O Arcozelo empatou no passado domingo com o Avintes em mais um dérbi gaiense. A equipa de Miguel moreira marcou primeiro, ainda na primeira parte, por parte de Litos mas viria a consentir o empate já no último lance do jogo.
Com este resultado, o Arcozelo continua a ocupar um dos lugares de descida e perdeu uma excelente oportunidade para ter deixado essa zona. O técnico gaiense continuou a mostrar o seu desagrado com o trabalho de André Neto, dando conta de mais algumas ocorrências durante a segunda metade do jogo: "Nesta segunda parte, o árbitro foi ameaçando os nossos jogadores de que se se atirassem para o chão, iria mostrar o cartão amarelo, o que considero uma medida intimidatória de alguém que tinha o claro intuito de prejudicar o Arcozelo". Miguel Moreira tem queixas também dos lances de bola parada marcados pelo juiz da partida, um dos quais deu o golo da igualdade: "O Avintes apenas jogou futebol directo para os seus avançados, não tendo ao longo de toda a partida criado nenhuma jogada de perigo para a nossa baliza, a não ser nos inúmeros livres que o indivíduo que andava de apito nos lábios resolveu oferecer-lhes. No final da partida foram dados seis minutos de desconto, sem que nada o justificasse e foi no decorrer deste período que o Avintes, acabou por marcar o golo do empate na sequência de um dos inúmeros livres que o indivíduo que tinha a obrigação de ter apitado a partida marcou".
A indignação do técnico vai ainda mais longe: "Foi uma vergonha o que se passou neste jogo. Foi um indivíduo que tinha como obrigação ser imparcial que fez com que nós perdêssemos dois pontos, uma vez que cada vez que passávamos do meio campo, ele cortava a jogada e cada vez que disputávamos uma bola, ele marcava falta contra nós. Como ainda assim não chegava, resolveu reduzir-nos a dez por causa de um lançamento lateral e só não nos expulsou mais jogadores, porque os atletas do Arcozelo foram sérios e inteligentes e mostraram-se pessoas muito mais integras do que o personagem André Neto, que demonstrou ser um incompetente, indigno de usar as insígnias de árbitro. São indivíduos e arbitragens como estas que dão mau nome aos árbitros, quando a grande maioria deles são pessoas sérias e competentes".
Apesar de tudo, o técnico do Arcozelo deixa elogios à sua equipa: "Queria ainda realçar a atitude, empenho e maturidade que os meus jogadores tiveram nesta partida, uma vez que fomos sempre superiores e mesmo com uma arbitragem provocadora, que nos prejudicou imenso, souberam manter a calma e mostraram serem pessoas bem superiores a esse sujeito que apitou o jogo. Os meus jogadores estão de parabéns, porque fizeram tudo para ganhar este jogo, só que não nos deixaram" e deixa um reparo curioso: "Estranho é que ao intervalo, quando nada de muito anormal se estava ainda a passar, tenha mandado um familiar retirar a sua viatura do parque do nosso estádio. Dá toda a ideia de que sabia o que ia fazer na segunda parte".
Mas as peripécias neste jogo não terminam por aqui. Depois do final da partida, a actuação da GNR de Arcozelo também foi questionada pelo treinador: "Queria lamentar o que se passou no final da partida, em que os meus jogadores, que obviamente estavam indignados com o que se tinha passado, foram metidos dentro do balneário à bastonada e à joelhada, quando não havia necessidade de o fazer, uma vez que em momento algum a integridade de ninguém foi posta em causa, por isso não compreendo a razão de isso ter acontecido".
Com este resultado, o Arcozelo ocupa a 16ª posição, com nove pontos e no domingo desloca-se ao terreno do Infesta. líder do campeonato, ás 15h.
1 comentário:
Eu não vi o jogo e li apenas o artigo. Mas uma coisa é certa, o nível dos árbitros que apitam nos distritais do Porto é muito fraco. Não sei se por falta de formação, se por falta de condições de trabalho (nem sei se treinam), mas o certo é que se vê arbitragens que roçam a pura incompetência. É certo que também há jogadores, treinadores e dirigentes menos capazes, mas, no geral, os campeonatos são bastante competitivos e a qualidade até é alguma, comparando com o futebol praticado noutras associações. Já tempo de acabar com arbitragens tipo Cândido Bessa, Casanovas e outros que pra lá andam sem saber o que fazem.
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