma precipitação em termos de interpretação, tanto da nossa parte como da Comunicação Social. O que aconteceu foi que o Peixe quando saiu do Custóias ainda não podia ser inscrito, pois faltavam 15 dias para abrirem as inscrições. Na altura, ele treinava no Candal para manter a forma e para tentar colmatar a saida do Penantes, convidei-o a manter a forma em Grijó e quem sabe, poderia ser ele a pessoa a colmatar essa carência. Ao fim de meia dúzia de treinos, chegamos à conclusão que, nem nós íamos satisfazer a parte financeira dele, e se calhar ele também não ia satisfazer na totalidade a nossa parte desportiva. Mais uma vez foi um assunto com uma lisura fantástica, hoje temos um relacionamento excepcional e ganhamos uma amizade mas não ganhamos um jogador.


ABR - Ainda nesta época, há um jogo que se pode dizer que é marcante. A recepção ao Infesta, que é onde acontece a primeira derrota dos matosinhenses e onde o Grijó conquista a segunda posição. Foi esse o jogo decisivo que marcou o arranque para a subida?

ON - Eu diria que este campeonato foi marcado em três jogos. Um, que para mim foi decisivo e onde assumimos que tínhamos espírito para lutar pela subida, que foi à sexta jornada em São Pedro da Cova. Depois de em cinco jornadas onde conseguimos apenas duas vitórias, um empate e duas derrotas, o que é muito para uma equipa que tem objectivos, decidimos juntar-nos e propusemos desafiar esses resultados e arrancar para uma recuperação, que se veio a verificar pois em 27 jogos perdemos um e isso veio mostrar o espírito que o grupo assumiu. Nesse jogo vencemos por 3-0. Depois, uma prova real do nosso valor, que foi esse jogo do Infesta. Não tínhamos como meta ser a primeira equipa a derrotar o Infesta, mas tínhamos como meta mostrar que tínhamos equipa para derrotar o Infesta, o que é diferente. E foi isso que pedi ao grupo. Sabíamos que o Infesta era uma equipa onde teríamos que ser fortíssimos para os ultrapassar, mas também acreditava que se estivéssemos ao nosso nível poderíamos ultrapassa-los e assim aconteceu. Acabamos por ter a sorte do jogo, mas acho que foi a resposta ao nível de resultado, ao jogo da primeira volta onde estivemos melhor na maior parte dos momentos do jogo e perdemos. Na segunda volta, segundo o seu treinador, o Infesta fez dos melhores jogos do campeonato e perdeu. É evidente que foi um comprovativo do nosso real valor. E por último, onde penso que foi o comprovativo final da nossa segurança no segundo lugar, foi quando visitamos o Lixa. Tínhamos apenas dois pontos de vantagem, sabíamos que se perdêssemos, o Lixa ultrapassava-nos e eu desafiei o grupo, dizendo que tínhamos que vencer e mostrar se éramos ou não donos do segundo lugar. Acabamos por fazer um jogo fantástico. É o jogo que posso classificar de melhor do campeonato, onde estivemos quase perfeitos tacticamente, tecnicamente muito bem e onde soubemos interpretar os momentos do jogo como foi pedido. Fomos defensivamente quase inultrapassáveis e fomos crescendo gradualmente com o decorrer do jogo. Anulamos o Lixa tacticamente e depois superamos tecnicamente. E foi aí, aumentando a vantagem para o terceiro para cinco pontos, que praticamente demos a nós próprios a ideia de que seria difícil perder o segundo lugar. Por isso classifico estes três jogos como marcantes ao longo do campeonato.


ABR - Este ano houve três equipas na Divisão de Honra, o Grijó, o Arcozelo e o Avintes. As últimas duas desceram de divisão. Surpreendeu-o a época menos conseguida destes dois clubes?

ON - De alguma forma sim. Essencialmente a forma de gestão. Não posso fazer juízos de valor sobre a organização dos clubes, como é óbvio, quem sou eu, mas penso que o trajecto nos últimos anos merecia outro tipo de atenção em termos de gestão. Em termos desportivos, avaliando os planteis e alguns discursos de assumir esse mesmo desfecho, acho que não surpreendeu. Agora, é com alguma mágoa que vejo esses clubes, com alguma imagem no futebol gaiense e que nos últimos anos têm dado resultados positivos, cair na 1ª distrital. Agora, o trabalho interno e a gestão e organização dos clubes, já não posso avaliar. Fico triste e surpreendido.

João Peixe esteve perto de representar o Grijó em Dezembro último

ABR - O Grijó acabou por ficar em segundo lugar. Acha que o Grijó tinha valor para mais?

ON - Acho que o Grijó tinha valor para mais e continuo a dizer que a diferença pontual final equivale às cinco primeiras jornadas. Nos acabamos o campeonato com 10 pontos de atraso, mas à quinta jornada tínhamos oito. A partir daí, fomos a melhor equipa na segunda volta, fizemos mais cinco ou seis pontos que o Infesta nesta fase, por isso, nós é que demos tiros nos pés. Avaliando o campeonato de uma perspectiva de regularidade, acho que o título foi bem entregue ao Infesta, pois foram os mais regulares. Se avaliarmos de uma forma de grupo e de trabalho, acho que se o Grijó tivesse outra prestação nas primeiras cinco jornadas, teria havido luta até ao final para entregar o título. Mas não tenho dúvidas que seriam as mesmas equipas a subir de divisão, porque foram as melhores em todos os sentidos.


ABR - Entrando agora numa nova realidade, o Grijó regressa à 3ª Divisão 20 anos depois da última participação. Quais são as expectativas para a próxima época?

ON - Essencialmente, tentar fazer um crescimento sustentado. Aquilo que eu quero neste clube e o desafio mantém-se, e que a ambição não vai parar por termos atingido a 3ª Divisão. Quero transmitir isso aos meus jogadores, não chegamos ao limite de nada, conquistamos mais um objectivo e agora vamo-nos propor para outros objectivos. Não estamos a assumir nada, estamos a assumir um compromisso de tentar que o clube fique nos nacionais o maior período de tempo possivel e o passo seguinte será então pensar numa 2ª Divisão. Mas temos que dar um passo de cada vez. Ainda não chegamos à terceira, vamos entrar numa terceira divisão, sabemos que as dificuldades vão ser diferentes, a capacidade financeira de outros clubes será superior à nossa, mas isso não nos retira ambição. O objectivo passa por ficar nos primeiros seis lugares, por ganhar estatuto e respeito das outras equipas, e apenas somos candidatos assumidos a ganhar o primeiro jogo. Não temos ambição de disputar já uma nova subida de divisão, somos ambiciosos, mas queremos que o clube seja respeitado à chegada à 3ª divisão. O resto vem por acréscimo.


ABR - Normalmente diz-se que é indiferente a série onde se joga, mas as equipas de Gaia têm oscilado entre a Série B e a Série C. Temos exemplos de equipas que jogaram na Série C e subiram ou estiveram para subir e a jogar na Série B acabaram por descer de divisão. Sabendo que não é uma decisão sua, onde prefere jogar? Na Série B ou na Série C?

ON - Tenho quase a certeza que vamos jogar na Série B. Tenho um ponto de vista diferente dessas perspectivas. Sabemos, e não vamos esconde-lo, futebolisticamente a Série B é mais forte. Tem equipas com outro tipo de poderes para contratar jogadores, são muito mais recheadas em termos de qualidade técnica e táctica, mas isso também ajuda ao crescimento do clube. Poderemos ter mais dificuldades em chegar aos seis primeiros lugares, mas em termos de concentração em cada jogo, vai fazer com que o clube se entregue mais. Sabemos que na Série C, a nível de futebol, este deixa de ser mais bonito e mais facilitado a nível de conquista, mas também se calhar a nível de visibilidade, o clube não teria um crescimento tão grande. Temos que ver os desafios pela positiva e não pela negativa. Jogando na Série B, o que temos que saber é que temos que estar concentrados e empenhados em todos os jogos, para ultrapassar nos pormenores as equipas que sejam eventualmente mais fortes que nós. Em termos de objectivos, são os mesmos independentemente da série onde jogarmos.


ABR - O Grijó não fez, até ao momento, algo que muitos clubes fazem, que é reformular o plantel por inteiro. O facto de conseguir manter o grosso da equipa dá-lhe garantias para a próxima temporada?

ON - Essencialmente dá-me uma grande satisfação, pois acredito em pleno nos meus jogadores. Os que ficaram, ficaram pelo trabalho que têm desenvolvido no Grijó, pela confiança que me têm transmitido nos valores humanos e desportivos e essencialmente pelo carácter que tiveram nestas últimas épocas. Tenho a certeza absoluta que os 15 jogadores que ficaram, são mais-valias e tenho a certeza que o mesmo trajecto que me ajudaram a fazer como treinador no Grijó, também o conseguem por estar na 3ª Divisão. Não fiquei com todos porque como é óbvio, nestas coisas há que fazer sempre equilíbrios e acertos. Mas os 15 jogadores que ficaram, foi porque acho que têm qualidade e acredito neles para fazer um campeonato ao nível do que pretendemos.


ABR - Este ano os dois representantes gaienses que estavam na 3ª divisão desceram. Isso virá de alguma forma, prejudicar o Grijó em termos de receitas?

ON - Essa parte não me cabe a mim responder. Mas toda a gente sabe que os derbies gaienses são sempre apetecíveis. Tanto a nível desportivo como financeiro e de atractivo, pelo que representa para a cidade de Gaia. Não vamos ter esses, vamos ter outros jogos interessantes. Vamos ter equipas com nome e com pergaminhos no futebol português e de certeza absoluta que para o Grijó, sendo uma novidade, todos os jogos têm que ser vistos dessa forma, como um dérbi, não interno, mas como uma chamada a Grijó de equipas que andaram já em patamares superiores do futebol português. Lamentamos que de facto, não haja os derbies gaienses e era com muito gosto que os recebíamos, mas penso que financeiramente, o clube terá que arranjar outros atractivos para compensar essas falhas eventuais dos clubes de Gaia.


ABR - O Óscar já está no Grijó há seis temporadas. Normalmente, depois de tanto tempo, há sempre uma necessidade de mudar de ares. Ainda não sentiu essa necessidade?

ON - Necessidade não. Por vezes a curiosidade acontece. Agora, há uma coisa que me habituei no futebol e que faz parte dos meus princípios vida, que é trabalhar com gente séria, com pessoas que têm objectivos vincados e que são ambiciosas. Com todo o respeito que tenho por todos os clubes, cada vez existem menos com estas caracteristicas. Abordagens superficiais existem sempre, mas quando entramos em campos mais objectivos, as pessoas fogem sempre mais um pouco ao que se pretende. Em Grijó isso não acontece, pois eu sei o que a direcção pensa em relação ao clube e em relação ao que posso dar ao clube e assim as coisas ficam facilitadas em termos de renovações e de manutenção de planteis. A curiosidade é sempre uma coisa que faz parte do nosso ser. Quando me perguntam se gostava de sair para outro projecto, tenho essa curiosidade, pois sei o que posso dar ao futebol e o que posso fazer noutro clube. Agora, tinha que ser um clube que me apresentasse um projecto na linha do que o Grijó sempre me apresentou, com pessoas sérias, objectivos bem definidos, estrutura razoavelmente montada para atingir esses objectivos e capazes de conseguir ultrapassar as dificuldades que os adversários nos pusessem pela frente. Curiosidade sim, mas ainda não me falta motivação para ter que deixar o Grijó.


ABR - Fazendo um balanço de carreira, está satisfeito o que já atingiu ou acha que poderia ter chegado mais longe?

ON - Por vezes com o excesso de humildade tornamo-nos parvos. Só posso dizer que ao fim de dez anos como treinador tenho cinco subidas de divisão. Só posso estar satisfeito com o que já realizei. Nestas cinco épocas em Grijó, e relembrando que na primeira descemos de divisão e começamos do zero, agora estamos na 3ª Divisão. Tenho que estar feliz por o que tenho realizado, essencialmente no Grijó. Acho que a imagem do clube neste momento, passa um bocadinho por mim e isso faz-me sentir feliz. Em termos pessoais, para além de me sentir realizado com o que conquistei até agora, é evidente que pretendo alcançar mais coisas. Tenho uma meta pessoal, que passa por estar a treinar aos 45 anos uma equipa da 2ª Nacional, essa é a próxima meta e não ponho fora de hipótese que seja atingida com o Grijó, mas também não deixo de fora a possibilidade de ser com outro clube. Neste momento a minha cabeça e os meus objectivos passam pelo Grijó, mas é evidente que quero mais do futebol e quero crescer mais, mas não tenho pressa de chegar a lado nenhum. Quero sentir que o que conquisto, são coisas conquistadas por mim e que ninguém me deu nada. Tudo o que conquistamos até agora, eu e os meus adjuntos, foi por nós e sem a ajuda de ninguém. Tudo o que sou no futebol devo-o exclusivamente ao meu trabalho.


ABR - Para terminar, uma palavra para os sócios e adeptos do Grijó e para os leitores do blog.

ON - Para os adeptos do Grijó, essencialmente, pedia-lhes para apoiarem, se possivel mais, a equipa. Garanto que têm homens para defender o clube com todas as suas forças e estão sempre disponíveis para dar uma imagem positiva, tanto da terra como do clube. Quanto ao blog, dar os parabéns pelo crescimento que se tem notado dia após dia, principalmente a nível de pesquisa que as pessoas fazem, pois isso mostra a capacidade de resposta que o blog tem. Eventualmente, solicitar alguns apoios que possam haver, pois sabemos que tudo está difícil e que para o crescimento das coisas tem que haver sustentabilidade e penso que o blog não foge à regra. Penso que é este tipo de coisas que faz com que o desporto gaiense cresça e tenha uma aparição mais frequente, que tenhamos mais facilidade de aceder a estes espaços para ter mais informação, principalmente ao desporto não primário, isto é, não falando da Primeira e Segunda Liga. Felicito o blog e incentivo as pessoas a darem mais apoios a este tipo de situações.



Nuno Miguel será reforço do Pedrouços na próxima época

O defesa central Nuno Miguel, que na temporada anterior representou o Canidelo, será reforço do Pedrouços. O jogador confirmou isso mesmo ao blog: "Numa breve reunião que mantive com os elementos directivos, chegamos a um acordo de verbas e condições e facilmente me tornei reforço do Pedrouços para a próxima época" disse o jogador, afirmando também que o projecto apresentado lhe agradou e também pesou na sua decisão: "A ambição da equipa vai ao encontro do que eu entendo ser o mínimo exigível para um clube com os pergaminhos do Pedrouços e para as minhas ambições pessoais. Vamos procurar fazer um campeonato mais tranquilo do que o ano passado e tentar uma gracinha. O campeonato é longo e tudo pode acontecer" reiterou Nuno Miguel.
Quanto à sua saída do Canidelo, Nuno Miguel é mais um dos atletas que ficou surpreendido com a sua situação: "Foi a situação mais surreal que já vivi nos 20 anos que levo de futebol. Acho que nem nas camadas jovens vi tamanha insensatez e irresponsabilidade, na forma como foi tratada uma equipa que fez o que lhe foi pedido, com todas as adversidades e contrariedades vividas ao longo da época", começou por relatar. Para Nuno Miguel foi desfeita uma equipa que poderia criar as bases do futuro: "Sinceramente, acho que a direcção do Canidelo ainda não caiu em si nem soube o que fez. Estavam criadas as bases para o começo de uma caminhada de sucesso, um misto de jogadores experientes com juventude e muita, mas muita qualidade. Tínhamos jogadores com 22, 21, 19 e até 17 anos a jogar de inicio, o que, dentro de uma quadro evolutivo favorável, poderiam ser a base de um Canidelo forte durante muitos anos" afirmando depois estar triste com a situação: "Fiquei triste com a forma como alguns colegas foram tratados e informados da sua dispensa, pois como já referi, não mereciam esse tratamento depois de tudo o que fizeram e poderiam vir a fazer pelo clube". Especificamente no seu caso, Nuno Miguel conta como tudo se passou: " Comigo, nunca houve uma conversa franca e aberta quanto à minha situação no clube. Só quando liguei aos responsáveis para saber de valores em falta, me comunicaram que não contavam comigo para a próxima época. Numa conversa mantida com o Presidente, que chegou a dizer no balneário que "éramos uns heróis e pretendia renovar com todos os jogadores", fui informado de todas as situações e posso afiançar, fiquei ainda mais perplexo", disse. Apesar de tudo, o jogador não guarda mágoa pelo sucedido: "Sinceramente, não guardo mágoa com o clube nem com ninguém. Só fico triste porque não foram capazes de cumprir tudo o que acordaram comigo em particular e com a equipa em geral. Não foram capazes de honrar e respeitar um grupo de trabalho excepcional e elogiado por todos os adversários e opinião pública".
Antes de terminar, Nuno Miguel quis deixar umas palavras de incentivo e de agradecimento: "Desejo toda a sorte ao Canidelo, jogadores e a quem gosta verdadeiramente do clube. Deixo uma palavra de agradecimento muito sentida e sincera, a quem me possibilitou representar o Sport Clube de Canidelo, aos meu colegas de equipa que rapidamente se tornaram meus amigos e aos adeptos que nos ajudaram a atingir o objectivo e nos acompanharam para todo o lado", concluiu o jogador.